Educação

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A rede municipal de ensino de Salvador está na reta final dos preparativos para as provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que serão aplicadas no período de 22 de novembro a 10 de dezembro. O exame envolve os alunos do 5º e 9º anos, como também para estudantes do 2º ano de algumas escolas por amostragem definida pelo Ministério da Educação (MEC).

Com foco nessa avaliação, a Secretaria Municipal da Educação (Smed) realizou, na manhã da quinta-feira (11), na Escola Municipal Hildete Lomanto, no Garcia (GRE Centro), um encontro para reforçar o processo de mobilização que as escolas já vêm fazendo e fortalecer o planejamento para a realização da prova. Estiveram presentes no evento a diretora pedagógica da Smed, Cinthia Santos, a gerente regional Geisa Barreto, a coordenadora pedagógica da Gerência Regional, Aline Pimentel, e os gestores das escolas, entre outros envolvidos.

“Estamos muito próximos da prova Saeb e o nosso maior desafio nesse momento é mobilizar as famílias para que os estudantes participem da avaliação. Esse encontro é uma troca de experiências tanto para o fortalecimento das práticas já implantadas nas unidades, como também para trazer novas ideias e possibilidades”, afirmou Cinthia Santos.

De acordo com Cinthia, já foram realizados três encontros em outras regionais, com a participação dos gestores de cada escola e de representantes do grupo “Educar pra Valer”, do programa “Aprender pra Valer”.  “O que a gente deseja é o engajamento de todas as unidades nesse movimento e que, de fato, a gente consiga ter uma mobilização que nos dê um resultado significativo”, disse.

O Saeb é uma avaliação desenvolvida pelo MEC, através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A iniciativa tem o intuito de mesurar a qualidade da educação no país, tanto nos estados, municípios e em cada escola. A prova faz parte da composição do cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O Inep vai informar e agendar a data das provas diretamente com cada escola participante.

Retrato – Neste ano, em Salvador, serão mais de 300 escolas envolvidas, superando 19 mil estudantes. Conforme a coordenadora pedagógica da gerência regional, Aline Pimentel, estão sendo promovidos nas escolas aulões e simulados, além de formações para professores e profissionais que vão atuar com esses alunos.

“Estamos montando todo um planejamento para ter uma avaliação de sucesso. Essa prova vai trazer para Salvador e para as escolas o resultado do desempenho dos alunos sobre a vida escolar. É um retrato do que foi trabalhado na educação”, declarou Aline.

 

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Através do projeto Viajando no Tapete das Letras, 60 alunos do Grupo V do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Jardim Brasília, em Pernambués, puderam assistir à apresentação musical do cantor Júnior Negrão, na manhã desta segunda-feira (8). Para possibilitar às crianças vivenciarem práticas de leitura e escrita, mediadas pelas professoras e pela família, a instituição ampliou experiências de letramento e trabalhou com cantigas de roda, dança e muita animação.

Com o objetivo de acrescentar as possibilidades de comunicação e expressão, apresentando variados gêneros orais e escritos, o projeto foi idealizado sob a perspectiva de atender crianças do ensino presencial e remoto. “O projeto foi iniciado no começo no ano letivo, em fevereiro. Desde então, nós trabalhamos com todos os portadores textuais, e a partir disso trouxemos o letramento para as crianças. Quando chegamos no momento da música percebemos que eles tinham uma afinidade maior e demonstraram interesse pelo assunto, por isso, decidimos explorar mais. Agora, estamos trabalhando com as cantigas de roda e até convidamos o pai de uma aluna para tocar”, explicou Mônica Soares, professora e vice-coordenadora da instituição.

Iniciado desde fevereiro, o projeto segue até o final do ano letivo. Durante todo ano estão sendo trabalhados conteúdos através de nomes, quadrilhas juninas, cantigas de roda, receitas, adivinha, brinquedos/brincadeiras, lendas, trava-línguas, textos informativos, convite, músicas, poesias, rótulos, listas, fábulas e parlendas.

A professora Ana Maria Sanches destacou a importância da ação. “ É um tipo de projeto que a gente vê o envolvimento da criança, eles param para escutar, dançar, cantar, movimentar esse corpo. Diz muito sobre a leitura que ela faz em relação a esse mundo, o que ela já conhece, o que já traz, tudo está interligado. Com certeza, é uma forma de aprendizado eficaz, e de muita importância para que as crianças possam se posicionar nesse mundo em que vivemos”, declarou.

Morador do bairro e pai da pequena Maria Júlia Silva, o cantor Júnior Negrão, 33 anos, avaliou a integração da escola com a comunidade. “O contato da criança com a música gera um aprendizado lúdico. Elas adquirem conhecimento se divertindo, o que é fantástico. Acho muito importante a iniciativa da escola de unir a comunidade, arte e ensinamento”, disse.

Com o olhar que não escondia o orgulho, Maria Júlia, de 5 anos, falou sobre a felicidade de ver o pai se apresentar na escola. “Estou muito feliz, é um dia diferente e divertido. Estou orgulhosa de ver ele cantar”, afirmou. O estudante Davi Souza Dias, de 6 anos, também aprovou a cantoria. “Aprendi muito sobre música. Nos divertimos, brincamos e foi um dia muito legal. Eu amei aprender desse jeito”.

 

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A Secretaria Municipal da Educação (Smed) vai promover uma tarde de diversão para cerca de 500 alunos do 4º e 5º anos da rede nesta terça-feira (19), às 15h O evento será no Le Cirque, parceiro da iniciativa, em comemoração ao Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. Além dos alunos, professores e gestores, estarão presentes também o secretário municipal da Educação (Smed), Marcelo Oliveira, e a subsecretária Rafaella Pondé.

Foram escolhidas dez escolas que levarão em média 50 alunos cada. As unidades indicadas pelas Gerências Regionais foram as escolas municipais Saturnino Cabral, Senador ACM, Esperança de Viver, Jaqueira do Carneiro, do Beiru, Eufrosina Miranda e Otaviano Pimenta.

Essa não é a única atividade externa que a Rede Municipal de Educação está promovendo para os alunos. Com a diminuição da taxa de contaminação da Covid-19 na cidade, as escolas já se organizam em pequenos grupos para fazerem visitas a espaços culturais e de lazer, com o objetivo de contribuir no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes.

No início deste mês, alunos do 6º, 8º e 9º anos foram ao Centro de Convenções de Salvador, na Boca do Rio, para conhecerem o mundo dos games. A visa ampliar o conhecimento dos alunos no universo digital. No último dia 14, cerca de 120 alunos do 5º ano foram ao Hub Salvador, no Comércio, de onde fizeram uma visitação virtual ao navio laboratório francês Tara Océan.

De acordo com o secretário da Educação, Marcelo Oliveira, a Smed tem todo interesse de ultrapassar os muros das escolas para ampliar o acesso à cultura, diversão e ao conhecimento. “Além do processo ensino/aprendizado vivido nas nossas unidades escolares, nosso desejo também é que os alunos possam conviver com outras formas de aprender e com a construção de conhecimentos amplos. Nesse propósito, vamos fazer como rotina permanente a visitação aos museus e pontos turísticos com os alunos do Ensino Fundamental”, disse.

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A Escola Municipal Hildete Bahia, localizada na Rua Botuporã, no bairro de Pernambués, classificou 43 estudantes para a segunda e última etapa da 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Ao todo, 25 escolas da rede municipal de Salvador classificaram 588 alunos do Ensino Fundamental II para a prova final da competição, aplicada no último sábado (6), sendo 333 do 6º e 7º anos e 255 do 8º e 9º anos, dentre os quais quatro educandos da Escola Municipal Yves de Roussan, que atende adolescentes em privação de liberdade.

Diretora da Hildete Bahia, Rita de Cássia do Amor Divino recebeu a notícia como uma “surpresa boa”. Ela destaca que os estudantes matriculados na escola que dirige permaneceram em intensa atividade à distância, desde que as aulas presenciais foram suspensas, em março do ano passado, por força da pandemia. 

“Não deixamos os alunos sozinhos. Na semana seguinte ao decreto de suspensão das aulas, convocamos os professores para fazer atividades pelo Instagram e através da plataforma Escola Mais, da Prefeitura. Além disso, também tivemos aulas e plantões pedagógicos via Google Meet, no turno oposto”, explicou a diretora, justificando o desempenho dos seus alunos na Obmep.

Esforço conjunto – Professora de matemática da Hildete Bahia desde 2007, Jaqueline Barbosa descreveu a preparação organizada pela direção, coordenadoria e corpo docente da escola para a Olimpíada de Matemática.

“A gente já tem uma tradição de incentivar os alunos para a olimpíada. Fazemos campanha com vídeos dos professores, resolvemos questões das edições anteriores nas aulas, corrigimos a prova da primeira etapa na escola e temos um grupo de orientação no WhatsApp só para os competidores. Então, eles se interessam”, celebrou.

Emerson dos Santos, 14 anos, é estudante do 7º ano da Hildete Bahia. Embora tenha predileção por ciências, foi um dos 43 estudantes desta escola selecionados para a segunda etapa da Obmep.

“Admito que não esperava chegar tão longe, mas acredito que consegui com o esforço dos meus estudos e com a ajuda da professora Jaqueline, que é muito rigorosa com os exercícios de matemática, ainda mais na preparação para a olimpíada”, ressaltou. 

A Obmep é realizada anualmente pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e promovida com recursos dos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Governo Federal. O objetivo da ação é estimular e promover o estudo de matemática no país. 

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Neste mês em que é celebrado o Dia do Professor (15 de outubro), os 128 docentes que integram o programa Nossa Rede na TV, realizado pela Secretaria Municipal da Educação (Smed), foram homenageados nesta quinta-feira (21), em cerimônia ocorrida no Palácio Thomé de Souza. Estiveram presentes o prefeito Bruno Reis, o titular da Smed, Marcelo Oliveira, e demais autoridades.

O Nossa Rede na TV foi aplicado para manutenção das aulas de forma não presencial durante a pandemia do novo coronavírus, por meio de teleaulas, e hoje também atua no reforço escolar de crianças, adolescentes, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Durante o evento, os educadores receberam uma placa de homenagem e um certificado pela dedicação e empenho na elaboração e gravação das teleaulas, contribuindo para a educação pública municipal num momento tão delicado.

Até o momento foram produzidas mais de 5 mil aulas. A iniciativa deu tão certo que, mesmo com a retomada das aulas presenciais, os programas pedagógicos televisivos continuam sendo gravados e exibidos para que os estudantes possam reforçar o aprendizado.

O chefe do Executivo municipal destacou a importância do programa para garantir a educação em meio ao cenário provocado pela Covid-19. "Na pandemia surgiram muitas dúvidas. Não sabíamos quanto tempo duraria e um dos maiores desafios foi buscar alternativas para que os jovens não ficassem sem aula. Na ocasião, tínhamos caminhos a seguir. Mas, o que era palpável e real era a metodologia que adotamos em Salvador. Contratamos dois canais de televisão, conteúdos digitais, mas tudo isso só foi possível graças a esses profissionais, que fizeram a diferença", afirmou.

Caminhos – O prefeito destacou ainda que o caminho para a Educação hoje é investir em novas tecnologias, aliado à figura do professor. “Temos um longo desafio pela frente para compensar, apesar de todo esforço que fizemos. As ferramentas tecnológicas vieram para ficar e vamos implantar sistemas em toda a gestão da educação. A linguagem do mundo digital é global. Hoje nossas crianças competem com crianças do outro lado do mundo, e o que iria acontecer no futuro, a pandemia antecipou para o presente. E só há um caminho para amenizar os impactos dos últimos anos: investir no digital. Mas, é bom lembrar que, por mais que haja evolução da tecnologia, o professor é insubstituível”.

Para o secretário Marcelo Oliveira, a educação na capital baiana vive um momento muito especial. "Esse momento da batalha é de reconhecer os heróis. Quando as aulas foram suspensas e nossos alunos ficaram sem oportunidade de obter conhecimento de forma presencial, encontramos soluções criativas para enfrentar uma barreira intransponível da desigualdade econômica que não permite ainda que a totalidade dos nossos alunos tenham acesso à rede de computadores. Fizemos uma pesquisa em 2020 e apenas 20% dos alunos tinham acesso a computadores. Se tivéssemos optado por aulas pela internet, como na rede privada, teríamos alijado do processo 80% das crianças, isso seria uma indignidade. Foi decidido então fazer aula pela TV, que atinge de forma democrática e ampla nossas crianças. Vocês se doaram para fazer algo que não era de sua expertise, de sua prática", avaliou, em referência aos professores.

Experiência – O Nossa Rede na TV teve início em junho de 2020 e contou com a colaboração de mais de 170 profissionais, entre professores, coordenadores da Smed e das gerências regionais e técnicos parceiros. As aulas estão sendo veiculadas em dois canais digitais abertos e exclusivos das TVs Aratu (4.2 e 4.3) e Band (7.2), com horários específicos para cada ano dos segmentos do Ensino Fundamental (anos iniciais), Ensino Fundamental (anos finais), Educação de Jovens e Adultos e Regularização de Fluxo.

Atuando na Escola Epaminondas Berbert de Castro, em Pernambués, a professora do Fundamental I, Ana Lúcia da Anunciação, de 54 anos, fala da experiência após 16 meses de programa. "Para mim foi um grande desafio participar do Nossa Rede, pois nunca havia realizado algo assim. Entretanto, o momento que estávamos enfrentando pediu e foi uma maneira de contribuir com os alunos, além de uma oportunidade de estar perto deles, contribuindo como educadora", disse.

O professor e pesquisador Renê dos Santos, de 46 anos, da Escola Elísio, declarou que em um momento tão delicado, o programa foi uma forma de dar a própria contribuição. “Além da pandemia, a experiência de aula remota foi uma novidade para todos. Percebi, ao longo do processo, que, além de atingir os alunos, muitas pessoas que estavam em casa devido à pandemia também foram beneficiadas com esta ação, atingindo então crianças, jovens, adultos e idosos", destacou.

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A família tem um papel fundamental na educação das crianças e adolescentes, mas é na sala de aula, orientados por um professor, que os jovens são educados, para a formação de futuros adultos críticos, reflexivos e respeitosos.

No Brasil, o professor é lembrado no dia 15 de outubro, data que celebra a importância do papel do profissional para o desenvolvimento humano. Na rede municipal de ensino, que possui oito mil professores distribuídos na Educação Infantil, Ensino Fundamental – Anos Iniciais e Finais e Educação de Jovens e Adultos (EJA), os profissionais enfrentam os desafios da profissão, principalmente em tempos de pandemia de Covid-19.

Desde os seis anos que a professora Viviane de Pádua pensava na educação como possibilidade de mudar o mundo e há 25 anos faz isso ensinando. Ela reconhece seus esforços ao relembrar do início da pandemia e o desafio de dar aulas pela TV, com o Projeto Nossa Rede do município.

“Sempre acreditei que através do conhecimento poderia contribuir com a melhoria de vida de outros. Nesse período pandêmico, fui desafiada a dar aulas na TV. No início foi assustador, mas com o passar do tempo fui ficando mais confiante e tranquila”, confessou.

Segundo Viviane, as aulas à distância permitem que o conhecimento seja transmitido a um número maior de pessoas, extrapolando os limites dos estudantes matriculados na rede. Adultos que concluíram o ensino médio, crianças que deixaram as escolas particulares, idosos que estavam isolados em casa encontraram nas aulas um conteúdo gratuito e de qualidade.

“Ser reconhecida no supermercado, na praia, por pessoas com quem nunca tive contato e elas se reconhecerem como meus alunos é uma sensação indescritível. Mas é óbvio que toda categoria profissional também precisa e merece o reconhecimento financeiro e os professores não fogem a essa lógica”, defendeu.

Atualmente lecionando para alunos do 4º ano, na Escola Municipal Olga Figueiredo de Azevedo, no Vale do Matatu, a professora Maria Angélica Freitas, 61 anos, atua há 21 deles no município. Ela conta que, apesar do desafio diário e da necessidade de uma maior valorização da profissão, trabalha com compromisso e amor. "É um desafio muito grande, mas eu adoro a minha profissão, porque tenho amor ao que faço. Na atual conjuntura, se não tivermos amor e compromisso, a missão de educar torna-se quase impossível", descreveu.

Capacitação – A gerente de Currículos da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Edna Fernandes, pontua que o órgão tem apostado na qualificação dos professores, por meio de formações com parceiros externos, ou com formadores da própria secretaria. “Os professores são sujeitos importantes no processo de ensino de aprendizagem dos alunos, principalmente na educação básica. Em tempos de pandemia, eles se reinventaram através da utilização de plataformas e recursos on-line, buscando entregar o melhor para seus alunos e qualificar o processo de aprendizagem”, avaliou.

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A Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon) dará início à Operação Escola, nesta quarta-feira (10), para solicitar aos gestores das escolas particulares de Salvador as planilhas de custos dos reajustes das mensalidades e listas de materiais escolares de todas as séries, junto com o plano de execução. A ação será realizada até o próximo dia 25.

Neste ano, especialmente, os gestores terão a oportunidade de participar de uma qualificação ofertada pela Codecon, por meio do Projeto Escola Legal. O objetivo é reforçar o conhecimento sobre as normas do segmento exigidas por lei.

O diretor-geral da Codecon, Humberto Viana, explicou a motivação da ação conjunta. “O Projeto Escola Legal é mais uma iniciativa da Codecon para promover uma relação de consumo equilibrada, o que beneficia tanto os fornecedores, quanto os consumidores, que neste caso são os pais e responsáveis pelos alunos. Nós atuamos educando e fiscalizando, concentrando esforços para garantir que as normas presentes no Código de Defesa do Consumidor sejam cumpridas”, ressaltou.

Esclarecer dúvidas – Os agentes da Codecon convidarão, durante a Operação Escola, os gestores das instituições de ensino para se inscreverem no projeto, dando a oportunidade de esclarecerem dúvidas sobre o que é exigido de acordo com a lei, além de reforçar o conhecimento sobre seus direitos e deveres. Os interessados deverão se inscrever através do link encurtador.com.br/alJPQ, nas turmas abertas para os dias 30 de novembro, 1º  e 2 de dezembro, na sede da Codecon, no turno matutino ou vespertino, de acordo com a disponibilidade ofertada.

A Operação Escola, que acontece anualmente, tem como objetivo principal verificar se os itens exigidos pela instituição de ensino são de uso individual ou coletivo. Os itens de uso coletivo, como copos descartáveis, papel higiênico e grampeador, não podem ser exigidos.

Se o consumidor observar possíveis irregularidades, deve denunciar por meio do aplicativo Codecon Mobile, aplicativo Fala Salvador, site www.codecon.salvador.ba.gov.br , portal Fala Salvador (falasalvador.ba.gov.br) ou através da Central de Atendimento Fala Salvador, no número 156.

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O programa Agente da Educação está com inscrições abertas para o processo seletivo que vai preencher 390 vagas de estágio em Pedagogia – desse total, 39 vagas serão destinadas para pessoas com deficiência (PCD). O edital 01/2021 foi publicado na edição de segunda-feira (18) do Diário Oficial do Município (DOM), e pode ser consultado no site www.dom.salvador.ba.gov.br

As vagas são destinadas a estudantes devidamente matriculados, cursando entre o 2º e o 6º semestre, em uma Instituição de Ensino Superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), no turno noturno, ou Educação à Distância (EAD). É necessário, ainda, que tenham ao menos 10% do curso concluído e residam em bairro ou localidades adjacentes em que concorrerão à vaga.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente on-line, a partir desta terça (19) até as 23h59 da quinta-feira (21), pelo endereço eletrônico www.agentedaeducacao.salvador.ba.gov.br. O processo seletivo é realizado através da Secretaria Municipal de Gestão (Semge).

A prova objetiva/discursiva também será em meio on-line e acontecerá no próximo dia 27, em horário a ser informado por meio de Aviso de Convocação, que será publicado no DOM e também disponibilizado no site www.gestaopublica.salvador.ba.gov.br – área de Estágio.

Os aprovados receberão bolsa de complementação educacional mensal no valor de R$ 928,02, acrescido do auxílio-transporte. Os candidatos que não forem aprovados dentro do número de vagas estarão no cadastro reserva. O prazo de validade do processo seletivo é de 12 meses, contados a partir da data de publicação do resultado final.  

Programa – O programa Agente da Educação é desenvolvido em parceria entre a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação (Smed), e o Parque Social. O propósito é contribuir de forma efetiva para uma educação transformadora, inclusiva e de qualidade, fortalecendo a escola enquanto espaço de aprendizagem e interatividade.

Além disso, o programa também auxilia na promoção da melhoria do desempenho escolar, na redução do índice de evasão e a valorização da escola como patrimônio da comunidade.

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Com o objetivo de promover a cultura oceânica, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) levou, na manhã desta quarta-feira (13), 120 alunos da rede municipal para visitação virtual no navio da organização francesa Tara Océan. Em Salvador desde o domingo (10), a embarcação ancorada na Marina, na região do Comércio, pôde ser vista pelos alunos, através de uma exposição feita no Hub Salvador.

Os estudantes do 5º ano das escolas municipais Bom Juá, Afrânio Peixoto, Colina do Mar e Recanto dos Coqueiros se encantaram com o barco laboratório, que tem como missão estudar o microbioma oceânico e suas interações com o clima, bem como o impacto da poluição nos oceanos.

Os estudantes foram divididos em quatro turmas, nos turnos matutino e vespertino. O percurso pedagógico teve duração de uma hora. A experiência gerou a descoberta da microbiologia viva do oceano e o encantamento dos jovens.

O diretor de Relações Internacionais da Fundação Tara, André Abreu, destacou a importância de criar programas educativos sobre a questão da biodiversidade e beleza do oceano, e as ameaças causadas pelas mudanças climáticas. “Ação como essa pode inspirar jovens a buscar soluções para uma economia azul sustentável. A visitação traz um pouquinho de informação científica de maneira estruturada para os alunos dessas escolas”.

Abreu contou que, na França, a organização trabalha com educação nacional há mais dez anos e, hoje, mais de 160 instituições de ensino aplicam o conteúdo pedagógico do Tara nos programas escolares. “A gente acredita que é um desafio colocar o oceano no currículo escolar, sobretudo em uma cidade como Salvador, que é um local de vocação marítima, com uma história de navegação e ligação com mar. A cidade tem um potencial muito grande”, afirmou.

“Não dá para educar com o medo da catástrofe, então a gente tenta explicar que o oceano é agredido e se adapta às mudanças, mas existe uma conectividade que faz com que ele se regenere. E realmente o tema traz a abertura para tratarmos sobre sustentabilidade, economia circular, limite do consumismo, superprodução de produtos industrializados e muito mais”, completou Abreu.

O diretor de Inovação da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), Luis Gaban, acompanhou a visita e ressaltou a relevância do tema. “A gente está tratando de inovação e tecnologia trazida pelo Tara Océan, que viaja o mundo pesquisando sobre a biodiversidade dos nossos oceanos. Então, mantivemos contato com eles e fizemos uma grande articulação para atender os alunos da rede municipal. Acreditamos que é extremamente importante o envolvimento das crianças, para que elas conheçam e entendam cada vez mais sobre o ecossistema marinho”, disse.

Encantamento -  Ao final das oficinas que mostraram a importância de explorar, entender e proteger os oceanos, os estudantes destacaram o encantamento pela vida a bordo. “O Tara é um barco detetive, os tripulantes vivem muitas aventuras em busca de soluções ambientais. Eu achei muito interessante, legal e diferente. Deu para aprender bastante”, disse Gabriela Moura, de 10 anos, aluna da Escola Municipal Bom Juá.

As experiências do Tara Ocean também geraram consciência ambiental em alunos como Sofia Nascimento, de 11 anos, que falou sobre os conhecimentos adquiridos durante a visita. “A gente viu que as tartarugas podem ser sufocadas pelo saco plástico que jogamos fora e o pássaro marinho morre com a barriga cheia de garrafa pet”, disse.

História – Com 18 anos de atuação, a Fundação Tara Océan é a primeira fundação de utilidade pública reconhecida e dedicada ao oceano na França. Tem duas missões principais: explorar o oceano para melhor compreendê-lo e partilhar conhecimentos científicos sobre a vida marinha com objetivo de criar maior consciência cidadã e coletiva.

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