Quem mora em Salvador ou região metropolitana e quer se aperfeiçoar na área de desenvolvimento de sistemas e aplicativos pode aproveitar a oportunidade para participar da Formação de Desenvolvedores 2021. A capacitação gratuita é promovida pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), em parceria com o HUB Salvador e a Softwell Solutions, dentro do Programa + Conhecimento e Inovação Social.
Os interessados em uma das 20 vagas oferecidas devem fazer a inscrição através do site https://formacaodedesenvolvedores.com.br até a quinta-feira (14). O resultado será divulgado no dia seguinte (15) e os participantes serão convocados através de e-mail. Para se inscrever, é necessário ter idade mínima de 18 anos, ensino superior em Tecnologia (cursando ou completo) e ter noções básicas de Lógica de Programação e Banco de Dados.
Com carga horária de 40h, o treinamento acontece nos dias 18 a 29 de outubro, de forma presencial, das 8h às 12h, no HUB Salvador, no Comércio. Todo o material necessário será disponibilizado para o participante no dia do treinamento. Quem completar 80% da carga horária terá direito a certificado.
Através de um treinamento exclusivo em uma ferramenta No-code desenvolvido pela Softwell Solutions, o Maker Studio Bootstrap possibilita a busca de soluções tecnológicas por meio de uma interface dinâmica e customizada para os ambientes web e mobile. Nesse processo seletivo, motivação e foco serão o principal diferencial para que o participante possa se destacar.
De acordo com o diretor de Inovação da Semit, Luis Henrique Gaban, a importância dessa formação profissional está vinculada à geração de emprego e renda no segmento de tecnologia com a oportunidade de jovens baianos ingressarem no mercado de trabalho de forma imediata.
“Os melhores alunos vão participar de um processo seletivo exclusivo e já podem ser escolhidos para trabalhar com a ferramenta maker diretamente com os parceiros, clientes ou mesmo na empresa software. Ou seja, o jovem que se dedicar e tiver focado poderá sair direto com um emprego e, claro, agregar valor ao currículo. Esse é o grande diferencial do Programa + Conhecimento e Inovação Social”, declarou Gaban.
Alcançar notas altas ou a aprovação no vestibular, para ingressar em faculdades e instituições públicas de ensino, é o sonho de diversos adolescentes. Quando esse objetivo vira realidade – especialmente em um período de pandemia de Covid-19, que resultou em isolamento social e a realização das aulas de maneira remota –, a felicidade toma conta, como aconteceu com 22 alunos da rede municipal de educação de Salvador.
Eles foram aprovados no processo seletivo do Instituto Federal da Bahia (Ifba), sendo oito estudantes da Escola Municipal Alfredo Amorim (Ribeira), quatro da Escola Municipal Cidade de Jequié (Federação), três da Escola Municipal Pituaçu, uma aluna da Escola Municipal Dona Arlete Magalhães (Castelo Branco) e um aluno do Instituto Municipal de Educação Professor José Arapiraca – Imeja (Boca do Rio).
Uma das aprovadas na seleção, a estudante Erika Kailane dos Santos da Silva, disse estar bastante feliz por ingressar no Ifba. “Eu me sinto muito feliz por ter sido selecionada, por saber que é uma seleção bastante concorrida, mas nunca desisti”, contou.
A jovem de 15 anos é aluna da Escola Municipal Dona Arlete Magalhães. Erika lembra que teve sempre o incentivo da mãe e o apoio de todo o corpo docente da escola. “Eu agradeço a cada um por me incentivar, em especial à diretora Valdirene, que teve um papel muito importante na minha aprovação”, relatou a estudante, que será aluna do curso de Mecânica.
A felicidade está estampada também no rosto de Elaine dos Santos, mãe de Erika. “Estou muito feliz por saber que a minha filha foi aprovada, é algo grandioso, pois ela vem de uma escola pública”, disse a dona de casa.
Elaine ainda ressalta que diversas pessoas não valorizam os ensinamentos passados por professores da rede pública. “Os pais dos alunos precisam cobrar dos seus filhos a devida dedicação aos estudos, além do que já é passado dentro da sala de aula”, defendeu.
Mãe de duas filhas, ela conta que a jovem de 15 anos não é a primeira da família a ser aprovada em um processo seletivo. “Eu sempre quis tirar da mente dela que aprovações em vestibulares, ou processos seletivos, eram somente para alunos de rede particular. Aqui em casa ela tem um espelho vivo, que é a minha filha mais velha, aluna de Direito em uma universidade pública”, relatou Elaine.
Processo seletivo – Devido à pandemia da Covid-19, as provas presenciais não foram realizadas. Assim, o processo seletivo foi realizado por meio da consulta do histórico do boletim de notas do estudante, obedecendo à ordem das notas médias finais. Em caso de empate, foi beneficiado o estudante inscrito na ordem candidato com a maior idade, maior média geral de língua portuguesa e maior média geral de matemática.
Nos próximos dias 13 a 17 de setembro, cerca de 110 mil alunos da rede municipal de Salvador passarão por uma avaliação diagnóstica de aprendizado. Criado em 2013, o Programa Salvador Avalia (Prosa) tem os objetivos de aferir o desempenho dos alunos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, realizar um diagnóstico do aprendizado e colher subsídios para o aprimoramento do processo de ensino. As provas são direcionadas aos estudantes do Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano.
No sentido de garantir o atendimento aos protocolos sanitários, foi construído um cronograma para a aplicação do Prosa com datas específicas para cada ano escolar. As provas serão aplicadas no horário de aula do aluno.
Conforme o cronograma, as turmas do 1º e do 9º anos farão as provas na segunda-feira (13). Na terça (14), é a vez dos alunos dos 2º e 8º anos. Na quarta-feira (15), estudantes do 3º e 7º anos farão a prova, e na quinta-feira (16), as turmas de 4º e 6º anos. Encerrando a semana, os alunos do 5º ano participam da avaliação na sexta-feira (17).
Para o secretário municipal da Educação (Smed), Marcelo Oliveira, o Prosa é importantíssimo para o aperfeiçoamento da educação pública municipal, principalmente neste momento de pandemia, com a suspensão das aulas presenciais por mais de um ano. “Precisamos saber o nível de aprendizado dos nossos alunos e, a partir desses dados, traçar estratégias que permitam sanar as dificuldades e garantir a qualidade do ensino/aprendizagem”, declara.
O titular da Smed destaca ainda a importância dos responsáveis mandarem as crianças e adolescentes para a realização das provas. “Quanto maior o número de participantes, maior será a eficiência do processo”, pontua.
A diretora pedagógica da Smed, Cinthia Santos, destaca que, este ano, a dinâmica de aplicação das provas será diferente. “Normalmente, as avaliações do Prosa eram realizadas em um único dia. Mas, optamos por fazer esse desmembramento para garantir a segurança sanitária dos alunos, professores e funcionários. Assim, os pais, mães e responsáveis por nossos alunos podem mandar seus filhos com tranquilidade para fazer a prova, pois os protocolos estão sendo seguidos com rigor”, explica.
Depois da aplicação das provas, apuração e análise dos resultados, há a devolutiva aos professores, coordenadores pedagógicos das escolas e das regionais e a realização de oficinas de aprimoramento. O exame é desenvolvido pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), instituição especialista em medidas educacionais e avaliação, contratada pelo município.
A Escola Municipal Hercília Moreira, localizada na Rua Monte Conselho, no bairro do Rio Vermelho, promove uma série de atividades educativas para celebrar o Mês das Crianças. A iniciativa será uma oportunidade para difundir a conscientização sobre a segurança no trânsito.
De acordo com o diretor da unidade de ensino, Clairton Quintela, o tema da celebração foi escolhido em função do projeto Educar PRF, lançado pela Polícia Rodoviária Federal em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (Smed). Além da Hercília Moreira, participam do projeto mais dez escolas da capital baiana.
“Envolveremos as 107 crianças matriculadas na programação, que começa no dia 13 de outubro, com brincadeiras e a exibição de vídeos informativos. No dia 14, temos um show de talentos com premiação, aberto a qualquer tipo de performance, seja dança, poesia, música, desenhos, além de dicas de trânsito seguro, o tema de todas as atividades, entre as apresentações”, descreveu Quintela.
Ele acrescentou que, no próximo dia 14, haverá uma concentração com os estudantes pela paz e harmonia no trânsito, a ser realizada às 7h30, nas proximidades da Vila Caramuru. Em seguida, às 8h30, acontecerá um show de talentos.
“É uma forma de exercitar a transversalidade com informações trabalhadas de forma lúdica para lidar com essa questão, o que agrega para a formação dos estudantes, especialmente porque temos tantas crianças vitimadas por acidentes de trânsito”, concluiu.
A edição deste ano do projeto Educar PRF prevê ainda visitas de especialistas da corporação às unidades de ensino para um bate-papo com os alunos e professores sobre as leis de trânsito e questões relativas à prevenção de acidentes, como a importância do uso cinto de segurança, o perigo do manuseio do telefone celular durante a condução e da combinação álcool e direção.
Um quintal cheio de plantas ornamentais, ervas medicinais, flores comestíveis e árvores frutíferas. Na área externa da casa da professora Ivana Magalhães, o perfume exala por todo o terreno, transportando de imediato o visitante a um lugar especial, familiar e de muito aprendizado. É nesse espaço de 600m², localizado no bairro de Itacaranha, Subúrbio Ferroviário de Salvador, que as crianças da Escolab Subúrbio 360 aprendem o quanto é importante ter contato com a natureza.
Antes da pandemia as visitas eram semanais mas, com as medidas de combate à Covid-19, as atividades presenciais foram suspensas. Depois de mais de um ano de ensino remoto, as aulas semipresenciais voltaram na Rede Municipal e a gestão da Escolab ensaia retomar as visitas ao Quintal Sensorial. A iniciativa leva grupos de alunos a terem contato com a natureza e conhecerem os benefícios das plantas.
A adaptação à nova rotina, obedecendo às regras de higiene, é primordial para que a comunidade escolar se sinta segura em dar prosseguimento às atividades. Foi com esse cuidado que a gestão da Escolab levou, na sexta-feira (10), um grupo de apenas dez crianças para uma rápida visita ao Quintal.
A experiência foi considerada positiva e já é possível pensar na possibilidade de voltar a fazer as visitas rotineiras. A vice-gestora do Subúrbio 360 e coordenadora pedagógica, Aline Ribeiro, explica que a atividade desenvolvida no Quintal faz parte do projeto Sustentalab, no qual as crianças têm experiências diversas.
“Nesse projeto, as crianças aprendem sobre reaproveitamento dos alimentos, reciclagem e utilização das ervas medicinais. A parceria com o Quintal Sensorial tem ampliado o repertório de conhecimento dos alunos, trazendo para a vivência o que eles estariam estudando através dos livros”, destaca.
Memória – Movida pela vontade de morar numa casa com quintal, como na infância, Ivana procurou um imóvel no mesmo bairro, onde reside há mais de 30 anos. Ela não imaginava que a área verde da casa tinha tanto potencial.
“Ao fazer um trabalho com meus alunos, em sala de aula sobre saberes ancestrais, eu levava folhas daqui do quintal, como pitangueira, boldo e aroeira. As atividades envolviam leitura, letramento, artes e pesquisas sobre os benefícios de cada planta”, lembra.
A professora observou, nessas ocasiões, que as crianças tinham pouco contato com a natureza. “Achei que deveria trazê-las para um espaço fora da sala de aula e que essa vivência poderia ser no meu quintal”, explica.
“Aqui nós aprendemos quais são as plantas que podemos comer numa salada, ou fazer um chá. A pró Ivana ensina a gente a plantar nosso próprio alimento e a viver de forma mais simples”, conta a aluna Ludmila Santana. Com a ajuda da mãe, ela cultiva em casa coentro, hortelã, manjericão e boldo.
No Quintal tem cidreira, fruta pão, boldo, hibisco, capeba, quiôiô, hortelãs grosso e miúdo, guiné, lavanda, gengibre, manjericão, cana de macaco, pitanga, embaúba, clitória ternátea, manga, jenipapo, são gonçalinho, espinho cheiroso, maria preta e mais uma infinidade de plantas comestíveis, medicinais e protetivas. São mais de 60 espécies catalogadas e muito bem cultivadas.
A biblioteca da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), situada no prédio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), no Comércio, foi reaberta para pesquisas presenciais, desde que sejam respeitados os protocolos sanitários de enfrentamento à Covid-19. O local está recebendo apenas uma pessoa por turno e o visitante precisa ter pesquisado primeiro se o material de interesse está disponível no acervo digital da instituição.
A maior parte do acervo pode ser encontrada no endereço eletrônico This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. . Existe também a possibilidade de solicitar por e-mail o recebimento de algum exemplar, que ainda não esteja em formato digital. Nesse caso, a bibliotecária digitalizará o material e enviará por e-mail para o requerente.
O e-mail para a solicitação e também para o agendamento das visitas é This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. . O funcionamento é de segunda à sexta-feira, exceto feriados, das 9h às 12h e das 14h às 17h.
As cartografias, que ainda não podem ser digitalizadas devido ao tamanho, são os materiais pesquisados presencialmente com mais frequência. A procura por documentos, legislações e projetos é diária. Existe uma demanda interna (da Prefeitura) e uma demanda externa (por parte da população em geral). Estudantes, desde o Ensino Médio até o doutorado, também são atendidos.
A doutoranda Maria Ângela Cardoso, conhecida como Dange, é uma das pesquisadoras do local. Ela diz ser muito grata pela organização dos exemplares e pelo apoio das funcionárias. “A minha pesquisa de doutorado é sobre o urbanismo da década de 1970. Todo documento que pesquisei está na biblioteca, guardado e arquivado. Encontrei tudo o que precisava. Neste período de pandemia, não fiquei parada, porque as bibliotecárias continuaram trabalhando muito e alimentando o banco de dados virtual. Então, para mim, essa biblioteca é fundamental. Tem arquivo e pesquisas muito ricos”, avaliou.
A subgerente de acervos tecnológicos e biblioteca, Lucimar Oliveira, explica que toda pesquisa que tem como ponto de referência a capital baiana, em geral, acaba sendo direcionada para a biblioteca da FMLF. “A Prefeitura é responsável pela transformação urbana da cidade e o registro dessas transformações, desde os anos 1970 está guardado aqui. É uma oportunidade incrível para o pesquisador que vai estudar a cidade”, afirmou.
Acervo – Principal referência nas áreas de urbanismo e arquitetura em Salvador, a biblioteca da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) está em funcionamento desde a década de 1970, com um acervo documental de 10 mil títulos, entre mapas, plantas, planos, projetos, estudos, livros, legislação, fotos e uma hemeroteca (coleção de periódicos, revistas, ou obras em série), com 30 mil recortes de jornais, dos quais cinco mil são digitais.
Entre os registros mais importantes do acervo, destaca-se a coleção de estudos e documentos do Plano de Desenvolvimento Urbano da Cidade do Salvador (Plandurb), elaborado na segunda metade da década de 1970, e dos planos diretores subsequentes. Outro documento importante, disponível no local, são as edições do Diário Oficial do Município (DOM), de 1986 até 2015.
Após modernização, em 2017, a biblioteca da FMLF passou a contar com estantes modernas e móveis, permitindo a otimização do espaço e a conservação do acervo, bloqueando a poeira e controlando a luminosidade.
A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Educação (Smed), reestabeleceu, desde a última segunda-feira (27), as aulas presenciais nas 412 escolas de educação infantil e do ensino fundamental da rede pública municipal, que abriga 151 mil estudantes e oito mil professores. Desde maio, a rede municipal de ensino funcionava com base no modelo híbrido, que combina ensino presencial com ensino à distância.
Em uma das unidades, o Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Clarice de Almeida Ferreira, no Calabar, a diretora Kelly Gentil assegurou a eficácia das medidas contra a pandemia adotadas na escola e frisou que há cinco meses nenhum estudante, professor ou funcionário da unidade de ensino testou positivo para Covid-19.
“Contamos com 250 alunos, de dois a seis anos neste prédio, que foi adaptado para a pandemia, com ar-condicionado com filtro de ar, dispenser de álcool gel na altura da criança e distanciamento entre os lavatórios. As crianças usam máscara o maior tempo possível e só frequentam as aulas se não apresentarem nenhum sintoma de gripe”, explicou.
Segurança sanitária – Rosângela de Castro, professora do mesmo Cmei para a turma do Grupo 4, no qual fazem parte crianças de quatro e cinco anos, ressaltou que sua percepção sobre o recomeço das aulas presenciais é a melhor possível, devido à estrutura da escola e ao fato de as crianças terem mais facilidade de se adaptarem a uma situação nova do que os adultos.
Recepcionista de uma clínica odontológica, Liliane Almeida, 39 anos, é mãe de Maria Luíza, 5 anos, estudante do Grupo 5 da unidade escolar. Ela defende que as aulas presenciais devem voltar porque as crianças precisam ter contato umas com as outras para que se desenvolvam bem, a exemplo de sua filha, que se queixava da falta de convívio com os colegas e de ficar o tempo todo dentro de casa.
Liliane avalia que a escola tem feito o dever de casa quanto às medidas sanitárias e reconhece que pode trabalhar com mais tranquilidade, sabendo que Maria Luíza está bem cuidada no ambiente escolar.
Caillou Souza, seis anos, colega de Maria Luíza no Grupo 5 do mesmo Cmei, admitiu, que estava com saudade do ambiente. “Eu gosto da escola, de estudar, desenhar, escrever, conversar e brincar com meu melhor amigo, Levi. Lá em casa tava muito chato. Agora, melhorou”, exclamou.
Medida – O titular da Smed, Marcelo Oliveira, comentou a necessidade da nova medida. “É com grande expectativa que apelo às famílias para levarem as crianças à escola. A privação da professora e dos colegas é muito prejudicial. Ainda não é obrigatório, mas o nosso ambiente escolar é muito seguro. As crianças estão sempre com máscara, temos medição de temperatura, lavatório, álcool gel e distanciamento validado pelos ministérios da Saúde e da Educação”, argumentou o secretário.
A Secretaria Municipal da Educação (Smed) assinou, nesta quinta-feira (9), o termo de parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o desenvolvimento do projeto Educar PRF. A iniciativa tem como objetivo conscientizar crianças, adolescentes e a comunidade escolar da responsabilidade de todos na segurança do trânsito.
A cerimônia ocorreu no auditório da sede da Superintendência da PRF-BA, em Granjas Rurais Presidente Vargas. Na ocasião, estiveram presentes o secretário municipal da Educação, Marcelo Oliveira; a chefe do setor de gestão operacional e do Grupo de Educação para o Trânsito (Getran-PRF), Janaina Sousa; a gerente de Educação para o Trânsito da Transalvador, Mirian Bastos; e as 11 gestoras das escolas selecionadas.
Através do projeto, a PRF entrega recursos pedagógicos como banners, camisas, materiais esportivos e afins. O órgão também promove o curso de capacitação voltado aos educadores, em parceria com o Instituto Federal do Sul de Minas, na modalidade de educação à distância.
Conforme o titular da Smed, o trânsito é um tema importante, transversal e complementar para as atividades pedagógicas. “Temos muitos acidentes de trânsito e com vítimas que poderiam ser evitados e um instrumento eficaz é educar as crianças para diminuir esse índice. Eles serão os condutores do futuro, mas eles também levarão o que aprenderam para dentro de suas casas, levando conteúdo de forma sensibilizada para os pais, que percebem que a orientação chegou baseada no conhecimento que a criança adquiriu na escola” afirmou.
Oliveira destacou que a intenção é multiplicar o projeto. “Selecionamos 11 escolas para iniciarmos. Queremos pelo menos ter 100 escolas todos os anos fazendo esse trabalho de educação para o trânsito, atingindo toda a cidade de Salvador”, pontuou.
Segundo a gestora operacional da Polícia Rodoviária Federal, Janaina Sousa, a ideia do Educar PRF é preservar e salvar vidas. “É um projeto que alinha educação para o trânsito voltado para as escolas. De maneira transversal, o tema é inserido no dia a dia da unidade de ensino, o que resulta no sucesso do programa que é realizado no Brasil todo”, frisou.
Conforme Mirian Bastos, fechar essa parceria neste momento tem uma importância singular, já que setembro é considerado o mês da mobilidade. “É um momento importante para essa articulação da Smed, PRF e Transalvador. Colocamos à disposição todos os nossos serviços de promoção de cidadania e queremos unir forças para contribuir com a redução da mortalidade e acidentes de trânsito envolvendo crianças, jovens e adultos. Por força dos projetos já desenvolvidos nas escolas, não temos um índice de acidentes de trânsito nas áreas das unidades escolares”, ressaltou.
Participantes – A Escola Municipal Bom Jesus, localizada na Ilha de Bom Jesus dos Passos (GRE Subúrbio II), foi uma das 11 selecionadas para a iniciativa. A gestora da unidade, Maria Ferreira, esteve presente no encontro e reforçou a importância do projeto para a comunidade escolar. “É uma felicidade participar desse projeto porque traz para nós a possibilidade de conscientizar os nossos alunos e familiares sobre a importância da temática que envolve a educação no trânsito”, disse.
Além da EM Bom Jesus, as unidades de ensino da rede municipal que participarão do projeto são: Escola Municipal Eraldo Tinoco (GRE Cabula); Escola Municipal Cristo Rei (GRE Cajazeiras); Escola Municipal Nossa Senhora Dos Anjos (GRE Centro); Escola Municipal Metodista Susana Wesley (GRE Itapuã); Escola Municipal Tiradentes (GRE Liberdade/Cidade Baixa); Escola Municipal Hercília Moreira (GRE Orla); Escola Municipal Orlando Imbassahy (GRE Pirajá); Escola Municipal Francisco Mangabeira (GRE São Caetano); Escola Municipal Eufrosina Miranda (GRE Subúrbio I) e Escola Municipal de Paripe (GRE Subúrbio II/Ilhas).
Nestes primeiros dias da retomada oficial das aulas em sistema semipresencial nas 431 escolas da rede municipal de ensino de Salvador, alunos e professores vão se adaptando cada vez mais à rotina do chamado "novo normal". Com índice de adesão de cerca de 80% dos professores e de 41% dos alunos, o retorno das atividades em sala de aula foi iniciado na segunda-feira (23), e a segurança e felicidade de retomar as unidades escolares traduzem os sentimentos de docentes e estudantes.
O secretário da Smed, Marcelo Oliveira, acredita que a tendência é de crescimento gradual do número de alunos nas salas de aula. “As equipes gestoras têm feito um trabalho de excelência tanto na observação rigorosa dos protocolos sanitários, como no contato com as famílias para mostrar que nossas escolas estão preparadas e seguras, além de conscientizar sobre a importância desse retorno para o aprendizado das crianças e adolescentes”, afirmou.
A gestora da Escola Municipal Cidade de Jequié, Ana Rosa do Carmo, disse que os protocolos de segurança para evitar o contágio da Covid-19, adotados pela Secretaria Municipal da Educação (Smed), criaram novas rotinas e garantem a segurança de todos. “É uma nova realidade, existem limitações, é tudo diferente. Inclusive, nós distribuímos álcool em gel e a cada troca de professor, as salas são higienizadas. O banheiro é utilizado sob fiscalização dos funcionários, para que após o uso eles sejam limpos. É uma outra rotina, mas todos desafios são válidos, estávamos com saudade”.
Apesar de manter o ensino remoto ativo durante um ano e seis meses, a diretora destacou a importância do retorno às instituições de ensino. “Nós efetivamente não paramos. Desde o dia 17 de março de 2020, a escola vem desenvolvendo formas de aprendizado com os alunos. A gente teve aulas através do WhatsApp, Google Meet, entregamos atividades impressas, ou seja, sempre criamos alternativas para que o aluno não deixasse de estudar, mas nada substitui o ambiente escolar. O elo presencial com o professor faz diferença na vida desses jovens. Na escola, o aluno cria hábitos, disciplina e interage. Estamos felizes em tê-los de volta”.
O sentimento de felicidade é compartilhado com os alunos, que relatam a diferença do aprendizado em sala de aula. "Apesar de saber que ainda estamos na pandemia, existia a necessidade de retornarmos à sala de aula. É preciso seguir os protocolos, ser responsável, mas eu estou gostando. Fiquei muito feliz de reencontrar meus colegas e me sinto seguro. O ensino remoto é bom, mas o presencial é muito melhor. Aqui a gente aprende interagindo, é muito mais dinâmico e divertido. O ambiente escolar traz boas sensações para a gente, sem dúvida", disse o estudante Patrick Santana, de 13 anos.
Aluno do 8° ano, Fabrício Brás, 17 anos, também ressaltou um aproveitamento no ensino presencial. "É um novo ambiente escolar. É tudo diferente, mas ainda assim é bom. Estamos respeitando as regras de distanciamento. Já era o momento de retornarmos, sem dúvidas na sala de aula temos um aproveitamento muito melhor. É um aprendizado muito maior", declarou.
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