Educação

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Com o retorno das aulas presenciais, quem transita nas proximidades das unidades de ensino percebe o impacto no fluxo das vias. Cerca de 50 agentes da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) atuam diariamente no ordenamento do tráfego nos principais corredores urbanos, que são impactados diretamente e indiretamente pela movimentação de veículos gerada pelas escolas na capital baiana. 

O trabalho de fiscalização e organização do trânsito ocorre com mais intensidade nas proximidades de cerca de 40 escolas espalhadas por diversos bairros da cidade. As principais regiões afetadas são o Garcia (Avenida Leovigildo Filgueiras), Brotas (avenidas D. João VI e Waldemar Falcão), Pituba (Loteamento Aquarius e Praça Padre Anchieta), Federação (Avenida Cardeal da Silva), Patamares (Rua Manoel Antônio Galvão), Paralela (Rua Santo Antônio de Pádua), São Marcos (Estrada da Muriçoca), Cabula (Avenida Silveira Martins) e Fazenda Grande 2 (Rua Jaguaripe I).

“Esse trabalho de minimizar os impactos no trânsito é conjunto. Pedimos que os pais ou responsáveis adotem posturas adequadas e evitem condutas como, por exemplo, estacionar em fila dupla, parar em locais travando o fluxo da via e que respeitem as regras de trânsito”, alerta o superintendente de trânsito de Salvador, Marcus Passos.

Nesses locais, os agentes orientam condutores e pedestres, bem como coíbem infrações que acabam interferindo na fluidez e prejudicando a segurança viária. Os servidores da Transalvador intensificam a fiscalização a partir das 6h, na chegada às aulas, e por volta do meio-dia, com a troca de turnos.

“Muitas vezes não é só o monitoramento na frente das escolas. O impacto que essa movimentação causa atinge vias adjacentes, onde também é preciso acompanhar, ordenar e implantar estratégias que favoreçam a fluidez”, explica o gerente de trânsito da Transalvador, Antônio Neri.

Aliado ao trabalho dos agentes, a Transalvador mantém diálogo constante com representantes de diversas escolas para, em conjunto, implantarem soluções a fim de minimizar os impactos nas regiões afetadas.  A autarquia municipal orienta que os colégios, por serem geradores de tráfego, contratem monitores de trânsito credenciados pela Superintendência com o objetivo de, permanentemente, organizar o trânsito nas respectivas regiões. Cerca de 25 escolas já contrataram esses monitores.

Operação Volta às Aulas – Este ano, a autarquia municipal intensificou os investimentos também em ações de conscientização de pais, responsáveis e motoristas de transporte escolar com a Operação Volta às Aulas, através da ampliação do programa. Equipes da Transalvador da área de Educação para o Trânsito e de Fiscalização atuam conjuntamente.

Logo no início das aulas este ano, educadores da autarquia municipal foram para as portas de mais de 15 escolas públicas e privadas de Salvador para sensibilizar a população. Nas ocasiões, foram distribuídos materiais educativos, faixas e brindes. Em seguida, a Transalvador iniciou a Operação Cidadão no Trânsito, que deve passar por cerca 300 escolas das redes pública e privada, além de organizações da sociedade civil com finalidade educativa, sediadas na capital baiana.

Nas palestras lúdico-pedagógicas dentro das escolas são adotadas abordagens interativas e personalizadas, de acordo com os perfis da turma e da área escolar, considerando, por exemplo, se o entorno da escola é tranquilo ou se é um polo gerador de tráfego. A atividade é gratuita e pode ser incluída no projeto pedagógico da instituição de ensino beneficiada, reforçando o conteúdo de educação no trânsito.

O programa já tem palestras agendadas em escolas até setembro. As instituições interessadas devem enviar ofício para o e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it., ou por meio do telefone (71) 3202-9163, solicitando a participação.

Transporte escolar - Os pais e responsáveis por alunos da rede pública e privada de educação de Salvador, que optarem pela contratação do transporte escolar, devem ficar atentos e buscar profissionais devidamente credenciados junto à Prefeitura. Para evitar a proliferação de transportes clandestinos, os cidadãos precisam se certificar se os condutores possuem o alvará de licenciamento emitido pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) para a prática da atividade.

“Ao contratar um serviço licenciado, podemos garantir que este profissional está devidamente qualificado para prestar este tipo de serviço. É importante estar atento aos riscos que contratar um transporte escolar clandestino pode trazer à vida das crianças que são transportadas, uma vez que não podemos garantir que os motoristas têm o conhecimento adequado para este tipo de serviço”, afirma o secretário de mobilidade, Fabrizzio Muller.

Até o próximo dia 31 de março, a Semob está realizando a vistoria destes veículos na sede da Coordenação de Transportes Especiais (Cotae), ao lado da Transalvador. O serviço acontece de segunda à sexta, das 8h às 16h.

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Os colaboradores do programa Agentes da Educação, uma parceria da Prefeitura com o Parque Social, vão promover, durante toda esta quinta-feira (17), a partir das 9h, um mutirão de visita domiciliar em Salvador. O objetivo da busca ativa, intitulada “Dia V! Agente visita, o aluno volta”, é visitar todas as 651 famílias de alunos faltosos, identificando os motivos da ausência e estimulando a volta dos estudantes à sala de aula.

O papel dos agentes na busca é sensibilizar as famílias sobre a importância da volta às aulas presenciais, considerando que as escolas estão preparadas para receber todos com segurança, além de esclarecer sobre as consequências negativas da interrupção do processo de aprendizagem.

O afastamento das escolas, nos últimos dois anos, em razão da pandemia, comprometeu o aprendizado desses alunos, mesmo com todas as alternativas ofertadas pela Secretaria Municipal da Educação (Smed), para minimizar os prejuízos.

Segundo a coordenadora do Programa, Danielle Morato, a visita domiciliar pelos agentes, que são estudantes de Pedagogia e residem nas comunidades onde atuam, é importante para o retorno dos alunos às salas de aula. “O mutirão é mais uma estratégia, visando contribuir com as ações da Smed no combate ao êxodo dos alunos, após a retomada das aulas presenciais”, explicou.

Desde 2015, quando o programa foi implantado na rede pública municipal de ensino, os Agentes da Educação realizam visitas aos pais e responsáveis pelos alunos ausentes, com o objetivo de identificar os motivos, bem como sensibilizar os familiares sobre a importância de estar presente na escola, para o desenvolvimento dos processos de aprendizagem dos alunos.

A meta é acompanhar a vida escolar, inclusive a frequência e as ocorrências indisciplinares dos alunos e realizar quatro visitas domiciliares por mês. Assim, é possível também verificar as reais condições em que se encontram o aluno e seu ambiente familiar, orientando os pais e responsáveis para encaminhamentos e resolução de problemas como a frequência irregular, evasão, abandono escolar, entre outros.

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O programa Cidadão no Trânsito, da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), estima atender este ano 300 escolas das redes pública e privada, além de organizações da sociedade civil com finalidade educativa, sediadas na capital baiana.

De acordo com Mirian Bastos, gerente de Educação de Trânsito da Transalvador, o programa, fundado em 2013, é voltado à educação para o trânsito de estudantes do 1ª ao 9º ano, do Ensino Fundamental. Dividido em três eixos, o primeiro é o das ações operacionais, que ao longo de três semanas promove intervenções com materiais educativos, bonecos em forma de agentes de trânsito, vídeos promocionais e programas de rádio.

A proposta é orientar crianças e pais sobre as regras vigentes no trânsito, como o modo correto de atravessar a rua (segurando no punho e não a mão da criança), o uso do cinto de segurança e da cadeirinha, e a contratação adequada do transporte escolar, que deve ser feita exclusivamente por condutores e veículos credenciados pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob).

O segundo eixo do programa é o de promoção de eventos, como o concurso de desenhos infantis, chancelado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Unesco, bem como o projeto Embaixadores do Trânsito. Neste último, as crianças eleitas para a função têm a oportunidade de visitar a sede da Transalvador.

O embaixador também pode sugerir melhorias para o trânsito que circunda a escola onde estuda, sugerindo o remanejamento de um ponto de ônibus ou o reavivamento de uma faixa de pedestre, próxima à unidade de ensino. Em geral, o pedido é atendido pela superintendência, no início do ano letivo.

Palestras – O terceiro eixo realiza um ciclo de palestras lúdico-pedagógicas dentro das escolas. É adotada uma abordagem interativa e personalizada, de acordo com os perfis da turma e da área escolar, considerando, por exemplo, se o entorno da escola é tranquilo ou se é um “polo gerador de tráfego”, explica a gerente.

A primeira palestra deste ciclo será realizada na Escola Municipal Presidente Castelo Branco, localizada no bairro do Uruguai, na próxima segunda-feira (7), às 10h. Na mesma escola, mais uma palestra será ministrada no dia 10 de março, às 13h30. Nos dias 8 e 9 deste mês, às 14h, o Cidadão no Trânsito estará na Escola Ademir Adonai, em Brotas. No dia 15 deste mês, às 10h, será a vez da Escola Municipal Almerinda Costa, no Uruguai, ser contemplada com a palestra do programa.

A atividade é gratuita e pode ser incluída no projeto pedagógico da instituição de ensino beneficiada, reforçando o conteúdo de educação no trânsito. O programa já tem palestras agendadas em escolas até setembro. As instituições interessadas devem enviar ofício para o e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it., ou por meio do telefone (71) 3202-9163, solicitando a participação.

Exemplo - “Educação é a mola mestra, pois tudo começa nos primeiros anos de escolarização, quando a criança vê e faz. Através desse programa, elas são incentivadas a se tornar cidadãs ativas, prudentes, que respeitam o espaço compartilhado, o direito do outro e valorizam a vida”, disse Mirian. 

Ela destaca que o programa está alinhado com a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e com as políticas do governo federal, para educação no trânsito e redução de acidentes. A gerente avalia que o fato de Salvador ser a capital do Brasil com o menor índice de acidentes de trânsito, em áreas escolares envolvendo crianças matriculadas no Ensino Fundamental, sinaliza para o sucesso do programa.  

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Uma parceria firmada nesta terça-feira (22), entre a Prefeitura e 133 escolas comunitárias, amplia em 18.535 as vagas da Educação Infantil na capital baiana. Com investimento de quase R$100 milhões de recursos federais, através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), os termos de colaboração foram assinados pelo prefeito Bruno Reis e pelo secretário municipal da Educação (Smed), Marcelo Oliveira, além de representantes das instituições, no Hotel Fiesta, no Itaigara.

O ato garante o repasse de recursos que possibilitam a oferta de vagas nos segmentos creche (0 a 3 anos) e pré-escola (4 e 5 anos), em áreas onde a rede municipal ainda não consegue atingir. "A nossa rede é composta por três segmentos: a rede própria, com mais de 90% das vagas, a rede contratada, com o programa Pé na Escola, que atende quase 19 mil crianças; e a rede conveniada, com a participação de instituições filantrópicas e comunitárias, que ajudam na oferta de vagas em toda a cidade. Temos, neste último caso, um universo de aproximadamente 18 mil crianças, sendo três mil novos alunos absorvidos de 2020 para cá, com o aumento da crise e o fechamento de instituições particulares, em decorrência da pandemia”, explicou o prefeito.

Durante a cerimônia, o chefe do Executivo municipal traçou um panorama da atual situação da educação em Salvador. "Estamos entregando 32 novas escolas entre 2022 e 2023, entre dez já entregues, seis em construção e outras a iniciar construção ou aguardando abertura de licitação. Esse trabalho em parceria nos permite garantir as vagas e oferecer uma educação de qualidade, que é o nosso maior desafio”, declarou Bruno Reis.

O gestor ainda destacou que o impacto causado pela pandemia de Covid-19, que impôs a suspensão de atividades em sala de aula e a adoção do ensino remoto, faz com que uma das principais metas seja a recuperação do conteúdo curricular.  “É necessário garantir a absorção de conceitos fundamentais, investir na tecnologia, letramento digital, tornando o aprendizado ainda mais desafiador, onde o trabalho em conjunto é essencial para recuperar o tempo perdido com eficiência”.

Convênio – O secretário Marcelo Oliveira destacou a importância do trabalho das instituições filantrópicas na ampliação e oferta de vagas suplementares para a rede municipal de ensino, beneficiando principalmente as crianças em situação de vulnerabilidade social.

“Esta é uma parceria que foi gradativamente aumentando sua importância, em especial nos últimos anos, desde que a pandemia resultou em suspensão de aulas, prejudicando as escolas privadas, devido à redução da renda das pessoas, e transferindo uma demanda de aproximadamente 30 mil crianças para a rede municipal. Essa absorção não seria possível se não pudéssemos contar com as entidades privadas e filantrópicas, que são nossos grandes parceiros neste desafio de não deixar as crianças sem escola”, declarou.

Parceria – Para 2022, os repasses somam R$99,3 milhões – valor 52% maior que os R$65 milhões investidos em 2021. O número de alunos teve um incremento de 19%, o que representa 3 mil novas vagas. Do total de crianças atendidas pelas instituições neste ano, 8.809 são da pré-escola e 9.726 de creches. Os termos firmados têm duração de um ano letivo e possibilitam a oferta de vagas em áreas onde a rede municipal ainda não consegue atingir.

As escolas comunitárias são instituições sem fins lucrativos, geridas pela própria comunidade e oriundas de um movimento nacional constituído de camadas excluídas da população que não tinham acesso à Educação Infantil. O aumento das parcerias com essas instituições faz parte da estratégia da Prefeitura para ampliar o acesso das crianças à creche e à pré-escola. Os dados apontam que, de 2012 a 2022, o número de entidades conveniadas com a Prefeitura cresceu mais de quatro vezes, saltando de 30 para 133. No mesmo período, os valores repassados passaram de R$2,1 milhões para R$99,3 milhões.

Para Keyla Ribeiro Telles, da Associação Educativa e Cultural Maria Emília/Escola São José, situada no Engenho Velho de Brotas, o trabalho realizado em parceria com a Prefeitura é muito gratificante, por ofertar um suporte necessário a crianças que possivelmente sofreriam algum atraso na educação sem a oferta extra de vagas que esta ação proporciona.

“Esse trabalho possibilita a educação das crianças do nosso entorno, garantindo o mínimo que as precisam, para que possam finalmente se desenvolver como devem, nos diversos aspectos. Também nos permite desenvolver nossa missão em apoio às famílias mais carentes, e proporcionar um ensino para formar pessoas que, futuramente, vão contribuir para a formação de uma sociedade melhor”, avaliou.

 

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A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), assinou nesta sexta-feira (11) a renovação de 58 contratos do programa Pé na Escola, que adquire vagas em creches e escolas particulares para matricular crianças que não conseguiram vagas em instituições da rede municipal de ensino. O evento ocorreu no Monte Pascoal Praia Hotel, na Barra, com a presença do prefeito Bruno Reis, da vice-prefeita Ana Paula Matos e do secretário da Smed, Marcelo Oliveira, além de outras autoridades municipais.

"Esse programa é um sucesso, pois permitiu que Salvador alcançasse a universalização da educação para crianças de quatro a cinco anos. Nos últimos oito anos, um grande esforço foi realizado para modernizar o sistema e ampliar a oferta de vagas, que então era de 17 mil, em 2013, até atingirmos aproximadamente 50 mil vagas", afirmou Bruno Reis.

O programa Pé na Escola atua em parceria com uma rede credenciada. Dessa forma, o município conta com 58 unidades escolares parceiras, ofertando 7.267 vagas de creche e 6.626 de pré-escola, totalizando 13.893 vagas. O investimento é de quase R$55 milhões.

Durante o evento, o titular da Smed agradeceu e celebrou a parceria com as entidades credenciadas ao Pé na Escola. "Ao longo dos últimos anos tivemos um grande avanço e hoje recebemos com grande alegria cada um dos nossos parceiros, que promovem a oportunidade de educação para nossas crianças, que cuidam delas com zelo e carinho em pontos da cidade onde a rede municipal ainda não alcançou, principalmente considerando a suspensão das aulas, causada pela pandemia, e que trouxe um grande impacto na rede".

O prefeito ainda lembrou que, com o impacto provocado pela Covid-19, quase 30 mil crianças oriundas de escolas particulares passaram a solicitar vagas na rede pública. “Foi preciso criar novas vagas, sendo 14 mil na rede própria e o restante com o apoio na rede conveniada: 5 mil nas creches e 10 mil nas escolas. Para o futuro, o desafio é ainda maior. É preciso recuperar o tempo perdido, de quase dois anos sem aulas presenciais. E a evolução tecnológica é parte disso, até porque este processo foi bastante acelerado com o advento da pandemia", ressaltou o prefeito.

Melhoria da rede física – Nos últimos 14 meses, foram entregues oito novas escolas e outras 16 estão em execução, além de seis em processo de licitação. Mais 158 unidades estão sendo reformadas para apresentarem alto padrão, com salas climatizadas, ambientes adequados e todo conforto e comodidade para garantir o melhor e motivar crianças e professores, dando tranquilidade e segurança a profissionais, famílias e estudantes.

Programa – Criado em 2018, o programa Pé na Escola complementa a oferta de vagas na Educação Infantil em Salvador, em especial nas localidades de maior demanda de creche e pré-escola. Através da iniciativa, as famílias não contempladas com as vagas em alguma unidade escolar da rede municipal de ensino poderão matricular o filho, gratuitamente, nas instituições privadas que participam do programa. Em 2021 o programa contou com 79 instituições credenciadas, atendendo mais de 12 mil crianças entre 2 e 5 anos.

O credenciamento de novas escolas que tenham interesse em ingressar no Pé na Escola ocorrerá até 30 de junho de 2022. As informações e editais podem ser acessados no site da Smed, no endereço educacao.salvador.ba.gov.br.  

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A Secretaria Municipal da Educação (Smed) publicou portaria, nesta segunda-feira (28), estabelecendo a progressão funcional para 138 servidores do magistério, da Rede Municipal de Salvador. A progressão segue o critério de titulação, dentro do quadro de vagas estabelecido por lei. 

A mudança de nível foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) número 8232, por meio da portaria 139/2022 da secretaria. Na publicação, que pode ser acessada na página da Smed na internet (educacao.salvador.ba.gov.br) ou do DOM (www.dom.salvador.ba.gov.br) consta a lista dos 120 professores que subiram do nível I para o II; dois professores de nível II que progrediram para o nível III; e dos 14 professores e dois coordenadores do nível III que alcançaram o IV.  

“O avanço de nível é o reconhecimento do esforço dos nossos educadores na qualificação profissional, o que reflete na melhoria da qualidade de ensino”, afirma o secretário municipal da Educação, Marcelo Oliveira. Ele estima que o reenquadramento eleve o vencimento base do professor contemplado em percentual a partir de 15%. 

Ainda esta semana, a Gerência de Gestão de Pessoas (Gepes) publicará o quadro de vagas remanescentes para a progressão funcional, além de apresentar medidas para tornar o processo mais eficiente. 

 

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Com o objetivo de levar os alunos faltosos de volta ao ambiente escolar, agentes de educação realizaram uma busca ativa, através de visitas domiciliares, para identificar os motivos da ausência dos alunos. Durante a campanha “Dia V! Agente visita, o aluno volta!”, nesta quarta-feira (17), mais de 650 famílias foram visitadas. A iniciativa do Parque Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Smed), busca diminuir o índice de falta dos alunos, após a retomada das aulas.  

O papel dos agentes de educação é identificar os motivos que levam os alunos a deixar de frequentar a escola. Durante a visita, os profissionais sensibilizam a família sobre a importância da volta às aulas presenciais, mostrando que as escolas estão preparadas para receber as crianças com segurança.  

No decorrer do diálogo, os agentes mostram a necessidade da não interrupção do processo de aprendizado. Participaram da ação 217 profissionais. Cada um visitou em média três alunos faltosos. A partir de duas faltas, o aluno já é considerado infrequente.  

Esforço– “O Parque Social tem feito esforços, através do Programa Agente da Educação, para que esses alunos estejam na escola, de forma interessada. A forma de trazer o aluno faltante para escola é ir buscá-lo, em domicílio, para saber o motivo que tem afastado a criança da sala de aula”, explicou Sandra Paranhos, diretora geral da instituição. 

Segundo ela, a ideia é sensibilizar os pais sobre a necessidade e importância do aluno estar na escola. “Hoje há uma ausência maior, em consequência da pandemia, por isso tomamos a iniciativa de realizar essa campanha, para que esse trabalho seja intensificado".  

A agente de educação Elaine Cardoso relata que trabalha diretamente no combate à evasão dos alunos. “É uma ação muito efetiva e os números são positivos. Dificilmente encontramos resistência”, revelou. 

Eficaz– A diretora da Escola Municipal Carmelitana 25 de Agosto, Enilda Dorea, afirmou que o trabalho desenvolvido pelos agentes é eficaz. "Os profissionais conseguem ter um contato mais aproximado com as famílias dos alunos faltosos. Com certeza, facilita o trabalho e contribui para diminuição de índices de abandono escolar”, avaliou. 

O motorista José Raimundo Oliveira, de 58 anos, avô do estudante Fabrício Oliveira, de 7 anos, ao receber a visita dos agentes, explicou que o neto passou por problemas de saúde, mas garantiu o retorno do menino nesta sexta-feira (18). “Deveríamos ter avisado, mas com a correria não foi possível. Mas é muito bom saber que existe a preocupação. Mostra a importância de ter as crianças dentro da escola e evita o abandono escolar”, concluiu.

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Iniciada há um mês e meio, a vacinação infantil contra a Covid-19 em Salvador já alcançou 62% das crianças de 5 a 11 anos, que tomaram a primeira dose do imunizante contra o coronavírus. São mais de 117 mil pequenos que começam a ficar protegidos e já podem fazer atividades, como encontrar os amigos, brincar e ir para a sala de aula, mais protegidos e seguros contra uma forma grave da doença. Dentro das estratégias adotadas pela Prefeitura, como mutirões e vacinação em escolas municipais, pais e professores destacam a importância da ação.

Cláudia Oliveira, 43 anos, é auxiliar administrativa e mãe de Natalie. Ela acompanhou a filha durante a vacinação ocorrida na Escola Municipal Sociedade 6 de Janeiro, no Uruguai, e celebrou o tempo economizado para protegê-la. “Eu mesma não estava conseguindo ir ao posto de saúde levar minha filha com essas filas longas. Natalie estava com frio na barriga e com medo [de se vacinar], mas, graças a Deus, ela nem chorou. Deu tudo certo”, disse.

Já Natalie, 7 anos, que é aluna do 2º ano do Ensino Fundamental I, admitiu que se vacinar foi mais fácil do que ela imaginava. “Eu estava nervosa, achava que iria doer, mas não doeu e até que foi legal tomar a vacina aqui. Agora, posso brincar mais tranquila com minhas amigas”, contou. 

Diretora há sete anos da Sociedade 6 de Janeiro, Ana Lúcia Souza avaliou a vacinação infantil realizada na escola. “É uma iniciativa importantíssima, em virtude da facilidade de acesso dos pais. Eles estão muito felizes de poder agilizar esse processo, que muitas vezes eles estavam atrasando em função das demandas de trabalho”.

Emoção diferente – A técnica em enfermagem e vacinadora Adriele Barbosa, 24 anos, comentou que a vacinação infantil é diferente da vacinação em adultos. “As crianças têm um pouco de receio da agulhinha no começo, mas têm também uma emoção e uma alegria de poder voltar a brincar e frequentar lugares que elas gostam, que são contagiantes. No fim das contas, é mais tranquilo vacinar criança que adulto”, comparou.

Ela acrescentou que tem sido agradável aplicar a dose nas crianças onde elas estudam. Além disso, ela acredita que a vacinação escolar permite maior controle e segurança, com a divisão das crianças por turmas e o acompanhamento dos pais.

Unidades de ensino – A vacinação contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos nas escolas municipais de Salvador prossegue, nesta quarta-feira (2), em seis unidades de ensino. Desde o início da ação, no último dia 18, mais de 60 escolas foram alcançadas pela estratégia.

Incentivo – Para fomentar o avanço na vacinação infantil contra a Covid-19, as unidades escolares também têm adotado ações, no sentido de incentivar os pequenos a se vacinarem, a exemplo dos “diplomas de coragem”. A Escola Municipal Álvaro da França Rocha, localizada no bairro da Engomadeira, foi mais além e fez uma campanha, intitulada “Mostre sua alegria para todo mundo”, realizada a partir de fotos publicadas de crianças sendo vacinadas. A mostra pode ser conferida através do perfil @escolalvarodafrancarocha, no Instagram, e pelo blog www.escolalvarodafrancarocha.blogspot.com.

Mutirões – Outra estratégia que também tem dado certo são os mutirões, intitulados “Dia da Criança é Dia de Vacina”. Durante todo o dia, geralmente aos sábados, a aplicação das doses é destinada a crianças e adolescentes de 5 a 11 anos.

DOCUMENTAÇÃO:

Criança acompanhada pelo pai ou mãe: É necessário estar com nome no site da SMS e, no ato da vacinação, apresentar original e cópia do documento de identificação com foto do pai ou da mãe que estiver presente, original e cópia do documento de identificação da criança, e originais da caderneta de vacina e cartão SUS de Salvador da criança.

Criança ou adolescente desacompanhado do pai ou da mãe: É necessário estar com o nome no site e, no ato da vacinação, estar acompanhada por outra pessoa maior de 18 anos. Além disso, deverá ser apresentado o Formulário de Vacinação preenchido e assinado pelo genitor da criança (pai ou mãe), cópia do documento de identificação com foto do responsável pela assinatura no documento, mais original e cópia do documento de identificação da criança, além dos originais da caderneta de vacina e do cartão SUS de Salvador da criança. O Formulário de Vacina está disponível para impressão no site da SMS.

 

 

 

 

 

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O sentimento de solidariedade predomina no primeiro dia do Drive-Thru Escolar, que acontece na sede da Hora da Criança, na Avenida Juracy Magalhães Jr, no Lucaia, neste sábado (26). Durante a ação, realizada até amanhã (27), das 8h às 16h, soteropolitanos podem doar materiais escolares que irão beneficiar crianças e adolescentes atendidos por entidades que atuam em Salvador.

Para recuperar a dignidade escolar de jovens que estudam em instituições que fazem parte do Fórum de Defesa da Criança e do Adolescente de Salvador (Focas), cerca de 20 voluntários por turno recepcionam donativos como lápis, caderno, papel ofício, caneta, mochila, dentre outros materiais escolares. A ação é organizada em conjunto pela Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Focas, Central Única das Favelas (Cufa), Empresa Salvador Turismo (Saltur), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), com apoio de outros órgãos e entidades da sociedade civil.

Uma das pessoas que compareceram ao Drive-Thru Escolar foi a assistente social Ana Nolasco. “É uma grande alegria poder contribuir para a dignidade escolar das pessoas que precisam. Ao doar mochilas e jogos educativos infantis, podemos transformar a vida de crianças vulneráveis. Existem pessoas que precisam e sei que essa contribuição é essencial, pois pode mudar a vida estudantil de uma criança”, declarou.

A titular da SPMJ, Fernanda Lordêlo, ressaltou que a falta do material escolar afeta o aprendizado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. "Toda criança, quando recebe algo novo, seja um brinquedo ou um material escolar, é estimulada para seguir com o seu processo formacional. Dentro dessa perspectiva, nós trabalhamos para fazer com que os nossos pequenos sintam orgulho e desejo de estudar cada vez mais", afirmou.

O coordenador do Focas, Romildo Barbosa, destacou o objetivo da ação. "Muitas vezes as crianças atendidas nas comunidades de Salvador são tão carentes que não têm o material escolar básico. Quando se reúnem sociedade civil, entidades e governo, existe uma confluência de interesses e uma maior possibilidade de sucesso na ação, que tem como objetivo final atender e beneficiar crianças e adolescentes em vulnerabilidade".

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