Educação

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Cerca de 90 estudantes do 6º e 7º anos da Escola Municipal Professora Maria José de Paula Moreira, situada na Ribeira, tiveram a oportunidade de conhecer pela primeira vez a Casa do Benin, localizada no Pelourinho. O grupo participou de uma visita guiada nesta quarta-feira (17) e, além do acervo permanente do espaço, apreciou a exposição do artista plástico Alberto Pitta, disponível para visitação até o próximo dia 24. 

Aluna do 7º ano, Talita Coelho, 13 anos, contou que a Casa do Benin a surpreendeu positivamente. "É a primeira vez que eu visito um museu. Eu não queria vir, mas meu pai disse que seria bom e não me arrependi. Gostei bastante porque nunca vi nada do que tem aqui antes e me interessei por quase tudo", contou. 

O colega de turma, Railan Lima dos Santos, 13 anos, também afirmou que ficou encantado com a Casa do Benin. "Eu achei muito bom aprender sobre a religião de matriz africana, ver as esculturas e as peças antigas que vieram da África para cá. Esses itens também contam a nossa história", afirmou. 

Professor de História, Mateus Buente explicou que a proposta desta visita ao museu foi dialogar com a lei 10.639/03, que determina o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas, além de aprofundar com os alunos os conteúdos abordados tanto nas disciplinas de literatura quanto de história. 

"A gente entende primeiro a Casa do Benin como este espaço de apropriação da cultura africana e que pode proporcionar a eles intimidade com o assunto. É uma forma de eles poderem ver na prática o que aprendem em sala de aula, tratar do misticismo e questões de formação da sociedade baiana", explicou. 

O professor de Educação Física, Vitor Camarão, também acompanhou a turma e destacou o quanto um passeio como este é positivo para a formação cidadã dos jovens. "É muito importante trazer os nossos alunos para um momento como este. Muitos deles não têm nem a oportunidade de sair do bairro em que moram. E quando conseguimos aliar os conteúdos da escola com a vivência é muito positivo. É uma experiência que deveria ocorrer sempre", pontuou o professor. 

Agendamento – Para participar da visita guiada às escolas e demais grupos interessados devem solicitar o agendamento da atividade através do email:This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. . A instituição ou grupo interessado deve informar data pretendida e horário de preferência para a visita, nome da instituição, quantidade de alunos e demais informações sobre o perfil da turma para que a mediação seja direcionada ao público. A Casa do Benin fica aberta sempre de terça a sábado, das 10h às 17h, e a entrada é gratuita. 

O equipamento cultural é gerido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), por meio da Gerência de Equipamentos Culturais. Inaugurada em um casarão colonial, que teve reforma assinada pela arquiteta Lina Bo Bard, abriga espaço museal onde estão expostas obras coletadas por Pierre Verger em expedições à Costa do Benin, na África. 

No prédio anexo há salas multiuso e terraço, além de espaço para desenvolvimento de atividades culinárias, que já abrigou um restaurante de comidas afro-brasileiras, com uma cozinha industrial e a réplica de uma Tatassomba, edificação típica do Benin. 

Exposição temporária - A exposição “Carnaval Negro: Ancestralidade e Pertencimento”, de Alberto Pitta, traz um pouco do trabalho de mais 40 anos do artista voltado aos blocos-afro, afoxés e blocos de índio, que participam da folia de Salvador. No local é possível ver tecidos que marcam a estética e a representatividade negra na festa de Momo em Salvador.

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A Prefeitura Municipal de Salvador divulgou, na última quinta-feira (11), a lista de aprovados no Projeto IngreSSAr, curso gratuito e intensivo, oferecido através da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), que visa preparar jovens para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cerca de mil estudantes foram contemplados nesta edição. 

Os alunos inscritos no programa devem acessar o site ingressar.salvador.ba.gov.br e consultar a lista de aprovados, clicando na opção “Resultado”. Em seguida, deve efetuar a matrícula na própria ferramenta até domingo (14). É necessário preencher as informações necessárias, anexar os documentos solicitados e escolher uma das instituições de ensino credenciadas para estudar e confirmar a sua escolha. 

No ato da matrícula, o interessado deverá anexar obrigatoriamente os seguintes documentos: solicitação de cadastramento, cópias do RG e CPF, comprovante de residência, cópia do comprovante de conclusão do ensino médio juntamente com o histórico escolar, comprovante de matrícula para os alunos que estejam cursando o 3º ano no ensino médio e histórico escolar com as notas do ano anterior, e declaração de que estudou como bolsista integral do ensino médio (caso tenha estudado em um colégio particular). 

Além disso, é necessário apresentar comprovante de que é integrante de família beneficiária do Auxílio Brasil (NIS), bem como, para casos específicos dos seguintes grupos, a auto declaração étnico-racial, declaração para pessoas com necessidades especiais e declaração para integrantes dos projetos sociais da Fundação Cidade Mãe (FCM). 

Ao todo serão 320 horas de aulas ministradas por professores renomados, a serem iniciadas na segunda-feira (15) de agosto, de forma presencial. Os alunos beneficiários do Cadastro Único poderão solicitar, também no site do IngreSSAr, o auxílio transporte – o estudante receberá um cartão do SalvadorCard para ser utilizado na locomoção.   

Funcionamento – O projeto IngreSSAr beneficia jovens entre 16 e 29 anos que estejam matriculados ou sejam egressos das seguintes situações: 3º ano do ensino médio da rede pública de ensino; bolsista integral em escola particular no ensino médio; ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA) equivalente ao 3° ano, que são beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) e residem em Salvador. 

A proposta do projeto é auxiliar os jovens na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de outros vestibulares, facilitando o acesso do público ao ensino superior. O curso preparatório também inclui revisão e dicas sobre o processo seletivo para o exame. 

Em 2018, quando o programa foi lançado, foram oferecidas 400 vagas em cursinhos preparatórios. Em 2019 a oferta de vagas dobrou, sendo disponibilizadas 800 vagas no IngreSSAr. Em 2020, por força da pandemia de Covid-19, o curso preparatório não foi realizado. Já em 2021 o IngreSSAr foi realizado no formato de videoaulas, em TV aberta, com aulão de revisão ao final da iniciativa.

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Cerca de 50 alunos da capacitação promovida pela plataforma Co.liga foram certificados em cerimônia realizada na noite de quinta-feira (4), no Subúrbio 360, em Coutos. O Co.liga é fruto de parceria entre a Prefeitura de Salvador, através do Escritório de Governança Social Santa Dulce dos Pobres, com a Fundação Roberto Marinho (FRM) e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).

Os alunos certificados concluíram cursos de empreendedorismo e artes visuais, empreendedorismo na economia criativa e fotografia. A solenidade contou com apresentações musicais da cantora Laisa Sartre, palestra sobre empreendedorismo do professor tutor da turma do Co.liga, Everton Santos, e ainda performance do grupo de dança coordenado pelo professor UZ Cavalcante, Uzart Dança.

Laiane Santos Silva, 28 anos, mora em Alto de Coutos e fez os cursos de fotografia, empreendedorismo e artes visuais. Desempregada, a jovem afirma que viu nas qualificações a oportunidade de ter seu próprio negócio voltado para confeitaria. Laiane contou que os cursos possibilitaram a ela as habilidades necessárias para fazer a comunicação estratégica do microempreendimento.

“Comecei com fotografia, área que eu gosto muito, e o curso de empreendedorismo ajuda a saber como lidar com o seu comércio, lucrar e saber divulgar seu trabalho na comunidade. Sei que outros jovens nunca tiveram essa oportunidade de aprendizado que eu tive. Falo, com toda certeza, que a nossa realidade aqui na comunidade se transformou com a chegada do Co.liga”, destacou.

A gestora da unidade, Cintia Bittencourt, destacou que o Subúrbio 360 tem um espaço dedicado para quem não tem acesso a computador ou internet para fazer os cursos com toda a estrutura e suporte necessários para se qualificar. “Receber o Co.liga foi um presente. Somos conhecidos como equipamento cultural, esportivo e também por promover cursos profissionalizantes. Essa comunidade tem um diferencial que é dar o seu próprio tom às propostas. Todos são muito ativos e temos buscado fazer com que sejam atendidos na sua necessidade de capacitação profissional”, destacou.

Curta duração – Através da plataforma são oferecidos cursos gratuitos e on-line de curta duração para formação nas áreas de economia, música, empreendedorismo e línguas, dentre outros. Na ferramenta, o inscrito tem a oportunidade de ter emprego e renda, fazer sociedades e realizar a troca de oportunidades de trabalho.

Para participar é possível se inscrever indo pessoalmente no Subúrbio 360, solicitando o link de inscrição pelo telefone (71) 98604-6649 ou, ainda, diretamente na plataforma do Co.liga, no endereço https://coliga.digital/. O atendimento presencial é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

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O programa Mais Conhecimento e Inovação Social deu início, nesta semana, à 6º edição do Curso de Formação de Desenvolvedores Maker No-Code. A capacitação acontece no Hub Salvador, no Comércio, e é fruto de parceria entre a Secretaria de Inovação e Tecnologia (Semit) e a Softwell Solutions. A turma é composta por 20 alunos e a iniciativa oferece oportunidade para os participantes desenvolverem aplicativos e trabalharem com ferramentas web no próprio negócio ou trabalho formal.

Para Laiza Bulhões, uma das integrantes da turma composta por 20 alunos, essa é uma nova experiência que permitirá o acesso à novas oportunidades no mercado de trabalho. “Minhas experiências anteriores já não atendiam minhas expectativas. Vejo que a área tecnológica tem crescido muito e por isso decidi buscar algo nessa área. O No-Code é uma novidade que eu estou adorando conhecer e que certamente vai abrir novas portas e possibilidades para mim”, contou.

“O Maker No-Code é uma tecnologia criada pela Softwell há 15 anos. Temos a primeira plataforma No-Code do Brasil e a Prefeitura está nos ajudando a levar essa tecnologia aos jovens e a proporcionar uma transformação digital muito grande na vida dessas pessoas. Isso é muito gratificante para nós, pois acreditamos que o trabalho social e humano é capaz de mudar a vida das pessoas. Graças a essa parceria firmada com a gestão municipal, estamos conseguindo fazer isso”, explicou o gerente executivo da empresa, Adriano Bizzu.

O principal objetivo do Curso de Formação de Desenvolvedores Maker No-Code é aliar o mercado ao meio acadêmico, ajudando estudantes e profissionais a alavancar carreiras e, até mesmo, estimular o empreendedorismo com geração de emprego e renda no segmento tecnológico. De acordo com o diretor de Inovação da Semit, Luis Gaban, a capacitação oferece aos alunos a possibilidade de que, em apenas duas semanas, saírem com o conhecimento suficiente para serem contratados pelo mercado.

“Se a pessoa tiver um negócio próprio, ela também consegue aperfeiçoar e melhorar o seu próprio business a partir do conteúdo explanado no curso. Se o indivíduo está fora do mercado de trabalho no momento, mas está aqui na sala de aula, ele tem a oportunidade de utilizar o conhecimento adquirido a seu favor e pode, a partir disso, se tornar um empreendedor”, explicou o gestor.

As aulas da 6ª edição do Curso de Formação de Desenvolvedores Maker No-Code durarão duas semanas e acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, no próprio Hub Salvador. Desde a primeira edição, ocorrida no ano passado, 120 alunos foram formados e uma parte já conquistou novas oportunidades no mercado de trabalho, tanto através de novas contratações, quanto abrindo o próprio negócio. Somente pela empresa Softwell Solutions, mais de 40 pessoas foram contratadas após receberem a capacitação.

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A partir desta semana, o programa Salvador Tech começa a disponibilizar computadores para facilitar o acesso do público aos mais de 120 cursos de tecnologia ofertados, gratuitamente, pela plataforma. Inicialmente, 40 equipamentos foram instalados e já podem ser acessados nas escolas municipais Hildete Lomanto, no Garcia; e Ulysses Guimarães, em Fazenda Grande, além do Hub Salvador, no Comércio.

A iniciativa é resultado da parceria entre as secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec) e de Educação com o Hub Salvador. A intenção é promover a inclusão digital e social, possibilitando o acesso de pessoas que não possuem computador, ou internet de boa qualidade.

Para ter acesso às aulas, o interessado deve estar cadastrado na Salvador Tech. Na plataforma, ele deve acessar a área do aluno, no campo "agende um computador", escolher o curso e fazer o agendamento das aulas.

Em seis meses de lançamento, a Plataforma Salvador Tech já recebeu mais de 62 mil visitas, com mais de 10 mil pessoas cadastradas e mais de 900 certificados emitidos, nos cursos da tecnologia. O cadastro é gratuito e o acesso à plataforma pode ser feito no endereço salvadortech.salvador.ba.gov.br/ssa-tech-google-cloud/#.

Inclusão – De acordo com a secretária da Semdec, Mila Paes, a plataforma Salvador Tech vem sendo, constantemente, aperfeiçoada para favorecer a inclusão digital e social. "Esta iniciativa vem somar ainda mais força ao programa, ampliando o acesso à plataforma, fazendo com que o conhecimento tecnológico chegue para todos os cidadãos, ampliando com isso as oportunidades, a geração de renda e a formação de novos talentos ".

Criada e gerida pela Semdec, a ferramenta faz parte da estratégia de desenvolvimento econômico, formação e gestão dos talentos, tripé essencial para viabilizar a transformação econômica do município. Tem como objetivo ampliar as oportunidades, criando em Salvador um ambiente favorável à atração e implantação de empresas de base tecnológica. 

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Danças, músicas e roda de conversa marcaram a programação do Julho das Pretas, na Escola Municipal Saturnino Cabral, no bairro de Cosme de Farias. Alunos, mães e toda a comunidade participaram das atividades, realizadas ao ar livre no bairro, na última sexta-feira (29).

O evento, intitulado “Alto das Pretas”, teve como o objetivo, além de desenvolver um trabalho com os alunos da escola, enfatizar temáticas como o empoderamento feminino, a conscientização e valorização da mulher preta por toda a comunidade.

Quem participou da celebração assistiu a desfiles de roupas africanas, danças e apresentações de cantigas. Ainda durante a programação, alunos da escola puderam contar para toda a comunidade história de mulheres negras resistentes, a exemplo de Luisa Mahin, Maria Felipa, Tia Ciata e Tereza de Benguela.

Mobilização – “Nossa proposta foi de mostrar para a comunidade, principalmente as mulheres pretas, sobre suas valorizações. Além das crianças, essas mulheres precisam, também, se sentirem mais empoderadas, pois temos visto ao longo dos anos uma crescente falta de autoestima nelas que, em sua maioria, são pretas”, disse a diretoria da escola, Jaciara Araújo.

A diretora ainda explica como toda a programação das atividades é incluída no processo pedagógico da unidade escolar. “Para além da valorização e conhecimento das mulheres negras, trabalhamos, também, a alfabetização, o letramento, a leitura e a escrita, primeiramente com essas crianças. Essa é uma maneira, também, de mobilizar, incentivar e trabalhar com esse conhecimento curricular que é de função e obrigação escolar”.

Combate ao preconceito – A comunidade de Cosme de Farias foi mobilizada pelos alunos e corpo docente da escola para participar das atividades, como foi o caso de Jeane Santana, de 32 anos. A manicure se emocionou ao ver sua filha desfilar durante as atividades.

“Estou emocionada. Está sendo um evento bastante educativo. Nunca tive dificuldade em me empoderar ou me aceitar, mas a cada apresentação realizada por essas crianças sinto um incentivo ainda mais. Precisamos nos aceitar mais, aceitar nossos cabelos e ser quem somos”, disse.

A trancista Daniele Sacramento, de 39 anos, reforçou a importância de a comunidade participar de eventos com incentivo ao empoderamento da mulher negra. “Estou me sentindo representada por essas crianças e acredito que toda comunidade também esteja. Sofremos preconceitos desde que mundo é mundo, e o Julho das Pretas veio para enaltecer ainda mais a mulher negra. Diariamente reforço para minha filha que ela é linda, o cabelo dela é lindo, e que ela deve sempre ser ela mesma”, ressaltou.

A filha da trancista, Yasmin Sacramento, de 10 anos, desfilou no evento e disse ter se sentindo uma “rainha preta” ao adentrar a passarela. “Esse Julho das Pretas é muito importante para todos nós. Estou muito feliz por desfilar. Pelo fato de o meu cabelo ser crespo, antes eu pensava que ele era ruim e me sentia triste, mas, minha mãe sempre diz que sou linda, e eu fico bastante feliz quando ela fala isso”, disse a garotinha, aluna do 5º ano.

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Com performances de canto, dança, teatro, além de artes visuais, que estavam expostas nas paredes da área compartilhada pelas turmas, a Escola Municipal Comunitária de Canabrava promoveu, nesta sexta-feira (12), um show de talentos com a participação dos alunos da instituição. A atividade marca as comemorações do Dia do Estudante, celebrado na quinta-feira (11).

Todas as atividades ocorreram sob o olhar atento da coordenadora pedagógica Josefa Lima e do diretor da unidade de ensino, Jeferson Bonfim. Segundo Josefa, a ideia surgiu de um diálogo entre os professores. “Tivemos o cuidado de orientar na escolha das músicas e das danças. Inclusive tivemos a participação de um aluno que perdeu a mãe recentemente e decidiu se apresentar com um louvor, recebendo o carinho dos amigos logo depois. Essa é a nossa escola”.

Bonfim afirmou que este é um momento de resgate da autoestima dessa comunidade, que sofreu durante a pandemia. “Agora estamos proporcionando este momento para que os alunos tenham prazer em vir, mostrar o talento e, nesse clima, um incentiva o outro, apoiando as apresentações. Eles se reconhecem nos outros, avançando e superando os momentos difíceis. Um momento como esse traz uma rotina que supera a rigidez tradicional de uma sala de aula, proporcionando um trabalho mais integrado e mais gostoso de fazer”.

Relembrando antepassados – A aluna Fabiana Cardoso Silva, de 13 anos, é uma das alunas mais ativas da escola. No Show de Talentos, Fabiana apresentou uma dança africana, relembrando as suas origens e antepassados. “Estou achando isso tudo muito legal, me emocionei com os colegas porque aqui somos unidos. Quando um trata o outro bem, o bem volta. Estou achando tudo ótimo”.

O jovem Daniel Rocha da Silva, de 13 anos, foi o responsável pelo ponto alto da manhã. Ao subir no palco para cantar, em homenagem à mãe, foi ovacionado pelos colegas. “Eu quis muito cantar um louvor, representando a minha mãe, que sofreu muito. Hoje é um dia muito especial para mim. Estou aqui cantando e comemorando. Todo mundo me abraçou com carinho. Sei que minha mãe está feliz”, relatou emocionado.

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Salvador passa a contar com mais uma estrutura para receber alunos matriculados na rede municipal de ensino. Completamente reconstruído pela Prefeitura, o Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Castro Alves, localizado na Rua Professor Jairo Simões, ao lado da Unidade Básica de Saúde, no Imbuí, foi entregue nesta segunda-feira (8), com as presenças do prefeito Bruno Reis, ao lado do titular da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Marcelo Oliveira.

Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito lembrou que não há como alcançar uma educação de qualidade sem oferecer uma infraestrutura de mesmo nível. "Esta é a 13ª escola inaugurada neste mandato, onde investimos R$5 milhões, em recursos próprios, oriundos da população. São dez salas climatizadas, biblioteca e espaço de lazer, dentre outros espaços de convivência. Temos ainda, em licitação ou em construção, 23 outras unidades escolares. Vamos chegar, até o início de 2023, com 36 novas escolas em Salvador. Quanto às reformas, em 18 meses, 133 escolas foram contempladas, chegando a mais de 75% de nossa rede totalmente requalificada, com escolas novas, construídas, reconstruídas, reformadas ou ampliadas. E, até o final deste mandato, vamos chegar a 100%".

Bruno Reis citou ainda o planejamento para entrega de materiais de apoio a estudantes a partir do 1º ano. "Quem planeja ofertar uma educação de qualidade precisa conectar essas crianças com o mundo. Então, agora em setembro, vamos ofertar tablets e chromebooks para educadores e crianças do 1º ao 9º ano, então 116 mil alunos receberão tablets, além dos chromebooks para os professores, com novas ferramentas de letramento e até criação de jogos eletrônicos. Se não investirmos neste tipo de educação, ficaremos fora da disputa, que já está avançada no mundo".

Nova unidade – A escola foi reconstruída após a antiga instalação apresentar problemas estruturais, elétricos e hidráulicos. Além disso, a unidade sofria com infiltrações, falta de acessibilidade e espaços incompletos para atender às atividades escolares. Com 1,8 mil m² de área construída, o novo Cmei possui capacidade para 250 alunos por turno. São dez salas de aula climatizadas e com renovação de ar e acessibilidade total.

Também há refeitório, guarita coberta com sanitário, cozinha com triagem de alimentos, depósitos, lavanderia, casa de gás, bombas de subestação, reutilização de água pluvial, solário, brinquedoteca, anfiteatro, parque infantil e mais uma série de equipamentos para garantir o conforto e aprendizado das crianças do bairro do Imbuí e entorno.

A diretora do espaço, Cristiane Veloso, falou sobre a importância do corpo físico da unidade e da equipe multidisciplinar para o pleno funcionamento do espaço. "Este é um lugar onde as crianças são felizes, com uma equipe premiada, que merecia muito este lugar. Essa escola acolhe sete comunidades circunvizinhas. Teremos 250 crianças para serem felizes e amadas por todos nós".

Para o secretário Marcelo Oliveira, a cada inauguração de unidade a Prefeitura oferece uma gama ainda maior de qualidade e competência para a educação soteropolitana. "Tratamos aqui com pessoas preparadas e qualificadas para tratar dessas crianças. E contamos ainda com a participação das famílias, para termos uma comunidade ativa que nos auxilie a fornecer uma educação de qualidade. Espero que possamos ofertar uma educação que possa abrir para eles as portas do mundo", destacou o gestor.

Para a designer de moda Renata França, o colégio é adequado às necessidades do filho Theo Vieira, de 5 anos, que migrou de uma escola particular. "O Cmei não deve nada em estrutura e ensino, o espaço é amplo, bonito, organizado e vai colaborar bastante com o aprendizado dele. A unidade é ampla e garante tudo o que ele precisa".

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A manhã deste domingo (31) foi bastante especial na Praça Ana Lúcia Magalhães, na Pituba, que recebeu o circuito infantil de bike promovido pela Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). Em meio às camas elásticas, balões e guloseimas, os pequenos também aproveitaram para aprender, de forma lúdica, sobre as boas condutas no trânsito.

O circuito ajuda a despertar no público infantil noções de orientação, espaço e respeito ao outro, e mostra que é possível conviver harmoniosamente no trânsito. “Com essa atividade estamos estimulando a cidadania desde cedo. As crianças internalizam as regras de trânsito com muita facilidade e servem de multiplicadores dessa consciência”, comentou o superintendente da Trasalvador, Marcus Passos.

Além de muita diversão e aprendizagem sobre duas rodas, crianças de todas as idades participaram de brincadeiras e fizeram desenhos durante a ação. “Eu gostei muito de andar de bike e de desenhar”, conta Davi Campos, de 9 anos, um dos primeiros a chegar no local. Materiais educativos também foram distribuídos para as crianças e para os pais.

Ricardo da Silva levou o filho Felipe, de apenas 2 anos, com o intuito de estimular ainda mais no pequeno a noção das regras de trânsito. “A gente sempre ensina a ele a usar os equipamentos de segurança, a andar corretamente e sinalizar. A ideia é que ele vá, desde pequenininho, se habituando a essas regras”, disse.

Educação para o trânsito – O circuito de bike faz parte do trabalho de educação para o público infantil que a Transalvador promove ao longo do ano. Até o mês de dezembro, o circuito infantil de bike deve acontecer em outros locais da cidade, como Cajazeiras, Campo Grande e Boca do Rio.

Para a gerente de Educação para o Trânsito (Gedut), Mirian Bastos, o diferencial dessa atividade é conseguir fazer a integração entre crianças e pais. “Além de ser lúdica e pedagógica, é também uma ação familiar. É um momento de educação integral. A educação para o trânsito deve começar em família”, destacou a gerente.

As atividades de Educação para o Trânsito que a Transalvador realiza durante todo o ano são gratuitas. Elas podem ser solicitadas através do telefone (71) 3202-9163 ou pelo e-mail transalvadorgedut@ gmail. com.

 

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