Educação

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A segunda etapa do curso "Qualificação Empreendedora" teve início na manhã desta sexta-feira (16), em oito escolas municipais, beneficiando um total de 750 pessoas, atendidas pelo programa federal Auxílio Brasil. Com a intenção de promover a formação e qualificação dos cidadãos no empreendedorismo, o curso é resultado da parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), pelo Programa Empreenda Salvador; e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), dentro do Programa Nacional de Ensino Técnico e Acesso ao Emprego (Pronatec). 

A abertura das atividades ocorreu na Escola Municipal Ivone Vieira Lima, no bairro São João do Cabrito, no Subúrbio de Salvador, com a participação da diretora do Trabalho e Empreendedorismo da Semdec, Maria Eduarda Lomanto, das equipes do Ifba e da unidade escolar. 

A gestora municipal vê o curso como uma oportunidade de entender a dinâmica do empreendedorismo, nas suas diversas formas. “Com o conhecimento adquirido no Empreenda Salvador, os alunos terão a possibilidade de fazer a diferença na sociedade, porque é com a qualificação que eles vão transformar suas vidas”, sinalizou. 

Moradora do bairro de São João do Cabrito, Tailana Fonseca já é empreendedora e acredita que o conhecimento adquirido no curso vai ajudar o seu negócio. “Espero ter mais organização, para que eu possa ser uma empresária de grande sucesso”, afirmou. 

A coordenadora dos Cursos de Extensão do Ifba, Paula Costa, define como positiva a parceria do instituto com o Município. “O curso vem atender a um ponto fundamental de envolvimento das comunidades no entorno das escolas, que é nossa base social de trabalho”.  

Desenvolvimento – As aulas seguem até 31 de novembro, somando uma carga horária de 160 horas. Os alunos vão receber orientação sobre o perfil empreendedor ideal para alavancar seus negócios ou começar a atividade, além de conhecimento sobre os diversos setores da economia, tendo como foco o desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional. Durante todo o curso, será oferecido um auxílio estudantil no valor de R$75 semanais, destinados à alimentação e transporte. 

O conteúdo programático abrange os temas 'Custo e Formação de Preços de Produtos e Serviços e a Relação com os Clientes e Uso de Redes Sociais', 'Como Abrir um Negócio', 'Como Negociar Bem', 'Melhoria da Qualidade e 'Custo e Formação de Preços de Produtos e Serviços'. Além da Ivone Vieira Lima, as aulas da segunda etapa  serão ministradas nas escolas municipais Subúrbio 360 (Coutos), Dois de Julho (Trobogy), Novo Horizonte (Novo Horizonte), Eraldo Tinoco Melo (Sussuarana), Ricardo Pereira (Cajazeiras), Visconde de Cairu (Brotas) e Anfrísia Santiago (Cabula), contabilizando um total de 22 turmas.

 

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O projeto “Era uma vez...Brasil" levará, no mês de novembro, alunos da rede municipal de ensino de Salvador a uma viagem a Portugal, refazendo o caminho da família real portuguesa até chegar ao Brasil, em 1808, relembrando momentos e conhecendo lugares importantes, que fazem parte das origens da história brasileira. 

Além de Salvador, a iniciativa mobiliza, simultaneamente, professores de história e alunos do 8º e 9º anos da rede pública de ensino, de outras sete cidades brasileiras: Mata de São João (BA); Jacobina (BA); Belo Jardim (PE); e Lençóis Paulista, Macatuba, Ribeirão Preto e Serrana (SP). Ao todo, foram mais de 25 escolas participantes, com dez alunos contemplados. 

No bairro da Liberdade, a Escola Municipal Pirajá da Silva vai enviar, pela terceira vez consecutiva, um aluno para a viagem. A diretora da escola, Daniela Souza, afirma que a experiência é muito gratificante, para a escola e para os alunos. “Desperta neles o interesse sobre o descobrimento, a vinda da família real portuguesa ao Brasil e aumenta o engajamento dos professores no trabalho”. 

Aos 13 anos, o jovem Cauã Reis dos Santos não esconde a empolgação com a ida a Portugal. Aluno do 8º ano, ele conta que ficou fascinado com o projeto no campus e a perspectiva da viagem a Portugal. "Gosto muito de história, então o assunto me inspirou”. O aluno destaca que, no bicentenário da independência, é importante lembrar que muitos brasileiros não conhecem aspectos importantes da história do país. "O projeto proporciona ‘furar a bolha’ dos esquecidos, apagados até dos livros”, comentou. 

Emocionado, o pai de Cauã, o técnico em radiologia Júlio César, estava acompanhado da esposa Lucivânia e do irmão menor de Cauã, Matheus. Ele disse que a notícia da viagem foi uma surpresa. “Eram muitas crianças participando e buscando uma chance. Com o anúncio, o coração está apreensivo e ansioso, porque primeiro foram sete dias longe, participando do Campus, e agora será em Portugal, lá na Europa. A saudade vai ser grande, mas a felicidade em saber que ele estará realizando um sonho, conhecendo coisas que só via nos livros, é bem maior”, revelou. 

Estímulo – A grande incentivadora de Cauã foi a professora e historiadora Eremita Tânia da Paixão. Ela conta que, desde o primeiro momento, tinha certeza de que o aluno seria escolhido. “Ele tem uma habilidade grande para a redação. Assim que soube do tema, fez um roteiro, sem que ninguém dissesse como. Ele tem um dom e isso é incrível", disse emocionada. 

A professora conta que Cauã montou uma história em quadrinhos, sobre a vinda de D. João, usando a habilidade para o desenho e a escrita para criar o HQ, com personagens da vida real. "Ele refez o texto diversas vezes, até conseguir contextualizar a história”, lembra. 

Guerreiras – Também escolhida para a viagem, a aluna do 8º ano da Escola Municipal Jardim Santo Inácio, Ianna das Mercês Nascimento, de 14 anos, tem grandes expectativas para a viagem. Única representante da sua escola, ela conta que se emocionou quando escutou seu nome na lista de convocação. “Comecei a chorar, até agora a ficha não caiu, estou sem acreditar”. 

Irmã mais velha, entre três filhos, a estudante disse ter paixão pela história, lembrando que se inspirou na mãe e na avó materna para construir a sua HQ. “A professora propôs um tema livre e eu resolvi contar em quadrinhos a história de Zeferina pela sua vida de luta, como as mulheres fortes e guerreiras da minha família".  

A mãe da estudante, a dona de casa Ingrid das Mercês de Jesus Simões, de 29 anos, não esconde a felicidade e o orgulho da filha. Ela conta que Ianna sempre foi estudiosa e disciplinada. “Eu a incentivava e dava apoio, dizendo que essa seria uma oportunidade de crescimento. Não sabia dessa referência de luta que eu e minha mãe temos na vida dela, estou lisonjeada demais. Será uma viagem feliz e com mais histórias para contar”, prevê. 

A historiadora e professora da Escola Municipal Jardim Santo Inácio, Bárbara Dias Vergas, vai acompanhar os alunos da rede municipal de ensino de Salvador, durante os dez dias da viagem. Para ela, é uma enorme satisfação poder partilhar de conhecimentos sobre a história da Família Real. “Muitas das vezes, para um estudante, esse é um grande projeto de vida, como também é para mim. É a realização de um sonho, tendo a oportunidade de conhecer museus e parte da nossa história que está lá. Será uma experiência incrível de exploração, enquanto professora e historiadora”, disse. 

Troca cultural – Além de Cauã e Ianna, foram também selecionados, em Salvador, os alunos Kauã Sousa Lopes, Josias Bispo dos Santos Oliveira, Silas de Araújo Barbosa, Pedro Santos de Jesus e Vitória Paim Gonçalves. Serão dez dias em Portugal e a viagem contará com visitas a pontos históricos e a escolas e universidades de Lisboa e regiões próximas, onde terão a oportunidade de trocar informações, diretamente, com estudantes e professores portugueses falando, inclusive, sobre os aspectos culturais regionais do Brasil. 

Os estudantes brasileiros irão ainda apresentar os trabalhos produzidos por eles durante as etapas do projeto, incluindo o livro de HQs “O Outro lado da História”. São ao todo 100 histórias escritas e ilustradas pelos participantes, durante a primeira etapa do projeto, além de quatro filmes curtas-metragens produzidos pelos estudantes, que avançaram para a terceira etapa, durante o Campus de Arte-Educação. Os filmes foram desenvolvidos em grupo pelos jovens - do roteiro à filmagem -, contando com auxílio de uma equipe especializada apenas para a edição. 

Projeto – O “Era uma vez…Brasil” reconta a história do Brasil, trabalhando em sala de aula narrativas não mostradas pelos livros didáticos tradicionais e exaltando a importância dos povos originários, na construção do país. O projeto conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, pelo Ministério do Turismo, Governo Federal. Na Bahia, conta com a parceria das prefeituras de Salvador e Mata de São João e o patrocínio da RTE Rodonaves. 

A iniciativa desenvolve uma proposta pedagógica que acompanha o ano letivo das escolas. Durante as férias, em junho passado, foi realizada a etapa ‘Campus de Arte-Educação’, um acampamento educativo de sete dias, em que os alunos ficaram imersos, participando de oficinas de audiovisual, interpretação, roteiro, som e fotografia, além de vivências indígenas e afro-brasileiras em um quilombo, em Morro do Chapéu.

 
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Nesta quinta-feira (25), Dia Nacional da Educação Infantil, Salvador tem motivos para celebrar os avanços conquistados neste setor, a partir de esforços realizados nos últimos anos pela Prefeitura. A rede física, por exemplo, recebeu um incremento substancial com a entrega de novas unidades de ensino para contemplar ainda mais crianças, oferecendo infraestrutura, qualidade e suporte para a comunidade escolar. 

Apenas neste ano de 2022, a administração municipal entregou à população três novos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) em diferentes regiões da capital, garantindo o acesso dos pequenos soteropolitanos ao universo da educação. As unidades beneficiam crianças de dois a cinco anos de idade.  

O equipamento mais recente inaugurado foi o CMEI Castro Alves, situado na Rua Professor Jairo Simões, no Imbuí, entregue no início de agosto. Nesta unidade o investimento municipal foi de R$5 milhões. A estrutura de 1,8 mil m² de área construída conta com dez salas climatizadas, biblioteca e espaço de lazer, dentre outros espaços de convivência com total acessibilidade. Com a reconstrução da unidade de ensino, o CMEI passou a ter capacidade de atender 250 alunos por turno. 

A Cidade Baixa também recebeu um incremento no segmento da educação infantil este ano com a chegada do novo Centro Municipal de Educação Infantil Eloyna Barradas, na Ribeira. A reconstrução da escola teve um investimento da ordem de R$13,6 milhões, sendo R$9 milhões de recursos próprios da prefeitura. 

Inaugurado em março deste ano, como parte das comemorações pelo aniversário da capital, o CMEI possui 22 salas de aula climatizadas, acessibilidade total com rampa, sala multiuso e de artes, pátios coberto e descoberto, parque infantil, solário e diversas outras dependências. A infraestrutura garante que os profissionais tenham os recursos necessários para qualificar ainda mais o ensino ofertado às crianças. 

Ampliação da rede – O Centro Municipal de Educação Infantil Nossa Luta, que foi completamente reconstruído na Rua Thomaz Gonzaga, 150, em Pernambués, foi o primeiro espaço com este formato entregue este ano. Com investimento de R$3 milhões, o CMEI foi completamente reconstruído e o antigo prédio de pré-moldado, que sofria com infiltrações, foi substituído por uma estrutura nova, moderna e aconchegante. Agora as crianças contam com 1,3 mil m² de área construída para suas atividades, sendo dez salas climatizadas, acessibilidade com elevador, brinquedoteca, solário, recreio coberto, parque infantil e diversos outros espaços. 

O titular da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Marcelo Oliveira, destacou como investir na infraestrutura das escolas é positivo para que a capital avance no aperfeiçoamento da educação ofertada às crianças. "É um grande esforço da Prefeitura para realizar investimentos no setor. Cada inauguração de unidade oferece uma gama ainda maior de qualidade e competência para a educação soteropolitana. Espero que possamos ofertar uma educação que possa abrir para nossas crianças as portas do mundo". 

E os projetos da Prefeitura para ampliar a oferta de Centros de Educação Infantil não param. O bairro do Rio Sena, por exemplo, será contemplado em breve com uma unidade de ensino dedicada à educação infantil. O CMEI faz parte da quarta etapa do projeto Novo Mané Dendê e deverá ter soluções técnicas que promovam condições de sustentabilidade, a exemplo de geração de energia solar, materiais naturais e recicláveis, aproveitamento de água, tratamento de resíduos e paisagismo produtivo. 

Pé na Escola – Além dos investimentos na rede física, a Prefeitura também desenvolve o programa Pé na Escola, que ampliou o acesso das crianças no segmento da Educação Infantil. Na prática, a Prefeitura compra vagas em escolas particulares para que os estudantes matriculados na rede pública, mas que não conseguiram vaga, tenham onde estudar. 

Em 2022, o município conta com 58 unidades escolares parceiras, ofertando 7.267 vagas de creche e 6.626 de pré-escola, totalizando 13.893 vagas. O investimento é de quase R$55 milhões.

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Inauguradas esta semana pela Fundação Cidade Mãe (FCM), as salas de jogoterapia já são um sucesso entre os jovens assistidos pela instituição. A iniciativa é parte do convênio “Jogando com a Vida” e envolve uma equipe multidisciplinar, que desenvolve as atividades, nas 10 Unidades de Acolhimento Institucional (UAI) e os Centros de Convivência Socioassistenciais (CCS). 

Alana Gonçalves, de 22 anos, aluna do curso de artes da FGM, conta que ter os jogos como recurso terapêutico possibilita, através de desafios, que os jovens da FGM possam aprender novas habilidades importantes para a vida. “Eu adorei essa novidade. É uma atividade diferente, que nos propõe muitos desafios. Dentre os jogos que vi aqui eu adorei o ludo, pois ele é capaz de nos ensinar a competir e também nos mostra o quanto é necessário ter paciência, já que a qualquer momento podemos perder todas as peças para um oponente”, contou a jovem. 

O espaço oferece salas para atividades em grupo e individuais, com jogos de mesa, como totó, dominó e jogos de tabuleiro.  Ao todo, são 30 profissionais envolvidos na execução do projeto, entre assistentes sociais, psicólogos, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais. 

“Sabemos que o aprendizado vem de dentro para fora e, através da ludicidade, os jovens conseguem ter um melhor desempenho nas atividades propostas e adquirir mais conhecimento”, explica Margareth Cerqueira, psicopedagoga da FGM. 

Ela cita, como exemplo, os jogos de tabuleiro utilizados em terapias, acompanhados por um técnico, buscando aumentar a capacidade de concentração, aprendizado e foco. "Além de entreter, esses jogos disciplinam, ensinam sobre regras, competição e outros princípios e valores", explicou. 

Onde jogar – Ao todo, Salvador já possui seis Centros de Convivência Socioassistencial (CCS), instalados em Brotas, Chapada do Rio Vermelho, Piatã, Periperi e Saramandaia e Subúrbio.  Além das CCS, a Fundação Cidade Mãe também possui as Unidades de Acolhimento Institucional (UAI), destinadas a crianças e jovens afastados, provisoriamente, do convívio familiar, por determinação judicial, funcionando na Avenida Bonocô, Jardim Baiano, Matatu e Jardim das Margaridas.

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Para orientar crianças e pais sobre as regras vigentes no trânsito, o Programa Cidadão no Trânsito vai passar por cinco escolas, públicas e particulares, da cidade no mês de setembro. A programação é voltada à educação para o trânsito de estudantes do 1ª ao 9º ano do Ensino Fundamental. 

Promovidas pela Gerência de Educação para o Trânsito (Gedut), da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), as palestras lúdico-pedagógicas são realizadas nas instituições de ensino, com uma abordagem interativa e personalizada, de acordo com os perfis da turma e da área escolar, considerando, por exemplo, se o entorno da escola é tranquilo, ou se é um polo gerador de tráfego. O programa conta ainda com ações operacionais, que promovem intervenções com materiais educativos, bonecos em forma de agentes de trânsito, vídeos promocionais e programas de rádio. 

“O modo correto de atravessar a rua, segurando no punho e não na mão da criança, o uso adequado do cinto de segurança e da cadeirinha, bem como a contratação do transporte escolar, que deve ser feita exclusivamente por condutores e veículos credenciados pela Secretaria Municipal de Mobilidade, são temas abordados durante a capacitação”, explica a gerente da Gedut, Mirian Bastos. 

Um concurso de desenhos infantis, chancelado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Unesco, além do projeto Embaixadores do Trânsito, também compõem o conjunto de atividades desenvolvidas através do programa. Na função de embaixador, o aluno pode sugerir melhorias para o trânsito que circunda a escola onde estuda, como o remanejamento de ponto de ônibus, ou a pintura de uma faixa de pedestre desgastada, próxima à unidade de ensino. Em geral, o pedido é atendido pela superintendência no início do ano letivo. 

“A Transalvador assumiu o compromisso de reduzir os índices de acidentes no trânsito. O programa foi pensado, justamente, para diminuir os riscos envolvendo crianças e também com a finalidade de promover a educação para o trânsito em Salvador”, finalizou a gestora. 

Desde março deste ano, o programa já passou por mais de 60 escolas, com participação de quatro mil alunos nos ciclos de palestras. A atividade é gratuita e pode ser incluída no projeto pedagógico da instituição de ensino beneficiada, reforçando o conteúdo de educação no trânsito. O programa já tem palestras agendadas em escolas até dezembro. As instituições interessadas devem enviar ofício para o e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.  , ou por meio do telefone (71) 3202-9163, solicitando a participação. 

Programação 

- Colégio Augusto Comte, em Nova Brasília – 1, 2, 5, 6, 9, 26 e 30 de setembro. 

- Escola Municipal Manoel Abreu, em São Marcos – 19 e 20 de setembro. 

- Colégio Intelectos, na Liberdade – 22 de setembro. 

- Colégio Atlântico, no Cabula – 23 de setembro. 

- Educandário Novos Rumos, em Sete de Abril – 28 e 29 de setembro.

 

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A Escola Municipal do Bairro da Paz recebeu a “Exposição Fósseis: o que são e porque preservá-los" apresentada pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia, na manhã da última sexta-feira (19). A ação mobilizou alunos das turmas do 4º e 5º ano, além dos adultos matriculados no projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

De acordo com Rosimeire Lira, vice-diretora da instituição, a iniciativa complementa o conteúdo que é apresentado em sala de aula diariamente e dá oportunidade para as crianças viverem novas experiências. “Geralmente os alunos saem pouco do bairro e muitos não têm a possibilidade de visitar museus e exposições".

Na exposição, os alunos conseguem ver de perto partes de animais que viveram na Terra há milhões de anos, despertando a imaginação e curiosidade das crianças, além de facilitar o aprendizado. "Eles ficam maravilhados e conseguem fazer uma associação com o conteúdo que foi visto, anteriormente, na teoria em sala de aula”, explicou.

Para João Pedro, de apenas 10 anos, aluno do 4º ano, a experiência foi única. Ele conta que nunca tinha visto um fóssil, mas que, a partir de agora, seguirá na busca pelo elemento no quintal de sua casa, com ajuda dos amigos. “Eu já tinha ouvido falar em fóssil, mas nunca tinha visto um pessoalmente. Principalmente o crânio do bicho preguiça gigante, que foi o que mais me deixou impressionado. Adorei tudo que vi aqui, acho que vai ajudar no meu aprendizado e que outras exposições como essa poderiam acontecer mais vezes, aqui na escola”, contou o menino.

Projeto – As palestras foram ministradas por estudantes e pesquisadores do curso de Geologia da Ufba, em um formato adequado para a linguagem infantil, em que foi possível tirar as dúvidas dos pequenos correlacionando a explicação com informações que fazem parte do dia a dia deles. Foram utilizados filmes, jogos e personagens como referências, a fim de introduzir os conceitos necessários para fomentar o aprendizado dos alunos.

A exposição faz parte do projeto “Pedras e fósseis: uma história pra contar”, que visa difundir conhecimentos de paleontologia no ensino básico e fomentar a valorização do patrimônio fossilífero da Bahia. A partir da aula, as crianças puderam entender melhor o que são fósseis, como sua formação ocorre, onde eles podem ser encontrados, inclusive no território baiano, além de reforçar o ensino de ciências, com informações acerca do tempo geológico, do comportamento humano e seus impactos na modificação dos ambientes.

Elementos como microrganismos fossilizados – também chamados de microfósseis – e megafaunas, que abrangem fósseis de mamíferos gigantes, com até 600 milhões de anos, foram apresentados durante a exposição. Na oportunidade, os alunos puderam observar os elementos e até estabelecer contato físico com algumas peças.

Além da exposição de fósseis, o projeto da Ufba conta com a elaboração de recursos didáticos e a realização de cursos, sobre o ensino de paleontologia, para professores do ensino básico.

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Depois de dois anos suspenso em razão da pandemia da Covid-19, o desfile em homenagem à Independência do Brasil, data magna que completa 200 anos em 2022, acontecerá na próxima quarta-feira (7) em Salvador. E a presença das fanfarras das escolas da rede municipal de ensino, apoiadas pela Secretaria Municipal da Educação (Smed), está garantida.

Ao todo, sete bandas marciais e mais o projeto especial de judô vão participar do evento, que celebra os 200 anos da data magna do patriotismo brasileiro. Com previsão de início do cortejo cívico às 9h, a concentração das escolas será no Corredor da Vitória, em direção à Praça Municipal.

As escolas participantes levarão suas bandas marciais às ruas. Na Escola Municipal Barbosa Romeo, a Banda Marcial de São Cristóvão (BAMSC) vem treinando diariamente para fazer bonito na avenida. O regente do grupo, Edmar Machado, comanda alunos e ex-alunos, além de moradores do entorno da escola e que participam da fanfarra. Ex-militar da Aeronáutica e com curso técnico em música e regência, Machado trabalha com os jovens a noção de militarismo e civismo, teoria e prática musical, além de dança e expressão corporal.

Sobre a retomada pós-pandemia, ele conta que é uma sensação inexplicável. “Tivemos perdas durante a pandemia, e agora estamos reestruturando. Tínhamos 80 alunos e hoje temos 40, brigando para manter o movimento das fanfarras vivo. Temos um vasto repertório e é lindo ver a emoção do público quando a fanfarra passa. O coração fica a mil”.

Na lista de músicas, figura “Hyde Park”, canção-tema do programa Esporte Espetacular, além de “Amigos Para Sempre”, canção preferida de uma ex-gestora da escola, já falecida. “Mantivemos no repertório em homenagem a ela”, completou Machado.

Participantes – Componente da banda, Felipe Almeida, de 30 anos, é ex-aluno da Barbosa Romeo, morador da região e participa da banda marcial desde os 13 anos. “Fui aluno da escola e desde essa época resolvi participar. Foi amor à primeira vista. E agora depois desse período difícil, estamos dando o nosso melhor, com a expectativa a mil tentando correr atrás do tempo perdido, para fazer uma bela apresentação no 7 de Setembro”.

A dançarina Maria Luiza Santos Cruz, de 17 anos, faz parte da fanfarra há três anos. Ela contou que o nervosismo e a ansiedade são gigantescos. “Estou com uma expectativa muito alta para nossa apresentação, que é a primeira depois desse tempo difícil que tivemos com a Covid. A fanfarra me possibilitou aprender uma nova atividade, que é a dança, e estou muito animada”.

Aos sete anos de idade, Davi dos Santos é o mascote do grupo. Ele entrou na fanfarra há um ano e não esconde a alegria em participar do primeiro desfile. “Eu participei do Dois de Julho, mas já me disseram que o 7 de Setembro é diferente. Estou muito animado, feliz que vou desfilar. Eu gosto muito da fanfarra, é muito bom fazer parte, vou dar o meu melhor”.

Além da BAMSC, participam do desfile a Banda Marcial de Pirajá (Masp Show) da Escola Municipal Alexandrina Santos Pita; as fanfarras da Escola Municipal Helena Magalhães (Fahema), de Boa Vista de São Caetano; da Escola Municipal Teodoro Sampaio (Fantesa), de Santa Cruz; da Escola Municipal Fazenda Coutos (Fanmuf), da Escola Municipal da Palestina (Famup) e da Escola Municipal Manoel Henrique da Silva Barradas (Famasba), de Ilha Amarela, além do projeto especial de Judô da Escola Municipal da Fazenda Grande II.

 

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Os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) vêm promovendo uma série de ações voltadas a crianças de 2 a 5 anos, relacionadas ao projeto de Educação Infantil. Neste trimestre, as instituições estão trabalhando a cultura popular, com ênfase na região Nordeste. 

Na Escola Municipal São Damião, o Grupo IV está aprendendo mais sobre o Rio São Francisco, a partir do livro ‘O Mistério do Sumiço do Velho Chico’, conhecendo a cultura e as potencialidades da região banhada pelo rio. Na quarta-feira (24), a atividade contou com a produção de um cuscuz de tapioca, com a participação de 11 estudantes e da professora Luciana Sudsilowsky. No Grupo III, a professora Jocemeire Cazaes usou a receita da Cuca, personagem do folclore brasileiro, para trabalhar unidades numéricas em sala. 

Além disso, crianças de 3 anos, matriculadas no Grupo II, participam de brincadeiras didáticas, como a simulação de lavagem de roupas. “A maioria das vivências infantis realizadas na escola abarca vários campos de experiência. Neste caso, temos uma turma de tempo integral com 17 crianças, numa fase fundamental da vida, quando aprendem a cantar e a se comunicar melhor ao som da música ‘Lavando roupa com sabão’. A atividade envolve o aperfeiçoamento da motricidade, com ações como esfregar, torcer, abrir os pregadores e estender as roupinhas ao sol e ao vento”, explica a professora Sirlene Oliveira. 

Ela acrescenta que está em curso na escola neste mês, seguindo até outubro, o projeto Cultura Nordestina, que orienta as atividades pedagógicas do período. Uma delas é a brincadeira da Feirinha da Tia Norma, na qual as crianças aprendem a identificar frutas, verduras e legumes, suas cores, bem como adquirem noções de matemática, na simulação de compra e venda da vivência. 

Diretora da escola, Taís Barros informa que a São Damião desenvolve atividades específicas com os mesmos temas, para crianças com deficiência. Ela adianta que o próximo projeto trimestral vai abordar a cultura afro-brasileira, em homenagem ao Mês da Consciência Negra, celebrado em novembro.

 

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Com objetivo de oferecer formação gratuita em inovação, a plataforma Salvador Tech disponibiliza 300 vagas do Programa Inova Tec para pessoas pretas e pardas
A iniciativa é resultado da parceria entre o programa Salvador Tech, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), e o Dio.me, com o Grupo Carrefour Brasil, e as inscrições estão abertas até o próximo domingo (28), através do link http://encurtador.com.br/eyMUW.

O programa contará com uma trilha de aprendizado personalizada para a demanda do mercado. Com duração de 320 horas e ministrado no formato on-line, o conteúdo vai tratar a inovação com foco nas áreas de empreendedorismo, criatividade, metodologia ágil e UX Research. Todos participantes receberão suporte técnico de mentores ao longo do programa.

Para participar, os interessados devem residir no Brasil, ter renda familiar per capita igual ou inferior a R$1.818, idade entre 18 e 30 anos e concluído, no mínimo, o Ensino Fundamental II (equivalente ao 9º ano). Além disso, é necessário ter acesso a um celular, tablet e/ou computador para realizar as atividades na plataforma e disponibilidade de participar das aulas, no turno da manhã de segunda e sexta-feira ao longo da duração do programa, que acontece entre setembro e dezembro de 2022.

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