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Reportagem: Priscila Machado/ Secom PMS

Ao longo dos últimos 12 anos, investimentos superiores a R$ 1 bilhão em obras de requalificação, incentivos fiscais e ações de dinamização transformaram o Centro Histórico de Salvador. As mudanças podem ser sentidas na ocupação, na abertura de novos empreendimentos, na realização de eventos que movimentam a área, além da construção e reforma de equipamentos públicos que melhoraram o turismo e fomentaram o desenvolvimento econômico de um dos principais patrimônios da humanidade reconhecidos pela Unesco.

Nesse período, a administração municipal fez importantes entregas, seja com reforma ou recuperação de espaços, a exemplo da Casa do Carnaval da Bahia, dos Arcos da Ladeira da Conceição, do Largo Terreiro de Jesus, da Praça da Sé, dos Planos Inclinados Gonçalves e Pilar.

A lista ainda abrange as reativações do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) e do Elevador do Taboão, além implantações da Galeria Mercado, da Casa das Histórias de Salvador, do Arquivo Público, da Cidade da Música, do Memorial das Baianas de Acarajé, a recente modernização do Elevador Lacerda, entre outros.

“Quando eu cheguei à Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), em 2013, o Centro Histórico estava absolutamente abandonado, não só pelos imóveis, grande parte deles em abandono. As ruas estavam sem nenhuma manutenção, seja pela pavimentação, seja pela iluminação. Não havia qualquer tipo de melhoria. Naquele momento, o entendimento da administração municipal foi de que poderíamos começar com o projeto da Rua Chile, que apresentava sérios problemas de infraestrutura”, conta Tânia Scofield, presidente da FMLF.

O órgão foi responsável por elaborar o projeto da primeira rua do Brasil e da Praça Castro Alves. Depois dessas duas obras, a Prefeitura promoveu dezenas de outras intervenções que foram proporcionando uma renovação à região, sem comprometer a identidade arquitetônica e cultural da poligonal.

Na prática, os investimentos contemplaram a requalificação de vias e das praças, a construção de equipamentos culturais para a visitação e fortalecimento do turismo e até mesmo a melhoria da mobilidade. Para esta última demanda, foram devolvidos à cidade ascensores que estavam sem funcionar, a exemplo do Plano Inclinado Pilar e do Elevador do Taboão, este último, reativado após mais de seis décadas de abandono.

“Todas essas ações e intervenções que a Prefeitura já realizou no Centro Histórico geraram uma transformação efetiva da região. Não à toa, há toda essa demanda por restaurantes, hotéis e o aumento do turismo. O grande mobilizador do turismo de Salvador é o Centro Histórico, que é o maior exemplar de arquitetura e urbanismo colonial português. Toda essa história preservada é responsável por essa alma e identidade que nenhuma outra cidade tem”, complementa Scofield.

Por parte da iniciativa privada, os dois primeiros grandes empreendimentos a mudar o visual, a fomentar a movimentação de turistas na região e a gerar novos empregos foram o Fera Palace Hotel, em 2017, e o Fasano, em 2018.

Incentivo – Em março de 2024, a Prefeitura de Salvador regulamentou o Programa Renova Centro, que fomenta moradia, empreendedorismo e a circulação de pessoas no Centro Histórico por meio de benefícios fiscais. No total, o Executivo está disponibilizando R$ 500 milhões em renúncia fiscal durante o período de dez anos.

Entre os benefícios estão o perdão integral das dívidas de IPTU e TRSD; isenção de ITIV na aquisição do imóvel e de ISS sobre a prestação de serviços de construção. Além disso, é garantida a dispensa de IPTU e TRSD durante o período das obras para incorporadoras imobiliárias e a isenção de IPTU do imóvel residencial pelo prazo de 10 anos para os adquirentes.

Outras estratégias – Além de toda a requalificação e incentivo fiscal, existe um forte trabalho de comunicação e de divulgação para movimentar a região e impulsionar o turismo local.

Desde 2023, por exemplo, a Prefeitura promove a celebração do Natal no Centro Histórico, que, com o tempo, foi se tornando palco para diversas outras celebrações desenvolvidas ou apoiadas pela administração municipal, como o Carnaval, o Arraiá da Prefs, o Salcine Conecta, o Panorama Internacional Coisa de Cinema, o Viva Verão, o Viver Salvador, os shows e atividades do Circuito Mulheres Negras em Movimento e parte da programação diversificada do Novembro Salvador Capital Afro.

“Salvador vive hoje um novo momento, porque compreendeu que investir no Centro Histórico é investir na cultura, no turismo e, acima de tudo, nas pessoas. Ao longo dos últimos anos, a Prefeitura tem realizado uma série de ações integradas que transformaram essa região. Isso envolve também o fortalecimento da zeladoria urbana e iniciativas como o Viver Salvador, que estimulam moradores e visitantes a ocuparem e vivenciarem a cidade”, afirma o secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis.

Ainda para o secretário, esse conjunto de investimentos aquece a economia, gera emprego e renda e cria um ciclo virtuoso em que a cultura impulsiona o turismo e o turismo fortalece a cultura.

“Há pouco mais de uma década, Salvador tinha uma oferta muito mais limitada de equipamentos culturais. Hoje, graças à continuidade de uma política pública que reconhece o valor do nosso patrimônio, a cidade oferece experiências que conectam história, identidade e inovação. O maior resultado é ver o Centro Histórico cada vez mais vivo, movimentado e devolvido à população, com mais oportunidades para artistas, empreendedores, trabalhadores e para todos que fazem da cultura um instrumento de desenvolvimento.”

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/investimentos-no-centro-historico/ . 

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Texto: Marco Pitangueira e Eduardo Santos/ Secom PMS


Mais de 160 alunos, além de professores e gestores de escolas da rede municipal de ensino, participaram nesta sexta-feira (7) da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). Durante a visita guiada, os alunos marcaram presença em atividades previstas na programação do evento, que incentivam a cultura e o contato com o universo literário.

Entre os espaços visitados estiveram a Casa Amarela e a Casa do Benin. A atividade contou com alunos das escolas municipais Gisella Palma, do bairro da Liberdade, da John Kennedy, também da Liberdade, Bananeira, em Ilha de Maré, entre outras unidades.

Para a gerente de Bibliotecas, Livro e Leitura da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Jane Palma, iniciativas como essa ampliam o acesso das crianças e adolescentes à literatura.

“Os espaços da Casa Amarela e da Casa do Benin estão abertos ao público que vem para o Pelourinho, durante a Flipelô. É importante apresentar às crianças e aos nossos adolescentes opções de lazer com a leitura. Hoje, existe a leitura na palma da mão, no celular, no tablet. Mas, nesses dez anos de ação e de desenvolvimento da política pública da Prefeitura, nós podemos dizer que, com muita segurança, Salvador tem público leitor de livros e ávido pela literatura.”

Para a professora Jéssica Costa, vice-diretora da Escola Municipal de Bananeira, a visita guiada à Flipelô tem importância significativa para o desenvolvimento da vida escolar.

“São alunos do 2º e 7º ano do Ensino Fundamental. Para cada período da vida, é importante agregar conhecimento. Ter esses momentos de vivência com a literatura traz algo muito diferente. Para alguns, é o primeiro contato com os livros e o mundo das letras. E isso traz a motivação, sentimento de pertencimento à cidade, possibilidade de desbravar um novo território e de ganhar autonomia", avaliou a educadora.

Para Ilka Neves, mãe de Jade Neves, de 5 anos, a visita se tornará lembrança permanente na vida da filha. “Moramos na ilha e o acesso para Salvador não é muito simples. Mas poder conhecer este ambiente é muito importante para ela. É uma experiência que ela vai levar para a vida toda”, celebrou.

Pela primeira vez na Flipelô, Arthur Mesquita, de 9 anos, se encantou pelo trabalho do artista plástico João Amado. “Adorei as pinturas e todos esses eventos. Vi apresentações e participei de muitas brincadeiras", disse o garoto.

Homenageando a escritora, jornalista e poetisa Myriam Fraga, a Flipelô chega à 10ª edição em 2026. O evento acontece até este domingo (9) e tem programação gratuita e distribuída por ruas, largos e equipamentos culturais do Pelourinho.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/alunos-da-rede-municipal-participam-da-flipelo/ .

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Texto: Ascom Codecon

A Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), realizou uma operação especial de fiscalização em estabelecimentos comerciais durante o período que antecede o Dia dos Pais. A ação teve como objetivo verificar o cumprimento das normas de proteção e defesa do consumidor e garantir mais segurança e transparência nas relações de consumo. Ao todo, 178 estabelecimentos foram fiscalizados.

Durante a operação, 16 estabelecimentos foram notificados por irregularidades. Ao todo, as equipes identificaram 23 infrações, relacionadas principalmente ao descumprimento de normas de informação ao consumidor.

Entre as irregularidades encontradas, foram registrados oito casos de ausência de etiqueta de preços e 13 estabelecimentos sem exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC) disponível para consulta.

Para o diretor-geral da Codecon, Marcelo Carvalho, ações como essa são fundamentais para orientar os estabelecimentos e assegurar o respeito aos direitos dos consumidores.

"As operações de fiscalização têm um papel importante não apenas na identificação e correção de irregularidades, mas também na orientação dos fornecedores sobre as normas que precisam ser cumpridas. Em períodos de maior movimentação no comércio, como o Dia dos Pais, esse trabalho se torna ainda mais importante para garantir que o consumidor tenha acesso a informações claras e possa realizar suas compras com segurança e tranquilidade", afirmou.

Os consumidores também podem contribuir com o trabalho da Codecon, denunciando possíveis irregularidades por meio do aplicativo e do site do órgão, além do Portal Oficial da Prefeitura de Salvador.

Nas redes sociais do órgão, a população também pode acompanhar as ações desenvolvidas pela diretoria e obter informações sobre os direitos do consumidor. A participação dos cidadãos é fundamental para fortalecer a fiscalização e promover relações de consumo mais seguras e transparentes.

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Texto: Ascom Codesal

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) tem investido em tecnologia de ponta para fortalecer as ações de prevenção e gestão de riscos na capital baiana. O uso de drones para mapeamento aéreo de áreas vulneráveis se tornou uma ferramenta estratégica para a elaboração de diagnósticos precisos e o planejamento de intervenções estruturais. A iniciativa permite uma visão abrangente de localidades que apresentam ocupações irregulares e terrenos de difícil acesso, complementando as vistorias técnicas realizadas em campo.

“O mapeamento é uma parte importante, mas é o início do nosso trabalho. A partir da característica multidisciplinar do setor, elaboramos soluções para resolver questões de segurança geológica, hídrica, alagamentos e deslizamentos", afirma o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Adriano Silveira.

A operação com drone é uma etapa fundamental para a construção dos Planos de Ações Estruturais (PAE), documentos que norteiam intervenções multidisciplinares em comunidades específicas.

"O mapeamento facilita uma visão geral das interferências e da disposição dos imóveis, que muitas vezes não é perceptível na vistoria presencial. O drone auxilia a nossa equipe técnica quanto a essas necessidades e ao aprofundamento necessário para a avaliação de intervenções multidisciplinares", pontua Karla Weyll, chefe do setor de Mapeamento de Áreas de Risco da Codesal.

Antes de cada operação, é realizado um estudo detalhado da área para definir os pontos de interesse que necessitam de maior riqueza de detalhes. O voo é planejado por meio de um software específico, que define parâmetros como trajeto, altura e duração, garantindo a eficiência e a segurança da iniciativa.

“O voo é precedido da visita ao local. É uma definição antecipada, em que avaliamos a situação local e os pontos que são necessários sobrevoar com a aeronave", explica Élio Perrone, chefe do setor de Gestão de Risco da Codesal.

As operações são realizadas com equipamentos de última geração, capazes de gerar imagens aéreas georreferenciadas de alta resolução. O voo é registrado na plataforma Sistema de Solicitação de Acesso ao Espaço Aéreo por Remotamente Pilotados (Sarpas), garantindo a rastreabilidade da atividade.

“O nosso perfil de voo alcança em torno de 80 a 100 metros e, assim, temos a visibilidade necessária. O drone permite uma rotação de 360 graus, varrendo todo o perímetro que precisa ser estudado. Então é uma ferramenta espetacular de apoio à atividade", complementa Perrone.

Processamento  Após a coleta das imagens aéreas e vídeos, os dados são processados para gerar uma ortofoto – representação única e corrigida da área sobre coordenadas reais.

Esse material é essencial para avaliar as condições do terreno, identificar possíveis interferências e planejar intervenções que envolvam a drenagem, geotecnia e urbanismo até a criação de áreas verdes, sempre que possível, com foco nas Soluções Baseadas na Natureza (SBN).

O objetivo é equipar a administração pública com um documento que prevê intervenções para garantir a retomada da dignidade da condição de habitabilidade daquela localidade.

Mapeamento contínuo – O projeto teve início em 2023 com a realização do voo na área de risco de Bosque Real e, desde então, outros levantamentos foram feitos em localidades, como Bom Juá, Mangueira e Creche.

A periodicidade dos voos é definida conforme a necessidade local e a complexidade de cada área. A equipe técnica, composta por engenheiros, geólogos, urbanistas e arquitetos, avalia continuamente os dados para determinar a necessidade de novas intervenções.

Por fim, o mapeamento é agregado a outros dados de natureza computacional, como imagens de satélite. São avaliados os dados recebidos para verificar a necessidade de um novo mapeamento, dependendo do nível de complexidade local.

 

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Texto: Fabiane Humildes / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), promove oficinas gratuitas de artesanato no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Modelo Simone Alice Debouck, em Narandiba. Realizada em parceria com o Parque Social, a iniciativa estimula o empreendedorismo, a geração de renda e o fortalecimento dos vínculos sociais entre pessoas em situação de vulnerabilidade.

As oficinas acontecem todas as quintas-feiras, às 14h, e são abertas à comunidade. Além do aprendizado de técnicas artesanais, as atividades contribuem para o desenvolvimento de habilidades, o fortalecimento da autoestima e o acolhimento dos participantes.

A coordenadora da unidade, Reinilda Sales, que atua no equipamento há sete anos, destaca que o principal objetivo é oferecer novas oportunidades aos participantes. "Além de ensinar o artesanato, nós também incentivamos o empreendedorismo. Esse é o nosso maior objetivo: que as pessoas aprendam uma atividade que possa ajudá-las a seguir em frente e conquistar uma renda extra", afirma.

Segundo ela, as oficinas beneficiam homens e mulheres e, em muitos casos, também funcionam como instrumento de acolhimento. "Já tivemos relatos de participantes que enfrentavam depressão e disseram que melhoraram muito depois que começaram a frequentar as oficinas. Para eles, essa atividade funciona como uma verdadeira terapia ocupacional", destaca.

Reinilda reforça ainda que o Cras busca ser um espaço de acolhimento para toda a comunidade. "O Cras é a casa do povo. As pessoas vêm para cá e se sentem acolhidas, e esse é o nosso lema", completa.

Responsável pelas oficinas, a professora de artesanato Mônica Kalil afirma que acompanhar a evolução dos alunos é a maior recompensa do trabalho. "Meu coração transborda ao perceber que consigo transmitir o que sei para que essas pessoas também ajudem outras. Não é apenas uma oportunidade de gerar renda com a venda dos produtos, mas também um caminho para superar momentos difíceis", afirma.

Geração de renda - Participante das oficinas há dois anos, a aposentada Haydee Ribeiro conta que conheceu o projeto por indicação de uma amiga e, desde então, passou a frequentar regularmente as atividades."Quando cheguei aqui, fiquei encantada com o atendimento, a acolhida e a recepção. Todos me receberam muito bem e eu me apaixonei pelo lugar", relata.

Ao longo desse período, ela participou de diversas capacitações e transformou o aprendizado em uma fonte de renda complementar. "No São João, ensinei várias pessoas a fazerem seus próprios chapéus decorados. Também aprendi outras técnicas e hoje já consigo ganhar um dinheiro com isso. Sou aposentada, mas essa renda ajuda bastante", conta.

As oficinas são destinadas a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social. Os interessados devem realizar a inscrição presencialmente no Cras Simone Alice Debouck.

A unidade atende moradores de Narandiba e de bairros e localidades como Arenosos, Cabula, Cabula VI, Doron, Novo Horizonte, Nova Sussuarana, Saboeiro, Beiru/Tancredo Neves, Alto dos Macacos, CAB, Portelinha e Trobogy.

Continuidade - Embora o Cras Modelo Simone Alice Debouck tenha sido inaugurado em 23 de julho, as oficinas de artesanato já eram oferecidas à comunidade desde 2022, mantendo a proposta de promover qualificação, inclusão social e oportunidades de geração de renda.

O equipamento homenageia Simone Alice Debouck, fundadora do Centro de Integração Familiar (Ceifar), reconhecida pelo trabalho social desenvolvido na região. "Simone realizou um importante trabalho social nesta comunidade. Dar o nome dela ao Cras é uma forma de reconhecer esse legado", conclui a coordenadora Reinilda Sales.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/oficinas-gratuitas-de-artesanato-no-centro-de-referencia-de-assistencia-social-cras/ . 

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Texto: Ascom FGM

Caminhar pelo Pelourinho e ver a palavra escrita saltar das páginas para ganhar movimento, textura e voz nas ruas do Centro Histórico. É com essa proposta de celebração, inclusão e pertencimento que a Fundação Gregório de Mattos (FGM) realiza o desfile inédito ‘Literatura no Corpo’, que acontece neste sábado (8), a partir das 18h, na Praça das Artes, como um dos destaques da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô).

A performance artística vai reunir 40 poetas de diversos bairros de Salvador. Na passarela, os próprios autores vão desfilar vestindo peças estampadas com trechos de suas obras, enquanto declamam versos autorais. O projeto, que une moda, design e literatura, reflete o espírito de ocupação cultural, afeto e democratização da leitura que marca a programação especial dos 40 anos da FGM, celebrados ao longo de 2026.

A atividade é coordenada pela Gerência de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura da FGM, por meio do programa municipal Caminhos da Leitura. Nos meses que antecederam a Flipelô, foram promovidas oficinas de escrita poética nessas localidades para revelar e impulsionar talentos escondidos. Em parceria com a marca e estamparia baiana Preto Fala de Amor, as poesias criadas pelos participantes ganharam formato visual e foram estampadas nas roupas que compõem o desfile.

“Projetamos o 'Literatura no Corpo' para dar visibilidade aos poetas das nossas comunidades. Desde o mês de abril, realizamos oficinas em bairros como Águas Claras, Valéria, Liberdade e Ribeira para revelar talentos. Em Águas Claras, por exemplo, 18 mulheres colocaram no papel suas dores, anseios e histórias, e esses versos viraram estampas. É uma ação inédita que une literatura, moda, fomento à criatividade, inclusão social e autoestima na Flipelô”, destaca a gerente de Bibliotecas Jane Palma.

FGM 40 anos na Flipelô - Além do desfile ‘Literatura no Corpo’, a Fundação Gregório de Mattos ocupa o Pelourinho até este sábado (8) com uma programação gratuita distribuída em dois locais estratégicos: o Espaço 40 Anos FGM, localizado na recém-reaberta Casa do Benin, e o Espaço Kaê Erê, voltado para o público infanto-juvenil, que funciona na Casa Amarela (Largo do Pelourinho). Mais informações estão disponíveis no site fgm.salvador.ba.gov.br.

 SERVIÇO
Desfile ‘Literatura no Corpo’ 

Quando: Sábado, 8 de agosto

Horário: 18h

Onde: Praça das Artes - Pelourinho

Gratuito

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