Cultura

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A Controladoria Geral do Município (CGM), em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (Smed), abriu as inscrições para o 3º Concurso de Expressão Literária e Protagonismo Cidadão – A Cidade Somos Nós. Com o tema “Controle Social: nós somos a cidade”, a iniciativa é válida para alunos do 8º e 9º anos das escolas da rede municipal de ensino, que podem se inscrever até o próximo dia 27, na própria unidade escolar. 

De acordo com o idealizador do projeto e chefe do setor de Controle Social da CGM, Paulo Oliveira, o concurso faz parte do programa A Cidade Somos Nós, criado em 2017 para alunos das escolas municipais de Salvador. Segundo Oliveira, o intuito do concurso é colocar em prática os conhecimentos adquiridos nas oficinas de Transparência, Cidadania e Controle Social, realizadas nas escolas com esses alunos. 

“Já tivemos duas versões do concurso, em 2018 com redação e em 2019, com cordel. Em 2022, será um soneto. A participação dos alunos é uma oportunidade de dar continuidade ao conteúdo aprendido nas oficinas, aprofundando os estudos sobre cidadania e transparência, utilizando a criatividade e a capacidade de comunicação e expressão, para realizar a produção e participar do certame. É uma ação importante de continuidade dessa conexão com a área de transparência e controle social, que é o objetivo do programa”. 

A premiação para os primeiros colocados nas categorias Geral e PCD (Pessoa com Deficiência) será um Chromebook. Para o segundo e terceiro lugares, um tablet. Para mais informações, basta procurar a diretoria da escola, ou entrar em contato através do telefone (71) 3202-7254. 

As oficinas do concurso, que acontecem desde 2017, já tiveram a participação de aproximadamente oito mil alunos. A cartilha utilizada é atualizada anualmente para uso nas oficinas, e pode ser acessada no link acidadesomosnos.salvador.ba.gov.br .

 

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Até o próximo sábado (22), a Casa do Benin recebe o evento Odu: Xirê de Artes Negras, promovido pelo grupo do Programa de Educação Tutorial (PET) do Instituto de Letras da Ufba. A feira artística foi criada com o intuito de unir vozes, discutir e compartilhar vivências negras nos diversos campos da arte. Nesta quarta edição tem como tema: "Pedagogingas" - uma referência ao cantor e compositor Thiago Elniño. 

Nesta quinta-feira (20), o espaço contou com a realização de duas oficinas e de um sarau poético, que envolveram alunos do Colégio Estadual Marquês de Maricá. Vinte alunos participaram da oficina de colagem realizada pelo artista visual Igor Aquino, conhecido como Astronauta de Mármore. Outros 20 jovens participaram da oficina de Escrita Criativa, conduzida pela professora e pós-doutora em Literatura Brasileira, Lívia Natália.

A estudante Elisa Barbosa, de 18 anos, fez o desenho de um corpo humano e cobriu com a colagem de diversas palavras. “Eu tive essa ideia para reforçar a influência da comunicação sobre o ser humano na atualidade. Gostei muito da oficina, nos divertimos bastante”, disse. 

Igor Aquino disse ter ficado muito feliz com o convite para trazer a técnica para os estudantes. “A gente vê pouco sobre a colagem, apesar de ser algo que a gente aprende desde pequeno. Então a proposta é trazer isso, contar uma história nova, trazer uma realidade nova para aquilo que já existe, usando a criatividade, a esperança, algo que a gente tem. No final das contas, a vida é uma grande colagem”, opinou. 

Tutora do PET Letras, a professora Lívia Natália ressaltou a importância de manter uma conexão entre a Universidade, a escola pública e a Casa do Benin, que é um espaço cultural aberto ao público. Além disso, ela frisou a possibilidade de mostrar aos alunos que o texto pode ser criado a partir de qualquer lugar e a partir de elementos que fazem parte do dia a dia deles. 

Amanhã (21) haverá uma batalha de rap, às 10h30, com o tema Giros de Debate da Odú: Djonga, Emicida e Rico Dalasam: Diálogos em Espiral Através da Música e Literatura e um movimento hip-hop às 13h30. O encerramento contará com a apresentação de voz e violão feita por Gigi Freitas. A programação completa do evento pode ser conferida no Instagram @casadobenin. 

Presencial – Depois de dois anos acontecendo de forma remota, em decorrência da pandemia da Covid-19, o Odu: Xirê de Artes Negras retornou este ano ao formato presencial promovendo o encontro entre nomes relevantes da música, literatura, teatro e artes visuais negras na Bahia, bem como novos expoentes que estão em busca de visibilidade e consolidação de suas carreiras. 

Todas as atividades, divididas entre oficinas, rodas de conversa, pocket shows, sarau, batalha de freestyle e clube de leitura, são de acesso gratuito e os horários são distribuídos durante os turnos matutino e vespertino. 

Grande parte das atrações ocorre na Casa do Benin, situada na Rua Padre Agostinho Gomes, perto do Taboão, no Pelourinho. O Espaço Cultural possui importante acervo artístico e cultural afro-brasileiro e é administrado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) para a valorização das relações culturais afro-brasileiras.

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A Fundação Gregório de Mattos (FGM) prorrogou as inscrições para o edital Viva Cultura. Agora, os interessados têm até o próximo dia 30 para efetuar a participação na seleção do edital, que faz parte das ações de fomento cultural em Salvador para este ano de 2022. Os interessados devem acessar o site www.vivacultura.salvador.ba.gov.br . 

O interessado deverá apresentar carta de intenção de Patrocínio do Contribuinte Incentivador de Projeto – pessoa física ou jurídica pagadora de ISS e/ou IPTU. O edital concede incentivos fiscais a patrocinadores de projetos culturais na capital baiana, sejam eles pessoas físicas, jurídicas, com ou sem fins lucrativos, e microempreendedores individuais (MEIs), domiciliados ou sediados em Salvador, que contribuam para a promoção do desenvolvimento cultural e artístico, dos direitos culturais, da acessibilidade e do fortalecimento da economia da cultura no território soteropolitano. 

Serão contemplados projetos no valor máximo de R$500 mil em todas as áreas, com valor global dos recursos destinados aos incentivos fiscais no valor de R$3,7 milhões. Os incentivos fiscais estão limitados a no máximo 90% do valor de cada projeto aprovado, benefício que será concedido ao patrocinador por meio do Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento Cultural (Cidec). 

Podem ser patrocinados projetos das mais diversas áreas do campo da cultura, como arquivos, artesanato, arte de rua, artes visuais, audiovisual, bibliotecas, circo, cultura digital, cultura popular, culturas identitárias, dança, design, espaços culturais, festivais de artes e cultura, fotografia, gastronomia, hip-hop, literatura, moda, museus, música, patrimônio e teatro. Serão habilitadas as iniciativas apresentadas com antecedência de, pelo menos, 60 dias da data prevista para o início da pré-produção.

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Salvador celebrou o Dia Nacional do Arquivista, na quinta-feira (20), com uma novidade: a conclusão das obras da parte física do Centro de Interpretação do Patrimônio – Casa das Histórias e Arquivo Público de Salvador, situado na Praça Cairu, no Comércio. O espaço vai abrigar mais de quatro milhões de documentos históricos, desde a descoberta do Brasil até os dias atuais. 

Os arquivistas têm sido peça fundamental na preservação da história, zelando pela categorização e organização de documentos relevantes para a cidade. A arquivista e bibliotecária Lucimar Oliveira falou da importância de ter um equipamento novo, para guardar de forma adequada o acervo da primeira capital do Brasil, que vinha sendo castigado há muitos anos, pelo armazenamento inadequado.

“Ver hoje o Complexo Casa das Histórias de Salvador e Arquivo Público prestes a ser inaugurado é o resultado do sonho e do trabalho de todos os profissionais, inclusive os que já se aposentaram.  Para os arquivistas, esse equipamento representa a valorização da memória, da cultura e também a possibilidade de implementação de uma política documental no município”, enfatizou. 

Quem passa pelo bairro do Comércio já nota a beleza do equipamento cultural, que em breve será entregue à população pela Prefeitura. Com a parte física concluída, estão sendo montados os mobiliários, bem como os arquivos deslizantes, que compõem a estrutura interna, para receber todo acervo do Arquivo Histórico de Salvador. 

Patrimônio – Com 75% do acervo restaurado e digitalizado, a expectativa é que o equipamento seja inaugurado até o final de dezembro. Vale ressaltar que toda a restauração está integrada à estratégia do município de projetar Salvador como referência em preservação de patrimônio.

“Em breve, será entregue um dos equipamentos culturais mais importantes da nossa cidade, que também será um grande indutor de turismo e vai preservar a história para as próximas gerações. Tudo isso faz parte de uma série de investimentos que a Prefeitura vem fazendo no bairro do Comércio”, declarou a secretária de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Andrea Mendonça. 

Restauração – Com uma equipe formada 99% por mulheres, a restauração do acervo requer muita atenção por se tratar de um trabalho manual, artesanal e extremamente técnico, realizado no Laboratório de Conservação e Restauração, na Rua Chile. Neste local, os documentos são organizados e separados em níveis de restauração, que indicam, dentre outras especificidades, o grau de complexidade e tipos de intervenção aos quais os documentos devem ser submetidos.

Relíquias – O acervo soteropolitano é um dos mais antigos e raros da América Latina. Possui documentos datados desde o século XVI, que revelam a história e desenvolvimento da cidade e do Brasil. Pode-se destacar, por exemplo, uma cópia da certidão de batismo de Catarina Paraguaçu, datado de 1528; provisões reais datadas de 1624 e atas da Câmara Municipal de Salvador, cuja a coleção é reconhecida como Memória do Mundo da Unesco. Há, ainda, mais de 90 mil imagens e arquivos audiovisuais sobre a capital e também de personalidades, festas populares, dentre outros temas. 

Estrutura – O prédio abrigará um rico acervo de documentos históricos e possui 12 pavimentos, além de mezanino. O coordenador do Prodetur Salvador, Iuri Mattos, destacou que esse complexo vai valorizar ainda mais o Centro Histórico da Cidade. “Estamos falando de um equipamento de ponta, que integra o novo Arquivo Público de Salvador e o primeiro Centro de Interpretação do Patrimônio no Brasil, que além de valorizar a história, pretende ser referência difusão cultural e na preservação de acervos históricos, arquivísticos, bibliográficos da cidade de Salvador com ampla acessibilidade,” comemorou. 

As obras de restauração do Casarão Histórico e construção do Arquivo Público de Salvador possuem investimento da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), através do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur Salvador), por meio de empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de R$34,7 milhões. As intervenções foram executadas pelo Consórcio Prodetur – Salvador, formado pelas empresas Metro Engenharia e Consultoria e Construtora BSM.

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De volta à capital baiana após nove anos, a Bienal do Livro Bahia será realizada nos dias 10 a 15 de novembro, no Centro de Convenções Salvador, na Boca do Rio. Os detalhes do evento foram apresentados nesta sexta-feira (14), no CCS, com as presenças do prefeito Bruno Reis, da diretora da GL Events Exhibitions, Tatiana Zaccaro, e do curador da Bienal, Schneider Carpeggiani, dentre outras autoridades. 

O evento terá 150 marcas expositoras, investimento de pouco mais de R$5 milhões e expectativa de ver 80 mil pessoas circulando pelos três espaços de convivência disponibilizados pelo evento: Café Literário, a Arena Jovem e o Espaço Infantil. O evento, que conta com o apoio municipal por meio das secretarias de Cultura e Turismo (Secult) e da Educação (Smed), além da Fundação Gregório de Mattos (FGM), recebe as curadorias dos jornalistas Josélia Aguiar, Schneider Carpeggiani e Mira Silva. 

O prefeito Bruno Reis celebrou o retorno de grandes eventos culturais para a cidade, em especial no Centro de Convenções. Até o final do ano, o equipamento vai movimentar cerca de R$1 bilhão com eventos de diversas origens, todos baseados no chamado turismo de negócios e oportunidades. 

"Quando concebemos a construção deste espaço (CCS), o objetivo era ter em Salvador um equipamento que pudesse mobilizar eventos estratégicos como a Bienal do Livro Bahia, que volta a acontecer após quase uma década. Sei da importância de um evento como este para estimular na cidade a cultura da leitura, que é importante para nossa formação como cidadão e para a formação de nossos jovens. Esse evento vai mobilizar também nossa rede municipal de Educação, tanto com a Bienal Itinerante, indo até as escolas, como a visita dos alunos e professores neste espaço para participar dessa grande feira", disse Bruno Reis. 

Sobre a Bienal Itinerante, o prefeito anunciou que, ao menos duas unidades da rede municipal de ensino receberão prepostos do evento, apresentando um pouco do que a atração principal apresenta. Já no próprio CCS, a intenção é de que o local receba 5 mil alunos de escolas municipais. Para estimular ainda mais o hábito da leitura, serão distribuídos R$20 em crédito para alunos e R$60 para professores. 

“Será um verdadeiro sucesso, pois há grande expectativa na cidade para a realização deste evento. São esperadas pessoas de outras cidades da Bahia e do Nordeste, que virão para buscar participar dos painéis com grandes escritores. Nos cinco dias de Bienal, Salvador será promovida em todo o Brasil, através dessa imersão no mundo literário", finalizou. 

Demais atrativos – A Bienal do Livro Bahia terá mais de 70 horas de conteúdo produzido por mais de 100 autores e personalidades convidados. Entre 1996 e 2013, quando era regularmente realizada a cada dois anos, mais de 2 milhões de pessoas passaram das edições. 

“A Bienal é um tipo de evento basilar, que incentiva e motiva o hábito da leitura, fomentando o mercado editorial e impulsionando a economia. Para isso, é fundamental contar com um espaço como o novo Centro de Convenções Salvador”, declarou Tatiana Zaccaro.

 

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A Escola Subúrbio 360, localizada em Coutos, abre as portas para o evento Roda Cultural, na próxima terça-feira (11), às 18h. O teatro do espaço vira palco para as apresentações artísticas de grupos e oficinas que estão sendo desenvolvidas no equipamento e pela comunidade do bairro. A entrada é gratuita. 

A expectativa é que 500 pessoas participem da Roda Cultural, incluindo público e artistas. Entre os artistas que se apresentarão estão Laysa Sartre, Canto Coral, Grupo de Ritmos, Kauan Dantas e o grupo de Dança Urbana do Subúrbio 360. A programação contempla ainda a apresentação da oficina de Teatro e Dança e a Batalha de Ritmos da Comunidade.  

O evento acontece de forma semestral para divulgação das ações promovidas no equipamento ao longo do ano. O cantor Edu Casanova, entusiasta e parceiro dos trabalhos do Subúrbio 360, também participa do evento. Essa é a segunda edição do projeto este ano. 

Talento local – A diretora do Subúrbio 360, Celma Vitória, destaca que o intuito do Roda Cultural é dar visibilidade ao talento dos jovens da região. A gestora ressalta que o equipamento desenvolve um forte trabalho de resgate da autoestima da comunidade, sempre tendo a cultura e o esporte como pano de fundo.  

“É um momento de fortalecimento dos grupos artísticos e culturais da comunidade e que utilizam nosso espaço. Eles são agentes de transformação social, pois visam estimular e fortalecer a expressão cultural da região”, diz Celma. 

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O projeto Palco Aberto, conduzido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) e realizado nos Espaços Boca de Brasa, promove três dias de apresentações gratuitas no fim de semana. Nesta sexta-feira (21), às 19h, acontece o show da banda Afrocidade, no Subúrbio 360, localizado na Rua da Paz, s/n, Coutos. No local também se apresentam o Ballet Love Dance, Chocolate Batidão, Uzarte Dança, Vitor Hugo Alves e Yuri Ferreyra.

Alex Isé, produtor da Afrocidade, revela que é a primeira vez que o grupo se apresenta em uma edição do Boca de Brasa e resume o signçãoificado do evento para ele. “É muito bom poder devolver, de graça, para a periferia, tudo que ela nos dá enquanto fonte de inspiração”.

Ele elogiou a iniciativa da Prefeitura de propiciar o acesso a apresentações culturais e artísticas aos bairros mais distantes do Centro e adiantou um pouco do que será o repertório do seu grupo musical na ocasião. “O Afrocidade faz música contemporânea da Bahia, que mescla o pagodão, o samba-reggae, o ijexá, o dub, o rap, o eletrônico... É até difícil de descrever essa mistura. Vamos apresentar o espetáculo da turnê ‘Vivão’, que levamos a diversos festivais e que é o nome do nosso disco mais recente”, informou.

Demais apresentações – Já neste sábado (22), às 19h, o Espaço Boca de Brasa de Cajazeiras, situado na Avenida Engenheiro Raymundo Carlos Nery, em Cajazeiras X, recebe as atrações locais 4xELIS, As Sambadeiras de Cajazeiras, Balé Jovem de Cajazeiras, Banda True, Esdras B-Boy, Lu Baiana, Magali Zouk Show, Tiago Smith, com participação especial de Margareth Menezes.

Finalmente, no domingo (23), às 18h, é a vez do Espaço Boca de Brasa do CEU de Valéria, no Conjunto Lagoa da Paixão, receber o show do Ballet da Felicidade, Cia de Teatro Jaé, Mário Show, New Black, Raimundo Jamaica, Sérgio Login e Margareth Menezes, que faz uma participação especial também neste evento.

“A essência do Palco Aberto, como o próprio nome diz, é abrir o palco para apresentações de artistas, grupos e instituições culturais do entorno do Boca de Brasa e promover o diálogo destes com artistas consagrados”, declara o gerente de Equipamentos Culturais da FGM, Chicco Assis. A entrada do público é limitada à lotação de cada espaço.

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Durante esta semana, em que é celebrado o Dia da Criança (12 de outubro), uma série de atrações animam os pequenos nos cinco equipamentos culturais da Prefeitura – A Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai (Rio Vermelho), Casa do Carnaval da Bahia (Praça da Sé), Cidade da Música da Bahia (Comércio) e espaços Pierre Verger da Fotografia Baiana e Carybé das Artes (Barra). Dentre as atividades estão contação de histórias, visita guiada, oficinas e brincadeiras, dentre outras.

Os espaços funcionam de terça a domingo, das 10h às 17h. A entrada custa R$20 (inteira) e R$10 (meia) para estudantes, idosos a partir de 60 anos e moradores de Salvador com comprovante de residência. Às quartas-feiras (exceto na Cidade da Música), a entrada é gratuita.

Casa do Rio Vermelho – Nesta terça (11), quinta (13), sexta (14) e sábado (15), A Casa do Rio Vermelho, na Rua Alagoinhas, 33, recebe as atividades “Caçadores de Sapos”, às 11h, e a leitura de “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, às 14h. Na quarta-feira (12), é a vez de “A Bola e o Goleiro”, brincadeira de chute a gol no jardim do local. No domingo (16), será a vez da contação “Histórias da Vovó – Jonas e a Sereia”, às 11h, e a atividade “Caçadores de sapos”, às 14h.

Cidade da Música – Na Cidade da Música da Bahia, situada no Casarão dos Azulejos Azuis, defronte à Praça Cairu, acontece durante toda esta semana a aula de percussão temática “Tropicália”, voltada para o público infantil. No domingo (16), haverá também oficina de rap trap para crianças, às 11h.

Pierre Verger e Carybé – Nesta quarta-feira (12), no Espaço Pierre Verger, no Forte de Santa Maria, será realizada a Experiência Fotográfica Rafael Martins, às 11h. Já o Espaço Carybé, no Forte São Diogo, recebe, no sábado (15), as oficinas do projeto Artista por Um Dia, e no domingo (16), a contação de história “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, ambos às 10h.

Casa do Carnaval – A Casa do Carnaval, na Praça Ramos de Queirós, ao lado do Plano Inclinado Gonçalves, promove na quarta-feira (12), às 14h, o Bloquinho de Carnaval e maquiagem facial para os pequenos caírem na gandaia. Na quinta-feira (13), é a vez do Mete Dança no Por do Sol, às 17h. No sábado (15) e domingo (16), acontece o Musicalizando com bebês, às 11h e às 15h.

Além das atividades especiais, o local também atrai pelo acervo totalmente interativo, dedicado à uma das maiores festas populares de rua do mundo. A estudante Carla Ferreira, 13 anos, que participava de uma visita guiada na casa, falou sobre as impressões do espaço. "Tudo aqui é muito legal, bonito e adorei saber quais roupas os famosos utilizavam nas apresentações.”

O colega Samuel Lopes, de 11 anos, gostou de ver de perto a relação entre o Carnaval e a cultura afro. “Estou achando o espaço muito interessante, legal, divertido e autoexplicativo. Gostei muito de ver as roupas e das culturas relacionadas à África, como nos blocos afros”.

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Quem conhece Salvador sabe que a geografia íngreme compõe fortemente o cenário da cidade. Por isso, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) traz o tema “Que ladeira é essa? Conceição e Preguiça: história e resistência” para o projeto Patrimônio É... deste mês de outubro. O encontro acontece na terça-feira (11), às 15h, no Mirante Tropical da Ladeira, com transmissão ao vivo pelo canal da FGM no YouTube (www.youtube.com/c/fundacaogregoriodemattos).

O objetivo desta edição é discutir a importância das ladeiras da Conceição da Praia e da Preguiça para a história e o desenvolvimento da capital baiana, além de compreender quais lutas e disputas que eram e são travadas no cotidiano da comunidade. Para compor a mesa, o projeto recebe a professora de Arquitetura, Glória Figueiredo; o mestre artífice da Ladeira da Conceição da Praia, Edmilson Rodrigues; e o presidente do Centro Cultural Que Ladeira é Essa?, Marcelo Teles.

História – Entre os séculos XVII e XIX, passavam pela Ladeira da Conceição da Praia diversos trabalhadores e muitas pessoas em situação de escravidão, que eram encarregados de transportar as mercadorias que chegavam pelo Porto até à cidade alta. A Ladeira da Preguiça também tinha essa mesma importância, mas a origem de seu nome traz o peso do racismo e do elitismo da época, pois ao realizar sua subida de forma penosa, as pessoas escravizadas ouviam gritos de “sobe preguiça”, proferidos de forma jocosa pelos mais ricos, muitos dos quais moradores adjacentes.

Preservação do patrimônio – O Patrimônio É... faz parte do programa Salvador Memória Viva da FGM, que traz encontros mensais para tratar de temas concernentes aos patrimônios culturais de Salvador. Uma outra finalidade da iniciativa, para além da promoção da educação patrimonial, é a instrumentalização das políticas públicas do município que valorizem a memória histórica da cidade.

Este ano, o Patrimônio É… já abordou os temas “Samba Junino: Dos Terreiros às Ruas”, “Carnaval Negro: Ancestralidade e Pertencimento”, “Feiras e mercados: tradição, sociabilidade e identidade cultural” e “Caminhos do Sagrado”.

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