Além da exposição de um rico acervo sobre o Carnaval e a musicalidade baiana, a Casa do Carnaval da Bahia e a Cidade da Música da Bahia estão com uma programação especial para alegrar as visitações neste final de semana e preparar o folião para os dias da festa momesca.
Na Casa do Carnaval será realizada uma oficina de turbantes e adereços afro neste sábado (21) e domingo (22), às 15h. Já na Cidade da Música, haverá uma atividade sobre a musicalização infantil no sábado, às 11h, e uma oficina de instrumentos de sucata no domingo, às 14h. No sábado e domingo, o equipamento também terá a visita temática Novos Baianos, das 11h às 15h.
A oficina de turbantes e adereços afro será ministrada pelas mediadoras Elen Graziele e Maitê Araújo. Os visitantes que participarem da atividade na Casa do Carnaval irão aprender a confeccionar acessórios com búzios, a exemplo de choker e bracelete, além das amarrações de turbante. “Nós trouxemos três modelos de turbante para usar como inspiração e essas pessoas poderão escolher qual modelo querem aprender. Vamos ensinar as pessoas a fazer amarração umas nas outras ou em si mesmo”, conta Elen.
Ela começou a usar turbante em 2018, pela beleza e praticidade do acessório, e nesse período também fez um curso na área, aprendendo a fazer vários modelos. “Eu acho que o turbante é um símbolo de beleza e empoderamento negro. Todas as mulheres pretas que sabem fazer turbante utilizam não só como elemento estético, mas também como símbolo de elemento da beleza preta”, diz.
Musicalização – Durante a oficina de musicalização infantil na Cidade da Música, as crianças irão produzir instrumentos musicais a partir de objetos do cotidiano, a exemplo da garrafa PET e grãos. “É uma forma de tornar esse espaço da investigação musical mais acessível para que ele possa estar sendo feito também dentro de casa, juntamente com os pais”, conta o mediador Jean Carlos Barbosa.
Entrada e endereço – As oficinas em ambos os museus são gratuitas e os visitantes pagam apenas pela entrada no espaço cultural. A entrada custa R$20 (a inteira) e R$10 (a meia) para estudantes, idosos a partir de 60 anos, e moradores de Salvador com comprovante de residência. Às quartas-feiras (exceto na Cidade da Música), a entrada é gratuita.
A Casa do Carnaval fica na Praça Ramos de Queirós, ao lado do Plano Inclinado Gonçalves, no Pelourinho, e a Cidade da Música está situada no Casarão de Azulejos Azuis, na Praça Visconde de Cairu, 19, no Comércio.
Visitação – A Cidade da Música da Bahia tem recebido um público intenso na alta estação. A média diária nos meses de dezembro e janeiro tem sido de 400 pessoas. Na Casa do Carnaval, a média diária tem sido de 200 pessoas, sendo que na última quarta-feira (18), dia em que Salvador recebeu três navios de cruzeiro, o equipamento teve uma visita recorde de 962 pessoas.
A emoção tomou conta dos fiéis que acompanharam a chegada da imagem do Senhor do Bonfim ao seu santuário da Colina Sagrada, na manhã desta quinta-feira (12). Fogos de artifício, execução do Hino ao Senhor do Bonfim e bênção aos fiéis, concedida pelo padre Edson Menezes, reitor da Basílica Santuário Nosso Senhor do Bonfim, marcaram as homenagens.
Este ano, a celebração do santo de maior devoção na Bahia tem um simbolismo especial, pela sua retomada após dois anos de pandemia de Covid-19 e pelo bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, em 2 de Julho.
A fisioterapeuta Tainá Medrado, de 49 anos, participou da “Corrida Sagrada”, com largada às 7 horas, chegando ao Bonfim por volta das 10 horas.“Sempre faço o percurso andando, mas esse ano resolvi correr. É uma emoção diferente, cheia de esperança de que em 2023 as coisas sejam diferentes,que a gente consiga respirar e fazer parte das manifestações populares, a exemplo dessa, que é grandiosa. Agradeci muito e pedi saúde a toda a família”, contou.
Com a chegada da imagem à Basílica Santuário Nosso Senhor do Bonfim e do cortejo religioso à Colina Sagrada, as baianas fizeram a tradicional lavagem das escadarias da igreja, com água de cheiro. Presente ao evento há 30 anos, a baiana Zuleide da Conceição, 70 anos, conta que sempre prepara a roupa e as flores com muito prazer.
“Desde criança a minha mãe me trazia e eu peguei o gostinho. Fui ser baiana de acarajé e passei a fazer uma roupa todo ano para vir à Lavagem do Bonfim, assim como o meu arranjo de flores. Esse ano eu vim para pedir paz para o mundo e saúde para todos”, disse.
Fé e sincretismo – Há 15 anos, o ator Gabriel Tavares, de 35 anos, participa da Lavagem do Bonfim. “A fé é isso, vai se propagando de uma pessoa para outra e se torna algo muito grandioso, porque o Senhor do Bonfim é tudo na vida da gente. Eu sou filho de Oxalá, então estou aqui como adepto do candomblé. O sincretismo é muito forte e é muito bom a gente se encontrar depois de dois anos de pandemia. É um misto de emoção e gratidão”, revelou.
Já a coreógrafa Deborah Colker, que em 2021 estreou o espetáculo “Cura”, com trilha sonora de Carlinhos Brown, veio à Lavagem do Bonfim esse ano pela primeira vez e se emocionou bastante com a celebração. “É uma promessa antiga que eu consegui cumprir. Eu vim andando e quando cheguei aqui a emoção me pegou. Acho que a fé é maior que a religião, maior que a cultura, maior do que a gente. É algo que te conecta com a terra, com o céu, com tudo. Eu preciso muito da cura, busco sempre e acho que o Senhor do Bonfim é a cura do que não tem cura. Abre os caminhos e traz a gente aqui”, falou.
Centenário – O tema da lavagem deste ano foi “Há 100 anos cantando ‘Glória a Ti neste dia de glória”, em referência ao Hino do Senhor do Bonfim, criado por Arthur de Salles e João Antônio Wanderley em 1923, em comemoração aos 100 anos de luta pela Independência do Brasil, na Bahia. Os versos foram eternizados em gravações como a do cantor Caetano Veloso, no disco “Tropicália ou Panis et Circensis”, de 1968. Como de costume, o hino foi entoado por uma multidão na chegada do cortejo à Colina Sagrada.
As homenagens ao Senhor do Bonfim seguirão até o próximo domingo (15), quando às 10h30 será celebrada uma Santa Missa Solene presidida pelo cardeal arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Salvador, Dom Sérgio da Rocha, que ao final dará benção apostólica com indulgência plenária. Às 16 horas do mesmo dia, haverá ainda a Procissão dos Três Pedidos, com saída da Igreja Nossa Senhora à Colina Sagrada.
A Fundação Gregório de Mattos (FGM) lança, nesta quinta-feira (6), a 5ª edição do Prêmio Samba Junino. O edital tem como proposta estimular a salvaguarda do Samba Junino, de acordo com as diretrizes da política cultural do município. As inscrições podem ser realizadas até o próximo dia 28 de fevereiro, através do site www.fgm.salvador.ba.gov.br .
Uma das novidades dessa edição é a categoria Mestres do Samba Junino, cuja estratégia é transmitir os saberes populares da manifestação cultural, através da valorização desta importante figura. Para esta categoria, serão selecionadas seis propostas de R$ 10 mil, cada uma envolvendo pelo menos um Mestre do Samba Junino.
Além dela, a categoria Coletivos selecionará dez propostas de R$ 20 mil, cada uma envolvendo pelo menos dois grupos de Samba Junino. Já a categoria Festival selecionará uma proposta de R$ 40 mil, envolvendo pelo menos quatro grupos de Samba Junino. No total, serão 17 propostas contempladas.
Os projetos devem propor iniciativas que visem o fortalecimento, a divulgação, a manutenção e a dinamização do Samba Junino no município de Salvador, além das suas formas de produção e reprodução, através da realização de ensaios, festivais, concursos, apresentações, “arrastões”, oficinas, intercâmbio, produção multimídia, publicações, entre outras.
Para Vagner Rocha, gerente de patrimônio cultural da FGM, é importante garantir que as matrizes dessa manifestação se perpetuem: “O lançamento anual do Prêmio Samba Junino reafirma o nosso compromisso com a salvaguarda para preservar esse patrimônio imaterial. É preciso garantir que a musicalidade, as características tradicionais e as referências identitárias que possibilitaram que ele fosse registrado como bem cultural continuem”, explica.
Salvaguarda – A FGM planeja e executa políticas de valorização e de salvaguarda do Patrimônio Cultural da cidade de Salvador, por meio de programas, projetos e ações em parceria com diversos órgãos e a sociedade civil. No âmbito de salvaguarda, sua missão é preservar os bens culturais materiais e imateriais existentes no município e que são referência dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.
O Cabrito Berra – Festival de Arte do Alto do Cabrito, vai movimentar o bairro situado na região do Subúrbio a partir deste sábado (21). O projeto é financiado pelo edital Arte Todo Dia - Ano IV, realizado pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), através da Fundação Gregório de Mattos (FGM). A realização é assinada pelo Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio e pela Azeviche Produções.
No sábado, acontecem as oficinas de Produção Cultural, ministrada pelo produtor cultural George Bispo, das 8h30 às 12h30; e de Elaboração de Planilhas Orçamentárias para Projetos Culturais, conduzida pelo produtor executivo Márcio Bacelar. As aulas acontecerão no Teatro E², localizado na sede do grupo cultural homônimo, na Rua Adilson Leite, 39-E, ambas com inscrições encerradas. Ao final, dentre os 30 participantes das duas oficinas, quatro serão selecionados para integrar a equipe de produção do festival na realização das atividades seguintes.
No mesmo dia, acontecem as oficinas de Teatro para Crianças (a partir de 6 anos de idade), comandada pela atriz Jéssica Sampaio, no Espaço Eventos Culturais Bela Vista, situado na Rua da Caju, 52; de Percussão, regida pela maestrina do Olodum, Andrea Reis, no Teatro E²; e de Fotografia para Celular, dirigida pela fotógrafa Fanny Oliveira, no Espaço Ori Aiê, na Rua do Cabrito, 358. Todas ocorrem simultaneamente, das 8h30 às 12h30, e também oferecem 15 vagas cada. Os interessados devem se inscrever através do WhatsApp (71) 98353-4127, informando nome completo, telefone de contato, e-mail, endereço e a oficina de sua preferência.
Além das capacitações, o Cabrito Berra também traz o filme “O Artista Suburbano”, de Vagner Jesus, seguido de bate-papo com o diretor, às 19h da próxima quinta-feira (26). Já a peça “Quem é você? De que povo você é?”, produzida pelo grupo de teatro E², será encenada na próxima sexta-feira (27), às 19h.
No sábado (28) é a vez do comediante Pisit Mota apresentar o stand up “Pisit pelo Mundo”, também às 19h. No domingo (29), encerrando a programação do festival, acontece o Sarau do Cabrito, das 16h às 19h, com shows musicais do sambista Zenon Santos, do rapper Sagaz 71, da cantora Priscila Damasceno e da Banda Mirim do Olodum. Todos os espetáculos serão apresentados gratuitamente, para todos os públicos, no Teatro E².
Incentivo – Um dos produtores do evento, Fábio de Santana contou que O Cabrito Berra teve a primeira edição realizada em 2019 (em 2020 e 2021 foi suspenso devido à pandemia de Covid-19), e a ideia surgiu da necessidade de potencializar e fomentar os artistas das mais diversas linguagens produzidas no bairro.
“Aqui temos talentos da música, do teatro, da dança, do cinema, das artes visuais, que muitas vezes só precisam de um incentivo na hora certa para consolidar sua vocação. Os 25 anos desenvolvendo atividades de arte e educação nos deu a formação necessária para que criássemos um festival cultural para fortalecer as manifestações artísticas da nossa comunidade”, ressaltou Santana, que também é sociólogo e ativista antirracista.
Antes de percorrer os cerca de oito quilômetros de caminhada entre as basílicas de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, e do Nosso Senhor do Bonfim, na Colina Sagrada, uma multidão de fiéis reafirmou a fé através de histórias de vida e superação, na retomada do tradicional cortejo para saudar Nosso Senhor do Bonfim, após dois anos sem público, devido à epidemia de Covid-19. O início do cortejo reuniu autoridades, lideranças religiosas e populares que, saudosos pela participação no evento, caminham entre os santuários, cada um com seus pedidos e agradecimentos, para, na Colina Sagrada participarem da tradicional lavagem das escadarias.
Pela primeira vez na Lavagem do Bonfim, Aline Lisboa era só expectativa para o evento. "Vim a festa para sentir a energia agradecer pela vida de amigos e familiares. Estou muito empolgada com o cortejo, é uma oração forte, achei tudo muito positivo para manter a fé e a esperança em um ano melhor”.
Moradora de Saramandaia, Paula Rodrigues trouxe toda a família para celebrar o retorno do público à festa. “É uma sensação de estar muito abençoada, após toda essa turbulência da Covid-19, poder estar no cortejo com a família, agradecendo ao Senhor do Bonfim. Dedicarei meu dia inteiro a esse agradecimento, e com fé vamos caminhando até a Colina Sagrada”.
Grupos culturais – Além das tradicionais baianas, o cortejo da Lavagem do Bonfim também contou com a participação de 46 grupos culturais de diversas vertentes artísticas, cadastradas pela Empresa Salvador Turismo (Saltur). Minitrios, grupos de samba de roda, de percussão e capoeira deram mais brilho ao evento e deram ânimo ao público no percurso.
Dentre os artistas que se apresentam no evento estão o Rixô Elétrico, do instrumentista Fred Menendez; o Orixalá, do cantor Gerônimo Santana; o afoxé Filhos de Gandhy; a Oficina Percussiva Toca Tambor; o grupo Lavagem de São Bartolomeu, de Maragogipe, cidade do Recôncavo baiano; e o grupo de capoeira Topázio, originário do bairro da Liberdade e que há anos participa da festa.
Devoção centenária - Além do retorno do público, a edição 2023 da Lavagem do Bonfim celebra ainda o centenário dos dois hinos em homenagem ao Senhor do Bonfim, ambos compostos em 1923. O primeiro, chamado “Hino Cívico”, tem como primeiros versos “Glória a ti neste dia de glória / Glória a ti redentor que, há cem anos...” e foi composto por Arthur de Salles e João Antônio Wanderley. A composição foi feita a pedido do então prefeito da capital, Dr. Manuel Duarte de Oliveira, em celebração aos 100 anos de Independência do Brasil na Bahia, que terá o seu bicentenário celebrado em 2 de julho deste ano.
O segundo hino, de cunho religioso, tem poema escrito por Pethion de Villar, nome artístico utilizado pelo médico Egas Moniz Barreto de Aragão, e musicado pelo maestro Remígio Domenech, com anuência da Irmandade do Senhor do Bonfim. “À sombra do teu madeiro/ sob um céu primaveril/ nasce o povo brasileiro/ cresce pujante o Brasil/ De um dia sermos vencidos/ Não nos assalta o temor/ Ao teu lado sempre unidos/ Somos teu povo, ô, Senhor”.
Os presidentes da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, e Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, foram convidados pelas Matriarcas da Pedra de Xangô, na última quarta-feira (4), para que se tornem guardiões do rochedo de 8 m de altura e 30 m de diâmetro, situado na Avenida Assis Valente, no bairro de Cajazeiras X. Os gestores devem receber o título oficial de Guardiães da Pedra de Xangô, em cerimônia a ser realizada em 29 de junho deste ano, dia da Fogueira de Xangô.
“Eu me sinto extremamente honrada e feliz com este convite. Venho acompanhando essa luta e buscando, através da FMLF, preservar o monumento e sua função. Então, elas entenderam que faço parte da vigília pela salvaguarda da Pedra de Xangô, que já foi objeto de muitos atos de vandalismo, especialmente de intolerância religiosa. Agora, aumenta a minha responsabilidade, que é também de todo o povo de Salvador”, celebra Tânia. Ela ressalta que, tendo em vista a proteção da Pedra de Xangô, a FMLF foi responsável pelo desvio da Avenida Assis Valente, de modo a distanciá-la da pedra, bem como pela incorporação do riacho próximo ao monumento ao Parque da Pedra de Xangô, inaugurado pela Prefeitura em maio de 2022.
Lugar sagrado – Já o titular da FGM destaca que começou a apoiar a luta pela salvaguarda da Pedra de Xangô logo que entrou na gestão pública, em 2013. “Fico muito orgulhoso com o convite e a homenagem de guardião deste monumento sagrado, que, de alguma maneira, é algo que faço desde que comecei a trabalhar na Prefeitura. Porque a pedra e o parque são um marco da identidade de Cajazeiras, um ponto de lazer para as famílias, um patrimônio cultural do município tombado em 2017. Importante não só para as religiões de matriz africana, como para todo o Brasil”, disse Guerreiro.
Advogada e mestre em arquitetura e urbanismo pela Ufba, Maria Alice Pereira foi autora da dissertação que serviu de base para o tombamento do monumento e que depois foi publicada em livro, intitulado “Pedra de Xangô: Um Lugar Sagrado Afro-Brasileiro”. Ela explicou a motivação para a escolha dos gestores para esta honraria. “São duas pessoas que defendem o lugar sagrado não apenas como gestores, que escutam as comunidades de terreiro, envidam todos os esforços para suprir suas demandas, combatem o racismo religioso e têm relevantes serviços prestados por esta causa”.
Grupo – As Matriarcas da Pedra de Xangô é um grupo formado por 20 ialorixás, cujos terreiros são sediados em Cajazeiras, que se reuniu para proteger o monumento pela primeira vez em 2005, quando surgiu a ameaça de que a pedra seria implodida para dar lugar à via pública. Em 2010, as ialorixás se reuniram para dar início à Caminhada da Pedra de Xangô, com a participação da Mãe Zil, já falecida, que foi uma liderança central naquele momento. "Daí se desdobrou uma política de salvaguarda através dos rituais, que inclui o Amalá, o Osé, o Ingorossi, o Acará e a Fogueira da Pedra de Xangô”, ilustrou Maria Alice.
A estudiosa sublinha que a Pedra de Xangô está inserida na Mata Atlântica, “pulmão verde da cidade”, numa Área de Proteção Ambiental (APA), e que, além de patrimônio cultural tombado, o monumento também é um patrimônio geológico de relevância nacional, “enormemente importante para os candomblés, para o bem-estar e a saúde da população de Salvador e ainda para a história, pois outrora rota de fuga dos escravizados. Portanto, portadora de todas as razões para ser devidamente preservada e celebrada”, concluiu.
Quem deseja participar da seleção do edital Salvador Cine, promovido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), pode ter acesso às orientações apresentadas em oficina virtual, realizada na segunda-feira (16). O vídeo está disponível no canal da FGM no YouTube, no endereço www.youtube.com/watch?v=Xpmb7KHnzQ8 .
Através do palestrante Rafael Rebouças, produtor cultural da empresa Encruzilhada, os interessados podem acompanhar a leitura do edital e a explicação dos principais pontos do documento. Também está disponível no canal da FGM no YouTube um curso de elaboração de projetos culturais, inteiramente grátis. “É uma prática da Fundação realizar este tipo de atividade, para auxiliar os interessados em participar do edital, dirimindo possíveis dúvidas”, ressalta a diretora de Planejamento e Projetos Culturais da FGM, Silvia Russo.
Apoio ao audiovisual – O edital Salvador Cine visa promover a produção, distribuição e acesso a conteúdos audiovisuais soteropolitanos. Serão selecionadas três propostas voltadas para a produção audiovisual local, distribuídas em três eixos: projetos de curtas-metragens, finalização de longas-metragens de baixo orçamento e desenvolvimento de obras seriadas. O investimento previsto é de R$750 mil e os interessados podem submeter seus projetos até o próximo dia 27, através do site www.fgm.salvador.ba.gov.br .
O Salvador Cine busca fortalecer a cidadania cultural, ampliar a democratização e descentralização do acesso aos recursos públicos para iniciativas audiovisuais empreendidas por produtoras independentes, coletivos e organizações da sociedade civil atuantes no campo do audiovisual.
A programação mais quente da cidade está de volta. Entre os dias 10 de janeiro e 12 de fevereiro, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) apresenta o Diversão de Verão 2023, que invade os palcos de seus espaços culturais. Em sua 6ª edição, a grade de atrações contempla atividades em formatos diversificados e voltados para os mais variados públicos, incluindo infanto-juvenil, LGBTQIAPN+ e gospel. Estão previstas apresentações de teatro, dança, stand up comedy, gastronomia, exposições de artes visuais, muita música e diversão para esquentar ainda mais o verão soteropolitano.
Dentre as atrações, a pequena cantora Lilica Rocha promove uma circulação por quatro espaços culturais. Expoente na cena musical, a artista preparou um show com muita música, alegria e sorteio de brindes para a criançada. No dia 13, às 19h, Lilica se apresenta no Espaço Boca de Brasa Subúrbio; no dia 14, no mesmo horário, ela ocupa o Boca de Brasa CEU de Valéria; enquanto que no dia 15, às 17h, seu show acontece no Boca de Brasa Cajazeiras. A cantora encerra suas apresentações no dia 20, às 19h, no Teatro Gregório de Mattos (TGM), no Centro. A entrada é gratuita.
No Espaço Boca de Brasa Cajazeiras, o cantor gospel Léo Oliveira promove seu show Ecoar, que tem o objetivo de falar às pessoas sobre seus sonhos, influência, testemunho e talento. A apresentação acontece no dia 14 de janeiro, às 19h e a entrada custa 1kg de alimento não perecível. Já no dia 21, no mesmo horário, a MC e rapper Áurea Semiséria apresenta suas vivências e suas motivações em um show especial. A entrada custa R$10.
Casa do Benin – A Casa do Benin recebe a partir do dia 18, às 18h, a exposição “Um tanto do que somos”, dos artistas Gustavo Moreno e Roney George. Suas obras são intensamente opostas, um abstrato, Gustavo, e o outro figurativo, Roney, no entanto os temas, cores e até o nome das obras os une. A entrada é gratuita.
E como não poderia faltar, o projeto Culinária Musical, do afrochef e ator Jorge Washington marca presença na programação. O anfitrião recebe convidados em um evento gastronômico que mistura música, poesia, moda e outras artes. O projeto acontece no dia 15 de janeiro, às 12h. A entrada custa R$30.
Programação especial – Desde 2017, a proposta do projeto Diversão de Verão é agregar uma ampla e diversificada programação artístico-cultural no verão de soteropolitano, que promove a ocupação e dinamização dos espaços culturais da FGM, no período da alta estação. Confira a programação completa!
DIVERSÃO DE VERÃO 2023
Casa do Benin
Exposição: Visitação Casa do Benin
Data: a partir de 10/1
Horário: terças a sextas - 10h às 17h, sábados das 9h às 16h.
Valor: Gratuito
Evento/Gastronomia e Música: Culinária Musical - Afrochef Jorge Washington
Data: 15/1
Horário: 12h
Valor: R$30 (Entrada)
Exposição/Artes Visuais: Um Tanto do que Somos
Data: 18/1
Horário: 18h
Valor: Gratuito
Espaço Boca de Brasa CEU Valéria
Evento/Áudio Visual: “Escutaê Comunidade” - programa de TV
Data: 13 e 20/1
Horário: 15h
Valor: Gratuito
Música/Infanto Juvenil: Lilica Rocha
Data: 14/1
Horário: 19h
Valor: Gratuito
Apresentação/Teatro: Loucas Piradas no Paraíso Doméstico - CIA Teatral Arte Dança Nathaly Soares
Data: 27/1
Horário: 17h30
Valor: R$5 (inteira) e R$2,50 (meia)
Show/Música: Célula Hip Hop
Data: 28/1
Horário: 16h
Valor: R$5
Dança/Afro-Clássico: CIA de Dança Tributo ao Corpo
Data: 29/1
Horário: 14h
Valor: R$2
Espaço Boca de Brasa Subúrbio 360
Música/Infanto Juvenil: Lilica Rocha
Data: 13/1
Horário: 19h
Valor: Gratuito
Show/Música: Show Banda GPD
Data: 20/1
Horário: 17h
Valor: Gratuito
Show/Música: Show Grupo Cultural Wadõ
Data: 27/1
Horário: 16h
Valor: Gratuito
Espaço Boca de Brasa Cajazeiras
Música/Infanto Juvenil: Lilica Rocha
Data: 15/1
Horário: 17h
Valor: Gratuito
Show/Música: Musical Ecoar - Léo Oliveira
Data: 14/1
Horário: 19h
Valor: 1 kg de alimento não perecível
Apresentação/Dança: Direitos e Deveres: Ser Criança Pelo Mundo
Data: 20/1
Horário: 19h
Valor: 1 kg de alimento não perecível
Show/Música: Áurea Semiséria
Data: 21/01
Horário: 19h
Valor: R$10
Espetáculo/Infantil: Shrek
Data: 22/01
Horário: 16h
Valor: Gratuito
Apresentação/Stand-Up: Colada na Comédia com Bárbara Oliveira
Data: 27/1
Horário: 19h
Valor: R$10 (inteira) e R$5 (meia)
Show/Música: Show “Um novo caminho, um recomeço - Alana canta Gonzaguinha”
Data: 28/1
Horário: 19h
Valor: R$20
Teatro Gregório de Mattos - TGM
Música/Infanto Juvenil: Lilica Rocha
Data: 20/1
Horário: 19h
Valor: Gratuito
Evento/Cultura LGBTQIAP+: Projeto Atração - Associação Baiana de Travestis, Transexuais e Transgêneros em Ação
Data: 17/1
Horário: 18h
Valor: Gratuito (sujeito a lotação do espaço)
Apresentação/Dança: Baile de Verão
Data: 21/01
Horário: 16h
Valor: Sympla R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$80 (casadinha)
A primeira sexta-feira (6) do ano será especial para os visitantes da Cidade da Música. O equipamento, localizado no Comércio, apresentará o projeto Tambores em Cena, a partir das 15h. A entrada é gratuita e a iniciativa tem o apoio da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).
O evento tem o objetivo de promover encontro com grandes músicos no cenário local e nacional. Além desta sexta (6), o projeto será apresentado também nos dias 11, 18 e 25 de janeiro, e 1º e 10 de fevereiro, com a presença de outros percussionistas. A cada encontro, os convidados vão conversar com o público presente sobre suas contribuições e as inovações da música afro baiana.
Programação – Para celebrar a primeira edição do encontro, estão previstas apresentações do músico e percussionista e um dos fundadores dos afoxés Badauê e Okanbi, Jorjão Bafafé; da percussionista, fundadora e diretora cultural da Associação Educativa e Cultural Didá, Adriana Portela; e do professor de Cultura Afro da Fundação da Criança e do Adolescente, Nadinho do Congo. Além disso, o cantor, compositor e percussionista baiano, Tonho Matéria, fará uma participação especial na primeira apresentação do projeto.
“A responsabilidade é grande em promover um encontro deste porte. Não se faz nenhuma música nesta cidade que não seja rítmica e todos os ritmos surgem através dos tambores. Este é um evento histórico, que está sendo realizado em um equipamento que trata da música baiana.Estamos iniciando o ano de 2023 e já começamos o ano falando da importância do tambor como qualidade de vida”, disse o idealizador do projeto, Wilson Café.
Palco cultural – A titular da Secult, Andrea Mendonça, reforçou a importância de a Cidade da Música ser palco para fomentação cultural da música e da arte da Bahia, além de contar as expectativas das programações, que serão realizadas ao longo do ano no equipamento.
“Até fevereiro, quem visitar nossos equipamentos, além do conteúdo fixo, poderá também vivenciar experiências de encontros como esse de Wilson Café, sobre vivência percussiva, contação de histórias, Mete Dança no Pôr do Sol, Atelier do Carnaval, apresentação de rap trap e muito mais. Tenho certeza que tanto o turista quanto o soteropolitano vão ter uma experiência muito gratificante,” declarou.
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