Texto: Ascom OEI
A Casa das Histórias de Salvador, através do seu Programa Educativo, lança, pela primeira vez, uma chamada pública para um programa de residência voltado à pesquisa, à criação artística e ao desenvolvimento de experiências educativas a partir das múltiplas histórias da cidade.
O Programa de Residência Narrativas da Cidade - Arte, Memória e Educação vai selecionar seis propostas, entre candidaturas individuais e coletivas, para uma imersão de dois meses que conecta arte, memória, patrimônio, educação e território.
As inscrições estão abertas até o próximo dia 25, exclusivamente por formulário disponibilizado, juntamente com a chamada pública, no perfil oficial do Instagram da Casa das Histórias de Salvador (@casadashistoriasdesalvador).
Podem participar pessoas maiores de 18 anos, preferencialmente residentes em Salvador e Região Metropolitana, com atuação ou experiência em áreas como cultura, artes, educação, pesquisa, urbanismo e mediação cultural, além de agentes culturais, comunicadores, historiadores, lideranças comunitárias, mestres de saberes e integrantes de coletivos.
Ao todo, serão quatro vagas para candidaturas individuais e duas para coletivos – do total de vagas ofertadas, uma será destinada a pessoas com deficiência (PcD).
Entre os perfis que podem se candidatar estão artistas, pesquisadores, educadores, agentes culturais, comunicadores, historiadores, lideranças comunitárias, mestres de saberes, profissionais da cultura e outras pessoas interessadas em desenvolver práticas culturais, educativas, artísticas, territoriais ou comunitárias relacionadas às narrativas da cidade.
Além da oportunidade de desenvolver projetos com acompanhamento especializado e mentorias, as pessoas selecionadas receberão bolsa de R$ 4 mil para candidaturas individuais e de R$ 6 mil para coletivos. Cada participante ou grupo também poderá contar com até R$ 1 mil adicionais para a produção da atividade final da residência.
A residência terá início em 2 de setembro e será realizada ao longo de dois meses. O resultado preliminar será divulgado em 26 de agosto, e o resultado final, em 28 de agosto.
Residência – O programa parte da ideia central de que Salvador é formada por muitas histórias, memórias, territórios e formas de viver, e essas diferentes perspectivas podem gerar novas maneiras de interpretar e compartilhar a cidade.
Ao longo da residência, os participantes terão acesso a atividades formativas, visitas mediadas, experiências de campo, laboratórios, práticas de mediação cultural e mentorias.
O percurso será realizado na Casa das Histórias de Salvador, no Arquivo Público de Salvador, na Galeria Mercado e em outros territórios da cidade, aproximando os participantes dos acervos, patrimônios, exposições, comunidades e experiências desenvolvidas pelos equipamentos.
A proposta é que cada participante ou coletivo desenvolva, durante esse processo, um projeto artístico e/ou produto educativo relacionado às múltiplas narrativas de Salvador.
As criações poderão assumir diferentes formatos, como experiências culturais e educativas, percursos, ações formativas, conteúdos e recursos acessíveis, produções audiovisuais, instalações, intervenções e obras artísticas.
Ao final da residência, os trabalhos serão apresentados em uma mostra final e poderão integrar a programação educativa da Casa das Histórias de Salvador, da Galeria Mercado e do Arquivo Público de Salvador.
As metodologias e os materiais desenvolvidos também poderão passar a fazer parte do acervo metodológico do Programa Educativo, deixando um legado para novas ações e experiências.
Processo de criação – Um dos diferenciais da residência é o Laboratório Aberto de Processos, espaço destinado à pesquisa, escrita, experimentação e desenvolvimento dos projetos.
O ambiente também ficará aberto à visitação do público da Casa das Histórias, permitindo acompanhar parte do processo criativo dos residentes.
A metodologia da residência está organizada em quatro eixos integrados: escutar, interpretar, experimentar e compartilhar. A ideia é partir do contato com a cidade e suas narrativas, aprofundar pesquisas e referências, transformar essas descobertas em propostas e, posteriormente, compartilhá-las com os públicos.
A iniciativa integra as ações educativas da Casa das Histórias de Salvador e do Arquivo Público de Salvador, em articulação com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador (Secult) e gestão da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).
Serviço:
Programa de Residência Narrativas da Cidade - Arte, Memória e Educação
Inscrições: 17 a 25 de agosto de 2026 - Formulário (https://goo.su/ro5vMa ) e Chamada Pública (https://goo.su/vS3gi) ou disponíveis no Instagram da @casadashistoriasdesalvador
Resultado preliminar: 26 de agosto de 2026
Resultado final: 28 de agosto de 2026
Início da residência: 2 de setembro de 2026
Número de selecionados: 6 propostas - 4 individuais e 2 coletivas
Bolsa: R$ 4 mil para candidaturas individuais e R$ 6 mil para coletivos
Apoio adicional à produção final: até R$ 1 mil por candidatura
Um encontro entre diferentes gerações de artistas baianos marcou a noite desta sexta-feira (4), no Largo do Campo Grande, como parte das comemorações pelo 2 de Julho, data da Independência do Brasil na Bahia. Quem comandou a festa foi o cantor Gerônimo Santana, que contou com a participação de Juliana Ribeiro, Ana Mametto e Andrezza – uma das revelações do Programa Boca de Brasa, da Fundação Gregório de Mattos (FGM).
O espetáculo, marcado pela mistura de timbres e ritmos, reuniu sucessos da carreira de Gerônimo, a exemplo de ‘Menino do Pelô’, ‘É D’Oxum’, ‘Agradecer e abraçar’ e ‘Eu Sou Negão’, intercalados com trechos sobre a história da Independência contados por ele. Também fizeram parte do repertório canções de outros artistas, a exemplo de ‘Ouro de Mina’, de Djavan, e ‘Fogo e Paixão’, de Wando, além de músicas conhecidas nas vozes das cantoras convidadas.
“Uma das melhores coisas que o povo da Bahia descobriu é que a grande festa que se comemora é essa. O Brasil todo deveria fazer um grande festival. E junto com a minhas convidadas, vamos expressar o nosso coração patriota”, destacou Gerônimo.
O show integra a programação organizada pela Prefeitura de Salvador, através da FGM e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), que movimenta diferentes regiões da cidade até o dia 13 de julho. A agenda inclui música, teatro e festival de fanfarras, além da tradição em torno das figuras do Caboclo e da Cabocla, símbolos da luta pela Independência.
O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, afirma que a participação do cantor baiano já virou tradição. “É maravilhoso ter Gerônimo mais uma vez, porque ele é um artista genuinamente baiano, um dos pais da axé music. Já é uma tradição e tem tudo a ver com o 2 de Julho, dando continuidade a essa programação diversificada”, disse.
Para a sambista e historiadora Juliana Ribeiro, a apresentação tem um significado especial. “É um lugar de força e de retroalimentação. Eu venho aqui cantar para os caboclos, pela Independência e a nossa luta, que é negra, indígena, feminina, é feminista e trans. Maria Quitéria é a primeira heroína trans desse Brasil. E eu saio daqui fortalecida. Tem um peso tão grande entender que a gente faz parte dessa história do Brasil, fez a independência desse país e que isso é nosso. É um lugar onde a gente se reconhece. E fazer música nesse lugar é empoderador”, declarou.
A cantora Ana Mametto também compartilha da emoção de ser mulher e estar presente no 2 de Julho. “É tão importante a gente exaltar nossa cultura, trazer a nossa história, a importância do 2 de Julho para o Brasil e colocar a Bahia no lugar que ela merece. Se o Brasil é independente, é por conta da Bahia, das mulheres baianas, que a gente não pode esquecer da importância da colaboração da mulher para a Independência. E Gerônimo chamar três mulheres para trazer música, leveza e força para o palco, foi um privilégio”, afirmou.
Encontro de gerações – A cantora Andrezza, que foi uma das participantes do Programa Boca de Brasa em 2023 e do Acelera Boca de Brasa no ano passado, destacou a emoção de dividir o palco com ídolos da música baiana. Ela revela a importância desta troca de experiências para a carreira musical.
“São artistas que eu já acompanho há muito tempo, referências para a nova geração. É a história viva da Bahia acontecendo do nosso lado, então estar com essas pessoas no palco, trocando energia, sentindo essa vibração, é muito mágico. Se eu dissesse para a Andrezza de dois anos atrás que estava pensando em mudar para Salvador e iria participar do show de Gerônimo, não ia acreditar”, salientou.
Programação – A grade de atividades dos festejos, iniciada no dia 28, inclui desfile de fanfarras, concurso de fachadas decoradas, homenagem aos heróis da Independência, cerimônias cívicas, encontro de filarmônicas, espetáculo de dança, teatro e shows musicais.
Neste sábado (5), a partir das 18h, será realizada a Volta dos Caboclos, do Campo Grande até a Lapinha. A programação terá ainda a Festa de Labatut, no final de linha de Pirajá, de 11 a 13 de julho; o 3º Festival de Fanfarras e Balizadores, na Praça do Campo Grande, no sábado (12), às 8h; e uma missa na Igreja de São Bartolomeu, em Pirajá, no domingo (13).
Reportagem: Ascom FGM
Na última sexta-feira (25), na comunidade de Nova Brasília de Valéria, a Biblioteca Municipal Nair Goulart virou palco de risadas e descobertas com o Teatro de Fantoche. O projeto é desenvolvido pela Gerência de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura da Fundação Gregório de Mattos (FGM).
Aberto ao público e pensado especialmente para as crianças da região, o evento trouxe uma apresentação lúdica baseada no livro “Boca de Cena”, de Cleise Furtado Mendes, celebrando o Dia Nacional do Livro Infantil. As histórias dialogam com o universo das crianças, mas sem deixar de lado temas importantes como diversidade, violência e cidadania.
Idealizado pela própria equipe da biblioteca, o projeto tem como missão despertar nas crianças o gosto pelos livros. "A maioria delas já frequenta o espaço, mas muitas vezes só vão ao computador, não pegam um livro. A ideia é mudar isso com arte e afeto", explicou o bibliotecário e coordenador do espaço, José Antônio Nascimento.
Papel social da biblioteca – A recepcionista Neidjani Teles, que também ajudou na organização, destacou a força da comunidade. "Como eu moro aqui há muito tempo, conheço as mães, chamei uma por uma. Foi um trabalho conjunto, de coração".
Cris Lane Lima, moradora da região há 25 anos, se emociona ao ver a filha Lara, de 10 anos, encantada com os livros. “É muito bom ter essa opção para tirar as crianças do celular. Sempre que tem evento eu venho, ela adora”, contou, enquanto a pequena assistia atenta à apresentação.
A conexão afetiva com o espaço é tanta que, mesmo morando longe, a jovem Ana Carolina, também de 10 anos, diz que lá a diversão é garantida. “Sempre que venho, passo na biblioteca. Gosto dos livros, das fotos, da forma como explicam. É muito legal”.
A ação reforça o papel social da biblioteca como um lugar vivo, que vai além do silêncio e das estantes. Seja com fantoches, oficinas de reciclagem ou contações de histórias, o espaço promove um encontro real entre cultura e comunidade.
Reportagem: Nilson Marinho e Lucas Vieira/Secom PMS
Texto: Ascom FGM
“Patrimonializar: para que e para quem?” é o tema da 7ª Jornada do Patrimônio Cultural de Salvador, que será realizada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) entre 20 e 22 de agosto, para marcar a passagem do Dia Nacional do Patrimônio Cultural. A data é celebrada em 17 de agosto, em homenagem ao nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade, fundador do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. (Iphan). As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 19 de agosto por meio da plataforma Even 3 (https://goo.su/xqOix).
A Jornada do Patrimônio Cultural vai ocupar três locais de referência na preservação da memória e do patrimônio cultural da capital baiana: o Terreiro Casa Branca, no Engenho Velho da Federação; a Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho; e a Casa das Histórias de Salvador, no Comércio. A programação foi elaborada para promover o debate sobre os sentidos da preservação, o fomento à memória e a educação patrimonial na cidade, aproximando a gestão pública, os especialistas e a comunidade.
A abertura, no dia 20 de agosto, coloca em pauta a preservação dos bens materiais e imateriais e a superação do pensamento eurocêntrico no campo do patrimônio cultural. A programação terá início com a palestra da vice-reitora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Jamile Borges, que vai abordar a ampliação das perspectivas sobre o patrimônio, destacando a importância de reconhecer a diversidade de sujeitos, narrativas, saberes e referências que integram a construção e a preservação do patrimônio cultural.
Em seguida, ocorre uma mesa de diálogo com a participação do antropólogo Ordep Serra, do promotor de Justiça Alan Cedraz e da arquiteta Vilma Patrícia, sob mediação da secretária Municipal da Reparação, Isaura Genoveva. A programação do primeiro dia será encerrada com uma visita guiada ao Terreiro Casa Branca, que há 40 anos se tornou o primeiro templo religioso não católico tombado no Brasil.
No dia 21 de agosto, as atividades migram para a Fundação Casa de Jorge Amado – que também celebra 40 anos de história em 2026 – e focam nas possibilidades de fomento ao patrimônio cultural. A agenda inclui uma mesa de debate sobre as estratégias para preservação da memória, com a escritora Paloma Amado, a doutoranda em Artes Visuais Aislane Nobre e a roteirista e diretora audiovisual Silvana Moura.
No período da tarde, os participantes vão visitar o histórico casarão do Pelourinho, que foi transformado em espaço cultural para receber o acervo de Jorge Amado, e assistir ao documentário “Alápini, a herança ancestral de Mestre Didi”, seguido de bate-papo com uma das diretoras do filme. Ao final da tarde, será feita uma homenagem ao restaurador José Dirson Argolo e ao professor Mário Mendonça, pelas décadas de atuação na preservação do patrimônio histórico e cultural de Salvador.
O encerramento do encontro, no dia 22 de agosto, acontece na Casa das Histórias de Salvador e será dedicado à Educação Patrimonial. O mirante do espaço receberá a cerimônia de premiação dos mestres e mestras contemplados pelo Edital Culturas Populares: Festas e Mestres. Após a entrega das placas, uma roda de conversa vai reunir os mestres e mestras premiados para compartilhar vivências e refletir sobre o papel da transmissão de saberes às novas gerações.
À tarde, os participantes embarcam em uma escuna pela Baía de Todos-os-Santos para a atividade “Salvador vista do mar — território, memória e patrimônio”, que propõe uma nova perspectiva sobre a história e a formação da cidade a partir de sua paisagem marítima, tendo como provocação: “O que o mar nos permite enxergar sobre a história de Salvador que não vemos em terra?”.
A gerente de Patrimônio da FGM, Roberta Ventura, afirma que o evento propõe uma reflexão sobre a diversidade de temas relacionados ao patrimônio cultural. “Ao abrir a programação com um debate sobre a superação do pensamento eurocêntrico, reafirmamos a importância de ampliar os olhares sobre o patrimônio, reconhecendo os diferentes saberes, memórias e identidades que constroem Salvador. A escolha de espaços simbólicos reforça esse propósito, aproximando o debate dos territórios e de lugares que são referências da nossa memória e diversidade cultural”, diz.
PROGRAMAÇÃO
DIA 1: 20/08 | TERREIRO CASA BRANCA
9h às 10h: Recepção / Credenciamento
10h às 10h30: Abertura / Falas institucionais
10h30 às 12h: Palestra de abertura
A superação do pensamento eurocêntrico no campo do patrimônio cultural
Palestrante: Jamile Borges (UFBA)
12h às 14h: Intervalo para almoço
14h às 16h: Mesa 1: Preservação do Patrimônio Cultural: políticas, práticas e sustentabilidade
Palestrantes: Ordep Serra (Terreiro Casa Branca), Alan Cedraz (MPBA/NUDEPHAC) e Vilma Patrícia (EtniCidades/UFBA)
Mediadora: Isaura Genoveva (Terreiro Casa Branca e SEMUR)
16h às 17h: Visita guiada ao Terreiro Casa Branca
Encerramento
DIA 2: 21/08 | FUNDAÇÃO CASA DE JORGE AMADO
9h às 10h: Recepção / Credenciamento
10h às 12h: Mesa 2: Patrimônio Cultural e Fomento: estratégias para preservação, valorização e desenvolvimento
Palestrantes: Paloma Amado (escritora), Aislane Nobre (doutoranda em Artes Visuais) e Silvana Moura (roteirista e diretora audiovisual)
12h às 14h: Intervalo para almoço
14h às 15h: Visita guiada à Fundação Casa de Jorge Amado
15h30 às 17h: Exibição do documentário Alápini, a herança ancestral de Mestre Didi, seguida de bate-papo com Silvana Moura, diretora do documentário
17h às 18h: Homenagem aos professores José Dirson Argolo e Mário Mendonça
Encerramento
DIA 3: 22/08 | CASA DAS HISTÓRIAS DE SALVADOR
9h às 9h30: Recepção
9h30 às 10h: Premiação dos Mestres contemplados no Edital Culturas Populares: Festas e Mestres
10h às 12h: Mesa 3 / Roda de conversa: Guardiões dos Saberes: o papel dos mestres e mestras das culturas populares na educação patrimonial
Mediador: Chicco Assis (SECULT Salvador)
12h às 14h: Intervalo para almoço
14h às 17h: Aula sobre o patrimônio cultural de Salvador a bordo de uma escuna
Encerramento
Um dos momentos mais marcantes da festa da Independência do Brasil na Bahia, após o desfile principal do 2 de Julho, é a tradicional Volta da Cabocla. O evento acontece neste sábado (5), a partir das 18h, e as carruagens e imagens do Caboclo e da Cabocla, que ficaram três dias expostas para devoção e contemplação popular na Praça 2 de Julho, no Campo Grande, voltam em cortejo até o Pavilhão 2 de Julho, na Lapinha, fazendo o percurso inverso do dia 2.
O diretor de Artes e Fomento Cultural da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e coordenador da festa, George Vladimir, conta que, para muitos, a volta é mais emocionante do que a ida dos caboclos ao Campo Grande. "A ação ficou popularmente conhecida como 'A Volta da Cabocla', uma festa alegre, divertida, um carnaval fora de época. Se a vinda é mais solene, com caráter místico, religioso e cívico, a volta é uma grande alegria, marcada pela dança. Eles voltam para o pavilhão sob aplausos e a comoção geral do público. É o meu momento preferido", confessa.
Além disso, Vladimir destaca a homenagem ao maestro Reginaldo de Xangô, criador espontâneo da tradição de se ter uma orquestra dançante para levar a cabocla de volta, há mais de três décadas. "Sua filha Rita deu continuidade a essa tradição e nós, da Fundação, preservamos essa memória, essa tradição, sempre trazendo a Orquestra Maestro Reginaldo de Xangô. Rita é uma defensora e uma guardiã dessa tradição", declara.
Rita Barbosa está à frente da orquestra e não esconde a emoção de levar adiante o legado do pai. "Esse momento é importante, porque é uma celebração que envolve a minha ancestralidade, tanto pela memória do Maestro, como pela minha religiosidade – eu não sei explicar porque eu me sinto tão forte quando estou perto dos meus Caboclos, como costumo dizer. Saber que este legado deixado pelo meu pai é mantido e que eu procuro fazer como aprendi com ele, e estando à frente desses músicos, homens que se colocam à disposição desse movimento histórico e cultural, é gratificante e emocionante", relata.
Para ela, a chegada na Lapinha dá uma sensação de dever cumprido e que eles aceitaram a festa. "É indescritível. E esse ano a surpresa será por conta do aumento no número de músicos. Teremos duas bandas, com 60 pessoas, e em cada local que passamos do trajeto há um significado que nos faz tocar determinadas músicas. Quem estiver na procissão, verá".
Pertencimento – Neste ano, o tema dos festejos da Independência do Brasil na Bahia é “Eu sou o 2 de Julho”, uma referência à identidade e ao pertencimento do povo baiano na luta pela independência. A programação completa na capital baiana - organizada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) - movimenta diferentes regiões da cidade até o dia 13 de julho.
Entre os dias 11 e 13 de julho, acontece a Festa de Labatut, no final de Linha de Pirajá. No dia 12, o Campo Grande será palco do 3º Festival de Fanfarras e Balizadores, a partir das 8h. No domingo, encerrando a programação, a partir das 8h, acontece uma missa na Igreja de São Bartolomeu, em Pirajá.
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva/Secom PMS
Uma programação especial, gratuita e aberta ao público vai marcar a 100ª reunião ordinária do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), a ser realizada nesta terça-feira (29), a partir das 17h, no Espaço Cultural da Barroquinha. As atividades incluem roda de conversa, posse de novos conselheiros, entrega de moções ao Ilê Aiyê e à rapper Tina Bee, além do pocket show da cantora Graça Onasilê.
A mesa de abertura vai contar com a presidenta da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighella; a vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo de Salvador, Ana Paula Matos; o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro; e o presidente do CMPC, Romário Almeida.
“O debate com a sociedade civil é fundamental para a construção de políticas públicas consistentes que, de fato, transformem a vida dos cidadãos de Salvador. A centésima reunião é um marco, que evidencia a importância do controle social na construção da Salvador que queremos. Tenho a absoluta convicção que será um encontro de muita escuta, em que poderemos debater ideias importantes, para aprofundar as políticas públicas culturais em nossa cidade”, enfatiza Ana Paula Matos.
O presidente da FGM destaca o histórico do CMPC, que se adaptou ao momento de pandemia para não interromper as atividades. “Chegar à centésima reunião e à quinta gestão do Conselho Municipal de Política Cultural é uma conquista muito significativa. Isso mostra o quanto o Conselho tem se mantido atuante e comprometido com a cultura da nossa cidade, sem interrupções, nem mesmo durante a pandemia, quando chegamos a realizar duas reuniões por mês. Quero destacar o papel fundamental do Conselho no apoio e na construção das políticas culturais da Fundação Gregório de Mattos e do município de Salvador”, salienta Guerreiro.
Ações contínuas – Dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 790 possuem conselhos de cultura implementados, segundo dados do Sistema Nacional de Cultura (SNC). Apesar do registro inicial, não há informações detalhadas sobre quantos conselhos se mantêm ativos. Diante deste cenário, o Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador se torna referência no que diz respeito à regularidade das ações e da participação social.
“O Conselho Municipal de Política Cultural é um elo importante do Sistema Municipal de Cultura, pois representa a participação social e fiscalização das políticas executadas para a cidade. Chegar à reunião de número 100, tendo mantido as atividades inclusive durante a pandemia da Covid-19, expressa o compromisso dos agentes culturais que compõem este colegiado ao longo desses anos de existência. Neste momento de celebração, a gente comemora o empenho e as conquistas de todos os conselheiros e conselheiras que contribuíram para essa trajetória”, revela Romário Almeida.
Funcionamento – O Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador foi criado pela Lei 8551/2014 – que instituiu o Sistema Municipal de Cultura (SMC), do qual o CMPC faz parte – e iniciou as atividades dois anos depois, exercendo funções consultivas, normativas, deliberativas e fiscalizadoras da política cultural da capital baiana. Há nove anos atua em Salvador de forma ininterrupta e está na quinta gestão, relativa ao biênio 2024-2026.
É um órgão colegiado de composição tripartite, que conta com 30 conselheiros, divididos em representantes do poder público e sociedade civil. Do total, são dez representantes dos segmentos artístico-culturais de artes visuais, audiovisual, circo, culturas identitárias e inclusivas, cultura popular, dança, literatura, música, patrimônio material e imaterial e teatro, que são eleitos pela sociedade civil; dez representantes territoriais, também eleitos; e dez representantes do Poder Público Municipal, que são indicados pelo prefeito.
Entre as competências do CMPC, estão: propor normas e diretrizes pertinentes às finalidades e aos objetivos do Sistema Municipal de Cultura; propor diretrizes gerais, acompanhar e fiscalizar a execução do Plano Municipal de Cultura; acompanhar a execução dos projetos culturais da Administração Municipal e de projetos da sociedade civil, apoiados pela FGM; propor as diretrizes para as políticas setoriais de cultura; propor, acompanhar e fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à cultura em Salvador; apoiar a descentralização de programas, projetos e ações e assegurar os meios necessários à execução e à participação social relacionada ao controle e fiscalização, entre outros.
Programação:
17h - Mesa de abertura com a presidenta da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighella, a vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo de Salvador, Ana Paula Matos, o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, e o presidente do CMPC, Romário Almeida;
17h40 - Ato de posse dos novos conselheiros;
18h - Roda de conversa com o atual presidente e os ex-presidentes do CMPC;
18h40 - Entrega da moção a Vovô do Ilê (pelos 50 Anos do Ilê Aiyê) e à rapper Tina Bee;
19h - Pocket Show de Graça Onasilê.
Texto: Ascom/FGM
Reportagem: Eduardo Santos / Secom PMS
Quatro espetáculos que unem história, música e teatro integram a programação da última semana do Festival da Primavera, evento promovido pela Prefeitura de Salvador durante todo o mês de setembro. A programação completa do festival pode ser conferida no site do evento FestivaldaPrimavera.
Um resgate histórico que mistura emoção, cultura e ciência à magia do teatro. É essa a premissa de "Anjo Preto de Branco", que estará em cartaz no sábado (27), às 16h, e no domingo (28), às 10h, no Mafro – Museu Afro-Brasileiro, localizado no prédio da Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus. O espetáculo, dirigido por Leno Sacramento, narra a história do professor Juliano Moreira, considerado o pai da psiquiatria brasileira.
"Juliano foi uma criança preta de 14 anos quando ingressou na Faculdade de Medicina e, mesmo em meio ao racismo da época, foi considerado um gênio que revolucionou os protocolos de cuidados no tratamento de doenças mentais para pessoas negras no Brasil", destaca o diretor, na chamada do espetáculo.
Também na programação do festival, o show "Lama Preta", do cantor e compositor Rafique Nasser, acontece às 20h desta quinta-feira (25), na Casa Rosa, no Rio Vermelho. O espetáculo traz canções autorais e releituras de músicas da cultura popular, em homenagem aos trabalhadores das águas e dos manguezais da Bahia. A apresentação faz parte do projeto “Quinta da Casa”. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), e podem ser adquiridos no Sympla (https://linktr.ee/casarosasalvador)
Em cartaz de sexta (26) a domingo (28), no Teatro Gregório de Mattos, na Praça Castro Alves, o espetáculo "O Erê" volta a ser encenado em Salvador na esteira do aniversário de 35 anos do Bando de Teatro Olodum e é mais uma atração cultural deste último final de semana do Festival da Primavera. Criada como um libelo em favor das vidas negras, contra o racismo e a violência contra a população negra, a peça foi concebida por Lázaro Ramos.
Dirigido por José Carlos Arandiba, mais conhecido como Zebrinha, e Cássia Valle, o espetáculo ganhou uma releitura baseada no contexto brasileiro atual. As sessões acontecem às 19h na sexta e sábado, e às 18h no domingo. Ainda há ingressos disponíveis para o sábado e domingo, nos valores de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).
Atriz e diretora do espetáculo, Cássia Valle lembra que "O Erê" marca os 35 anos do Bando de Teatro Olodum. "É uma celebração histórica da companhia, sua memória, seu repertório e seu legado nas artes negras em Salvador. O espetáculo é um manifesto de denúncia do racismo, da violência contra pessoas negras, sobretudo jovens, e uma afirmação de que vidas negras são sagradas. Não é só arte, mas resistência”, diz.
"Chame Gente", por sua vez, conta a história de dois amigos que começam o carnaval na quinta e vão até a Quarta-Feira de Cinzas. Segundo o ator Danilo Cairo, que integra o elenco ao lado de Leandro Santolli, o espetáculo é um grande folguedo carnavalesco, construído em homenagem aos 40 anos da axé music e aos 75 anos do trio elétrico.
"O 'Chame Gente' é um carnaval em cada esquina, é um espetáculo feito por nós, que somos carnavalescos apaixonados e resolvemos colocar no palco do teatro histórias sobre o nosso carnaval. É uma grande festa, uma grande comédia, onde a gente brinca e se emociona, porque as pessoas riem, elas choram de rir e também se emocionam com tantas coisas que acontecem com a gente durante os sete dias de carnaval", afirma o artista. "Chame Gente" estará em cartaz no domingo (28), a partir das 17h, no Espaço Cultural da Barroquinha.
A programação do São João promovido pela Prefeitura de Salvador neste fim de semana terá forró, DJ e cortejo junino. O “Arraiá da Prefs 2025 – O São João do Coração da Cidade”, um projeto que envolve a Rua Chile e a Praça Municipal, começa nesta sexta-feira (6) e segue até 18 de junho, sempre das 17h às 22h, com acesso gratuito.
Neste fim de semana, um cortejo dará início às festividades, seguido do DJ Junino e, depois, da banda Forró da Gota. O baixista do grupo, Tomaz Loureiro, comentou sobre as expectativas para o arraiá.
"Ficamos muito felizes e honrados pelo convite para abrir o Arraiá da Prefs este ano. Para nós do Forró da Gota, é uma alegria enorme participar de uma festa popular, feita na rua e para o povo. Tocamos forró o ano inteiro, mas nesse período junino tem um sabor especial. É quando o nosso trabalho ganha ainda mais sentido. Preparamos um show bonito, com muito carinho e chamego, para celebrar essa tradição tão querida", afirmou Loureiro.
Até 18 de junho serão diversas atrações. Entre os destaques da programação estão o Cortejo Junino, com mais de 200 artistas em desfiles performáticos pelas ruas do Centro; o Palco Coreto do Forró, com trios nordestinos e bailes dançantes; a Arena Arromba Chão, com apresentações de quadrilhas, samba junino e aulas de forró; além de barracas de comidas típicas, espaço infantil com fazendinha cenográfica e áreas instagramáveis.
"É uma alegria estar participando da programação de São João como coreógrafa da Ala dos Juninos! O São João é uma das festas mais ricas da nossa cultura, cheia de cores, danças, tradições. E é justamente isso que a nossa cia quer trazer para as famílias: a magia do São João de forma lúdica, divertida e cheia de conteúdo, para que crianças e adultos possam se encantar juntos”, disse Kika Tochetto, da Cia de Dança, uma das atrações da festa.
O Arraiá da Prefs 2025 é promovido pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). O evento tem direção artística da Fundação Gregório de Mattos (FCM) e conta com a parceria da Diretoria de Iluminação (Dsip), da Empresa Salvador Turismo (Saltur) e da Associação da Rua Chile.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO PRIMEIRO FIM DE SEMANA
SEXTA-FEIRA (6)
- ARENA ARROMBA CHÃO - PRAÇA MUNICIPAL
17h às 19h - DJ SCHLANG
- CORTEJO JUNINO - RUA CHILE
19h às 20h
- CORETO DO FORRÓ - PRAÇA MUNICIPAL
20h às 22h - FORRÓ DA GOTA
SÁBADO (7)
- ARENA ARROMBA CHÃO - PRAÇA MUNICIPAL
17h às 19h - DJ PRETA
- CORTEJO JUNINO - RUA CHILE
19h às 20h
- CORETO DO FORRÓ - PRAÇA MUNICIPAL
20h às 22h – FATEL
DOMINGO (8)
- ARENA ARROMBA CHÃO - PRAÇA MUNICIPAL
17h às 19h - DJ PRETA
- CORTEJO JUNINO - RUA CHILE
19h às 20h
- CORETO DO FORRÓ - PRAÇA MUNICIPAL
20h às 22h - FLOR DE IMBUIA
Nesta quarta-feira (23), assim como em todas as quartas-feiras do ano, oito equipamentos culturais administrados pela Prefeitura de Salvador terão entrada gratuita. São eles: a Casa do Carnaval da Bahia, Casa do Rio Vermelho, Cidade da Música da Bahia, Casa das Histórias de Salvador, Memorial 2 de Julho, Galeria Mercado, Espaços Carybé e Pierre Verger. Na programação do dia, terá oficinas, visitas mediadas, jogos e outras atividades para explorar a arte, a cultura e a história da cidade.
Confira a programação dos equipamentos:
Casa do Carnaval da Bahia – A Casa do Carnaval, no Pelourinho, vai funcionar das 9h às 16h (última entrada às 15h). Lá vai ter a oficina ‘Mosaico de Lantejoulas', às 14h.
Casa do Rio Vermelho – A casa do icônico casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, na Rua Alagoinhas, 33, vai funcionar das 9h às 17h (última entrada às 16h). No local, acontecerá um Passeio no Jardim Memorial do Amor, às 10h30 e às 15h.
Cidade da Música da Bahia – A Cidade da Música, no Comércio, vai ficar aberta das 9h às 17h (com a última entrada às 16h). Lá vai acontecer uma Batalha de Rap/Trap às 15h.
Casa das Histórias de Salvador e Galeria Mercado – A Casa das Histórias de Salvador, na Rua da Bélgica, vai funcionar das 9h às 17h (última entrada às 16h) e a Galeria Mercado, no Mercado Modelo, ficará aberta das 9h às 16h30 (última entrada também às 16h), ambas ficam no Comércio. Para visitar a Galeria Mercado, é preciso ficar atento. Os ingressos gratuitos são liberados no próprio dia, uma hora antes da abertura do equipamento. As vagas são limitadas por lotes para evitar filas grandes.
Memorial 2 de Julho – O Memorial 2 de Julho, no bairro da Liberdade, funcionará das 9h às 17h (última entrada às 16h). No local, vai ocorrer o Você No Dois de Julho, às 15h.
Espaços Carybé e Pierre Verger – Os Espaços Carybé das Artes, no Forte São Diogo, e Pierre Verger da Fotografia Baiana, no Forte Santa Maria, ambos na Barra, vão funcionar das 9h às 17h (última entrada às 16h). Nos locais, terá uma Visita Mediada, às 11h, 14h e 15h.
Texto: Ana Virgínia Vilalva / Secom PMS
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