Cultura

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O SalCine Cursos, iniciativa da Prefeitura Municipal de Salvador através da das secretarias Municipais de Cultura e Turismo (Secult) e Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), está com inscrições abertas até o próximo dia 19 para o curso em Produção Executiva. Ao todo, serão oferecidas 20 vagas e a carga horária é de 120 horas. O processo é gratuito e os candidatos podem se inscrever através do link https://salvadorcriativa.salvador.ba.gov.br/cursos/.

O curso é realizado em parceria com o Senai Cimatec e integra o segundo ciclo de formações do programa. As aulas acontecerão de maio a agosto de 2025, no turno da noite, em formato híbrido, na sede do Senai Cimatec, na Avenida Orlando Gomes, em Piatã. É necessário ser maior de 18 anos, residir em Salvador e ter ensino fundamental completo para concorrer às vagas.

Para a gestora de Audiovisual da Secult, Milena Anjos, o curso em Produção Executiva é um dos mais importantes da cadeia produtiva. “O produtor executivo é responsável por transformar roteiros em realidade, buscando apoios, patrocínios e viabilizando projetos como filmes, séries e videoclipes. A nova turma de Produção Executiva reforça nosso compromisso, ampliando as possibilidades de capacitação e fortalecimento do audiovisual soteropolitano”, diz.

Ter experiência prévia e/ou conhecimento na área audiovisual ou em produção de atividades culturais serão pontos avaliados na seleção das vagas, bem como formação completa ou em andamento nas áreas de administração, cinema e audiovisual, produção de eventos, comunicação, produção cultural ou curso técnico em multimídia. No primeiro ciclo do SalCine Cursos, 61 alunos foram certificados, e 70% já estão atuando na área.

“Nosso principal objetivo é garantir qualificação e atualização profissional para o setor audiovisual de Salvador. Como essa é uma área que está em constante transformação, é essencial que os profissionais se mantenham atualizados para que talentos locais não precisem deixar a cidade por falta de oportunidades de formação”, completa Milena.

Mariana Inah, gestora da Indústria Criativa Senai Cimatec, destaca que o SalCine Cursos está construindo pontes entre o talento local e as oportunidades reais do mercado. “Salvador tem um potencial criativo enorme, e o Cimatec, como parceiro e executante do programa, tem orgulho de impulsionar essa potência por meio da inovação, da educação, da tecnologia e de uma visão voltada para o futuro da indústria do audiovisual”, diz.

O segundo ciclo do SalCine Cursos começou ainda em 2024, com a turma de Inglês para o Audiovisual, que certificou aproximadamente 20 profissionais da área, em parceria com a Casa de Cinemas Negros Chica Xavier. Também estão sendo realizadas uma série de oficinas como Produção de Set para Cinema, Atuação para Audiovisual e Direção Cinematográfica, que seguem até junho e são voltadas para realizadores negros de Salvador.


Texto: Ascom/Secult PMS

 

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Na noite da terça-feira (17), o Teatro Gregório de Mattos (TGM) foi palco da cerimônia de certificação de 15 iniciativas selecionadas pelo Programa Boca de Brasa. Promovido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), em parceria com a Associação Conexões Criativas e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), o evento teve o objetivo de reconhecer as iniciativas que receberam recursos financeiros e capacitação para o fortalecimento dos projetos.

As 15 iniciativas contempladas estão vinculadas às regiões de Cajazeiras, Centro/Brotas, Cidade Baixa, Subúrbio/Ilhas e Valéria, refletindo o compromisso do programa em descentralizar e fortalecer a cultura nas periferias de Salvador.

Entre as iniciativas certificadas está a companhia JÁÉ, sediada em Valéria, que tem no portfólio a produção da peça “A Coisa Vai Ficar Preta”.

Agatha Virgens, artista que integra a companhia, destacou como o programa foi essencial para a profissionalização do grupo. “O espetáculo A Coisa Vai Ficar Preta foi lançado no ano passado. Através do programa Boca de Brasa, pudemos investir na confecção de figurinos, melhorar o cenário e a qualidade da produção. O Boca de Brasa nos deu visibilidade e possibilitou que nosso trabalho fosse reconhecido em Salvador”, afirmou Agatha.

O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, destacou o papel estratégico do programa e seu impacto nas comunidades. “Essa certificação não é o fim, mas o início de um novo ciclo. Queremos que essas 15 iniciativas sejam multiplicadoras, acelerando outros projetos e fazendo com que a arte seja ferramenta de transformação”, afirmou.

Já o diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da FGM, Chicco Assis, ressaltou a evolução do Boca de Brasa, que agora integra o conceito de economia criativa. “O programa vai além do incentivo artístico, mostrando que a arte é uma atividade econômica viável, geradora de renda e emprego”, pontuou.

A secretária da Semdec, Mila Paes, reforçou a importância da conexão entre arte e economia. “A cultura é um setor estratégico para dinamizar a economia de Salvador. Nosso objetivo é transformar o potencial criativo da cidade em negócios sustentáveis, gerando empregos e renda para os agentes culturais”, declarou.

O diretor da Salvador Tech, Felipe Dias, também enfatizou a arte como instrumento de desenvolvimento. “Cultura e arte são trabalho, geram riqueza e projetam Salvador para o mundo. É justo que essa riqueza seja redistribuída para quem faz a cultura acontecer“, avaliou.

Boca de Brasa – Criado em 1986, o Boca de Brasa é uma iniciativa da Prefeitura de Salvador, realizada por meio da FGM, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). O programa tem como foco fomentar manifestações culturais e artísticas nas periferias, promovendo cidadania e fortalecendo a identidade cultural dos bairros de Salvador.

 Texto: Ascom/FGM

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O Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360, em Coutos, vai receber a segunda edição do Boca de Brasa Apresenta nesta sexta-feira (19), às 19h. Na ocasião, o público poderá conferir apresentações de dança, música e teatro, com tradução em Libras. A entrada é gratuita.

Os artistas que vão entrar em cena participam do Programa Boca de Brasa de Aceleração de Iniciativas Culturais e Criativas 2024. Uma das atrações é o multiartista Dicerqueira, cuja iniciativa foi uma das 15 escolhidas para serem lapidadas e aceleradas pelo projeto.

"Com o Boca de Brasa, eu tive a possibilidade de enxergar profissionalmente o meu trabalho com a música, para além do fazer artístico. Existem muitos processos que envolvem o trabalho com a música, desde a parte da produção, criação, organização e financeiro. A parte da aceleração foi, digamos, a responsável por ter aberto e expandido os horizontes para esse sentido, de aprender e profissionalizar o meu trabalho", comenta o multiartista.

Além de Dicerqueira, também estarão presentes o Balé Jovem de Salvador, com a coreografia “AGNI”, de Clara Boa Sorte; a atriz de comédia Déa Rodrigues, com a peça “Tá Livre Aê?”; além do Teatro na Comunidade, com a encenação “Resistência AfroIndígena”.

Sustentabilidade – De acordo com o diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da Fundação Gregório de Matos (FGM), Chicco Assis, além de ações formativas, imersões e mentorias, as 15 iniciativas aceleradas pelo Boca de Brasa recebem uma bolsa estímulo no valor de R$10 mil e de um capital semente de R$20 mil para execução do plano de ação desenvolvido durante a Aceleração.

“Com isso, essas iniciativas aceleradas, além de identificar suas características, seus modos de atuação, fragilidades e potencialidades, elaboram colaborativamente caminhos para oportunidades, parcerias e estratégias de sustentabilidade”, comenta o diretor.

Propostas – A Associação Conexões Criativas assina a realização do Programa de Aceleração de Iniciativas Culturais e Criativas 2024. “No projeto, os artistas são levados a refletir sobre os percursos, desafios e potencialidades de cada um, para projetar estratégias de fortalecimento e possíveis caminhos estéticos para as criações”, destaca o integrante da Conexões Criativas, Jorge Alencar.

Para identificar e selecionar as 15 iniciativas foi lançado um chamamento público, que buscou garantir uma diversidade de linguagens artísticas e propostas com diferentes naturezas. A comissão de seleção foi formada por integrantes da Conexões Criativas e da Fundação Gregório de Matos (FGM).

Ao todo, foram inscritas 143 iniciativas. O processo de aceleração está em curso desde maio deste ano e seguirá até dezembro de 2024. Ao final, cada iniciativa irá compartilhar publicamente uma obra ou realizar alguma ação ligada aos campos da música, dança, teatro ou artes visuais.

Reportagem: Nilson Marinho l/Secom PMS

 

 

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Uma cidade que exala musicalidade não poderia deixar de ter um espetáculo que entregue todo talento que o soteropolitano tem, durante o final de semana em que se comemora 476 anos de fundação. Com o comando do grupo ÀTTØØXXÁ, o show “A Benção Salvador” reuniu artistas da cena afro-baiana e nacional como Russo Passapusso, Sued Nunes, Larissa Luz, além de Rachel Reis, Cortejo Afro, o grupo de dança Afrobapho, e a cantora Pabllo Vittar em um dos cartões postais da cidade, a Praça Municipal, no Centro Histórico.

A apresentação, que teve duração de 2h30, foi dirigido por Gil Alves, outro talento da cidade, e levou centenas de pessoas à emoção logo no início do show, quando a artista Negafyah declamou um Manifesto cheio de potência e força. Após esse momento, o que se viu foi a diversidade musical invadir o palco em uma mistura inédita e exclusiva, que refletiu a diversidade da cidade, com influências que vão do pagotrap ao afrobeat, do samba reggae ao pop contemporâneo.

“É uma celebração à cidade, à diversidade, um show com o nome “A Benção, Salvador!” com diversos artistas que amam a cidade e que, com diversas propostas, puderam mostrar que Salvador tem muita baianidade. Aqui na Praça Municipal tudo está ocorrendo na paz, no amor, com harmonia, mostrando que Salvador tem força para todos os gêneros, tipos e gostos musicais”, declarou a vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo (Secult), Ana Paula Matos.

Mais do que um show, “A Benção, Salvador!” foi uma celebração da ancestralidade e da potência criativa da capital baiana. Gil Alves explicou que cada momento do show foi uma homenagem à nova cena musical soteropolitana, tendo como participação Pabllo Vittar, que tem forte ligação com a cidade, reafirmando o compromisso com a inclusão e a celebração da diversidade LGBTQIAP+. “Salvador se destaca como um espaço de resistência e expressão, e este show é um tributo ao nosso espírito vibrante e plural”, pontuou.

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O projeto Graffiti, Expressões Criativas e Jogos Africanos (GECJA) segue com as oficinas gratuitas de grafite, expressões criativas e jogos africanos na Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam), na Praça da Cruz Caída, no Centro Histórico. A atividade é patrocinada pela CSO - Central de Serviços Online S.A., por meio do Programa de Isenção Fiscal Viva Cultura, além de contar com o apoio da Prefeitura de Salvador.

Participam do projeto 25 jovens de 13 a 30 anos, residentes no Pelourinho. As oficinas de grafite são coordenadas pelo fundador do Ateliê O Cabuloso, Marcos Costa, conhecido pelo estilo Afro Graffiti. Ele transmite técnicas básicas e conceitos desta arte, explorando a conexão com as raízes africanas. “A ideia do circuito de oficinas é passar conhecimentos técnicos sobre o graffiti e, através dos jogos africanos, reconectar os jovens com suas origens", pontua.

Thiago Nazareth, arte-educador e coordenador executivo do projeto, lidera a oficina de Expressões Criativas. Nazareth se dedica a compartilhar técnicas das artes visuais para estimular o processo criativo dos participantes. "Vamos despertar percepções e possibilidades no universo da criação artística", afirma.

A oficina de Jogos e Brincadeiras de Matrizes Africanas é conduzida por Maria Cláudia, que destaca a importância da abordagem étnico-racial, buscando resgatar valores e a história da cultura africana e afro-brasileira. "Queremos que os participantes conheçam e valorizem a riqueza da cultura africana", explica.

Imersão cultural – O projeto também promove uma imersão cultural para os participantes, levando-os a visitas a instituições culturais como o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab). Ao final do curso, oportunidade de expor seus trabalhos ao final do curso, o que contribuirá para a construção da autoestima e a visibilidade de suas criações.

Os jovens participantes, como Breno Santana, de 22 anos e estudante de Belas Artes, expressam entusiasmo com a oportunidade. "A oficina está enriquecendo minha prática artística com novos detalhes e técnicas que complementam seus estudos acadêmicos", afirma

Esmin Mello, de 20 anos e estudante de Letras Vernáculas, vê no curso uma chance de unir suas paixões por arte e literatura. " É muito importante ter iniciativas que desmistificam o graffiti e ampliam o acesso a diferentes formas de expressão artística", destaca

Shazam, artista visual de 43 anos, ressalta que a oficina oferece uma plataforma para a expressão pessoal e o desenvolvimento de habilidades artísticas. "O graffiti, como uma forma de arte pública, é crucial para a comunicação e reflexão social", reflete.

Luiz Felipe, grafiteiro e estudante de isotequinia, destaca o impacto econômico e criativo do projeto. "O graffiti pode ser uma ferramenta importante para a economia criativa e para o desenvolvimento profissional dos jovens", afirma Felipe, que sugere a ampliação do projeto para maximizar o alcance.

As oficinas, que começaram em 21 de agosto e se encerram em 21 de setembro, ocorrem às quartas, quintas e sextas-feiras, com uma carga horária de 12 horas cada. Para mais informações, o projeto está disponível no Instagram @gecja.cult e no e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..

Reportagem: Lucas Vieira/Secom PMS

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A Prefeitura de Salvador e as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) apresentaram nesta quarta-feira (17) a programação da Festa de Santa Dulce dos Pobres, que será realizada entre os dias 1º e 13 de agosto. Com o tema “Impulsionados pela Oração, com Santa Dulce dos Pobres, Sejamos Instrumentos da Paz Cristã”, o evento inclui a realização de missas, apresentações musicais, quermesse e procissões.

Como nos anos anteriores, o palco principal da festa será o Santuário Santa Dulce dos Pobres e o Largo de Roma, onde será realizada uma apresentação do padre Fábio de Melo, no dia 12, às 20h.

No ano passado, a festa reuniu 80 mil pessoas e envolveu 322 artistas. Na ocasião foram gerados mais de 2 mil postos de trabalho diretos e indiretos, além de 90 expositores. Na área religiosa, foram realizadas 48 missas, três procissões, uma missa campal, além de visitações, carreata e motociata, entre outras atividades.

O subsecretário de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Walter Pinto Júnior, ressaltou que a festa estimula o turismo religioso na capital baiana. “Pelo terceiro ano consecutivo, vamos comemorar aqui em Salvador a canonização da Santa Dulce dos Pobres. O ponto alto dessa comemoração é a apresentação do Padre Fábio de Melo, que ocorrerá aqui no Largo de Roma, próximo ao Santuário. Estamos fazendo toda a infraestrutura adequada, bem como a quermesse também que vai acontecer aqui. E aí gera emprego, gera renda com a venda de produtos de fiéis da própria Paróquia”, disse.

“O que deu certo nos últimos anos, estamos repetindo, estimulando muito esse turismo religioso. A festa do Senhor do Bonfim, que acontece em janeiro, por exemplo, já é conhecida mundialmente enquanto promoção desse segmento. E hoje a gente consegue também, durante esse período da trezena de Santa Dulce, ter uma marca registrada, atraindo fiéis do Brasil e também de fora do país para acompanhar essas comemorações”, acrescentou.

A superintendente da Osid, Maria Rita Pontes, afirmou que a devoção a Santa Dulce vem crescendo. “É uma santa da nossa geração, é uma devoção muito recente, com 5 anos de canonização. E a gente espera que ela possa tocar o coração das pessoas não só pela fé, mas também por todos os outros valores que ela praticou, como gratidão, simplicidade, humildade, perseverança, compaixão. A gente espera que cada vez mais as pessoas possam comungar desses valores que são tão necessários e tão importantes para nossa sociedade”, disse.

Reitor do Santuário Santa Dulce dos Pobres, o frei Ícaro Rocha destacou o legado da religiosa. “Para nós, Santa Dulce dos Pobres é o modelo de uma mulher que dedicou a sua vida à oração, tanto a oração contemplativa, voltando-se para Deus, quanto também no dia a dia, nos seus trabalhos, em seu atendimento aos mais necessitados. Então, com o coração alegre, nós iremos celebrar este tempo tão importante para o Santuário e para as Obras Sociais Irmã Dulce, porque nós estamos celebrando a nossa Padroeira e fundadora, aquela que deu início a todo esse legado, que ainda hoje damos continuidade: o amar e o servir”, afirma

Missas e serviços - A programação da Festa de Santa Dulce dos Pobres também terá como destaque as Santas Missas que serão realizadas no Santuário Santa Dulce dos Pobres, localizado também no Largo de Roma, de 1° a 12 de agosto (7h, 8h30, 12h e 16h); e a Missa Campal, que será celebrada no dia 13 de agosto (Dia Litúrgico de Santa Dulce), às 17h, na Praça Irmã Dulce, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, cardeal Dom Sergio da Rocha.

Além da cerimônia a céu aberto, o dia 13 também contará com missas no Santuário, no horário das 6h, 7h, 8h30, 10h, 12h e 14h. Outro destaque da programação é a Peregrinação com a Santa, ação que levará a imagem sagrada da Mãe dos Pobres a igrejas de Salvador entre os dias 15 de julho e 9 de agosto, das 7h às 20h.

Além das celebrações religiosas e das apresentações musicais, a programação de agosto no Largo de Roma – que será totalmente gratuita – contará com serviços no campo da saúde, como orientações para a prevenção de doenças, e oferta de serviços jurídicos.

Procissões – O período de homenagens ao Anjo Bom da Bahia será marcado também pela realização de procissões e carreata na capital baiana, com destaque para a Procissão dos Nós (12 de agosto, às 15h), que estenderá um grande cordão pelo Caminho da Fé, com saída do Santuário Santa Dulce dos Pobres em direção à Igreja do Senhor do Bonfim.

A agenda religiosa também inclui a Procissão da Memória (4 de agosto, às 8h), que sairá do Santuário Santa Dulce à Basílica da Conceição da Praia; a Procissão dos Arcos (9 de agosto, às 17h), com saída da Igreja do Bonfim e chegada no Santuário do Anjo Bom; e a Procissão Luminosa (13 de agosto, às 19h), com percurso pelo Caminho da Fé.

Já no dia 10 de agosto, às 14h, uma carreata levando a imagem peregrina sairá da Arena Fonte Nova em direção também ao Santuário Santa Dulce.

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A 20ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema já tem data marcada para começar. Em Salvador, o evento acontece entre os dias 2 e 8 de abril em Salvador e, durante o evento, que também acontece em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, serão exibidos mais de 120 filmes, entre longas e curtas. Além disso, serão realizados bate-papos, encontros com diretores, atividades formativas, teatrais, musicais e de artes visuais que acontecerão em diferentes espaços da capital.

O projeto foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano IV e conta com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador (Secult). Na capital baiana, a programação se concentra no Cine Glauber Rocha, mas também haverá sessões na Sala Walter da Silveira. A programação completa pode ser consultada no site https://panorama.coisadecinema.com.br.

Destaques do evento – O festival contará com atividades especiais pelos 20 anos de história. Uma delas é a homenagem a Cacá Diegues, em uma sessão de Bye, Bye Brasil (1979), indicado à Palma de Ouro, em Cannes. O diretor, que morreu em fevereiro passado, marcou gerações do cinema nacional, como destaca o idealizador e coordenador do Panorama, Cláudio Marques.

“Cacá Diegues foi muito além de um grande cineasta, ele foi um grande pensador e articulador do cinema brasileiro. Muito do que temos deve-se à sua inteligência e determinação. Bye, Bye Brasil, a meu ver, é a síntese do Brasil nos anos 1970. Um filme que mostra as mudanças e a morte de certa ingenuidade do brasileiro”.

Outro destaque do evento é a mostra que reúne obras do cineasta baiano Sérgio Machado. Com uma filmografia que explora a identidade e a cultura da Bahia, ele estará presente em algumas sessões no Cine Glauber Rocha e irá conversar com o público ao final das exibições. A mostra exibirá os filmes “3 Obás de Xangô” (2024), “A Bahia Me Fez Assim” (2024), “Luta do Século” (2016) e “Onde a Terra Acaba” (2002).

Fortalecer o audiovisual – Cláudio Marques destaca ainda que esta é uma edição especial em função do novo formato. “A gente está renovando o panorama com o seminário e as discussões que nós estamos trazendo. Além do modelo tradicional, que são as sessões de competição baiana, brasileira e internacional, a gente traz uma quantidade grande de exibidores e se dedica a pensar a exibição de uma forma única. Isso tudo está fazendo com que eu sinta um frio na barriga, uma emoção que, talvez, eu tenha sentido nos primeiros panoramas”.

O gerente de promoção cultural da FGM, George Vladimir, celebra mais uma edição do evento e destaca sua importância para o fortalecimento do audiovisual na região. “Este é um dos mais importantes festivais de cinema do Norte/Nordeste e, sem dúvidas, da Bahia, e a FGM sempre foi parceira deste evento e agora, na 20ª edição, ela é patrocinadora através do edital Gregórios Ano IV. É um evento que fortalece o audiovisual nas cidades e também as políticas audiovisuais da Prefeitura de Salvador, desenvolvidas através do programa SalCine, do qual também somos parceiros”, disse.

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Recuperar tecnologias ancestrais através da temporalidade do sagrado africano. Sob esse conceito, o Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (Muncab) abre, nesta sexta-feira (19), às 18h, a exposição “Raízes: Começo, Meio e Começo”. Com mais de 200 obras de 80 artistas negros, como Emanoel Araújo, Heitor dos Prazeres, Lita Cerqueira e Juarez Paraíso, a exposição enaltece as tecnologias das matrizes africanas que moldaram a construção identitária do Brasil.

A exposição segue até 9 de março de 2025, de terça a domingo, das 10h às 17h (com acesso até às 16h30). Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia), com gratuidade aos domingos e quartas-feiras.

Na cultura iorubá, que chega ao Brasil no século XVIII pelos povos originários da Nigéria, Daomé e do Togo, o tempo é recorrente, com padrões e eventos que se renovam, indo de encontro à linearidade ocidental irreversível que se prende ao início, meio e fim. Dessa forma, “Raízes: Começo, Meio e Começo” propõe-se a mostrar a circularidade do tempo e a conexão do presente e do futuro com os antepassados, bem como evidenciar que nascimentos, euros de passagem e mortes são ciclos de continuidade e não de perdas, lutos ou evento isolados.

Com curadoria de Jamile Coelho e Jil Soares, a exposição é dividida em cinco eixos temáticos, que preenchem os dois andares do Muncab: Origens, Sagrado, Ruas, Afrofuturismo e Bembé do Mercado. “‘Raízes: Começo, Meio e Começo’ entrelaça a circularidade do tempo, para refletir sobre as tecnologias ancestrais. Presente, futuro e passado formam as raízes de um grande baobá. Para algumas etnias originárias africanas, essa espécie vegetal de grande porte é a árvore da vida. Reconhecemos a diáspora afro-brasileira como uma das ramificações dessa raiz ancestral”, explica Jamile Coelho, que também é diretora do Muncab, sobre a pesquisa para a exposição.

Exposição – O núcleo “Origens” parte do princípio de tudo. Salvador é descrita como o útero da raça negra na diáspora. Narrativas visuais guiam o público pela travessia identitária das águas oceânicas que moldaram a formação dos quilombos a partir dos navios negreiros.

Já o território ”Sagrado” aprofunda as tradições espirituais. Mesmo dispersas, elas foram capazes de reatualizar e ritualizar suas conexões existenciais de pertencimento, por meio do culto aos orixás, nkisis e voduns juntados aos caboclos encantados da terra. Artefatos, músicas e danças celebram a força dos espíritos.

“Os visitantes são convidados a refletirem sobre a diáspora afro-ameríndia e a continuidade das tradições ancestrais, baseando-se na experiência visual como um testemunho contemporâneo. A exposição é uma jornada imersiva para contemplar esse berço civilizatório sob a perspectiva das manifestações artísticas, dos rituais religiosos e do modo de organização social e política, transmitidos entre gerações”, destacou Jil Soares.

O espaço “Ruas” abraça o “pretuguês,” neologismo que define o simbólico universo linguístico, ar- tístico, gastronômico, político, social e cultural enraizado nas matrizes africanas. A paisagem urbana das cidades de Salvador, Luanda, Montevidéu, Porto Novo, Havana e Lagos carregam semelhanças dessa identidade sinônimo da resistência.

O ambiente ”Afroturismo” promove o encontro entre ficção científica, tecnologia, realismo fantástico e mitologia para retratar a vida plena da população negra nas artes visuais e na moda. Desta forma, recupera a autoestima de povos historicamente subalternizados, para projetar futuros libertários por meio da inserção da estética negra nas artes consideradas contemporâneas.

O eixo “Bembé do Mercado” registra os patrimônios culturais imateriais expressos na musicalidade, na língua, nos versos, nos sotaques e nos saberes sociais. A cidade de Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia tornou-se palco do maior culto do candomblé de rua do Brasil, tendo sido realizado pela primeira vez em 1889 em celebração à Abolição da Escravatura. Um símbolo da manifestão da fé dos povos negros.

“Raízes: Começo, Meio e Começo” também reverencia o princípio dinâmico de todas as coisas de Exu, o orixá regente de 2024. A exposição é uma produção do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira em parceria com a RCD Produção de Arte.

Muncab – Após a reabertura, em novembro de 2023, realizada com investimentos da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira já recebeu duas exposições, com mais de 135 mil visitantes: “Um Defeito de Cor”, baseada no livro homônimo de Ana Maria Gonçalves, e “Reverberações – Refletindo a impressão da memória africana”, com fotografia do artista visual nigeriano Mudi Yahaya.

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O percurso entre o Campo Grande e a Lapinha será tomado por muita fé e alegria nesta sexta-feira (5), com a realização da tradicional da Volta dos Caboclos, às 18h. Os carros alegóricos do Caboclo e da Cabocla retornarão do da Praça 2 de Julho para o Pavilhão 2 de Julho, com a participação da Orquestra do Maestro Reginaldo de Xangô. Às 20h, o Largo da Lapinha ainda recebe o Samba de Caboclo, dentro da programação cultural organizada pela Prefeitura de Salvador pelos 201 anos da Independência do Brasil na Bahia.
 
A orquestra do maestro Reginaldo de Xangô sempre foi um grande destaque da festa. Rita Barbosa, herdeira do maestro, que faleceu em junho de 2013, demonstra muita emoção por fazer parte da celebração. "Enquanto mulher preta e de santo, estar à frente desse projeto, desse movimento cultural e religioso é uma honra muito grande. Cada preparação, cada ensaio, é um ato de devoção", relata Rita.
 
A responsabilidade de levar os caboclos às ruas, vendo a devoção e as lágrimas de agradecimento do público, transforma a experiência em algo mais que um simples desfile: é um momento de profunda conexão espiritual e cultural. Segundo Rita, isso tem gerando uma ansiedade enorme. "Já não existe mais um dormir, já não existe mais um sono, é um preparo que o psicológico já é totalmente modificado, tudo está em função do desfile", ressalta.
 
Preparação – A preparação para a Volta dos Caboclos começa muito antes do evento, com um compromisso que transcende a simples organização de uma festividade. A banda, com raízes profundas na religiosidade de matriz africana, dedica-se não apenas aos acordes musicais, mas também à veneração dos caboclos como heróis históricos e espirituais.
 
"Se preparar para esse momento é um sentimento muito forte, porque tem um compromisso que é do coração mesmo, sabe, e eu vejo isso que é comum aos músicos. A gente não se prepara para fazer um evento, nós nos preparamos para a Volta da Cabocla. Então isso é muito diferente, são os nossos caboclos", disse Rita.
 
Festa de Labatut – Para encerrar as comemorações, nos próximos dias 12 a 14, será realizada a tradicional Festa de Labatut, no final de Linha de Pirajá. Com grandes atrações, a festa apoiada pela Prefeitura contará com apresentações para os três dias do final de semana. Dentre as atrações estão Vi Trem, O Poeta, Luciana Assis e Felipe Vieira.

Reportagem: Lucas Vieira/Secom PMS

 
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