Cultura

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Está em curso o workshop sobre Adaptação Literária para a Teledramaturgia - Produção de roteiro com Jorge Amado. A atividade, gratuita, está sendo promovida na Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai, na Rua Alagoinhas, 33, Rio Vermelho, e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). 

O evento permite que roteiristas, alunos e profissionais de produção audiovisual tenham conhecimentos de elementos para adaptação literária. Para isso, possui carga horária de 8h, com momentos teóricos e práticos. No primeiro dia, na segunda-feira (7), os participantes tomaram conhecimento sobre literatura na teledramaturgia e realidade social brasileira; Jorge Amado e as telenovelas brasileiras; características e especificidades da teledramaturgia; e adaptações para o audiovisual e teledramaturgia. 

Leitura coletiva – Já no segundo momento, programado para a próxima segunda (14), os participantes, de forma coletiva, farão a leitura da obra “Cacau” (Segundo romance de Jorge Amado, de 1933). Ao final das atividades, os alunos realizarão a produção de roteiro de uma cena, após o desenvolvimento de sinopse, argumento e escaleta. 

O workshop está sendo ministrado por Thaiane Machado, mestre em comunicação e cultura contemporânea, pesquisadora e integrante do grupo de pesquisa A-Tevê: Análise de Telefifcção,; e por Mauro Alencar, que é mestre, doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana e autor do livro “A Hollywood Brasileira” e adaptações de obras, como, “Selva de Pedra”, “O Bem-Amado” e “Vale Tudo”. 

Mercado de trabalho – “Esse é um workshop muito importante, pois estamos falando de um dos produtos culturais mais importantes do país, a qual é a telenovela - consumida por maior parte das pessoas no mundo -, trazendo aquelas produzidas com aspecto da Bahia, poesias e produções realizadas por Jorge Amado. Então, falar de habitação literária para novela, é falar de como a Bahia, por Jorge Amado, passa a despejar dendê por todo o Brasil”, destacou Thaiane. 

Já Alencar reforça que o workshop tende a impulsionar novos profissionais e novas ideias para o mercado de trabalho. “Hoje, com o dinamismo da produção da comunicação, da feitura de novelas, séries e minisséries, de maneira mais forte e atuante, em particular, com a chegada do streaming, é fundamental a realização deste workshop, tendo em vista a riqueza da nossa literatura, em particular a obra de Jorge Amado”. 

Expectativas – O artista visual Gil Soares, de 40 anos, esteve presente no primeiro dia de workshop. Ele, que atua como artista desde os 16 anos, reforça as expectativas de atuação na área da teledramaturgia. “A partir dessas atividades, os tutores farão uma sensibilização em nós, participantes, para podermos trabalhar diante das pautas emergenciais que têm sido abordadas”. 

Graduanda em Letras, a estudante Amanda Santana, de 20 anos, não escondeu sua paixão pela dramaturgia, durante interação com os tutores. “Desde criança sempre tive interesse por cinema, novelas e obras literárias. Através deste workshop, irei potencializar o meu saber e aprender mais com as vivências dos tutores e outros colegas participantes”, disse.

 

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O Viva a Língua – Festival da Língua Portuguesa, movimenta Salvador a partir desta sexta-feira (4), reunindo artistas baianos, portugueses e angolanos para diversas manifestações musicais, gastronômicas e literárias. A abertura será marcada por um concerto especial que reúne Lazzo Matumbi, Melly, Magary Lord, Sued Nunes e a Banda Didá.  

Os anfitriões recebem em solo baiano o cantor português Luís Trigacheiro e o angolano Paulo Matomina. A apresentação, que integra a grade da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), ocorrerá em frente à Fundação Casa de Jorge Amado, no Largo do Pelourinho, a partir das 20h. 

O evento, que acontece até domingo (6), é realizado pela Baiano Eventos e Produções em parceria com a Prefeitura, através do Escritório de Cooperação Internacional (ECI), da Embaixada de Portugal no Brasil, do Consulado Geral de Portugal na Bahia e do Camões – Instituto da Língua. O intuito do Viva Língua Portuguesa é promover uma ocupação artística e multicultural entre diversos representantes de países lusófonos durante três dias de atividades, que serão gratuitas e abertas ao público. 

De acordo com o diretor musical do concerto, Jonga Cunha, a iniciativa é uma grande festa para os países de língua portuguesa. “É o congraçamento musical onde Angola, Portugal e Bahia se encontram e se misturam musicalmente. Nossos artistas baianos recebem nomes da música portuguesa e angolana para fazer uma grande mistura musical. Esse show visa também iniciar uma peregrinação de música pelos países portugueses”, explica.  

Demais dias – No sábado (5), será a vez da culinária ganhar espaço no Festival. No Senac Pelourinho, a chef baiana Jacqueline Bispo, ao lado de Luís Kitaba, de Angola, e do português Gonçalo Ramirez prepararão um menu com pratos característicos dos três países, além de elaborarem criações conjuntas. Na ocasião, o público poderá experimentar coquetéis criados pelos alunos do Senac e ainda curtir apresentação musical do baiano Felipe Barros. O evento terá início às 16h e terá capacidade sujeita à lotação do espaço.  

Já no terceiro e último dia do evento (6), o Teatro do Sesc Pelourinho contará com as presenças dos escritores Itamar Vieira Júnior e José Luís Peixoto, brasileiro e português, respectivamente, que protagonizarão a roda de conversa “Sem o mar por meio: uma conversa transatlântica sobre a língua Portuguesa”. Em alusão ao livro que reúne a troca de correspondência entre Jorge Amado e José Saramago, a conversa terá início às 17h, sob a moderação do jornalista e organizador do Viva a Língua Portuguesa, Ricardo Duarte. 

Organizador do festival, Ricardo Duarte afirmou que a língua pode se exprimir de muitas formas, seja através da música, gastronomia e literatura. “É um patrimônio incrivelmente rico culturalmente e economicamente. O Brasil é o país que mais fala o português e boa parte da potência do idioma se deve a esse país”, afirma.  

 

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Em novembro, Salvador sediará dois importantes eventos que reverenciam o livro e a leitura: a Feira Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), entre os próximos dias 1º e 6, e a Bienal do Livro Bahia, no Centro de Convenções Salvador (CCS), nos dias 10 a 15 deste mês. E durante todo o ano, para fomentar o hábito entre crianças e adolescentes, o poder público municipal disponibiliza três bibliotecas fixas, espalhadas em bairros populosos de Salvador.

Além das bibliotecas Reitor Edgar Santos (Ribeira), Denise Tavares (Liberdade) e a Nair Goulart (Valéria), a Gerência de Bibliotecas, Fomento à Leitura e o Livro, da Fundação Gregório de Mattos (FGM), promove ações itinerantes do projeto Caminhos da Leitura. A iniciativa agrega ações como a “Biblioteca Viva”, “Contos Cantados” e “Sacola Literária”, que promovem o incentivo à prática, em comunidades e escolas da cidade.

Os “Contos Cantados” levam histórias conhecidas em formato de música, para crianças de instituições de ensino municipais e de comunidades. Já o “Sacola Literária” tem a proposta de ofertar livros de diversos temas, para construir uma memória histórica sobre Salvador. “São ações de fomento à leitura e difusão da literatura. O livro itinerante vai até os alunos, com temas diversos, de acordo com os acontecimentos, ou data comemorativa”, explica a gerente de Bibliotecas da FGM, Jane Palma.

Sobre as bibliotecas físicas, ela destaca o serviço ofertado pela Edgard Santos, na Ribeira, considerada a mais antiga e com o maior número de visitações. De janeiro a agosto deste ano, o espaço recebeu 2,4 mil leitores. É também a maior em área construída, dispõe de salas, jardim iterativo e tem um acervo muito rico, com 16 mil exemplares. “O livro é o transporte de comunicação, quando lemos uma história nos identificamos, ou reconhecemos a história de alguém”, destaca.

Acervo digital – Através da plataforma Caminhos Digitais da Leitura, a Prefeitura também estimula a leitura digital. O site é composto por um acervo digital, com títulos disponíveis para leitura em tablet, celular e computadores. A ferramenta também abre espaço para quem tem o sonho de publicar as próprias obras, num ambiente virtual dentro dos gêneros romance, conto, crônica, cordel ou poesia.

“É mais uma ferramenta que visa facilitar o acesso de jovens à leitura, com uso de tecnologias e ainda estimular os soteropolitanos a desenvolverem interesse pela arte da escrita, publicando na internet os próprios conteúdos. Seja físico ou virtual, o livro é condutor de conhecimento e difusor de história e fatos”, frisa Palma. A plataforma pode ser acessada no site http:// caminhosdigitaisdaleitura. salvador. ba. gov. br .

 

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A partir desta quinta-feira (10) até 15 de novembro, um mundo de histórias e imaginação vai se abrir na Bienal do Livro Bahia 2022, no Centro de Convenções Salvador, na Boca do Rio. Em meio a tantas atrações, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) garante uma programação voltada para crianças e adultos, no estande da Prefeitura montado no evento.

As atrações começam na quinta-feira (10), às 10h50, com o espetáculo teatral Menino Ziraldo. Baseado no livro Menino Marrom, a peça apresenta um musical divertido sobre diversidade. Já às 14h, será apresentado o espetáculo 'Histórias Cantadas', trazendo um enredo sobre a importância de repassar livros e espalhar o conhecimento.

Oficinas e contação – Na sexta-feira (11), às 15h, o Palhaço das Letras trabalhará de forma lúdica com as crianças a identificação e a aprendizagem do ABC e a composição de palavras. Na sequência, às 16h, será lançado o projeto Literatura Inclusiva, que leva livros em braile e jogos em libras às bibliotecas municipais e comunitárias de Salvador.

No sábado (12), às 11h30, a oficina Amigo Bola promove uma atividade em que as crianças aprendem a fazer um 'amigo' utilizando lã, areia e tinta. A proposta é estimular a valorização da amizade. Às 12h, os escritores Paulo Atto, Breno Fernandes, Stael Mamed e Márcia Fonseca, autores da terceira coleção do Selo João Ubaldo Ribeiro, participam de uma roda de conversa, em que apresentam suas obras e falam sobre a experiência com o edital.

Já no domingo (13), também às 12h, os autores do Selo João Ubaldo Ribeiro Daiane Soares, Aicha Marques, Aruane Garzedin e Tiago D. Oliveira vão contar suas histórias. Em seguida, às 15 horas, acontece a oficina de Boneca Abaomy, momento reservado à produção das tradicionais bonecas de panos.

Na segunda-feira (14), às 18h, o Sarau Calu Brincante traz uma apresentação musical sobre uma menina, que afirma sua etnia e a importância de se entender enquanto uma criança negra.

“A FGM desenvolve um trabalho com livro e leitura, que tem agregado mais de 274 mil leitores nas suas ações. São leitores fiéis à leitura. A Fundação não poderia deixar de participar deste grande evento”, pontuou a gerente de Biblioteca e Promoção do Livro e da Leitura da FGM, Jane Palma.

Patrimônio É – Na terça-feira (15), às 10h, acontece a última edição do Patrimônio É... neste ano, com o lançamento das revistas do projeto. As publicações trazem as falas dos convidados que passaram pelas rodas de conversa, no período de 2018 a 2021.

Às 15h, para fechar a participação na Bienal, a FGM promove o projeto Mentes Criativas. Desenvolvido pelo bibliotecário José Antônio Nascimento, a ação é voltada para crianças e adolescentes, que terão a oportunidade de criar a sua própria história e uma capa para ilustrá-la.

Reencontro – Após um hiato de dez anos, o principal evento de Literatura e Cultura do Nordeste está de volta a Salvador. A Bienal do Livro da Bahia será palco de grandes encontros, reencontros, debates e diversão. Com uma programação para toda a família, o festival contará com mais de 200 expositores apresentando seus grandes lançamentos, espaços de conteúdos relevantes, atrações musicais e uma área pensada com carinho para o público infantil, que pretende estimular ainda mais a criatividade das crianças.

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Para marcar o Novembro Negro, movimento de enfrentamento ao racismo, reafirmação da identidade e melhoria nas políticas públicas, uma programação especial e gratuita será realizada nos espaços Pierre Verger da Fotografia Baiana – Forte de Santa Maria e Carybé das Artes – Forte de São Diogo, ambos na Barra. As atividades começam neste sábado (5) e têm como objetivo o fortalecimento do protagonismo da população negra em Salvador. 

Para diversificar as ações, cada espaço cultural contará com uma programação exclusiva. Fazem parte das atividades do Mês da Consciência Negra a exibições de filmes, oficinas de artes, rodas de conversas, rolê fotográfico, contações de histórias, dentre outras atividades. 

No Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana, exibições de filmes e documentários marcarão a abertura e toda a programação do mês no equipamento. No sábado (5), a partir das 16h, será exibido o filme-documentário Pierre Verger – Mensageiro Entre Dois Mundos, dirigido por Lula Buarque de Holanda. O filme também será exibido no mesmo horário e local, no dia 26 deste mês. 

Para os amantes de contação de história, no domingo (6), às 14h, será contada a Lenda de Ogum, obra do livro Lendas Africanas dos Orixás, de autoria de Pierre Verger e ilustração de Carybé. A atividade será realizada pelo mediador cultural do Espaço Carybé das Artes, Rafael Roque Ferreira. Outra sessão está marcada para o dia 20, no mesmo horário. 

Na quarta-feira (9), haverá a apresentação do trabalho de pesquisa sobre "Mãe Senhora e a importância da Luta do Povo Santo". A atividade tem como propósito mostrar aspectos relevantes para a preservação de raízes culturais dos povos, como identidade e memória cultural. A atividade acontece às 16h. 

No dia 12, uma oficina sobre técnica fotográfica no smartphone, formas de composição e enquadramento fotográfico, seguido de saída fotográfica do entorno do Forte de Santa Maria, até o espaço Carybé de Artes, será realizada às 14h, pelo fotógrafo e professor da Escola Baiana de Fotografia, Roberto Faria. 

No dia 13 deste mês, às 15h, acontecerá a atividade de arte educação, com leitura do livro “Mulheres Abayomis”, da autoria de Adilson Passos. Logo em seguida, será realizado um quiz de perguntas sobre o continente africano e produção de bonecas de tecido. A oficina será realizada pela mestra em Educação e Arte-Educadora, Carolina Lima. Já no dia 16, às 16h, um bate-papo com a fotógrafa Amanda Oliveira vai abordar histórias e costumes da cidade de Salvador, além da relação com as obras de Verger. 

No dia 19, também às 16h, serão exibidos, no Forte de Santa Maria, os documentários Gato Capoeira, dirigido por Mário Cravo Neto, e Vadiação, dirigido por Alexandre Robatto Filho. Os filmes abordam as vivências nas ruas de Salvador, com capoeiristas, canções e berimbaus.  

Já no dia 23, às 16h, será realizada uma roda de conversa com profissionais das artes, cultura e educação. Na ocasião, os mesmos falarão dos seus processos criativos. Devido ao Novembro Negro, o convite de participação da atividade foi feito ao Acervo da Laje, que desenvolve trabalhos de fortalecimento da memória artística e cultural, no Subúrbio Ferroviário. 

No dia 30, às 16h, o bate-papo sobre memória e tradição marca a programação. Durante a atividade, imagens de Acervos serão comentadas pelo antropólogo Alexandre San Góes. 

Carybé das Artes – Nos dias 5, 11 e 12 de novembro, às 19h, acontecerá no espaço a oficina “Artista por Um Dia”. Durante a atividade, crianças de 7 a 11 anos serão orientadas a observar cores, formas, movimentos, o bidimensional e o plano, com recursos do lápis de cor. Uma obra de Carybé que trata da cultura afro-brasileira, será modelo para que as crianças mentalizem e trabalhem a interpretação. O artista plástico e arte-educador Edy Ragami realizará a oficina, com duração de 60 minutos. 

Já nos dias 6, 13 e 20, às 10h30, o equipamento cultural realizará a contação de história da obra “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” para crianças. A atividade trabalhará o lúdico, criatividade e a imaginação das crianças. Nos dias 6 e 20, a atividade será realizada por Fátima Duran. Já no dia 13, a contação será realizada por Ana Cleide Oliveira.  

Novembro Negro – O Novembro Negro remete à luta e resistência da população negra no enfrentamento ao racismo, reafirmação da identidade e busca de melhorias de políticas públicas.

 

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Salvador sediará a primeira edição do Festival Viva a Língua Portuguesa, que reunirá artistas baianos, portugueses e angolanos para manifestações musicais, gastronômicas e literárias entre os dias 4 a 6 de novembro, no Pelourinho. Os detalhes da programação foram divulgados pela organização do evento nesta quinta-feira (27), durante café da manhã no Hotel Fasano, no Centro. 

O Viva a Língua Portuguesa integrará a grade da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). O objetivo é promover uma ocupação artística e multicultural entre diversos representantes de países lusófonos durante três dias de atividades, que serão gratuitas e abertas ao público. 

O festival será realizado pela Baiano Eventos e Produções em parceria com a Prefeitura, através do Escritório de Cooperação Internacional (ECI), da Embaixada de Portugal no Brasil, do Consulado Geral de Portugal na Bahia e do Camões – Instituto da Língua. Contará com patrocínios da Prima e da companhia aérea TAP.

“A capital baiana receberá com prazer esse festival, que com certeza pretendemos calendarizá-lo para termos outras edições nos próximos anos. O coração da cidade é o Centro Histórico e cada vez mais iremos valorizar a região. Em breve anunciaremos muitas novidades para dinamizar ainda mais essa área”, destacou a secretária de Cultura e Turismo (Secult), Andrea Mendonça. 

O cônsul-geral de Portugal, Jorge Fonseca, reforçou que o evento não poderia ocorrer em lugar melhor do que na primeira capital do Brasil, e que espera que a manifestação cultural seja ampliada para outras cidades e países do mundo. 

Programação – No primeiro dia de festival (4), Lazzo Matumbi, Melly, Magary Lord, Sued Nunes e a Banda Didá se apresentarão ao lado do cantor português Luís Trigacheiro e do angolano Paulo Matomina para um concerto especial, que ocorrerá em frente à Fundação Casa de Jorge Amado, a partir das 20h. 

No dia 5 será a vez da culinária. No Senac Pelourinho, a chef baiana Jacqueline Bispo, ao lado de Luís Kitaba, de Angola, e do português Gonçalo Ramirez prepararão um menu com pratos característicos dos três países, além de fazerem criações conjuntas.  Na ocasião, o público poderá experimentar coquetéis criados pelos alunos do Senac e ainda curtir apresentação musical do baiano Felipe Barros. 

O evento terá início às 16h e terá capacidade sujeita à lotação do espaço. Já no terceiro e último dia do festival (6), o Teatro do Sesc Pelourinho contará com as presenças dos escritores Itamar Vieira Júnior e José Luís Peixoto, brasileiro e português, respectivamente, que protagonizarão a roda de conversa “Sem o mar por meio: uma conversa transatlântica sobre a língua Portuguesa”. 

Em alusão ao livro que reúne a troca de correspondência entre Jorge Amado e José Saramago, a conversa terá início às 17h, sob a moderação do jornalista e organizador do Viva a Língua Portuguesa, Ricardo Duarte. 

Troca cultural – O cantor Magary Lord revelou que já iniciou os preparativos para sua apresentação musical na abertura do festival. “A junção de ritmos e de artistas daqui, de Portugal e de Angola representa mais uma oportunidade de fazermos uma mistura que já faço há muitos anos de carreira com o black music, com o semba de Angola e, claro, com o tempero da Bahia. O público pode esperar um grande show no dia 4”, projetou. 

Para Lazzo Matumbi, o Festival Viva a Língua Portuguesa será mais uma oportunidade de troca cultural, de energia e conhecimento. “Mais importante é dimensionarmos que essa troca pode se ampliar cada vez mais. Meu sonho é que futuramente espalhemos a língua portuguesa para o mundo e que ela seja não apenas a terceira língua mais falada, mas que a nossa música seja ainda mais conhecida também”, frisou.

Organizador do Viva a Língua Portuguesa, Ricardo Duarte afirmou que a língua pode se exprimir em muitas formas, seja através da música, gastronomia e literatura. “É um patrimônio incrivelmente rico culturalmente e economicamente. O Brasil é o país que mais fala língua portuguesa e boa parte da potência do idioma se deve a esse país”.

 

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A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) e Fundação Gregório de Mattos (FGM), enviará à Câmara Municipal um projeto de lei que altera as regras e oferece maiores benefícios ao Programa Viva Cultura. A ação visa fomentar a atividade do setor cultural na capital baiana através de incentivos tributários, com descontos de até 100% nos impostos Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) ou de Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

As novas regras do programa permitirão que, além de financiamento de pessoas físicas e jurídicas, os projetos também recebam investimentos por meio de doação – da qual 100% dos valores aportados poderão ser abatidos -, desde que não haja finalidade promocional. Além disso, o valor máximo anual disponível do programa aumentará, sendo 1% do valor da arrecadação de ISS e IPTU do ano anterior - algo em torno de R$20 milhões.

Outra mudança importante é que o Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento Cultural, documento emitido pela Sefaz, será extinto. O Cidec é apresentado pelo contribuinte incentivador sempre que desejar utilizar os créditos. Porém, com a alteração, o benefício será concedido automaticamente, deixando o processo menos burocrático e mais rápido.

Segundo a secretária da Fazenda, Giovanna Victer, o incentivo à cultura local é uma das políticas públicas que mais movimentam a economia de uma cidade. “O setor cultural foi um dos que mais sofreu nos últimos anos. Foi o primeiro a parar as atividades e o último a retornar 100%. Quando investimos em cultura, buscamos formar cidadãos melhores. O fomento direcionado ao setor cultural, principalmente focado nos pequenos produtores, é um avanço para podermos cada dia mais valorizar os artistas locais".

O programa foi criado em 2016 e, desde então, concede incentivos fiscais a projetos culturais patrocinados por pessoas físicas, jurídicas, com ou sem fins lucrativos, e Microempreendedores Individuais (MEI), domiciliadas ou sediadas em Salvador. O edital permite a inscrição de projetos das mais diversas áreas do setor cultural soteropolitano, como arquivos, artesanato, arte de rua, artes visuais, audiovisual, bibliotecas, circo, cultura digital, cultura popular, culturas identitárias, dança, design, espaços culturais, festivais de artes e cultura, fotografia, gastronomia, hip-hop, literatura, moda, museus, música, patrimônio e teatro.

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O mês de novembro começa com uma rica programação cultural em Salvador, promovida pela Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) 2022, a partir desta terça-feira (1º) até o próximo domingo (6). A Prefeitura apoiará o evento realizando um circuito de atividades em diversos espaços municipais. 

A Casa do Carnaval, no Pelourinho, e a Casa do Rio Vermelho, no bairro de mesmo nome, estarão com entradas gratuitas durante todo o horário de funcionamento, das 10h às 18h. No primeiro local, o público terá acesso a um amplo acervo que conta a história da folia em uma viagem visual e sensorial, com diversos recortes temáticos da festa do Momo. No outro, os visitantes poderão conhecer a última residência onde viveram os escritores Jorge Amado e sua companheira Zélia Gattai, num memorial sobre a vida e a obra do casal, que levou a literatura da Bahia para o mundo. 

A grade de atrações da Flipelô também chegará à Casa do Benin e na Casa Amarela, com realizações de mesas de debates, bate-papos literários, lançamentos de livros, saraus de poesia, slams (competição de poesia), contação de história e muito mais. 

Benin – Na Casa do Benin, a programação do espaço cultural na Flipelô 2022 começa na quarta-feira (2), às 13h, com a abertura do espaço para visitação e a realização da Olojá – Feira de Livros, Artesanias e Afetos. Às 14h, acontece uma visita guiada à exposição permanente do espaço e à ocupação Arvorecer, da artista visual Lívia Passos. 

A partir de 14h30, o grupo de Percussão da Ufba, comandado por Aquim Sacramento, apresenta o espetáculo “Bahia, Sim!”. Na sequência, a partir de 16h, acontece a Pré-Balada Literária da Bahia, capitaneada por Nelson Maca, com uma roda de conversa sobre sambas de blocos afro. Por fim, ocorrerá o Sarau Free Pelô. 

De quinta (3) a domingo (6), a Casa do Benin e a Feira Olojá abrirão sempre às 10h, e as visitas orientadas acontecem sempre às 10h30. No mesmo dia, a Editora Organismo realiza duas rodas de conversa, sendo a primeira às 15h sobre o tema “Frantz Fanor, crítica e violência entre tempos”, com Cássia Maciel, Jesiel Oliveira e César Sobrinho. 

A segunda será às 17h, com o tema “O falo ainda é importante? - Homens e masculinidades na contemporaneidade” com Tedson da Silva, Paulo Marcos Barros e Daniel Silva, na mediação. 

Na sexta-feira (4), a partir das 14h, a programação será dedicada às crianças. A primeira atração é o lançamento do livro “Do Lado de Fora da Minha Caixola: Luto, de Seo Zé Ricardo”. O evento é acompanhado de uma roda de conversa com Maurício Anunciação e Donminique Azevedo. Às 15h30, escritores da editora Mostarda promovem a roda de conversa “A Importância da Apresentação de Personalidades Pretas para Criança”. 

Às 17h, a autora Lívia Passos lança seu livro “O dia dos Caretas”, com a oficina de máscaras de Mabel Fontes e a roda de conversa e contação de histórias com Helena Nascimento e Karla Carvalho. Por fim, às 18h30, a programação infantil se encerra e dá espaço para a estreia do sarau Mulheres do Vento, Mulheres do Tempo, promovido pelo instituto A Mulherada e convidadas. 

No sábado (5), acontece uma homenagem à saudosa chef e escritora Angélica Moreira, idealizadora do Ajeum da Diáspora, projeto etnogastronômico que marcou presença nas edições anteriores da Flipelô. Na sequência, o afrochef Jorge Washington convida a chef Lourence Alves para uma aula-show de gastronomia, com intervenções musicais de Udy Santos. 

A partir das 17h, acontece a roda de conversa “Literatura e ancestralidade africana”, com Vagner Amaro e Marcos Cajé, promovida pela Editora Malê. Já às 18h30, a Ocupação Arvorecer lança o livro “Cotas Raciais”, da autora Livia Sant’Anna Vaz, seguida de uma roda de conversa com Lívia Passos. 

Por fim, no domingo (6), às 12h, a programação da Casa do Benin na Flipelô se encerra com a Culinária Musical, em que o afrochef Jorge Washington prepara Maxixada para Tereza, e convida a cantora Lari Lima. Além dela marcam presença o grupo de escritoras negras para lançamento de livros das autoras Anajara Tavares, Carmen Faustino, Alessandra Sampaio, Analu Silva e Fabricia de Jesus. Haverá ainda o lançamento da nova coleção de Negra Lua e Cacau Crioula no Cantinho do Empreendedor. 

Casa Amarela – Espaço provisório da Fundação Gregório de Mattos (FGM) para ações do Flipelô, situado ao lado da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, a Casa Amarela terá no primeiro dia de atividades, na terça (1º), às 10h, atividades de leitura das três coleções do Selo João Ubaldo Ribeiro e livros infantis de diversas temáticas. 

 Às 15h, a Oficina Amigo Bola, com a artista plástica, professora e historiadora Débora Duarte, promove a importância do amigo e organiza uma atividade lúdica com bolas de assoprar, no qual as crianças utilizarão areia, lã e tintas para criar seu próprio amigo e levar para casa. 

Na quarta-feira (2), às 10h, acontece a contação de história “Menina Bonita do Laço de Fitas”. Às 15h, será realizada uma oficina de reciclagem baseada no livro “Eu Produzo Menos Lixo'', com a moradora e professora aposentada do bairro de Valéria, Dona Claudete. Na ocasião, as crianças e os adolescentes terão a oportunidade de aprender sobre a reciclagem, requalificando peças que seriam descartadas. 

Na quinta-feira (3), às 10h30 e às 15h, acontece o projeto de produção textual “Mentes Criativas”. Nessa ação, crianças e adolescentes de 8 a 16 anos terão a oportunidade de criar uma história com capa a partir do tema proposto pelo bibliotecário José Antônio Nascimento. No mesmo dia, no espaço Ordem 3º de São Francisco, às 15h, a ação o Palhaço das Letras ensina de maneira lúdica o ABC para crianças menores de 8 anos. 

Na sexta-feira (4), às 10h e às 15h, ocorre a contação de história “O Mistério da Risada no Chão”, com Letícia Paulina, cuja animação convoca o espectador a desvendar onde está a risada. No sábado (5), às 10h e às 15h, o espaço recebe a contação de história “A Bailarina que Chupava Dedo”, com Catarina Assis, pedagoga e escritora. Finalizando a programação, domingo, às 15h, acontece o Sarau de Poesia. 

Realização – Com o tema “Os 110 anos do nascimento de Jorge Amado", a Flipelô 2022 é apresentada pelo Ministério do Turismo, pela Secretaria Especial da Cultura e pelo Instituto CCR, com patrocínio da Prefeitura de Salvador e do Governo da Bahia. O evento é uma realização da Fundação Casa de Jorge Amado, em correalização com o Sesc e uma produção da Sole Produções.

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A Prefeitura promoveu nesta quarta-feira (26), através da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), o acesso de 20 jovens à exposição “Frida Kahlo - Uma biografia imersiva”, que está disponível para visitação no Shopping Salvador até 5 de dezembro. As visitantes foram assistidas pela Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão (Acopamec).

Jamile de Jesus Barbosa, 20 anos, declarou que ficou encantada com a exposição. “É uma oportunidade imensa de conhecer essa exposição gratuitamente. Sei que várias pessoas gostariam de estar aqui e não podem. Espero que eu possa cultuar a arte e me aprofundar nela através da Frida”, afirmou.

Hanna Oliveira, 16 anos, afirmou que ter contato com a exposição proporcionou a ela descobrir um novo universo. “É meu primeiro contato com a Frida. Não esperava tudo isso e achei que seria apenas uma sala com vários quadros dela. Estou muito feliz e surpresa. Amei conhecer a história da artista, que era uma mulher muito forte. Ela com certeza ganhou uma fã”, contou.

Até o 17 de novembro, outros três grupos de jovens farão a visita social à exposição. Além da Acopamec serão contemplados com a visitação grupos do Centro Cultural Quabales, Projeto Social e Cultural Resgaty/Cufa e Instituto Renascer Mulher. No total, 80 jovens serão contemplados pela parceria.

De acordo com a titular da SPMJ, Fernanda Lordêlo, além deste mês ser tão representativo para o público feminino, devido à campanha Outubro Rosa, também é dedicado ao debate de outras pautas femininas. Por isso, proporcionar esta vivência às meninas da capital, por meio da parceria com o shopping, é oferecer uma experiência única ao público.

"O motivo maior de estarmos aqui é que Frida é uma referência de feminismo. É importante que nossas meninas conheçam a parte histórica, artística, literária e onde a gente consiga trazer um pouco de cultura e arte para os centros acompanhados pelo município. Conhecer Frida vai enriquecer muito o repertório social e educacional das jovens", declarou a gestora.

Interatividade – A mostra é considerada a maior exposição já criada em torno da obra da artista e que propõe uma jornada interativa através de dez ambientes que retratam seus feitos através de fotografias históricas, filmes, ambientes digitais, instalações artísticas, itens de colecionadores, além de música. A visitação pode ser feita de segunda a sábado, das 9h às 22h, e aos domingos de 10h às 21h.

Para o superintendente do Salvador Shopping, José Luis Miranda, é um privilégio receber uma exposição internacional como esta e poder permitir que jovens soteropolitanos tenham o acesso social a este vasto conteúdo. "A gente poder oportunizar a cultura com o social é importante. Fechamos essa parceria com a SPMJ e o grupo JCPM tem no DNA essa questão de desenvolvimento social e cultural. Estamos muito ansiosos para ver como os jovens vão se comportar nessa imersão”, afirmou.

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