Mesmo com o avanço da tecnologia e a grande procura por pesquisas on-line, as bibliotecas ainda têm uma grande importância no desenvolvimento intelectual do cidadão. Além disso, ajudam no estímulo à leitura e a dar apoio nas demandas acadêmicas dos estudantes.
Salvador possui três bibliotecas municipais para acesso de todo o público: Biblioteca Municipal Reitor Edgar Santos, na Ribeira; Biblioteca Nair Goulart, em Valéria; e a Biblioteca Denise Tavares, no bairro do Curuzu, todas administradas pela Prefeitura, através da Fundação Gregório de Matos (FGM). Além disso, algumas escolas da rede municipal de ensino dispõem de bibliotecas internas e salas de estudos.
Inaugurada há pouco mais de dois anos, a Biblioteca Denise Tavares, situada na Rua Adelino Santos, no Curuzu, possui um acervo de mais de 20 mil livros e uma estrutura composta por salas de consulta, multiuso, e sala do pensador, além de um infocentro, brinquedoteca, banheiros, recepção e sala administrativa. A unidade funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h.
O leitor que desejar levar um livro para casa deverá realizar um cadastro na recepção do equipamento portando documento com foto e comprovante de residência em mãos. Após a retirada, o visitante tem um prazo de até sete dias para devolução do livro. Cada leitor tem direito a dois livros por solicitação.
“Mesmo com a inovação da tecnologia, uma biblioteca física tem papel fundamental na formação de leitores. De 2020 a 2021, houve um impacto de lançamento de livros e projetos, e isso incentivou ainda mais o acesso a bibliotecas”, disse a coordenadora da Biblioteca Denise Tavares, Adjane Ribeiro.
A gestora ainda falou sobre a hipótese de que os acessos a esses equipamentos estão sendo migrados para o digital. “Muito se fala sobre o novo com a chegada do digital, mas, como bibliotecária, reafirmo que muitas pessoas ainda preferem e optam em ter acesso a livros físicos presentes em bibliotecas para leituras e pesquisas”.
Facilidade – A estudante de um curso de informática Cecilia Carvalho, de 15 anos, visitou pela segunda vez a biblioteca para realizar um estudo e reforçou a importância da leitura. “Essa é a minha segunda visita, dessa vez para estudo de uma prova que terei. Aproveitei a oportunidade para pegar emprestado um livro que eu já queria há muito tempo. Eu amo ler”.
O estudante Vinícius Luís Marques, também de 15 anos, lembrou da acessibilidade que as unidades dispõem. “Esses equipamentos facilitam cada vez mais a vida de alguns estudantes, principalmente estudantes de baixa renda que não têm recursos para investir em cursos para uma prova de vestibular, por exemplo. Então, eles podem vir estudar ou pegar livros emprestados. Isso facilita muito”.
Ações – Além de dispor de uma boa estrutura e acervo de livros diversificados, o equipamento realiza diversas atividades comemorativas, como o Dia do Leitor e o Dia do Autor. Para os meses de março e abril próximos, estão previstas atividades em alusão aos dias do Bibliotecário (12 de março) e do Livro Infantil (2 de abril), respectivamente.
Funcionamento – A Biblioteca Edgard Santos funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, na Avenida Porto dos Mastros, s/n, na Ribeira. Já a Biblioteca Nair Goulart está aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no CEU de Valéria, localizado na Rua B, Caminho 13, Conjunto Lagoa da Paixão. Todas as unidades seguem os protocolos sanitários de enfrentamento à Covid-19, como disponibilização de álcool em gel 70º e exigência do uso da máscara.
O Projeto Afro-Moda em Rede está com inscrições abertas para o segundo ciclo de formação até o dia 16 de março. Podem participar da seleção adolescentes e jovens mulheres com idade entre 16 e 24 anos, residentes em Salvador, que estejam cursando ou que já tenham concluído o ensino médio. As interessadas devem se inscrever através do link https://bit.ly/selecaoafromoda.
Este ciclo formativo será composto de duas turmas, atendendo mais 80 selecionadas. A capacitação reúne conteúdos multidisciplinares em torno de temas sobre autoestima e empoderamento feminino, moda, planejamento financeiro, marketing, plano de negócios, fotografia digital e e-commerce, dentre outros.
As aulas são ministradas por profissionais de nível técnico e superior de diversas áreas do conhecimento, além de personalidades inspiradoras que atuam no campo da moda. As beneficiadas recebem materiais de apoio para utilizar durante a formação, a exemplo de um chip com pacote de dados para acesso à internet.
Fonte de renda – O objetivo do Afro-Moda em Rede é que as contempladas possam criar e gerir negócios digitais, bem como produzir e gerenciar conteúdos em mídias sociais voltados ao mercado da moda afro, a fim de se habilitarem para mais uma fonte de renda.
“O curso é incrível e está abrindo minha mente, meus olhos, permitindo que eu me conheça mais e me torne uma profissional melhor. É muito importante ver mulheres pretas ensinando e aprendendo. Isso é revolucionário”, destaca Daiara Santos, participante da iniciativa.
O Projeto Afro-Moda em Rede é desenvolvido pelo Parque Social, através do edital da Fundação Banco do Brasil de fomento ao empreendedorismo e à emancipação social feminina em comunidades de baixa renda de Salvador, para a produção e gestão de conteúdos em mídias sociais, com foco no mercado da moda afro.
A primeira edição do Cinelab Blackout, com o tema "Mulheres Periféricas", segue com inscrições abertas até esta terça-feira (15), através do link http://cinelabblackout.com. A iniciativa de formação audiovisual visa qualificar pessoas para o mercado cinematográfico e contará com cursos ministrados por mulheres, que atuam no mercado audiovisual.
A iniciativa propõe a qualificação técnica audiovisual de mulheres oriundas de regiões periféricas, criando oportunidades para novos talentos femininos. Os cursos são nas áreas de produção executiva, roteiro de cinema e direção cinematográfica.
Uma das convidadas para a primeira edição é a produtora executiva Nina Novaes, atuante no setor de audiovisual. Fundadora da produtora brasileira independente Nina Produções Artísticas, ela traz nos seus trabalhos a responsabilidade e representatividade de seus ancestrais, buscando caminhos para potencializar e dar visibilidade ao povo negro.
“Me sinto feliz com o convite, porque é muito importante compartilhar esse conhecimento, sendo uma mulher negra, para que outras, além de se sentirem representadas, possam entender que podemos estar em todos os lugares, fazendo e criando nossos próprios métodos de trabalho”, disse Nina.
As aulas on-line, via plataforma Zoom, serão ministradas de 3 a 24 de março, com carga horária de 10 horas. Em todos os cursos será reservada uma hora, para atividades ligadas ao desenvolvimento profissional, dentro do período de conteúdos específicos (produção, direção e roteiro).
Além de Nina, a primeira edição do Cinelab Blackout contará com as presenças de Camila de Moraes, Ceci Alves e Kely Vilela, sob a coordenação e produção de Nane Sacramento e Danilo Stael. Esse projeto foi contemplado pelo Prêmio Riachão - Projetos de Pequeno Porte, da Fundação Gregório de Mattos (FGM), vinculada à Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc.
Neste período marcado pelas tradicionais festas populares e pelo Carnaval, que em 2022 ainda não puderam ser realizadas devido à continuidade da pandemia, turistas e moradores podem relembrar um pouco a folia e viver momentos de lazer e conhecimento nos espaços culturais temáticos, disponibilizados pela Prefeitura, em pontos emblemáticos de Salvador.
Os equipamentos manterão o horário normal de funcionamento durante todo o mês, inclusive nos dias 28 de fevereiro (Pierre Verger e Carybé de Artes) e 1º de março, período em que haveria o ponto facultativo do Carnaval. Os quatro equipamentos culturais administrados pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) – Casa do Carnaval da Bahia, A Casa do Rio Vermelho e os Espaços Pierre Verger da Fotografia Baiana e Carybé das Artes – têm entrada gratuita às quartas-feiras.
E já que estamos no mês da folia, a primeira dica é conhecer a Casa do Carnaval da Bahia, que no último dia 5 completou quatro anos de inaugurada. O local já recebeu quase 60 mil visitas desde a inauguração e obteve reconhecimento nacional na primeira edição do Prêmio Nacional de Turismo, alcançando o segundo lugar na categoria Valorização do Patrimônio pelo Turismo.
Quem for ao local contará com novo atrativo: um restaurante no terraço do imóvel de onde é possível ter uma vista para a Baía de Todos-os-Santos e desfrutar de receitas familiares e da culinária baiana, incluindo o bobó de camarão e o doce de ambrosia.
Acervo – Ao todo, são quatro pavimentos. No térreo, uma biblioteca de livros relacionados à festa, a Salvador, suas artes e tradições está à disposição dos visitantes. Ainda neste piso, as salas “Origens do Carnaval” e “Criatividade e Ritmos do Carnaval” apresentam um pouco da história e da diversidade presentes no Carnaval baiano.
Na sala Origens do Carnaval, vídeos com a narração de personalidades da festa trazem um pouco da história da festa, do surgimento dos primeiros blocos, trios elétricos e dos blocos afro. Na sala Criatividade e Ritmos do Carnaval, 200 bonecos feitos de cerâmica representam figuras típicas da folia.
Com luzes, refletores e fitas de LED, a proposta do espaço é remeter à vibração da festa. Ao som de músicas características, o visitante tem acesso a diversas vitrines, com objetos pessoais e inéditos cedidos por artistas, tais como vestuário, adereços e instrumentos.
Já no primeiro andar, ficam as duas salas do Cinema Interativo, onde o visitante escolhe um adereço disponível para a caracterização, assiste a uma seleção de três vídeos e é estimulado a dançar as coreografias de blocos e bandas, orientados por monitores dançarinos.
A Casa do Carnaval da Bahia fica na Praça Ramos de Queirós, ao lado do Plano Inclinado Gonçalves, no Pelourinho. As visitações podem ser feitas de terça a domingo, das 10h às 17h, seguindo os protocolos de enfrentamento à Covid-19. As entradas custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) – o benefício da meia-entrada é destinado a idosos, estudantes e residentes de Salvador, desde que apresentem o comprovante de residência.
Cidade da Música – E se a música é um dos elementos essenciais do Carnaval, ela também tem um espaço de valorização e conhecimento, que é a Cidade da Música da Bahia. O equipamento cultural foi inaugurado em setembro pela Prefeitura, no Casarão de Azulejos Azuis, no Comércio.
O primeiro andar abriga a exposição “A Cidade de Salvador e Sua Música”, que retrata bairros da cidade e suas músicas, histórias, depoimentos e novas tendências através de recursos audiovisuais, a exemplo de uma grande maquete interativa e três grandes telas de projeção.
O segundo andar possui na ambientação o tema da Tropicália, com ilustrações gigantes de fragmentos da pintura modernista de Genaro de Carvalho. O local abriga a exposição “História da Música na Bahia” com nove cabines de vídeos, além de três salas.
O terceiro e último pavimento oferece entretenimento educativo por meio de três estúdios de gravação de clipes karaokê, da sala “Rap e Trap, poesia consciente”, jogos da memória, Quis Game, estações para exibições de documentários e sala de demonstração de set de percussão.
A Cidade da Música da Bahia funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, com valor de ingresso de R$20 (inteira) e R$10 (meia) para residentes em Salvador, estudantes e idosos. Os interessados em conhecer o museu devem agendar a visita no site www.cidadedamusicadabahia.com.br.
Casa do Rio Vermelho – A trajetória de vida de dois grandes escritores da literatura baiana pode ser conferida na Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai. Com um perfil interativo, o memorial apresenta uma série de projeções e vídeos em diversos ambientes, além de objetos pessoais e correspondências trocadas entre Jorge Amado e Zélia Gattai, que transmitem um pouco da trajetória dos escritores.
O memorial está situado na Rua Alagoinhas, 33, no Rio Vermelho. O funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h). Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia).
Espaços Pierre Verger e Carybé de Artes – Situado no Forte Santa Maria, na Barra, o Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana destaca o trabalha de Verger e de mais 100 fotógrafos que tenham nascido ou fixado residência, ainda que temporária, na Bahia. Lá estão reunidas aproximadamente cinco mil fotografias que retratam diversos aspectos do estado, a exemplo de retratos de personalidades importantes, fotos urbanas antigas e atuais, de cerimônias, manifestações culturais e festas populares, entre outras.
Até o próximo mês de março, o local está com a exposição temporária Litoral da Bahia – Mucuri a Mangue Seco, do fotógrafo Kiko Silva. A mostra está situada no espaço Fragmentos, na Praça Amigos da Marinha, em frente ao forte.
Já o Espaço Carybé de Artes, situado no Forte de São Diogo, também na Barra, é um centro tecnológico de referência da vida e obra do artista argentino que viveu na capital baiana. O local exibe a beleza e autenticidade expressas nas diversas técnicas presentes em suas produções. Mais de 500 obras podem ser acessadas por meio da tecnologia, possibilitando aos visitantes uma experiência lúdica, poética e instrutiva, dando a cada um a possibilidade de criação de sua própria mostra.
Ambos os espaços culturais funcionam de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h. Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) e dão direito à visitação dos dois equipamentos.
Casa do Benin – A Casa do Benin, administrada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) na Rua Padre Agostinho Gomes, no Pelourinho, também segue aberta de terça a sábado, das 10h às 17h, com a exposição de peças do acervo permanente, composto por obras baninenses. O local conta também com a Sala de Exposição Lina Bo Bardi, que recebe mostras temporárias; o Auditório Gilberto Gil, local de realização de eventos e oficinas de pequeno porte, e o Espaço Gourmet Jeje Nagô, com arquitetura inspirada no estilo de restaurantes antigos das comunidades rurais beninenses.
Logo após o lançamento do Prêmio Samba Junino Ano IV, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) promove, nesta quinta-feira (24), às 16h, a Oficina de Orientação para Proponentes. A ação visa apresentar e responder as questões do público interessado em participar da seleção. A transmissão virtual acontece através do canal da FGM, no YouTube.
Nesta edição, a chamada pública aumentou o valor total de financiamento, bem como o número de projetos contemplados. Por isso, a oficina busca qualificar e melhor direcionar os proponentes sobre as regras de submissão. As propostas devem ter como objetivo o fortalecimento, a divulgação, a manutenção e a dinamização do samba junino em Salvador.
Com as inscrições abertas até 21 de março, o Prêmio Samba Junino Ano IV busca valorizar essa manifestação da cultura popular brasileira, que acontece no mês de junho e possui relações com o candomblé e as festas de caboclo. Dada a sua importância, em 2018, o movimento foi considerado Patrimônio Cultural de Salvador.
Cidade da Música – Desde 2016, Salvador conquistou o título oficial de Cidade da Música, da Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A capital baiana foi a primeira cidade brasileira a se enquadrar na categoria e, de lá pra cá, vem criando cada vez mais ações e projetos, que atinjam essa que é uma das maiores características culturais da cidade.
O programa da Unesco busca estimular ações dos governos locais, para colocar a cultura como estratégia de desenvolvimento local não apenas no desenvolvimento econômico, mas que tenha efeitos práticos para a sociedade. É um conjunto com sete categorias e o programa parte do compromisso do governo local, de apresentar um programa de trabalho, que demonstre sua capacidade de executá-lo, em benefício da sociedade.
Inaugurada há pouco menos de cinco meses, a Cidade da Música da Bahia já registrou mais de 36 mil visitas. O equipamento, inaugurado em setembro do ano passado, está localizado na Praça Visconde de Cayru, no Comércio. Cerca de 500 pessoas passam diariamente pela estrutura.
Os visitantes encontram um espaço de quase 2 mil m², dividido em quatro pavimentos que reúnem tecnologia, interatividade e um acervo cultural para contar a história musical da Bahia. O equipamento é composto por bibliotecas, midiateca, centro de pesquisa, cafeteria, recursos audiovisuais, telas de projeção, estúdio para gravação, cabines de vidro, cenografias, uma sala de karaokê, dentre outros serviços.
“Esses meses de funcionamento têm surpreendido de forma positiva a todos nós, porque estamos observando o intenso fluxo de pessoas, e elas estão saindo encantadas com o que estão encontrando aqui. Estamos recebendo muitos visitantes turistas e também residentes de Salvador, e isso representa muito para nossa cultura”, disse a supervisora da Cidade da Música, Nany Oliveira.
Impressões – Visitando o museu pela primeira vez, o aposentado e residente de Salvador, José Deodato Bastos, de 61 anos, disse ter ficado encantado com todo o serviço disponibilizado pelo equipamento.
“Trouxe minha filha e minha esposa comigo, e foi surpreendente demais saber que nossa cidade possui um equipamento fabuloso e sensacional como a Cidade da Música. Toda a população deveria realizar a visitação neste trabalho cultural tão maravilhoso e significativo para a história da música”.
A turista de São Paulo Beatriz Santos, de 25 anos, está visitando a cidade pela segunda vez, mas foi a primeira vez que visitou o equipamento. “Foi uma experiência muito completa e rica, eu aprendi coisas que eu jamais imaginaria ter conhecimento, pude me aprofundar mais e tirar diversas dúvidas. Todos estão de parabéns”.
Acompanhada do marido, a doceira Mariana Andrade, de 36 anos, disse ter gostado demais do serviço ofertado. “Essa oportunidade de você interagir com os equipamentos é fantástica demais. Isso aqui é um grande resgate da música, bairros e artistas do nosso estado”.
Funcionamento – A Cidade da Música da Bahia funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada até às 17h. Quem desejar visitar o equipamento deve acessar o site www.cidadedamusicadabahia.com.br, fazer um cadastro e escolher o dia da visitação. O valor de ingresso custa R$20 (inteira) e R$10 (meia) para residentes em Salvador, estudantes e idosos.
Durante a visita é necessário apresentar o comprovante físico de vacinação para Covid-19 ou a versão digital, através dos aplicativos ConectSUS ou Comprovante de Vacinação Digital (CVD), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador. Além disso, é essencial manter o uso de máscara e higienização das mãos.
A Fundação Gregório de Mattos (FGM) promove, nesta quinta-feira (24), às 16h, uma Oficina de Orientação para Proponentes do Prêmio Samba Junino. A iniciativa visa apresentar e responder as questões do público interessado em participar da seleção e a transmissão virtual acontece através do canal da FGM no YouTube.
Com inscrições abertas até 21 de março, o Prêmio Samba Junino - Ano IV busca valorizar essa manifestação da cultura popular brasileira, que acontece no mês de junho e possui relações com o candomblé e as festas de caboclo. Dada a sua importância, em 2018, o movimento foi considerado Patrimônio Cultural de Salvador.
Para o gerente de Patrimônio Cultural da FGM, Vagner Rocha, este é o momento ideal para tirar dúvidas sobre o edital, especialmente quanto às novas categorias criadas nesta edição. “A oficina servirá também para apresentar o passo a passo para preenchimento da plataforma online de inscrição. Desta forma, orientaremos os proponentes a apresentarem propostas aptas a concorrer a uma das 15 premiações disponíveis”.
Nesta edição, a chamada pública aumentou o valor total de financiamento, bem como o número de projetos contemplados. Por isso, a oficina busca qualificar e melhor direcionar os proponentes sobre as regras de submissão. As propostas devem ter como objetivo o fortalecimento, a divulgação, a manutenção e a dinamização do samba junino em Salvador.
Entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, o Brasil prestigiava a Semana de Arte Moderna, um importante evento que trouxe inúmeras inovações para as artes nacionais e inaugurou o modernismo em nosso país. Ao compreender a importância deste movimento, a Prefeitura de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), lançou ontem (14), na exata semana de celebração de seu centenário, a submissão de artigos científicos para a III Jornada do Patrimônio Cultural de Salvador. As inscrições ficam abertas até o dia 17 de abril de 2022.
Com o tema “Legado da Semana de 22 na Soterópolis”, o evento recebe artigos que dialoguem com seus três eixos temáticos: 1) Vanguarda Literária e Artística na Bahia – o alvorecer de um novo tempo; 2) Influências do Modernismo no Urbanismo e na Arquitetura na Cidade do Salvador; e 3) Tradição e Modernidade na Construção do Patrimônio Histórico de Salvador.
Os pesquisadores podem consultar as ementas na página de inscrição, através do site www. fgm. salvador. ba. gov. br. Os artigos selecionados comporão um livro virtual lançado pela FGM.
A Jornada do Patrimônio Cultural de Salvador chega à terceira edição com objetivo de discutir as influências e as inspirações provocadas pela Semana de Arte Moderna na produção patrimonial de Salvador, em suas dimensões materiais e imateriais. O projeto está previsto para acontecer em agosto, com uma programação especial.
“É um importante espaço de debates e discussões, que coloca o patrimônio artístico-cultural num lugar mais amplo, para além do reduto acadêmico ou de turismo. O objetivo do projeto é despertar nas pessoas o sentimento de pertencimento, ao aproximar o patrimônio cultural do cidadão, onde é possível ver a história da cidade contada por meio dos registros em forma de monumentos, edificações, pavimentações e ruas: a cultura vivida em nosso cotidiano”, afirma o presidente da FGM, Fernando Guerreiro.
Artigos científicos – A chamada de artigos científicos ao projeto tem o objetivo de circular e promover as reflexões produzidas por diferentes pesquisadores de Salvador. “Além de ser uma maneira de dar visibilidade a essas produções acadêmicas, o e-book vai permitir que as pessoas interessadas na Semana de 22 entendam um pouco mais sobre as influências modernistas na capital baiana ao longo do último século", destaca Vagner Rocha, gerente de Patrimônio e Humanidades da FGM.
O evento é uma oportunidade de olhar para nossa própria cidade. Milena Tavares, diretora de Patrimônio e Humanidades, acredita que o projeto estimula o campo da memória e fomenta a troca de conhecimentos e reflexões. “Nessa terceira edição iremos tratar dos 100 anos do movimento moderno e as contribuições para a cultura local, trazendo a oportunidade de vivências e o acesso a conteúdos em diversos campos: literatura, artes cênicas, artes visuais, urbanismo e arquitetura”, pontua.
Modernismo – O evento foi realizado em comemoração aos 100 anos da Independência do Brasil. Seu objetivo era enfatizar as mudanças sociais, políticas e econômicas que sucederam ao longo daqueles 100 anos. O modernismo, como ficou conhecido, valorizava a cultura nacional e a introdução de novas linguagens nos campos da pintura, da escultura, das artes visuais em geral, da literatura, da poesia, da arquitetura, e da música.
Em Salvador, o movimento despontou em fins da década de 1920, revelando-se aos poucos, por meio de jornais e periódicos, em salões e conferências, em recitais de poesias, em festivais, no teatro amador, no cinema, na arquitetura e no urbanismo, na educação, até que, finalmente, novas feições começaram a surgir na cidade, em todos os seus aspectos.
Realização – A Jornada do Patrimônio Cultural de Salvador é uma ação de educação patrimonial, dentro do Programa Salvador Memória Viva, da Diretoria de Patrimônio e Humanidades, por meio da Gerência de Patrimônio Cultural da FGM. O objetivo é a produção de conhecimento, divulgação e valorização do patrimônio cultural material e imaterial de nossa cidade.
A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) promove, nesta quinta-feira (10), uma roda de conversa com 20 jovens da Ilha de Maré. Organizada pela Diretoria de Infância e Juventude da pasta, a reunião acontece das 9h às 12h, na Assembleia de Deus de Santana.
O encontro faz parte do planejamento estratégico de um dos eixos do Programa Protagoniza Jovem. A intenção é possibilitar a capacitação, formação profissional e empregabilidade, considerando demandas e traçando perfis da juventude local para o empreendedorismo, bem como o ingresso no mercado de trabalho.
A reunião acontece em parceria com as secretarias de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), da Reparação (Semur), e de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), além da Defesa Civil de Salvador (Codesal) e da organização Plan International.
A coordenadora de Infância e Juventude, Dinsjani Pereira, explicou que o foco do encontro é compreender as demandas, entender as linhas e segmentos de ideias para traçar o perfil da juventude e estudar possibilidades para levar formações, capacitações e oportunidades de empregabilidade para os jovens da Ilha.
“A gente quer o jovem como protagonista, e isso só é possível se tivermos uma escuta atenta, para pensar formas que atinjam essa juventude. Queremos levar formação e capacitação, visando a empregabilidade. Então, é muito importante estarmos próximos, ouvindo, levando conhecimento dentro do que eles podem acessar e depois dar esse retorno, que é a garantia do emprego. Esse é o nosso foco”, disse.
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