Cultura

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A Prefeitura abriu, neste domingo (5), novas datas para agendamento de visitas à Vila de Natal, no Campo Grande. O procedimento pode ser feito no site www.natal.salvador.ba.gov.br, e o cidadão pode escolher qualquer uma das sessões disponíveis até o dia 6 de janeiro.

De segunda a quinta-feira e aos domingos, são quatro sessões (18h, 19h, 20h e 21h). Já na sexta-feira e no sábado, os visitantes contam ainda com mais horário, às 22h. Inaugurada no dia 23 de novembro, a decoração natalina do Campo Grande, com o tema Luz para Recomeçar já registrou na ferramenta cerca de 150 mil agendamentos.

A visitação dura 50 minutos. Pessoas com deficiência não precisam de agendamento e têm direito a dois acompanhantes. Crianças com menos de 12 anos também não precisam de cadastro.

Após o agendamento, o cidadão tem acesso a um QR Code que pode ser apresentado no local em formato digital ou impresso. Além disso, está sendo exigida, no local, a comprovação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 para pessoas a partir de 18 anos.

Atrativos – Montada sob a coordenação da Diretoria de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Dsip/Semop), a Vila de Natal é iluminada por 7 milhões de lâmpadas sustentáveis de LED. Dentre os atrativos estão a catedral composta por vitrais, Casa do Papai Noel, presépio gigante, túnel luminoso e árvore de Natal. O espaço também possui elementos de acessibilidade, com apresentação das atrações em braille, três cadeiras de rodas para pessoas com dificuldade de locomoção e colaboradores da Prefeitura para orientações durante a visitação.

Duas das novidades este ano são o Memorial das Estrelas, espaço que homenageia as vítimas da Covid-19, e uma peça instagramável que faz referência aos profissionais de saúde que se dedicam na linha do combate à pandemia e na vacinação contra a Covid-19. No entorno da Vila de Natal, os visitantes também podem conferir duas viaturas da Transalvador em iluminação especial.

Quem for de ônibus, pode pegar a linha especial 2512 – Luzes pra Recomeçar, com veículos em clima natalino que saem da Estação da Lapa e seguem para o Campo Grande, com parada em frente ao Teatro Castro Alves (TCA).

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Os amantes da fotografia que moram ou estão conhecendo Salvador podem visitar a exposição de fotografias “Identidad Gaucha”, do fotógrafo argentino Pedro Luis Raota. A mostra pode ser visitada no Instituto Cervantes de Salvador, na Ladeira da Barra, até segunda-feira (29), das 9h às 19h de segunda a sexta.

A exposição faz parte das comemorações da Semana da Cultura Argentina em Salvador, promovida pelo Consulado da Argentina em Salvador, com a parceria da Associação Cultural Argentina Brasileira da Bahia (Casa Martin Fierro) e apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).

Através de 11 fotos, o visitante vai poder conhecer a identidade cultural que une o povo gaúcho e que se manifesta por meio de tradição e costumes. Além disso, é uma oportunidade para conhecer a arte de Raota que, mesmo após o falecimento, em 1986, segue encantando o público com sua profunda e ilimitada humanidade, que resgata as vivências comuns através de sua lente e de sua alma.

“É muito importante para os soteropolitanos conhecer de perto a cultura e tradições do país da América Latina que mais encaminha visitante para nossa cidade. Esses laços precisam ser sempre reforçados”, destacou o secretário da Secult, Fábio Mota.

Segundo o cônsul-geral da Argentina em Salvador, Pablo Virasoro, a Semana da Cultura Argentina em Salvador surpreendeu pela expressiva afluência de público. “Esse encontro foi prova da proximidade entre a Argentina e a Bahia e o gosto dos soteropolitanos pela cultura do nosso país”, afirmou.

Tradição – Realizada durante este mês de novembro, a Semana da Cultura Argentina em Salvador reuniu atividades como a Mostra de Cinema Argentino, na Sala de Srte do CineMAM, na Avenida Contorno, e o Dia da Tradição Argentina, com música, dança e apresentações artísticas no Forte de São Diogo, na Barra.

A data celebra o nascimento do escritor argentino José Hernández, autor da maior obra da literatura “gauchesca” argentina, “O Gaucho Martin Fierro”, uma das obras de referência que reforça as tradições e costumes da nação que tem variações em diferentes partes do país.

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A Casa do Benin, espaço gerenciado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), iniciou nesta quarta-feira (17) sua programação especial como parte da Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô 2021. A abertura da programação foi marcada pela ocupação cultural Ani é 10, que conta com textos e imagens do escritor paranaense radicado na Bahia, Nelson Maca, e outras atividades até o fim da semana.

Para simbolizar o início da programação, o evento teve a intervenção teatral e poética de artistas como o ator, diretor e professor Vitório Emanuel. Em sua apresentação o artista trouxe aspectos da história do espaço cultural e do sertão, este último em referência ao escritor alagoano Graciliano Ramos, que é o homenageado da Flipelô nesta edição. O ator declamou ainda o poema "O respeito", de Nelson Maca.

Na ocasião, o mestre Jorjão Bofafé, percussionista do Engenho Velho de Brotas e um dos fundadores do Afoxé Badauê, tocou atabaques para embalar poemas de Maca declamados pelo próprio autor. Maca explicou que o percussionista foi uma das referências e inspirações para dar vida ao livro ‘Ani: Todos os Felas do Mundo’, lançado oficialmente durante o evento de ontem (17). “Ele é um cara que se criou no candomblé e tocou nos carnavais. Está no fundamento e no espetáculo sem trair nem um e nem outro”, pontuou.

Jornalismo em quadrinhos – Este é o quinto ano que a Casa do Benin participa da Flipelô. De acordo com o gerente de equipamentos culturais da FGM, Chicco Assis, a programação busca valorizar a cultura da África com o olhar voltado para a nação do Benin. “Desde o segundo ano da Flipelô, a Casa do Benin vem em uma crescente de atividades e envolvimento principalmente da literatura negra, diaspórica e tida como divergente, periférica. Isto criando uma conexão pela própria razão de ser do espaço que é dialogar com as Áfricas. Este ano trazemos uma programação muito vasta, com a intenção de valorizar essas literaturas, culinárias e diversas manifestações culturais afrodiaspóricas”, reforçou.

No andar superior da casa os visitantes podem apreciar a exposição temporária com ilustrações baseadas no livro “Ani: Todos os Felas do Mundo”. As artes são do ilustrador paulista Alexandre De Maio, realizador de trabalhos para artistas conhecidos nacionalmente, a exemplo dos rappers Emicida e Mano Brown.

Ainda como parte da programação da ocupação Ani é 10, Alexandre de Maio vai realizar nesta quinta e sexta (18 e 19), das 14h às 17h, a Oficina Jornalismo em Quadrinhos, com inscrições gratuitas. Também na sexta, às 18h, o ilustrador participará de um bate-papo com o anfitrião da ocupação, Nelson Maca, sobre Animação 2D e 3D em videoclipes e produções audiovisuais.

Quinta – Em parceria com o Consulado da França em Recife, acontece a roda de conversa do projeto Reconexões Transatlânticas - A Casa do Benin em Memórias do AfroFuturo, às 11h. O evento terá as presenças de Auríbio Farias (PE), Andrea de Britto (BA) e José Eduardo (BA), com mediação de Jamile Borges sobre (Re)Pensando Acervos: Memórias e Preservação. Serão apresentadas as publicações: - Nkaringana: objetos e histórias em trânsito (Intervalo Fórum de Arte) e A Casa do Benin na Bahia: projetos, memórias e narrativas (Memórias Situadas).

Às 13h, começa a Rota Gastronômica Especial da Flipelô com a Oficina de Culinária Afro Sertaneja com Jorge Washington (BA), do Culinária Musical. O afrochefe vai ensinar a fazer Baião Sertanejo (carne de fumeiro, feijão fradinho e queijo coalho).

Durante à tarde, acontece também um ciclo de conversas organizado pelas editoras Organismo e Segundo Selo. Às 14h, o tema “Os Mil Mundos da literatura infantil” será abordado pelos escritores Rodrigo Araújo (BA), Jaqueline Santana (BA) e Fernanda Oliveira (BA), com mediação de Lorena Ribeiro (BA). Às 15h30, a Coleção das Pretas tratará sobre Processo criativo e escrita de mulheres negras, com Kota Gandaleci (BA), Camila Carmo (BA) e Vânia Melo (BA), com mediação de Silvana Carvalho (BA).

Às 17h, o Na Encruza abrirá o debate para a Teoria na encruzilhada: multiplicidades políticas e epistêmicas no pensamento negro afrodiaspórico, com Tatiana Nascimento (BSB), Osmundo Pinho (BA) e Henrique Freitas (BA). A mediação fica a cargo de Jorge Augusto (BA).

Por fim, às 18h, acontece um momento de lançamentos coletivos com autores baianos que estarão presentes para a sessão de autógrafos. Entre eles estão Monia da Hora, Rodrigo Araújo, Jaqueline Santana, Coleção Rabiscos e Marcelo Ricardo.

Sexta – Na sexta-feira (19), às 11h, o projeto Reconexões Transatlânticas volta com uma nova roda de conversa para abordar o tema (Re)Pensando a Produção Cultural Afrodiaspórica: (Afro)futuro ao Contemporâneo. Os participantes são Marielson Carvalho (BA), Vércio Gonçalves (BA) e Adéchina Wenceslas Padonou (BEN), com mediação de Goli Guerreiro (BA). A conversa terá comentários em francês do professor Ferréol Bah (BEN).

Às 13h, a Rota Gastronômica Especial da Flipelô promove a Oficina de Culinária Afrodiaspórica (Benin). A afrochef Angélica Moreira (BA), do Ajeum da Diáspora, ensinará a fazer “Calulu de peixe com Fufu”.

Sábado - A Balada Literária, criada pelo escritor pernambucano Marcelino Freire, em sua 16ª edição, transforma o Pátio da Casa do Benin em um ponto de encontro para que os baladeiros soteropolitanos possam assistir e fazer resenhas de parte da programação do evento que acontece simultaneamente em São Paulo e no Piauí. No sábado (20), às 15h30, será exibida a roda de conversa: Direito Irrestrito à Literatura - Wellington Soares (PI) conversa com Dr. Samuel Vida (BA), Dra. Andreia Beatriz (BA) e Kassiane Schwingel (RS).

Às 18h, será exibida a roda de conversa Conto Literário Indígena - Mayra Sigwalt (RJ) conversa com Gleycieli Nonato (MS) e Lia Minapoty (AM). Às 19h30, acontece a exibição do Conexão Brasil-Moçambique: Sarau Bem Black, em Salvador, na Bahia, dialoga com o Poetas D’Alma, em Maputo.

Ainda no sábado, às 20h30, acontece a exibição do documentário sobre a trajetória de Vera Lopes (RS/BA), homenageada da Balada Literária da Bahia, com a roda de conversa Performance Negra – Cinema, Teatro e Poesia. Na oportunidade, Jessé Oliveira, do Grupo Teatral Caixa Preta (RS), Jorge Washington, do Bando de Teatro Olodum (BA), e a cineasta Day Rodrigues (SP) conversam com Vera Lopes (BA). Também haverá exibição do Show “Barca Ijexá” - Mestre Jorjão Bafafé (BA).

No sábado (20), às 12h, Angélica retorna com o Ajeum da Diáspora para servir um cardápio afrosertanejo: cuscuz de fumeiro de entrada, e frango caipira com pirão ou guisado de carneiro com feijão de corda como prato principal (R$60). Acontece ainda Performance Poética de Vera Lopes (BA), que convida Lúcia Santos (BA) e Luiza Gonçalves (BA), e apresentação musical de Aloísio Menezes (BA).

Domingo - No domingo (21), dia do encerramento da Flipelô, o Culinária Musical com Jorge Washington servirá a maxixada de carne de fumeiro (R$60), às 12h. A ocasião contará com apresentação musical de Dão e participação de Irma Ferreira, além de apresentação de poesia com Fábio Mandingo.

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“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é”, já dizia Caymmi lá em 1957. O Brasil é o país mundialmente conhecido por seus ritmos musicais, com destaque para o samba, que nesta quinta-feira (2) completa 105 anos de história.

Em Salvador, a Prefeitura investe em espaços que valorizam ainda mais o ritmo musical. Atualmente, o município possui dois equipamentos públicos, que contam a história do samba brasileiro.

O primeiro é a Casa do Carnaval, localizada no Centro Histórico da cidade, que conta toda a história da festa baiana e ritmos musicais envolvidos. Inaugurado no ano de 2018, o museu também traz um acervo cultural voltado ao samba.

Quem chega ao local encontra uma biblioteca receptiva, com livros que contam a história do samba. Entre eles o título “O Carnaval de Salvador e suas escolas de Samba”, do autor Geraldo Lima, que presta uma homenagem aos sambistas baianos. 

Ainda para valorizar o ritmo musical, a Casa do Carnaval possui um espaço chamado “Terraço do Samba” que fica na cobertura do prédio e tem uma vista voltada para a baía de Todos-os-Santos. O espaço conta com mesas e cadeiras decoradas, um painel composto por azulejos e sons de sambistas da Bahia.

“A Casa do Carnaval possui um acervo cultural bastante enriquecedor. O visitante tem a oportunidade de vivenciar um ambiente sambista”, explica o mediador da Casa do Carnaval, Islin Santana.

Cidade da Música – Outro equipamento da cidade voltado para a música e ritmos baianos, a Cidade da Música da Bahia, localizada no Comércio, dispõe sobre a história da música e dos artistas baianos. O equipamento, inaugurado no mês de setembro pela Prefeitura, é dividido em três níveis, onde também é contada a história do samba brasileiro e dos seus compositores. 

No primeiro nível, o visitante encontra telas interativas, associando os bairros de Salvador ao ritmo musical. O acervo conta com depoimentos de sambistas ilustres, como o baiano Riachão, que se estivesse vivo, completaria 100 anos em 2021. No segundo nível, duas cabines exibem em vídeo a história do samba reggae e do samba de roda.

A professora aposentada e amante do samba do Recôncavo, Analice Ferreira, de 73 anos, destacou a importância do ritmo para a fomentação cultural do país. “Eu sou nascida e criada na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Foi lá onde soaram os primeiros acordes da manifestação cultural que é o samba. Precisamos entender, historicamente, que a Bahia foi a porta aberta para mostrar o ritmo musical para todo o país. O Dia do Samba deve ser celebrado com atividades e programações em homenagem a sambistas como Riachão e Neguinho do Samba”, defendeu. 

Serviço — Os dois equipamentos funcionam de terça a domingo, das 10h às 18h. Os ingressos variam de R$20 (inteira) a R$10,00 (meia), para residentes de Salvador, estudantes e idosos. No caso da Cidade da Música da Bahia, as visitas devem ser agendadas através do site www.cidadedamusicadabahia.com.br .

 

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A Prefeitura de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), promove na próxima quarta-feira (24), às 18h, o debate “Atendimento à Diversidade Cultural dos Territórios de Salvador nos Editais da Lei Aldir Blanc”, que traça a importância de se prever cotas aos produtores culturais pretos e pardos da cidade. A ação faz parte do Programa de Combate ao Racismo Estrutural (PCRI) e a conversa será transmitida no canal da instituição no YouTube (www. youtube. com/ channel/ UCuY4L3rrfuCwAryRnsniPMg).

A mesa de convidados será composta por Caroline Barreto (Projeto Modativismo - Prêmio Anselmo Serrat), Caroline Souza (Projeto Acervo da Laje - Prêmio Jaime Sodré) e Laura Juliana Borges Cruz (Associação Beneficente, Cultural e de Preservação e Tradição dos Valores Afro-Brasileiro - Unzo Maiala - beneficiária do Mapa Cultural).

Todos são produtores culturais pretos e pardos contemplados pelos prêmios e subsídios da Lei Aldir Blanc no ano de 2020, em Salvador. A mediação ficará por conta de Walter Pinto, gerente da Central de Projetos da Secretaria Municipal de Gestão (Geproj/Semge), e conselheiro do Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador.

A discussão de cotas em editais públicos de cultura é ainda mais importante em uma cidade onde mais de 80% da população se declara preta ou parda, como é o caso da capital baiana. O mecanismo propõe distribuir melhor os recursos da cultura entre a população, bem como garantir que essa grande parcela da população seja amplamente contemplada pelos instrumentos de fomento à cultura da FGM.

Encontro – Na terça-feira (23), ainda dentro das ações do PCRI, a FGM realiza o encontro dos servidores com a secretária municipal da Reparação (Semur), Ivete Sacramento, e Eliane Boa Morte, coordenadora do Núcleo de Políticas Educacionais das Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação (Nuper/Smed). Na ocasião, serão evidenciadas as contribuições da Conferência de Durban para o reconhecimento e valorização da herança cultural afro-brasileira.

O Programa de Combate ao Racismo Institucional é implementado pela Prefeitura a partir de um modelo internacional, sob a coordenação da Semur, para o combate ao racismo institucional e a promoção da igualdade racial em todos os órgãos e entidades da administração pública municipal.

 

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Aproveitando o ensejo da celebração do Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, celebrado nesta sexta-feira (19), o Parque Social lança o Projeto Afro-Moda em Rede, através da live "Moda Afro: Cultura, expressão e identidade". A atividade virtual acontece às 15h, no canal da entidade no YouTube (www.youtube.com/user/ParqueSocial), e busca impulsionar os negócios capitaneados por mulheres na capital baiana. A conversa terá as presenças da diretora-geral, Sandra Paranhos, e da designer de moda, figurinista, desenhista industrial, Maria do Carmo Paulino.

“Escolhemos lançar o projeto nesta data, pois tem tudo a ver com a proposta do Afro-Moda em Rede, uma capacitação voltada para o público feminino, onde esperamos que as participantes possam criar ou gerir negócios digitais, atuando como lideranças femininas, gerenciando seu próprio empreendimento, quebrando as barreiras sociais e preconceitos”, explica Sandra Paranhos.

Após a realização da live, as jovens de 16 e 24 anos que desejarem participar da iniciativa devem fazer a inscrição através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdMWkb1YmFODD85srAFQFqJUSIUnCzdx1bWNhx2KkP96keo-g/viewform?usp=pp_url.

Projeto - O “Afro-Moda em Rede" foi firmado a partir de convênio entre o Parque Social e a Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de atender 240 adolescentes e jovens mulheres, residentes na cidade de Salvador, habilitando-as a atuar como empreendedoras digitais no segmento de moda, com olhar especial para moda afro. Além disso, a iniciativa visa promover o empreendedorismo feminino e fortalecer a autoestima a partir de conhecimento de técnicas de empreendedorismo e desenvolvimento de negócios.

Segundo a proposta, entre os meses de janeiro e agosto de 2022 serão formadas seis turmas, cada uma com 40 participantes, sendo duas turmas formadas simultaneamente a cada três meses. A capacitação reúne ainda conteúdos multidisciplinares em torno de temas como autoestima e empoderamento feminino, moda, planejamento financeiro, marketing, plano de negócios, fotografia digital e e-commerce, dentre outros temas.

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A exposição “Existências: Sejamos Voz, Escuta e Coragem” prossegue aberta à visitação até esta terça-feira (30), no piso L2 do Salvador Shopping. A mostra reúne narrativas de dez mulheres negras sobre as próprias trajetórias de vida, enfrentamento ao racismo e empoderamento feminino.

Composta por fotografias, vídeos e textos que retratam um grupo de mulheres afrodescendentes diversificado, do ponto de vista profissional, religioso, etário e de gênero, a mostra, que ocorre no mês em que se celebra o Dia da Consciência Negra, tem a direção geral assinada pela assistente social Suzana Coelho, direção de arte sob o encargo de Rodrigo Bertoldo e colaboração de Walter Pinto, que é presidente do Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT.

Entre as mulheres representadas pela exposição, estão Oilda Rejane, advogada e coordenadora de Ações Transversais da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), bem como Carmen Flores, assessora técnica da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre).

A estudante universitária Sara Suelen Souza, 23 anos, comentou que foi prestigiar a exposição por recomendação de uma colega de faculdade, que é negra. Ela contou que a exposição a fez refletir sobre a questão racial no Brasil.

“É muito importante a gente perceber a luta das mulheres negras em um espaço como este para chamar atenção de mais pessoas, para que elas adquiram consciência de que devemos combater o racismo sempre que ele se apresentar, desde o policiamento da nossa própria fala até a denúncia de condutas racistas que testemunhamos”, defendeu.

Já a auxiliar administrativa Geisa de Jesus, 25 anos, que também apreciou a “Existências”, afirmou, na condição de mulher negra, que a palavra-chave da construção de uma sociedade sem preconceito é o respeito. “Interessante aprender com a história de superação dessas mulheres negras e como o respeito a si mesma e à própria identidade é o princípio e o fim daquelas que alcançam seus objetivos, apesar do racismo”, concluiu.

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Com o apoio da Secretaria Municipal de Reparação de Salvador (Semur), o projeto "Cores e Vozes da Periferia” trouxe uma programação especial em comemoração aos 20 anos da Conferência de Durban – 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância. A ação envolveu oficinas de grafite, intervenções urbanas e apresentações artístico-culturais.

Em alusão ao marco mundial na luta pelos direitos humanos e igualdade racial, a iniciativa é fruto da campanha Vidas Negras, das Nações Unidas, com mobilização local pelo Programa Corra pro Abraço, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS). Durante as atividades, artistas, grafiteiros e arte-educadores renomados, como Caíque Sapho e Monique, ministraram aulas de desenho e realizaram intervenções urbanas no Aquidabã e na Praça da Nova República, no Beiru.

“Na conferência de Durban vários projetos foram elencados como forma de iniciativa de resgate e valorização da população negra. Então, hoje, continuamos a luta pelo combate ao racismo e xenofobia, para que tenhamos uma sociedade mais justa e igualitária. Esse momento é um marco, que mantem acesa na nossa memória, a grandiosidade da conferência, trazendo a relação dos assuntos discutidos no evento para a comunidade, mostrando a importância do que é ser negro em nossa cidade”, salientou o subsecretário da Semur, Antônio Carolino.

Nascida no bairro de Tancredo Neves, a artista Monique falou sobre a felicidade de participar do projeto. “Eu fui criada nesta comunidade e tenho um carinho muito especial pelo local, por toda história de resistência que esse bairro tem. Minha família é daqui e, hoje, poder trazer minha arte, contribuindo para evolução cultural do meu povo, me deixa muito feliz. Posso mostrar para os jovens do bairro que é possível almejarmos outras perspectivas. Minha vida mudou através da arte e resistência e é isso que eu quero apresentar”, disse.

Ao participar da oficina, a dona de casa Deysiane da Conceição, de 24 anos, falou sobre a expectativa para o curso. “Quis participar desse momento porque sei a importância da valorização da cultura negra. Não sei nada sobre desenho, para mim é uma novidade, mas sei que de alguma forma é um dia enriquecedor”, avaliou.

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Como parte da programação da Feira Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a entrada na Casa do Carnaval da Bahia será gratuita a partir desta quarta-feira (17), até o próximo domingo (21). A iniciativa da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), tem como objetivo fomentar a cultura na cidade e dar a oportunidade aos moradores e visitantes da capital baiana de conhecer o acervo do museu.

A Casa do Carnaval funciona das 10h às 18h, com entrada até as 17h, na Praça Ramos de Queirós, s/n, Pelourinho. A lotação máxima é de 77 visitantes e foram adotados todos os protocolos de enfrentamento à Covid-19, para que a visita seja feita de forma segura.

No local, as pessoas podem matar as saudades da folia de Momo na cidade, através de vários atrativos e muita tecnologia. Dentre os destaques estão as obras de arte de Memeu Barbudo sobre os Mascarados de Maragojipe, peças e figurinos de artistas como os cantores Daniela Mercury e Durval Lélys e os grupos Filhos de Gandhy e Ilê Aiyê, além do Cinema Interativo e vídeos com a trajetória das atrações da festa.   

 

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