O prefeito de Salvador, Bruno Reis, destacou na noite desta quinta-feira (11), durante a Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, o potencial logístico da capital baiana para o escoamento da produção agrícola do estado. Durante apresentação do projeto “Conexão LEM-SSA”, o gestor apresentou a estrutura portuária e os incentivos oferecidos pelo município para atrair cargas do agronegócio, como algodão, grãos e outros produtos, para exportação.
Segundo Bruno Reis, atualmente a maior parte da produção agrícola do Oeste da Bahia é exportada pelo estado de São Paulo, apesar da existência de infraestrutura portuária na capital baiana. A cidade, que conta com a segurança jurídica do programa Invista Salvador, recebeu R$ 6,4 bilhões em investimentos recentes voltados para infraestrutura e equipamentos públicos.
“Hoje, 96% da produção agrícola do Oeste é exportada pelo Porto de Santos (SP). Nós temos condições de exportar pelos nossos portos e queremos mostrar toda a logística disponível, as retroáreas, o conjunto de estímulos e incentivos fiscais que Salvador oferece para atrair essa movimentação. Isso representa mais receita para a cidade e para o estado, além de gerar menos custos para o produtor e para quem investe”, afirmou.
A capital baiana, acrescentou o gestor municipal, possui condições de ser um polo estratégico de comércio exterior, atendendo inclusive à região do Matopiba, que compreende não apenas a Bahia, mas também os estados do Maranhão, Tocantins e Piauí.
Além do prefeito, participaram do evento a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), Mila Paes; a secretária do Mar (Semar), Duda Lomanto; e o presidente da SalvadorPar, Marcos Lessa.
A titular da Semar, Duda Lomanto, detalhou como as características naturais de Salvador impulsionam a vocação portuária.
“A nossa Baía de Todos-os-Santos é a segunda maior do mundo e a maior do país em volume de água. Com um calado de até 23 metros, temos a capacidade de receber navios de grande porte das classes 366 e 400. Esse potencial da nossa 'Amazônia Azul', aliado aos nossos 65 km de costa e três ilhas, nos confere um posicionamento geográfico estratégico para conectar o agronegócio com o mundo, facilitando rotas para o Rio da Prata, Caribe, Costa Leste dos EUA e Europa", avaliou Eduarda Lomanto.
Para a secretária Mila Paes, a integração com o setor agropecuário é um passo decisivo para o desenvolvimento econômico da capital.
“Nossa missão é mostrar que Salvador está de portas abertas e totalmente preparada para o agro. Quando atraímos essa demanda de exportação para os nossos portos, nós movimentamos uma vasta cadeia de serviços na cidade, o que se traduz diretamente na atração de investimentos, na geração de emprego e no aumento da renda para o soteropolitano", contou Mila Paes.
Já Marcos Lessa, diretor-presidente da SalvadorPAR, explicou a importância de fortalecer a conexão entre os territórios produtores e a infraestrutura logística da capital baiana.
“O Conexão LEM-SSA foi concebido como uma oportunidade de apresentar o potencial da Baía de Todos-os-Santos, compartilhar a visão de longo prazo que vem sendo construída por Salvador e aproximar os diversos atores que compõem a cadeia logística e produtiva. Nosso objetivo é consolidar um ambiente de cooperação capaz de impulsionar investimentos, ampliar a competitividade e fortalecer o posicionamento de Salvador como um dos principais hubs logísticos do país”, frisou.
Pacote de atrativos – Hoje, o complexo portuário de Salvador, que engloba o Porto de Salvador/Tecon, Cotegipe e TMG, já responde por mais de 43% da movimentação dos portos públicos da Bahia. Com um padrão de eficiência internacional, a capacidade de carga supera 550 mil TEUs (medida padrão usada no transporte marítimo para contabilizar contêineres) por ano, e já conta com ampliação com potencial de quase 1,1 milhão de TEUs.
Buscando expandir essa infraestrutura, a Prefeitura destacou o Programa de Desenvolvimento de Novos Polos Logísticos. A iniciativa oferece pacotes atrativos para investidores de retroárea: isenção de ITIV, redução de até 50% no IPTU e redução do ISS de 5% para 2% pelo período de cinco anos em regiões estratégicas como Valéria, São Tomé de Paripe, Barros Reis, BR-324 e Porto Seco Pirajá.
Essas ações conjuntas de infraestrutura e incentivo fiscal já projetam um cenário otimista para a economia local. A gestão municipal estima um crescimento expressivo na exportação de algodão por Salvador, saltando de 6% em 2024 para os atuais 18%, com a meta de alcançar 30% até o final de 2026.
A secretária Mila Paes ressaltou os próximos passos: “Apoiar todas as políticas públicas que facilitem e reduzam os custos do produtor é um dos nossos grandes desafios hoje. Estamos trabalhando diretamente para ampliar as áreas incentivadas, além de dialogar com entes públicos e privados para buscar as melhores soluções rodoviárias e ferroviárias de acesso aos portos, além de identificar áreas de Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex), retroporto e ampliação do pátio de contêineres. Com isso, estamos consolidando Salvador como uma cidade de grandes oportunidades logísticas. Em outras palavras, nossa cidade está preparada para criar oportunidades para o agro”, afirmou.
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Priscila Machado / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), realizou nesta sexta-feira (12) um mutirão para o plantio de 50 mudas de árvores nativas e coqueiros no trecho da orla situado entre o Quartel de Amaralina e o Largo das Baianas. A ação integra a programação do Ambientaliza Salvador 2026 e visa ampliar a cobertura vegetal da cidade, especialmente em um trecho caracterizado por difícil adaptação das espécies.
Foram plantadas mudas de cocoloba, guanandi, bacupari e coqueiros, espécies selecionadas pela capacidade de adaptação à presença constante de maresia e à incidência dos ventos. A ação dá continuidade a um projeto-piloto iniciado pela Secis no ano passado, com o plantio de mudas de cocoloba no Jardim de Alah e avaliação da capacidade de adaptação da espécie às condições climáticas e ambientais.
“Plantamos as cocolobas no Jardim de Alah no ano passado, e colocamos barreiras para que o vento e o salitre não chegassem às mudas recém-plantadas. As árvores cresceram, ultrapassando a altura da barreira, de 1,80 metro, e mesmo assim o salitre e o vento não queimaram as folhas. O espécime conseguiu resistir e já tem mais de um ano na região. Com base nessa experiência, assumimos o desafio de ampliar o plantio ao longo da orla”, explica o titular da Secis, Ivan Euler.
De acordo com o secretário, o plantio desta sexta integra um esforço amplo de arborização urbana desenvolvido pela Prefeitura. Como exemplos, ele citou o Corredor Verde, maior programa de arborização com árvores adultas da história de Salvador, além de plantios em diversas regiões da cidade, seguindo as diretrizes do Plano Diretor de Arborização Urbana.
“Se olharmos imagens antigas, de cem anos atrás, não havia árvores nessa região entre Amaralina e Piatã, pois estamos em uma das regiões de maior salinidade atmosférica do país, onde as espécies precisam suportar condições extremas de vento e de incidência do salitre”, pontua Euler.
A ação contou com a presença do comandante do Centro Marechal Cantuária (Quartel de Amaralina), Coronel José Augusto Marção; do subsecretário da Secis, Walter Pinto Júnior; do secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Sosthenes Macêdo; e do diretor-geral do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch.
O plantio em Amaralina dá continuidade às ações iniciadas nesta quinta (11), em Pituaçu, com o plantio de outras 50 mudas de espécies nativas, em parceria com a empresa Orla Brasil, concessionária responsável pelo Parque Urbano da Orla no trecho que abrange as praias de Boca do Rio, dos Artistas, Pituaçu e Patamares. Ao todo, serão plantadas 250 mudas no trecho compreendido entre Amaralina e Pituaçu.
Resch ressalta a importância da iniciativa para fortalecer a arborização na orla da capital baiana: “Sabemos que esse é um trecho que se caracteriza por elevada salinidade na atmosfera. Com esse segundo viveiro de restinga, na Boca do Rio, estamos trabalhando bastante para ampliar o plantio também nessa região. Ontem foi feito um plantio em Pituaçu e hoje estamos dando seguimento aqui, em Amaralina, como parte do nosso planejamento de arborização urbana, tendo em vista que essa área de restinga faz parte do nosso sistema de Mata Atlântica”.
As mudas utilizadas no plantio possuem características que favorecem tanto a recuperação ambiental quanto a valorização paisagística da orla. O guanandi é uma espécie nativa da Mata Atlântica conhecida pela resistência e contribuição para a recuperação ambiental, oferecendo ampla área de sombra e favorecendo a biodiversidade. Já a cocoloba é amplamente utilizada em áreas costeiras por resistir à maresia e aos ventos fortes, além do potencial paisagístico. O bacupari, por sua vez, produz frutos que ajudam a atrair a fauna, especialmente aves, contribuindo para o equilíbrio ecológico das áreas verdes urbanas.
Ambientaliza Salvador – A programação do Ambientaliza Salvador 2026 segue até a próxima sexta (19), com atividades voltadas à sustentabilidade, educação ambiental e enfrentamento das mudanças climáticas.
Entre as próximas ações previstas, estão a entrega de duas novas hortas urbanas nos bairros de São Cristóvão e Barris, neste sábado (13), e de mais um mutirão de plantio em Armação, no domingo (14).
Na próxima semana, Salvador participa de um Mutirão Brasil, até a quinta-feira (18), como parte da rede C40, com alguns projetos de eletromobilidade e gestão dos resíduos sólidos, discutindo orçamento, financiamento e comunicação climática.
Além disso, haverá o lançamento de um edital voltado à juventude para financiamento de projetos de educação climática. O encerramento da programação ocorrerá no dia 19, com um novo mutirão de plantio na Avenida Suburbana.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/plantio-de-mudas-de-arvores-na-orla-de-amaralina/ .
A Procuradoria-Geral do Município de Salvador (PGMS) deu mais um passo no processo de modernização da gestão pública ao firmar uma parceria com a LIOps Inovação Jurídica e Tecnologia, uma das principais referências do país no uso ético, eficiente e seguro da Inteligência Artificial aplicada ao setor jurídico. A iniciativa marca o início de um amplo programa de governança digital e uso responsável da IA no ecossistema jurídico municipal, com foco na melhoria dos serviços prestados à população.
O procurador-geral do município, Eduardo Vaz Porto, destacou a importância da parceria para o futuro da instituição. “A assinatura deste contrato com a consultoria LIOps representa um marco na nossa gestão. O uso estratégico da Inteligência Artificial, estruturado sob bases rígidas de eficiência, segurança e ética, vai muito além de modernizar sistemas: trata-se de dotar a PGMS de ferramentas capazes de acelerar respostas e garantir uma atuação jurídica de excelência para Salvador. Estamos pavimentando o caminho para um serviço público mais inteligente, transparente e comprometido com o cidadão”, afirmou.
Uma das primeiras etapas do projeto acontece na próxima terça-feira (16), quando a PGMS realizará uma palestra conduzida pelos consultores Alexandre Colares e Marcelo Feitosa, sócios da LIOps e com experiência de trabalho na Advocacia-Geral da União. O evento será realizado a partir das 14h, no Auditório Makota Valdina, localizado no prédio do Arquivo Público Municipal, no bairro do Comércio.
O encontro reunirá procuradores, assessores técnicos da PGMS e gestores de diversas secretarias municipais para discutir governança, ética e aplicação da Inteligência Artificial no setor público. Também devem participar representantes da Casa Civil e das secretarias municipais de Governo (Segov), Gestão (Semge) e Inovação e Tecnologia (Semit), entre outros órgãos da administração municipal.
Segundo Eduardo Vaz Porto, a PGMS prefere construir uma estratégia sólida antes de começar a implementação das ferramentas tecnológicas: “Não se trata apenas de um evento institucional, mas sim de uma verdadeira virada de chave do nosso planejamento para a necessária transformação digital. Nenhuma tecnologia, por mais avançada que seja, funciona sem o engajamento das pessoas. Por isso, estamos reunindo nossas lideranças para debater ética, governança e segurança no uso da Inteligência Artificial”, ressaltou.
“O encontro vai preparar nossas equipes para a fase de diagnóstico e mapeamento de processos junto à LIOps. No setor público, o maior erro é trazer a tecnologia antes da estratégia, o que pode significar o desperdício de recursos públicos. Estamos fazendo o inverso: organizando a casa e alinhando nossa visão para garantir que a inovação se reverta em agilidade, eficiência e investimentos reais para a população de Salvador”, concluiu o procurador-geral.
Benefícios - Atualmente, a PGMS administra um acervo superior a 300 mil processos judiciais ativos, além de uma movimentação anual de aproximadamente 8 mil processos administrativos e consultivos. O elevado volume de demandas impacta diretamente a capacidade de resposta do sistema jurídico, refletindo não apenas na rotina da Procuradoria, mas também no funcionamento dos tribunais.
Nesse contexto, a automação inteligente de etapas burocráticas e a otimização dos fluxos de trabalho surgem como ferramentas capazes de ampliar a eficiência institucional, reduzir custos operacionais e acelerar a tramitação de processos.
Os ganhos esperados vão além da melhoria dos serviços internos. A iniciativa também poderá contribuir para uma maior eficiência na cobrança e recuperação de recursos da Dívida Ativa, ampliando a capacidade de investimento do município em programas sociais e políticas públicas voltadas à população.
Etapas - O trabalho conjunto entre a PGMS e a LIOps teve início na última segunda-feira (8), durante uma reunião de alinhamento que definiu as equipes responsáveis pela condução das etapas de diagnóstico institucional, planejamento estratégico e implantação das melhorias.
Já a palestra do dia 16 tem como objetivo preparar as lideranças para a fase prática do programa de modernização, que envolverá levantamento de dados, entrevistas com servidores e a construção de um diagnóstico situacional da Procuradoria. A partir desse trabalho, será elaborado um plano estratégico de inovação e capacitação voltado à modernização dos processos internos e ao aprimoramento da atuação institucional.
Reportagem: Camila Vieira / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador apresenta, na próxima terça-feira (16), o Fundo de Ação Climática para a Juventude (Youth Climate Action Fund), iniciativa internacional apoiada pela Bloomberg Philanthropies que financiará projetos liderados por jovens para enfrentamento das mudanças climáticas. A capital baiana está entre as 300 cidades selecionadas no mundo para integrar o programa, que disponibilizará recursos para iniciativas de sustentabilidade, resiliência urbana, preservação ambiental e adaptação climática.
O evento oficial de apresentação do programa ocorrerá das 9h às 11h30, na Escola de Saúde Pública de Salvador, no Comércio, em um encontro voltado à juventude.
A ação é realizada por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e do Parque Social. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo formulário forms.gle/MrzZXEwXKprHgMsL6.
O encontro marcará o início das atividades do programa na cidade e será um espaço de diálogo, escuta e construção coletiva. Durante a programação, os participantes poderão compartilhar percepções sobre os desafios climáticos locais e contribuir com sugestões para a elaboração do edital público que selecionará os projetos a serem contemplados.
O Fundo de Ação Climática para a Juventude apoia iniciativas desenvolvidas por jovens de 15 a 24 anos. Nos próximos meses, a Prefeitura dará continuidade à construção do programa, incluindo a elaboração da convocatória pública que definirá os critérios para seleção dos projetos beneficiados.
O titular da Secis, Ivan Euler, afirma que a participação da juventude é fundamental para o sucesso da iniciativa. “Queremos construir esse processo de forma participativa, ouvindo os jovens e valorizando suas experiências, ideias e perspectivas sobre os desafios climáticos da cidade. O Youth Climate Action Fund representa uma oportunidade importante para fortalecer o protagonismo juvenil e ampliar a participação da juventude na construção de soluções inovadoras para Salvador”, diz o secretário.
De acordo com a secretária Fernanda Lordêlo, da SPMJ, o programa amplia os espaços de participação da juventude nas decisões sobre o futuro da cidade. “Os jovens já vivenciam os impactos das mudanças climáticas no seu dia a dia e, por isso, precisam estar no centro da construção das soluções. Esse programa representa uma oportunidade de transformar ideias em ações concretas, fortalecendo o protagonismo juvenil e estimulando uma geração cada vez mais engajada com a sustentabilidade, a inovação e a cidadania”, afirma.
A diretora-geral do Parque Social, Sandra Paranhos, reforça que o programa representa uma oportunidade concreta para ampliar o protagonismo juvenil na agenda climática. “Acreditamos que os jovens têm um papel fundamental na construção de cidades mais sustentáveis, resilientes e inclusivas. Mais do que apoiar projetos, essa iniciativa fortalece o exercício da cidadania a partir do protagonismo juvenil, estimula a inovação social e amplia a participação dos jovens nas decisões que ajudam a construir o futuro da nossa cidade”, afirma.
Texto: Ascom Transalvador
Um trecho da Rua Barão de Cotegipe, na altura da Praça Irmã Dulce, logo após o Hospital da Mulher, precisará ser bloqueado a partir da próxima segunda-feira (15). A interdição foi solicitada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), que realiza a ligação da rede de drenagem da Rua Fernando Alves à Praça Irmã Dulce.
Em razão dos festejos juninos, a intervenção ocorrerá em etapas. O trecho será interditado entre os dias 15 e 18 de junho, sendo temporariamente liberado durante o período festivo. Os serviços serão retomados no dia 25 de junho, com nova interdição até o dia 1º de julho, quando está prevista a conclusão da obra.
Com isso, os veículos que vêm das avenidas Luiz Tarquínio, Caminho de Areia ou Dendezeiros deverão acessar um desvio que será implantado em um bolsão de estacionamento da Zona Azul, localizado ao lado da Praça Irmã Dulce. Dessa forma, poderão retornar à Rua Barão de Cotegipe após o trecho interditado. Não haverá desativação de vagas regulamentadas no estacionamento, mesmo com as alterações.
A sinalização será reforçada para orientar condutores, pedestres e passageiros. Agentes de trânsito vão intensificar a atuação no local para informar os cidadãos sobre as mudanças temporárias.
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Gilvan Santos / Secom PMS
Oito casarões do Centro Histórico de Salvador foram vistoriados pelas equipes da Defesa Civil (Codesal) nesta sexta-feira (12). As visitas fazem parte das ações de monitoramento realizadas anualmente nos imóveis antigos, com prioridade para aqueles que apresentam maior potencial de dano à população e ao patrimônio histórico, com risco alto ou muito alto.
Na prática, os engenheiros observam as condições dos imóveis e notificam os proprietários sobre a necessidade de intervenções para garantir a segurança de quem mora ou transita pela região. Os oito casarões vistoriados nesta sexta ficam na Rua dos Perdões, Ladeira do Boqueirão, Rua das Flores, Rua do Saldanha, Ladeira da Conceição da Praia, Rua Guindaste dos Padres, Ladeira da Montanha e Rua de São Francisco.
O diretor geral da Codesal, Adriano Silveira, acompanhou as vistorias junto com as equipes. “Fazemos esse trabalho de prevenção o ano inteiro, principalmente nesse período da Operação Chuva, quando temos um cuidado ainda maior. As edificações antigas, aquelas com mais de 100 anos, têm na sua estrutura materiais sem a mesma resistência dos materiais que vemos hoje; há muita madeira e barro, o que exige manutenção frequente”, afirma.
Além de garantir a segurança das pessoas, a operação também tem como objetivo a preservação do patrimônio. Segundo o diretor da Defesa Civil, alguns casarões precisam ser vistoriados mais de uma vez por ano, devido ao estado de conservação. Como exemplo, ele cita um prédio que precisou ser isolado com tapumes, porque pedaços da estrutura estavam caindo sobre a calçada.
A engenheira civil e gerente de Redução de Risco da Codesal, Rita Jane de Moraes, orienta os moradores a ficarem atentos às edificações. “Nos imóveis antigos, é importante olhar bem a parte interna, o madeiramento, se tem cupim, se as paredes têm rachaduras ou fissuras. Em qualquer sinal fora do normal, a orientação é acionar a Codesal para fazer uma vistoria”, explica a engenheira. O serviço pode ser solicitado através do 199.
A Codesal tem 2,9 mil casarões cadastrados. Quando um imóvel é tombado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é acionado para trabalhar em parceria com o Município.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/prefeitura-realiza-vistoria-de-casaroes-no-centro-historico/ .
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