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A Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) realiza capacitação de assistentes sociais e psicólogos que atuam nas unidades de atendimento do órgão. As palestras serão apresentadas nesta quarta-feira (8), das 9h às 12h; e das 14h às 17h, na Faculdade Maurício de Nassau, localizada na Rua Direita da Piedade, 1.105 (em frente ao Orixás Center).

O tema da primeira capacitação é “A Previdência Social: atualização e os desafios atuais ao serviço socioassistenciais”. A aula será ministrada por técnicos do programa de Educação Providenciária (PEP) do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). 

Cerca de 130 profissionais, divididos em duas turmas, participarão da atividade. A ação faz parte da Educação Permanente da Gestão do Trabalho do Sistema Único de Assistência Social (Suas) na Semps. O objetivo é promover a atualização dos profissionais e ofertar os dados necessários para que os técnicos possam orientar a população que busca os serviços oferecidos pela pasta, a exemplo do cadastro no Programa Bolsa Família e concessão de Aluguel Social.

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Permissionários e funcionários que atuam nos segmentos de bar, restaurante e lanchonete da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), no Ogunjá, receberam, nesta terça-feira (06), uma capacitação da Vigilância Sanitária de Salvador (Visa) sobre boas práticas nos procedimentos de higiene e manipulação de alimentos. O evento reuniu 25 comerciantes no auditório do estabelecimento.

A ação teve caráter educativo, no intuito de levar aos profissionais dicas de utilização de equipamentos e de utensílios, além de ensinamentos sobre acondicionamento de perecíveis, preparo da comida, aquisições de insumos e limpeza. “Constatamos que há estabelecimentos aqui realizando muito procedimentos errados no que se refere ao manuseio de alimentos. Daí entra a importância dessa ação, que é minimizar os riscos da saúde da população”, explica a chefe da Visa de Brotas, Sulamita Siqueira.

Ela pontua que dentre os erros mais comuns praticados pelos comerciantes da área na hora de preparar o prato que chega à mesa dos consumidores, estão: falta de lavagem nas mãos e desconhecimento no controle das temperaturas para conservar os alimentos em condições adequadas. “Há um tempo de degelo, por exemplo. Um frango não pode ser tirado do congelador e colocado em um balcão para descongelar. Isso tem que ocorrer dentro de uma temperatura, dentro de um resfriamento”, observa.

O descuido na hora do preparo de um prato pode acarretar no consumidor uma intoxicação alimentar, pois carnes, saladas e bebidas podem estar contaminados com vírus, bactérias ou parasitas. Alguns exemplos desses agentes são Campylobacter, Salmonela e Escherichia coli.

Erivaldo Almeida, 51, dono do Restaurante Almeida, trabalha na área há 11 anos e achou a capacitação proveitosa. “Teve muitas dicas que aprendi. Para minha sorte, minha filha é nutricionista e me ajuda em algumas coisas. Não quer dizer que eu não estava fazendo algo errado. Não sabia, por exemplo, que uma panela amassada tende a acumular sujeira e bactérias”, revelou.

Cozinheira do Restaurante Tia Sônia há dois anos, Leonice Santos da Silva, 40, também promete levar o aprendizado da capacitação à cozinha. "Gostei quando explicaram sobre higiene e reutilização dos alimentos. Eu ainda não sabia identificar o tempo da carne e temperatura certa para a conservação. Aprendemos coisas que não sabemos no dia a dia, e com essa ação puder tirar as dúvidas”, confessou.

Nos próximos meses, fiscais da Visa percorrerão os boxes situados ao lado do mercado Cesta do Povo para realizar orientações mais específica em conformidade com as instalações sanitárias de cada comerciante. Mais quatro públicos-alvo, dos segmentos hortifruti, comércio varejista de alimentos, açougue e salão de beleza, receberão a iniciativa.

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O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Guilherme Bellintani, apresentou à Câmara dos Vereadores, nesta terça-feira (6), o Salvador Simplifica. O projeto irá mudar as normas e a estrutura dos processos, tendo como foco a antiburocracia. 

O Simplifica facilitará a vida dos cidadãos que têm interesse em abrir um negócio e construir prédios ou casas. Se antes eram necessários nove meses para um negócio ser autorizado, com o Simplifica serão apenas 15 dias. O tempo de emissão de licença para construção também terá uma queda significativa. Com o projeto, a autorização de obras de grande porte passará de nove meses para três. Bellintani informou ainda que, inicialmente, o projeto será implantado na Sedur e na Transalvador, nesse último caso, para recursos de multa e transferência de pontos da carteira. 

A partir de 2018, todos os processos da Sedur serão mais ágeis devido à informatização e mudanças de regras. Com o Simplifica, também será permitido abrir empresas dentro da própria casa, o que atualmente não é permitido. "Dessa maneira, a formalização de empresas dentro de casas criará uma inclusão social e econômica em Salvador", destacou o secretário. 

A Sedur também simplificará o licenciamento de publicidade, tornando mais fácil o entendimento da legislação. Em 2020, o projeto será implantado em toda Prefeitura. 

Código de Obras - Sobre o projeto de Código de Obras, o secretário explicou que a intenção é atualizar e simplificar o atual código, datado de 1982, e absolutamente defasado. 

O presidente da Câmara de Vereadores, Léo Prates, ressaltou que se faz necessário encontros entre vereadores e secretários. "É muito importante a aproximação entre os poder Legislativo e Executivo, prezando pela transparência", afirmou Prates. O Simplifica é um dos oito eixos do Projeto Salvador 360, lançado na semana passada pelo prefeito ACM Neto.

 

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A primeira capital do Brasil dará um grande passo para a melhoria da infraestrutura, principalmente na área do turismo, por meio de investimentos realizados com recursos dos Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). O contrato de financiamento de US$105 milhões entre a Prefeitura de Salvador e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) foi assinado nesta terça-feira (6), com a participação do prefeito ACM Neto; do representante do BID no Brasil, Hugo Flórez; do ministro do Turismo, Marx Beltrão; e da procuradora do Tesouro Nacional, Suely Dib, no Fera Palace Hotel, na Rua Chile.

O evento também contou com as presenças do vice-prefeito Bruno Reis; dos secretários municipais Cláudio Tinoco (Turismo) e Luiz Carreira (Casa Civil), demais gestores municipais, autoridades e representantes do trade turístico, empresarial e cultural da cidade, a exemplo do músico Carlinhos Brown. A abertura foi marcada por uma apresentação musical da cantora Ana Mametto e do músico Yacoce Simões.

A iniciativa marca também o fato de Salvador conseguir, pela primeira vez, firmar diretamente um contrato de financiamento com um organismo internacional, fruto da organização das contas municipais promovida desde 2013. “Este é um marco importantíssimo e voltado, sobretudo, para produtos da área turística. Nós temos uma série de obras e investimentos que vão ser custeados com esses recursos do empréstimo contratado. Por exemplo, toda a requalificação da Avenida Sete, a recuperação da orla de Stella Maris, pontos turísticos que serão beneficiados, além de investimentos na área cultural, principalmente aqueles que possuem influência na cultura negra vão ter um cuidado especial com essa iniciativa”, salientou o prefeito.

O ministro do Turismo ressaltou que será dado apoio à Salvador na promoção turística da cidade e na qualificação profissional. “Também daremos apoio nos projetos já contratados entre a Prefeitura e o Ministério do Turismo. É justo que um município esteja avançando tanto e que o governo federal faça a sua parte”, pontuou. Até o momento, estão contratados cerca de R$36 milhões em projetos entre as duas esferas.

Hugo Flórez demonstrou a satisfação do BID em ajudar a construir a história da capital baiana que, como em demais locais, deverá ser uma história de sucesso. Ele também pontuou a importância da participação do setor privado no desenvolvimento dos projetos. “Esta é uma data muito importante para Salvador e para o BID. Parabenizo a todos e desejo sucesso na empreitada”, afirmou o representante do banco.

Desenvolvimento – A operação de crédito internacional, a primeira da história da cidade, está prevista nos investimentos que serão feitos pela Prefeitura dentro do programa Salvador 360, nos eixos Centro Histórico (requalificação da região) e Investe (ações de infraestrutura em demais pontos da cidade). O Salvador 360 prevê recursos da ordem de R$3 bilhões em intervenções estruturais na cidade, com foco na geração de emprego, renda e dinamização da economia.

Metade dos recursos do Prodetur terá contrapartida da Prefeitura. Parte do investimento municipal já foi aplicado em obras como a requalificação dos fortes de Santa Maria e São Diogo, na Barra, e reurbanização do Rio Vermelho e da orla de Itapuã. Dentre os principais projetos que serão executados dentro do programa estão a revitalização da Avenida Sete de Setembro, entre o Campo Grande e a Praça Castro Alves; a implantação do Museu da História da Cidade e do Arquivo Público, na Praça Cairu; e as reformas dos trechos de orla de Stella Maris-Flamengo-Ipitanga e Barra-Ondina.

Todo o processo de negociação para viabilizar a primeira operação de crédito internacional de Salvador, que se torna ainda o único município brasileiro a oficializar com o BID um financiamento para o Prodetur, foi costurado pela Casa Civil, pela Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) e pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). Cabe à Secult a coordenação executiva do Prodetur em Salvador.

Avanço – Antes de 2013, Salvador não poderia efetuar operações de crédito porque era considerada uma cidade “ficha suja”, graças a dívidas com a União. Hoje a realidade é outra. As negociações entre a Prefeitura e o BID tiveram como ponto de partida a carta consulta aprovada pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, em abril de 2014. A missão para aprovação dos recursos foi divida em três etapas: identificação, orientação e análise da proposta. O início efetivo das ações está previsto para este mês de junho.

Dentro do processo, a Prefeitura teve que apresentar documentos para o reconhecimento da contrapartida. Um deles foi o parecer certificando a conformidade do processo de licitação com as regras aplicáveis. Além disso, foram exigidos a identificação e comprovação da fonte dos recursos utilizados na contratação, assim como o edital, ata da licitação e publicações. Fazem parte da lista, ainda, o contrato e aditivos assinados e respectivas publicações, além do boletim de medições e termo final de entrega da obra.

Eixos de atuação – Com os recursos do Prodetur, serão possibilitadas novas ações a serem realizadas em Salvador. As iniciativas foram divididas em cinco componentes: Produto Turístico e Socialmente Inclusivo; Comercialização Turística; Fortalecimento Institucional; Gestão Ambiental; e Encargos, Gerenciamento, Supervisão e Auditoria. Também foram definidas as áreas com potencial turístico substancial, identificadas pelo BID como prioritárias neste programa: Centro Antigo/Barra/Ondina (ampliado com a inclusão de um trecho maior da Liberdade/Curuzu e da Avenida Sete de Setembro); Costa Atlântica Norte e Rio Vermelho.

Dentro do componente Produto Turístico e Socialmente Inclusivo, estão inclusas obras nos trechos de orla Stella Maris/Praia do Flamengo/Ipitanga e Barra/Ondina, além da requalificação da Avenida Sete de Setembro e a implantação do Museu da História de Salvador/Arquivo Público Municipal. Também estão no escopo a implantação de sistema de câmeras de monitoramento para segurança e sinalização turísticas, desenvolvimento e implementação de plano de ação para criar oportunidades e produtos de turismo étnico-afrobrasileiro, capacitação e apoio a formalização de empreendedores informais e assistência técnica e capacitação com base em normas técnicas para empresas turísticas formais.

No âmbito da Comercialização Turística, estão envolvidos a elaboração de plano estratégico de Marketing Turístico de Salvador, e implementação de planos operativos anuais de Marketing Turístico com base no plano a ser elaborado. A medida envolve ainda a capacitação em produtos turísticos da cidade para agentes de comercialização em mercados emissores.

O terceiro componente, Fortalecimento Institucional, inclui a elaboração e implantação de Plano de Fortalecimento Municipal em planejamento e gestão turística. Também visa elaborar e implementar planos operativos anuais de fortalecimento para desenvolver parcerias público-privadas (PPP’s) para projetos turísticos implementados. Envolve ainda o Observatório do Turismo, com fortalecimento da estrutura de pesquisa e monitoramento do setor. Outras iniciativas são a elaboração do Plano de Desenvolvimento Turístico Sustentável das Ilhas; elaboração e implantação de Sistema Interativo de Comunicação com o turista; e restauração e implantação de Centros de Atendimento ao Turista com novos equipamentos instalados.

O componente Gestão Ambiental reúne a instalação de contêineres subterrâneos para coleta de lixo nas três áreas turísticas do programa; realização de campanha anual de educação voltada para o manejo de resíduos envolvendo população local, turistas e empresários; e assistência técnica para cooperativas de material reciclável. Deverá ser elaborado também os planos de Mitigação e Adaptação às mudanças climáticas na cidade, assim como o Plano de Gerenciamento Costeiro de Salvador – este último já em andamento.

As medidas envolvem ainda o repovoamento, com vegetação nativa, de áreas protegidas e/ou de especial valor natural da Costa Atlântica Norte com selo de qualidade ambiental, assim como a elaboração de regulamentos municipais para licenciamento e fiscalização ambiental, e implementação do sistema de indicadores e monitoramento social e ambiental do turismo em Salvador.

Execução – Para execução da série de ações exigidas pelo Prodetur, já foi criada pela Prefeitura a Unidade de Coordenação do Programa Prodetur Salvador (Decreto 26.076/2016), que possui modelo de execução distribuído em três níveis: Estratégico, de Coordenação, Gestão, Execução e Administrativo; e de Apoio a Gestão e Execução Técnica. As estruturas, capitaneadas pela Secult, envolvem todos os órgãos municipais, além de representantes da sociedade civil.

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Uma dúzia de ostras - ao natural -, um fio de azeite extravirgem, condimentos ao gosto do cliente e algumas gotas de limão. Se consumidos ainda de manhã, estes são os principais ingredientes para um dia feliz. Mas, não tem uma hora ideal para degustar a iguaria. Segundo os frequentadores da Associação Baiana de Aquicultura e Saúde (Abaq), cuja sede fica no box número um do Mercado Popular de Água de Meninos, localizado no sopé da Ladeira de Água Brusca, o importante é fazer uso constante do fruto do mar, de forma a aproveitar melhor seu sabor único e suas propriedades afrodisíacas e demais benefícios à saúde – em especial pela alta concentração de cálcio.

Gerido pelo empresário e fazendeiro marinho Reginaldo Leite de Jesus, o espaço também é conhecido como Academia Baiana da Ostra (ABO), conforme fora batizado pelos visitantes mais assíduos. O mercado foi recentemente reformado pela Prefeitura, que investiu R$ 800 mil na requalificação do equipamento. Com a reforma, a sede da Abaq ganhou novos frequentadores, sendo hoje uma referência no consumo do molusco na capital baiana. Hoje, o local, que funciona durante todos os dias da semana, reúne advogados, médicos, artistas, atletas e gente das mais diversas classes sociais, cujo interesse comum é a paixão pelo bivalve ainda in natura.

"A academia foi criada em forma de brincadeira por um grupo de amigos que frequenta o lugar – e já funcionava como sede da Abaq, que atua como suporte técnico dos criadores de ostra da cidade. As reuniões ocorrem, normalmente, aos sábados, há cerca de 7 anos. Aqui, sob a desculpa de degustar o animal, o pessoal vem jogar conversa fora, discutir a melhor forma de saborear a ostra e beber vinho, cachaça e cerveja", informa Reginaldo Leite, que trabalha há 30 anos com a criação da iguaria, sendo que há 15 detém o box no mercado.

Ainda segundo Reginaldo, não há nada melhor para enfrentar a rotina diária do que essa experiência. "A ostra tem esse poder de recuperar a energia depois de uma semana de trabalho duro. Então, boa parte da clientela vem por recomendação médica, principalmente por conta do cálcio. Então, o pessoal come de quatro a cinco dúzias de ostras de uma só vez. O molusco só faz bem a saúde. Basta saber escolher um animal de boa procedência, sempre com a concha fechada e sem a presença de cheiro forte", acrescenta.

Operação - De acordo com o empresário, os adeptos do molusco são atraídos ao local por diversos motivos. "Uns chegam em busca da proposta afrodisíaca que é atribuída às ostras, outros pelo alto teor de cálcio da concha, mas todos, sem exceção, procuram o sabor natural do animal ainda vivo", diz. Segundo Reginaldo, os clientes de primeira viagem sempre acabam retornando e trazendo novas pessoas, de modo que a ABO possui aproximadamente 70 associados, mas está sempre aberta a novas adesões. "Não tem critério para integrar o grupo. Basta chegar aqui, pedir uma porção, degustar e trocar experiências", prossegue.

A sede da Abaq funciona em horários diferenciados ao longo da semana, para melhor se adequar às necessidades dos clientes. De terça a quinta-feira, a osteria fica aberta entre 7h e 14h. Às sextas-feiras e aos sábados, o local recebe visitantes entre 7h e 17h, e aos domingos das 7h ao meio-dia. A dúzia da ostra é vendida em média por R$ 20, dependendo do tamanho da iguaria que, quando madura, mede entre 8 e 15 centímetros.

Quem opta pela degustação no local, pode comer o molusco acompanhado de cerveja, cachaça ou vinhos que, além da venda realizada no Box número um, podem - para o caso de vinhos e outras bebidas "quentes" - ser levados de casa pelos membros. Os preços das bebidas comercializadas na sede da Abaq/ABO variam entre R$ 2 e R$ 7.

"Durante um período, a venda e o consumo de bebidas alcoólicas foram proibidos no Mercado do Peixe - como também é conhecido o Mercado Municipal de Água de Meninos. Isso afastou um pouco nossa clientela, mas, com a inauguração do novo mercado e a liberação dessas práticas, a frequência aumentou bastante", lembra o empresário.

A partir daí, o local passou também a ser frequentado por uma clientela de pessoas mais sofisticadas, muitos deles conhecidos. Com isso, iniciou-se a venda das cervejas puro malte e gourmet, contando ainda com a adesão de fabricantes de cervejas artesanais, que realizam degustação gratuita do seu produto no local que, aos poucos, foi se tornando, além de plural, um espaço familiar.  

Um dos fundadores da ABO e há 12 anos frequentador da associação, o operador de processo químico Denis de Azevedo não passa uma semana sem frequentar o box um do Mercado de Água de Meninos. "Antes de conhecer o espaço de Reginaldo eu já era apreciador de ostras, mas da espécie selvagem, extraída diretamente do mar, cujo sabor é mais forte e diferente da que é servida aqui, que é produzida em cativeiro e recebe cuidados especiais de manejo antes do consumo. Chegando aqui procurei saber o porquê da diferença e percebi todo o cuidado que ele tem com o produto, além de saber que consumimos um alimento que é comercializado em um ambiente limpo em que todas as regras de segurança sanitária são seguidas", explica.

Ritual - Além da cerveja puro malte, da cachaça seleta e do vinho branco seco, os apreciadores de ostra seguem certo ritual para a degustação do alimento. "Primeiro, abre-se o animal com uma faca pequena, verifica se a concha está devidamente lacrada, e tempera conforme o gosto pessoal. O molho pode ser colocado sobre o molusco antes de abrir ou depois de aberto. Há quem prefira apenas utilizar uma pitada de sal, um fio fino de azeite doce e limão a gosto. Daí é apenas sorver a ostra e ser feliz", decreta Reginaldo Leite, que diz ter como única frustração nunca ter encontrado uma pérola nas milhares de unidades que consumiu e comercializou ao longo de três décadas de atividade.

Rica em cálcio, zinco, selênio e ferro, as ostras também são conhecidas pela produção de pérolas. A joia é formada por um processo de defesa do organismo do bivalve contra invasores. O ser estranho é então coberto por uma substância chamada nácar ou madrepérola, de origem mineral, resultando, num período mínimo de oito anos, em uma bolota rígida que, caso tenha a forma perfeitamente arredondada, tem grande valor comercial. As pérolas deformadas são descartadas ou vendidas a valores considerados irrisórios.

 

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Em parceria com o Núcleo Regional de Ofiologia e Animais Peçonhentos da Bahia (Noap), a Guarda Civil Municipal de Salvador (GMS) realiza neste mês a soltura de répteis capturados desde o início do ​ano ​pelo Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa) em áreas urbanas. Nesta segunda-feira (5), quando se celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente, seis jiboias foram soltas no Parque São Bartolomeu, no Subúrbio. Uma nova liberação de répteis está programada para ocorrer daqui a duas semanas.

Este ano, cerca de 500 animais silvestres já foram resgatados pelo Gepa, dentre eles, os mais comuns são jiboia, coruja e sariguê. O bairro mais recorrente é a Pituba. O comandante do Gepa, Robson Pires, explica que após resgatar os répteis, os guardas os encaminham ao Noap, ligado à Universidade Federal da Bahia (UFBa), onde passam por avaliações médico-veterinárias. Só então, esses animais são considerados aptos ao retorno ao ambiente natural.

Segundo a coordenadora do Noap, Rejane Lira, nenhuma serpente pode ser solta sem antes passar por essa avaliação, pois se estiverem com alguma doença podem disseminá-la para outras cobras saudáveis. “Enquanto estão no serpentário, as cobras são registradas. Além disso, a escama é retirada para armazenamento em nosso banco de tecido. Todos esses dados subsidiam pesquisas sobre as diferentes espécies”, afirma.

As jiboias só foram soltas porque não representam perigo à população, visto que não são peçonhentas. “São as serpentes mais comuns em áreas urbanas em todo o país. Alimentam-se de ratos e outras pragas urbanas e se reproduzem com facilidade. A indicação é soltá-las em áreas preservadas da cidade, como o Parque São Bartolomeu. Agora elas têm uma nova casa e podem contribuir controlando ratos que representam risco à saúde”, conta a coordenadora.

Balanço – O número de animais resgatados pelo Gepa tem aumentado nos últimos anos. Em 2016, foram recolhidos 916, número superior aos 771 resgatados em 2015. Para Pires, as espécies estão aprendendo a viver na zona urbana, por isso está cada vez mais frequente a captura. Quem vir um animal silvestre em área urbana deve entrar em contato imediato com a corporação por meio do telefone (71) 3202-5312. O comandante Pires orienta a população a não tentar fazer o resgate por conta própria, devido ao risco de acidentes.

 

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