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A construção do edital de implantação do novo sistema de iluminação pública de Salvador foi alvo de audiência pública, promovida pela Prefeitura nesta segunda-feira (23), no auditório do Parque Social, no Itaigara. O evento reuniu cerca de 80 pessoas e resultou no registro de 13 novas propostas para revisão do texto apresentado, oriundas dos participantes e com vistas a tornar o processo mais democrático. 

A audiência foi iniciada com a apresentação do projeto, seguida de uma sessão de perguntas e debates acerca dos pontos apresentados. As sugestões dizem respeito à revisão, no edital, da composição da divisão societária da futura administração do sistema de iluminação da capital baiana, com o ingresso de um parceiro privado. 

Também se questionou, dentre outros pontos, os acréscimos ao processo de modernização do Parque de Iluminação da cidade, que terá todas as 171 mil luminárias atuais substituídas por modernas lâmpadas em LED, que são mais econômicas e têm maior durabilidade. A mudança deve ser realizada em, no máximo, cinco anos após a assinatura do contrato, previsto para ocorrer ainda no primeiro semestre de 2018. 

Iniciativa – O nosso sistema de iluminação pública da cidade deverá ser implantado através de Parceria Público-Privada (PPP). Dentre as ações previstas no contrato estão a implantação de novos postes, lâmpadas LED (mais eficientes e econômicas) e o sistema de telegestão, com monitoramento e controle da iluminação a partir de um Centro de Controle Operacional (CCO). 

A empresa vencedora deverá atuar durante 20 anos e o investimento total previsto será de R$ 1,5 bilhão. Além disso, caberá ao parceiro privado o aumento do Parque de Iluminação da cidade, numa proporção de 1,7 mil novos pontos de iluminação por ano. 

Revisão – A partir das sugestões catalogadas, a Diretoria de Iluminação Pública fará a revisão da minuta, adicionando ao texto os tópicos discutidos nesta etapa do processo, desde que sejam pertinentes ao planejamento. A estimativa para finalização da revisão e publicação do edital é de um mês, ficando a assinatura do contrato para o início de 2018. 

Segundo o assessor técnico da Diretoria de Iluminação, Bernardo Xavier, a audiência foi um primeiro passo para a implantação do novo parque de iluminação de Salvador. “Foi um encontro bastante produtivo, onde pudemos dar mais transparência ao processo. Com a apresentação pública dos detalhes do edital, foi possível obter a participação popular necessária para ouvir sugestões necessárias à revisão do texto”, informou. 

Processo e investimento – A primeira etapa de discussões do novo sistema de iluminação pública, realizada entre os dias 4 de agosto e 4 de setembro deste ano, recebeu cerca de 170 colaborações, dentre questionamentos, sugestões e dúvidas. Mais informações podem ser acompanhadas pelo site www.pppiluminacaopublica.salvador.ba.gov.br. 

De janeiro a setembro deste ano, 1.105 novos pontos de iluminação em LED foram implantados na capital baiana. Nós últimos cinco anos, foram 4.584 novos pontos instalados em locais estratégicos da cidade. Até o fim de 2017, mais 61 localidades serão beneficiadas com renovação da iluminação, ao custo de, aproximadamente, R$ 3 milhões. Neste semestre, tiveram a iluminação melhorada as avenidas Barros Reis e San Martin, a comunidade do Alto do Peru e os bairros de Castelo Branco e Sussuarana.

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Equipamento moderno e arrojado será erguido no espaço do antigo Aeroclube, na Boca do Rio 

Salvador, que tem no turismo uma de suas principais fontes de geração de emprego, renda e desenvolvimento, não podia mais esperar. Por isso, a Prefeitura apresentou nesta segunda-feira (23) o projeto ousado de construção do Centro de Convenções da cidade, que vai ser erguido no espaço do antigo Aeroclube, ao lado do Parque dos Ventos, na Boca do Rio. Todo o projeto foi detalhado nesta manhã pelo prefeito ACM Neto e pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Guilherme Bellintani, no restaurante Boi Preto, na Boca do Rio. Também estiveram presentes gestores municipais, representantes de diversos segmentos econômicos da cidade e imprensa. 

Com uma área total de pouco mais de 100 mil m² – sendo 78 mil m² de área construída -, o equipamento terá capacidade para receber 14 mil pessoas simultaneamente em congressos e convenções. Haverá dois locais para shows, cada uma com capacidade para 20 mil pessoas, um externo ao equipamento e outro interno, com 30 camarotes de 60 metros quadrados que serão moduláveis e irão atender aos dois espaços multiusos, tanto o de fora do centro quanto o de dentro. Esses camarotes poderão se transformar em salas de reunião quando não houver shows. 

ACM Neto lembrou que a administração municipal, desde 2013, tem investido pesado para aumentar o número de turistas na cidade, mas a falta de um Centro de Convenções tem sido um obstáculo para o crescimento do setor. “A Prefeitura se cansou de ver essa ‘novela’, que infelizmente não tinha uma solução apresentada, e resolveu chamar para si a responsabilidade de algo que não era dela. Estruturamos o projeto que está aí e o novo Centro de Convenções deverá ser construído em tempo recorde.” 

O prefeito também salientou a importância dessa estrutura para a capital baiana. “Vai ter um impacto direto na geração de empregos de nossa cidade, para que Salvador volte a ser palco de grandes eventos, congressos e feiras nacionais e internacionais. Esse era o elemento que faltava para que a cidade estivesse pronta para voltar a ser competitiva no país.” 

Estrutura – Terceira maior estrutura municipal do tipo no país, o Centro de Convenções de Salvador contará ainda com oito auditórios de mil metros quadrados moduláveis. Terá também 16 salões de 400 metros cada articuláveis e 30 salas de reuniões que irão virar camarotes tanto para os shows externos quanto internos quando houver necessidade. O estacionamento será para pouco mais de mil veículos. 

O equipamento terá três pavimentos. No nível térreo (o mesmo do antigo Aeroclube), estarão os auditórios, oito salões moduláveis de 400 metros quadrados cada um, uma praça de exposições de 2,5 mil metros quadrados e dois foyers independentes de mil metros quadrados cada. O acesso ao Centro será através do pavimento intermediário, por meio de uma grande esplanada localizada de frente para a rua e para o antigo Centro de Convenções, abandonado e fechado em 2015 pelo Estado. 

Nesse nível de acesso, haverá um grande mezanino de 2,5 mil metros quadrados, oito salões de reunião de 400 metros quadrados, além de 30 salas/camarotes de 60 metros quadrados cada. No terceiro andar serão erguidos dois restaurantes de 435 metros quadrados com vista para o mar. 

O Centro de Convenções de Salvador, que será 100% climatizado e com acessibilidade, terá duas docas totalmente integradas com dez vagas para estacionamento de caminhões para facilitar a carga e descarga. Isso sem falar nas estruturas obrigatórias, a exemplo de recepções, sanitários e áreas para operação de equipamentos de áudio e vídeo. 

Todo o material utilizado na construção será antissalitre, o que vai evitar a corrosão de materiais e equipamentos. O piso térreo, por exemplo, onde estarão concentrados os espaços para realização de eventos, ficará praticamente vedado às intempéries. “Todo o equipamento foi pensado arquitetonicamente para se adequar a essas condições, principalmente no uso de materiais. A área técnica fica toda protegida, embaixo da esplanada que dá acesso ao Centro, praticamente enterrada dentro do estacionamento. Assim, vamos evitar o desgaste que aconteceu com o antigo Centro de Convenções, que era todo metálico e vazado”, explicou Guilherme Bellintani. 

Investimento – O investimento total no Centro de Convenções, que terá o formato de uma pomba, será de R$123 milhões, sendo R$93 milhões oriundos dos cofres municipais para a realização da obra, e outros R$30 milhões vindos da iniciativa privada, através de empresa a ser licitada para administração da estrutura. A obra, cujo edital de licitação será publicado em dezembro, tem previsão de conclusão em dezembro de 2018. A intervenção vai contemplar a construção da área externa, da esplanada de acesso e da parte central do mezanino, das docas e das duas “asas” da pomba (com quatro auditórios, oito salões e 15 camarotes/salas de reunião). 

A intenção é construir com celeridade o Centro de Convenções, com o intuito de minimizar os prejuízos causados pela falta do equipamento na capital baiana. Haverá uma concessão para que o setor privado opere o equipamento. O vencedor dessa concessão, cujo modelo está em fase final de conclusão, terá que obrigatoriamente mobiliar, equipar e administrar o Centro de Convenções. No evento, também foi feita a assinatura de cessão do projeto arquitetônico à Prefeitura, que foi concebido pelos arquitetos André Sá e Francisco Mota. 

Números – Segundo os últimos dados disponíveis do Ministério do Turismo, a indústria de eventos no país gera 7,5 milhões de empregos e movimenta R$ 48 bilhões em tributos gerados, com crescimento médio anual de 14% das receitas relacionadas a este segmento. São mais de R$ 209 bilhões em receita e 590 mil eventos realizados. 

Para 78,8% dos profissionais e empresas que atuam neste setor, o Centro de Convenções é o primeiro equipamento procurado antes de se definir pela realização de um evento na cidade. E, segundo as contas do próprio setor, Salvador já perdeu cerca de R$1,5 bilhão em receitas pela falta do equipamento. Ou seja, a capital baiana ficou de fora da divisão do bolo do turismo de negócios e eventos, setor do qual o Nordeste fica com 20% da fatia, contra 52% do Sudeste, 15% do Sul e 9% da região Centro Oeste. 

Isso, evidentemente, tem prejudicado o crescimento do turismo de uma forma geral na primeira capital do Brasil. A taxa de ocupação hoteleira, por exemplo, caiu cerca de 6% desde o fechamento do antigo Centro de Convenções, em 2015. E a cidade perdeu quase 20 empreendimentos no setor hoteleiro com o encerramento das atividades do equipamento, que virou uma espécie de “elefante branco” no bairro do Costa Azul. 

Entusiasmo – Presentes na ocasião, representantes de diversos setores econômicos, como turismo, hotelaria e serviços, mostraram bastante entusiasmo com o anúncio da construção do Centro de Convenções pela gestão municipal. “Já recebi a notícia de um empresário hoteleiro que decidiu reabrir o empreendimento por conta desse Centro de Convenções”, pontuou o presidente da ABIH-BA (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), Glicério Lemos. 

“O Centro de Convenções é um equipamento turístico e cultural importante para qualquer cidade. E Salvador voltar a ter um equipamento deste é o mesmo que ressurgir. É um alento muito grande, diante do abandono e posterior fechamento da antiga estrutura”, arrematou o presidente da Salvador Destination, Paulo Gaudenzi.

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Prefeito ACM Neto lança o eixo Cidade Inteligente do Programa Salvador 360

Criar, dentro de Salvador, e guardadas as devidas proporções, uma espécie de Vale do Silício na primeira capital do Brasil. Essa é uma das metas ousadas do quinto eixo do programa Salvador 360, chamado de Cidade Inteligente, que foi lançado hoje (20) pelo prefeito ACM Neto, em evento realizado no Terminal Marítimo da Bahia, no Comércio. Também estiveram presentes o vice-prefeito Bruno Reis, os secretários Guilherme Bellintani (Gestão), André Fraga (Cidade Sustentável e Inovação), Tiago Dantas (Gestão) e Geraldo Júnior (Trabalho e Emprego), demais gestores municipais, autoridades e representantes dos segmentos econômico e acadêmico da cidade.

O objetivo deste eixo é criar em Salvador um ambiente tecnológico para reposicionar a cidade quando o assunto é modernização de processos, solução de problemas com uso da inovação e desenvolvimento econômico, com geração de emprego, renda e mais qualidade de vida para a população. No total, são 35 projetos ou ações, que inserem a tecnologia como uma importante política pública da capital.

Além disso, o Salvador 360 Cidade Inteligente visa promover o desenvolvimento econômico com base em empresas e soluções voltadas à inovação, assim como dar continuidade à eficiência e modernização da gestão e serviços públicos, algo que começou em 2013. Sendo assim, a proposta é fazer com que a capital baiana siga a tendência de ser uma cidade digital, mais ágil e eficiente, a exemplo das demais metrópoles do mundo.

“A iniciativa representará um novo paradigma em Salvador. As ações que temos realizado, a exemplo do NOA Cidadão, do CittaMobi, dos semáforos inteligentes e do Cemadec (Centro de Monitoramento da Defesa Civil), mostram que estamos preparados para sonhar mais alto. A intenção é ter uma Prefeitura mais inteligente em um ambiente mais inteligente, o que significa uma cidade mais inteligente”, pontuou o prefeito.

Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), o eixo conta também com a participação das secretarias Cidade Sustentável e Inovação (Secis), de Gestão (Semge), de Mobilidade (Semob) e de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), além da Companhia de Governança Eletrônica de Salvador (Cogel). A construção da inciativa contou, ainda, com a participação de entidades empresariais e acadêmicas da capital. O investimento previsto neste eixo é de R$150 milhões até 2020. Algumas das ações já estão em curso.

O projeto-âncora deste eixo é o Hub Digital de Salvador, que será instalado justamente no Terminal Marítimo e tem como ideia ser um Vale do Silício municipal, gerando 300 empregos diretos. Na fase inicial, a estrutura preparada pela Prefeitura contará com capacidade para abrigar 100 startups (empresas emergentes), que deverão desenvolver projetos que envolvem os setores financeiro, jurídico, social e de serviços.

O gerenciamento do Hub de Tecnologia será feito por uma grande empresa com experiência internacional em atração de startups, que terá a missão de selecionar os melhores projetos pertencentes a diversos segmentos, de todas as partes do mundo. Para a implantação, deverá ser promovida a captação de fundo de R$100 milhões para os próximos cinco anos. A intenção é de que a estrutura comece a ser implantada até março de 2018.

Governança eletrônica – As ações a serem desenvolvidas dentro do Salvador Cidade Inteligente estão divididas em duas vertentes: Governo Inteligente (governança eletrônica) e Ambiente Inteligente (negócios e inovação). No Governo Inteligente, a intenção é criar novas soluções tecnológicas a serem utilizadas pela gestão municipal, além de melhorar ferramentas que foram implantadas desde 2013 pela Prefeitura.

Um desses exemplos é o Simm Digital, que começou a funcionar já nesta sexta-feira (20). A proposta é fazer com que o cidadão, pelo aplicativo, consiga visualizar vagas de emprego próximas ao local onde mora. A medida facilitará não apenas a inserção no mercado de trabalho, mas também fazer a aproximação entre o local de emprego e o local da residência. Por isso, o Simm Digital estará integrado ao CittaMobi, que será ampliado com a instalação de painéis para divulgação dos horários de transporte em pontos estratégicos da cidade.

As situações envolvendo áreas de risco vão contar com soluções digitais, a exemplo da criação de aplicativo para alerta de perigo em locais de risco e implantação de novo sistema inteligente de monitoramento de encostas. Na área do turismo, será desenvolvido o Proquali Turismo – programa de otimização de performance para o setor com avaliação de pontos turísticos e hotéis.

Estão na lista ainda a ampliação do Fala Salvador, com inclusão dos canais móveis (celular e tablet) e assistente virtual; disponibilização do E-Sefaz, para fornecimento de serviços online relacionados à Secretaria da Fazenda; ampliação da identificação e informações sobre monumentos a serem acessados através de celular com o uso de QR Code, intitulado #Reconectar, já iniciado pela Fundação Gregório de Mattos; e aperfeiçoamento de sistemas internos da Prefeitura.

Coworking – A vertente Ambiente Inteligente envolve uma série de serviços e soluções tecnológicas voltadas para negócios e para o cidadão. Além da implantação do Hub de Tecnologia de Salvador, a medida envolve a criação de um coworking (espaço compartilhado de trabalho) público para startups voltadas para projetos que envolvam empreendedorismo social, na busca de soluções para a cidade. A estrutura funcionará no Parque da Cidade e terá capacidade para até 30 estações de trabalho.

Já foi iniciado o lançamento da série de editais de fomento e incentivo às soluções tecnológicas criadas por startups, por meio de convênio entre a Prefeitura e o Senai/Cimatec. Com foco nas melhorias de gestão pública, o investimento será de R$1 milhão da Prefeitura e R$2 milhões da instituição, para cada edital. As empresas devem se instalar em Salvador e a medida deverá contribuir para a geração de emprego e renda locais. O limite para essa iniciativa é de dez empresas, sendo que apareceram quase 70 interessadas, segundo o Senai/Cimatec.

Os projetos do Ambiente Inteligente englobam o Estacionamento Cidadão (Zona Azul Digital); oferta de um novo sistema de Wi-Fi público para praças e grandes eventos de rua; parceria entre a Prefeitura e o Waze para ampliação do uso e da qualidade do aplicativo colaborativo de trânsito; e montagem de calendário anual de eventos de inovação. Outras ações incluem o desenvolvimento e atração de linhas de crédito voltadas às necessidades das empresas emergentes, assim como atração de parceiros globais de inovação para transferência de tecnologia.

Diagnóstico – Nos próximos quatro anos, o Salvador Cidade Inteligente deverá contribuir para a melhoria dos números da cidade no quesito desenvolvimento tecnológico. De acordo com levantamento feito pela Sedur, a capital baiana ocupa hoje a 10ª posição no ranking nacional do índice de infraestrutura tecnológica. É a 26ª cidade brasileira e a 4ª do Nordeste no Eixo de Inovação da Endeavor – organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo.

Quando se trata de Smart Cities, Salvador ocupa a 18ª posição no Brasil e 2ª posição do Nordeste, atrás de Recife. De acordo com a Associação Brasileira de Startups, a Bahia está na 11ª posição no Brasil e é a 3ª do Nordeste, atrás de Pernambuco e Ceará, bno desenvolvimento de startups.

Programa – Criado pela Prefeitura sob a coordenação da Sedur, o Salvador 360 possui como intuito proporcionar uma nova perspectiva de desenvolvimento, com vias a impulsionar a diversidade econômica e a geração de emprego e renda na cidade. O macroprograma conta com investimento total de R$3 bilhões para a modernização da infraestrutura da cidade e requalificação do centro histórico. São oito eixos de atuação, sendo quatro já lançados este ano.

Um deles é o Salvador Simplifica, que reúne uma série de ações para reduzir a burocracia na vida do cidadão e dos empreendedores. As medidas envolvem a reestruturação do modelo atual de licenciamento, de abertura de empresas e de atendimento à população.

O segundo eixo, o Salvador Negócios, possui um conjunto de programas e ações da Prefeitura que estimulam a geração de emprego e renda. Visa promover o desenvolvimento econômico e atrair novos investimentos de setores, absorvendo a força de trabalho local. Uma das vertentes é a redução de tributos para fomentar a economia.

O eixo seguinte é o Salvador Investe, que conta com R$2,8 bilhões para a melhoria da infraestrutura e qualidade dos serviços públicos, além da requalificação urbana. É composto por investimentos públicos e parcerias com o setor privado (concessões e PPPs) e, dentre as principais realizações estão as implantações do Hospital Municipal de Salvador e do modal de transporte Bus Rapid Transit (BRT).

Já o quarto eixo lançado foi o Salvador Centro Histórico, que conta com investimento inicial de R$200 milhões para os próximos quatro anos. A intenção é impulsionar investimentos, infraestrutura, ocupação de espaços e, principalmente, a geração de emprego e renda no coração da cidade. Recuperação e requalificação de equipamentos e locais, incentivo fiscal e até mesmo a criação de um comitê gestor específico para a região.

Os próximos eixos do Salvador 360 a serem lançados são o Cidade Criativa, com projetos e incentivos que permitem o fortalecimento e potencialização dos diversos
setores criativos de Salvador; o Cidade Sustentável, voltado para a promoção de ações, criação de estratégias e implementação de soluções que garantem o desenvolvimento sustentável; e, por fim, o Inclusão Econômica, para dinamizar e fortalecer da economia informal e promover a regularização fundiária e da atividade econômica.

 

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Um dos destaques da economia soteropolitana durante décadas, o turismo de negócios foi nocauteado junto com o Centro de Convenções da Bahia, em 2016, quando parte da estrutura, localizada no bairro de Armação, desabou, resultando no seu fechamento por tempo indeterminado. A solução para o problema foi apresentada nesta segunda-feira (23), pelo prefeito ACM Neto, e animou o trade turístico com o anúncio da construção do Centro de Convenções de Salvador. O novo espaço será erguido na área do antigo Aeroclube, nas imediações do Parque dos Ventos. 

A expectativa de atração de grandes congressos nacionais e internacionais, shows e demais atividades, já traz um alento ao setor, que prevê investimentos anuais de aproximadamente R$ 150 milhões com a chegada da nova estrutura. "Um centro de convenções é, antes de tudo, um equipamento cultural e turístico da maior importância para qualquer cidade. Do ponto de vista econômico, este equipamento significa a retomada de recursos perdidos nos últimos anos - e já pensando em 2018, quando o novo centro ainda estará em construção -, da ordem de R$ 1,5 bilhão neste setor", declara o presidente da Salvador Destination, Paulo Gaudenzi. 

Descaso, abandono e o fechamento da antiga estrutura são vistos pelos representantes do setor como os principais responsáveis pelo caos na atração de grandes eventos na cidade. "Salvador não podia continuar sem uma estrutura desse nível, que movimenta o trade turístico, os mercados imobiliário e de comércio. O desenvolvimento econômico, imobiliário e de negócios, depende de infraestrutura para garantir o fortalecimento do setor de negócios na cidade", enfatiza o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Cláudio Cunha.  

Estrutura - O novo empreendimento será erguido em uma área com cerca de 100 mil metros quadrados, com capacidade para receber 14 mil pessoas simultaneamente em atividades como congressos e convenções. A estrutura vai comportar ainda duas áreas destinadas a grandes shows, com capacidade para abrigar até 20 mil pessoas cada. Um deles será construído na área externa ao equipamento e outro no interior do centro. Ambos compartilharão 30 camarotes moduláveis de 60 metros quadrados, que, nos períodos sem shows, poderão se transformar em salas multiuso para eventos menores, reuniões, etc. 

É unanimidade no setor o fato de que o novo Centro de Convenções fortalecerá o turismo de negócios na cidade, o que, consequentemente ampliará o quantitativo de lotação dos hotéis e pousadas, mesmo em períodos de baixa estação. "A Bahia carece deste equipamento para respirar além do turismo de céu e mar, já garantido para o verão, que tem nas estruturas públicas, como praias, praças e parques seus maiores atrativos. O que faltava era um lugar adequado para abrigar o turismo de negócios. É uma demanda antiga e que será de extrema importância para Salvador. O setor esperou por muito tempo e agora estamos na expectativa da melhora", diz Glicério Lemos, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH).

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A avenida que leva o mesmo nome do bairro – Vale das Pedrinhas – é mais uma beneficiada pela operação de requalificação asfáltica de vias, promovida pela Prefeitura. A ordem de serviço para início imediato das obras foi assinada pelo prefeito ACM Neto na noite da segunda-feira (23), em cerimônia que contou ainda com as presenças do vice-prefeito Bruno Reis, dos titulares da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Almir Melo, da Secretaria de Manutenção (Seman), Virgílio Daltro, e da Ouvidoria do Município, Humberto Viana.

A avenida é uma importante via de ligação entre as comunidades do Vale das Pedrinhas, Nordeste de Amaralina e a Avenida Juracy Magalhães Júnior (Rio Vermelho) e possui 1,4km de extensão. Serão investidos cerca de R$ 465 mil na obra, que deve durar 30 dias. "Será iniciada a fresagem do asfalto imediatamente. A medida vai melhorar as condições de trafegabilidade, vai embelezar ainda mais o bairro, trazer aos moradores a sensação de um local bem cuidado e que tem toda assistência, atenção e carinho da equipe da Prefeitura”, afirmou o prefeito.

A intervenção na Avenida Vale das Pedrinhas foi escolhida para ser executada através do Ouvindo Nosso Bairro, maior programa de participação popular do país. Ao todo, 70 mil cidadãos dos 163 bairros da capital baiana participaram da consulta. Além da requalificação asfáltica, ACM Neto autorizou que seja efetuado um estudo para a urbanização do canal da região. Caso a previsão de investimento se adeque ao orçamento municipal, as obras para essa urbanização deverão ser efetuadas ainda em 2018. 

Moradora do bairro, Jaqueline de Jesus foi à cerimônia acompanhada da filha de dois anos, para ouvir de perto o anúncio da intervenção, que deve ter reflexos significativos no seu cotidiano. "Tenho problema na rótula dos dois joelhos desde criança. Com a rua esburacada, caio com facilidade. Já me machuquei várias vezes aqui, principalmente em época de chuva", comentou. Ela afirmou ainda que, após as obras, poderá se locomover com mais conforto e segurança pelo bairro.

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Mais uma ação comemorativa em alusão ao Dia das Crianças ocorreu hoje (19), nas quadras de tênis localizadas na Orla da Boca do Rio. A ação, promovida pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), levou as 80 crianças assistidas pelo Projeto de Iniciação Esportiva Salvador atividades do programa Ruas de Lazer, a exemplo de jogos de tabuleiro, cama elástica, tênis, pintura de rosto, basquete e outros esportes e brincadeiras diversas.

Aluno do projeto e apaixonado por futebol, Lázaro Vinícius Santana, 12 anos, gostou das atividades realizadas hoje. “Meu coração bate metade surf e metade futebol. Minha vida mudou depois que entrei aqui, gosto muito”, disse, entre risos e lembranças de como era sua postura na escola e em família até ingressar no projeto. Através da iniciação esportiva, Lázaro disputa pela primeira vez a Copa Dente de Leite, também promovida pela Prefeitura.

Para a professora de Educação Física que leciona no projeto, Larissa Mustafa, é possível perceber uma mudança positiva no comportamento das crianças. “Eles chegam aqui nervosos, mas depois nós passamos a conversar com eles e eles começam a nos contar sobre a situação de vida. Um projeto desse é muito importante, principalmente em uma comunidade como aqui onde não há muitas oportunidades pata este público. Este projeto muda a vida dessas crianças”, explicou.

Houve ainda uma palestra sobre questões sócio-assistenciais promovidas pelo Centro Especializado de Referência da Assistência Social (Creas) Bonocô e uma apresentação do grupo percussivo infanto-juvenil Cri Levada, que animou atarde das crianças. O diretor de esportes da Semtel, Paulo Meira, explicou que a expectativa é que o projeto seja expandido e levado para outras áreas de Salvador, como na Praça da Juventude, em Canabrava, que deverá ser inaugurada ainda este ano. “O novo modelo de trabalho possibilitou abrirmos 300 vagas por quadra. Então conseguimos atender quatro esportes de quadra para crianças até 16 anos".

Para participar – Para marcar presença das aulas de iniciação esportiva, é preciso que a criança ou o adolescente – com idade entre 7 a 16 anos – compareça acompanhado dos pais ou responsáveis com documento de identidade e comprovante de residência. Para participar é preciso ainda estar estudando, seja em unidades escolares da rede pública ou privada. Através do projeto, são ofertadas aulas de vôlei, basquete, futebol de salão e de campo e handebol. As aulas acontecem sempre de segunda a sexta-feira pela manhã e pela tarde (no contraturno das aulas).

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