Educação

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O programa Agentes da Educação deverá ser ampliado para todas as escolas da rede municipal de ensino de Salvador. A boa notícia foi dada pelo prefeito ACM Neto durante abertura da Jornada Transformadora, promovida pela ONG Parque Social nesta quarta-feira (17), no Hotel Fiesta, no Itaigara. O evento, que reuniu cerca de 700 participantes do Agentes da Educação e do projeto Jovem Aprendiz Empreendedor para avaliação das atividades, contou ainda com as presenças do vice-prefeito Bruno Reis; da diretora presidente do Parque Social, Rosário Magalhães; dos secretários Paloma Modesto (Educação), Thiago Dantas (Gestão) e João Roma (Gabinete), além do palestrante Leonardo Clément.

De acordo com o prefeito, atualmente 75% das escolas municipais são atendidas pelo projeto e a meta é chegar a 100% da rede.  Para isso, será ampliado o número de contratações para que todas as unidades tenham o próprio Agente da Educação. “Este é um projeto pioneiro em Salvador e no país e as escolas são acompanhadas pelos agentes, estudantes de Pedagogia que procuram entender porque a criança deixou a escola, se há algum problema familiar ou com a sala de aula. Isso já resultou em uma redução de 60% da evasão escolar. É um número muito expressivo para Salvador, inclusive com consequência direta no avanço do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que a cidade teve no ano passado”, pontuou ACM Neto.

A diretora presidente do Parque Social salientou que, desde a implantação do projeto em 2015, já foram realizados mais de 18 mil atendimentos na escola e na residência dos alunos. Além disso, mais de 6 mil ações transversais foram realizadas nesse período – as atividades englobam palestras, oficinas, exposições, apresentações teatrais e demais iniciativas sociais e educacionais. “Isso representa o esforço da gestão pública pela melhoria da qualidade da Educação em Salvador”, destacou Rosário Magalhães.

O trabalho de Agente da Educação tem sido uma experiência gratificante para Cátia Santos, 40 anos, que atua na Escola Municipal Cristo Redentor, no Nordeste de Amaralina. “Colocamos os alunos para crescer, trazer para eles um novo mundo, acabar com a evasão escolar. O agente mostra para eles outras oportunidades, oferece atividades diversas que nunca tinham feito e aproxima a família da escola. Tem pais que falam sobre a preocupação da escola municipal em saber porque o aluno está faltando. Isso é muito importante”, relatou.

Funcionamento - Lançado em 2015 e desenvolvido de forma pioneira em Salvador, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (Smed), o programa Agentes da Educação promove a aproximação entre a família, escola e comunidade. São realizadas ações que possibilitam a participação dos familiares no ambiente escolar e o envolvimento na rotina estudantil, auxiliando-os no acompanhamento e apoio ao aprendizado dos alunos.

A atividade envolve 400 estudantes de Pedagogia que residem nas áreas de atuação do programa. A atuação ocorre em parceria com a direção, equipe pedagógica e demais integrantes da escola. Dentre as atividades realizadas estão o atendimento às famílias dos alunos na unidade de ensino; promoção de encontros entre familiares e alunos; mobilização da família e comunidade para ações voluntárias; acompanhamento do rendimento e comportamento escolar dos alunos; e visitas às famílias.

Empreendedorismo – Há quatro meses no Jovem Aprendiz Empreendedor, Vítor Alberto Costa, aluno do 3º semestre do curso de Engenharia de Produção e morador do Jardim Nova Esperança, contou empolgado sobre a participação no projeto. “É uma experiência muito humana. As pessoas do Parque Social e da secretaria onde atuo (Guarda Civil Municipal) têm uma atenção especial conosco. Não estamos ali apenas como um menor aprendiz para pegar cafezinho, mas aprendendo também digitalização, programação de computador. Nós temos realmente uma função profissional estabelecida.”

Já a experiência obtida no Jovem Aprendiz Empreendedor nos anos de 2015 e 2016 ajudou Nicolas Nunes, 18 anos e morador de Cosme de Farias, a conseguir atuar no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). “A participação na Smed e no Parque Social, pelo projeto, foi sem dúvida algo incrível na minha vida. Foi um divisor de águas, pois pude ampliar meus horizontes. Logo percebi um mundo grande lá fora me esperando e pude caminhar em direção a algo maior. Isso tudo graças ao projeto, que tem um cuidado muito grande conosco”, relatou.

O prefeito lembrou que o Jovem Aprendiz Empreendedor já ofereceu quase mil vagas a jovens entre 14 e 22 anos. “São jovens que têm, não apenas a oportunidade do primeiro emprego, de aprender as habilidades e se preparar para o mercado de trabalho, mas também a um aprendizado para a vida. Ficamos felizes porque muitos deles, que já concluíram o projeto, conseguiram mais facilmente se inserir no mercado de trabalho. É a Prefeitura investindo na Educação de uma maneira muito mais forte e de muita consistência.”

Histórico – Criado em 2013, o Jovem Aprendiz Empreendedor já beneficiou um total de 750 jovens e tem como principal objetivo auxiliar a inclusão no mercado de trabalho. Através da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), a iniciativa envolve a capacitação de 300 jovens entre 14 e 24 anos de idade, estudantes ou egressos de escola pública, para exercerem a função de auxiliar administrativo nos diversos órgãos municipais.

Durante os 16 meses de atividades, os participantes recebem capacitação teórica e prática de 1.280 horas em auxiliar de escritório/administrativo para atuação durante quatro dias nos órgãos. Um dia na semana é reservado para a continuidade das capacitações teóricas no Parque Social. Os jovens ganham meio salário mínimo e têm a carteira assinada pelo contrato de trabalho por tempo determinado. A atividade conta com acompanhamento sistemático que passa pela capacitação e atuação na prática.​

 

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A Escola Municipal do Calafate, na Fazenda Grande do Retiro, recebe o projeto "Conhecimento Itinerante: Digital e Literário", desenvolvido pelo Parque Social, instituição sem fins lucrativos que atua em Salvador com diversas ações socioeducativas. A inciativa acontece dentro das escolas municipais mensalmente, levando a estudantes de 8 a 16 anos atividades que promovam o desenvolvimento social e cognitivo.

O projeto consiste em levar dois ônibus - um equipado com 10 computadores com acesso à internet e outro com acervo de aproximadamente 700 livros infanto-juvenis, além de teatro de fantoches e brinquedos - às escolas municipais para que os alunos participem de exercícios práticos voltados para temas sociais. “A ideia é mostrar inclusão, pertencimento social e igualdade, trabalhando sempre o respeito ao próximo”, conta a coordenadora do programa, Claudiana Melo.

A Escola Municipal do Calafate possui 282 alunos do grupo 5 do fundamental à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Eles são divididos por blocos, faixas etárias e classes para participar dos conteúdos programados pelos educadores do projeto. Os estudantes aprendem a como lidar com problemas pertinentes enfrentados pela sociedade, a exemplos de homofobia, preconceitos religiosos e até Baleia Azul. “Toda a turma é caracterizada pela demanda das próprias crianças, com a linguagem adequada”, explica a diretora da escola, Andreia dos Santos.

As discussões e o aprendizado ocorrem de maneira leve e lúdica com a utilização dos computadores, em um coletivo, e de encenação de teatros de fantoches, no outro, para a realização de pesquisa e difusão de conhecimentos. Além de beneficiar os alunos de escola pública, o projeto atende 50 moradores da comunidade de todas as faixas etárias, diz gerente de projetos do Parque Social, Renata Matos. “A gente reconhece que as comunidades têm problemas, mas têm potencialidades para resolvê-los. Para isso, a gente precisa fortalecer a autoestima dos moradores, os valores sociais e culturais através do empreendedorismo social, que é um caminho que traz ganhos”, pontua.

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Em alusão ao Dia do Índio, celebrado nesta quarta-feira (19), a Escola Municipal Bosque das Bromélias promove até o fim do mês atividades de fortalecimento e resgate da cultura indígena com os alunos da instituição e a comunidade do entorno. Hoje os alunos aprenderam lições sobre instrumentos musicais indígenas, além de interagir e cantar cantigas próprias. A instituição foi inaugurada pela Prefeitura em outubro do ano passado e beneficia a 640 alunos com idade de dois a 14 anos.

De acordo com a diretora da unidade escolar, Cristiane Santana, as culturas indígena e afrodescendente serão trabalhadas durante todo o ano, mas com o intuito de aproximar os alunos da temática, foi elaborado pelo corpo pedagógico o projeto Abril Indígena, que vai contar com atividades especiais evidenciando o Dia do Índio até o fim do mês. “É uma forma de mostrar para as crianças a contribuição cultural dos índios e também de reafirmar a comunidade como membro dessa cultura”, explicou a gestora.

Desde o início do mês, estão sendo trabalhados temas como alimentos e comidas típicas, jogos, brincadeiras, plantas medicinais e os mais variados costumes. No início de abril, a escola recebeu integrantes da tribo Thá Fene, moradores de uma reserva natural sediada no município de Lauro de Freitas. Com a presença dos índios, as crianças puderam vivenciar aspetos importantes da cultura indígena e se encantaram com o idioma e as pinturas corporais. 

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Estudantes impossibilitados de frequentar unidade de ensino são beneficiados por projeto  

Imagine a possibilidade de manter todas as atividades curriculares em dia, sem perder o ritmo das aulas, mesmo estando hospitalizado. Isso já é uma realidade em Salvador. Esse sistema atende mensalmente a cerca de mil alunos, por meio da Escola Hospitalar e Domiciliar Irmã Dulce. Hoje, são 165 estudantes da rede municipal matriculados de forma regular na unidade. Além disso, o atendimento mensal atinge uma média 185 estudantes permanentes de outras redes e até mesmo de outros municípios que realizam tratamento na capital baiana. 

No sistema rotativo, para casos de tratamento de saúde de curta duração, registra-se mensalmente cerca de 650 alunos. Em 2015, a escola deixou de ser apenas um programa educacional de inclusão e passou a integrar a rede municipal de ensino de forma regular. Para ingressar no sistema, é preciso que os estudantes estejam internados ou impossibilitados de frequentar a sala de aula. A unidade está localizada no hospital homônimo, que pertence às Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) no Largo de Roma.

A escola conta ainda com uma linha de atendimento para alunos com deficiência, com algum tipo de comprometimento de saúde relativo a cardiopatias e patologias graves, problemas oncológicos e em tratamento de hemodiálise. “O atendimento não se restringe a casos graves, atingindo também crianças com viroses ou patologias menos graves, que tenham realizado pequenas cirurgias ou possuam outros problemas que necessitem de tratamento de curta duração. A ação engloba desde quem passa dois dias como também dois anos internado. Não há uma quantidade limite para o atendimento, pois atendemos alunos da rede e de fora sob os mesmos critérios", informa a diretora da Escola Irmã Dulce, Tainã Rodrigues.

Equipe e atuação - A equipe da Escola Irmã Dulce é composta por 48 profissionais, entre pedagogos, professores de música e teatro, coordenadores pedagógicos, diretor e vice-diretor. O projeto atende a estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e integrantes da Educação para Jovens e Adultos (EJA), e mantém classes em 13 hospitais, quatro casas de apoio, uma casa-lar, além do atendimento residencial que contempla 19 alunos em diversos bairros da capital baiana. 

A assistência aos estudantes acontece em hospitais, residências e casas de apoio. Segundo informações da Diretoria Pedagógica da Secretaria Municipal de Ensino (Smed), o trabalho com as classes hospitalares e domiciliares tem por finalidade a inclusão educacional, permitindo a continuidade dos estudos para alunos hospitalizados, com dificuldade de mobilidade e sem condições de frequentar a unidade escolar onde está matriculado. Dessa forma, o trabalho contribui para a diminuição da evasão escolar, fortalecendo, a autoestima do estudante durante o tratamento médico.

Domiciliar - Além da ação nos hospitais, a escola atende de forma individualizada em domicílios, como ocorre há dois anos com o estudante Vinícius Santana, de 4 anos. Ele necessita de internação constante por conta de uma síndrome rara que o torna dependente da utilização de um cilindro de oxigênio, impedindo sua rotina regular na escola normal. Neste caso, são deslocados professores e equipamentos necessários para garantir que o jovem receba toda atenção do programa.

“Quando recebi a notícia de que a escola regular não teria estrutura para recebê-lo, fiquei sem chão. Mas fui informada sobre o programa e estou amando. Ele gosta da professora, participa das aulas, já está aprendendo as sílabas e evoluindo bastante. É como se estivesse na escola mesmo, com exercícios, livros, lápis e borracha”, destacou Patrícia Santana, mãe de Vinícius.

 

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Um projeto que busca debater alternativas e estratégias de disseminação da cultura afro-brasileira nas escolas está em andamento na rede municipal de ensino. Desenvolvido pela Fundação Cultural Palmares, do governo federal, em parceria com a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação (Smed), desenvolve a iniciativa piloto, chamada de "Conhecendo nossa história: da África ao Brasil", com o objetivo de contribuir com as relações étnico-raciais e assegurar o respeito à diversidade através da educação e da cultura. 

Um dos debates aconteceu durante todo o dia de ontem (11), no Espaço Cultural da Barroquinha. Entre os participantes da mesa redonda estiveram: Eliane Boa Morte, coordenadora pedagógica da Smed; Zezito de Araújo, mestre da Universidade Federal de Alagoas e supervisor de Diversidade na Secretaria de Educação daquele estado; Cláudia Puentes, assessora técnica da mesma pasta alagoana; e Barbara da Silva Rosa, representante da Coordenação-Geral de Educação para as Relações-Étnico-Raciais do Ministério da Educação. 

O projeto contempla duas publicações: o livro “O que você sabe sobre a África? Uma viagem pela história do continente e dos afro-brasileiros” e a revista temática customizada pedagógica denominada “Coquetel”. Esse material vai abordar temáticas que partem desde o surgimento do homem na África, da escravidão no Egito e no Oriente Médio, a redemocratização e luta contra o racismo, personalidades do samba, rap e hip-hop e até os blocos afros da Bahia. 

A proposta é disseminar um material paradidático que passeia pela trajetória do continente africano chegando ao Brasil, no qual o objetivo é, sem abandonar o rigor do conteúdo, encantar e despertar o estudante para a necessidade de conhecer a sua própria história, livre das limitações de um conhecimento colonizado.

De acordo com a coordenadora de Disseminação de Informações do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Cultural Palmares, Conceição Barbosa, a ideia dos encontros é apresentar o material aos professores para que eles possam se apropriar da vertente utilizada e possam utilizar como recurso em sala de aula. Por ser um projeto piloto, foram escolhidos 18 municípios e 12 estados para participar, prioritariamente, do projeto. A ideia dos encontros nas cidades é que sejam realizados com esse material uma formação com um grupo de professores em cada cidade e um docente se torne multiplicador de ações no local.

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O Dia Nacional do Livro Infantil foi celebrado com festa e novidade para os alunos da Escola Municipal Nossa Senhora dos Anjos, em Brotas. Nesta terça-feira (18), foi inaugurada no local uma Sala de Leitura com cerca de 600 livros infantis e de pesquisa.

O acervo vai atender a 960 crianças que estudam na unidade, do G4 até o 5º ano, nos turnos da manhã e tarde, além de outros 180 alunos que fazem parte da Educação de Jovens e Adultos (EJA), à noite. “A sala era um projeto antigo. É uma conquista nossa e dos alunos. A ideia é que as crianças possam palpar, sentir, viajar e ter a imaginação ligada às fábulas encantadas da coleção de livros que temos”, revela a diretora geral da escola, Tâmara Batalha. 

Tâmara acrescenta que antes do espaço de leitura, os pequenos contavam com um cantinho reservado em cada sala de aula para usufruir do acervo literário que a instituição dispõe. No entanto, faltava uma estrutura mais adequada para receber os alunos de forma mais confortável. “Não colocamos muito mobiliário na Sala de Leitura. Com isso, eles deitam, ficam nas almofadas e até pedem para os professores contarem história”, pontua.

Com o novo espaço, os alunos poderão utilizar a sala em atividades específicas coordenadas com suporte de uma psicopedagoga. Além disso, a escola Nossa Senhora dos Anjos conta com um Núcleo de Arte que realiza ações lúdicas teatrais para promover a leitura.

A professora Rita Contreiras, responsável pela nova instalação, conta que muitos alunos estavam ansiosos para visitar o espaço bem antes da inauguração. “Começou a despertar curiosidade neles. Já queriam entrar antes da conclusão. Pediam para entrar no intervalo e ficavam aqui lendo. As professoras têm dado o retorno positivo afirmando que os alunos têm mais estímulo, querem pegar livros para levar para casa”, observou. Os discentes podem pegar exemplares emprestados por até três dias, podendo renovar o prazo.

Ao lado dos colegas de sala do 4º ano, Felipe Nunes dos Santos, 9 anos, disse ter gostado do que viu. “Vou pegar muitos livros para ler”, avisou, enquanto segurava o livro O Fantasma da Fazenda. Vinícius da Hora, 9, também ficou entusiasmado com a história que leu no livro Chapéu Mau e Lobinho Vermelho. “Achei legal e criativa. É a versão reversa da história da Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. A história também ensina a cuidar do meio ambiente. Essa sala é legal e confortável. Sentia falta de um espaço assim, apesar de entrar para esta escola no início deste ano”, declarou. Além da inauguração da Sala de Leitura, os estudantes se divertiram com a peça "Doutor Biruta, o Consertador de Bonecas".

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Ocorreu na tarde de sexta-feira (12), no campus da Universidade Federal da Bahia (Ufba), uma mostra dos trabalhos realizados por professores e alunos da rede municipal de ensino através do projeto Arte no Currículo. O projeto, que surgiu em 2015, é desenvolvido através da Escola de Dança da Ufba, em parceria com Secretaria Municipal de Educação (Smed), e é voltado para a potencialização das artes no âmbito dos currículos da educação básica de Salvador. 

A mostra arte-educação simboliza um momento para possibilitar visibilidade aos trabalhos que são desenvolvidos nas escolas, ofertando aos participantes um momento de troca, contribuição e intercambio entre os envolvidos. De acordo Rita Aquino, uma das coordenadoras, o Arte no Currículo surgiu a partir da necessidade de aproximar a universidade da rede municipal de ensino para entender suas demandas e estimular os professores, possibilitando fomentar o estudo das artes dentro das escolas. “A gente precisava se aproximar desta rede, inclusive porque trabalhamos na universidade no campo das licenciaturas, ou seja, somos responsáveis também pela formação destes docentes”.

O evento contou com apresentações de artes visuais, dança, música e teatro. Na ocasião, também foi lançado o documento "Referenciais curriculares de arte para o Ensino Fundamental da rede municipal". "Este documento foi produzido por um grupo de professores municipais e é uma atualização do marco de aprendizagem de 2008 que regia a educação básica no município".

O projeto envolve professores, estudantes de pós-graduação da Ufba das quatro escolas de arte - visuais, dança, música e teatro - e consultores do setor. Ao longo destes dois anos de projeto, 320 professores de 248 escolas da rede municipal passaram pelo processo de formação através do Arte no Currículo, atingindo a aproximadamente 50 mil estudante. 

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O prefeito ACM Neto participa nesta quinta-feira (27), em Vitória da Conquista, no campus da Ufba, no bairro de Candeias, a partir das 9h30, de um encontro promovido pelo Ministério da Educação, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para debater questões como o transporte escolar, prestação de contas, execução de obras e transferência de recursos federais para o setor. O encontro, comandado pelo presidente do FNDE, Sílvio Pinheiro, terá a presença de outros prefeitos, a exemplo do de Conquista, Herzem Gusmão, e secretários municipais da pasta. 

Durante o evento, Sílvio Pinheiro anuncia a liberação de R$110 milhões para prefeituras na Bahia. Deste montante, R$ 13 milhões serão destinados à retomada de obras paralisadas (escolas, creches e quadras poliesportivas), R$ 74 milhões para a construção de novas creches e R$ 23 milhões para a aquisição de 107 ônibus do Caminho da Escola, que beneficiarão 86 municípios baianos.

No caso de Salvador, a capital baiana busca junto ao Ministério da Educação a desburocratização para a liberação de recursos voltados à construção de creches na cidade. "Do jeito que era antes, a Prefeitura não tinha acesso a essas verbas porque existiam exigências que não podíamos cumprir, sobretudo em relação às características exigidas pelo governo federal para o terreno. Esperamos que agora, após muita luta desde 2013, finalmente a gente consiga flexibilizar essas regras e assegurar recursos federais. Tudo que temos feito na área da Educação Infantil, com a reforma ou construção de quase 50 creches, aconteceu com recursos próprios e parcerias com a iniciativa privada", afirmou ACM Neto. 

Durante dois dias, técnicos do FNDE estarão à disposição dos prefeitos e secretários de Educação para sanar dúvidas sobre financiamentos e liberação de verbas da União. Sílvio Pinheiro lembrou que a equipe do FNDE já esteve em outros estados e que essa atuação tem sido primordial para que obras públicas – muitas delas há anos paralisadas – sejam finalmente retomadas.

Os principais objetivos do FNDE em Ação, como é chamado esse projeto do ministério ir aos municípios, são capacitar os gestores e resolver possíveis pendências quanto à execução dos diversos programas nas regiões brasileiras. ACM Neto retorna da agenda administrativa em Vitória da Conquista nesta quinta-feira (27) mesmo. 

 

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A Prefeitura, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), promoveu na tarde desta terça-feira (18) uma roda de conversa sobre a Literatura Africana para crianças, na Casa do Benin, marcando também as programações pelo Dia Nacional do Livro Infantil. O evento reuniu os bibliotecários de 14 comunidades de Salvador para discutir o contexto da Cultura Africana e também questões de linguagem e literatura.

De acordo com Jane Palma, museóloga responsável pela Gerência de Biblioteca Fomento à Leitura e o Livro da FGM, o objetivo é fazer ações em toda a cidade com o foco no incentivo à leitura. “Escolhemos essa data em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil, então nada mais justo colocarmos essa temática de introdução e difusão da literatura de matriz africana para as crianças. Para mim foi muito proveitoso porque vieram pessoas de todas as partes da cidade com informações que só fortalecem a nossa vontade de difundir a cultura afro-brasileira”.

Nanci de Souza, 78, bibliotecária, exalta a importância da literatura africana para a conscientização das crianças, que as leva a conhecer a história de seus ancestrais. “Eu acho que um evento como esse é muito importante para que as crianças saibam trabalhar com diversidade, respeitando a crença e a religião de outras pessoas. Deus, na realidade, é um só. Ele apenas muda de cor, de formato, mas o ensinamento vai ser sempre o mesmo de amor, carinho e de compartilhar”, afirmou.

A também bibliotecária Leila Ferreira, 35, confessa que não conhecia a Rede de Bibliotecas Comunitárias, e aprovou a experiência vivida na roda de conversa. “Nós não temos representatividade nenhuma em relação ao negro na literatura. Então, essa Roda de Conversa promovida pela Fundação Gregório de Mattos é muito importante para que a gente possa se unir e fortalecer mais ainda essa corrente, trazendo mais literaturas voltadas para o negro”, pontuou.

O evento foi direcionado apenas aos bibliotecários comunitários de Salvador. Durante a Roda de Conversa, alguns exemplares do livro “Menina Bonita do Laço de Fita” foram sorteados. O livro é da autora Ana Maria Machado e conta a história de uma linda menina negra que desperta a admiração de um coelho branco, que deseja ter uma filha tão pretinha quanto ela. Cada vez que ele lhe pergunta qual o segredo de sua cor, ela inventa uma história.

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