Educação

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Além dos Centros de Convivência Socioassistencial (CCS) administrados de forma própria, a Fundação Cidade Mãe (FCM) também realiza parcerias para estender o atendimento a crianças de adolescentes de Salvador, com atividades sociais e educativas no contraturno escolar. Uma delas é desenvolvida em conjunto com o programa AABB Comunidade, em Piatã, atendendo 250 crianças e adolescentes, com idades entre 7 e 13 anos, oferecendo oficinas de música, esportivas, de lazer e de artes plásticas.

De terça a sexta-feira, o público infantil pratica esportes como o futebol de campo, basquete, handebol e futebol de salão e tem acesso aos espaços do clube, a exemplo da quadra de vôlei, salão de jogos e parque aquático para aulas de natação. “Trabalhamos a ação pela cidadania através do esporte, da arte e da música. A modalidade preferida deles é o futebol de campo, porque faz parte da realidade das crianças e é mais acessível, mas eles experimentam as outras modalidades também”, conta Krissia Sommerlatte, assistente social e gestora da unidade pela FCM.

Fardamento e alimentação – O projeto pedagógico abrange nove macrocampos: apoio pedagógico em matemática, leitura, interpretação de texto e escrita, além de identidade, cidadania, área socioambiental, Tecnologia da Informação e Direitos Humanos. “Temos esse olhar também relacionado ao conhecimento e aprendizagem na escola, mas os nossos carros-chefes são a cidadania e a identidade, ou seja, o pertencimento da comunidade onde o aluno está inserido”, ressalta Krissia.

A maioria das crianças atendidas são de bairros e comunidades do entorno, a exemplo da Rua Deputado Paulo Jackson e Alto do Coqueirinho, mas as matrículas também são disponibilizadas para pessoas de outras regiões. Os alunos recebem farda e material didático pela Associação Banco do Brasil e café da manhã e almoço por meio de uma parceria com a Secretaria Municipal da Educação (Smed) para a realização do projeto Recompor, uma espécie de reforço em português e matemática.

“Ouvimos sempre das famílias elogios e agradecimentos pelo programa. Então, eles nos dizem que é muito bom saber que no turno oposto da escola seus filhos estão aqui, não estão na rua ou sozinhos em casa, que estão recebendo conhecimento complementar ao da escola, que fazem eles refletirem e buscarem expectativas para o futuro”, conta Maristela Gomes, coordenadora pedagógica do programa.

Conhecimento complementar – Maristela reforça a inclusão feita pelo clube, pois as crianças frequentam o local juntamente com os associados, fazem aula de natação e circulam livremente pelo local. “Trabalhamos muito com eles essa questão de poder sonhar alto, pois eles conseguem. Damos sempre orientação no sentido de não desanimar, de persistir com a meta. Ficamos felizes, inclusive com o sorriso deles quando estão aqui juntos. É muito gratificante”, complementa Maristela Gomes.

Ex-jovem aprendiz da oficina de esportes pelo programa, Maxon Barbosa é uma das provas de que é possível persistir com o sonho e realizá-lo. Ele entrou no programa aos sete anos, ficou até os 17, e hoje é educador. “Pela comunidade onde eu moro, eu vejo que o programa é muito importante, porque hoje a vida do crime tenta atrair muitos jovens. Estando aqui, as crianças se ocupam com atividades esportivas em vez de estar na rua sem ocupação. Neste projeto da FCM eu tive uma formação, enquanto cidadão do bem, e vejo uma importância muito grande da fundação nas nossas vidas. Mudou totalmente a minha visão”, contou.

Morador de Itapuã, Gabriel de Jesus, de 15 anos, pratica futebol de campo pelo programa e não perde uma aula. “Aqui é bom, a gente sai um pouco de casa para praticar o que a gente gosta. E o lugar também é maravilhoso”, salienta.

Reportagem: Priscila Machado/Secom

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A Prefeitura de Salvador lançou nesta segunda-feira (20) o projeto Salvador LAB, que tem o intuito de estimular a cultura empreendedora na cidade, criando conexões entre o estudante universitário e o mercado investidor. A iniciativa incentivará a formação de empreendedores a partir de mentorias, oficinas, workshops e editais que serão realizados através de parcerias com universidades e instituições de ensino superior. Os detalhes foram divulgados pelo prefeito Bruno Reis e pela titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), Mila Paes, durante evento na Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Vale do Canela.

O Salvador LAB está dividido em três pilares. O primeiro deles é o TCC Empreendedor, que consiste na seleção e inscrição de Trabalhos de Conclusão de Curso, com caráter inovador e empreendedor, transformando estes em projetos concretos de negócios ou startups. Qualquer universitário acima de 18 anos pode participar. A inscrição acontece até o dia 10 de abril, no site salvadorlab.salvador.ba.gov.br.

Os demais pilares são: Inovação Aberta, que terá editais específicos para resolução de problemas, cases ou desafios, que podem ser disponibilizados por empresas ou pelo próprio município de Salvador; e o Educação Empreendedora, destinado à elaboração de agenda de atividades nas universidades, tanto presencialmente quanto em ambiente virtual, por meio da realização de palestras, seminários, hackathons, workshops para capacitação e desenvolvimento do potencial empreendedor na cidade.

Bruno Reis explicou que a capital baiana tem no setor de turismo e serviços o carro-chefe para geração de emprego e renda. No entanto, é necessário ampliar a cadeia produtiva incentivando novos nichos para que a cidade dê um salto econômico e diminua desigualdades sociais históricas.

“Entendemos que é fundamental desenvolvermos novos vetores para que Salvador tenha crescimento econômico. Isso envolve estímulo à economia criativa, à tecnologia, inovação e ao empreendedorismo. O Salvador LAB vai estabelecer premiações através de editais para transformar os Trabalhos de Conclusão de Curso dos alunos em projetos efetivos, tornando-os realidades. Há muitas boas ideias e trabalhos que, ao serem realizados, ficam na prateleira por falta de incentivo. Nós, como poder público, em conjunto com a sociedade civil, empresas e universidades, iremos estimular todo esse ecossistema empreendedor”, afirmou o chefe do Executivo municipal.

Parceria – O Salvador LAB tem como parceiros a Uniruy, Unifacs, Ufba, Instituto Federal da Bahia (Ifba) e Faculdade Cayru. Os projetos dos estudantes inscritos serão submetidos a uma banca avaliadora, e os que forem selecionados passarão por aceleração em incubadoras de negócios como a Cubos, Senai-Cimatec e Lighthouse.

Para a secretária da Semdec, Mila Paes, o Salvador LAB proporcionará a criação de empresas no ambiente acadêmico através de parcerias enriquecedoras que vão contribuir para a dinâmica da economia da capital baiana. “É o nascedouro de um novo olhar da Prefeitura para o fortalecimento do empreendedorismo na cidade. A proposta é de aproximação com o setor acadêmico, universitários e organizações públicas e privadas permitindo conectar o que há de melhor entre cada um, e despertando no acadêmico, desde o início do curso, o desejo e as perspectivas de empreendedorismo”, disse a gestora.

Ideias em prática – Professores de instituições de ensino superior também ficaram entusiasmados com o lançamento da nova iniciativa municipal. Coordenador do curso de biotecnologia da Ufba, Astério Pessoa Neto, conta que sempre foi um desafio aproximar academia e mercado de trabalho.

“Não é só pelo empreendedorismo, mas pelas soluções interessantes propostas para Salvador. O trabalho é intenso no sentido de estimular os estudantes a participarem, desenvolvendo suas ideias e TCCs mais empreendedores e menos academicistas. O objetivo é fazer com que os estudantes tenham uma perspectiva de vida que não seja apenas àquela de ser só empregado”, afirmou.

O professor e coordenador do curso de Administração da Ufba, João Tude, lembra que, muitas vezes, o aluno entra no curso de graduação motivado por uma grande ideia que poderia ser aproveitada, mas que acaba caindo no esquecimento por falta de apoio.

“A intenção é unir a Prefeitura, as universidades e as empresas privadas, na elaboração de uma série de treinamentos e propostas que valorizem os projetos de TCC dos alunos e as ideias inovadoras, conectando-as ao mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, será dado suporte a essas grandes ideias, selecionando as melhores, validando-as e buscando parcerias para que elas aconteçam de fato, trazendo benefícios para a sociedade, para a universidade e para a população em geral”, enfatizou.

Já o coordenador dos cursos de Engenharia e Tecnologia do Centro Universitário Ruy Barbosa, Vitor Andrade, sinaliza pela necessidade de pesquisas mais empreendedoras e práticas nas universidades.

“Queremos mudar esse cenário do academicismo muito teórico para uma coisa mais prática para os nossos alunos. O projeto da Prefeitura veio como uma luva, abrindo o horizonte para os alunos, que ficaram empolgados. Alguns que já estavam elaborando trabalhos de conclusão com viés empreendedor, na área de tecnologia, não sabiam como caminhar depois dali. O projeto abriu a possibilidade de expandir suas ideias para além da academia”, salientou.

 

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As alunas da Escola Municipal Álvaro da Franca Rocha, no bairro da Engomadeira, receberam, na quarta-feira (8), um kit menstrual contendo absorvente, calendário para marcação do ciclo menstrual e espelho. A ação faz parte do projeto “Ciclo de Cuidados”, do programa Dignidade Menstrual da Mulher, criado pela Prefeitura de Salvador.

O intuito da iniciativa é de combater a pobreza menstrual de milhares mulheres, cuidando da saúde e do bem-estar de todas. Desde 2021, alunas de 11 a 50 anos da rede municipal de ensino de Salvador têm direito a receber 16 absorventes no mês.

Além do kit, as alunas ganham um folheto informativo e orientações acerca da normalidade da menstruação. A aluna do 5º ano, Isabela Alves, de 12 anos, conta que foi uma aula diferente e bastante legal sobre o assunto. “Sempre quando acontece as entregas do kit, as professoras nos dão orientação sobre isso, a aula se torna muito legal”, brinca.

Mãe de aluna, Cátia Regina de Souza, de 42 anos, acha de extrema importância a distribuição do material. “A entrega dos kits e as orientações dadas servem também como uma forma de aproximar a criança, pois, muita das vezes, em casa elas não recebem nenhum tipo de orientação sobre e fazer com que ela tenha mais segurança. Muitas mães não têm tempo e não possuem diálogo com suas filhas. Na minha adolescência eu não tive orientação de ninguém, tive que ir descobrindo as coisas. Hoje, com a ajuda da escola, faço as orientações com minha filha”.

Higiene e saúde – A gestora da unidade, Sílvia Letícia Correia, lembra que no primeiro dia de entrega dos kits a unidade escolar realiza um planejamento didático e alusivo para as alunas. “Essa ação é resultante do PL de 2021. Infelizmente, nem todas têm acesso a kit higiênicos. Acreditamos na importância da ação, pois ela procura desmistificar a questão da menstruação, e serve como um apoio pertinente à renda familiar, pois muitas famílias não têm como realizar a compra do produto”.

O Ciclo de Cuidados foi criado considerando que a evasão escolar por falta de recursos para compra de absorventes é uma realidade, indicada inclusive por estudos desenvolvidos por universidades e organismos internacionais, como o Unicef. Além da distribuição do item, o Ciclo de Cuidados também trabalha, ainda, a educação acerca da menstruação, higiene e saúde feminina. A entrega dos materiais de higienização ocorre de maneira mensal e sistemática, seguindo calendário já determinado, abrangendo todas as Gerências Regionais de Ensino (GRE).

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“Estudar pra mim é tudo em minha vida”. A afirmação é de dona Eunice Rodrigues dos Santos, 86 anos, aluna da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na Escola Municipal Ulysses Guimarães, em Fazenda Grande I. Esta modalidade de Educação Básica de ensino é destinada ao público que não completou, abandonou ou não teve acesso à educação formal na idade apropriada. O Brasil tem 11 milhões de analfabetos, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) – 2019, a taxa de analfabetismo para homens de 15 anos de idade ou mais foi de 6,9% e para as mulheres de 6,3%.    

A rede municipal de ensino tem, atualmente, 10.122 alunos matriculados na EJA. Desses, 1.337 têm acima de 60 anos e 28, mais de 80. A faixa etária com maior número de matriculados é a que compreende entre 50 e 59 anos, com 2.223 matrículas. A partir de 15 anos, os educandos podem ser matriculados nas escolas que ofertam a EJA.   

Sonho adiado – Dona Eunice não conseguiu estudar na idade apropriada, pois passou a infância trabalhando na roça, na cidade de Araçás, interior da Bahia. Perdeu a mãe aos 14 anos, e o cuidado com os nove irmãos menores passou a ser de sua responsabilidade. Logo veio o casamento e filhos, e o sonho de estudar foi ficando para depois.    

“Meu pai brigava muito com a minha mãe para não me matricular numa escola, ele obrigava a mim e meus irmãos a capinar, plantar, fazer farinha. Se a gente não fizesse, apanhava. Acabei de criar os irmãos, casei e tive filhos, eles cresceram e eu finalmente pude realizar meu sonho. Nunca é tarde pra quem quer aprender, me sentia incomodada de pedir ajuda para as pessoas, queria minha independência”, conta.  

Há quatro anos dona Eunice entrou para a escola e toda noite ela segue determinada para a sala de aula. E quem acha que a idade avançada a impede de fazer planos está enganado, ela já está se articulando para cursar o ensino médio.  

Ajuda dos colegas – Seu Edgard Santos, também de 86 anos, é colega de sala de dona Eunice, estudou até o 4º ano, mas teve que deixar a escola para garantir o sustento da família. Mecânico de manutenção aposentado, nunca esqueceu o quanto é importante estudar. A idade não é impedimento: ele se atualiza constantemente, tem aplicativo no celular para estudar inglês, gosta de matemática e reconhece que português é a matéria mais difícil.  

“Pra mim é um estímulo ter uma colega de sala com a mesma idade, nós estudamos juntos, tiramos as dúvidas e contamos com a ajuda dos outros colegas de sala também. Precisamos evoluir e isso acontece através do estudo. Para adquirirmos uma posição melhor na sociedade temos que estudar”, disse Santos.   

Equipe de profissionais – Encantada com a determinação dos alunos, Vera Dantas, gestora da escola, afirma que eles são muito tranquilos e dedicados. “Eles chegam cedo na escola, se entrosam com os colegas de sala, os professores falam muito bem deles, o trabalho com adulto é fascinante. Estou na rede há quase 17 anos e desde então trabalho na EJA. Com adulto, o retorno é imediato. Precisamos voltar a olhar o projeto noturno com prioridade”, destaca a gestora.  

Conforme a equipe da Coordenadoria de Formação da EJA, a modalidade apresenta expressiva presença de adolescentes no total de matriculados, com predominância de mulheres, sendo turmas formadas também com jovens, adultos, idosos e pessoas com necessidades educacionais especiais. Considera-se, que manter unidade escolar, com equipe de profissionais completa, com alimentação, segurança, fardamento, uma estrutura física adequada, fortalece a premissa de uma educação para todos e todas, cumprindo todas as legislações para um fortalecimento de aprendizados para uma sociedade com pessoas letradas, utilizando a leitura e a escrita de acordo com as demandas sociais. 

Texto: Ascom/Smed 

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Crianças da Escola Municipal Vivaldo da Costa Lima, no bairro do Santo Antônio, participaram, nesta quarta-feira (15), de uma palestra sobre como reduzir o impacto das mudanças climáticas no mundo. A atividade foi promovida em parceria com a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) e reuniu 15 alunos de 9 a 13 anos.

A palestra foi ministrada pela engenheira ambiental e coordenadora de Ações Comunitárias da Limpurb, Rosemary Mascarenhas. As crianças puderam aprender sobre gases tóxicos, descarte correto dos resíduos sólidos, impacto da revolução industrial na sociedade, entre outros assuntos.

O aluno Moisés Ferreira, 13 anos, afirmou que acha necessário cuidar do meio ambiente para ajudar a manter o planeta bom para todos. “Eu percebo as chuvas cada vez mais fortes. Normalmente, vejo lixo boiando e as ruas alagadas. A gente precisa ter mais cuidado com a Terra”, contou.

Rosemary Mascarenhas contou que a Limpurb já vem realizando um trabalho educativo nas escolas, voltado à preservação ambiental, abordando temas como o descarte correto dos resíduos, para que o público possa transmitir esse conteúdo às suas comunidades.  

Preservação – Rosemary também explicou que a proposta do encontro foi marcar o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, celebrado nesta quinta-feira (16). “O nosso foco foi trazer o que são as mudanças climáticas, que é um fenômeno natural, que já ocorre e que nós, como seres humanos, podemos intensificar através das nossas ações”, alertou.

A vice-diretora da unidade, Scheila Antunes Azevedo, explicou que a palestra agregou ao trabalho que a escola já vem desenvolvendo, com foco na preservação do planeta. “Temos trabalhado alguns projetos voltados para higiene, saúde e a questão do cuidado e da consciência com o meio ambiente. A parceria com a Limpurb surge para aprofundar o conhecimento dos alunos e educar a comunidade do entorno, para que nosso ambiente seja mais saudável para todos”, detalhou.

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Uma iniciativa da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Smed), tem garantido que crianças, adolescentes, jovens e adultos mantenham sua formação escolar mesmo sem estarem presentes em sala de aula. A Escola Municipal Hospitalar e Domiciliar Irmã Dulce, localizada em Amaralina, fomenta a educação com profissionais que atuam em hospitais, clínicas, casas de apoio, residências e casas lares, prestando atendimento aos estudantes em processo de tratamento de saúde ou internamento hospitalar.

Com isso, é possível oportunizar um processo educativo que assegure o direito à vida e à saúde, estimulando a escolarização de todos, com redução do nível de atraso escolar. Hoje, atuam pela iniciativa 24 pedagogos, três professores de música, uma coordenadora pedagógica, além de uma vice-diretora e uma diretora. O trabalho é feito em dez hospitais, três clínicas, duas casas de apoio, três casas lares e 16 domicílios de residência. Hoje, a iniciativa conta com 214 alunos matriculados, mas o número de atendidos é muito maior.

De acordo com a vice-diretora Leyliane de Paula Vidal, que há 16 anos atua com educação hospitalar e domiciliar, o trabalho da Escola Hospitalar contribui para minimizar as defasagens escolares durante o período de hospitalização. “Damos continuidade ao currículo escolar do estudante. Sendo assim, ele pode, dentro de suas possibilidades e condições de saúde, ter o mesmo sucesso, aprovação e êxito em avaliações, assim como outros estudantes que estão continuamente na escola comum”, enfatizou.

Primeira vez na sala de aula - Na Escola Municipal Alto da Cachoeirinha Nelson Maleiro, no bairro do Cabula VI, em Narandiba, o garoto Vinícius Santana, de 10 anos, tem, pela primeira vez, a experiência de estudar em uma sala de aula. Aos três, ele chegou a assistir ao primeiro dia de aula, mas teve que se afastar em razão dos problemas de saúde. Com Síndrome de Loeys-Dietz do tipo quatro, o menino só conseguiu voltar à sala de aula graças a uma cirurgia inédita, realizada no ano passado, em que ele recebeu um marcapasso diafragmático para auxiliar na respiração sem necessidade do cilindro de oxigênio.

A diretora da Escola, Daniela Palma, conta que é a primeira vez que recebe um aluno oriundo da educação domiciliar. “No meu entendimento, a grande vantagem é minimizar o impacto sofrido por Vinícius em razão das limitações. Com o acesso a uma escola convencional, vamos fazer com que ele tenha uma vida mais sociável, interagindo com as outras crianças. Para mim, é uma alegria porque vemos a conquista que ele alcançou. Fora da cadeira de rodas, do balão de oxigênio, é uma vitória”, declarou.

A rotina da mãe do garoto, Patrícia Barbosa, começa ainda de madrugada, às 4h10. Com a ajuda do filho mais velho, Ícaro, de 23 anos, ela levanta, prepara as medicações de Vinícius e o acorda às 5h, para a primeira rodada de remédios em jejum, antes do café. Às 7h, eles vão para a escola, onde ficam até 11h30. “Quando voltamos, temos mais medicamentos, às 11h30, 14h, 16h, 18h, 22h e o último às 23h. São 22 medicamentos no total. Eu deito para descansar, porque 1h tem mais um remédio. É uma rotina cansativa, mas tudo por ele”, diz ela, que é profissional de enfermagem.

Patrícia conta que foram seis anos de escola domiciliar, e essa primeira experiência ainda a deixa um pouco assustada. “A escola nos recebeu de braços abertos, mas ficamos receosos. Ele é diferente, tem suas particularidades, mas fico tranquila pela receptividade. Vinícius possui outras complicações, como problemas endócrinos, cardíacos, neurológicos, tudo em razão da síndrome, por isso vivemos um dia de cada vez”, contou.

A mãe afirma que, com a evolução do quadro, ele precisou de ventilação mecânica e não tinha fôlego para caminhar, usando cadeira de rodas para se locomover. “Estou presente aqui todos os dias e vejo meu filho evoluir a cada dia, contando as novidades em casa, o que aconteceu, que tem vários professores, ele está descobrindo o mundo. Quando a escola hospitalar chegou lá em casa, o irmão disse: ele nunca vai ter festinha de escola. Mas ele teve! Festinha de aniversário, de São João e final de ano, e esse ano ele participou da primeira festa de Carnaval aqui, presencial”, afirmou Patrícia.

Animação - O pequeno Vinícius não esconde a animação em estudar em uma escola convencional, e relembra diversos momentos desta experiência. “Está muito bom, eu ainda estou aprendendo, mas a gente vai viver e sempre aprender. O que achei mais legal até agora foi o mini trio elétrico, que fiz até um projeto sobre ele. A festinha de Carnaval foi muito legal, comi pipoca com bolo de cenoura com cobertura de chocolate e chocolate granulado”, contou, animado.

Ele comentou que é muito melhor aprender na sala de aula, porque tem hoje os colegas de sala, e lembra dos cuidados com a saúde sem deixar de lado a diversão.  “Eles brincam comigo, gosto muito de esconde-esconde, mas tomo cuidado com meu aparelho, que uso por 12 horas inteirinhas, pois ele me mantém vivo sem a ventilação mecânica (apontando para a bolsa que guarda a bateria do marcapasso)”, revelou o garoto, destacando seu gosto por matemática e ciências..

A professora Débora Medeiros, inclusive, se considera privilegiada em ter um aluno como Vinícius na turma do 5º ano. “Para falar a verdade, Vinícius já parece ser aluno daqui da escola há muito tempo. Ele é sociável, se dá bem, interage, participa, tem um interesse grande em aprender então, para mim, é um privilégio recebê-lo como meu aluno”, salientou.

Criação – A iniciativa foi criada em 2001, ainda com o nome de Classe Hospitalar e Domiciliar, através do Projeto Vida e Saúde, em parceria com o Hospital Santo Antônio das Obras Sociais Irmã Dulce. Em 2002, houve uma ampliação das aulas em vários hospitais e domicílios através do Programa Criança Viva.

Em 2011, o Programa Criança Viva e o Projeto Vida e Saúde passaram a ter  um só nome:  Classes Hospitalares e Domiciliares no município de Salvador. A partir de outubro de 2015, surge então a Escola Municipal Hospitalar e Domiciliar Irmã Dulce, com este nome em homenagem à Santa Dulce dos Pobres, por ser ela uma figura que se voltava para a educação e saúde.

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O bairro de Brotas foi beneficiado com a entrega, nesta quinta-feira (30), da nova Escola Municipal Nossa Senhora dos Anjos, que contou com investimento de R$ 11 milhões da Prefeitura de Salvador. A unidade foi inaugurada pelo prefeito Bruno Reis e pelo secretário de Educação de Salvador, Thiago Dantas, após ser totalmente reconstruída.

A nova estrutura oferece mais segurança e conforto a toda comunidade escolar, proporcionando mais qualidade no aprendizado dos estudantes. O local possui 2,5 mil m² de área construída e pode receber cerca de mil alunos, nos segmentos Fundamental I, II e EJA (educação de jovens e adultos). São 22 salas de aula climatizadas e com renovação de ar, acessibilidade, refeitório, guarita com sanitário, cozinha com triagem de alimentos, depósitos de merenda e de congelados e área de serviço.

O espaço também possui parque infantil, quadra poliesportiva coberta e com arquibancada, auditório com capacidade para 138 lugares, dois camarins com sanitários, sala de técnica de som e vídeo, salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), vestiários, dez sanitários, inclusive para pessoas com deficiência (PCD), subestação, elevador, casas de gás e de lixo.

Esta é a primeira unidade de ensino inaugurada pela Prefeitura em 2023. De acordo com o prefeito Bruno Reis, a escola é uma das melhores e maiores de Salvador. “Esta é a qualidade da educação que nós queremos e que está sendo refletida na grande requalificação que estamos fazendo na infraestrutura das nossas escolas. Essa é a 14ª escola que eu inauguro. Nós podemos chegar ao final do nosso mandato, em quatro anos, com 54 grandes novas escolas que nós reconstruímos ou construímos. Já requalificamos 85% da nossa rede”, informou.

Além da requalificação da infraestrutura da rede municipal, o prefeito destacou também os investimentos feitos pela gestão em tecnologia e inovação, com o objetivo de promover a acessibilidade digital aos alunos. “Foi justamente por isso que nós distribuímos um tablet para cada criança do 1º ao 9º ano (foram 106 mil equipamentos entregues), um chromebook para cada professor (cerca de 8 mil), com chip com pacote de dados, implantamos o AVA (Ambiente virtual de Aprendizado). As crianças hoje estão aprendendo letramento, programação, estão aprendendo inclusive a elaborar games, para, de forma lúdica, serem inseridas nesse mundo digital”, salientou.

Ele enfatizou ainda os investimentos no ensino bilíngue nas escolas municipais. “A gente já começa esse ano, em parceria com as embaixadas Britânica e da Espanha, a colocar algumas escolas com ensino bilíngue para possibilitar que as crianças possam, desde cedo, que é o momento ideal, aprender um outro idioma. Tenho certeza que isso vai elevar muito a qualidade da educação de Salvador. O desafio é a gente melhorar ainda mais a qualidade da educação”, frisou.

Antes da entrega da unidade de ensino, o prefeito e o secretário da Educação assistiram a uma apresentação de um coral formado por estudantes da escola e de um grupo de teatro formado por professores no novo auditório. A inauguração ainda contou com um bolo em comemoração aos 474 anos de Salvador, data celebrada nesta quarta-feira (29).

Qualidade do ensino – Com a finalidade de garantir o direito constitucional de acesso à educação, a Prefeitura realiza melhorias da infraestrutura física das unidades escolares da capital baiana. A construção e revitalização dos espaços escolares possibilita não somente uma prática pedagógica adequada, como também a otimização da rede, ampliação de vagas, aumento da segurança e economia de recursos destinados a administração e manutenção.

O secretário Thiago Dantas pontuou que a nova Escola Municipal Nossa Senhora dos Anjos é um equipamento simóblico. “É uma unidade de ensino de altíssimo nível, completa, 100% climatizada, com auditório para mais de 100 pessoas, salas de música e de artes, quadra esportiva completa. Enfim, a visão da gestão é de investir na infraestrutura, no pedagógico e na logística para que as escolas possam funcionar de maneira adequada. A gestão trabalha para que a Educação de Salvador seja uma referência nacional”, afirmou.

A administração municipal contabiliza nos dois últimos anos da atual gestão um total de R$ 182 milhões investidos para revitalização da infraestrutura física de 143 escolas municipais, sendo: duas construções, 10 reconstruções e 131 reformas.

A analista de marketing Camila de Brito Conceição, 29 anos, acompanhou a inauguração e disse que a nova estrutura vai melhorar ainda mais a qualidade do ensino. O filho dela, Cristopher, de 9 anos, no terceiro ano do ensino fundamental, estuda na unidade de ensino. “Não perde em nada para uma escola particular. A gente fica muito feliz com as crianças tendo uma estrutura de ensino que é motivadora. Muitas vezes as crianças não têm a oportunidade de ir a parques, de ter um lazer, de praticar um esporte, e tendo isso na escola abraça mais os alunos. É um sentimento de felicidade”, disse.

A estudante Maria Lorena Luz Bastos Lopes, 10 anos, aluna do quarto ano, contou que gosta de matemática e afirmou que as novas salas da escola são maiores, o que permite maior interação com colegas e professores. “Ficou uma maravilha, uma escola muito boa para estudar e aprender. As salas são maiores, têm ar condicionado”, destacou ela.

Reportagem: Thiago Souza/Secom

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Representantes da Secretaria Municipal da Educação (Smed) e do Conselho Britânico (British Council) se reuniram, nesta segunda-feira (13), para definir as próximas ações da parceria, que visa o aprimoramento do ensino da Língua Inglesa e de Ciências na rede municipal de Salvador. Direcionado a professores, o projeto Teaching for Success terá novas formações voltadas à proficiência e à metodologia de ensino. 

Outro foco para 2023 é a implantação dos Clubes de Ciências (Stem Clubs) nas unidades que ofertam o Ensino Fundamental Anos Finais. A iniciativa se dará por adesão de cada escola. "O foco dessa parceria com o Conselho Britânico é que o ensino de ciências e da língua inglesa ganhe impulso em Salvador", afirma o secretário da Smed, Thiago Dantas. 

Um dos pontos destacados pelo gestor é a importância desses conhecimentos para o progresso profissional e pessoal na atualidade. "O inglês, por exemplo, pode abrir portas em uma cidade como Salvador, que tem no turismo internacional uma das suas principais atividades econômicas", diz. 

Durante a reunião, ficou decidido ainda que será realizada uma missão de intercâmbio para o Reino Unido. O objetivo é que professores da Rede Municipal conheçam a experiência britânica com os Stem Clubs para uma melhor formação dos professores – conhecimento que será replicado e utilizado na implantação dos Clubes de Ciências nas escolas de Salvador.

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A capital baiana vai participar da 8ª edição do projeto “Era uma vez ... Brasil”, que foi lançado na quinta-feira (2), no Centro Cultural da Câmara Municipal, na Praça Thomé de Sousa. Presentes no evento, a vice-prefeita e secretária municipal da Saúde (SMS), Ana Paula Matos, e o titular da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Thiago Dantas, deram início à formação dos professores de História, falando um pouco sobre a importância do projeto e da transformação que ele proporciona aos professores e, principalmente, aos alunos.

“Esse é um projeto superinteressante e a intenção é pensar em formas de ampliá-lo, porque ele une duas coisas que são fundamentais para o desenvolvimento das crianças, que são o desafio e a premiação. Os meus votos são de que seja um projeto superexitoso e que tenha a acolhida que teve nas edições anteriores”, declarou Dantas.

A vice-prefeita ressaltou que o "Era uma vez... Brasil" está estruturado em pilares importantes para a formação dos participantes, proporcionando para os alunos a oportunidade da vivência. “O que mais me encanta é ter uma lógica de rede que começa pela formação dos professores, passa pelo desenvolvimento dos alunos até o projeto e passando por uma etapa importante que é a vivência. A memória afetiva é muito importante para a aprendizagem”, destacou Ana Paula.

Este ano o “Era uma vez... Brasil” vai abordar o tema da Independência do Brasil, tendo como foco as questões regionais desenroladas nesse acontecimento histórico. A primeira etapa já começou com início da formação dos professores de História das escolas convidadas. Na ocasião, os mediadores Elie Fiogbè, Abiola Akande Yayi e Senakpon Fabrice Fidéle Kpoholo da República do Benin, falaram um pouco sobre independências e autodeterminação na África do Oeste.

“Eu acho que é um projeto muito importante e hoje especialmente por trazer a questão da história afrocentrada para nós, um ponto muito importante para a nossa realidade de Salvador e para o público com o qual a gente trabalha. Então que essa ação tenha vida longa”, opinou o professor de História Filipe Lorenzo.

Para a coordenadora da Gerência Regional de Educação (GRE) Liberdade/Cidade Baixa, Gessicla Damasceno, o projeto amplia a visão dos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, tornando-os protagonistas e sujeitos mais críticos e reflexivos. “Eles passam por várias etapas e têm autonomia. Muitas vezes o projeto oportuniza uma primeira experiência fora do seio familiar, se deslocando para outro município e o encontro com alunos de outras escolas. A partir daí eles desenvolvem os projetos, com o apoio de professores de História, Língua Portuguesa e Artes. Eles voltam do projeto completamente diferente, por isso eu considero uma proposta maravilhosa”, afirmou.

Estrutura – O “Era uma vez... Brasil” é um projeto de arte-educação que estimula o apreço e valorização da cultura nacional junto a estudantes e educadores pertencentes à rede pública de ensino, por meio do contato com diferentes linguagens artísticas e culturais. O público-alvo são os estudantes das redes públicas de ensino matriculados nos 8º e 9º ano do Ensino Fundamental, bem como seus professores de História.

A ação foi pensada para promover experiências educativas, artísticas e culturais que oportunizem aos participantes aprofundar a aprendizagem acerca da história brasileira através da articulação entre o conhecimento científico (teórico) e o conhecimento empírico (promovido pela experiência). Ao todo, 11 municípios estão participando dessa edição: Salvador, Mata de São João e Jacobina (Bahia); Recife e Belo Jardim (Pernambuco); Santa Quitéria e Itatira (Ceará); Lençóis Paulista, Macatuba, Ribeirão Preto e Serrana (São Paulo).

A iniciativa está estruturada em três etapas. A primeira delas destina-se à formação dos professores de história das escolas convidadas. Na segunda etapa, os alunos selecionados vão para um Campus onde vivenciam múltiplas experiências socioculturais, além de uma imersão educativa na qual são apresentadas diferentes modalidades de linguagens artísticas e na terceira etapa os estudantes com a melhor avaliação durante as etapas anteriores do projeto são selecionados para participar de um intercâmbio em Portugal, onde terão a oportunidade de conhecer as interseções e caminhos que aproximam as histórias do Brasil e de Portugal.

O projeto é realizado pela Origem Produções, conta com o patrocínio do Grupo Moura, Rodonaves Transportes, Lwart Soluções Ambientais, Yamana Gold, Pedra Agroindustrial, Hiperideal e Galvani Fertilizantes e com o apoio das Prefeituras Municipais das cidades participantes.

Edição anterior – Na última edição, no ano passado, 24 estudantes e três professores da rede pública de Salvador, Mata de São João e Jacobina fizeram o intercâmbio em Lisboa durante dez dias para conhecer parte da história e os caminhos da corte portuguesa antes da chegada ao Brasil. Em Salvador, sete escolas da rede foram representadas: Professora Maria José de Paula Moreira (Ribeira), Jardim Santo Inácio, Amélia Rodrigues (Tororó), Alexandre Leal Costa (Nazaré), Pirajá da Silva (Liberdade), Clériston Andrade (São Marcos) e São Domingos Sávio (Ondina).

 

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