Educação

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Vinte professores da Rede Pública Municipal de Salvador foram selecionados para participar do "27º Seminário Nacional Escola? Presente", realizado pelo Instituto Brasileiro Pró-Cidadania (IBPC PRO), nos dias 24 e 25 deste mês, em Olinda (PE). Foram agraciados os docentes que mais se destacaram na utilização pedagógica das plataformas virtuais Tech4Kids e Inteligente Salvador, cujas empresas desenvolvedoras são responsáveis pela premiação.

O anúncio e detalhamento da viagem foram feitos oficialmente na quinta-feira (11) pelo titular da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Thiago Dantas, durante reunião com os professores premiados e gestores escolares. "Esse é um reconhecimento pelo empenho desses profissionais na adoção de novas tecnologias nos processos de ensino-aprendizagem. A utilização das ferramentas digitais como apoio pedagógico não é apenas uma realidade que tende a se consolidar cada vez mais, mas, comprovadamente, traz melhores resultados na compreensão dos conteúdos, no aprendizado", destaca Dantas.

A afirmação é corroborada pela professora Daniela Neri dos Santos, da Escola Municipal Professora Hilda Fortuna de Castro, localizada em Castelo Branco, que vem observando avanços proporcionados pelo uso da plataforma Inteligente Salvador. Contemplada com o prêmio, Daniela estava animada com os novos conhecimentos que serão possibilitados pelo Seminário, que nesta edição tem como tema "Inovações educacionais e recomposição de aprendizagens: desafios da escola contemporânea".

"Utilizo os instrumentos virtuais uma vez por semana em sala de aula e também em atividades extraclasse. As crianças ficam muito entusiasmadas e por meio dos jogos e desafios, têm aprendido de forma mais significativa", diz.

Genivaldo Luiz Santos de Jesus, professor do 4º ano da Escola Municipal Adauto Pereira de Souza (Nova Brasília), também defende que as plataformas virtuais têm grandes vantagens no processo de ensino-aprendizagem. Citando o Tech4Kids, ele explica que os jogos e desafios propostos favorecem o raciocínio, entre outras habilidades.

"São atividades bem atuais, adequadas à idade deles. Com elas, as crianças aprendem a pensar", afirma. O professor diz ainda que o uso da tecnologia proporciona a criação e fortalecimento de laços afetivos no momento em que permite o acesso e uso em duplas, por exemplo. Para o professor, acrescenta, a plataforma tem uma interface bem interessante e autoinstrutiva.

"Como estamos lidando com uma geração de nativos digitais, as plataformas se apresentam como algo mais próximo a eles, fazendo com que absorvam mais os conteúdos pedagógicos. O uso das tecnologias torna o processo mais claro e dinâmico", declara Hyllem Almeida, professora do 4º ano da Escola Municipal Doutor Fernando Montanha Pondé (Ondina). Animada com a participação no Seminário, a professora conta que já atua como multiplicadora junto ao corpo docente da unidade, desde que fez a capacitação do Tech4Kids.

Os 20 professores premiados, com apoio das equipes gestoras escolares, farão o compartilhamento das experiências vividas no Seminário, objetivando ampliar o conhecimento coletivo e facilitando a adoção das tecnologias virtuais nas aulas. Os outros docentes selecionados são: Maria de Fátima Soares e Virgínia Sampaio, ambas da Escola Municipal de Pituaçu, Andreia Ramos (Escola Municipal 22 de Abril), Márcia Guerreiro (Escola Municipal Professora Anfrísia Santiago), Hilmara dos Santos (Escola Municipal Bosque das Bromélias), Karla Falcão (Escola Municipal Maximiniano da Encarnação), Antônio Madson de Oliveira (Escola Municipal Allan Kardec), Maria Cristina Matos (Escola Municipal do Beiru), Helena Vitório (Escola Municipal Helena Magalhães), Cristiane Angélica dos Santos (Escola Municipal do Novo Marotinho), Miriane da Paixão Bispo, Débora dos Santos e Silvana Soares, da Escola Municipal Joaquim Magalhães, Jamira Bonfim (Escola Municipal Gisélia Palma), Rita de Cassia dos Santos (Escola Municipal Professora Hilda Fortuna de Castro), Roseane Santos (Escola Municipal Allan Kardec de Pirajá) e Raquel de Oliveira (Escola Municipal de Paripe).

Rede conectada – A Prefeitura, por meio da Smed, tem investido na adoção de recursos tecnológicos nas unidades de ensino da rede pública municipal. Para isso, além das plataformas Tech4Kids e Inteligente Salvador, foram adquiridos e distribuídos chromebooks para os professores e tablets com pacote de dados para os alunos.

Texto: Ascom/Smed

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Alunos do 4º e 5º anos da Escola Municipal Fernando Presídio, em Paripe, participaram, de forma lúdica, de uma palestra sobre o Dia da Terra, celebrado no último sábado (22). A iniciativa foi realizada em parceria com a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), na quinta-feira (20). Cerca de 30 crianças participaram da atividade.

Dentre os assuntos abordados com os alunos estiveram a origem e a importância da celebração, além das ações humanas que podem interferir no meio ambiente de forma positiva e negativa. Na ocasião também foram distribuídas mudas de plantas.

“Fazer uma atividade como essas nos dá a oportunidade de promover a conscientização ambiental dessas crianças para que possam viver em harmonia com o meio ambiente. Este ano, especificamente, a Limpurb tem tido o objetivo de promover atividades como essa nas escolas municipais da capital, a partir das datas comemorativas”, disse a coordenadora de ação comunitária da Limpurb, Rosemary Mascarenhas.

Diretora da escola há oito anos, Durvalicia Amaral conta que a ideia de promover a atividade para os alunos surgiu a partir da necessidade de incentivá-los sobre a preservação do planeta. “Há uma preocupação diária sobre os rumos tomados da humanidade em relação ao meio ambiente. Precisamos reforçar a conscientização das nossas crianças desta nova geração para que possam cuidar do local onde vivemos”, enfatizou.

Aluna do 4º ano, Ágata de Jesus, de 9 anos, afirmou ter gostado da palestra. “Gostei muito, a tia me ensinou como cuidar do meio ambiente e jogar o lixo no local certo. Vou cuidar muito da muda de plantinha que recebi”.

A instituição educacional do município que desejar receber as ações educativas da Limpurb deverá enviar uma solicitação para o e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..

Reportagem: Valmir Santos/Secom

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Em alusão ao Dia dos Povos Indígenas, comemorado em 19 de abril, a Escola Municipal Antônio Carlos Magalhães, no bairro de São Caetano, está desenvolvendo um projeto com uma série de atividades que contemplam a temática. Na tarde da última sexta-feira (14), alunos do 3º ano do Ensino Fundamental I ouviram uma história sobre a língua Tupi. Em seguida, selecionaram algumas palavras da história para trabalhar com leitura coletiva, colagem das sílabas e produção de caça-palavras.

“Eu gostei. A gente conhecia as palavras, mas não sabia que eram indígenas”, disse a aluna Lorena Gabriele, de oito anos, enquanto montava um caça-palavras com vocábulos de origem tupi, como pipoca, saci, abacaxi e mandioca.

A professora Suzane Maranduba explicou que esse é um projeto transversal, transdisciplinar e interdisciplinar, que tem tido uma boa receptividade tanto pelos alunos, como por familiares e profissionais que atuam na escola. “Há muito tempo nós já trabalhamos com a pedagogia de projeto. Inclusive, alguns alunos daqui da escola têm descendência indígena. Então, a gente transcende e amplia o nosso ponto para o eixo principal, que é a política das relações étnico-raciais, com base na Lei 11.645. É um projeto diferenciado, que será realizado durante todo o ano”, destacou.

Idealizadora do projeto, a professora Andréa Cristina de Sá contou que a iniciativa surgiu a partir de uma ação de leitura chamada Caminhos da Imaginação, e estão programadas para ainda este mês uma visita virtual ao museu indígena de São Paulo e também a apreciação de filmes e livros relacionados aos povos indígenas. “Essas atividades interferem de forma positiva na aprendizagem das crianças, pois reconhecemos as nossas origens. Os povos indígenas estão há mais tempo aqui que a gente, alguns viveram aqui há mais de cinco mil anos, então a gente é que tem muito a aprender com eles”, contou.

Além das atividades com a temática dos povos originários, Andréa de Sá separou dois dias da semana para fazer a recomposição de aprendizagem em língua portuguesa, que consiste em um trabalho que foca nas dificuldades de cada aluno. As atividades são feitas em duplas e em grupos, pois dessa maneira se tornam mais produtivas. A Escola Municipal Antônio Carlos Magalhães tem 356 alunos matriculados na Educação Infantil e Ensino Fundamental l.

Legislação – Com a promulgação da Lei 14.402/22, o tradicional Dia do Índio, comemorado no dia 19 de abril, passou a ser chamado oficialmente Dia dos Povos Indígenas. A mudança tem o objetivo de explicitar a diversidade das culturas dos povos originários.

Na Bahia, a estimativa é de que cerca de 37 mil pessoas representem 16 grupos étnicos indígenas: Atikum, Kaimbé, Kantaruré, Kariri-Xocó, Kiriri, Payayá, Pankararé, Pankarú, Pataxó Hãhãhãe, Pataxó, Truká, Tumbalalá, Tupinambá, Tuxá, Xacriabá e Xukuru-Kariri.

 

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Mais de 40 de estudantes da Escola Municipal Orlando Imbassahy, em São Marcos, participaram nesta terça-feira (25) de um passeio ecológico especial no Jardim Botânico de Salvador, alusivo ao Dia Internacional da Terra, celebrado no último 22. A ação é fruto de parceria entre a Diretoria de Resiliência da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) e a Secretaria Municipal da Educação (Smed). 

Acompanhados por técnicos da Secis, os alunos puderam conhecer de perto o equipamento, que é considerado uma importante área de estudo, manutenção e conservação da Mata Atlântica na capital baiana, com cerca de 160 mil m² de área. As atividades envolveram passeio pela trilha ecológica, conhecendo as origens e cronologia das várias espécies nativas, além de participarem de um momento de reflexão na Praça do Silêncio sobre a importância e o desenvolvimento da consciência ambiental.    

“A proposta do Jardim Botânico é ser um parque ecológico com amplo espaço para estudo e pesquisa. Mas, para além de botânica, o lugar entrega uma área ideal para estreitar laços entre a criançada e o meio ambiente, e recebê-los para falarmos sobre o Dia Mundial da Terra é fundamental para que se tornem jovens e adultos conscientes quanto a importância da preservação das nossas matas e do meio ambiente”, destaca a titular da Secis, Marcelle Moraes.  

As crianças ainda participaram de jogos com perguntas e respostas sobre sustentabilidade, fizeram um lanche saudável com frutas e receberam de presente um jogo da memória com fotos ilustrativas das espécies nativas da Mata Atlântica apresentadas no local. Os alunos receberam também mudas de espécies nativas frutíferas, utilizadas na culinária e medicinais, como o cajueiro, aroeira, pitangueira e urucueiro. 

“Os estudantes ficaram encantados e aprenderam bastante sobre a importância dessa data. O Dia da Terra é uma oportunidade de discutir temas ambientais e sensibilizar a população sobre a necessidade de conservação do planeta”, explicou a diretora de Resiliência da Secis, Tainara Ferreira. 

Funcionamento - O Jardim Botânico funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Avenida São Rafael, s/n, São Marcos (após o Hospital São Rafael). A entrada é gratuita e aberta ao público. 

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Ouvidos atentos para escutar cada ponto da estória da Menina que Chupava Dedo, contada por Catarina Assis, autora do livro. A turminha do Grupo 5 do Centro Educacional ABC sentou-se em formato de círculo na sala de entrada da Biblioteca Municipal Edgard Santos, na Ribeira, e acompanhou cada trecho da leitura, com direito à encenação da autora e à participação com palpites sobre a história.

A atividade foi promovida pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), por meio da equipe da Biblioteca Edgard Santos, em homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado nesta terça-feira (18). A Hora do Conto teve a presença da escritora e gestora do Instituto Educar, Catarina Assis, que fez a contação da história e falou um pouco sobre o hábito de chupar dedo, a ansiedade e o combate ao bullying. O evento ocorreu das 14h às 16h e foi finalizado com uma oficina arte-educativa.

“É muito importante a gente fortalecer essa questão da leitura, principalmente na primeira infância, que é a base. Enquanto bibliotecária, documentalista e gestora de uma ONG que trabalha com mediação de leitura, eu sei o quão importante são ações como essa, que visam a disseminação das informações e a preservação do hábito da leitura, que está se perdendo hoje em dia em um momento em que as crianças estão muito presas à tela do celular, tablete e televisão”, afirma Catarina.

A Bailarina que Chupava Dedo foi inspirado na filha de Catarina e conta a história de uma bailarina negra que usa dreadlocks até a cintura, fugindo dos padrões do balé. Ela é a bailarina mais importante do espetáculo, fica muito ansiosa com os duros ensaios e com medo de não conseguir acertar os passos. Para amenizar, acaba chupando o dedo. A autora é também bibliotecária, biblioterapeuta e gere o Instituto Educar, um espaço de leitura, mediação e formação de leitores, situado na Massaranduba.

“É uma atividade excelente, porque desenvolve o gosto pela leitura. As crianças hoje em dia estão muito em casa e nem sempre essa questão é trabalhada nos lares. Portanto, esse é um trabalho maravilhoso em que eles vivenciam a estória, a brincadeira, o conto. Isso é muito importante para o desenvolvimento deles”, opina Patrícia de Brito, professora das crianças.

Bibliotecas – Visando o incentivo à leitura, Salvador mantém atualmente três bibliotecas municipais, que recebem um público diverso, desde crianças a idosos. São elas: a Edgard Santos, na Ribeira (com uma média mensal de 600 leitores); a Denise Tavares, na Liberdade (com uma média mensal de 400 leitores) e a Nair Goulart, em Valéria (com uma média mensal de 250 leitores). Além disso, a FGM mantém em torno de 29 bibliotecas comunitárias, que atuam em bairros como Calabar, Cajazeiras, Escada, Periperi, Plataforma e Itapuã.

A FGM, em parceria com a Casa Civil, lançou em novembro do ano passado e está trabalhando todo esse ano de 2023 com a Literatura Inclusiva, levando para as bibliotecas municipais, e também para as comunitárias, livros em braile, jogos em libras e painéis em libras. Os profissionais desses espaços de leitura também estão sendo qualificados para que possam receber melhor toda e qualquer criança.

“A intenção do programa Literatura Inclusiva é que todos possam desfrutar do espaço das bibliotecas de maneira igual por meio de materiais e suportes que tornam as bibliotecas mais acessíveis”, conta Jane Palma, gerente de biblioteca e promoção de livro e leitura pela FGM.

Atividades – Além da manutenção das bibliotecas, a Prefeitura desenvolve várias ações de incentivo à leitura dentro e fora desses locais. Anualmente, são realizadas, dentro das bibliotecas municipais e comunitárias, atividades como sarau, contação de histórias, exposições, contos cantados e concursos literários. Além disso, o Município desenvolve o projeto Literatura na Praça, com leitura de livros em espaços públicos da cidade, o Coreto Literário, levando a leitura de livros literários para praças e parques de Salvador nos meses das férias escolares – dezembro, janeiro e fevereiro.

Desde 2017, a Prefeitura também aderiu à Campanha Nacional Esqueça um Livro e Espalhe Conhecimento, que ocorre anualmente, no dia 25 de julho, e consiste em deixar um livro em algum espaço público, levando a leitura para quem o encontrar. “Isso faz com que você circule o livro, você circule a biblioteca pelos quatro cantos da cidade”, conta Jane Palma.

Livro Infantil – Monteiro Lobato é um dos principais autores que dão início à literatura infantil no Brasil com o lançamento de A Menina do Narizinho Arrebitado em 1921. Em homenagem a ele, o Dia Nacional do Livro Infantil foi instituído por lei na data de nascimento do autor, dia 18 de abril.

“Atualmente, Ziraldo e Ana Maria Machado são autores muito importantes para a literatura infantil brasileira. Além de O Menino Maluquinho, Ziraldo tem o livro O Menino Marrom, livro que fala muito dessa diversidade cultural e social e Ana Maria Machado se destaca por Menina Bonita do Laço de Fita e também por Brinco de Listas, livro de poemas muito utilizado para a alfabetização. Em Salvador, temos nomes como Mabel Veloso e Cássia Vales despontando nos últimos dez anos com clássicos e livros com uma linguagem bem contemporânea”, conta Jane.

Ela lembra que a leitura é uma grande ferramenta, não só de conhecimento, mas de integração social e de introdução social. “Ao acabar de ler um livro sobre uma civilização africana, por exemplo, você vai introduzir um pouco a sua vida dentro daquele universo. Através da leitura em um ponto de ônibus, em uma biblioteca ou em qualquer outro local, você também vai se integrar melhor com as pessoas que estão ao seu redor, porque você vai comentar aquele conto, aquele romance”, afirma.

Reportagem: Priscila Machado/ Secom

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A contação de histórias e o incentivo ao hábito de ler estão entre as atividades de fomento à leitura, entre crianças e adolescentes, desenvolvidas ao longo do ano letivo, nas escolas da rede pública de Salvador. Na próxima terça-feira (18), Dia Nacional do Livro Infantil, os alunos vão celebrar mais uma vez a estreita relação com a literatura, iniciada desde cedo em sala de aula, através de projetos da Secretaria Municipal de Educação (Smed)

Os projetos “Portas que Falam” e “Sala de Leitura” fazem a diferença no processo educacional dos 422 alunos, que vão do Grupo IV ao 5º ano, da Escola Municipal Osvaldo Cruz, no Rio Vermelho. A pequena Melissa Cerqueira, de 6 anos, é exemplo disso. Nesta quinta-feira (13), durante a contação de história, aproveitou para revelar o seu conto infantil predileto. “Eu gosto da (personagem) Chapeuzinho Vermelho. Ela levou doces gostosos na cestinha para vovozinha e quando chegou lá o lobo mau, abriu a porta vestido com a roupa e chapéu da vozinha”, conta a pequena, mostrando intimidade com a história.

Ambas iniciativas têm o propósito de estreitar a relação das crianças com os livros. O projeto “Portas que Falam” se utiliza das portas da escola para contar trechos de histórias infantis. A porta branca recebe recortes de livros velhos, papeis coloridos e desenhos da meninada, passando a guardar memória literária ilustrada e estimulando o imaginário da criançada cotidianamente. Já o “Sala de Leitura” reserva um espaço da escola, onde a prática é desenvolvida, estimulando a leitura e oralidade dos estudantes.

A coordenadora da escola, Patrícia Moura, destaca que os projetos institucionais de leitura fazem muita diferença no processo de aprendizagem das crianças, principalmente na primeira infância. “O contato com o livro físico e o hábito de ler são estimulados, diariamente, nas unidades de ensino. A leitura ajuda a compreender os gêneros textuais”, explica, acrescentando que a escola estimula ainda que as crianças levem livros para casa, durante os finais de semana.

Prazer de ler - De acordo com Carla Grimaldi de Araújo, especialista em Língua Portuguesa e formadora de professores da Secretaria de Educação (Smed), o livro deve ser lembrado o ano inteiro e não apenas na data alusiva. “Só o cheirinho do livro já é gostoso. Mas vale lembrar que não apenas devemos estimular aquela leitura de decifrar códigos, apenas isso não é suficiente. É preciso despertar nas nossas crianças e jovens a técnica de analisar o que está sendo lido”, frisa.

Na opinião da educadora, manter o contato com livros e estimular a leitura é um dos grandes desafios dos professores em sala de aula. “É uma tarefa árdua e diária. Temos competido com os livros virtuais. Temos que criar o interesse pelo prazer de ler para estudar, para se informar e até mesmo como atividade lúdica. Quando estimulamos a prática na escola, fica tudo mais fácil quando vão estudar”, avalia a professora.

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A Prefeitura de Salvador vai implementar a formação da Rede Municipal de Educação sobre Escuta Especializada, que visa formar os profissionais das escolas do município para identificar os tipos e formas de violência contra o público infanto-juvenil. A abertura do programa virtual acontecerá nesta quarta-feira (26), das 9h às 11h, e contará com as presenças dos titulares da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordêlo, e da Educação (Smed), Thiago Dantas.

A apresentação do curso será feita pela coordenadora da Diretoria da Infância e Juventude (DIJ), Dinsjani Pereira. A ideia é que a formação seja feita em todas as secretarias municipais que lidem diretamente com o público. A expectativa é que mais de 1,2 mil profissionais participem da iniciativa.

Dentre os temas tratados, estão a identificação dos tipos e formas de violência contra crianças e adolescentes, fluxo de atendimento da Rede de Proteção e funcionamento da escuta especializada para crianças e adolescentes vítimas e/ou testemunha de violência em Salvador. O curso será ministrado de forma virtual e, para acessar, é necessário entrar na plataforma Teams, através do link https://l1nk.dev/pXi7T.

A secretária da SPMJ destaca que a capital baiana dá um passo importante ao avançar na proteção das crianças e adolescentes. “Os profissionais que atuam na rede do município irão acolher a vítima ou testemunha de violência, permitindo o relato livre para que a proteção e o cuidado à criança ou adolescente sejam devidamente prestados. Tudo isso sendo feito de forma especializada e não invasiva, evitando a revitimização”, explica Fernanda Lordêlo.

Texto: Ascom/SPMJ

 

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Apresentado de forma gratuita para alunos da rede municipal, o espetáculo “A Mágica Carruagem de Inácio" encantou os alunos da Escola Municipal do Calabetão, na última sexta-feira (14). A peça trata de acessibilidade, respeito às diferenças, inclusão da pessoa com deficiência, direitos e deveres e também sobre o ser humano ter o direito de ir e vir sem restrições, com o objetivo de reforçar a conscientização sobre a necessidade da convivência em uma sociedade inclusiva.

As apresentações ocorreram nos dois turnos de aula e cerca de 178 crianças, sendo 102 para o turno matutino e 76 para o turno vespertino, com idades entre 4 e 12 anos, participaram da atividade. O espetáculo e os atores são de origem paulista e a encenação na Escola Municipal do Calabetão é fruto de parceria entre a unidade escolar e a CCR Metrô Bahia.

Realidade – Diretora da unidade escolar, Tatiana Bastos Queiroz destacou a importância de tratar desde cedo sobre temas sensíveis com os estudantes da rede municipal. "’A Mágica Carruagem de Inácio’ retrata muito da realidade que vivemos em nossa escola, pois trabalhamos a todo momento com as crianças temas referentes à acessibilidade, o respeito às diferenças e a inclusão dos alunos com deficiência. O projeto reforçou a importância de incluir esses alunos em nossa rotina. Aqui na Escola Municipal do Calabetão temos duas cadeirantes, e as mesmas são inseridas com muito carinho nas atividades escolares.

Para o coordenador da peça, João Paulo Vital, o projeto tem o objetivo de levar a informação de qualidade acerca da temática da acessibilidade. “A criança é sempre o foco principal do projeto porque acreditamos no seu papel como disseminador de informação. Eles enxergam de uma forma muito simples e conseguem, juntamente com outros colegas, colocar em prática o que foi abordado no espetáculo”.

Aluno do 4º ano, Cristian Santos, de 9 anos, disse ter ficado encantado com a apresentação. “Gostei bastante, é muito legal saber que somos todos iguais. A imaginação sempre vai ganhar o amor e a consideração do nosso próximo”, disse.

Bastante interativo no momento do espetáculo, Maria Eduarda Santos, de 7 anos, e aluna do 2º ano, disse que repassará todo o aprendizado com o espetáculo para seus pais, tios e primos. "Achei muito legal, amei. Os tios da peça falaram sobre respeito ao próximo. Irei falar também para minha família”.

Enredo – Criada em 2018, a peça teatral conta a história de um jovem portador de deficiência física chamado Inácio. Nela, são abordadas as dificuldades que o jovem garoto possui em acessar espaços sem mobilidade para PCDs.

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Docentes da rede municipal de ensino terão oportunidade de fazer um intercâmbio no Canadá. Trata-se de um edital nacional que levará 102 professores selecionados em escolas de todo o país. Em Salvador, a experiência de troca de conhecimentos será vivenciada pelos professores Edney Advincula (artes e dança) e Sandra Lee (inglês). O embarque acontece no dia 24 de maio.

A capacitação é fruto do programa conjunto entre a Diretoria de Relações Internacionais (DRI) e a Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica (DEB). A iniciativa faz parte do Acordo de Cooperação formalizado entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Colleges and Institutes Canada (CICan).

O professor de artes e dança, Edney Advincula, 45 anos, leciona para alunos do 1º ao 5º ano, na Escola Municipal Vivaldo Costa Lima, localizada no Santo Antônio Além do Carmo, uma das 422 escolas da rede da Secretaria Municipal de Educação (Smed). Animado com a viagem, considera que a troca de vivências será extremamente enriquecedora.

“Vamos levar nossa metodologia e aprender o que fazem nas escolas de lá. Com certeza voltaremos com um megaprojeto para desenvolver em nossas escolas”, aposta o professor, que leva para sala de aula o conhecimento sobre a linguagem corporal.

Para a docente em inglês da Escola Municipal Olga Mettig, em Valéria, Sandra Lee, 43 anos, a viagem tem um viés que vai além do conhecimento do sistema educacional do Canadá. “Não é pura e simplesmente conhecer o modelo de educação canadense. É a oportunidade também de levar nossos projetos, mostrar que temos vivências interessantes, somar também na educação deles”, frisa a professora, que apresentará o projeto “A Leitura pelo viés da Interdisciplinaridade”.

Durante oito semanas, eles terão aulas de inglês básico e módulos temáticos que abordam a aprendizagem centrada no aluno e na gestão da sala. Os professores terão acesso a conhecimentos e inovações pedagógicas para serem utilizados na melhoria do processo de ensino e aprendizagem das escolas onde atuam.

Como funciona – Através do programa, os selecionados foram contemplados com passagem aérea internacional (ida e volta), ajuda de custo, seguro-saúde, deslocamento no trajeto aeroporto-universidade-aeroporto, curso de formação, material didático e alojamento. Ao participarem da iniciativa, os professores assumem o compromisso de disseminarem os conhecimentos adquiridos, bem como o de participarem como multiplicadores quando solicitados pela Capes ou pelas secretarias de educação às quais estiverem vinculados.

Cada um dos participantes deve desenvolver um projeto de intervenção pedagógica a partir da sua própria experiência profissional, a ser desenvolvido na escola. O objetivo do programa é compartilhar conhecimentos em um país com sistema educacional de referência para aprimorar a rede pública de ensino do Brasil.

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