Carnaval

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Os módulos de saúde do ‘Fique Sabendo’ realizaram, neste sábado (18), 660 testes rápidos para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s). Este foi o balanço do segundo dia de funcionamento dos módulos da ação nos circuitos Osmar (Campo Grande) e Dodô (Barra/Ondina).

Deste número, 4 tiveram diagnóstico positivo para HIV, 15 reagentes para sífilis, 1 para Hepatite C e nenhum caso para Hepatite B. Entre os casos confirmados para Sífilis, oito pacientes aceitaram iniciar o tratamento com a aplicação de penicilina - a medicação é exclusiva para esse perfil de paciente; os demais com sorologia positiva são encaminhados para tratamento em unidade da rede municipal de saúde.

“O Carnaval costuma ser um período de alegria e diversão, mas também de grande preocupação com o aumento das infecções sexualmente transmissíveis. A fase primária das doenças, normalmente, se manifesta de forma silenciosa, passando despercebidas na grande maioria das vezes. Por isso reforçamos, em caso de exposição ao vírus, não deixe de fazer o teste. O diagnóstico precoce fará toda diferença no tratamento e recuperação da doença”, ressaltou a coordenadora do Laboratório Central da Secretaria Municipal da Saúde, Olivete Borba.

O balanço do projeto também registrou, pelo segundo dia consecutivo, a predominância masculina no número de atendimentos. Ao todo, 165 usuários buscaram os postos de atendimento nos circuitos Dodô e Osmar durante a folia, sendo 90 homens e 75 mulheres. Na última sexta-feira (17), das 160 admissões, 90 foram homens, enquanto apenas 50 foram mulheres. Nos dois primeiros do projeto foram realizados 1.308 testes rápidos para detecção de IST’s.

Os módulos do ‘Fique Sabendo’ funcionam das 9h às 21h no Largo da Piedade, Circuito Osmar, e de 10h às 22h na Rua Dias D’Ávila, próximo ao Farol da Barra, no Circuito Dodô. No local, além dos testes, são distribuídos preservativos e lubrificantes em gel.

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Carnaval é o momento de garantir uma renda extra nos diferentes segmentos, entre eles o de cordeiro. Os trabalhadores da área são indispensáveis para que os desfiles de blocos e trios independentes ocorram na avenida, protegendo os foliões de eventuais acidentes durante o percurso. 

Muitos que atuam na função aproveitam o período para custear despesas de início de ano e até mesmo investir em outros meios de renda após a folia, a partir do valor pago pelos grupos e agremiações. É o caso de Antônio de Oliveira Júnior, de 37 anos. Ele puxou a corda do bloco Exclusiva Infantil/Baby Moto, no circuito Osmar (Campo Grande) na manhã deste domingo (19).  

“Esse é o quinto trio que eu puxo. A dica é saber levar a corda sem dar empurrões para que todos curtam na paz. Geralmente eu venho só com a roupa e o sapato, mas têm cordeiros que vêm com mochila. O dinheiro que eu ganho aqui dá para comprar um sapato e um caderno para o meu filho ir para a escola e também uma guia para o meu trabalho de vendedor”, revelou o cordeiro. 

Para o vocalista da banda Entre no Clima, Luiz Garcia, mais conhecido como Luizinho, a atuação dos cordeiros é um trabalho essencial. “É quem proporcionam segurança ao folião do bloco, guia e orienta as pessoas e até mesmo protege o trio para evitar os acidentes. Inclusive, o cordeiro que tem filho pequeno pode trazer a criança com algum responsável para brincar aqui dentro do bloco”, relata. 

Quem trabalha como cordeiro, além de receber o pagamento cuja diária mínima deve ser de R$ 60, conforme recente definição do Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA), ganha um kit com luva, protetor auricular, lanche, camisa, colete e água mineral. 

Décio de Sena, 51, que já atua como cordeiro há mais de 20 anos, confessa que canta e até dança para se distrair durante o trabalho. Ele puxou o Algodão Doce, seu quarto bloco na folia, e vai voltar para atuar no desfile do Afoxé Filhos de Gandhy. 

Avanços - Segundo Matias Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Cordeiros da Bahia (Sindcordas), houve um aumento de 13% no valor pago para puxar o bloco em relação aos carnavais anteriores. Ele ressalta que, em 2016, foi celebrado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público do Trabalho, estabelecendo direitos para os cordeiros. 

Além de ter direito aos Equipamentos de Proteção Individuais (EPI's), os trabalhadores autônomos têm direito a um seguro coletivo para casos de acidente e morte. “Neste Carnaval, os blocos garantiram que não diminuiriam os cordeiros e ao longo da festa. Temos uma média de 10 a 15 mil atuando. Seguimos sempre na luta por condições mais dignas para a categoria”, afirma Matias. 

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A primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso, visitou, na tarde deste domingo (19), o Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra a Mulher no Carnaval, instalado pela prefeitura no Campo Grande. É a primeira vez, em 10 anos, que uma primeira-dama da capital baiana visita o espaço.

“A gestão municipal cuida de gente de todas as formas. Isso me dá muita esperança em dias melhores, pois todas as pessoas, independentemente da cor, raça ou gênero estão asseguradas e amparadas”, comentou a primeira-dama.

Com atuação interdisciplinar, o equipamento envolve diversos órgãos da gestão municipal, com destaque para as secretarias da Reparação (Semur) e de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). A iniciativa visa mapear e registrar as ocorrências de discriminação racial, violência contra mulher e lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais durante o Carnaval.

Agentes de observação ficam distribuídos ao longo dos circuitos da festa, orientando os foliões sobre como fazer as denúncias, que podem ser realizadas pelo site da Semur e também pelo WhatsApp (71) 98622-5494.

Funcionamento – Durante a folia, o Observatório funciona com uma base central, no Campo Grande, além de mirantes localizados na Piedade e Praça Castro Alves, ambos no Centro, e no Barra Center, Clube Espanhol e em Ondina, no Circuito Dodô.

Inserção – Antiga colaborada do Centro Municipal de Referência LGBT Vida Bruno, ligado à Semur, Maeli Santana é a primeira pessoa trans a atuar no Observatório durante o Carnaval. “Sou uma mulher trans preta e para mim foi uma honra, uma abertura de portas. A gente sabe a vivência de mulheres trans e travestis pretas na busca pelo emprego e a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho é extremamente escassa. Então, foi uma grande oportunidade de aprendizado, de visibilidade e de direitos realizados”, avaliou Maeli.
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Novidade idealizada pela Prefeitura de Salvador no Carnaval, a Varanda da Folia agita o público presente neste domingo (19) no circuito Osmar (Campo Grande) com diversos ritmos e estilos. A cantora Larissa Luz foi uma das responsáveis por não deixar ninguém parado na avenida.  

A baiana trouxe seus sucessos aos foliões, entre eles, "Descolonizada", "Sou Filha de Oyá" e "Dança Livre". Para a sua apresentação, Larissa convidou a cantora e compositora Liniker, primeira trans a ganhar o Grammy Latino. "Foi delicioso. Eu adoro a Larissa", vibrou. "Ela é uma artista muito importante para a história de Salvador e para a história da música brasileira. É uma honra estar com ela hoje. Estou muito feliz", completou Liniker. 

Sem tirar os olhos do palco, a estudante Larissa Silva, de 22 anos, aprovou a inovação do espaço. "Maravilhoso. Agora ninguém fica parado entre um trio e outro. Adorei", contou. 

Programação - O folião poderá contar com a Varanda até o último dia de Carnaval. Nesta segunda (20) se apresentam, a partir das 12h, Beto Barbosa; Fitdance; Tati Quebra Barraco; Raquel Reis; Alternative Rout; e Edoux. Já na terça (21), também a partir do meio-dia, será a vez de Danniel Vieira; Younique; Dj Bele; Afrodisíaco; Nininha Problemática; e Kimehra. 

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Para garantir a segurança dos usuários do transporte coletivo durante o Carnaval, os motoristas de ônibus, taxistas e mototaxistas regulamentados serão submetidos ao teste de alcoolemia durante o período de festa na cidade. A ação é realizada pela Gerência de Educação para o Trânsito (Gedut) da Transalvador, em parceria com a Secretaria de Mobilidade (Semob), que realiza abordagens nos principais terminais da cidade durante.

“Essas abordagens são muito importantes para garantir que estes profissionais que transportam vidas estejam em condições de prestar o serviço de forma segura aos usuários”, afirmou o secretário da Semob, Fabrizzio Muller. Desde a última quinta-feira (16), 647 motoristas foram abordados pela equipe –343 motoristas de ônibus, 256 de táxi e 48 de mototáxi – e nenhum foi flagrado alcoolizado.

As ações de alcoolemia, que já são realizadas regularmente com motoristas de ônibus pela equipe de fiscalização da Semob, são intensificadas durante o período da folia. “Por se tratar de uma época de festa na cidade, este reforço na fiscalização traz mais segurança para quem utiliza os meios de transporte público da cidade”, destacou Muller.

Além da blitz, a equipe da Transalvador também realiza ações educativas com os motoristas, com a distribuição de folhetos e outras peças com conteúdo educativo durante as abordagens. “Dois agentes de trânsito aplicam o teste, e se for constatado o consumo de álcool pelo motorista ele é notificado com base na legislação”, afirma a gerente da Gedut, Miriam Bastos.

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A Prefeitura de Salvador registrou uma queda significativa no número de documentos perdidos nos três primeiros dias do Carnaval. Até o momento, apenas 134 foram deixados nos postos da Guarda Civil Municipal, queda de 26,37% em relação ao último ano da folia, mesmo com o grande aumento de participação popular registrado pela gestão municipal.

Segundo balanço da Guarda Municipal, foram encontradas 43 carteiras de identidade, 37 CNH’s, 17 CPF’s, 24 cartões, entre crédito, débito, alimentação, passagem, dentre outros, um funcional, um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV), um título de eleitor e um passaporte. 

Os documentos recuperados estão disponíveis na Estação da Lapa, para atender o Circuito Osmar (Campo Grande), no Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno, voltado para o Circuito Dodô (Barra/Ondina) e na Base do Grupo de Apoio ao Turista (GAT), no Pelourinho. Os espaços estarão abertos durante todo período do carnaval, das 9h às 19h. 

Os documentos encontrados nos circuitos do melhor Carnaval do mundo podem ser entregues para as patrulhas da Guarda Civil Municipal ou deixados na base de apoio mais próxima. James Azevedo, coordenador de Ações de Prevenção à Violência da Guarda Municipal, ressaltou que o resultado é fruto do trabalho de conscientização realizado pela gestão municipal desde o Festival da Virada.

“Houve uma redução significativa em relação aos demais anos. Isso acontece muito por conta das campanhas que fizemos nas redes sociais e nos materiais divulgados desde o Réveillon para que o público levasse o mínimo de documentos possíveis e ficasse mais atento”, descreveu. 

James também relatou os procedimentos adotados pela Guarda Municipal após a coleta da documentação. O supervisor ressaltou que o folião pode consultar se seu documento está disponível em uma das três unidades através do site da GCM.  “Disponibilizamos três bases nos circuitos do carnaval. Após ser recuperado, o documento é recepcionado, higienizado, catalogado e incluído na relação disponibilizada no site da Guarda”, pontuou.

Prazo final para retirada - Após o carnaval, os documentos recuperados serão levados para a sede da Guarda Civil Municipal, na Avenida General San Martin, n° 734, e ficarão disponíveis pelo período de 30 dias. A documentação não retirada será encaminhada para o órgão responsável pela emissão. 

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