Carnaval

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Eternizada nos versos de “Chão da Praça”, a Praça Castro Alves foi o palco da homenagem a Moraes Moreira conduzida neste domingo (19) por seu filho Davi Moraes, junto com convidados, pelo projeto Pôr do Sol. “Essa praça era o xodó do meu pai, o lugar que ele mais amava. Estamos muito emocionados, eu e toda família. Uma carga muito grande de alegria”, destacou Davi.

Este é o primeiro Carnaval sem Moraes Moreira, falecido em abril de 2020. Para o show deste domingo, Davi trouxe como convidados especiais Baby do Brasil - parceria de banda de Moraes nos Novos Baianos - Moreno Veloso e Márcia Castro.

Davi também elogiou o fortalecimento do Carnaval no Centro, do qual faz parte o projeto Pôr do Sol. A iniciativa é uma das muitas implantadas este ano pela prefeitura de Salvador, dentro do Cole no Centro. “A gente gosta desse palco mais baixo no trio pranchão, pela proximidade com a plateia. E em um momento muito bom, com uma revitalização do Carnaval na praça. A gente vê essa tranquilidade, as famílias. Nos últimos shows que fizemos aqui, a gente não viu uma briga, não viu nada”, comentou o artista.

Entre os fãs que foram prestigiar a homenagem a Moraes neste domingo, está Lica Ornelas, que falou sobre sua admiração pelo artista. “Minha relação com Moraes é mais antiga do que com o Carnaval. Eu comecei a vir para o Carnaval já mais velha. Cresci ouvindo Novos Baianos dentro de casa. E a oportunidade de ver Moraes no Carnaval sempre foi incrivelmente maravilhosa. Sempre foi uma tradição vir assistir ele na Praça Castro Alves com meu irmão. Está difícil sem ele esse ano, mas eu acho que é uma homenagem muito legal”, afirmou.

Bruno Pereira foi outro folião que destacou a importância do evento. “Sempre vinha pro show de Moraes. Moraes morreu no meio da pandemia, então vim aqui para homenagear o legado dele”, disse.

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Mais de 2,5 mil horas de música. Mil atrações. É incontestável que o Carnaval de Salvador está mais robusto e dinâmico este ano. E para quem pretende curtir ao máximo a festa, é necessário ter muito pique para ir atrás do trio ou curtir os shows nos palcos temáticos montados para a folia.

Cuidar do corpo, portanto, é essencial, mantendo hidratação e alimentação de forma correta, para evitar sustos desagradáveis durante a festa. Para ajudar soteropolitanos e turistas a traçar a melhor estratégia de preparação, o coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Ivan Paiva, traz algumas orientações. 

“Em relação à nutrição, é recomendado que se faça refeições mais leves, tendo em vista que haverá gasto de bastante energia, evitando ir para o Carnaval de estômago cheio. A sugestão é tentar fugir daquela feijoada matinal, buscar algo consistente, mas de forma leve, que dê energia e que seja intercalada por líquidos de forma constante”, explica o médico. 

Ainda em relação aos alimentos, recomenda-se buscar fontes confiáveis, evitando consumir comidas de origens duvidosas, de modo a não incorrer em uma intoxicação alimentar durante o Carnaval.

“Caso ocorra algum tipo de mal-estar, perda de sentidos ou qualquer outra enfermidade, é recomendável a busca imediata por um centro de saúde, a fim de garantir o pleno restabelecimento do folião”, aconselha o coordenador do Samu. 

No caso das vestimentas, o mais indicado, segundo Paiva, é buscar utilizar roupas leves, sempre usando protetor solar durante o dia, e utilizando calçados bastante confortáveis. 

“A cidade é repleta de ladeiras e pisos irregulares, então é necessário andar com cuidado para não sofrer com calos e entorses durante o percurso. Também é recomendável estabelecer previamente o percurso que vai percorrer, observando questões como idade e sobrepeso, por exemplo, indo até onde a condição física permita”, reforçou.

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O Navio Pirata do grupo BaianaSystem arrastou uma multidão no circuito Osmar (Campo Grande) neste domingo (19), quarto dia do Carnaval de Salvador. Os foliões, que lotaram a Avenida, cantaram junto com o vocalista Russo Passapusso os principais sucessos da banda.

Formado em 2009, o grupo, uma das atrações mais aguardadas pelo público presente na Avenida, é famoso por encontrar novas possibilidades sonoras para a guitarra baiana e arrastar multidões por onde passa.

A banda trouxe para o circuito Osmar sucessos como “Playsom”, “Sulamericano”, “Bola de Cristal” e “Brasiliana”.

Essa última é a música favorita do estudante de Arquitetura, Fabrício Alves, de 23 anos. Apesar de o grupo ter iniciado o percurso por volta das 17h, desde às 10h ele já estava na praça do Campo Grande marcando presença.

“Um dos primeiros a chegar e, com certeza, sem hora para sair de perto desse trio”, garantiu Fabrício.

A disputa de folião número 1 da banda será boa entre Fabrício e Cláudia Passos, enfermeira de 28 anos. Diretamente do Rio de Janeiro, Cláudia conta que a atração foi um dos motivos para vir até a capital aproveitar a folia.

“Meu primeiro ano no Carnaval de Salvador e estou adorando, tudo muito bonito. Ano que vem estará em meus planos continuar acompanhando esse trio maravilhoso”, disse.

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O quarto do Carnaval comprovou mais uma vez que o mundo escolheu Salvador. Neste domingo (19), milhares de turistas estiveram nos circuitos oficiais da folia para aproveitar o que a melhor festa do planeta tem para oferecer. Até a próxima terça-feira (21), a expectativa da Prefeitura é que cerca de 1,3 milhão de turistas visitem a cidade.

Pela primeira vez no carnaval da capital baiana, o fluminense Matheus Galves veio acompanhar a noiva, Jéssica Pires Barbosa, e mais alguns amigos soteropolitanos durante os seis dias de folia. O profissional de Relações Internacionais se mostrou surpreso com a festa. 

“O carnaval de Salvador, realmente, está superando minhas expectativas. É muito aquilo que as pessoas falam. Nunca tinha vindo, e vi muito pouca coisa pela TV, já que as emissoras lá priorizam o Carnaval de Rio e São Paulo. É bastante interessante. Você sente uma vibração muito diferente. É único”, contou. 

Também estreante no maior Carnaval do mundo, a gaúcha Carolina Gritt Pauli veio de Erechim exclusivamente para curtir o som da banda BaianaSystem, que arrastou uma multidão no Circuito Osmar com seu repertório formado pela mistura de diversos ritmos latinos neste domingo.

“É meu primeiro carnaval. Minha expectativa está alta porque é a primeira vez que vejo um show do BaianaSystem. Vou acompanhar até o final”, relatou. 

Fã de carteirinha – Natural de Vitória, no Espírito Santo, João Vitor contou que é a sexta vez que vem passar o Carnaval em Salvador. Fã de Aline Rosa e Timbalada, o turista se mostrou empolgado com o retorno da folia após dois anos de hiato. 

“Estou muito feliz. Já estava com saudade de curtir esta festa linda. Espero que seja o carnaval da alegria, da paz e do amor. Vamos aproveitar freneticamente até Quarta-feira de Cinzas”, pontuou o folião, que estava com mais quatro amigos. 

Além de João Vitor, o grupo de cinco amigos conta com uma presença vip. Vivendo em Orlando, nos Estados Unidos, há 20 anos, o brasileiro André Silva contou que veio aproveitar o Carnaval pela segunda vez.

“Retornei por causa da alegria, do carinho e do amor do povo baiano. Quero parabenizar a Prefeitura de Salvador pela organização da festa. A gente se sente muito seguro nos circuitos”. E completou: “Essa cidade é um pote de alegria”.  

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Uma estreia eletrizante. Pela primeira vez comandando um trio no Circuito Osmar (Campo Grande), O Kannalha levou os fãs à loucura com os hits ‘Ela é bandida’, 'Penetra', música com participação de Pabllo Vittar, e 'Fraquinha', que concorre ao título de música do carnaval, durante passagem na passarela oficial do Carnaval, neste domingo (19).
Em homenagem à sua mãe, Rosalina, quituteira na cidade de Camaçari, o artista resolveu se apresentar vestido de baiana do acarajé. Emocionado, o cantor prometeu levar o público presente no Campo Grande à loucura. “Estou muito feliz. Eu já saí como músico, mas é minha primeira vez puxando um trio no Campo Grande. Por isso resolvi homenagear minha mãe, a baiana Rosa. O público pode esperar muita alegria e entrega durante meu show”, afirmou, antes do desfile.  

O cantor desconversou ao ser perguntado sobre a música do carnaval. Ele preferiu relembrar a passagem durante o Circuito Dodô (Barra/Ondina) e agradecer o carinho do público. “Não quero pensar no prêmio. Prefiro me concentrar na felicidade do folião. Na sexta-feira, foi incrível demais ver o povo cantando todas as músicas e se divertindo. Nunca tinha sentido isso na minha vida. Só tenho a agradecer as mensagens que venho recebendo”, disse.

Carinho do Público - A fã Aline Silva cravou que a canção Fraquinha receberá o prêmio de melhor música do carnaval de Salvador. O hit concorre com outros sucessos como 'Deixa eu botar meu boneco', de Oh Polêmico, 'Bombeiro', do Parangolé, e 'Cria da Ivete', de Ivete Sangalo,

“Não tem para ninguém. Ivete, Léo Santana, Parangolé... Fraquinha é a música do carnaval de Salvador. O povo das comunidades de Salvador já abraçou. Toca em todo paredão”. 

Ao lado da esposa e das filhas, o folião Fernando Silva relatou que pela primeira vez veio ao Campo Grande neste carnaval e afirmou que vai acompanhar a banda até o final do circuito. “Fui todos os dias para a Barra, mas hoje abri a exceção para seguir o Kannalha. O homem está estourado. Vamos atrás do trio até o final do circuito”, prometeu.  
 

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O Carnaval é um momento de muita festa e descontração quando também, eventualmente, muitas pessoas extravasam e cometem alguns exageros como beber em excesso. Apesar dos episódios de intoxicação alcoólica apresentarem uma redução significativa de 36% durante o sábado de Carnaval em Salvador, a alcoolemia continua sendo responsável por uma das principais causas dos atendimentos em saúde nos módulos instalados nos circuitos. No terceiro dia de folia, das 693 ocorrências registradas, 70 foram motivadas por intoxicação alcoólica, o que corresponde a 10% das admissões.

Outro dado tem chamado a atenção das equipes de saúde que estão atuando na folia momesca. Dos 70 episódios de alcoolemia registrados nos módulos de saúde neste sábado (18), 44 casos foram relacionados ao sexo feminino (63%). O indicador confirma o último levantamento feito pelo Ministério da Saúde, publicado em 2021, que afirma que as mulheres soteropolitanas são as que mais consomem álcool de forma excessiva em todo o país.

“As ações de preventivas da Vigilância Sanitária praticamente retiraram das ruas essas bebidas artesanais como príncipe maluco, capeta e outras não autorizadas e que possuem componentes desconhecidos que podem de forma súbita levar a embriaguez. Isso contribuiu para redução contundente nos casos de alcoolemia nos postos, mas o excesso de álcool ainda continua figurando como uma das principais demandas nos postos”, pontuou Ana Paula Matos, vice-prefeita e secretária municipal da Saúde.

A médica infectologista Adielma Nizarala chama atenção para a diferença de bebidas escolhidas para consumo. “Sabemos que algumas mulheres têm preferência por bebidas mais adocicadas que, em via de regra, possuem maior teor alcóolico que a cerveja, por exemplo. E, claro, que as bebidas mais fortes vão acelerar o processo de embriaguez se utilizadas com excessos”, explicou.

Ainda de acordo com a especialista, manter uma boa alimentação e a hidratação podem minimizar os efeitos do álcool no corpo. “Primeiramente, é importante que aquelas pessoas que vão fazer uso de bebidas alcoólicas não exagerem na dose. Intercalar o uso do álcool com a ingestão de água evita a desidratação, que pode potencializar o efeito de embriaguez. Também é importantíssimo estar bem alimentado e evitar o jejum antes de ir à festa", explicou.

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