O clima abençoado da Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (12), em Salvador, refletiu sobre comerciantes e ambulantes que tiraram o dia para trabalhar no circuito. Isso porque diversos trabalhadores registraram aumento no fluxo de vendas em comparação com a festa de 2016. O clima de fé e de otimismo também contagiou a Associação dos Feirantes e Ambulantes de Salvador e Região Metropolitana (Asfaerp), que espera incremento de até 25% em comparação ao ano passado, principalmente para aqueles que comercializam bebidas.
“A perspectiva é que a lavagem desse ano seja melhor. Ainda não temos uma avaliação concreta porque a festa está em andamento, mas posso afirmar que o principal fator dessa expectativa para aumento das vendas ocorre por conta da marca patrocinadora. A Skol tem levado vantagem porque é uma bebida com grande aceitação,e a procura por ela aumenta todo dia”, disse o presidente da Asfaerp, Marcos Cazuza Luiz Neves.
A previsão da Asfaerp coincide com a estimativa da instituição no último Réveillon da capital baiana. Na época, 90% dos vendedores e ambulantes associados que trabalharam no período dos festejos reportaram crescimento na venda de bebidas, segundo a própria entidade. Vale lembrar que, em agosto passado, a Prefeitura e a Ambev (responsável pela Skol) firmaram o maior contrato de patrocínio para grandes eventos na cidade, com investimentos da ordem de R$ 30 milhões anualmente, válidos por três anos, para a realização de festas como Réveillon, Lavagem do Bonfim, Carnaval, além dos festivais da Cidade e da Primavera.
Para a festa do Bonfim de hoje, 365 vendedores que atuam no comércio informal foram credenciados. O motorista Renato de Assis Santos abriu mão da profissão de rotina para ir vender água, refrigerante e cerveja no cortejo religioso. “O Bonfim sempre foi bom para vender. Basta saber vender”, revelou, enquanto atendia a uma fila de clientes. Em pouco mais de duas horas, ele havia vendido 75 latinhas de cerveja, o que rendeu uma média de R$ 150. “ À medida que a galera for andando, eu vou também”.
A melhora nas vendas atingiu tanto o comércio informal como o formal. Dirce Cajado, 63, dona da barraca Railu há 18 anos, estava satisfeita com o faturamento alcançado em apenas três horas do início da Lavagem do Bonfim. Somente nesta manhã, ela havia faturado R$ 350, enquanto que no mesmo período do ano passado o valor foi de R$ 250. “Esse ano tem mais gente, o movimento melhorou”, afirmou a comerciante, que vende lanches, bebidas, doces, salgados, jornais e revistas. Igino Dias Gonzaga, 66, dono do Bar Recanto do Gino, próximo ao Elevador Lacerda, também exaltou a movimentação de pessoas na festa e disse ter faturado 10% a mais em comparação a 2016.
ACM Neto participa de tradicional cortejo da Lavagem do Bonfim
O prefeito ACM Neto afirmou hoje (12), durante o cortejo da Lavagem do Bonfim, que vai anunciar as novidades para o Carnaval 2017 em coletiva de imprensa a ser realizada na próxima terça-feira. Questionado sobre o assunto pelos jornalistas, ele não antecipou nenhum anúncio, mas disse que "teremos novidades no Furdunço e no Fuzuê", os dois movimentos que fazem o pré-Carnaval na capital baiana. A coletiva deverá ser realizada na sede da Fundação Gregório de Mattos, na Rua Chile.
Antes de iniciar o cortejo, ACM Neto participou da cerimônia ecumênica na Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio. "Esse é um dia abençoado. É um dia especial em que as pessoas vão a pé até o Senhor do Bonfim para demonstrar sua devoção. Sempre participei dessa festa que representa toda a energia positiva dos baianos", disse o prefeito.
O prefeito afirmou que costuma fazer a mesma caminhada do cortejo rotineiramente. "Estou preparado fisicamente para caminhar do início ao fim", brincou ACM Neto, que fez o percurso ao lado de autoridades municipais, lideranças políticas e da população. Entre as autoridades presentes na lavagem estava o senador Ronaldo Caiado, de Goiás.
Com os jornalistas, ACM Neto falou também sobre o início do segundo mandato como prefeito. "Esse início de gestão é com dificuldades, mas estamos afinando tudo com a equipe para procurar continuar fazendo o melhor por Salvador. Não vamos deixar de continuar nas ruas e de trabalhar dia e noite para resolver os problemas da cidade".
O espaço de acolhimento para menores montado no abrigo Dom Pedro II pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), está pronto para atender crianças e adolescentes que estejam em situação de trabalho infantil na Lavagem do Bonfim. O ambiente conta com áreas temáticas, como o cantinho da leitura, da pintura, do sono, da música, além de um local destinado à recreação e esporte com pula-pula, quadra de basquete de pequeno porte, de vôlei, totó, dama e dominó. Além disso, uma equipe multidisciplinar, composta por pedagogos, psicólogos e assistentes sociais, atuará no local.
A tarde ainda reserva surpresas como a leitura de estórias infantis e a apresentação de coral feita pelos idosos que moram no abrigo. O acolhimento é destinado às crianças e adolescentes, com idade entre 0 e 17 anos, que estejam trabalhando ou acompanhando vendedores ambulantes na festa religiosa.
Segundo a secretária da Semps, Tia Eron, equipes de abordagem do órgão, juntamente com o Conselho Tutelar, farão o percurso do cortejo, sensibilizando os ambulantes no sentido de deixar os menores no abrigo. “Esse é o momento do abraço, o momento que a secretaria demonstra o valor humano. A gente já sabe que a experiência é positiva, porque já funciona no Carnaval. Ao final, os meninos deixam o abrigo, quase sem querer sair, pois eles têm vontade de ficar”, disse.
O espaço provisório de convivência, com capacidade para 30 menores e vai funcionar no Abrigo Dom Pedro II, na Avenida Luiz Tarquínio, nº 18, das 7h às 20h. Além de receber crianças em situação de trabalho infantil, vendedores licenciados também poderão levar esses menores de maneira espontânea, sendo necessária apenas a apresentação da licença de trabalho concedida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). Os acolhidos terão direito a cinco refeições e cuidados com a higiene pessoal.
A diretora de Políticas Sociais da Semps, Juliana Portela, falou sobre a importância do espaço de acolhimento. “Primeiro, nós vamos evitar situações de riscos para esses jovens no percurso. Segundo, vamos conscientizar essas famílias de que a festa popular não é o melhor espaço para eles”.
O senador Ronaldo Caiado, do Democratas de Goiás, participou hoje (12) da Lavagem do Bonfim na comitiva do prefeito ACM Neto. Ele elogiou a organização da festa, que já conhecia, e ficou impressionado com a receptividade ao prefeito da cidade num momento de descrença nacional da população na política. "O que vejo aqui em Salvador não raramente se encontra em outro lugar do Brasil, sobretudo para um momento em que a política no país está tão desacreditada. ACM Neto é um jovem que está fazendo a diferença, mostrando que as pessoas podem separar os maus dos bons políticos. Ele é a esperança de um futuro melhor", afirmou o senador.
Caiado disse ainda que Salvador está mais bonita e organizada. "A cidade mudou muito nos últimos anos. Voltou a ter uma gestão de qualidade com o prefeito ACM Neto, que está trabalhando muito pelo bem da cidade e devolvendo a alegria aos soteropolitanos. Tanto que o prefeito só recebeu o carinho da população aqui na Lavagem do Bonfim", frisou.
Agentes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), antiga Sucom, interditaram, na noite desta quarta-feira(11), o Assaí Atacadista, na Avenida Alfrânio Peixoto, em Paripe, por desvio de atividade, ao exercer a função de centro de distribuição sem possuir o alvará necessário. O estabelecimento tinha alvará para atividade de supermercado e estava funcionando como comércio atacadista.
Por conta disso, o supermercado estava provocando grandes congestionamentos nas vias coletoras de tráfego da região e a falta de vagas para estacionamento. As denúncias foram feitas pelos moradores da região à Prefeitura Bairro do Subúrbio/Ilhas.
“Os responsáveis também foram notificados para suspender de imediato as atividades", destacou o secretário da Sedur, Guilherme Bellintani. O proprietário, ainda, foi autuado por não apresentar o Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico aprovado pela secretaria, conforme determina o artigo 64 da lei 23.252/2012.
“Essa medida foi adotada porque, no período de quatro meses a prefeitura adotou todos os procedimentos cabíveis para que o estabelecimento apresentasse alternativas que reduzissem o impacto no trânsito, mas não houve nenhuma evolução”, afirmou Bellintani.
As sanções foram aplicadas também com base no artigo 8º do Código de Polícia Administrativo que estabelece, para funcionar, os estabelecimentos comerciais, industriais, de crédito, seguro, capitalização, religioso, de prestação de serviço de qualquer natureza, profissional ou não, e as empresas em geral dependem de Alvará de Funcionamento ou Autorização de Funcionamento.
A Coordenadoria de Defesa do Consumidos (Codecon), vinculada à Secretaria de Ordem Pública (Semop), já fiscalizou 24 escolas particulares da capital baiana apenas nas duas primeiras semanas do ano. A ação foi uma solicitação do Ministério Público Estadual, que selecionou 29 unidades de ensino para serem avaliadas, e segue em execução. São analisadas as planilhas de custo para a verificação da legalidade do reajuste anual e a adequação da lista de material.
Dos 24 estabelecimentos inspecionados, 17 foram notificados pela exigência de materiais inadequados em listas escolares. Nesta terça-feira (11), por exemplo, dois estabelecimentos foram fiscalizados no bairro de Ondina, sendo um notificado para o envio da lista de material e planilha de custo, já que o responsável não foi localizado. No caso das que forem identificadas aplicando reajuste abusivo, a Codecon enviará o caso para que o Ministério Público tome as providências.
“Nenhuma escola pode pedir ao aluno material de uso coletivo, como os de limpeza e papel ofício, por exemplo. Na nossa visita, pedimos também que entreguem o plano de execução que descreve as atividades pedagógicas realizadas pelo aluno durante o ano letivo e que comprovam o uso do material pedido na lista”, explica a chefe do setor de fiscalização da Codecon, Rose Estrela.
Caso seja verificada irregularidades na lista de material, a unidade escolar é notificada para que regularize a situação. Caso não o faça, o estabelecimento é autuado e pode receber multa que pode variar de R$300 a R$ 3 milhões. A planilha de custo é analisada pelo setor de cálculo da Codecon para verificar se o aumento é abusivo ou não. As vistorias podem ser solicitadas através do telefone 156 (Fala Salvador).
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