O saldo do recadastramento biométrico realizado pelas nove unidades das Prefeituras-bairro é considerado positivo pela coordenadora do sistema, Ana Paula Matos. A ação, que ocorreu em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), atendeu a 258.379 mil soteropolitanos entre os meses de maio de 2017 e janeiro de 2018, constituindo um volume representativo das ações descentralizadas do tribunal.
"Podemos, mais uma vez, constatar a importância social das Prefeituras-bairro como polo facilitador da vida dos cidadãos. As expectativas foram superadas pela total adesão das comunidades envolvidas e os guichês foram bem aproveitados, sem registro de ociosidade", disse a gestora..
Atuando no horário convencional de operação, das 8h às 17h, as unidades atenderam a população por meio de agendamento realizado no site do TRE, durante o período da parceria. Deste modo, a descentralizar as ações, levando o serviço o mais próximo possível da casa dos cidadãos.
Do total registrado, 46.358 atendimentos foram realizados pela unidade do Subúrbio e Ilhas; seguida da de Pau da Lima, com 36.449; Barra/Pituba, com 26.096; Cajazeiras, com 24.859; e Cabula/Tancredo Neves, com 23.460.
De forma a atender melhor aos soteropolitanos insulares, postos foram implantados ainda nas ilhas de Bom Jesus dos Passos e de Maré, registrando 1.373 e 1.943 atendimentos no período, respectivamente. Já o posto avançado instalado no Bahia Outlet Center, no bairro do Uruguai, contabilizou 21.724 pessoas atendidas.
A terceira fase da reestruturação das linhas do Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus da capital baiana tem início neste sábado (3). A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), criou cinco novas linhas, promoveu a substituição de mais nove e o reforço de outras sete. A iniciativa dá prosseguimento às ações iniciadas em novembro de 2017, com o objetivo de diminuir o intervalo de viagem entre os trechos, reduzir a lotação dos coletivos e o tempo de espera nos pontos de ônibus, e impulsionar a integração com o uso do Salvador Card.
A mudança vai alterar 19 linhas de nove comunidades: Conjunto Pirajá I, Boa Vista do Lobato, Alto do Cabrito, Pituba, Praia do Flamengo, Boca do Rio, Joanes/Lobato, Caixa D'Água/Cidade Nova e Fazenda Grande do Retiro. A partir deste sábado, por exemplo, quem estiver no Alto do Cabrito e deseja seguir para o bairro da Barra fará baldeação na Estação da Lapa. Lá, o cidadão terá à disposição uma quantidade maior de veículos, poderá trocar de coletivo e seguir para o destino, em um espaço menor de tempo.
Para o morador da Boca do Rio que deseja seguir para o Lobato e antes pegava a linha 0901 - Joanes/Lobato, agora passa a utilizar a linha 0903 - Lapa, via Avenida Vasco da Gama, onde fará a integração com a linha 0706 - Nordeste-Joanes/Lobato. Desta forma, o usuário, que antes cumpria o trecho em 50 minutos, passa a fazê-lo em 26 minutos, resultando num aumento de 13 para 28 viagens por dia.
A mudança principal para quem se desloca da região da Caixa D'Água/Cidade Nova para a Barroquinha e Comércio, por sua vez, é que os veículos passam a ir para o Terminal da Barroquinha, onde há novas opções para integração. Dessa forma, o tempo de deslocamento cai de 40 para 15 minutos, quando o destino for a Barroquinha; de 90 para 12 minutos para quem vai a São Joaquim; e de 90 para 9 minutos em direção ao Comércio.
Última festa de largo antes do Carnaval, a Lavagem de Itapuã completa 113 anos nesta quinta-feira (1º). A programação começa às 2h, com o Bando Anunciador, grupo formado por percussionistas e pessoas da comunidade, que percorrem as ruas do bairro para anunciar a festa. A partir das 6h, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, situada na Praça Dorival Caymmi, abre as portas para celebração de uma missa com o padre Ailan Simões Costa. Por volta desse horário, baianas vestidas a caráter levarão potes de cerâmica com flores e água de cheiro para lavar a escadaria do templo.
Além da parte religiosa, o evento, que conta com apoio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), contará com entidades culturais, samba de roda, desfiles e participação de diversos personagens locais. As baianas, os Filhos de Gandhy e o grupo Carro de Palha farão cortejo a partir das 11h. A partir de 12h, o público poderá participar assistir mais 17 desfiles de blocos de chão, que sairão a cada 15 minutos entre a Praia de Placadord até a Rua Aristides Milton, no início da ladeira do Abaeté.
Se apresentam, nesta ordem: Escola de Samba Unidos de Itapuã (12h), Galera do Mar (12h15), Arrastão dos Peixes (12h30), Amigos de Pedreira (12h45), Arrastão do Bideira (13h), Sambeleza (13h15), Arrastão dos Cornos (13h30), Bloco das Santinhas (13h45), Bloco Vem Pra Cá/ Banda Zumbada (14h), Bonitol (14h15), Chabisc (14h30), Chuva de Gelo (14h45), Baleia Rosa (15h), Malê Debalê (15h15), Pinauna Power (15h30), Bloco Nem Te Conto/Banda A Panela (15h45) e Confraternização UESC (16h).
História – Iniciada em 1906, a Lavagem de Itapuã é marcada pelo sincretismo religioso, com devoção à Nossa Senhora da Conceição, pelos católicos, e Iemanjá, pelos adeptos do candomblé. As comemorações começam logo de madrugada, ao som do Bando Anunciador e o café da manhã, cuja tradição iniciada por Dona Niçu tem continuidade com os filhos da falecida moradora do bairro. A tarde é marcada pela parte profana da festa, com comidas, bebidas e muita música.
Antes mesmo do dia 2 de fevereiro, já será possível reverenciar Iemanjá. Os devotos que quiserem presentear a Rainha do Mar poderão levar as oferendas a partir das 7h desta quinta-feira (1º), quando o Caramanchão será aberto, ao lado da Colônia de Pesca Z1, próximo ao Largo de Santana, no Rio Vermelho.
Às 5h da manhã de sexta-feira (2), uma alvorada de fogos de artifício marca a chegada do presente principal – ainda mantido em segredo pela Colônia de Pescadores Z1, responsável pela programação. A procissão para a entrega do presente principal e dos cerca de 600 balaios dos milhares de devotos será às 15h30.
O encerramento da festa religiosa acontece às 18h, mas a parte profana deve terminar lá pelas 22h, quando os equipamentos sonoros começarão a ser desligados. A festa é uma das principais manifestações com origem nas religiões de matriz africana em Salvador. Os festejos têm o apoio da Prefeitura, na programação cultural e na oferta de serviços municipais.
História - De acordo com historiadores, a festa em homenagem a Iemanjá teve início em 1923, quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a mãe das águas. Nesse período, os peixes estavam escassos no mar e, a partir de então, todos os anos os pescadores pedem à orixá fartura e mar tranquilo.
A festa foi tomando grande proporção e, hoje, além das manifestações artísticas como a capoeira e as rodas de samba, também são pontos marcantes a enorme fila para oferta de presentes no caramanchão ao lado da Colônia de Pescadores Z1, o branco das vestes dos adeptos da orixá e as animadas festas pelas ruas do Rio Vermelho.
Uma série de superstições rondam a festa. Se o presente for encontrado na beira da praia é porque a divindade não gostou da oferta, segundo a lenda. Todos os anos é preparado um presente principal pelos pescadores, cujos preparativos são marcados por rituais.
Sustentabilidade - Mais recentemente, são realizadas campanhas de conscientização para que as pessoas adotem presentes sustentáveis, como uma forma também de preservar o meio ambiente, com a adoção de balaio verde, formado por itens biodegradáveis como flores naturais, apenas perfumados, sem o recipiente do perfume.
Oferecer flores 100% naturais. Em vez de jogar o frasco, perfumar o balaio ou usar fibras e adereços de fibra natural. Essas são algumas dicas da campanha "Balaio Verde", realizada nas redes sociais pela Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis) pelo sexto ano seguido. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de se preservar as praias e oceanos, sem deixar de manter a tradição de homenagear a Rainha do Mar.
“Uma flor natural ou uma oração, assim como um canto, são presentes que reverenciam a Rainha das Águas e não agridem a natureza. Dessa forma, podemos incentivar as comemorações para Iemanjá de modo mais sustentável, sem perder o encanto da festa”, avalia André Fraga, titular da Secis.
No dia 1º fevereiro, a partir das 15h, as atividades começam com a limpeza da Praia da Enseada, onde acontece a festa. Moradores, comerciantes e alguns artistas vão participar da ação recolhendo resíduos sólidos e orientando quem estiver no local, inclusive com dicas de oferendas que causam menor impacto ambiental. A iniciativa é coordenada pela produtora cultural Luzia Moraes, com o apoio da Secis.
Com a aproximação do Carnaval, as cooperativas de materiais recicláveis cadastradas no município vem recebendo palestras sobre a importância de erradicar o trabalho infantil nas festas populares. A campanha faz parte da cooperação interinstitucional entre a Prefeitura, por meio da Secretaria Cidade Sustentável e Inovação (Secis), e o Ministério Público. Ao todo, dez instituições foram visitadas.
“A expectativa é que o diálogo entre os órgãos públicos e as cooperativas seja eficiente no combate dessa atividade ilegal”, explica o subsecretário da Secis, João Resch. Na ação, os funcionários são orientados a não fazerem as coletas no circuito acompanhados de menores de idade, assim como recusar os materiais vendidos por quem faz isso. “Comprar materiais de pessoas que trabalham com crianças também compactua com o trabalho infantil”, enfatizou Isaías Vasconcelos, colaborador da Secis que ministra as palestras.
Além disso, os cooperados também foram aconselhados a denunciar casos em que menores estiverem realizando serviços durante a festa. Quando isso ocorrer, a recomendação é ligar para o Disque 100 ou ir a algum posto do Conselho Tutelar ou do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PET) para fazer a denúncia. Iraildes Alves, 43 anos, supervisora há uma década na Coopcicla, afirmou que ficará atenta a essas situações. “Não é certo criança trabalhar, imagine no Carnaval”, pontua.
Nadine de Jesus, 26 anos, participou da atividade na Cooperguary, em Periperi, e elogiou a iniciativa. “Acho muito importante esse trabalho, porque levar as crianças para trabalhar na festa pode trazer muitos acidentes”, afirmou a catadora. Ela tem duas filhas: uma de 4 meses e outra de 9 anos.
Proteção individual – Além da campanha de conscientização, a Secis também tem trabalhado para garantir o apoio na disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPI’s) para os cooperados. “A secretaria tem buscado um melhor aparelhamento para que as cooperativas venham trabalhar no Carnaval com todo equipamento e segurança”, reconhece Genivaldo Ribeiro, diretor administrativo da Cooperguary.
Acolhimento – Quem precisa trabalhar na folia, mas não tem onde deixar os filhos, a Prefeitura disponibiliza quatro centros de convivência destinados ao acolhimento de crianças e adolescentes no período da festa. Administrados por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), os locais ficarão abertos do dia 8 ao dia 14 de fevereiro, funcionando 24 horas por dia. As estruturas contarão com a assistência de educadores, psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. Os pais e responsáveis podem visitar o centro sempre que quiserem.
Os postos dos Barris (Escola Senhor do Bonfim) e de Ondina (Escola Municipal Casa da Amizade) são dedicados ao público de 0 a 6 anos. Já os de Nazaré (Escola Estadual Teixeira de Freitas) e do Rio Vermelho (Escola Municipal Oswaldo Cruz) receberão quem está na faixa dos 7 aos 17 anos. Para ter direito ao serviço, os trabalhadores devem ser cadastrados na Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e ir ao centro com certidão de nascimento, RG e comprovante de residência.
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