Texto: Gilvan Santos/ Secom PMS
O vandalismo de semáforos gerou um prejuízo de pouco mais de R$ 1,1 milhão aos cofres públicos de Salvador em 2025. Na tentativa de furtar os cabos de cobre desses dispositivos, criminosos danificam outros equipamentos e provocam transtornos no trânsito da capital baiana. A maioria dos casos ocorre durante a madrugada, no Centro da cidade e em avenidas bem sinalizadas.
Segundo a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), entre 2022 e 2025, houve redução no prejuízo provocado por semáforos vandalizados, mas o montante ainda supera a casa de R$ 1 milhão. O superintendente da pasta, Diego Brito, contou que esse crime tem impactos em diversas áreas.
“O furto de cabos vai muito além de um prejuízo financeiro aos cofres da Prefeitura. Trata-se de um atentado contra a vida e a mobilidade de milhares de cidadãos. Quando um semáforo deixa de funcionar por vandalismo, criamos um ponto de insegurança imediata, especialmente para pedestres e motociclistas”, afirmou Brito.
Técnicos da autarquia explicam que os cabos são colocados dentro de um duto que passa a 40 cm de profundidade e é coberto com concreto. Mesmo assim, os vândalos escavam para fazer a retirada da fiação. Alguns criminosos também observam enquanto os trabalhadores estão montando os equipamentos e, depois que as equipes saem, retornam para fazer o furto.
Quando o dano é parcial, ou seja, a fonte alimentadora da sinaleira não é comprometida, o conserto pode levar até 3h. Já quando o dano é total, pode ser necessário até 48h para normalizar. É preciso mobilizar caminhão, trocar peças e deslocar cerca de oito profissionais para resolver o problema.
Nos locais onde a fiação é aérea, os criminosos usam até ferramentas para cortar os cabos. As câmeras de segurança ajudam no monitoramento, mas não têm intimidado a ação dos vândalos. O superintendente pediu colaboração dos cidadãos para coibir ocorrências.
“Estamos intensificando o monitoramento e o diálogo com as forças de segurança, mas é fundamental que a população nos ajude denunciando movimentações suspeitas. Cada cabo levado representa um transtorno direto no dia a dia de quem precisa se deslocar pela nossa cidade", explica Diego Brito.
Áreas afetadas – Os locais mais afetados são regiões do Centro, como as avenidas Joana Angélica, Sete de Setembro e J.J. Seabra (Barroquinha); e vias com muitos semáforos, como as avenidas Silveira Martins (Cabula), Barros Reis (Rótula do Abacaxi), Afrânio Peixoto (Suburbana) e Dorival Caymmi (Itapuã).
A maioria dos casos ocorre na madrugada, mas há registros também durante o dia, como uma situação recente flagrada na Ligação Iguatemi-Paralela (LIP). Um homem tentou usar uma ferramenta para furtar os cabos, mas foi detido pela Guarda Civil Municipal.
Quem identificar semáforos com defeito deve acionar a Transalvador pelo 156 ou pelo App NOA Cidadão. Já em caso de flagrantes de tentativas de furto de cabos, o contato deve ser com a Guarda Civil Municipal, via WhatsApp (71) 99623-4955 – a denúncia pode ser em texto, áudio de até 30 segundos ou fotos –, ou a Polícia Militar, pelo 190.
Confira os prejuízos da Transalvador devido ao vandalismo (reparos da rede de sinalização) nos últimos anos:
2022 – R$ 1.627.419,76
2023 – R$ 1.260.458,29
2024 – R$ 1.392.184,80
2025 – R$ 1.160.011,83
Reportagem: Eduardo Santos/ Secom PMS
Seis egressos do projeto Jovem Aprendiz Empreendedor, desenvolvido pelo Parque Social, em parceria com a Secretaria de Gestão (Semge), participaram na última semana de um intercâmbio na capital paulista. A viagem, a oportunidade de aprendizado e as demais experiências foram conquistadas a partir do desempenho do sexteto ao longo do projeto, entre os 600 alunos que foram beneficiados pela iniciativa.
Durante a viagem, foi estruturado um roteiro pedagógico intencional, integrando visitas técnicas e momentos de reflexão, com foco em potencializar o aprendizado. Cada atividade foi pensada não apenas como visita, mas como uma experiência formativa, estimulando a curiosidade, o pensamento crítico e a conexão com os conteúdos trabalhados no programa. O roteiro incluiu visitas ao Museu Catavento, ao Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (Inova USP), à faculdade São Paulo Tech School e à Japan House, além do Parque Ibirapuera e da Casa do Cooperativismo de São Paulo.
Com idades entre 17 e 22 anos, os estudantes Brena de Carvalho, Yasmin Barreto, Mirela de Almeida, Gabriel Albino, Evelyn Silva e Diana Almeida se destacaram durante as formações teóricas e práticas, em 18 meses de capacitação do Jovem Aprendiz Empreendedor.
Katharina Pinheiro, coordenadora do projeto, explica que o intercâmbio se consolidou como uma estratégia formativa de alto impacto. “Antes da viagem, os jovens vinham sendo preparados ao longo de toda a trajetória, com foco no desenvolvimento de competências socioemocionais, senso de responsabilidade, protagonismo e desempenho, critérios que fundamentaram a seleção para a premiação.”
A gestora reforça que a vivência prática proporcionada pelo intercâmbio ampliou significativamente esse repertório construído ao longo do projeto. “O contato direto com ambientes de inovação, tecnologia, cultura e modelos colaborativos permitiu que eles conectassem teoria e prática, compreendessem novas possibilidades de carreira e ampliassem sua visão de mundo.”
Ainda para Katharina, os seis selecionados retornaram com uma visão mais estruturada sobre suas trajetórias profissionais e seu papel na sociedade.
“Todo o processo foi cuidadosamente estruturado para garantir que os jovens não apenas participassem do intercâmbio, mas que extraíssem o máximo de aprendizado da experiência. Antes da viagem, foi realizada uma reunião preparatória com eles, com o objetivo de orientá-los sobre a programação, alinhar expectativas, trabalhar aspectos comportamentais e prepará-los para uma vivência formativa fora do seu contexto habitual", destaca a gestora.
Experiência – Para os participantes, a experiência foi transformadora. A estudante Brena de Carvalho relatou surpresa ao ser escolhida e destacou o aprendizado adquirido durante as visitas e interações ao longo do intercâmbio.
“No dia da formatura, havia 600 jovens do projeto Jovem Aprendiz Empreendedor, e tive a honra de ser uma das seis jovens selecionadas para o intercâmbio. Foi ali que tudo começou. Fiquei completamente surpresa, não estava esperando que seria selecionada; estava passando por uma fase emocional difícil, mas deu tudo tão certo. Me senti reconhecida e realizada profissionalmente. Em São Paulo, tive o prazer de conhecer pessoas incríveis e fazer conexões nesse intercâmbio. Durante este período, fizemos visitas a empresas startups, inovação e tecnologia, assim como também fomos a museus e apreciamos obras excepcionais de autores nacionais”, relatou.
O colega dela, Gabriel Albino, lembrou que, inicialmente, os selecionados passaram por orientações sobre a programação da viagem, conhecendo os objetivos das atividades que seriam realizadas na capital paulista.
“Outro ponto essencial foi o preparo emocional e o controle da ansiedade, já que essa seria a primeira viagem de avião de todos do grupo. Ao longo do intercâmbio, foram adquiridos conhecimentos técnicos específicos muito importantes. Por exemplo, durante a visita à Universidade de São Paulo (USP), tivemos a oportunidade de assistir a uma aula sobre eficiência energética, além de conhecer de perto a estrutura e os equipamentos utilizados no local, o que ampliou nossa visão sobre as possibilidades dentro da área profissional, principalmente de áreas relacionadas à tecnologia", disse Albino.
Potencial – A coordenadora do Steam Lab do Inova USP, Roseli Lopes, falou da importância de receber o grupo de alunos do Parque Social, jovens que se destacaram entre mais de 600 participantes. Ela ressalta que a experiência foi "extremamente enriquecedora", principalmente por compartilhar o espaço com estudantes “dedicados e cheios de potencial”.
“Acredito que a USP, aos poucos, vem se abrindo e se fortalecendo como uma ponte entre a universidade e diferentes realidades sociais, ampliando oportunidades e promovendo conexões que realmente transformam vidas. Foi especialmente marcante ver que os alunos destaques são jovens negros ocupando com mérito um espaço que historicamente lhes foi negado. Sabemos que essa ausência em ambientes como a engenharia não é reflexo de falta de capacidade, mas de um contexto histórico de desigualdade que ainda deixa marcas profundas. Momentos como esse mostram que esse cenário está mudando”, assegurou Roseli.
O Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) oferece 499 vagas de emprego e estágio em Salvador para esta quinta-feira (9). Os candidatos deverão acessar o site http://salvadordigital.
O atendimento está sendo realizado de forma híbrida, ou seja, de forma presencial e remota, via WhatsApp – a escolha é no momento do agendamento. No caso das vagas que exigem experiência, o tempo de serviço deve ser comprovado em carteira de trabalho.
VAGAS:
Auxiliar de produção
Requisitos: Ensino fundamental completo, 3 meses de experiência, experiência em produção de alimentos, reservista obrigatório
Salário: R$1.800,00 + benefícios
2 vagas
Operador de caixa
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, conhecimento em pacote Office
Salário: R$1.700,00 + benefícios
1 vaga
Ajudante de obras
Requisitos: Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência, reservista obrigatório
Salário: A combinar + benefícios
3 vagas
Pedreiro
Requisitos: Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência, reservista obrigatório
Salário: A combinar + benefícios
3 vagas
Vendedor Interno
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência
Salário: A combinar + benefícios
15 vagas
Assistente de Departamento Pessoal (SIMM Mulher)
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, domínio de Excel e análise de dados
Salário: R$2.700,00 + benefícios
1 vaga
Jardineiro
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência
Salário: R$1.623,83 + benefícios
1 vaga
Técnico de enfermagem – Emergência Otorrino
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, experiência no setor
Salário: R$3.297,32 + benefícios
1 vaga
Técnico de enfermagem – Ressonância Magnética
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, experiência no setor
Salário: R$3.297,32 + benefícios
1 vaga
Técnico de enfermagem – UTI Neonatal
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, experiência no setor
Salário: R$3.297,32 + benefícios
1 vaga
Pintor de obras
Requisitos: Ensino fundamental completo, 6 meses de experiência, reservista obrigatório
Salário: A combinar + benefícios
2 vagas
Auxiliar de limpeza pesada
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, reservista obrigatório e disponibilidade para esforço físico
Salário: R$1.655,50 + benefícios
2 vagas
Vendedor interno
Requisitos: Ensino médio completo, 3 meses de experiência, conhecimento em produtos de limpeza
Salário: R$1.770,00 + comissão
2 vagas
Auxiliar de armazenamento
Requisitos: Ensino médio completo, 3 meses de experiência, disponibilidade para carregar peso e reservista obrigatório
Salário: R$1.711,54 + benefícios
8 vagas
Porteiro de condomínio
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, curso na área, reservista obrigatório e escala 10x36
Salário: R$1.734,96 + benefícios
3 vagas
Auxiliar de limpeza em condomínio
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, experiência na função, moradores de Salvador/Camaçari
Salário: R$1.660,00 + benefícios
3 vagas
Auxiliar de limpeza pesada
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, reservista obrigatório
Salário: R$1.621,00 + benefícios
1 vaga
Auxiliar de produção em confeitaria
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, experiência com bolos e salgados, reservista obrigatório
Salário: R$1.518,00 + benefícios
1 vaga
Auxiliar de logística
Requisitos: Ensino médio completo, 3 meses de experiência, reservista obrigatório e fácil acesso a Porto Seco Pirajá
Salário: R$1.700,00 + benefícios
1 vaga
Repositor de mercadoria (estágio)
Requisitos: Ensino médio incompleto, sem experiência, reservista obrigatório e fácil acesso a Ondina
Salário: Bolsa R$650,00 + benefícios
1 vaga
Atendente Balconista (SIMM Mulher)
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, disponibilidade tarde/noite, fácil acesso à Pituba
Salário: R$1.621,00 + benefícios
4 vagas
Operador de telemarketing receptivo
Requisitos: Ensino médio completo, sem experiência, boa dicção, informática e disponibilidade de horário
Salário: A combinar + benefícios
120 vagas
Atendente de telemarketing (Jovem Aprendiz)
Requisitos: Ensino médio completo, sem experiência, informática intermediária
Salário: Bolsa R$843,33 + benefícios
37 vagas
Mecânico de refrigeração (ar-condicionado)
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, curso na área
Salário: A combinar + benefícios
10 vagas
Técnico Orçamentista
Requisitos: Ensino médio completo, 6 meses de experiência, curso técnico, conhecimento em Excel e AutoCAD
Salário: A combinar + benefícios
1 vaga
Controlador de pragas
Requisitos: Ensino fundamental completo, 3 meses de experiência, CNH A
Salário: A combinar + benefícios
3 vagas
Operador de telemarketing ativo e receptivo
Requisitos: Ensino médio completo, sem experiência, informática básica
Salário: A combinar + benefícios
250 vagas
Ajudante de carga e descarga (PCD)
Requisitos: Ensino fundamental completo, sem experiência, fácil acesso à Calçada
Salário: A combinar + benefícios
4 vagas
Assistente Social (PCD)
Requisitos: Ensino superior completo, 3 meses de experiência, CRESS ativo
Salário: R$2.000,00 + benefícios
1 vaga
Empacotador (PCD)
Requisitos: Ensino fundamental completo, sem experiência
Salário: R$1.621,00 + benefícios
7 vagas
Auxiliar de Limpeza Pesada (PCD)
Requisitos: Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência
Salário: R$1.621,00 + benefícios
2 vagas
Auxiliar de cozinha (PCD)
Requisitos: Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência
Salário: R$1.621,00 + benefícios
2 vagas
Auxiliar de Operação (PCD)
Requisitos: Ensino fundamental completo, sem experiência, reservista obrigatório
Salário: R$1.621,00 + benefícios
5 vagas
Texto: Nilson Marinho / Secom PMS
Mestres de capoeira foram transformados em personagens de ficção e passaram a ilustrar as páginas de duas obras de cordel: “A Lenda do Badauê” e “Mulungu de Ronda”. Ambas, criações do ilustrador e comunicador Eddy Azuos, foram distribuídas nesta quarta-feira (8), na Casa das Histórias de Salvador (CHS), no Comércio, para os visitantes que estiveram no local. A ação, realizada pela Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), ocorreu no dia em que a visitação aos equipamentos culturais públicos da cidade é gratuita e integra a programação do Dia Nacional do Livro Infantil.
Os visitantes também participaram de um bate-papo com o autor, com a oportunidade de tirar dúvidas e conhecer melhor o processo criativo. A ideia para a construção das obras, de acordo com Eddy, nasceu de um questionamento sobre a ausência de referências nacionais no gênero de super-heróis.
“Por que a gente não usa capoeiristas como fonte de inspiração para construir nossos próprios super-heróis? Por que temos ninjas, tartarugas e até monges, mas não nos inspiramos nas nossas próprias referências? Então, achei que poderíamos, em algum momento, ter um universo de super-heróis inspirado nas histórias brasileiras, e que a capoeira poderia ser um potencializador para isso”, explicou.
A obra de estreia, “A Lenda do Badauê”, por exemplo, utiliza elementos da capital baiana, como o Dique do Tororó, como cenário para o surgimento de um justiceiro negro. O visual do protagonista é uma homenagem ao Mestre Moa do Katendê. Já o segundo título, “Mulungu de Ronda”, resgata a figura histórica de João Mulungu, líder escravizado em Sergipe.
Egresso da cultura hip-hop, Eddy adaptou a métrica de composição do rap às regras da literatura de cordel. Enquanto o primeiro livro foi escrito em quintilhas, o segundo utilizou sextilhas. Segundo ele, é necessário atenção à rima, à cadência e à sensibilidade de quem vai ler ou ouvir a obra.
“É um desafio muito interessante porque, ao mesmo tempo em que você precisa se preocupar com a rima, também deve evitar a repetição de palavras e dar sentido às sensações que o público vai experimentar. O cordel foi feito para ser recitado, não apenas lido; por isso, é preciso escrever imaginando a sonoridade. Tudo precisa fazer sentido. Não se pode usar muitas palavras fora do contexto de quem vai ler, para que a obra seja compreendida. Foi nessa ideia que o cordel me fisgou”, explicou.
Um dos visitantes que teve acesso às obras do comunicador foi o bancário Alfredo Bonini. Natural do interior de São Paulo e de férias em Salvador, ele nunca havia lido um livro de cordel. “Eu adoro literatura e costumo ler os clássicos, mas é muito bom conhecer obras como essa, sobretudo com personagens que representam outras culturas”, comentou.
Para o autor, levar histórias a espaços como a Casa das Histórias é fundamental para a democratização da leitura. Ele já havia participado da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), na edição do ano passado, onde seus livros também foram distribuídos aos visitantes.
“Tenho certeza de que as pessoas sairão daqui com vontade de conhecer outros super-heróis negros capoeiristas ou até de criar suas próprias histórias. Isso é positivo porque, quando vemos alguém fazendo algo simples, como um livro de poucas páginas, percebemos que também somos capazes. Eu também posso dar vida aos meus personagens. Aqui é a Casa das Histórias e, quando contamos nossa própria trajetória, estamos reivindicando um direito que é nosso. Vale a pena não deixar que a nossa história seja apagada, e este espaço tem um papel fundamental nisso”, concluiu.
O autor também aproveitou o encontro para anunciar seu próximo lançamento: “Maria do Cambotá”. A nova obra apresentará uma super-heroína no universo da capoeira, com traços inspirados na Mestra Janja, do Grupo de Capoeira de Angola Nzinga, com sede na capital baiana.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/acao-literaria-na-casa-das-historias/ .
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador iniciou, nesta quarta-feira (8), uma ação emergencial conjunta para beneficiar a comunidade de marisqueiras, pescadores e ambulantes da região de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário, que vem sendo diretamente impactada pela contaminação por produtos químicos na praia local. A iniciativa inclui a entrega de cestas básicas, divulgação do restaurante popular e atualização do Cadastro Único para acesso a programas sociais, entre outros serviços.
A ação é promovida pelas secretarias municipais de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e Especial do Mar (Semar), e atende 626 famílias desse grupo social. O atendimento ocorre até esta quinta-feira (9), na Escola Municipal Otaciano Pimenta, das 8h às 17h, e é voltado a pessoas previamente cadastradas na Sempre. Além da entrega de cestas básicas, a iniciativa busca facilitar o acesso das famílias ao Cadastro Único, evitando que precisem se deslocar até o bairro do Comércio, onde está localizada a central do serviço. Assim, os afetados poderão solicitar programas sociais do governo federal, como o Seguro-Defeso.
De acordo com o titular da Sempre, Júnior Magalhães, o apoio às pessoas economicamente afetadas pela contaminação do mar na região é fundamental para garantir assistência às famílias. “Estamos diante de um quadro social alarmante, e a nossa preocupação é social. Por isso, estamos atuando aqui, atendendo às pessoas que foram diretamente impactadas, pois fazem do mar o ganha-pão e o sustento de suas famílias. Sabemos que a situação de vulnerabilidade social é grande e, sem o sustento e a renda complementar, isso agrava ainda mais o cenário”, afirmou.
A secretária especial do Mar, Maria Eduarda Lomanto, destacou que a iniciativa chama atenção para os diversos impactos sociais provocados por um problema ambiental. “O papel do município é acolher, entender as dificuldades e olhar com carinho para os pescadores e marisqueiros da nossa cidade. Para nós, o principal é pensar no futuro dessas pessoas, no que vai acontecer a partir de agora. A Prefeitura está atenta a tudo isso. Os CRAS estão de portas abertas, assim como as UPAs, os postos de saúde e os programas sociais. Estamos acompanhando tudo, com atenção ao que acontece na cidade”, completou.
Prejuízos – A praia de São Tomé de Paripe foi interditada no dia 11 de março, após análise técnica do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que constatou contaminação por cobre e nitrato na faixa de areia, onde também foram registradas manchas azuladas e amareladas, além de mortes de animais marinhos. As substâncias podem causar riscos à saúde, como infecções, hepatite A e conjuntivite. O terminal foi suspenso temporariamente, mas já foi liberado. A investigação segue, conforme informou a gestão estadual.
Entre os prejudicados pela contaminação está a marisqueira Ediunice Oliveira, de 55 anos. Ela contou que a situação impactou diretamente sua rotina, comprometendo seu principal sustento. “Nessa época, por conta da Semana Santa, era para estarmos ganhando dinheiro. Mas não tivemos condições de pescar, porque a maré está contaminada e os pescados estão morrendo. Já são quase três meses. Perdemos não só o sustento, mas também o lazer, que é a praia, além de um recurso natural essencial para a nossa sobrevivência. Essa ação vai ajudar muito, porque estamos sem ter como sobreviver. O benefício vem para ajudar. Me sinto vista, e isso é muito importante”, afirmou.
Nascida e criada em São Tomé de Paripe, a marisqueira e quilombola Elindeia Medeiros, de 47 anos, além de garantir o sustento com a mariscagem, também emprega outras pessoas. “Somos seis irmãos. Sou dona de aviamento, rede e canoa, e fui diretamente impactada. Meu aviamento está parado, não temos como pescar. Agora mesmo começa a época do camarão, e não podemos vender. Esse benefício vai ajudar muito, é uma cesta bem servida que vai ‘segurar a onda’. Os meninos que pescam no meu aviamento se inscreveram e foram contemplados, o que é muito positivo”, comentou.
O irmão mais novo de Elindeia, Edson Conceição, de 42 anos, também relatou os impactos da contaminação em sua rotina. “Para nós, marisqueiros, principalmente os quilombolas, isso foi um desastre. Já vinha acontecendo, mas agora piorou muito”, disse. Na casa dele, quatro pessoas dependem dos pescados, além de outros familiares vizinhos. “A ação é bem-vinda e está agradando a mim e a muita gente. Nunca recebi o Seguro-Defeso, e espero que agora essa conquista venha”, completou o pescador.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/apoio-emergencial-a-pescadores-e-marisqueiros-de-sao-tome-de-paripe/ .
Reportagem: Eduardo Santos/ Secom PMS
Seis egressos do projeto Jovem Aprendiz Empreendedor, desenvolvido pelo Parque Social, em parceria com a Secretaria de Gestão (Semge), participaram na última semana de um intercâmbio na capital paulista. A viagem, a oportunidade de aprendizado e as demais experiências foram conquistadas a partir do desempenho do sexteto ao longo do projeto, entre os 600 alunos que foram beneficiados pela iniciativa.
Durante a viagem, foi estruturado um roteiro pedagógico intencional, integrando visitas técnicas e momentos de reflexão, com foco em potencializar o aprendizado. Cada atividade foi pensada não apenas como visita, mas como uma experiência formativa, estimulando a curiosidade, o pensamento crítico e a conexão com os conteúdos trabalhados no programa. O roteiro incluiu visitas ao Museu Catavento, ao Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (Inova USP), à faculdade São Paulo Tech School e à Japan House, além do Parque Ibirapuera e da Casa do Cooperativismo de São Paulo.
Com idades entre 17 e 22 anos, os estudantes Brena de Carvalho, Yasmin Barreto, Mirela de Almeida, Gabriel Albino, Evelyn Silva e Diana Almeida se destacaram durante as formações teóricas e práticas, em 18 meses de capacitação do Jovem Aprendiz Empreendedor.
Katharina Pinheiro, coordenadora do projeto, explica que o intercâmbio se consolidou como uma estratégia formativa de alto impacto. “Antes da viagem, os jovens vinham sendo preparados ao longo de toda a trajetória, com foco no desenvolvimento de competências socioemocionais, senso de responsabilidade, protagonismo e desempenho, critérios que fundamentaram a seleção para a premiação.”
A gestora reforça que a vivência prática proporcionada pelo intercâmbio ampliou significativamente esse repertório construído ao longo do projeto. “O contato direto com ambientes de inovação, tecnologia, cultura e modelos colaborativos permitiu que eles conectassem teoria e prática, compreendessem novas possibilidades de carreira e ampliassem sua visão de mundo.”
Ainda para Katharina, os seis selecionados retornaram com uma visão mais estruturada sobre suas trajetórias profissionais e seu papel na sociedade.
“Todo o processo foi cuidadosamente estruturado para garantir que os jovens não apenas participassem do intercâmbio, mas que extraíssem o máximo de aprendizado da experiência. Antes da viagem, foi realizada uma reunião preparatória com eles, com o objetivo de orientá-los sobre a programação, alinhar expectativas, trabalhar aspectos comportamentais e prepará-los para uma vivência formativa fora do seu contexto habitual", destaca a gestora.
Experiência – Para os participantes, a experiência foi transformadora. A estudante Brena de Carvalho relatou surpresa ao ser escolhida e destacou o aprendizado adquirido durante as visitas e interações ao longo do intercâmbio.
“No dia da formatura, havia 600 jovens do projeto Jovem Aprendiz Empreendedor, e tive a honra de ser uma das seis jovens selecionadas para o intercâmbio. Foi ali que tudo começou. Fiquei completamente surpresa, não estava esperando que seria selecionada; estava passando por uma fase emocional difícil, mas deu tudo tão certo. Me senti reconhecida e realizada profissionalmente. Em São Paulo, tive o prazer de conhecer pessoas incríveis e fazer conexões nesse intercâmbio. Durante este período, fizemos visitas a empresas startups, inovação e tecnologia, assim como também fomos a museus e apreciamos obras excepcionais de autores nacionais”, relatou.
O colega dela, Gabriel Albino, lembrou que, inicialmente, os selecionados passaram por orientações sobre a programação da viagem, conhecendo os objetivos das atividades que seriam realizadas na capital paulista.
“Outro ponto essencial foi o preparo emocional e o controle da ansiedade, já que essa seria a primeira viagem de avião de todos do grupo. Ao longo do intercâmbio, foram adquiridos conhecimentos técnicos específicos muito importantes. Por exemplo, durante a visita à Universidade de São Paulo (USP), tivemos a oportunidade de assistir a uma aula sobre eficiência energética, além de conhecer de perto a estrutura e os equipamentos utilizados no local, o que ampliou nossa visão sobre as possibilidades dentro da área profissional, principalmente de áreas relacionadas à tecnologia", disse Albino.
Potencial – A coordenadora do Steam Lab do Inova USP, Roseli Lopes, falou da importância de receber o grupo de alunos do Parque Social, jovens que se destacaram entre mais de 600 participantes. Ela ressalta que a experiência foi "extremamente enriquecedora", principalmente por compartilhar o espaço com estudantes “dedicados e cheios de potencial”.
“Acredito que a USP, aos poucos, vem se abrindo e se fortalecendo como uma ponte entre a universidade e diferentes realidades sociais, ampliando oportunidades e promovendo conexões que realmente transformam vidas. Foi especialmente marcante ver que os alunos destaques são jovens negros ocupando com mérito um espaço que historicamente lhes foi negado. Sabemos que essa ausência em ambientes como a engenharia não é reflexo de falta de capacidade, mas de um contexto histórico de desigualdade que ainda deixa marcas profundas. Momentos como esse mostram que esse cenário está mudando”, assegurou Roseli.
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