Esportes

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Pela primeira vez, a capital baiana sediou a Liga Nacional de Polo Aquático, realizada na semana passada, na Arena Aquática Salvador, localizada no bairro da Pituba. O campeonato foi uma realização da Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FDBA) em parceria com a Confederação Baiana de Desportes Aquáticos (CBDA), com apoio da Prefeitura. 

Participaram da competição times da 2ª divisão da Liga, dentre eles Iate (DF), Pinheiros (SP), Hebraica (SP), Passarinho (PE) e Curitibano (PR), e os times baianos Yatch Clube da Bahia, Polo Aquático de Salvador e o Polo de Feira, da cidade de Feira de Santana.  

Oriundo do projeto social Projeto Juventude Saudável, de Feira de Santana, o atleta do time Polo Aquático de Feira, Pedro Henrique Santana, se emocionou ao lembrar do primeiro contato com a natação. “Tudo começou através do meu pai, ele já fazia natação e por causa dele, resolvi fazer também. Mais à frente, conheci o polo aquático e me apaixonei. O meu primeiro jogo foi ponto de decisão para decidir que seria esse esporte que eu escolheria para a minha vida, e hoje estou disputando um campeonato”. 

O presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FBDA), Diego Albuquerque, relembrou a importância da capital baiana realizar pela primeira vez o campeonato nacional. “Salvador sempre foi vista como a cidade da música, do carnaval e do entretenimento, e agora está ficando mais claro que pode também ser vista como a cidade do esporte. Toda a sociedade soteropolitana e baiana precisa abraçar os eventos esportivos que chegam à cidade. Esses eventos dão mais oportunidades para atletas locais conhecerem melhor as modalidades e posteriormente, se desenvolverem com equipes de outros estados”.es

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As atividades esportivas para os alunos de iniciação e aperfeiçoamento da Arena Aquática de Salvador já foram restabelecidas na piscina, depois de aproximadamente um ano e meio de paralisação em decorrência da pandemia. Desde abril deste ano, apenas os atletas da equipe de alta performance da Arena Aquática tinham retornado aos treinamentos, em vista das competições oficiais de que participam e sempre conforme os protocolos sanitários de contenção da Covid-19.

O medalhista olímpico e gerente de esportes aquáticos da arena, Edvaldo Valério, celebrou a reativação das piscinas, destacando a promoção da qualidade de vida e da autoestima das pessoas que fazem natação e hidroginástica nelas, mas também reforçou a importância de manter os cuidados com a pandemia.

“Atendemos de crianças com seis anos a idosos, incluindo pessoas com deficiência, como autistas, amputados, cadeirantes e as com Síndrome de Down. Além dos benefícios à saúde e ao bem-estar proporcionados pelo esporte, a socialização é um fator muito importante. Então, poder reabrir nossas portas deixa o coração em paz”, afirmou.

A professora e costureira Avonilda Pinho, 54 anos, mãe de Isabel, inscreveu a filha na natação da Arena por recomendação médica e se diz satisfeita com os resultados. “Isabel tem rinite alérgica e ficava se cansando, daí a pediatra prescreveu natação. Hoje ela usa menos remédios, respira melhor e está mais disciplinada. Ela estava ansiosa para voltar, tanto que descobriu sozinha a data do retorno e ligou para conferir”, frisou. 

Isabel tem 12 anos e participa das aulas de natação às segundas, quartas e sextas-feiras, das 14 às 14h50. Ela relatou que o amor pelo esporte é latente. “Amo nadar, água, piscina, mar, tudo isso me ajuda a cantar e dançar sem cansaço. E também senti falta dos colegas, dos professores e de tudo nesse lugar, que é muito bonito”, comentou.

Novas vagas – De acordo com Valério, 480 novas vagas para alunos serão abertas e divulgadas ainda neste mês, com início das aulas em dezembro. Interessados deverão se inscrever através do site www.arenaaquatica.salvador.ba.gov.br/para que participem do sorteio eletrônico indicativo dos contemplados.

É preciso que todos inscritos apresentem atestados de aptidão cardiológica e dermatológica e crianças e jovens em idade escolar, o comprovante de escolaridade.

Neste ano, a caderneta de vacinação contra a Covid-19 também será exigida daqueles que já tenham sido convocados pela campanha de imunização para tomar a primeira e/ou segunda dose.

Estrutura e protocolos – Administrado pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), da Prefeitura de Salvador, a Arena Aquática Salvador conta com uma piscina olímpica e uma semiolímpica, academia funcional, salas para fisioterapia e atendimento médico. A capacidade para receber 240 alunos por dia, em turmas de 20 pessoas cada, que se revezam em aulas de 50 minutos, das 6h às 18h.   

Entre as medidas de segurança sanitárias, como aferição de temperatura dos alunos, higienização com álcool em gel, distanciamento nas raias, uso de máscara pelos professores, Valério acrescentou que os pais dos alunos devem esperá-los durante as aulas do lado de fora da arena e não mais nas suas dependências, como antes da pandemia.

 

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Pensar uma Salvador que faz uso da bicicleta como modal de transporte, recurso para práticas esportivas e de lazer e ainda instrumento de mobilização social, era um cenário improvável até alguns anos atrás. Agora, quando a cidade celebra os oito anos do Movimento Salvador Vai de Bike (MSVB), comemora também os avanços que a capital obteve com o fomento ao uso das bikes nesse período.

Para celebrar a data (22), que também dialoga com o Dia Mundial Sem Carro, a Empresa Salvador Turismo (Saltur) promoveu uma palestra sobre manutenção de bicicletas na Associação Comunitária Flamares, no Flamengo. O evento contou com a presença do presidente da Saltur, Isaac Edington, e do titular da Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador), Marcus Passos.

O presidente da Saltur destacou que, pela primeira vez na cidade, a bicicleta foi incorporada às estratégias do município como recurso para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. “O trabalho de estímulo e mobilização de pessoas, engajamento de organizações e órgãos da Prefeitura além de entidades representativas do setor é tão importante quanto à infraestrutura. Essa foi uma das grandes contribuições deste período”, afirmou.

Ele reforçou ainda que os desafios para os próximos anos permanecem e que a proposta é ampliar a capacidade e diversidade de iniciativas para engajar mais pessoas no movimento de uso de bicicletas, além de usá-las como recurso de transformação socioeconômica.

Conquistas – O Movimento Salvador Vai de Bike é desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Saltur. Nos últimos oito anos de existência, o programa conseguiu capacitar mais de três mil motoristas de ônibus para manter a segurança dos ciclistas no trânsito, realizou ações educativas voltadas ao público infantil com mais de 10 mil participantes, atuou no incentivo ao uso de bike envolvendo mais de 100 grupos de pedal da cidade, entre diversas outras iniciativas.

Atualmente a capital baiana ocupa o segundo lugar no país em utilização de bicicletas compartilhadas, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro (RJ). A cidade também ampliou expressivamente o seu sistema cicloviário, saltando de 13 km para 330 km de ciclovias e ciclofaixas. 

Para o titular da Transalvador, Marcus Passos, os avanços são perceptíveis e colaboram com diversos aspectos da cidade. “No passado Salvador não tinha capacidade de absorver as pessoas que tinham interesse em usar a bicicleta como transporte nem para atividades físicas e lazer. A cidade se transformou nos últimos oito anos. O sistema cicloviário já é expressivo e nos ajuda a desafogar o trânsito, que cresceu muito”, pontuou.

Manutenção de bicicletas – A oficina ficou a cargo do empreendedor da escola “Já fui de Bike”, Daniel Bagdeve, que apresentou ao público técnicas simples que podem aumentar a vida útil das bicicletas, e ainda compartilhou como o transporte pode ser usado para gerar renda na comunidade. Ele deu dicas de como realizar os principais ajustes das regulagens na bike para evitar dores no corpo, e trouxe ainda quais os itens necessários para ter no kit de ferramentas e limpeza da bicicleta.

No local, há um núcleo do Bike Comunidade com dez unidades disponíveis aos moradores e comerciantes. O projeto, pioneiro no Brasil, tem o objetivo de disponibilizar bicicletas para serem compartilhadas dentro das próprias comunidades, tanto para o lazer quanto para a geração de renda. 

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Uma atleta especial tem chamado a atenção de outros atletas e de visitantes da Arena Aquática de Salvador, no bairro da Pituba. Trata-se de Anita Matos Santana, conhecida como Dona Anita. A nadadora tem 70 anos e, no último dia 6, foi medalhista de ouro na 4ª etapa do Circuito Baiano de Águas Abertas, na Península de Maraú.

A nadadora participou do campeonato pela categoria Sênior J, onde a competição é concorrida por atletas com mais de 70 anos. Na ocasião, ela fez a prova de 3 km em um tempo de 1 hora e 15 minutos, sendo o melhor tempo da prova na categoria concorrida, o que a levou ao pódio tão desejado e concorrido.

“Só pelo fato de ter participado da competição, eu já estava me sentindo uma vencedora, mas eu sabia que poderia ir além. Meu objetivo era ter um bom desempenho e ficar entre os três melhores. Com muito esforço, alcancei esse objetivo e fiquei em primeiro lugar. Não foi fácil, mas eu consegui”, disse Anita.

Nascida em Pojuca, na região metropolitana de Salvador, a aposentada se mudou para Salvador aos 10 anos, em busca de melhores condições de estudos. O interesse pela natação veio anos mais tarde. Aos 45 anos, a aposentada despertou o interesse pelo esporte após matricular e acompanhar seus filhos nas aulas de natação.

No ano de 2019, Anita Matos viu a oportunidade de participar do processo seletivo e fazer parte do quadro de atletas da Arena Aquática de Salvador. “Foi uma sensação de muita felicidade. Eu fiz a inscrição e aguardei todas as fases do processo de seleção. Na fase seletiva final, fiz uma prova de 100 metros no tempo estipulado por eles, de cerca de dois minutos, e passei”.

A atleta tem grandes referências de nadadores baianos como Allan do Carmo e Ana Marcela. Anita já participou de grandes campeonatos nacionais e internacionais, como na Colômbia e nos Estados Unidos. A atleta, que participa de outras competições esportivas como a corrida, já tem um novo objetivo: participar do campeonato aquático de Dubai em 2022.

Mais medalha – Outro atleta da Arena Aquática também se destacou na competição. O engenheiro Eduardo São Pedro Alves, 47 anos, que teve sempre interesse por atividades físicas, participou do circuito baiano e ficou em terceiro lugar na categoria Sênior E, de prova rápida de 1 km. “A maré estava bastante forte. Não foi uma prova fácil, mas conseguimos ficar entre os três primeiros colocados, e isso já se torna bastante gratificante”.

Preparação – Há cerca de dois anos trabalhando na Arena, o treinador da equipe de base, Tiago Alves, destacou o desempenho dos dois nadadores medalhistas. “Não é uma novidade para a equipe. Dona Anita e Eduardo são dois atletas que se dedicam bastante e estão sempre participando dos treinamentos”.

A cada treino, os atletas realizam trabalhos de mobilidade de força e treinamentos técnicos na piscina, para melhoria das próprias habilidades. Os exercícios são realizados na piscina da Arena e também no mar.

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A Prefeitura, através da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), prossegue com o trabalho de requalificação de áreas esportivas na capital baiana. Desta vez, serão iniciadas as obras de recuperação de um campo e uma quadra poliesportiva na Rua Arthur Fraga, no Vale dos Lagos, com ordem de serviço assinada no local, no domingo (3).  

De acordo com o secretário da Sempre, Kiki Bispo, a intenção é incentivar ainda mais o esporte na cidade, além de oferecer opções de lazer às comunidades, que englobam até mesmo quadras de futevôlei. “Está sendo feito um trabalho especial, igualitário, voltado para as pessoas mais carentes, fortalecendo o esporte por toda a Salvador”, declarou.

O presidente da Associação de Moradores do bairro, Antônio Oliveira, demonstrou felicidade e expectativa pela ação. “Só temos a agradecer, porque o esporte é vida, é transformador e, sem dúvida, essas obras vão mudar a história de muitos moradores do nosso bairro. Lazer, saúde e educação são muito importantes para todos aqui na comunidade”.

Também estiveram presentes na ocasião a secretária de Ordem Pública (Semop), Marise Chastinet; o diretor de Esportes da Sempre, Felipe Lucas; e a diretora de Proteção Social Especial da pasta, Kelly Morais, dentre outras autoridades.

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A equipe de alta performance da Arena Aquática de Salvador conquistou o terceiro lugar no pódio, em campeonato organizado pela Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FBDA), neste final de semana. Além disso, atletas integrantes do time da Prefeitura, através da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), obtiveram resultados individuais de destaque.

Um deles é Guilherme Schubach, que conseguiu o melhor índice técnico, na competição na Categoria Mirim 2, na prova dos 50m livre. Já Manoel Filipe alcançou o índice para participar do Campeonato Brasileiro Júnior 2 de Verão, na prova dos 100m livre. A atleta Maria Eduarda Teixeira também alcançou o índice para participar do Campeonato Brasileiro Infantil 1 de Verão, na prova 100m peito.

O gerente de Esporte Aquáticos da Prefeitura de Salvador, o medalhista olímpico Edvaldo Valério, não escondeu a satisfação ao ver o projeto gratuito dar resultados e seguir na linha de revelar futuros atletas na Bahia. “Todo mérito e parabéns aos atletas, aos pais e responsáveis, aos treinadores e toda nossa equipe”, comemorou.

"Nosso objetivo é fomentar a prática esportiva, incluir socialmente, além de revelar futuros campeões. Sabemos que não é um trabalho em curto prazo, mas temos uma boa perspectiva diante desses resultados", declarou o secretário municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer, Kiki Bispo. O gestor destacou ainda que a escolha de Edvaldo Valério, medalhista olímpico nos jogos de Sydney, Austrália, em 2000, contribuiu de forma relevante para os atuais resultados.

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Três atletas da seleção de ginástica rítmica, da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), chegaram ao pódio no Circuito Baiano de Ginástica, realizado no fim de outubro passado. Na competição, realizada pela Federação Bahiana de Ginástica, Maria Eduarda Passinho, 12 anos, alcançou o segundo lugar na categoria infantil, com mãos livres.

Já a atleta Mirela Moreira, 18 anos, chegou ao terceiro lugar na categoria adulto, com o aparelho bola. Por fim, a ginasta Maria Eduarda Casaes, 14 anos, alcançou o terceiro lugar, também com o aparelho bola, mas na categoria juvenil.

As conquistas da equipe reforçam a importância do esporte, como vetor de transformação social e contribuem para inspirar outras meninas, que almejam a carreira de ginasta. Atualmente, dez atletas fazem parte do grupo de alto desempenho da Sempre.

Mirela, atleta desde os quatro anos, tem alcançado bons resultados no esporte representando Salvador. Em 2019, por exemplo, ela conseguiu o primeiro lugar no aparelho arco e segundo lugar no aparelho bola, no Torneio Regional de Ginástica Rítmica, promovido pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). No torneio geral alcançou ainda o posto de vice-campeã.

Ela afirma que a beleza do esporte não está apenas na vitória, mas nas vivências que adquire com a equipe, ao participar das competições. "São várias as experiências que temos durante as competições e nesse processo crescemos juntas. Crescemos no tapete, compartilhamos técnicas, é maravilhoso. Quando trazemos uma vitória para o grupo, junto vem também a motivação da equipe. Elas são como minha família", contou.

Participar do campeonato foi um momento marcante para Maria Eduarda Passinho. Ela contou que os desafios superados até chegar à segunda colação fazem com que se sinta vitoriosa. "Fiquei bastante surpresa quando soube que conquistei o segundo lugar. As pessoas acham que só vale chegar em primeiro, mas quem está lutando todos os dias, se dedicando, sabe o quanto nos esforçamos. A menina que ficou em primeiro lugar é minha amiga e quando recebemos a notícia ficamos felizes, não importa a colocação. O que vale é a amizade", afirmou.

Maria Eduarda Casaes destacou que a ginástica rítmica a atrai pelos movimentos, dança e flexibilidade e que irá se empenhar para ser inspiração em Salvador. "É um esporte muito gracioso e maravilhoso de se praticar. Meu sonho era me apresentar com o aparelho bola e fiquei muito feliz em chegar ao terceiro lugar. Muitas meninas às vezes não se reconhecem em nenhum esporte. Sinto que com meu exemplo posso motivá-las”, pontuou.

Próxima etapa – Nos dias 13 e 14 de novembro, as ginastas vão disputar a segunda fase da competição, que está ocorrendo em formato híbrido. A equipe treina às segundas, terças e quintas-feiras no ginásio do Subúrbio 360, em Coutos. Durante os encontros, elas treinam com bola, arco, fita, massas e cordas, sempre focando em usar os aparelhos que serão avaliados no próximo campeonato.

Pensando no futuro - O projeto de ginástica rítmica, ofertado por meio da Prefeitura, beneficia não apenas a equipe da seleção, mas também promove a iniciação esportiva na Escola Municipal Senhor do Bonfim, em Terezinha, e no Cmei Nossa Senhora das Graças, situado na Cidade Baixa. Nas unidades são beneficiadas 100 e 55 crianças, respectivamente.

A professora de ginástica rítmica Neidijane Rios, responsável pela iniciação esportiva, destacou que através da prática são lapidados diversos aspectos das atletas, a exemplo da disciplina, autoestima, autocuidado e companheirismo. Ela destacou ainda que a modalidade é pensada em longo prazo e que é preciso fazer os encaminhamentos e processos pedagógicos, para que os resultados sejam colhidos, posteriormente, na categoria adulto.

“O esporte não é simplesmente realizar movimentos. A medalha e o pódio são a consequência do trabalho. É uma construção até chegar ao reconhecimento. Hoje elas estão sendo ginastas, mas no futuro vão contribuir de forma positiva para a sociedade“, pontuou.

A expectativa é que em dezembro a Sempre promova um festival on-line, para encerramento das atividades. Na ocasião, serão realizadas apresentações da equipe da seleção para as meninas da iniciação esportiva, para integração dos grupos, além de outras atividades.

 

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Dois nadadores da equipe de atletas de alta performance da Arena Aquática Salvador vão competir no Campeonato Brasileiro Interclubes Infantil de Verão 2021, que ocorrerá na cidade de Colombo, no Paraná, entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro.

Manoel Felipe da Silva, 17 anos, alcançou os índices para disputar as provas dos 50 e 100 metros livres, na categoria Júnior. Já Maria Eduarda Martinez, 13 anos, disputará a prova dos 100 metros peito, na categoria Infantil 1.

Os resultados foram obtidos no campeonato organizado pela Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FBDA), realizado este mês de setembro, no qual a equipe da Arena Aquática Salvador, vinculada à Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), da Prefeitura de Salvador, conquistou o terceiro lugar.

Ainda nesta competição, Guilherme Schubach, 10 anos, conseguiu o melhor índice técnico na categoria Mirim 2, na prova dos 50 metros livres e disputará o Campeonato Norte e Nordeste de Natação em outubro, na etapa de Maceió.

Suporte aos atletas – Para Maurício Sá Barreto, treinador da Arena Aquática Salvador, o objetivo da equipe foi conquistado com o melhor desempenho possível. “Estamos nos aproximando das equipes vencedoras, do Yacht Clube da Bahia e do Clube de Empregados da Petrobras (Cepe). No próximo ano, queremos ser os campeões baianos e melhorar nosso ranking regional. É um resultado muito bom para uma equipe que só existe há um ano e meio e que atravessou uma pandemia”, comemorou.

Ele destacou que a estrutura da Arena Aquática é aprimorada progressivamente, oferecendo aos atletas a melhor piscina do estado da Bahia, suporte psicológico, nutricional e fisioterápico, além de uma academia funcional, o que tem sido decisivo para o êxito nas competições.

Manoel Felipe, que treina quatro horas por dia, seis dias por semana e ainda cursa Estatística na Universidade Federal da Bahia (Ufba), avaliou seu desempenho na competição baiana como excepcional. “Fiquei surpreso porque vinha numa semana ruim de saúde, mas meu treinador adaptou os treinos e conseguimos os índices. Ainda temos muita coisa para melhorar, mas foi uma felicidade enorme. O trabalho de Edvaldo Valério, que é o meu ídolo, na gestão da arena, é fundamental. E agora eu vou ao brasileiro para ser campeão”, comentou o atleta.

Maria Eduarda também demonstrou otimismo quanto ao Campeonato Brasileiro e destacou a união da equipe como fator de sucesso. “Estou muito feliz, batalhando todos os dias, treinando bastante para melhorar meu desempenho, fruto dos profissionais da Arena e da nossa equipe acolhedora, que é como uma família para mim”, concluiu.

 

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A prática esportiva eletrônica em Salvador já passa a ter regulamentação pela Prefeitura. A lei 9.600/2021 foi sancionada pelo prefeito Bruno Reis, na tarde desta quarta-feira (1º), e define regras para fomentar a atividade no município, visando promover mais desenvolvimento do setor de e-sports através da realização de competições profissionais e formação de atletas.

A solenidade ocorreu no Palácio Thomé de Souza, no Centro, e contou com as presenças da vice-prefeita e secretária de Governo (Segov), Ana Paula Matos; do secretário de Inovação e Tecnologia (Semit), Samuel Araújo; e do presidente da Federação do Estado da Bahia de Esportes Eletrônicos (Febaee), Gabriel Miranda, além de outros membros da entidade.

“Tenho a compreensão que o mercado de esportes eletrônicos cresceu e pode ser estratégico na economia da cidade, sendo mais um nicho que podemos vislumbrar para geração de emprego e renda”, afirmou Bruno Reis. O gestor acrescentou que a pandemia da Covid-19 ampliou o estímulo da população ao uso da tecnologia.

O prefeito ainda destacou que ter uma lei que regulamenta a prática esportiva eletrônica na cidade é o primeiro passo para alavancar toda a cadeia produtiva ligada ao mundo dos games. “Isso dá segurança jurídica e estabilidade para quem quer investir no setor. Neste mês, anunciaremos um conjunto de competições que ocorrerão na cidade ainda este ano, considerando todos os protocolos sanitários que o momento exige. Queremos transformar Salvador na capital nordestina dos e-sports”, assegurou.

A estratégia de estímulo a ser desenvolvida pela Prefeitura envolve desde captação de grandes competições nacionais (LOL, Fortnite e Doca, entre outros) até o lançamento de editais para iniciativas inovadoras e capacitação de novos desenvolvedores. O presidente da Febaae celebrou a aprovação da nova lei.

“Hoje é um marco na história de Salvador. É o início para podermos dar mais apoio aos times, aos organizadores de eventos e todas as profissões que estão envolvidas no cenário esportivo eletrônico. Não se trata mais de jogo, uma brincadeira, mas um esporte. Assim como os jogadores do segmento, que passam a ser atletas e profissionais. A ideia é desenvolver mais essa área”, esclareceu Gabriel.

Diretrizes – O exercício da atividade esportiva eletrônica em Salvador obedecerá a diversas diretrizes. A lei 9.600 caracteriza como esporte eletrônico as atividades que, fazendo uso de artefatos eletrônicos, caracteriza a competição de dois ou mais participantes, no sistema de ascenso e descenso misto de competição, com utilização do round-robin tournament systems, o knockout systems, ou outra tecnologia similar e com a mesma finalidade.

“Essas nomenclaturas em inglês fazem referência aos tipos de esportes eletrônicos. O sistema de ascenso e descenso significa que teremos a evolução dos times, como ocorre nas séries A e B do futebol”, explica o presidente da Febaee, Gabriel Miranda.

Além disso, o praticante de esportes eletrônicos passa a receber a nomenclatura de “atleta” e poderá gozar de atendimento médico e clínico durante os campeonatos de jogos eletrônicos.

Ainda segundo a nova lei, é livre a atividade esportiva eletrônica, visando torná-la acessível a todos os interessados, de modo que possa promover o desenvolvimento intelectual, cultural, esportivo contemporâneo, levando, juntamente a outras influências das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), à formação cultural e propiciando a socialização, a diversão e a aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos.

A legislação traz ainda objetivos específicos a serem proporcionados pelos esportes eletrônicos, dentre os quais estão: promover, fomentar e estimular a cidadania, valorizando a boa convivência humana, por meio dessa prática esportiva; propiciar a prática esportiva educativa, levando os jogadores a se entenderem como adversários e não como inimigos, na origem do jogo justo (fair play), para a construção de identidades, com base no respeito.

A norma também salienta a necessidade da presença de profissionais da área de saúde, como fisioterapeutas, nutricionistas e ortopedistas, no apoio a eventos e torneios que forem realizados.

 

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