Concorrer a uma das 368 vagas do concurso da Prefeitura é uma grande oportunidade para quem está em busca de um cargo ou de melhores condições de trabalho. Conquistá-la, no entanto, exige dedicação. Uma das primeiras iniciativas para quem quer se candidatar é ler atenciosamente o edital. A leitura e releitura do documento permite que o candidato tenha pleno conhecimento de todas as exigências do certame.
Professor do curso Os Aprovados, Carlos Humberto Moreira recomenda também organizar os estudos, focar nos assuntos que são considerados mais difíceis e definir horas diárias para se dedicar. “Cada estudante tem o seu tempo, mas é preciso ter disciplina. O recomendável é estudar, no mínimo, duas horas por dia. Para aqueles que têm a semana muito ocupada com trabalho, o ideal é reservar os finais de semana e, no momento de estudo, esquecer as redes sociais e o bate-papo”, afirma Carlos "Helmans", como é conhecido no cursinho.
Após ler ou assistir vídeo-aulas sobre o assunto da prova, o candidato não pode esquecer de resolver questões de concursos anteriores. Carlos "Helmans" explica que as questões se repetem, o que muda é apenas o contexto. “Resolvê-las dará uma noção de como o assunto será cobrado. A dica é estudar um assunto e em seguida responder às questões relacionadas. Além disso, é bom observar a maneira como a banca elabora as perguntas”, diz.
Na prova de concurso para ensino médio da Prefeitura, que costumam ter uma concorrência maior, vão cair os seguintes assuntos básicos: língua portuguesa, raciocínio lógico, noções de informática e legislação institucional. Além dos assuntos básicos, serão cobrados conhecimentos específicos, de acordo com cada cargo, e Teste de Aptidão Física (TAF).
Os cargos para ensino médio são os de agente de trânsito e transporte (com 30 vagas mais cadastro de reserva), agente de fiscalização municipal (5 vagas mais cadastro de reserva), agente de salvamento aquático (10 vagas mais cadastro de reserva) e Guarda Civil Municipal (50 vagas mais cadastro de reserva).
Descanso – Depois da maratona de estudos, o descanso é sempre bem-vindo. “A mente também precisa descansar, principalmente após um longo tempo de dedicação. O candidato que estudou muitas horas seguidas e se sente cansado deve parar um pouco, assistir um filme, fazer alguma atividade recreativa ou dormir. É muito importante! Inclusive, a véspera da prova é um momento para relaxar e deixar que toda a aprendizagem feita até o momento possa fluir no dia seguinte”, sugere Helmans.
Experiente no assunto, o guarda civil municipal Antônio Carlos Magalhães, de 39 anos, orienta os candidatos aos cargos de nível médio a iniciar logo o treino para o TAF, antes mesmo de fazer a prova objetiva. “O período entre a aprovação na prova objetiva e o TAF é muito curto. Por isso, muita gente que deixa para a última hora acaba sendo eliminada, principalmente na barra, que é um dos exercícios comumente cobrados”, conta ACM.
Durante a prova objetiva, a dica é prestar muita atenção no enunciado. “É melhor buscar compreender do que tentar fazer várias questões sem entender o que está sendo pedido”, complementa.
Inscrições – As inscrições para o concurso da Prefeitura seguem disponíveis até as 16h do dia 7 de maio, pelo site www. fgv. br/ fgvprojetos/ concursos/ pms2019. O valor é de R$ 80 para os cargos de nível médio e nível técnico e de R$ 100 para aqueles de nível superior. As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 16 de junho. A remuneração pode chegar a R$ 10.902,71, de acordo com o cargo. Mais informações sobre o concurso podem ser acessadas no edital, disponível na página da FGV.
Na manhã desta quinta-feira (11), o designer e artista plástico baiano Elano Passos, de 43 anos, visitou a Creche e Pré-Escola Primeiro Passo Parque São Cristóvão, localizada em São Cristóvão, para prestigiar os alunos que fizeram releituras de suas obras. A unidade de ensino fez um trabalho de comemoração dos 470 anos de Salvador tendo como foco um projeto de identidade.
De acordo com Luciana Villas Bôas, diretora da instituição, o intuito era que as crianças pudessem conhecer melhor a capital baiana, já que estavam trabalhando com o tema do aniversário da cidade. “O objetivo do projeto era levar as crianças para conhecer pontos turísticos da cidade de Salvador, além de conhecer um artista baiano que tivesse a obra sendo retratada com uma linguagem simples, para que os alunos conseguissem representar”, contou.
A ideia do projeto foi pensada pelas professoras Clarissa Bidart e Elienai Santos, ambas de 40 anos, responsáveis pela turma do grupo 5C. A proposta, inicialmente, era trabalhar com o projeto identidade, partindo do conhecimento de si mesmo e de onde a criança pertence. Depois de assistir um vídeo, onde Passos realizava um trabalho no aeroporto de Salvador, as técnicas utilizadas e simplicidade dos desenhos despertaram a atenção da professora.
Impacto – Elano Passos utiliza nas próprias obras a técnica nanquim ou tinta da china, um corante preto desenvolvido na China. Questionado sobre o que achou do projeto, o artista afirmou que é uma ação importantíssima para a comunidade, como uma forma de levar cultura local e criar vínculo com a comunidade. “Pra mim, pessoalmente, foi um presente que eu ganhei. É entender que o que eu faço pode contribuir um pouquinho com a educação, para a formação dessas crianças”, falou.
Os alunos buscaram retratar as obras que mais chamaram a atenção. A história do artista foi um dos pontos-chaves para o desenvolvimento do trabalho com as crianças, já que o artista iniciou na pintura quando ainda era bem jovem. "Foi importante pra eles, porque Elano começou a pintar quando ele também era criança, e isso é bom pra eles perceberem que eles também podem", explicou Clarissa.
Na sala de aula, os 22 alunos participaram de uma roda de conversa com Elano e fizeram perguntas ao artista. No segundo momento do encontro, Passos reproduziu, em uma das paredes do pátio, a pintura intitulada como "Capoeira" – mesma imagem estampada na camisa.
Os pequenos vibravam, aplaudiam e faziam comentários. Uma das estudantes, Camilly Dias, de 5 anos, ficou impressionada com a desenvoltura e habilidade do artista. "A gente nem consegue desenhar que nem ele, porque ele é um bom desenhista", exclamou.
Cinco startups do Uruguai estarão presentes no Hub Salvador, no Comércio, para um intercâmbio na capital baiana a partir desta segunda (1º) e até sexta-feira (5). A intenção é promover a conexão do ecossistema uruguaio com o brasileiro, viabilizando uma interação entre startups, empresas e investidores, a fim de compartilhar experiências e estabelecer possíveis negócios.
O Intercâmbio Connecty foi desenvolvido a partir de uma parceria entre o Hub Salvador e a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação (ANII). “Nesse primeiro momento, vamos receber essas empresas e mostrar o potencial de Salvador dentro do segmento e tudo o que podemos oferecer para o desenvolvimento dessas startups. O segundo passo é levar as nossas startups para o Uruguai e poder promover essa internacionalização”, explica o diretor de Parceria Público-Privada da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Gustavo Menezes
Dezesseis empresas se cadastraram para participar do intercâmbio e apenas cinco foram selecionadas por terem um perfil mais compatível com o Brasil. A BenTen Bitoech e Glocosee atuam na área de saúde. A Bidegaray&Asociados oferece serviços de engenharia e consultoria com foco nas áreas de eficiência energética e valorização de resíduos. Já a Rural Inmuebles aposta na tecnologia para alavancar os negócios agropecuários. Por fim, a TeLIoT opera com a solução de softwares para acelerar projetos voltados para a Internet das coisas.
Ao todo, serão 10 pessoas, sendo dois representantes de cada startups, que vão poder trocar experiências e entender como esse ecossistema funciona em Salvador. Na programação está prevista uma verdadeira imersão na comunidade com treinamento jurídico e contábil, visita ao Senai Cimatec e à Prefeitura, além de uma vivência completa com postos de trabalho no primeiro centro de inovação e tecnologia público-privado do Brasil.
O CEO do Hub Salvador, Moacy Veiga, afirma que esse é apenas o primeiro resultado dessa parceria e comemora a ação. “Essa troca de experiência fortalece o Hub como um ambiente que permite a inovação, conexão, empreendedorismo e crescimento de startups da Bahia e de todo o mundo”.
A rede municipal de ensino de Salvador passa a ter, neste primeiro semestre de 2019, 100% do material didático produzido com conteúdo próprio – iniciativa inédita no Brasil. O lançamento dos materiais complementares foi feito durante o "Seminário municipal Nossa Rede: A consolidação de uma política educacional", realizado durante toda esta segunda-feira (15), no Hotel Fiesta, no Itaigara.
O evento teve as presenças do prefeito ACM Neto; do vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Bruno Reis; do secretário municipal da Educação (Smed), Bruno Barral; e da presidente do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep), Elisabete Monteiro, além de gestores das unidades municipais de ensino.
O seminário representou o encerramento do ciclo de produção dos materiais próprios da rede municipal, iniciado em 2015, que passa a ter todas as etapas contempladas: Educação Infantil (pré-escola) e Ensino Fundamental - Anos Iniciais (1º ao 5º ano) e Anos Finais (6º ao 9º ano).
Sendo assim, começam a ser entregues na próxima semana o caderno de Ciências Humanas e da Natureza para os alunos de 1º ao 5º ano, e os cadernos pedagógicos direcionados a professores e alunos do Ensino Fundamental Anos Finais, bem como os referenciais curriculares relacionados a essa etapa.
Para o prefeito, a construção de um material pedagógico próprio é um exemplo da prioridade que tem a educação na capital baiana, sobretudo na qualidade de ensino. “Não adianta ter escolas bonitas, com professores se não houver um material didático adequado, atualizado, customizado para a realidade de Salvador. O que se consegue com esse referencial curricular é isso: dar o que há de mais moderno, completo e adequado à situação da nossa capital para os alunos”, pontuou ACM Neto.
O processo, inclusive, estava previsto para ser concluído em 2020, de acordo com o secretário Bruno Barral. Ele aproveitou para agradecer a todos pela parceria e empenho com a iniciativa. “Solicitamos a antecipação desse material, pois as crianças não podiam esperar. Temos muito a fazer por essa rede, pelos alunos e pela nossa cidade”, completou.
Processo – A construção do material para os anos finais foi feita de julho a dezembro de 2018. A iniciativa envolveu 930 profissionais da educação pública municipal, entre professores, gestores e coordenadores. Um diferencial importante foi a participação de 240 alunos na produção dos cadernos, que dialogam com os alunos desta faixa etária, tornando o material mais atrativo e interessante
“Pensamos em uma proposta pra os anos finais que fosse inovadora, que abrisse a possibilidade dos professores de dialogar entre si dentro da escola, onde as áreas de conhecimento não fossem abordadas de forma isolada e também pensar sobre a realidade e as demandas do mundo. É uma proposta cidadã e que o Brasil vai aplaudir, pois nos Anos Finais não há experiência com a dimensão que esta rede teve coragem de assumir”, afirmou Elisabete Monteiro.
Os cadernos têm profunda ligação com as características culturais e sociais de Salvador, tornando os conteúdos muito próximos da realidade dos alunos. São materiais cuidadosamente construídos a partir de conceitos como representatividade, baianidade, questões étnicorraciais, inclusão, empoderamento, proximidade e diálogo, dentre outros. Contém atividades inclusivas, oportunizando que as crianças com necessidades especiais sejam contempladas. Para os jovens, as atividades são gamificadas, ou seja, utilizam a tecnologia, linguagem e design dos jogos.
Outra inovação é a apresentação das sequências didáticas de forma interdisciplinar. Trata-se de uma nova metodologia de ensino que trabalha os conteúdos de forma transversal, o que proporciona um aprendizado mais amplo e conectado. O projeto Música na Escola, lançado na última sexta-feira (12), faz parte desse currículo próprio da rede municipal.
Educação ambiental se aprende desde cedo e faz parte da formação cidadã das crianças. Com esse intuito, a Escola Municipal de Campinas de Pirajá realiza uma semana inteira de ações lúdicas e interativas para promover a conscientização dos alunos quanto à preservação da natureza. Na manhã desta quarta-feira (3), cerca de 70 estudantes do Ensino Fundamental assistiram a uma palestra temática com agentes do Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa), da Guarda Civil.
A atividade ainda envolveu uma exibição de animais empalhados da fauna silvestre. Entre a garotada, a dupla Ruan Marcos dos Santos e Yago Rocha, ambos com 8 anos, ficou curiosa de poder ver e até tocar em bichos que geralmente estão disponíveis apenas nos zoológicos. “Muito legal, mas que bicho é esse?”, indagou um deles, enquanto apontava para uma cotia. “Não sei. Deve ser algum tipo de rato”, retrucou outro.
Além da cotia admirada pelos meninos, teve preguiça, jiboia, jacaré-de-papo-amarelo, tamanduá, tatu, iguana, papagaio, mico, raposa, jabuti, gavião carijó e sagui. Uma serpente viva, da espécie cobra-do-milho, também foi exibida, despertando curiosidade da criançada presente.
Durante a palestra, o supervisor do Gepa, Robson Pires, abordou conteúdos sobre práticas de sustentabilidade na relação do ser humano e meio-ambiente, coleta seletiva e importância em cuidar da fauna e da flora.
“Temos uma fauna muito rica em Salvador. Por isso que trouxemos esses animais silvestres aqui para escola, para que os alunos tenham esse contato e saberem que ainda existem muitos no município. Os animais não invadem nosso território. Somos nós que invadimos o habitat deles com o processo de urbanização”, disse o gestor.
Robson citou alguns exemplos de áreas preservadas da capital baiana, tal como os parques São Bartolomeu, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do país, o da Cidade, de Pituaçu, do Costa Azul e o Zoobotânico.
Nos últimos quatro anos, mais de 80 espécies diferentes de animais silvestres já foram resgatados no município – a maioria é jiboias. A orla marítima, entre Barra e Praia do Flamengo, embora não conte com muitas áreas verdes, é a região cujo Gepa recebe mais solicitações de moradores para captura de espécimes.
Resiliente - Durante toda essa semana, a criançada da Escola Municipal de Campinas de Pirajá se envolverá com atividades voltadas para educação ambiental. “É um trabalho conjunto, denominado de projeto Escola Resiliente. É importante promover essa conscientização aos estudantes para que eles levem isso para seus lares e sejam multiplicadores de boas práticas às suas respectivas famílias”, disse a diretora Rita de Cássia Argolo. A programação da iniciativa envolve oficinas de reciclagem, de compostagem e de brinquedos.
Na sexta-feira (5), às 9h30, a unidade será contemplada com uma horta de 30 metros quadrados, na qual os alunos poderão ajudar no cuidado e na plantação de hortaliças, como salsa, alecrim, tomate, alface, pimenta. A ação acontece em parceria com a Secretaria da Cidade Sustentável, Inovação e Resiliência (Secis).
Uma das mais tradicionais instituições de ensino do bairro de São Caetano, a Escola Municipal Francisco Mangabeira, localizada na Avenida Nestor Duarte, ganhará uma nova estrutura – mais ampla e confortável – em 2020. A demolição da antiga estrutura foi autorizada no local nesta quarta-feira (27) pelo prefeito ACM Neto, que também assinou ordem de serviço para reconstrução imediata da unidade de ensino.
A iniciativa faz parte da programação comemorativa do aniversário de 470 anos de Salvador e teve um toque especial com a apresentação do grupo de fanfarra da vizinha Escola Municipal Helena Magalhães, marcando também o Dia Nacional da Fanfarra. Ao lado do secretário municipal da Educação (Smed), Bruno Barral, demais autoridades, comunidade escolar e população, o prefeito ressaltou que o novo imóvel será construído com padrão de excelência.
“Será uma escola moderna, bem equipada, confortável, segura e que não vai deixar a dever a qualquer escola particular de Salvador. Todas as salas de aula serão climatizadas com ar-condicionado e terá até mesmo uma bela novidade: uma quadra para as crianças e para a comunidade, a ser instalada na cobertura da instituição. É uma unidade que vai atender a todas as demandas de matrícula da região”, pontuou o prefeito.
A diretora da instituição, Ana Mônica Lima, relembrou os 14 anos de atuação na Francisco Mangabeira e agradeceu pela reconstrução do imóvel. “É um momento de celebrar a realização desse sonho. Obrigada à Prefeitura pela oportunidade de fazer essa ação aqui e, assim, darmos uma educação de qualidade às crianças”, salientou.
Nova estrutura – A nova escola vai atender a crianças do grupo 5, Ensino Fundamental I e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Com uma área de 1.170,33 m², a unidade terá oito salas de aula, uma sala multiuso, sala de leitura, sala de professores, sala de Atendimento Educacional Especializado, diretoria, secretaria, coordenação, área de recreio, guarita, subestação, depósitos, cozinha, refeitório, elevador, quadra poliesportiva, área para triagem de alimentos, estacionamento e banheiros.
A unidade de ensino é adaptada para pessoas com deficiência, por isso conta com elevador e banheiros apropriados. O investimento foi de aproximadamente R$ 3,5 milhões de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com contrapartida do município.
Reconstruções – Ao todo, 16 unidades escolares estão sendo demolidas e reconstruídas pela Prefeitura, ação que soma investimentos da ordem de R$ 96 milhões. Até o momento, a intervenção é realizada nas escolas de Plataforma, Bom Juá, Fazenda Grande do Retiro, Boa Vista do Lobato, Engenho Velho da Federação, Nova Sussuarana, Pau Miúdo, São Cristóvão, Fazenda Coutos, Calabar, Ribeira, Palestina e Lobato.
Ainda em meio às comemorações pelos 470 anos de fundação, a Cidade da Música pela Unesco vai utilizar a vocação rítmica para reforçar ainda mais o aprendizado nas escolas municipais. Salvador passa a ter o projeto "Música na Escola", desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed). O lançamento da iniciativa foi realizado nesta sexta-feira (12), no Parque na Cidade, pelo prefeito ACM Neto e pelo secretário da Smed, Bruno Barral, dentre outras autoridades municipais e grupos de escolas da rede municipal de ensino.
A animação foi tão grande que o próprio prefeito assistiu as apresentações musicais ao lado dos estudantes. Ele salientou que a iniciativa é muito importante por aliar a música, que é um dos principais elementos da cultura e do povo da cidade, com a educação.
"É uma forma muito fácil de ensinar História, Matemática, Português e Ciências, conseguindo transmitir esse conteúdo, que pode ser um pouquinho maçante, de forma lúdica. Além disso, é um convite para as crianças apreciarem cada vez mais a música", afirmou ACM Neto.
Produzida em parceria com a Associação Pracatum Ação Social (APAS), a ação integra o Programa Nossa Rede, que, entre outras iniciativas, é responsável pela construção dos cadernos pedagógicos, elaborados com a participação dos professores.
Produção - Para o “Música na Escola” foram criadas músicas inéditas ou adaptadas do cancioneiro popular com relação direta com as sequências didáticas dos cadernos pedagógicos de Língua Portuguesa e Matemática, do 1º ao 5º ano, do Programa Nossa Rede. “É um projeto construído especificamente para nossas escolas municipais e que leva para a sala de aula mais um recurso de apoio à aprendizagem. A música é um instrumento forte na memorização e compreensão de conteúdos, ao mesmo tempo que torna a aula mais dinâmica”, explicou o secretário municipal da Educação, Bruno Barral.
Um exemplo do trabalho desenvolvido é a música “Rótulo Colado”, criada para a sequência didática “Valor nutricional dos alimentos”, que trabalha comparação de medidas do sistema métrico decimal, uso da proporcionalidade, interpretação de informações organizadas em tabelas de valor nutricional. Gravada pela artista Katê, a música será trabalhada com os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental (Anos Iniciais).
Para construir as músicas, a Pracatum montou uma equipe multidisciplinar composta por arte-educadores, pedagogos e músicos. O trabalho foi realizado em articulação com o Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep) e acompanhado pela Diretoria Pedagógica (Dipe) da Smed. A criação envolveu pesquisa de ritmos, a associação com os temas tratados, bem como a produção de uma série de sugestões pedagógicas para serem trabalhadas em sala de aula. "São músicas que trazem elementos pedagógicos, que têm um arranjo e sonoridade de músicas baianas e, especificamente, do universo de Salvador", afirma a diretora pedagógica da Smed, Joelice Braga.
No total, são 60 músicas: doze para cada ano do Ensino Fundamental I. Participaram das gravações 65 músicos baianos: Adelmo Casé, Alexandre Leão, Aloísio Menezes, Amanda Santiago, Arnaldo Antunes, Banda De Boca, Betho Wilson, Buk Jones, Bule Bule e Roberto Mendes, Capitão Corisco, Carla Cristina, Carla Lis Banda Didá, Carla Visi, Carlinhos Marques, Claudia Cunha, Claudia Leite, Daniela Mercury, Danny Nascimento, Dão, Deco Simões e Karina De Faria, Denny Denan, Edu Casanova, Felipe Escandurras, Flávio Renegado, Gerônimo, Gilberto Gil, Gilmelândia, Jackson Costa e Vanessa Borges, Janaína Carvalho E Sandra Simões, João Sereno, Ju Moraes, Juliana Ribeiro, Katê, Kekedy, Larissa Luz, Lazzo Matumbi, Levi Lima, Lucas Di Fiori, Luiz Caldas, Magary Lord, Márcia Freire, Márcia Short, Márcio Vitor, Margareth Menezes E Menino Sinho, Mari Antunes, Middah Borges, Nadjane Souza, Pierre Onassis, Raimundo Sodré, Ray Gouveia, Reinaldo Nascimento, Ricardo Chaves, Robson Morais, Sarajane, Saulo Fernandes e Ana Clara, Shido, Tito Bahiense, Tonho Matéria e Vina Calmon.
Outro detalhe do projeto é um material descritivo de ritmos pesquisados e utilizados na construção das músicas. Em “O ás vale 1”, gravada por Ricardo Chaves e que compõe uma das sequências didáticas do 2º ano, foram utilizados os ritmos tucaia com galope e sambaê, ambos originários do samba duro, surgidos nos anos 90. "Todo esse material é muito interessante, porque auxilia na produção do conhecimento, atua nas competências cognitivas e habilidades dos alunos, de maneira criativa. Utilizamos um método que se baseia na cultura popular e afro-baiana. Isso é um diferencial", explica a diretora-executiva da Pracatum, Selma Calabrich.
Nossa Rede - O programa Nossa Rede, lançado em 2015, é uma ação da Prefeitura que visa melhorar a qualidade da educação pública municipal e tem por objetivos a elaboração das novas diretrizes curriculares da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. O processo de criação contou com o apoio de parceiros como a Avante, Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP) e a Pracatum.
O modo como o Nossa Rede foi construído é pioneiro na educação pública brasileira. Com foco na participação e criação colaborativa, o novo material pedagógico foi elaborado dentro de uma visão de respeito aos valores das identidades culturais de Salvador e suas peculiaridades.
Para a construção do projeto, mais de quatro mil professores participaram dos Grupos de Trabalho realizados nas dez Gerências Regionais, e os demais colaboraram via Grupos de Trabalhos Regionais ou através de uma Plataforma Virtual.
“Eu não me comunicava com os deficientes auditivos. Era como se eles fossem pessoas invisíveis que ficavam tentando se expressar e eu não conseguia compreender”, conta Joel Gilvêncio, 39 anos, servidor da Guarda Civil Municipal. Ele foi um dos 42 servidores pertencentes à primeira turma do curso de Formação Básica da Língua Brasileira de Sinais (Libras), promovido pela Prefeitura por meio da Unidade de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (UPCD).
O encerramento da primeira turma formada por servidores municipais de órgãos como Guarda, secretarias municipais de Saúde (SMS) e Manutenção (Seman), Defesa Civil de Salvador (Codesal) e Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) aconteceu na manhã desta terça-feira (2), no Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência (Comped), localizado na Avenida Joana Angelica. O objetivo da capacitação é garantir uma comunicação mais eficaz e um atendimento de qualidade, promovendo a inclusão dos surdos e deficientes auditivos.
“Já estou praticando o que aprendi no meu trabalho. Já atendi diversos deficientes auditivos. Poder estabelecer uma comunicação com essas pessoas é muito gratificante. É como se eu deixasse de ser impotente. Hoje me sinto um responsável por facilitar o acesso dessas pessoas com deficiência as informações, como lhe é de direito”, ressalta Joel.
Dinâmica – Através de apostilas, apresentações em Power Point, vídeos e simulações de atendimento, a capacitação foi dividida em três módulos e duração total de três meses, com direito a certificado ao final. Nesse período, os servidores puderam conhecer um pouco mais deste universo, com o intuito de melhorar o atendimento e promover a inclusão.
A professora de Libras Luana Alencar destaca a contribuição da capacitação e o papel dos servidores. “Essa capacitação propiciou conhecimentos básicos da Libras para que os servidores se tornassem aptos e preparados para atender a demanda de atendimento das pessoas surdas. É a garantia de um atendimento mais humanizado e uma melhor comunicação. Foi muito gratificante ver o esforço e desenvolvimento desses servidores durante o curso. Muitos deles serão multiplicadores dentro do órgão em que atua. A comunidade surda será muito beneficiada”, afirma.
“A comunicação é fundamental e poder proporcionar um melhor atendimento a essas pessoas, facilitando o fluxo de trabalho, traz um resultado muito significativo. Os servidores já estão praticando nos seus setores, ampliando a comunicação entre a Prefeitura e o público que precisa desse atendimento. A formação dessa turma é um avanço na política pública e no respeito à pessoa com deficiência. É uma vitória para nós”, declara a diretora-geral UPCD, Risalva Telles.
Importância - “Minha comunicação é toda visual. Saber que tem pessoas preparadas para me atender é muito importante. Isso é uma empatia, é um desenvolvimento comunicacional. A falta disso traz diversos prejuízos para a comunidade surda. A Prefeitura agiu muito bem em criar essa proposta”, declara o assistente administrativo Divanildo Pereira, 50 anos, que é deficiente auditivo.
“Por não saber interpretar os sinais, o atendimento se tornava muito mais demorado. Graças a essa capacitação conseguimos prestar um melhor serviço. Compreendemos o que eles querem falar e também somos compreendidos. Além de poder prestar mais esclarecimentos, os fazemos sentir mais acolhidos”, declara a assistente social da Seman, Cleidiane Araújo.
A capacitação faz parte do planejamento estratégico da Prefeitura. A meta da UPCD é capacitar 150 servidores até 2020 nas mais diversas áreas que atuam com atendimento ao público. Atualmente, mais de 250 servidores estão na fila de espera.
Uma ação coletiva e de impacto social inundará as regionais do Centro, Orla, Cidade Baixa, Liberdade, Subúrbio I, Subúrbio II, Cabula, Itapuã, Cajazeiras, Pirajá e São Caetano nesta quinta-feira (28), a partir das 9h. Trata-se da divulgação do programa Agente de Empreendedorismo e o compartilhamento de resultados do Agente da Educação, ambos desenvolvidos pelo Parque Social em parceria com a Prefeitura.
“Serão 90 agentes de empreendedorismo nas ruas. A expectativa é conversar com mais de 1.500 empreendedores ou potenciais empreendedores para que eles saibam que agora podem contar com um programa que irá apoiar o desenvolvimento do seu negócio. E, para aqueles que apenas tem uma ideia, e que não sabem por onde começar, vamos explicar como eles também podem ser beneficiados”, explica a coordenadora do programa Agente de Empreendedorismo, Maiana Brandão.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), em 2015, 42% da população ativa soteropolitana está ocupada na economia informal. “Essas pessoas são exatamente aquelas que tem pouquíssimas oportunidades de se desenvolver por falta de apoio, e o programa vem exatamente para suprir essa lacuna e apresentar novas oportunidades, levando o crescimento socioeconômico para as comunidades participantes”, esclarece Maiana.
O programa Agente de Empreendedorismo está presente em 79 escolas, 10 Prefeituras-Bairro e na sede do SIMM e tem como propósito fomentar o desenvolvimento socioeconômico por meio de estímulo ao empreendedorismo, apoiando os empreendedores no acesso ao crédito e na aquisição de conhecimentos específicos para que possam desempenhar com maior profissionalismo e autonomia.
O programa contará com a capacitação "Aprendendo a Empreender", promovida pelo Parque Social, e com o suporte do Sebrae, que disponibilizará oficinas e palestras para o público beneficiado, que também terá oportunidade de acesso ao Crediamigo do Banco do Nordeste.
Resultados - Já os Agentes da Educação, que atuam nas 424 escolas da rede municipal, participarão da ação coletiva realizando a prospecção de novos parceiros, além da divulgação dos resultados alcançados desde o início do programa. De agosto de 2015 a fevereiro de 2019, foram realizados 165 mil acompanhamentos da vida escolar dos alunos, 77 mil regularizações da frequência, 51 mil atendimentos aos pais/alunos e visitas domiciliares, 3 mil parceiros da comunidade e 15 mil ações de integração escola/família/comunidade.
“O programa vem gerando resultados muito significativos para o cenário da educação municipal de Salvador, que vem crescendo muito em termos de reconhecimento pelos investimentos. Prova disso é que conseguimos superar a meta estabelecida pelo Ideb e o programa Agente da Educação só vem contribuindo nesse sentido, de fazer com que Salvador seja reconhecida como a capital da educação”, destaca a coordenadora do Agente da Educação, Paula Alves.
Com o propósito contribuir de forma efetiva para uma educação transformadora, inclusiva e de qualidade fortalecendo a escola enquanto espaço de aprendizagem e interatividade, o programa Agente da Educação também auxilia na promoção da melhoria do desempenho escolar, na redução do índice de evasão e a valorização da escola como patrimônio da comunidade.
O estagiário cumpre uma carga horária de 30 horas semanais, distribuídas entre o turno matutino e vespertino, e deve ser residente na comunidade onde vai atuar, para o qual recebe, mensalmente, a bolsa auxílio no valor de R$ 928,00 mais transporte. Para ser um agente da educação é preciso ter idade igual ou superior a 18 anos, estar matriculado em instituição de ensino superior do curso de pedagogia – presencial noturno ou à distância –, cursando entre o segundo e sexto semestre.
“ Essa ação casada representa a força da educação e do trabalho como mola propulsora de desenvolvimento”, afirma a presidente de honra do Parque Social, Rosário Magalhães.
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