Cultura

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Uma das principais manifestações com origem nas religiões de matriz africana em Salvador, a Festa de Iemanjá 2017, que tem como ponto alto o bairro do Rio Vermelho, já teve a programação definida pela Colônia de Pescadores. Os festejos contam com apoio da Prefeitura, que apoia a parte artística e organização com um esquema especial de prestação dos serviços públicos. As atividades já têm início no dia 1º (quarta-feira), às 7h, com a abertura do caramanchão ao lado da Colônia de Pesca Z1, próximo ao Largo de Santana, para entrega dos presentes nos balaios.

Já no dia de louvor à orixá (2), é depositado o presente de Oxum no Dique do Tororó, às 2h30. Às 4h45, uma alvorada de fogos anuncia os festejos e a chegada do presente principal – geralmente mantido em segredo até a hora em que é levado ao mar – na Colônia de Pescadores. Às 15h30, o presente principal e as demais oferendas são levadas até alto-mar para serem depositadas. O encerramento dos festejos religiosos acontece às 18h.

Este ano, em resposta à recomendação da Polícia Militar, as apresentações musicais e sonorização em logradouros públicos foram limitadas até 22h. “Nas reuniões preparatórias, houve essa manifestação do comando da Polícia Militar de que era importante estabelecer um limite máximo de horário para emissão de som na rua. Consultamos a Amarv (Associação dos Moradores e Amigos do Rio Vermelho), a Colônia de Pescadores e o Sindicato dos Hoteis, Bares e Restaurantes e estipulamos o horário-limite. É importante lembrar que o bairro também é residencial e tem vida noturna já consolidada, além de ser um local com grande confluência de tráfego da cidade. Considerando ainda os limites de operação para desobstruir e limpar as vias, essa é uma decisão razoável e consensual”, relata o secretário municipal de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco.

História – De acordo com historiadores, a festa em homenagem a Iemanjá teve início em 1923, quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a mãe das águas. Nesse período, os peixes estavam escassos no mar e, a partir de então, todos os anos os pescadores pedem à orixá fartura de peixes e mar tranquilo. A festa foi tomando grande proporção e, hoje, além das manifestações artísticas como a capoeira e as rodas de samba, também são pontos marcantes a enorme fila para oferta de presentes no caramanchão ao lado da Colônia de Pescadores Z1, o branco das vestes dos adeptos da orixá e as festas modernas em ambientes privados do bairro.

Dentre as superstições que envolvem as homenagens à Iemanjá refere-se à receptividade dos presentes. Reza a lenda que, caso o presente seja encontrado na beira da praia, é porque a divindade não gostou da oferta. Outra crença é de que o cavalo marinho é o guardião da casa de Iemanjá, sendo ele o mensageiro mais rápido. Além disso, todos os anos é preparado um presente principal pelos pescadores, cujos preparativos são marcados por rituais. Mais recentemente, são realizadas campanhas de conscientização para que as pessoas adotem presentes sustentáveis, como uma forma também de preservar o meio ambiente.

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O primeiro objetivo do Portas Abertas já foi cumprido: promover a abertura de mais museus aos finais de semana na região do Centro Histórico. Desde o lançamento do projeto pela Prefeitura, no último dia 7, dez equipamentos participantes da inciativa já receberam a visita de mais de 800 pessoas aos sábados e domingos. Para aproveitar melhor a visita aos acervos que contam a história de Salvador e da Bahia, estão sendo lançados roteiros especiais divididos por temas e opções. A intenção é enriquecer ainda mais as experiências de moradores e turistas nos museus, sendo um atrativo a mais além das belas praias da primeira capital do Brasil.

São cinco roteiros no total. O primeiro tem como tema “Salvador: Cidade da Bahia”, com peças que revelam aspectos gerais da cidade, desde o surgimento até elementos que ajudaram a formar a cultura da capital baiana. O segundo roteiro, intitulado “Salvador: Nos Caminhos do Barroco”, tem como intuito mostrar o patrimônio religioso e civil que retrata este estilo artístico, principalmente na arquitetura, nas imagens e nas artes plásticas.

A terceira rota é “Salvador: Cidade Multicultural”, que traz a contribuição dos africanos e afrodescendentes no processo civilizatório baiano. “Salvador: Aspectos Históricos” traz como destaque a história da cidade, traços arquitetônicos, hábitos e costumes, religiosidade e culinária, entre outros itens. Por fim, em “Salvador: Arte da Azulejaria” os visitantes terão acesso à história da capital baiana contada através da azulejaria e cerâmica.

De acordo com o secretário municipal de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco, a iniciativa enfatiza Salvador como uma cidade rica em diversidade cultural e natural, oferecendo bons motivos para a visitação. “Os roteiros foram criados com o objetivo de apresentar aos baianos e turistas a diversidade cultural existente no Centro Histórico e, logicamente, as possibilidades de visitação. Tem roteiro para todos os gostos e idades. É uma prova de que Salvador, além de belas praias, tem uma rota cultural incrível, que merece ser conhecida por todos”, frisa.

Confira abaixo os roteiros detalhados:

"Salvador: Cidade da Bahia"

- Opção 1
 Igreja e Museu da Santa Casa da Misericórdia – segunda-feira a sábado, das 10h às 17h; domingo, das 9h às 13h; feriado, das 13h às 17h. Entrada: R$6 (inteira) / R$ 3 (meia)
 Vila Étnica - sábado e domingo, das 9h às 13h. Ingresso visita guiada às salas temáticas: R$10
 Igreja São Pedro dos Clérigos – sábado, das 8h às 12h e das 13h às 17h – Entrada: R$3

- Opção 2
 Museu Eugênio Teixeira Leal – sábado, das 13h às 17h; domingo, das 10h às 14h
 Fundação Casa Jorge Amado – sábado e domingo, das 10h às 16h. Entrada: R$5,00
 Museu Gastronomia Baiana (Senac) – sábado, das 9h às 14h30

- Opção 3
 Museu Tempostal (Ipac) – sábado e domingo, das 12h às 17h
 Fundação Casa de Jorge Amado – sábado e domingo, das 12h às 16h. Entrada: R$5
 Igreja do Rosário dos Pretos – sábado, das 8h às 12h e das 13h às 17h
 Casa do Benin – sábado e domingo, das 10h às 16h. Restaurante do Benin a partir das 11h

"Salvador: Nos Caminhos do Barroco"

- Opção 1
 Ordem Terceira de São Francisco – sábado e domingo, das 8h às 12h e das 13h às 16h30. Entrada: R$5
 Fachada da Igreja e Convento do São Francisco (1587)
 Museu Gastronomia Baiana (Restaurante Senac) – sábado, das 9h às 14h30
 Museu Abelardo Rodrigues (Ipac) – sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h

- Opção 2
 Igreja do Carmo - Ordem 1ª – sábado, das 8h às 12h
 Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo – sábado, das 8h às 12h e das 14h às 16h30
 Museu Udo Knoff Azulejaria e Cerâmica (Ipac) - sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h
 Vila Étnica cafeteria - sábado e domingo, das 9h às 13h. Entrada visita guiada: R$ 10

"Salvador: Cidade Multicultural"

- Opção 1
 Casa do Benin (museu e restaurante) - sábado e domingo, das 10h às 16h
 Fachada da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (1710)
 Fundação Casa de Jorge Amado - sábado e domingo, das 10h às 16h. Entrada: R$5
 Centro Cultural Solar Ferrão (Ipac) - sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h

- Opção 2
 Estátua de Zumbi dos Palmares – Praça da Sé
 Memorial das Baianas – sábado, das 9h às 16h
 Vila Étnica Cafeteria - sábado e domingo, das 9h às 13h. Ingresso visita guiada às salas temáticas: R$ 10
 Museu Udo Knoff Azulejaria e Cerâmica (Ipac) – sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h
 Museu Gastronomia Baiana (Restaurante Senac) – sábado, das 9h às 14h30

"Salvador: Aspectos Históricos"

 Memorial das Baianas - sábado, das 9h às 16h
 Igreja de São Pedro dos Clérigos - sábado, das 8h às 12h e das 13h às 17h - Entrada: R$3
 Vila Étnica Cafeteria - sábado e domingo, das 9h às 13h. Ingresso da visita guiada às salas temáticas: R$ 10
 Museu Tempostal (Ipac) - sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h
 Centro Cultural Solar Ferrão (Ipac) - sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h

"Salvador: Arte da Azulejaria"

 Igreja e Museu da Santa Casa da Misericórdia – segunda-feira a sábado, das 10h às 17h; domingo, das 9h às 13h; feriado, das 13h às 17h. Ingressos: R$6 (inteira) / R$ 3 (meia)
 Igreja da Ordem Terceira de São Francisco – sábado e domingo, das 8h às 12h e das 13h às 16h – Entrada: R$5
 Fachada da Igreja e Convento do São Francisco (1587)
 Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Ipac) – sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h

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Depois de levar milhares de pessoas às ruas da Cidade Baixa ontem (12), a Lavagem do Bonfim ainda ecoa em Salvador e os festejos na região prosseguem até a segunda-feira (16), com a Segunda-Feira Gorda da Ribeira. De acordo com historiadores, romeiros que participavam da lavagem na Colina Sagrada perambulavam pelos bairros vizinhos no final dos festejos, estendendo o fim da celebração profana até a segunda-feira. Tanto que, antigamente, a data era chamada de Segunda-Feira do Bonfim. A festa ficou conhecida pela migração das barracas para a Ribeira, que atraía um grande número de pessoas, e o famoso cozido procurado pelo público na Enseada dos Tainheiros.

A Segunda-Feira Gorda da Ribeira é uma dos eventos que integram o calendário de Verão da Prefeitura, iniciativa que engloba as festas populares da cidade até o Carnaval. No dia 29 deste mês, o bairro da Federação louva São Lázaro - protetor contra as doenças - com uma celebração que remonta à tradição católica portuguesa e que engloba missa, tríduo e procissão pelas ruas nas imediações da igreja voltada ao santo. A manifestação religiosa acontece sempre no último domingo de janeiro e também conta com uma forte participação do candomblé, que homenageia o orixá Omolu com lavagem da escadaria da igreja de São Lázaro, velas acesas e banho de pipoca.

Rainha do mar - “Dia dois de fevereiro / dia de festa no mar...”. Nesse dia e com uma alvorada de fogos, o Rio Vermelho recebe milhares de pessoas que, de branco, vão até a Praia da Paciência reverenciar Iemanjá, orixá das águas e dos mares. Com origens nas religiões de matriz africana, os festejos são marcados por manifestações do candomblé, pelo samba, pelas rodas de capoeira, pelas barracas e pelas oferendas levadas pelos seguidores à Casa de Iemanjá, ao lado da Colônia de Pesca Z1. Mais recentemente, a celebração também tem atraído festas privadas com atrações musicais e DJs.

Os mimos são colocados em balaios e, ao cair da tarde, junto com o presente principal ofertado pelos pescadores, são levados pelos barcos para serem depositados ao mar. Reza a lenda que, se a oferta for encontrada na praia no dia seguinte, é porque Iemanjá não aceitou a oferenda. Desde o ano passado, a festa teve um atrativo a mais com a requalificação da orla do Rio Vermelho, promovida pela Prefeitura e que possibilitou não apenas a reurbanização da região, mas também a recuperação de equipamentos como a Colônia de Pesca e a Casa de Iemanjá.

Itapuã – A ser comemorada em 2017 no dia 16 de fevereiro, a Lavagem de Itapuã é realizada desde o tempo da escravidão e começa de madrugada, com o som das violas, banjos, cavaquinhos, bandolins e maracas do Bando Anunciador. O nascer do sol é celebrado com uma alvorada de fogos e também marca a pré-lavagem da escadaria da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, com o café da manhã idealizado por Dona Niçu, falecida moradora do bairro, e cuja tradição foi mantida pelos filhos.

Durante o dia, as ruas são tomadas por baianas, pescadores, ciclistas, capoeristas e cavaleiros e os rituais religiosos acontecem simultaneamente ao desfile de blocos do bairro, como o Malê Debalê. A lavagem das escadarias acontece ao meio-dia e, à tarde, barracas de comidas e bebidas animam o público até o avançar da noite.

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O Diversão de Verão prossegue a pleno vapor nos dois dos principais equipamentos culturais da cidade: o Teatro Gregório de Mattos (TGM) e o Espaço Cultural da Barroquinha. A partir desta sexta-feira (27) até o dia 18 de fevereiro, o público poderá conferir novamente uma das principais montagens teatrais da Bahia em 2014. Vencedor do Prêmio Braskem de Teatro de Melhor Direção, a peça Compadre de Ogum será apresentada às sextas e sábados, às 19h, no Espaço da Barroquinha. Os ingressos custam R$40 (inteira) e R$20 (meia).

Adaptação da obra de Jorge Amado assinada por Edvard Passos, a obra narra a história do biscateiro Massu das Sete Portas: um homem negro que, com a ajuda de amigos, organiza o batizado na igreja de seu filhinho “galego". Até aí seria pouca novidade se o padrinho da criança não fosse Ogum, que anuncia o batizado dentro da Igreja Católica. Convivência de credos, diversidade étnica em Salvador e o valor da amizade verdadeira são elementos que permeiam a divertida trama.

Música de Quinta - Artistas performáticos tomam conta das noites do TGM nesta quinta-feira (26) e nos dias 9 e 16 de fevereiro, às 19h, com o Música de Quinta. Com músicas do axé music de ontem e de hoje, a banda apresenta o show Luau de Quinta, que aquecerá os afetos e provocará encontros “solares” no palco do Boca do Inferno. O ingresso custa R$20 a inteira e R$10 a meia.

A banda é formada por membros d’A Outra Companhia de Teatro, do ator e performer Thiago Romero e dos músicos Gabriel Carneiro e Moisés Rocha, além de artistas e transformistas convidados. O Luau de Quinta contará também com a participação de artistas convidados locais e de fora da Bahia.

Apresentação sobre rodas – O Pátio do Barroquinha recebe as últimas apresentações de duas produções estreantes do Teatro Sobre Rodas Estado Dramático. Uma delas é “Valadão Muda o Mundo”, que sobe ao palco adaptado em uma carreta nesta sexta-feira (27), às 18h. Já “CRI – o homem e o tempo” será apresentado no sábado e domingo (28 e 29), também às 18h.  As apresentações seguem o esquema “entrada franca e saída consciente – pague o que for justo”.

Nata em Solos – O grupo Nata em Solos apresenta o espetáculo “Impopstor” nesta quarta-feira (25), às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha. O ingresso custa R$20 (inteira) e R$10 (meia).

Passou por Aqui - Até o dia 19 de fevereiro, o público poderá conferir a exposição fotográfica “Passou por Aqui”, na Galeria da Cidade, no TGM, de terça-feira a domingo, das 14h às 19h. A mostra é realizada em parceria entre a Fundação Gregório de Mattos (FGM) e o Laboratório de Fotografia da Faculdade de Comunicação da Ufba (Labfoto-Facom/Ufba).

A exposição traz registros fotográficos dos espetáculos e de diversos eventos que aconteceram no Barroquinha e no TGM ao longo de 2016. As lentes de 15 integrantes do Labfoto registraram a intensa programação que envolveu teatro, dança, música e circo. Durante todo o período em exposição, fotógrafos vão se revezar como monitores. Também são realizados os Encontros Fotográficos, com rodas de diálogos envolvendo os fotógrafos e fotografados.

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O Diversão de Verão prossegue com muitas atrações em dois dos principais espaços culturais da cidade: Espaço da Barroquinha e Teatro Gregório de Mattos (TGM). Um dos destaques da semana é a exposição fotográfica “Passou por Aqui”, realizada em parceria entre a Fundação Gregório de Mattos (FGM) e o Laboratório de Fotografia da Faculdade de Comunicação da Ufba (Labfoto-Facom/Ufba). A mostra estará aberta ao público a partir desta quinta-feira (19) e prosseguirá até o dia 19 de fevereiro na Galeria da Cidade, no TGM, de terça-feira a domingo, das 14h às 19h.

A exposição traz registros fotográficos dos espetáculos e de diversos eventos que aconteceram no Barroquinha e no TGM ao longo de 2016. A intensa programação que envolveu teatro, dança, música e circo foi alvo das lentes de 15 integrantes do Labfoto. Durante todo o período em exposição, fotógrafos vão se revezar como monitores. Também serão realizados os Encontros Fotográficos, com rodas de diálogos envolvendo os fotógrafos e fotografados. A iniciativa amplia ainda mais a interação entre estes artistas que, em geral, só se encontram no momento do clique.

Nata em Solo – A série de espetáculos "Nata em Solo - Seis Olhares Sobre o Mundo prossegue esta semana com outras duas apresentações. No Espaço Cultural da Barroquinha, “Ylá Ilú”, de Sanara Rocha, sobe ao palco nesta terça e quarta-feiras (17 e 18), às 19h. Já o Teatro Gregório de Mattos recebe “As balas que não dei ao meu filho”, de Antônio Marcelo, na sexta-feira (20), às 19h; no sábado (21), às 17h e 19h; e no domingo (22), às 17h. Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia).

Retrô Verão – Para matar as saudades ou mesmo aproveitar a oportunidade e conhecer os sucessos que passaram pelo TGM e Espaço da Barroquinha em 2016, o Retrô Verão traz mais espetáculos nesta semana nos dois espaços. Nesta terça e quarta-feira (17 e 18), acontece no TGM “Da própria pele, não há quem fuja”, às 19h, com direção e coreografia de Bruno de Jesus. A peça aborda a diversidade no contexto cultural afro-brasileiro. Já na sexta-feira e sábado (20 e 21), “Kaiala” volta com todo axé e trazendo a força das águas para o Espaço da Barroquinha, às 19h. Os ingressos também custam R$20 (inteira) e R$10 (meia).

Pátio da Barroquinha – No pátio do Barroquinha prossegue o Teatro Sobre Rodas Estado Dramático – uma carreta adaptada que serve de palco para espetáculos teatrais abertos ao público. De sexta-feira a domingo (20 a 22), às 18h, será realizada a apresentação de “Valadão Muda o Mundo”. O espetáculo de máscaras tem roteiro de Mauricio Assunção, que também assina a direção da peça ao lado de Isa Trigo, numa parceria com o Grupo Pra Nós a Máscara.

Logo mais, às 20h do sábado e domingo (21 e 22), “CRI – o homem e o tempo” sobe ao Teatro Sobre Rodas. O espetáculo também conta com direção de Mauricio Assunção e com elenco formado por Ricardo Fagundes e Benin Ortiz. Ambas as apresentações têm “entrada franca e saída consciente” – pague o que lhe for justo.

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Moraes Moreira é a atração principal da centésima edição da Feira da Cidade, que neste fim de semana aporta, pela primeira vez, no Largo de Santo Antônio Além do Carmo, em frente ao Forte da Capoeira. O evento, criado e mantido com o objetivo de promover a ocupação dos espaços públicos de Salvador com arte, cultura, culinária e lazer, terá ainda a moldura de um dos locais mais belos da capital baiana, com o pôr do sol considerado por muitos o mais deslumbrante da Baía de Todos os Santos. A Feira, que tem o apoio da Prefeitura, acontece sábado e domingo (dias 14 e 15), das 10h às 20h.

Além do pôr do sol com Moraes Moreira, o sábado conta com o Bahia Experimental, um projetos instrumental que completa dois anos comandado por Thiago Trad, baterista da banda Cascadura e Bailinho de Quinta, e importantes instrumentistas da cena musical como convidados. O domingo amanhece com atividades para a criançada, plantio na praça, brincadeiras. Depois, o samba ocupa seu espaço com o chorinho do Grupo Janela Brasileira, com instrumentistas da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), além do rock na apresentação do projeto Cabeça Animal, com os músicos do Vivendo do Ócio, com Dieguito Reis, Jajá Cardoso e Luca Bori, nascidos e criados no bairro do Santo Antônio.

Música - A apresentação do cantor e compositor nascido em Itiruçu, pequeno município do centro-sul baiano, acontece justamente no fim da tarde de sábado (14), às 16h, quando o sol se põe por trás da Ilha de Itaparica. Quem for conferir a apresentação também terá a oportunidade de provar algumas das delícias oferecidas por expositores da Feira da Cidade. Além disso, tem moda, decoração, artesanato e muita novidade. A programação do evento conta ainda com atrações infantis, sempre pela manhã, e muita música.

O evento reúne dezenas de barracas de empreendedores e artistas selecionados com o critério da inventividade e da qualidade. Não é à toa que chega a sua centésima edição com mais de 100 mil seguidores nas redes, passando por 16 bairros da capital baiana, e contabilizando um público total de mais de um milhão de pessoas em dois anos, sempre com a preocupação de promover o empreendedorismo, o lazer e a cultura, e de incentivar a população a ocupar as praças de Salvador.

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O projeto Viver Barra volta neste final de semana com uma programação musical de qualidade para famílias e turistas. A programação do projeto é uma realização da Prefeitura, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur).

Nesta sexta-feira (20), no Deck do Forte de Santa Maria, a apresentação começa com a banda Marana, que vai fazer a alegria do público trazendo no seu som as influências de nomes como Morais Moreira e Alceu Valença, a partir das 18h. Logo depois, sobe ao palco o Bago de Jazz, que é um grupo formado por amigos amantes da música e traz um repertório autoral influenciado por diferentes matrizes com a africana, a europeia, a americana, a cubana e a brasileira.

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Cidade continua efervescente até Carnaval com celebrações populares para baianos e turistas

Depois de levar milhares de pessoas às ruas da Cidade Baixa no último dia 12, a Lavagem do Bonfim ainda ecoa em Salvador e os festejos na região prosseguem até esta segunda-feira (16), com a Segunda-Feira Gorda da Ribeira. De acordo com historiadores, romeiros que participavam da lavagem na Colina Sagrada perambulavam pelos bairros vizinhos no final dos festejos, estendendo o fim da celebração profana até o chamado primeiro dia útil da semana. Tanto que, antigamente, a data era chamada de Segunda-Feira do Bonfim. A festa ficou conhecida pela migração das barracas para a Ribeira, que atraía um grande número de pessoas, e o famoso cozido procurado pelo público na Enseada dos Tainheiros.

A Segunda-Feira Gorda da Ribeira é uma dos eventos que integram o calendário de Verão da Prefeitura, iniciativa que engloba as festas populares da cidade até o Carnaval. No dia 29 deste mês, o bairro da Federação louva São Lázaro - protetor contra as doenças - com uma celebração que remonta à tradição católica portuguesa e que engloba missa, tríduo e procissão pelas ruas nas imediações da igreja voltada ao santo. A manifestação religiosa acontece sempre no último domingo de janeiro e também conta com uma forte participação do candomblé, que homenageia o orixá Omolu com lavagem da escadaria da igreja de São Lázaro, velas acesas e banho de pipoca.

Rainha do mar - “Dia dois de fevereiro / dia de festa no mar...”. Nesse dia e com uma alvorada de fogos, o Rio Vermelho recebe milhares de pessoas que, de branco, vão até a Praia da Paciência reverenciar Iemanjá, orixá das águas e dos mares. Com origens nas religiões de matriz africana, os festejos são marcados por manifestações do candomblé, pelo samba, pelas rodas de capoeira, pelas barracas e pelas oferendas levadas pelos seguidores à Casa de Iemanjá, ao lado da Colônia de Pesca Z1. Mais recentemente, a celebração também tem atraído festas privadas com atrações musicais e DJs.

Os mimos são colocados em balaios e, ao cair da tarde, junto com o presente principal ofertado pelos pescadores, são levados pelos barcos para serem depositados ao mar. Reza a lenda que, se a oferta for encontrada na praia no dia seguinte, é porque Iemanjá não aceitou a oferenda. Desde o ano passado, a festa teve um atrativo a mais com a requalificação da orla do Rio Vermelho, promovida pela Prefeitura e que possibilitou não apenas a reurbanização da região, mas também a recuperação de equipamentos como a Colônia de Pesca e a Casa de Iemanjá.

Itapuã – A ser comemorada em 2017 no dia 16 de fevereiro, a Lavagem de Itapuã é realizada desde o tempo da escravidão e começa de madrugada, com o som das violas, banjos, cavaquinhos, bandolins e maracas do Bando Anunciador. O nascer do sol é celebrado com uma alvorada de fogos e também marca a pré-lavagem da escadaria da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, com o café da manhã idealizado por Dona Niçu, falecida moradora do bairro, e cuja tradição foi mantida pelos filhos.

Durante o dia, as ruas são tomadas por baianas, pescadores, ciclistas, capoeiristas e cavaleiros e os rituais religiosos acontecem simultaneamente ao desfile de blocos do bairro, como o Malê Debalê. A lavagem das escadarias acontece ao meio-dia e, à tarde, barracas de comidas e bebidas animam o público até o avançar da noite.

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O sucesso do projeto Viver Barra, bastante conhecido por soteropolitanos e turistas, rendeu frutos e já aporta em mais um local a partir desta sexta-feira: o charmoso e boêmio bairro do Rio Vermelho. Promovido pela Prefeitura por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), o Viver Rio Vermelho estreia nesta sexta-feira (13), às 18h, no Largo da Mariquita.

O público poderá conferir gratuitamente o som do Grupo Ponta de Dedo - Orquestra de Cordas Dedilhadas, composta com cerca de 50 jovens de 9 a 29 anos que tocam músicas populares brasileiras e jazzísticas com instrumentos a cordas dedilhadas como bandolim, cavaquinho, ukulelê, guitarra baiana, violão de seis e sete cordas e baixo elétrico. Logo depois, será a vez da Bahia Brass, um quinteto formado por Helder Passinho Jr. e Lucas Felipe (trompete), Orlando Afanador (trompa), Michele Girardi (trombone) e Jamberê Cerqueira (tuba), onde a interação das diferentes artes leva a plateia a viver experiências únicas e divertidas. As duas atrações fazem parte do Neojibá.

Para o presidente da Saltur, Isaac Edington, o projeto Viver Rio Vermelho vai agregar ainda mais o calendário de verão da Prefeitura, “Abrimos as portas para os eventos de verão. Agora é movimentar ainda mais os espaços públicos da cidade e levar as famílias e os turistas para a rua, para curtirem as férias e se divertirem. Temos muita coisa legal vinda daqui até o Carnaval”, destaca o gestor.

Viver Barra - Outra opção também para hoje (13) é o Viver Barra, que mais uma vez vai levar música e muita animação para o deck do Forte de Santa Maria. As apresentações são gratuitas e começam durante o pôr do sol. Por volta das 18h, o cantor Guga Meyra leva sua musicalidade para o palco, apresentando músicas autorais do novo CD, “#NossoLance”, e interpretações de diversos artistas.

Em seguida, a banda Ceguêra de Nó sobe ao palco com o melhor do forró baiano com toque paraibano. São cinco integrantes que misturam a formação tradicional de grupos de forró e trios nordestinos com instrumentos elétricos como guitarra e baixo, e que prometem agitar o público.

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