O número é o maior registrado em relação aos outros dois dias do evento, que começou nesta quarta (28)
A terceira noite do Festival Virada Salvador registrou público recorde de mais de 300 mil pessoas, que lotaram a Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, nesta sexta-feira (30), para acompanhar as atrações artísticas dos dois palcos, além das diversas opções de diversão para o público. O número é o maior registrado em relação aos outros dois dias do evento, que começou oficialmente na última quarta-feira (28).
No palco principal, foram oito atrações, enquanto o palco Brisas contou com sete apresentações. O movimento intenso de pessoas foi registrado desde o início dos shows, com grande circulação do público tanto nos palcos quanto nos demais espaços do evento, como a Vila Gastronômica. Mesmo com maior número de pessoas, a Arena Daniela Mercury continuou com clima de tranquilidade e festa, o que é atestado pelos dados de atendimentos relacionados à saúde, que apresentaram redução em relação ao último Festival antes da pandemia, em 2019.
Nas redes sociais, o prefeito Bruno Reis comemorou o sucesso do Festival e o recorde de público. “Mais de 300 mil pessoas aqui nesse 3º dia de Festival Virada Salvador! Tem que respeitar, viu? É o maior e melhor réveillon do Brasil”, destacou. A Ouvidoria do Município, inclusive, registrou diversos elogios ao evento, principalmente em relação à organização do evento em geral, ao Palco Brisas, às opções de parques para crianças e à organização da praça de alimentação.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) contabilizou nesta sexta-feira (30) 109 atendimentos e 11 procedimentos realizados nos dois módulos assistenciais na Arena Daniela Mercury - o que totaliza 120 casos registrados. Do total de atendimentos, 88% foram clínicos, ou seja, sem gravidade (foram 96 casos contabilizados).
Os dados deste terceiro dia do evento novamente tiveram redução em relação aos números do dia 30 de 2019, ano do último Festival antes da pandemia. Naquele ano, foram registrados 156 atendimentos e procedimentos, o que representa uma diminuição de 23% em relação à terceira noite deste ano.
No acumulado dos três dias, também há queda dos atendimentos e procedimentos em relação a 2019. Em 2022, o total de casos contabilizados soma 296, contra 427 nos três primeiros dias da festa em 2019, o que equivale a uma redução de 30,6% nos registros de atendimentos e procedimentos.
Durante a blitz da Operação Lei Seca realizada na sexta (30) na área do Festival da Virada 2023, foram abordados 143 condutores, de acordo com dados da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). Destes, 38 se recusaram a fazer o teste do bafômetro e foram notificados. Outras infrações somaram 17 notificações. Ao final da operação, 9 veículos foram removidos ao pátio da autarquia.
Trânsito - Com o maior público no Festival Virada Salvador, no início da terceira noite do evento a Transalvador registrou trânsito intenso na avenida Octavio Mangabeira devido à grande demanda na travessia de pedestres, porém a fluidez foi normalizada no decorrer da festa. Apenas um acidente sem vítimas foi registrado na avenida Simon Bolívar. Foram autuados os proprietários de 13 veículos e uma moto foi removida, conforme determina a legislação.
A operação da Transalvador notificou 22 veículos por estacionamento irregular nas proximidades da festa. Na terceira noite de Festival foram vendidos 285 tíquetes de Zona Azul, seja por meio dos operadores ou pelos aplicativos do Zona Azul Digital.
Cabe destacar que entre o Centro de Convenções, no sentido Pituba, e a Praça Osório Villas Boas é um perímetro de segurança, que conta com a presença ostensiva de agentes da Transalvador. Nesse trecho, parada e estacionamento de veículos estão proibidos, exceto transporte público, que terá pontos específicos de parada devidamente identificados.
Mulheres e crianças - A Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) teve maior número de atendimentos a crianças e mulheres na terceira noite do evento em relação aos dois dias anteriores. Foram 72 crianças no Centro de Acolhimento, Aprendizagem e Convivência (CAAC), contra 67 da noite anterior. No Centro de Referência de Atenção à Mulher (CRAM) foram 51 mulheres atendidas, contra 38 do dia anterior. A pasta registrou 15 casos de violência contra a mulher na Arena, sendo 9 de assédio, 4 de importunação sexual e 2 de violência moral e importunação sexual.
Social - A Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) registrou 137 atendimentos realizados na Arena Daniela Mercury no terceiro dia do evento. No total, foram 64 abordagens, 29 cadastros realizados e 12 crianças ou adolescentes identificados em trabalho infantil. No entorno da arena, foram 132 atendimentos realizados.
Sedur - A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) realizou nesta sexta-feira (30) 129 vistorias e promoveu 5 apreensões de publicidades irregulares, o que representa uma redução em relação ao dia anterior, quando foram registradas 32 apreensões. A pasta ainda fez 3 desativações de atividades irregulares e 107 ações de orientação. Foram registradas ainda 45 ações de monitoramento sonoro durante os shows.
Ouvidoria - No balanço acumulado dos três dias, a Ouvidoria do Município contabilizou 230 registros, sendo a maioria deles (119 casos) relacionada a pedidos de informação e orientação, principalmente sobre localização de banheiros, postos de saúde, dos pontos de ônibus e dos pontos de táxis e transporte por aplicativos. Do total, a Ouvidoria também contabilizou 48 registros de elogios do público. Entre os pontos elogiados pelas pessoas estão o Palco Brisas, que apresenta artistas contemporâneos da música baiana, a organização do evento em geral, as opções de parques para crianças e a organização da praça de alimentação.
Semop - A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) atuou na terceira noite do festival mantendo ordenamento dos vendedores ambulantes dentro e fora da arena. São 230 colaboradores que estão prestando apoio. Foram realizadas 192 orientações e 437 abordagens informando os vendedores para que estejam em local seguro e apropriado. No acumulado dos dois primeiros dias do evento, a Limpurb já registrou mais de 60 toneladas de resíduos úmidos coletados.
Salvamar - Nas últimas 24 horas, a Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar) registrou 3 atendimentos clínicos a pessoas, que foram encaminhadas ao SAMU. Foram registradas ainda 256 prevenções na areia da praia. Durante a madrugada, uma tartaruga foi encontrada na areia e os salva-vidas acionaram uma equipe do Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa) da Guarda Civil Municipal (GCM) para prestar apoio e resgatar o animal.
Grande novidade do Festival Virada Salvador 2023, o Palco Brisa, montado na Arena Daniela Mercury para apresentar artistas contemporâneos da música baiana, foi ocupado nesta sexta-feira (30) pelo grupo Afrocidade, que lotou o espaço, colocando o público jovem para dançar ao som de sucessos, como “Baby, te liguei” e “Que swingue é esse?”.
Quarta atração da noite, o Afrocidade, que mescla ritmos como pagode, arrocha, reggae e afrobeat para veicular letras de crítica social ao racismo se apresentou ao lado de Shook, sendo antecedido pelos DJs Peuz e Pivoman, bem como por Mavi e Roça Sound; e sucedido pelo grupo revelação do pagode baiano, O Kanalha, e, finalmente, por Diggo.
Estudante residente de Lauro de Freitas, Marcelo Lima, de 20 anos, diz que está curtindo muito o Palco Brisa e que adorou a inovação.
“Foi uma surpresa para todo mundo. E é um palco que traz coisas novas, alguns artistas que eu não conhecia, mas que contemplam todo tipo de público e de estilo. Vim ontem para o show de O Polêmico, que foi muito top, e hoje, especialmente para curtir Afrocidade e A Dama. O Palco Brisa já chegou chegando e chegou pra ficar”, apontou.
No próximo sábado (31), o Palco Brisa recebe Gabi da Oxe + Maya e Bel4triz, Sambaiana e Ju Moraes, Nêssa, Melly, A Dama, Dj Belle + Nininha Problemática, numa programação que homenageia a criatividade feminina na música baiana.
E no domingo (1º) é a vez de o hip hop soteropolitano invadir o novo espaço do Festival Virada, com os shows de Bruxa Braba, Hiran, Makonnen Tafari, Mr Armeng, Duquesa, Ravi Lobo e Vandal + Áurea Semiseria.
Danilo Souza, motorista de 31 anos, viajou de Seabra, sua cidade natal, para curtir o Festival Virada Salvador com sua família pela primeira vez, mas faz questão de ressaltar que não importa onde passe o réveillon, uma coisa nunca muda: ele sempre se veste de vermelho para celebrar o ano novo
“Costumo romper o ano vestido de vermelho porque nasci no dia 24 de dezembro, no Natal, então essa sempre foi minha cor predileta. Além disso, o vermelho estimula a criatividade e é uma cor muito poderosa para afastar as energias negativas”, explicou.
Já Jamile Pereira, nutricionista soteropolitana de 27 anos, que também vai celebrar o ano novo na Arena Daniela Mercury, não abre mão da tradição brasileira de vestir roupa branca na passagem de ano. No caso dela, no entanto, com um detalhe especial.
“Gosto de vestir branco na festa de ano novo porque simboliza a paz. É fundamental a gente ter paz de espírito e contribuir para a construção da paz no mundo. Além disso, também gosto de usar acessórios, pulseiras, brincos ou colares dourados. Neste caso, é para atrair mais dinheiro mesmo”, se divertiu.
Embora seja uma cor importante para diferentes religiões, como o islamismo e o budismo, a tradição brasileira de vestir de branco na virada do ano se vincula às religiões de matriz africana, tanto porque as roupas brancas, ou roupas de ração, são as de uso comum dentro do espaço religioso do culto afro quanto porque branca é a cor associada a Oxalá, um dos orixás mais importantes do panteão dos candomblés e que simboliza a paz.
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (PDT) ressaltou o modelo democrático e inclusivo do Festival Virada Salvador, considerado o maior Réveillon do Brasil, que ocorre durante cinco dias na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio. Segundo a gestora, para além da festa que reúne milhares de pessoas e mais de 100 atrações musicais, o evento oferece estrutura e serviços públicos que garantem a diversão com segurança e acessibilidade.
“A festa da alegria, diversão, do amor, também é a da inclusão social e acessibilidade. Estamos com uma grande estrutura dando à cidade a oportunidade de ter o serviço público à disposição, além de shows gratuitos de artistas renomados da música brasileira. É muito bom ver Salvador, depois de dois anos devido à pandemia, voltar a realizar o maior evento da virada de ano”, afirmou Ana Paula. O evento registrou recorde de público no terceiro dia com mais de 300 mil pessoas.
O Festival Virada Salvador conta com o Centro de Referência de Atenção à Mulher (CRAM), que já atendeu mais de 70 mulheres nos dois primeiros dias de festa. A equipe é composta por psicólogos, advogados e assistentes sociais, que prestam as primeiras orientações às vítimas de assédio, importunação sexual e violência física e patrimonial. Para atender à saúde de quem está curtindo a festa, a Arena conta com Módulo de Saúde, ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pontos de urgência e emergência; na área social, serviços de abordagem com a campanha Criança Não é Mão de Obra, cujo objetivo é combater trabalho infantil e outras violações de direitos contra crianças e adolescentes, Casa de Convivência do Réveillon para filhos de ambulantes que estiverem trabalhando na festa; Camarote Acessível para Pessoa com Deficiência, equipes de segurança com a Guarda Civil Municipal; estrutura de trânsito, transporte, ordenamento de ambulantes; Defesa Civil (Codesal); Ouvidoria com a Central Disque Salvador 156, dentre outros serviços que contribuem para o sucesso da festa.
Os sertanejos Jorge e Mateus embalaram a sexta-feira (30), no Festival Virada Salvador, com os maiores sucessos da carreira. A dupla foi a quinta atração a subir ao palco principal do evento e trouxe no repertório músicas como “Todo Seu”, “Vou Voando” e “Troca”, além de relembrar hits mais antigos a exemplo de “Tem Nada a Ver” e “Te Cuida, Coração”, levando os fãs à loucura.
“Obrigado, Salvador. Mais uma vez a gente nessa virada tão linda, tão popular. Obrigado por todo o carinho que vocês têm pela gente há tanto tempo”, disse Mateus.
Emocionada, Daniela Simões, moradora do Imbuí, revelou estar muito feliz por viver este momento. “Eu não tenho nem palavras pra falar, estou muito feliz. Ver Jorge e Mateus de perto assim é a realização de um sonho”, contou a jovem.
Para garantir que as vítimas de violência sejam devidamente acolhidas no Festival Virada Salvador, a prefeitura montou o Centro de Referência de Atenção à Mulher (CRAM), voltado para o público feminino, na Arena Daniela Mercury. Nos dois primeiros dias de festa, cerca de 70 mulheres foram acolhidas no local.
No Centro, as vítimas podem denunciar casos de assédio, importunação sexual e violência física e patrimonial. A sala fica em frente ao Palco Brisa, ao lado do módulo da Guarda Municipal e do Conselho Tutelar. O espaço conta com uma equipe composta por psicólogos, advogados e assistentes sociais, que prestam as primeiras orientações às vítimas.
O serviço é acompanhado pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). A titular da pasta, Fernanda Lordelo, explica que é a primeira vez que um equipamento desse porte é disponibilizado no festival. “Nesse ano, temos uma estrutura completa para garantir que nenhuma mulher se encontre em situação de violência ou seja revitimizada ao precisar registrar ocorrência”, assegura a gestora.
Além disso, equipes de abordagem circulam pela arena entregando o “Violentômetro”, um folheto que traz uma escala com os graus de violência que uma mulher pode sofrer, desde o xingamento até o feminicídio.
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