A mistura de ritmos, atrações, cores e sabores que compõe o Festival Virada Salvador 2023 atrai turistas de várias regiões do estado, país e de todo o mundo para celebrar a chegada do ano novo com a energia que só a capital baiana tem.
Natural e residente de Tucano, no interior da Bahia, a médica recém-formada, Letícia Loiana, viajou 225km para celebrar o réveillon em Salvador e explica o porquê.
“Primeiro, eu vim pelas amizades, para comemorar o ano novo com um casal de amigos de Tucano mais os amigos que temos na cidade. Além disso, tem a festa em si, o combo completo que o evento oferece. Especialmente a mistura de pagode e sertanejo que, com certeza, é uma combinação perfeita”, justificou.
Já o alagoano Carlos Santos, aposentado de 55 anos, viajou de Maceió com os 3 filhos por um motivo muito simples: “eu amo Salvador, não adianta”.
“Além da alegria das pessoas, do clima mágico da cidade, estou impressionado com a organização e com a segurança proporcionada por um evento deste porte. Ansioso para romper o ano com o pé direito ao som de Claudia Leitte”, disse.
Capelinha, no interior de Minas Gerais, é a cidade natal de Júlio César Paranhos, que se deslocou com a esposa para comemorar a virada do ano na capital da Bahia pela primeira vez.
“A gente estava procurando um local aconchegante e com pessoas animadas para passar este réveillon e acabamos escolhendo Salvador. Aqui estamos. Evento muito bacana, atrações fora de série, não tem nem o que comentar. Desse jeito, vou ter que voltar”, admitiu.
O que vai rolar - Neste sábado (31), quarto dia do Festival Virada, o público de soteropolitanos e turistas podem assistir os shows do Malê de Balê, Lincoln, Léo Santana, Wesley Safadão, Claudia Leitte (que comanda a contagem regressiva para 2023), Zé Vaqueiro, João Gomes e Thiago Aquino; no Palco Brisa se apresentam Gabi da Oxe + Maya e Bel4triz, Sambaiana e Ju Moraes, Gabi da Oxe, Nêssa, Melly, A Dama e DJ Belle + Nininha Problemática, numa homenagem à criatividade das mulheres na música da Bahia.
O encerramento do evento ocorre neste domingo (1º), com shows de Daniela Mercury, Saulo, Olodum, Timbalada, Danniel Vieira e La Fúria no palco principal; e de Bruxa Braba, Hiran, Makonnen Tafari, Mr. Armeng, Duquesa, Ravi Lobo e Vandal part. Áurea Semiséria no Palco Brisa, no noite do hip hop soteropolitano.
O cantor Lincoln é a segunda atração a subir no palco da Virada Salvador neste sábado (31). O artista subiu no palco ao som de “Locomotiva”, aposta para o verão 2023, e agitou o público. Em seguida, ele emendou com “La Raba”, “Ai Preto” e “No Chão Novinha”.
Educador físico e instrutor de dança, André Couto, de 37 anos, curtia o show do cantor junto a outros colegas também dançarinos. “Uma atração muito boa a meu ver, com expressividade nacional, com músicas estouradas. Então é um bom programa pra se ver na Virada". Ele, que veio outros dias, avaliou o evento como “confortável e tranquilo”, considerando “uma ótima opção” para começar 2023 com o pé direito.
A estudante Malu Vieira, de 15 anos, curtia o evento ao lado da família. Ela contou que foi a primeira vez que viu um show de Lincoln, e aprovou a participação dele no Festival da Virada Salvador. "Estou adorando, conheci hoje e a estrutura do evento está ótima. Dá para curtir e aproveitar". Para 2023, Malu espera que seja um ano de evolução para todos.
Ainda neste sábado (31) sobem ao palco Léo Santana, Wesley Safadão, Claudia Leitte, que comanda a contagem regressiva, além de Zé Vaqueiro, João Gomes e Thiago Aquino.
O bloco Malê de Balê, conhecido como o maior balé afro do mundo, abriu os trabalhos neste sábado (31), dia da virada, e levou a sonoridade dos tambores de Itapuã ao palco principal do Festival Virada Salvador, localizado na Arena Daniela Mercury, Boca do Rio.
Fundado em 1979, no Abaeté, com a missão de valorizar a cultura negra e combater o racismo, o bloco afro mescla músicas próprias, como “Suingueira do Malê” e “Negros Sudaneses”, com sucessos de outros autores, a exemplo de ”Várias Queixas”, eternizada pelo Olodum e composta por Germano Meneghel, Afro Jhow e Narcizinho, e de “Vai que Cola”, de Felipe Góis e Vitinho.
Caroline Lopes, de 19 anos, que trabalha como recepcionista no Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, diz que já tinha visto seus pais ouvirem o som do Malê de Balê em casa e resolveu conhecer a banda de perto depois de vê-la na propaganda da Prefeitura.
“Vim curtir esse show pela energia da música afro que contagia para a gente virar o ano em paz e alegria. Estou adorando as músicas, especialmente a percussão, as coreografias, as dançarinas são lindas. Enfim, é um espetáculo que vale muito a pena conhecer e que, com certeza, já está abrindo os caminhos para um 2023 mais próspero e feliz”, desejou.
Após o Malê de Balê, a arena recebe os shows de Lincoln, Léo Santana, Wesley Safadão, Claudia Leitte (que comanda a contagem regressiva para o ano novo), Zé Vaqueiro, João Gomes e Thiago Aquino.
A Feira da Sé foi um ancoradouro para Ivana Pinheiro, de 57 anos, nesta edição do Festival Virada Salvador. Na última sexta-feira (30), ela teve o calçado danificado enquanto caía na quebradeira de Xanddy Harmonia e ficou sem saber o que fazer para continuar na festa e não perder as próximas atrações. A aflição acabou quando Ivana lembrou-se da Feira da Sé, novidade no evento, que contou com 12 expositores e cerca de 6 mil produtos, incluindo roupas, calçados, bijuterias, cosméticos e artigos para decoração.
“Foi a minha salvação! Comprei um sapato baixinho, confortável e de marca por um preço bem bacana. Eu vi nas redes sociais que havia essa feira aqui e vim direto pra cá. Adorei o atrativo. Agora vou poder continuar no show para ver Mari Fernandez e Jorge e Mateus”, contou.
Negócio fechado, cliente e empreendedor satisfeitos. “Eu estou gostando muito de participar do evento. Muita gente tem passado aqui, perguntado pelos produtos. Então, além das vendas, estamos ganhando com a visibilidade, que também é muito importante para nós, empreendedores”, afirmou Márcia França, expositora do MF Brechó, estande onde Ivana comprou a alpercata.
Famosa por seus artigos, Regina Navarro também foi uma das expositoras presentes no Festival Virada Salvador. Ela trabalha com moda afro-étnica, da vestimenta ao acessório e o diferencial é que são peças produzidas apenas com tecido africano, 100% algodão, que são resultado de oito anos de pesquisa e de várias viagens à África e para vários países diferentes.
Além disso, o seu atrai clientes por ter uma linha de produtos de axé, com ambientadores, sabonetes ritualísticos e perfume-óleo. “São produtos para fazer o axé da pessoa aflorar, fazer com que o ego e a energia interior do cliente subam e se potencializem”, divulgou.
Para ela, a Feira da Sé é uma vitrine para o empreendedor. “É uma vitrine para nós que trabalhamos com aquilo que amamos, fazendo aquilo que acreditamos e vivendo daquilo”, acrescentou. Atualmente, Regina trabalha com loja física com roupas para pronta entrega e também com ateliê com peças para encomenda que ficam prontas em três dias. O perfil (@ReginaNavarroBellaOya) conta com 16.600 seguidores e suas peças já foram utilizadas por pelas atrizes do filme norte-americano Pantera Negra, Janeshia Adams-Ginyard, e Lupita Nyong’o.
A paulista Taís da Mata, de 26, passeou pelo local e também gostou do que viu. “Eu vi pelo site que havia esse espaço. Eu acho interessante a proposta, pois mostra produtos da cidade e há bastante artigos ‘afrorreferenciados’, uma influência muito legal, produtos que fazem parte de Salvador. Eu acho que a feira dá oportunidade para muita gente que está vindo visitar e que acaba levando alguma arte daqui”, opinou.
Funcionamento – A Feira da Sé funcionou durante os três primeiros dias de Festival Virada, ao lado do Espaço Gamer, também chamado de Arena Geek, e próximo à Vila Gastronômica. As barracas chamavam a atenção de quem passava, com brincos, colares e pulseiras elegantes; roupas africanas, bonecas de pano, sabonetes e aromatizadores, vestidos cheios de brilho e roupas e calçados seminovos e de grife.
Para Cláudia Vaz, diretora executiva do Instituto ACM e responsável pela organização da feira, a proposta foi muito boa. “A Prefeitura nos deu um apoio muito bacana e foi tudo bem organizado. Para além das vendas, o evento proporcionou uma divulgação da Feira da Sé, que já ocorre tradicionalmente na cidade em diversos bairros, e uma divulgação também dos expositores, pois é um público diferente que acaba conhecendo o empreendimento. Para a próxima edição pretendemos apenas modificar alguns aspectos para oferecer um serviço cada vez melhor”, afirmou.
Como comprar – A Feira da Sé funcionou no Festival Virada apenas nos três primeiros dias, mas quem tiver interesse em conferir os produtos pode acessar a rede social do evento: @FeiradaSé.
A sustentabilidade também é marca do Festival Virada Salvador 2023. A Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, conta com duas centrais de coleta seletiva de apoio aos catadores de resíduos recicláveis que atuam no evento. Disponibilizados pela Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), os espaços já recolheram quatro toneladas de materiais nos três primeiros dias de festa. E o melhor é que o pagamento é feito nos locais e na mesma hora que o material é entregue.
Com isso, além de colaborar com a natureza através do reaproveitamento de resíduos como latinhas de cerveja e de refrigerante, plásticos, garrafa pet e papelão, os colaboradores envolvidos na coleta dos descartes têm conseguido ganhar uma renda extra.
“Os catadores trazem os materiais e a gente faz a triagem, pesando tudo aqui na central, de forma ágil e prática. Os valores são os mesmos do mercado lá fora”, afirma um dos responsáveis pela operação das centrais e fundador da Cooperativa de Catadores de Resíduos Sólidos e Reciclagem Geral (CRG) da Bahia, Carlos Alberto Araújo.
A latinha de cerveja ou de refrigerante sai a R$4 o quilo, enquanto que o do papelão é R$0,05. Já o plástico e a garrafa pet custam R$0,30. Carlos acrescenta que a ação é importante para incentivar e valorizar o trabalho da cooperativa.
“Existem pessoas em estado de vulnerabilidade que precisam dessa oportunidade para ganhar dinheiro. Por isso, é sempre necessário incentivá-las a trabalhar, fazendo essa inclusão social”. Os materiais que são gerados durante as horas do festival são encaminhados para a sede da CRG, em Jardim Alah.
Catadora de recicláveis há sete anos, Valmira Conceição, 56 anos, aproveitou a noite do festival para ganhar alguns trocados. “Entre um show e outro, fico de olho no chão para recolher as latinhas. É uma festa grande, e a galera não perde tempo em tomar uma gelada. Algumas pessoas, às vezes, por entenderem a relevância de nossa função, até entregam os resíduos por conta própria, sem eu pedir. Isso é bem legal porque adianta o trabalho também”, ressaltou.
O presidente da Limpurb, Omar Gordilho, lembra que esta é mais uma edição em que o Festival Virada Salvador se importa com a questão da sustentabilidade. “É uma iniciativa que visa reduzir os impactos dos resíduos produzidos no evento. Há cerca de 50 cooperados cadastrados pela cooperativa e mais 150 outros autônomos que realizam as atividades de coleta no espaço”, explicou.
Depois de três dias de festa, o Festival Virada Salvador que acontece na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, chega ao ápice neste sábado (31). O público que for ao local poderá celebrar a passagem de ano sob o comando de Claudia Leitte, além de outros nomes de peso da música nacional e do tão esperado espetáculo visual proporcionado pela queima dos fogos de artificio.
O quarto dia do festival será aberto às 16h, com apresentação do Malê Debalê, grupo afro consagrado nos circuitos do Carnaval de Salvador. Em seguida, o cantor Lincoln levará a multidão ao delírio ao som do tradicional eletrobalance (mistura de influências do pagode baiano com funk, reggaeton e música eletrônica). O artista afirmou que está preparando uma grande celebração para o evento.
“Salvador é muito especial para mim. Gravamos o meu primeiro DVD em carreira solo com pé direito, tivemos músicas ultrapassando milhões de visualizações com muitas participações especiais. Agora em dezembro, lancei mais uma aposta para o verão: Locomotiva. Gravamos um clipe maravilhoso em um cartão postal da cidade, o Elevador Lacerda, e vou levar esse DVD para o palco, comemorando uma data tão simbólica e especial que é o dia 31 de dezembro”.
Leo Santana, "o gigante da Bahia", vai trazer todo o suíngue do pagode baiano, com um repertório mesclado de sucesso da carreira e de novos hits, seguido por Wesley Safadão, outra figurinha carimbada dos últimos festivais. O cearense vai trazer músicas novas como “Tu Tava na Revoada”, sucesso de maio deste ano que ultrapassa os 95 milhões de views no YouTube oficial do artista, além de “Passatempo”, “Tchuco Nela”, “Camarote”, “Ressaca da Saudade”, “Solteiro de Novo”, entre outros.
Por volta de 23h30, Claudia Leitte subirá ao palco do festival para comandar a contagem regressiva para a chegada do novo ano. Além de revisitar os clássicos e sucessos que marcaram sua trajetória, não ficarão de fora do repertório da artista os lançamentos mais recentes, como “Sukin de Confusão” e “Bolo Doido”. À meia-noite, quem estiver na Arena Daniela Mercury presenciará 15 minutos do espetáculo da queima de fogos.
A loira dará prosseguindo ao show nos primeiros minutos de 2023. A programação em seguida terá Zé Vaqueiro, João Gomes e Thiago Aquino, três atuais referências do forró e piseiro no país.
Palco Brisa - Revelações e grandes nomes da música baiana iniciam os trabalhos no palco Brisa às 16h. A primeira atração no local é Gabi da Oxe (com participação de Bel4triz e Maya), seguido por Sambaiana, ao lado de Ju Moraes. A programação ainda terá Nêssa, Melly, A Dama e DJ Belle, ao lado de Nininha Problemática.
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