Carnaval

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O grupo É o Tchan arrastou uma multidão no trio sem cordas Axé & Cia na passagem pelo Campo Grande, na noite desta sexta-feira (17). Os parceiros Beto Jamaica e Compadre Washington celebram os 30 anos do grupo e não deixaram de tocar o sucesso que os lançou nacionalmente na década de 1990, “Segure o Tchan”.

“A expectativa é das melhores possíveis, ainda mais por estarmos celebrando os 30 anos do É O Tchan e com uma apresentação bastante democrática, puxando um trio sem corda para o folião pipoca. Isso foi um presente para os artistas e, principalmente, para o povo”, disse Compadre Washington.

Líderes no quesito swing baiano e referência para outras bandas do mercado de entretenimento do pagode, o É o Tchan levou para o Carnaval de Salvador todos os seus grandes hits de verão que colocam todo mundo para requebrar durante a folia.

“É maravilhoso. Eu acompanho o É o Tchan desde a época de Carla Perez e Jacaré. Eu nem tinha me tocado que eles já tinham 30 anos. O tempo passa rápido”, disse a comerciante Mércia Santos, de 44 anos.

Beto Jamaica, por sua vez, lembrou que esse Carnaval representa um retorno da folia após dois anos. “Eu e Compadre estamos muito ansiosos com esse retorno para o Carnaval de Salvador depois deste período. Com certeza será um reencontro incrível”, disse o artista, antes da apresentação.

Na passagem pelo Campo Grande, o É o Tchan também tocou a aposta do grupo para esse Carnaval, a música “Casa de Bronze (Marca de Fitinha)”. “O povo gosta mesmo é de dança e gosta mesmo é de festa”, disse Beto Jamaica, na passagem pelo Campo Grande.

O grupo também lembrou, dentre outros, de antigos sucessos como “Alô Tchan (Disque Tchan)” e “Pega no Compasso”. “Esses são os sucessos do Carnaval que não passam. Sempre a gente vai ser fã desses caras”, disse o artesão Gilvan Ferreira, de 36 anos.

 

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Dois dos mais tradicionais blocos afro de Salvador, Olodum e Cortejo Afro desfilam nesta sexta-feira (17) à noite no Circuito Osmar (Campo Grande). Mais cedo, no final da tarde, o Olodum ainda percorrerá as ruas do circuito Batatinha (Pelourinho).

Fundado em 1979, o Olodum resgatará no Carnaval deste ano a história do instrumento que eternizou o grupo, com o tema “Tambores: a Batida do Coração – Caminhos da Eternidade”. No domingo (19), a banda desfila no circuito Dodô (Barra-Ondina).

Já o Cortejo Afro, que completa 25 anos de existência em 2023, celebrará Logunedé, o orixá menino, filho do caçador Oxóssi com a deusa das águas doces Oxum, através das cores, dos sons e dos símbolos do desfile. O bloco vai às ruas novamente no domingo e segunda-feira (20) no trajeto Barra-Ondina.

Em dezembro do ano passado, o prefeito Bruno Reis garantiu a remissão de dívidas tributárias, no valor total aproximado de R$ 2 milhões, de entidades culturais e carnavalescas de matriz africana. A medida possibilitou aos blocos afro receber apoio financeiro governamental para a folia, já que os principais programas de incentivo exigem como condição essencial à regularidade fiscal e tributária. Foram quase 200 instituições beneficiadas.

Além disso, a prefeitura de Salvador assegurou este ano um investimento recorde nos blocos afro, conforme anunciou o chefe do Executivo na apresentação oficial do Carnaval. “A expectativa esse ano é de que a prefeitura possa fazer o maior investimento da história em apoio a esses blocos. São mais de 150 instituições que receberão o apoio direto da prefeitura e tudo isso fortalece o nosso Carnaval”, afirmou o prefeito.

 

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A Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) terá pela primeira vez no Carnaval de Salvador um Observatório de Políticas sobre Drogas, além de instalar o Catafolia, unidade que servirá como base de apoio a catadores de materiais recicláveis.

O titular da Sempre, Júnior Magalhães, explicou como será a atuação do Observatório: “Temos observadores fazendo um estudo que irá subsidiar políticas públicas futuras de combate ao uso de substâncias entorpecentes nos circuitos do Carnaval”, explicou nesta quinta-feira (16).

No Catafolia, serão atendidas diariamente 850 pessoas, com locais para banho e descanso, além da distribuição de refeições. Além disso, na estrutura serão fornecidos materiais de trabalho como luvas, camisas e bonés.

Durante a festa, cerca de 400 servidores da secretaria trabalharão, em ações 24h, para combate ao trabalho infantil e a qualquer violação de direitos, além de prestar apoio às pessoas em situação de rua. São três Unidades de Acolhimento (UAIs), para onde são encaminhadas as pessoas que, de forma voluntária, aceitam o apoio oferecido pelas equipes de abordagem social.

“Nós estamos acolhendo diariamente as pessoas, que ficam nas unidades durante o período até a prefeitura possibilitar o aluguel social e elas poderem sair de lá para uma casa, com o aluguel subsidiado pela prefeitura”, disse o secretário

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Dirigentes da Prefeitura de Salvador estiveram presentes na saída do Bloco Olodum, na tarde desta sexta-feira (18), no Pelourinho. Participaram do evento os titulares das secretarias de Cultura e Turismo (Secult), Pedro Tourinho, da Fazenda (Sefaz), Giovanna Victer, e de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), Mila Paes, além do diretor da Defesa Civil (Codesal) da capital baiana, Sosthenes Macedo.

Em dezembro do ano passado, o prefeito de Salvador anunciou, em encontro realizado no Palácio Thomé de Souza, a remissão da dívida de 72 blocos afro e afoxés. O valor total aproximado do débito era de R$ 2 milhões. À época, o presidente do Olodum e então presidente da Fundação Palmares, João Jorge, destacou a iniciativa.

“Esse projeto é importantíssimo para que essas entidades possam se viabilizar para o Carnaval 2023. Para o município, os valores são pequenos, mas são muito impactantes para essas entidades. Estamos propondo essa medida desde a gestão de 2002. Então, isso é algo muito positivo", disse.

A secretária da Fazenda, Giovanna Victer, se comprometeu a manter uma agenda permanente junto aos blocos afro. “Os blocos afro são a raiz e a razão de estarmos aqui hoje. O prefeito Bruno Reis deixou clara a sua prioridade em apoiarmos as agremiações. Continuaremos esse diálogo sempre”, disse.

Com 44 anos de história, o grupo, reconhecido internacionalmente como uma das marcas da cultura baiana, desfila neste Carnaval nos dias 17, 19 e 21 de fevereiro, com o tema “Tambores: Batida do Coração - Caminhos da Eternidade”. Nesta sexta-feira, o grupo saiu da sede, no Circuito Batatinha, rumo ao Campo Grande.

 

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Por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), a Prefeitura de Salvador lançou nesta quinta-feira (16) a campanha de enfrentamento à violência contra a mulher no Carnaval. Articulada pelo Escritório de Cooperação Internacional (ECI), vinculado à vice-prefeitura, a ação foi desenvolvida junto com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Além de sensibilizar e conscientizar os foliões, a campanha tem o objetivo de alertar sobre os tipos de violência existentes e como as vítimas podem buscar apoio e fazer denúncias. Em casos de violência contra mulheres, sejam elas brasileiras, imigrantes ou turistas, podem ser acionadas a Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), através do número de telefone (71) 3116 6817, ou a central de atendimento à mulher em situação de violência, discando 180.

“A campanha fortalece ações afirmativas em defesa dos direitos das mulheres da nossa cidade. Turismo sexual é crime e as nossas mulheres precisam saber onde e com quem buscar ajuda. E ter o apoio da OIM nesse momento foi fundamental”, disse a secretária Fernanda Lordelo, da SPMJ.

A participação da OIM é feita no marco do projeto Oportunidades, que visa apoiar a integração econômica de migrantes vulneráveis de países vizinhos ao Brasil, e é implementado com o financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

“É uma ação para conscientizar a população de Salvador sobre a importância do tema e a gente encontrar maneiras de mitigar a violência contra as mulheres, sejam elas brasileiras, migrantes ou turistas, como a própria campanha diz. A gente fica muito contente de poder estar junto com a prefeitura de Salvador em um dos maiores eventos do mundo”, afirmou Eugênio Guimarães Filho, coordenador de projetos da OIM.

 

O lançamento da campanha aconteceu no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), localizado na Rua Prof. Sabino Silva, no bairro de Ondina.

 

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Para manter a limpeza dos circuitos carnavalescos em ordem, de modo que os foliões possam correr atrás dos trios sem transtornos, a Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), mobilizou neste ano mais de 3 mil profissionais atuando 24h na festa. É a maior operação de limpeza urbana da histórias dos carnavais.

Durante a operação da Limpurb, serão utilizados 218 equipamentos entre compactadores, caminhões-pipa e caminhões de sucção. Todo o esquema foi pensado pelo órgão para que baianos e turistas tenham um serviço de excelência nos dias que ocorrem a festa.

Na passarela Nelson Maleiro, o corredor que marca o início dos desfiles no circuito Osmar (Campo Grande), um grupo de agentes de varrição da Limpurb atua deixando a área sempre impecável para o público. 

Gicelma de Souza Santos, 50 anos, presta serviço há 26 anos na limpeza urbana da capital baiana. Entusiasmada com o retorno da festa, ela diz que o trabalho dos profissionais é feito com afinco para ajudar Salvador a promover sempre a melhor experiência para os foliões. “Com muita alegria e harmonia, estou na Operação Carnaval por mais um ano para trabalhar com toda a alegria do mundo”, afirmou.

A operação de limpeza urbana no Carnaval mobilizou os 3 mil colaboradores em diferentes frentes, desde agentes de limpeza e coleta, profissionais de lavagem de vias e motoristas que atuarão em todos os circuitos, incluindo as ilhas.

Para o presidente da Limpurb, Omar Gordilho, nunca houve na história da festa popular uma mobilização tão grande de agentes. “Além do número expressivo de profissionais atuando diariamente em esquema de plantão, teremos 3.200 banheiros químicos e 90 sanitários - contêineres climatizados -, com aproximadamente 800 posições. Todos os equipamentos estarão distribuídos em locais estratégicos nos circuitos da folia”, destacou o gestor.

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