O prefeito Bruno Reis visitou neste sábado (18) o 'CataFolia', espaço de apoio para os catadores de materiais recicláveis que atuam no Carnaval, e almoçou com os trabalhadores. A Prefeitura oferece dois centros para a categoria, um no bairro do Dois de Julho e outro em Ondina, ambos com uma estrutura de suporte ao trabalho destes profissionais.
O prefeito foi ao 'CataFolia' do Dois de Julho e ressaltou que são oferecidas 850 refeições diárias para os catadores. “Eles estão recebendo todo o apoio da Prefeitura. Conversava com muitos desses trabalhadores e eles me diziam que vão aproveitar o momento para, com o dinheiro que vão ganhar no Carnaval, comprar uma geladeira nova, uma televisão, aproveitar para finalizar uma reforma em casa. São depoimentos muito marcantes, porque mostram o quanto o Carnaval é importante para a nossa economia, porque todo mundo está aproveitando esse momento para ganhar o seu dinheirinho”, afirmou.
Bruno pontuou ainda que a Prefeitura oferece aos trabalhadores um kit com camisas de identificação, boné e luva. “A gente fica muito feliz com isso. É uma alegria. Hoje eu vim aqui almoçar com eles e ouvi depoimentos de agradecimento pelas camisas, pelos bonés. É sempre bom governar ouvindo as pessoas e procurando dar o melhor, até porque a razão do Carnaval, o motivo de toda essa festa, são as pessoas”, ressaltou.
A visita ao CataFolia ocorreu após a reunião de balanço do segundo dia do Carnaval feita por Bruno com secretários e dirigentes municipais. Em seguida, o prefeito concedeu uma entrevista coletiva e destacou a redução no número de agressões nos circuitos da folia, além da melhoria no funcionamento dos serviços da Prefeitura.
A Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis) realizou uma ação, na tarde deste sábado (18), na região do Parque Municipal Marinho da Barra, para impedir que embarcações não autorizadas atraquem ou passem no local durante o Carnaval. As equipes percorreram todo o território marítimo entre o Farol da Barra e o Forte Santa Maria, onde mais de 50 embarcações foram retiradas, entre lanchas, jet skis, escunas e veleiros motorizados.
O principal objetivo da operação é proteger os patrimônios natural, paisagístico, cultural e histórico localizados na poligonal do parque e em seu entorno. A titular da Secis, Marcelle Moraes, conta que, para realizar a ação, a secretaria atua em parceria com a Marinha para conscientizar, coibir e preservar a região.
“Estamos conscientizando as pessoas em relação à preservação do meio ambiente, aos naufrágios, às espécies marinhas e ao berçário que ali se encontram. Por isso contamos com o apoio da Marinha para o sucesso dessa operação”, relata a gestora.
Ambiente marinho – Com uma área de mais de 300 mil metros quadrados, o Parque Marinho da Barra, primeiro e único da capital baiana, é uma unidade de conservação ambiental entre o Farol da Barra e o Forte Santa Maria como forma de resguardar o ecossistema marinho e o conjunto de patrimônios culturais da localidade. O projeto começou a ser discutido em 2014, com a participação do poder público e sociedade civil, e em 13 de abril de 2019 foi assinado o decreto de criação do parque.
Mais de 160 pessoas procuraram voluntariamente os dois módulos do Fique Sabendo nos circuitos Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Centro) no primeiro dia de funcionamento do projeto, nesta sexta-feira (17). Ao todo, foram realizados mais de 600 testes rápidos para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) como HIV, sífilis e hepatites.
Desse total, três diagnósticos foram positivos para HIV, 26 reagentes de sífilis e quatro para Hepatite B e C. Entre os detectados para sífilis, apenas nove aceitaram iniciar o tratamento com a aplicação de penicilina – a medicação é exclusiva para esse perfil de paciente. Os demais com sorologia positiva são encaminhados para tratamento na rede municipal de saúde.
A vice-prefeita e secretária municipal da Saúde (SMS), Ana Paula Matos, ressalta que os profissionais estão empenhados em realizar o acolhimento dos pacientes positivados, a fim de acolher e orientar da melhor forma possível. “Aliada à estrutura do Carnaval, temos na nossa rede os Serviços de Atendimento Especializado, locais preparados para oferecer o tratamento necessário ao paciente diagnosticado”, pontua a gestora.
A médica infectologista Adielma Nizarala explica que é importante acabar com a cadeia de transmissão da doença, especialmente da sífilis, que segue liderando historicamente o número de pessoas acometidas com alguma infecção. “É fundamental que, após a detecção da infecção, o reagente aceite a medicação, que não impedirá de ter uma vida normal, inclusive durante a folia. Será uma proteção individual e coletiva, em respeito ao próximo parceiro ou parceira. Aliado a isso, o uso do preservativo, distribuído gratuitamente nos nossos módulos, deve ser indispensável”.
Quanto à predominância de gênero nos postos Fique Sabendo, os homens são maioria nos atendimentos, com 112 pessoas do sexo masculino que realizaram o teste, enquanto 50 mulheres buscaram o módulo. “Os homens estão quebrando o estigma de que geralmente estão mais afastados dos cuidados com a saúde, sobretudo os atendimentos preventivos e de diagnóstico. Esse ano, os homens estão liderando a busca pelos exames, o que é muito positivo", explica a coordenadora do Laboratório Central do município, Olivete Borba.
Os baianos e turistas que curtem o Carnaval de Salvador podem encontrar os módulos do Fique Sabendo, das 9h às 21h no Largo da Piedade (Circuito Osmar), e de 10h às 22h, na Rua Dias D’Ávila, próximo ao Farol da Barra (Circuito Dodô). No local, além dos testes, é possível encontrar também preservativos e lubrificantes em gel.
O secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Pedro Tourinho, destacou neste sábado (18) o caráter multicultural do Carnaval da capital baiana. Ao participar da reunião de balanço do segundo dia da folia com o prefeito Bruno Reis, Tourinho disse que circulou nesta sexta-feira (17) por diversos espaços da festa, nos circuitos Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Centro) e Batatinha (Pelourinho).
"Eu saí do Campo Grande, fui até a Barra, depois o Pelourinho, passei pelo Carmo, desci de novo para a Barra, andei com a Anitta até Ondina, voltei para o Farol, andei até aqui à Praça Castro Alves. E assim, muita gente, todo canto tem alguma coisa para fazer, todos os lugares, todos os tipos de atrações, todo mundo feliz", afirmou.
Tourinho comentou sobre a folia no Centro, que tem programação extensa nos próximos dias. "É um Carnaval da diversidade, acho que ontem deu para ver a diversidade dentro do Carnaval, num nível que eu nunca tinha visto", disse.
"Ontem eu acho que a gente abriu as portas das programações no Centro. As pessoas estão chegando, estão entendendo. Então, por exemplo, ontem foi a primeira vez que tinha o After, você via que tinha assim uma turma muito alinhada com a ideia do After, de ser da mesma turma da Batekoo, uma juventude negra que realmente talvez não se visse em outro lugar e que aqui estavam assim felizes", frisou.
"Assim como também na Praça Municipal também tinha uma turma, como nos Pelourinho, a turma do Olodum. Então assim, ao mesmo tempo que é diverso, os amigos se encontram, com seus interesses alinhados. Então é Carnaval multicultural mesmo, muitos pontos diferentes onde você sempre vai estar ou vai achar sua turma", salientou.
As crianças que curtem o Carnaval em companhia dos pais são recebidas pela Guarda Civil Municipal (GCM) e identificadas com uma pulseira de cor azul, contendo nomes delas, do responsável e telefone de contato. A ação é organizada pela Coordenadoria de Ações e Prevenção à Violência (Cprev) e tem como objetivo garantir mais segurança às famílias.
A GCM faz parte do Comitê de Proteção Integral, que envolve vários órgãos que cuidam de crianças e adolescentes. De acordo com o coordenador do Cprev, James Azevedo, a iniciativa de identificar as crianças integra uma das ações municipais de proteção a esse público, que também marca presença nos circuitos da folia. “A gente faz essa identificação para, caso haja algum problema, as patrulhas consigam entregar de volta ao responsável”, conta o gestor.
“Durante o dia, colocamos muito mais identificação quando tem blocos infantis. De sexta (17) para cá, já identificamos mais de 350 pequenos foliões nos três circuitos tradicionais. E a expectativa é identificar ainda mais. Temos à disposição mais de 50 mil pulseiras para distribuir e, com certeza, vamos promover um Carnaval de segurança para a garotada”, acrescentou.
Precaução - O vigilante Leandro Araújo, 32 anos, aproveitou para identificar o filho, Arthur Gabriel, de 6 anos. Pela primeira vez com o pequeno na folia, ele considerou importante a iniciativa. “Me sinto mais seguro, porque se ele se perder, já tem o contato, tudo direitinho. Fico mais tranquilo”.
O oficial de justiça Alisson Souza, 41, estava com os dois filhos, um já de maior, que não necessitou da identificação, e o mais novo, Pedro, também de 6 anos. “É importantíssima essa ação. Eu já tinha visto antes e estava justamente procurando os agentes para identificar meu filho. Esse é o primeiro Carnaval dele, então essa segurança a mais é fundamental”.
As pulseiras são fabricadas com um plástico resistente, à prova d’água, difícil de rasgar e cujo lacre só é facilmente removido se cortado com tesoura.
O bloco infantil Ibeji abriu a programação no terceiro dia de Carnaval no Circuito Osmar (Centro), neste sábado (18). A agremiação foi puxada pela banda Timbaladies, formada por Patrícia Gomes, Amanda Santiago e Paula Sanffer. A artistas entraram na passarela Nelson Maleiro, no Campo Grande, a bordo de um trio, ao som de ‘Toque de Timbaleiro’.
“Estou super emocionada porque, depois de tantos anos, é a primeira vez em um bloco infantil. É uma novidade boa, porque criança é tudo que há de melhor, é o nosso futuro. Estou muito feliz e espero dar o meu melhor no desfile deste bloco maravilhoso. Pela primeira vez com as Timbaladies no Carnaval. É uma experiência única, é só alegria”, disse a vocalista Patrícia Gomes.
O pequeno folião Pedro Luis, de 13 anos, desfilava pela primeira vez no Ibeji e curtiu a atração. “Desde pequeno venho para o Carnaval com meus pais e agora aqui no Ibeji, estou me divertindo muito. Está muito legal”.
A advogada Rebeca Figueiredo, 34, estava com as filhas Natália e Ariel, de 11 e 4 anos. Ela afirmou que este é o primeiro Carnaval da família e, apesar do calor, estava curtindo o bloco. “Está cansativo, mas divertido. Ainda mais depois de dois anos de pandemia, curtindo com responsabilidade. É uma experiência diferente, mas muito bom proporcionar esse momento de diversão para elas”.
Circuito Dodô – Também neste sábado (18), o bloco Happy animou os pequenos foliões no Circuito Dodô (Barra/Ondina). Sob o comando de Tio Paulinho, com participação da banda Tio Elétrico e de Mariana Silva, o desfile teve o tema “Sou Happy Desde Pequeno”. O bloco coloriu a orla do circuito, agitando crianças, adolescentes e adultos.
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