Carnaval

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Do total, 1.193 foram referentes a elogios e atuação do órgão é feita por telefone, Internet, postos nos circuitos e equipes volantes

Sugestões, avaliações e dúvidas dos foliões sobre o Carnaval podem ser tiradas através de um canal específico da Prefeitura. O Fala Folião 156 funciona 24 horas por dia pelo telefone 156, ou pelos postos de atendimento da Ouvidoria Geral do Município (OGM) montados durante a festa. A ação tem por finalidade estreitar o canal de relacionamento entre os serviços públicos e o folião. Este é o quinto ano da nova forma de atuação da Ouvidoria, cuja estratégia de observação tem dado maior retorno principalmente ao folião. Além disso, as sugestões servem como base para as próximas edições da folia.

A equipe é formada por 40 pessoas espalhadas em diversos pontos dos circuitos e três balcões de atendimento dando apoio às equipes volantes. Entre quarta-feira (22) e domingo (27), foram realizadas 3.541 solicitações, sendo 3.261 pelas equipes itinerantes, 275 pelo Fala Folião 156, dois pela internet e dois presenciais.

A maioria dos atendimentos foi referente a elogios (1.923 registros), seguidos de solicitação de informações (1.195 registros). Para o titular da Ouvidoria, Humberto Viana, o trabalho da pasta não se limita em atender o folião. “Também observamos o Carnaval com as equipes volantes para inspecionar o andamento da festa. Verificamos chegadas e saídas, acessos, funcionamento de táxis e ônibus e, quando é percebida alguma irregularidade, nossas equipes já entram em contato com os órgãos competentes”, destaca.

A dúvida do folião Francisco Nascimento foi tirada no balcão de atendimento do Campo Grande (Circuito Osmar). “Essa estrutura é muito interessante. Queria saber sobre o horário do meu bloco e eles me informaram. Eles tiram as nossas dúvidas e nos ajudam”. Outra ação é a abordagem aos foliões, quando eles são questionados sobre a impressão da festa e se possuem alguma sugestão para os próximos anos.

Toda a ação é feita através de celulares tipo smartphones, onde as demandas são passadas imediatamente para os responsáveis através do sistema. Este ano o órgão tem percebido a diminuição de alguns questionamentos, como os relacionados à localização dos sanitários químicos. “Fazemos também ações educativas e explicamos, por exemplo, que em alguns locais esse banheiros não podem ser instalados”, conclui Viana.

 

 

 

 

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Os foliões presentes no Carnaval de Salvador ainda poderão realizar os testes rápidos para detecção dos vírus HIV, sífilis e hepatites B e C nos dois postos do Projeto Fique Sabendo instalados pela Prefeitura nesta terça-feira (28).

A estratégia, iniciada no último sábado (24), já realizou 5.304 testes rápidos, com 36 diagnósticos positivos para HIV, 161 reagentes para sífilis, 12 para hepatite B e cinco para hepatite C.
O módulo na Rua Dias D'Ávila, próximo ao Farol da Barra, funciona até as 21 horas. Já o posto montado no Multicentro Carlos Gomes, no circuito Osmar, atende os foliões até as 22 horas.

Este ano, a novidade é que os usuários com testagem positiva para sífilis iniciam o tratamento de imediato no próprio posto instalado nos circuitos da folia. Aqueles que obtiverem sorologia positiva para as outras DSTs contam com a assistência de uma equipe multidisciplinar, que realiza a triagem e os encaminha para tratamento em uma das unidades de referência da Secretaria Municipal da Saúde.

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Quando chega o último dia de Carnaval em Salvador, os foliões já começam a sentir saudades da festa. Mas, para não deixar a alegria morrer nesta terça-feira (28), quem optar por curtir o Carnaval nos Bairros terá diversas atrações com ritmos variados para poder se despedir da folia em grande estilo.

Em Pau da Lima, na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, a galera vai poder curtir todo o molejo da banda Samba Mil Graus, que se apresentou na edição de 2016 no palco da Boca do Rio e, no domingo (26), estreou no circuito Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina). O repertório do grupo para esta apresentação vai contar com músicas autorais como “Faz a sacanagem” e “Tilinguilin”, além de sucessos do pagode baiano como “Santinha” e “Desce com a gente”, de Léo Santana e Harmonia do Samba, respectivamente.

Linha de frente do Samba Mil Graus e percussionista do grupo, Rodrigo Monteiro explica que a comunidade de Pau da Lima terá diversão garantida, muita alegria e o mais importante: bastante samba no pé. "A banda tem como essência o samba de roda e o partido alto, um estilo que geralmente atrai e agrada um público fiel e muito familiar. Molejo, alegria e muita diversão é o que se pode esperar do Mil Graus amanhã na comunidade", destacou o músico, que também é compositor.

Periperi - Outra atração que promete levar o público à loucura, mas desta vez em Periperi, é a banda Duas Medidas. Conhecidos pelo estilo irreverente, mistura de ritmos e coreografias animadas, os meninos se apresentam no local a partir das 19h. "Descentralizar o Carnaval é tornar a festa cada vez mais acessível a todos. É importante ter um ponto que atraia o povo até esse lugar. Porém, mais importante que isso é levar a festa para onde o povo estiver", ressaltou o vocalista da banda, Lincoln Sena, sobre o projeto Carnaval dos Bairros.

O cantor também destacou que a expectativa para a apresentação em Periperi é a melhor possível, pois sabem que estarão no quintal de casa dos moradores. Esse clima do público de estar entre amigos e familiares gera uma atmosfera muito fraternal. "A sensação de estar fazendo um Carnaval no circuito alternativo é a sensação de ter o sonho realizado por completo. O artista quer estar aonde o povo está. O artista quer estar onde a sua arte pode ser manifestada na forma mais genuína, e isso não tem preço", completou Sena.

Além da Duas Medidas também devem passar pelo palco de Periperi a Orquestra Paulo Primo, Sem Radar, Coisa Acesa e Salada Mista. Para encerrar a noite, à 1h30 da madrugada, o “romântico apaixonado” Saulo Calmon embala os foliões ao ritmo do arrocha. As apresentações acontecem na Praça da Revolução.

Plataforma - Já no bairro de Plataforma, na Praça 15 de Abril, os ritmos do samba, axé e forró devem fazer a festa do folião pipoca. O Samba de Ladainha dá início às apresentações e, logo em seguida, quem se apresenta é Maristella Muller. A cantora deve levar a música de trabalho para o verão, “Vem que eu quero mais”.

A partir das 20h quem sobe ao palco é a banda Palmares. Logo depois o grupo de samba Bambeia vem com o samba do recôncavo para fazer o folião cair na gandaia. Ainda se apresentam as bandas Forró Nº1 e Que Delícia.

Mas a festa não para por aí. Ainda tem programação carnavalesca nos bairros de Itapuã, Cajazeiras, Liberdade, Pituba, Nordeste de Amaralina além das localidades do Terreiro de Jesus e Cruz Caída. Para ficar por dentro da programação de todos os circuitos alternativos e palcos especiais para curtir o último dia de Carnaval, basta acessar o site oficial da folia no endereço www.curtacarnaval.com.br.

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A Praça Wilson Lins (Pituba) volta a pegar fogo nesta terça-feira (28), última noite do Carnaval de Salvador. O espaço foi o reduto do Palco do Rock neste ano, e logo mais, a partir das 19h, se apresentam as bandas Desafio Urbano, Electric Poison, Headhunter DC, Batrakia, Maldita, Awaking, Indominus, Act Of Revenge e Overdose Alcoólica. Na noite desta segunda-feira (27), o som da guitarra voltou a contagiar os fãs do rock.

Uma das primeiras bandas a agitar no Palco do Rock ontem, a banda Benete Silva apresentou para o público um repertório próprio, com as canções Crazy Sunday, Rock na Favela e Game on Guitar. O grupo ainda arrancou aplausos e admirações após a performance do tema de abertura do Dragon Ball Z - animação que fez a cabeça dos jovens na última década: Cha-La Head Cha-La.

“Não é só o axé e o pagode que predominam na Bahia. Esse público mostra que o rock é forte aqui. Foi uma experiência única, o maior show que fiz na minha vida”, revela o vocalista Benete Silva. Antes, diz ele, a banda só fazia shows em barzinhos. “Foi a primeira vez que toquei num palco grande, com muitas pessoas”, acrescentou.

O Palco do Rock não só reuniu o iniciante como também os veteranos. A banda Circo de Marvin esteve na grade do evento pela quinta vez e levou para os espectadores repertório baseado no disco Modo Hard, lançado em 2015. O vocalista Bruno Souri ressaltou ainda que o rock tem espaço na folia de Salvador, uma vez que a festa vem se modernizando a cada ano, agregando diversos tipos de ritmos.

Luyd Andrade, guitarrista do Clube dos Patifes, a quarta banda a subir no palco na noite, disse que o rock não pode ficar de fora do período de atrações carnavalescas. “Se pegar a música baiana que rola no Carnaval, há vários estilos que convergem. Exemplo disso é que no ano passado Carlinhos Brown trouxe o Angra. Acho isso muito importante, a junção de rock com axé e música baiana”, opina o guitarrista.

Pelo terceiro ano no Palco do Rock, o Clube dos Patifes apresentou hits da discografia dos quatro álbuns dos 18 anos de carreira da banda, incluindo o mais recente, Casas de Marimbondo. “A gente traz um pouco da cultura do candomblé, dos tambores, nas nossas músicas”.

Caldeirão - Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco, é fundamental que a sociedade baiana compreenda o Carnaval como um grande caldeirão de produção musical. “A intenção de a Prefeitura celebrar a Cidade da Música tem exatamente essa perspectiva, de nós absorvemos todos os estilos e produções. Sempre tivemos a tradição de absorver e abraçar todas essas manifestações. Nunca procuramos, na história da música e do Carnaval, restringir qualquer manifestação musical. Pelo contrário, a Prefeitura está aberta para receber produções nacionais, internacionais”, salientou o gestor, que marcou presença no terceiro dia do Palco do Rock.

Tinoco ainda salientou que o evento é uma oportunidade legítima e sincera de produção musical de um segmento importante que a Bahia se constituiu com Raul Seixas, Camisa de Vênus e com produções mais contemporâneas do rock.

O analista financeiro Eduardo Araújo, 30 anos, já participou sete vezes do Palco do Rock e disse que a atração é uma boa alternativa para quem curte o gênero. “Para quem não tem costume de ver shows assim, de grande porte, está ótimo!”. Entre uma selfie e outra com o marido, a atriz Rafaelle Aragão, 29, chegou do Ceará há pouco tempo para morar em Salvador e elogiou a “segurança e tranquilidade” do festival. “Não vi confusão, violência. O público é muito consciente”.

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O público LGBT tem ocupado cada vez mais espaço no Carnaval de Salvador. Esse é o segundo ano que o segmento conta com o Beco das Cores, local temático com atrações especiais compostas por muita música eletrônica. As apresentações acontecem sempre a partir das 19h na Rua Dias D’Ávila, também conhecido como Beco da Off, com patrocínio da Trident. Nesta terça-feira (28), a programação no local será encerrada tendo como uma das atrações o cantor Liniker, cujo show foi transferido para a meia-noite de hoje.

O espaço foi pensado pela Prefeitura, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur) para unir a diversidade, marcando o caráter democrático do Carnaval de Salvador. Lá, os DJs reproduzem sucessos da música eletrônica nos intervalos dos blocos. Além disso, atrações de renome e que estão na lista de preferências do público LGBT também se apresentam no local. Além de Liniker, outro destaque é a rapper Karol Conká, que levou a plateia ao delírio na última sexta-feira (24), tendo como carro-chefe o sucesso “Tombei”.

Tranquilidade – Segundo o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, os gays têm encontrado um carnaval mais tranquilo. Até o momento, Cerqueira diz não ter recebido denúncias e também não soube da existência de ocorrências. “Em geral, os foliões estão acostumados com a nossa presença, e em consequência disso, os gays estão cada vez mais presentes no carnaval e sem medo de exibir a sua opção sexual”, afirma.

Para ele, a existência de um Centro LGBT no Observatório da Secretaria Municipal de Reparação tem ajudado a reduzir o número de casos. “Agora as pessoas sabem que estão sendo observadas e o público, que tem com quem contar”, opina. Mesmo diante da tranquilidade, Cerqueira recomenda que gays, lésbicas, bissexuais e travestis evitem usar acessórios caros na folia. Caso sejam vítimas de algum tipo de agressão, registrem a queixa na delegacia mais próxima e, em seguida, façam a denúncia ao Grupo Gay.

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Uma das atrações mais esperadas nesta segunda-feira (27), no Circuito Osmar (Centro), o cantor Igor Kannário realmente teve o chamado nas redes sociais atendido e, mais uma vez, arrastou uma multidão. Na intitulada “Pipoca do Kannário”, o Príncipe do Gueto estava em total sintonia com os súditos, que demonstram orgulho em pertencer à “favela” – alusão aos bairros mais populares e carentes de Salvador.

Kannário observou alguns seguidores do trio quebrando caixas de isopor de vendedores informais e parou o som para chamar atenção. “Mais respeito com os ambulantes! Tem familiares de vocês trabalhando aqui também e vocês não quebram o equipamento do parente. Essas pessoas passaram horas na fila para poder trabalhar e levar o pão para casa. A pipoca não é minha, é de vocês, mas para acontecer precisamos manter a ordem”, pontuou.

Morador do bairro de Castelo Branco, um dos fãs do cantor, Fabricio Conceição, diz esta amando a festa. “Está ótimo. Adoro a música do Kannário. Ele é o príncipe do gueto, nosso representante. Vou na maioria dos shows dele e hoje a festa tá linda, ainda não presenciei nenhuma briga”.

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