Estacionar em local proibido, dirigir sob efeito de bebida alcoólica e uma série de problemas com a documentação e com equipamentos dos automóveis foram as principais causas para que 544 veículos fossem removidos dos circuitos do Carnaval 2017. O número é da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) e diz respeito a ações executadas até às 6h desta terça-feira (28). Ainda segundo a pasta, houve uma redução de aproximadamente 50% nas apreensões, se comparado com os números de 2016, quando o órgão registrou 1.245 remoções até a Quarta-feira de Cinzas.
Deste total, 75 automóveis foram recolhidos ao pátio da Transalvador entre quarta (22) e segunda-feira (27), durante a realização das blitze de alcoolemia do órgão. Os demais casos têm relação com falta de habilitação, atraso no licenciamento ou problemas técnicos que impeçam o veículo de circular.
"Em comparação ao ano passado anotamos uma redução no número de remoções, e avaliamos isso como uma queda do desrespeito às leis de trânsito. Até mesmo em alguns locais onde havia inúmeros carros estacionados indevidamente não registramos casos neste ano. Em lugares onde costumávamos remover entre 20 e 30 veículos as rondas não encontraram nenhum nesta edição do Carnaval, e isso é muito positivo. É o resultado de um trabalho feito há quatro anos. Esperamos que essa tendência de queda no desrespeito à sinalização se consolide", afirma Fabrízzio Muller, titular da Transalvador.
Retirada - Para retirar um carro apreendido, o proprietário deve procurar o Setor de Liberação de Veículos do órgão, no Vale dos Barris. O condutor deve levar o comprovante de licenciamento atualizado e documento de identificação com foto. Além disso, é necessário pagar as taxas de remoção e guincho que, juntas, custam R$ 328,44. O valor da diária no pátio da Transalvador custa R$ 52,55.
Após a comprovação de pagamento, o veículo pode ser retirado imediatamente. Depois de 60 dias sob a custódia do órgão de trânsito, o veículo que não tenha sido retirado pelo proprietário, será encaminhado para leilão.
O Camarote do Nana e o Bloco Largadinho foram alguns dos vencedores do Troféu “Eu Promovo Carnaval Sustentável”, entregue pelo prefeito ACM Neto nesta terça-feira (28), no camarote oficial localizado no Campo Grande (Circuito Osmar). A cerimônia contou com as presenças dos representantes das entidades, Márcio Pedreira (Largadinho) e Hugo Filho (Nana), além do titular da Secretaria Cidade Sustentável e Inovação (Secis), André Fraga.
A honraria é concedida para os blocos e camarotes mais ecologicamente corretos sustentáveis do Carnaval 2017. A escolha dos vencedores é feita a partir do cumprimento de ações estabelecidas pela Secis, aderidas voluntariamente pelas entidades da folia.
“Essa é uma iniciativa que vem se repetindo a cada ano e um estímulo cada vez maior para que mais blocos e camarotes promovam ações de sustentabilidade. O Carnaval também é momento de aproveitar a grande quantidade de pessoas para transmitir mensagens e conscientizar as pessoas sobre várias coisas importantes, dentre elas a de preservação do meio ambiente”, pontuou o prefeito ACM Neto.
O empresário Márcio Pedreira afirmou que é uma felicidade muito grande conseguir vencer a premiação – no ano passado ficaram em terceiro lugar – e que o Bloco Largadinho já pensará em novas ações para o próximo ano já na Quarta-feira de Cinzas. “É uma ação importante não apenas para o bloco, mas principalmente para o futuro da cidade, pois se trata da preservação do meio ambiente e da qualidade de vida dos cidadãos”, salientou.
“O que nós fizemos no Camarote do Nana foi mais uma mudança de hábito do que uma mudança estrutural. Procuramos fazer tudo de uma forma correta e essa série de pequenas atitudes em uma força conjunta de todos traz um resultado muito significativo. Essa parceria com a Prefeitura mostra que, com ações muito simples, a gente consegue mudar a vida das pessoas e isso é muito gratificante”, afirmou Hugo Filho.
Para o secretário André Fraga, quem ganha mais com o Eu Promovo o Carnaval Sustentável é o cidadão. “Com essa iniciativa, conseguimos gerar menos resíduos, mais renda para as cooperativas de catadores, então esse reconhecimento público é no sentido de incentivar que outras entidades também possam promover ações sustentáveis.”
Critérios e madrinha - A campanha propõe que blocos, camarotes e trios atuem transformando o ambiente da festa em um lugar capaz de integrar as questões sociais, enérgicas, econômicas e ambientais, como utilizar lâmpadas ecoeficientes (LED), materiais recicláveis para a decoração de espaços, promover campanhas de combate ao racismo, utilizar combustível verde S50, no trio e no carro de apoio, entre outras ações de cunho sustentável.
No último sábado (25), a madrinha do Prêmio Eu Promovo o Carnaval Sustentável, Margareth Menezes, foi homenageada com a entrega de uma placa em reconhecimento ao seu trabalho socioambiental na Península de Itapagipe por meio da Organização Social Fábrica Cultural. A entrega ocorreu durante apresentação da cantora que esse ano completa 30 anos de carreira.
Campanha - Em cinco anos de Carnaval Sustentável, já circularam pela campanha mais de 100 instituições, entre trios, blocos e camarotes. Cerca de 300 ações ligadas ao tema sustentabilidade foram registradas nesse período pelas equipes da Secis. Em 2015, o bloco Me Abraça e camarote do Nana foram os vencedores e receberam o selo Ouro. Já em 2016, o título ficou com o bloco Cocobambu e com o camarote do Nana, vencedor pelo segundo ano consecutivo.
Esse ano, mais de 25 instituições participam do prêmio. A dinâmica da campanha é parecida com a do ano passado. Porém, agora todos os camarotes e blocos engajados na campanha, que atenderem a requisitos básicos do Prêmio, receberão o selo Eu Promovo o Carnaval Sustentável, sendo classificadas em ouro, prata ou bronze.
Apenas os que trouxerem novidades e promoverem mais ações sustentáveis durante a festa receberão, além do selo, o troféu de melhor bloco ou camarote. A avaliação é realizada todos os dias da festa por equipes da Secis, que acompanham na prática iniciativas das instituições.
Conforto e Segurança – Para garantir que o trabalho seja realizado em segurança, foram entregues aos catadores trezentos kits com big bags (sacos grandes), camisas, bermudas, bonés, botinas e protetor auricular. A ação foi realizada pela Secis e pela Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb).
Duas das novidades gratuitas promovidas no Carnaval de Salvador 2017 e que foram sucesso de público devem ser mantidas para a edição 2018 da folia. Uma delas é o Pipoco, a terça-feira de “esquente” carnavalesco no contrafluxo do Circuito Dodô (Barra/Ondina). A outra é o Palco Skol, que tem trazido diversos nomes da música brasileira para o Farol da Barra. A declaração foi dada pelo prefeito ACM Neto, após entrega do prêmio “Eu Promovo Carnaval Sustentável” no camarote oficial, nesta terça-feira (28), no Campo Grande (Circuito Osmar).
“O palco da Barra deve continuar e a ideia da Prefeitura é de que o Pipoco também continue. Já estão sendo pensadas algumas coisas. Acho que esse Carnaval de 2018 é o tem mais coisas novas engatilhadas, mas a definição é só mesmo depois da quarta-feira de Cinzas”, pontuou o prefeito. Ele lembrou que o contrato com a Ambev, proprietária da marca Skol, é de três anos e que a parceria está sendo bastante satisfatória para a Prefeitura.
ACM Neto também ressaltou que a quantidade de trios sem cordas mudou completamente em comparação a 2013, e que os blocos também são importantes para a cidade. “Não somos contra os blocos, eles são importantes para a economia da cidade, para a geração de emprego e para garantir o desfile de diversas atrações, até porque a Prefeitura e o governo estadual sozinhos não conseguem bancar todas as atrações. Mas, sem dúvida, o Carnaval da pipoca é uma vitória da gestão. Veja o exemplo de Daniela, que há quase 20 anos não tocava aqui no Centro e desde 2015 se apresenta para o folião pipoca aqui trazida pela Prefeitura”, relatou.
O prefeito também pontuou a necessidade urgente de revitalização do Circuito Osmar (Centro), colocando a questão como o principal desafio para a festa do próximo ano. “A Barra (Circuito Dodô) não aguenta, há um limite. A gente sentiu uma pressão muito grande, principalmente no domingo e na segunda. Isso não é confortável para o folião e para o morador. Então temos que reequilibrar isso de novo. Vamos pensar as possibilidades e, logo depois que os artistas e produtores descansarem, vou procurá-los para conversas individuais. Pretendo coordenar essa conversa para discutir o futuro do Carnaval de Salvador e como dá para harmonizar todos os interesses.”
Iniciativa gratuita promovida por meio da Semps visa incluir idosos e pessoas com deficiência na maior festa de rua do planeta
Sorrisos largos e muita animação foram itens indispensáveis para os idosos que foram curtir o Carnaval em um dos Camarotes Acessíveis, localizado no Campo Grande (Circuito Osmar). A caravana dos idosos, na maioria com adereços e fantasias, faz com que os foliões que passam pelo circuito durante a festa voltem os olhares para o espaço, situado próximo à Passarela Nelson Maleiro. O projeto é gerido através da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) e conta com mais duas unidades, localizadas na Piedade e em Ondina.
Apaixonada pelo Carnaval, a aposentada Vanda Bastos, 77 anos, veio curtir mais um dia de festa no Camarote Acessível e destacou que aqui é um dos melhores locais para aproveitar a folia na cidade. "Estou achando tudo ótimo. É o segundo ano que venho participar aqui do camarote e este circuito é o que mais gosto", destacou.
Apesar de gostar bastante da festa, somente com a aposentadoria Dona Vanda está aproveitando como gostaria. "Fiquei muitos anos trabalhando durante o Carnaval e não tinha tempo de vir para a rua. Hoje eu posso brincar à vontade. Saí na sexta-feira em um bloco, sábado em um camarote e hoje estou aqui", completou, ressaltando que não lhe falta energia para participar do Carnaval.
Desde que foram abertos na sexta-feira (24), as três unidades dos Camarotes Acessíveis já receberam pouco mais de 880 pessoas entre idosos, pessoas com deficiência e seus acompanhantes. Só no espaço do Campo Grande, destinado apenas aos idosos, a expectativa para esta terça-feira (28), último dia de festa em Salvador, é que compareçam aproximadamente 100 pessoas. A procura pelo espaço tem sido tão intensa que existe, inclusive, uma lista de espera para ter acesso ao local, composta por 21 candidatos.
A prefeitura continua promovendo a limpeza da cidade e geração de renda através da coleta seletiva no Carnaval 2017. Durante os seis dias de festa, quinze cooperativas cadastradas realizaram a coleta em diversos pontos dos diferentes circuitos.
Os trabalhadores recolheram cerca de 85 toneladas de resíduos. Do total, 90% é alumínio e outros 10% plástico, papelão e PET. A previsão é que, após o Carnaval, tenham sido recolhidos o total de 125 toneladas de resíduos, gerando em torno de R$ 375 mil.
As cooperativas de reciclagem assumem o importante papel de contribuir para a sustentabilidade da folia, recolhendo esses materiais e vendendo para que sejam reaproveitados. Além de economizar matéria-prima e energia elétrica, diminuir as emissões de gases de efeito estufa, o processo ainda reduz o volume de lixo nos aterros sanitários.
Conforto e Segurança – Foram entregues aos catadores 300 kits com big bags (sacos grandes), camisas, bermudas, bonés, botinas e protetor auricular. A ação foi pela Secretaria Cidade Sustentável e Inovação (Secis) e Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb).
O Elevador Lacerda funciona com gratuidade até as 6h de quarta-feira de Cinzas (1º). O equipamento funcionou durante 24 horas todo o Carnaval, e segue em operação especial para o transporte de foliões que precisam ter acesso facilitado ao circuito Osmar (Campo Grande). Em dias normais, para usar os serviços do Elevador Lacerda é cobrado uma tarifa única de R$ 0,15. Cerca de 150 mil pessoas já passaram pelo ascensor.
Valdeci e Maria José Ramos, casal de turistas do Rio Janeiro, adoraram a experiência de chegar à festa por um dos cartões postais da cidade. Confessaram ainda que nunca viram serviços iguais aos que Salvador oferece, "principalmente funcionando de forma gratuita". Silvia Gomes, de Brasília, também elogiou a iniciativa de gratuidade. Pela primeira vez na cidade, a brasiliense afirma que já transitou bastante utilizando o elevador.
Operação - A Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar montaram barreiras na entrada do Elevador, fazendo abordagens e revista com detector de metais. A operação foi criada no Réveillon devido ao enorme fluxo de pessoas na Praça Cairu, e foi repetida agora no Carnaval para garantir a segurança e o ordenamento do serviço para a população e para os turistas.
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