Reportagem: Eduardo Santos / Secom PMS
Buscando transformar a experiência de jovens em situação de vulnerabilidade social, a Prefeitura de Salvador promove a primeira edição do projeto "Brilha, Menina", que consiste na realização de um baile de debutantes. O evento, organizado pelas secretarias de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro (SACPB), ocorrerá nesta terça-feira (25), das 17h às 22h, na Praça Central do Shopping Bela Vista.
A festa reunirá 26 adolescentes indicadas por escolas, Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e associações comunitárias da região do Cabula/Tancredo Neves. A iniciativa visa promover o sentimento de pertencimento e valorizar a juventude feminina de bairros populares da capital baiana.
O diretor da Prefeitura-Bairro Cabula/Tancredo Neves, André Maracajá, afirma que, além da realização da festa de 15 anos, o projeto busca proporcionar a essas jovens o desenvolvimento da autoestima. "É uma chance delas reconhecerem o próprio valor e acreditarem que são capazes de sonhar e construir novos caminhos. Queremos mostrar que toda menina merece ser celebrada, valorizada e incentivada a acreditar no futuro. Dessa forma, a festa se torna um momento simbólico de reconhecimento, mas também uma experiência que pode permanecer na memória dessas jovens, como um incentivo para novas conquistas", diz.
Para esta edição, participarão adolescentes dos bairros do Arenoso, Arraial do Retiro, Barreiras, Beiru/Tancredo Neves, Cabula, Cabula VI, Calabetão, Centro Administrativo da Bahia (CAB), Doron, Engomadeira, Granjas Rurais Presidente Vargas, Jardim Santo Inácio, Mata Escura, Narandiba, Nova Sussuarana, Novo Horizonte, Pernambués, Resgate, Saboeiro, Saramandaia, São Gonçalo e Sussuarana.
Estrutura - O evento inclui a recepção das debutantes e suas famílias, entrada e descida das jovens para o espaço principal da celebração, ato simbólico com os pais ou responsáveis, acomodação das famílias e convidados e realização de protocolo institucional, com a participação dos representantes e parceiros do projeto.
Haverá ainda sorteio de um prêmio oferecido pela loja Baianão Móveis, um dos parceiros do evento, e valsa coletiva, além de apresentações, atrações artísticas e música com DJ.
O projeto tem o objetivo de auxiliar na realização de um sonho muitas vezes adiado por dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias. A preparação para o evento contou com encontros, atividades de integração e momentos de convivência, buscando estimular reflexões sobre identidade, pertencimento, autoestima, projetos de vida e protagonismo juvenil.
Texto: Marco Pitangueira / Secom PMS
A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), promove nesta terça-feira (25), às 9h, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), o lançamento oficial do site de chamamento do programa Salvador Segura (https://salvadorsegura.salvador.ba.gov.br/). Durante o evento, a plataforma será apresentada ao público para o cadastramento de associações, empresas e moradores interessados em integrar o sistema de videomonitoramento da cidade.
Com uma base de dados ligada à Guarda Civil Municipal (GCM) e à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o Salvador Segura prevê a integração de quase 10 mil câmeras públicas e privadas na capital baiana. Com isso, diversas áreas, incluindo vias estratégicas, serão monitoradas em tempo real, para aumentar a segurança da população.
O sistema de monitoramento é dividido em sete etapas, da detecção à resposta. A primeira fase consiste na captação da ocorrência, que em seguida é analisada por uma Inteligência Artificial. O órgão competente é acionado, fazendo com que equipes em campo atendam a situação.
Após a chegada das equipes, a ocorrência é acompanhada e monitorada. Após a resolução, o caso é registrado e os dados passam a ser analisados para prevenção em possíveis episódios futuros.
O titular da Semit, Alberto Braga, enfatiza a importância do site de chamamento do Salvador Segura. De acordo com o secretário, quanto mais pontos de observação estiverem integrados ao sistema, maior será a capacidade de identificar situações de risco.
“Estamos criando um caminho simples para que a iniciativa privada e os moradores, através de suas associações, possam contribuir diretamente com a segurança de Salvador. Ao ampliar a integração das câmeras existentes, vamos fortalecer o videomonitoramento e dar mais agilidade à atuação das forças de segurança em nossa cidade”, afirma o secretário de Inovação e Tecnologia.
Reportagem: Priscila Machado / Secom PMS
Trocar as ruas pelo mercado de trabalho, conquistar a própria renda, voltar a estudar e reconstruir projetos de vida. Essa é a realidade de homens e mulheres atendidos pelo Programa Vida Nova Empregabilidade, iniciativa da Prefeitura de Salvador que, há dois anos, reúne emprego formal, acompanhamento psicossocial e incentivo à qualificação profissional para criar oportunidades de recomeço para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), os participantes são encaminhados, inicialmente, para uma vaga de trabalho na própria estrutura da pasta. Eles passam a atuar em postos formais, com renda e acesso aos direitos trabalhistas. Além disso, recebem auxílio-aluguel, auxílio complementar para a compra de móveis e acompanhamento psicossocial, formando uma rede de apoio voltada à reconstrução de suas trajetórias.
Mais do que oferecer uma oportunidade de emprego, o programa reúne diferentes ações para fortalecer a autonomia dos participantes. Além da inserção no mercado de trabalho, a iniciativa estimula a retomada dos estudos e a qualificação profissional, ampliando as possibilidades de reinserção social e construção de um novo projeto de vida.
Os resultados já demonstram o impacto da iniciativa. Dos 50 beneficiários do programa, 84% permanecem ativos e 16% foram desligados em decorrência do abandono das atividades laborais, retorno à cidade de origem ou solicitação de desligamento por interesse próprio.
Além disso, 27% retomaram os estudos por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), 17% estão cursando nível técnico ou superior e 56% participam de processos de qualificação profissional.
Série especial – Esta reportagem abre uma série especial sobre o Programa Vida Nova Empregabilidade. Ao longo dos próximos dias, serão apresentadas as diferentes etapas da iniciativa, desde o acolhimento e o acompanhamento oferecidos pela Prefeitura até a inserção no mercado de trabalho, além de histórias de pessoas que reconstruíram suas trajetórias por meio do programa.
O secretário de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer, Júnior Magalhães, explica que o programa nasceu da necessidade de ampliar as oportunidades para que pessoas em situação de rua, atendidas pela Secretaria, encontrem um caminho sólido para superar a vulnerabilidade social por meio da autonomia e da inclusão produtiva.
“Embora seja um projeto-piloto, os resultados mostram que estamos no caminho certo. Atualmente, vemos os assistidos conquistando um emprego formal, com carteira assinada, todos os direitos trabalhistas garantidos, plano de saúde, férias, licença-maternidade e atuando lado a lado com servidores e colaboradores terceirizados, em um ambiente de respeito e igualdade de direitos e deveres. Os participantes recebem acompanhamento de uma equipe especializada, que atua no fortalecimento de habilidades, na preparação para processos seletivos e na permanência no mercado de trabalho”, destaca.
A gerente de Promoção Social e coordenadora do programa, Ivana Ramos, também ressalta as mudanças proporcionadas pela iniciativa.
“Hoje, por exemplo, uma das participantes, que não era alfabetizada, está estudando. Vários deles estão se qualificando para o mercado de trabalho e outros já pensam em fazer faculdade. Essas pessoas passam a ter uma rotina diferente, que é uma rotina de trabalho. Apesar dos desafios diários, nós avaliamos o programa muito positivamente, porque houve avanços significativos”, afirma.
Funcionamento – Lançado em janeiro de 2024 e instituído como política pública permanente do município por meio da Lei nº 9.874/2025, o Programa Vida Nova Empregabilidade disponibilizou, inicialmente, 50 vagas de emprego para atuação em equipamentos, órgãos e setores da Sempre, a exemplo dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), dos Restaurantes Populares, das Academias Salvador, do Núcleo de Ações Articuladas para a População em Situação de Rua (Nuar) e do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
O encaminhamento dos participantes ocorre por meio dos serviços que já acompanham pessoas em situação de vulnerabilidade.
Além da inserção profissional, o programa estimula a continuidade da formação escolar. Um dos requisitos é a retomada dos estudos na etapa em que foram interrompidos, seja no Ensino Fundamental ou Ensino Médio, além da participação em cursos profissionalizantes disponibilizados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), por meio do Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm). A medida busca promover a qualificação, ampliar as possibilidades de autonomia, reinserção social e fortalecimento da cidadania.
Após a experiência de atuação nos órgãos e equipamentos da Sempre, os beneficiários do Vida Nova Empregabilidade são encaminhados para vagas na iniciativa privada, por meio da Semdec e do Simm. Com isso, as vagas do programa passam a ser disponibilizadas para novos participantes.
As pessoas jurídicas que contratam beneficiários egressos do Vida Nova Empregabilidade recebem incentivo financeiro de até 10% do salário-base mensal do trabalhador, de acordo com o limite orçamentário anual previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para essa finalidade.
Texto: Ana Virgínia Vilalva/ Secom PMS
O Dia da Infância, celebrado nesta segunda-feira (24), foi marcado por atividades lúdicas e de contato com a natureza para 22 alunos do 4º ano B da Escola Municipal do Beiru. A programação aconteceu no Centro de Interpretação da Mata Atlântica (Cima), no Bonfim, em uma ação conjunta da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e do Núcleo Especial de Apoio à Primeira Infância (Neapi), em parceria com a Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis).
Durante a manhã, os estudantes participaram de cantigas de roda, brincadeiras, caça ao tesouro e atividades artísticas produzidas a partir de elementos encontrados na natureza, como folhas, sementes, galhos e flores secas. A proposta foi proporcionar uma experiência diferente do ambiente escolar tradicional, estimulando a criatividade, a autonomia, a linguagem, a convivência e os sentidos por meio de atividades ao ar livre.
A coordenadora do Programa de Educação Ambiental e Climática da Secis, Maristela Souza, destaca que a atividade também busca aproximar as crianças de espaços de convivência com a natureza.
“É importante que elas tenham contato com esse espaço também no dia a dia, junto com a família, porque muitas ainda não conhecem o Cima. Aqui, conseguimos trabalhar elementos da natureza de forma lúdica, desde a caça ao tesouro até a confecção de brinquedos sustentáveis, estimulando também a criatividade”, explica.
Para a coordenadora de Políticas para a Infância e Adolescência da SPMJ, Dinsjani Pereira, a data reforça a importância de garantir às crianças experiências que envolvam educação, ludicidade, cuidado e convivência com o meio ambiente.
“Estamos celebrando o Agosto Verde, dedicado à primeira infância, e uma das possibilidades é tirar as crianças da sala de aula e levá-las para espaços lúdicos como o Cima. É uma oportunidade de fortalecer o contato com a natureza e mostrar o cuidado com o meio ambiente”, afirma.
Professora de inglês da Escola Municipal do Beiru há seis anos, Jucilene Pereira avalia que a experiência também contribui para ampliar os conteúdos trabalhados em sala de aula. Segundo ela, as atividades realizadas poderão ser utilizadas posteriormente em diferentes disciplinas.
“Esse trabalho faz com que os alunos saiam e conheçam outros ambientes fora da comunidade, o que é muito interessante. O que eles aprenderam aqui poderá ser levado para as aulas de ciências e matemática, relacionando a experiência do dia a dia com o conteúdo escolar”, afirma.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/dia-da-infancia-no-cima/ .
Reportagem: Gilvan Santos / Secom PMS
Localizado no Caminho de Areia, na Cidade Baixa, o Largo do Papagaio é ponto de encontro para crianças de diversas idades. São mais de 12 mil m² de área, com parque infantil, brinquedos e equipamentos para fazer a diversão do público infantil.
Já na Creche e Pré-Escola Primeiro Passo de Periperi (CPP), no Subúrbio Ferroviário, uma bebeteca antirracista oferece, além de livros, experiências literárias que valorizam a diversidade étnico-racial. O objetivo dos educadores é usar a literatura para devolver a autoestima, o sentimento de pertencimento e o respeito às diferenças entre as 176 crianças da unidade.
Tanto o Largo do Papagaio como a Bebeteca Antirracista Curumim, de Periperi, fazem parte das políticas públicas de valorização e proteção da primeira infância desenvolvidas pela Prefeitura de Salvador.
Nesta segunda-feira (24), Dia Nacional da Infância, a coordenadora do Núcleo Especial de Apoio à Primeira Infância (Neapi), Simone Café, explica a importância de pensar ações para essa parcela da população. O Neapi é um órgão da Secretaria Municipal de Governo (Segov).
“A primeira infância, que vai da gestação aos seis anos, é uma fase decisiva para o desenvolvimento da criança. É nesse período que são construídas bases importantes para a aprendizagem, saúde, autoestima e a forma como a criança vai se relacionar com o mundo. Por isso, investir na primeira infância é cuidar do presente, mas também ajudar a construir uma cidade mais justa no futuro”, afirma Simone.
Segundo a coordenadora, é preciso olhar também para a família, os cuidadores, o território onde a criança vive e os serviços que integram a sua rotina, em um trabalho coletivo, que envolve educação, saúde, assistência social, mobilidade, urbanismo, cultura e meio ambiente.
Simone ressalta ainda a construção do Plano Municipal pela Primeira Infância como outro avanço do Município. O plano está em fase de diagnóstico. “A partir desse retrato da realidade das nossas crianças, identificando os avanços e os principais desafios, será construído o Plano Municipal. Isso é fundamental para que as ações não sejam pensadas de forma isolada, mas façam parte de uma política permanente, integrada e baseada nas reais necessidades das crianças e de suas famílias”, diz a coordenadora.
Presente - A primeira bebeteca antirracista foi implantada no CPP Periperi, e outras dez unidades de Educação Infantil estão em fase de seleção para receber o projeto. Haverá uma bebeteca antirracista para cada Gerência Regional de Educação.
A Prefeitura também tem transformado os espaços externos dos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) em ambientes de convivência, exploração e aprendizagem, com o projeto Pátios Naturalizados. A iniciativa utiliza elementos como madeira, areia, terra, plantas, pedras e água para aproximar as crianças da natureza e estimular o brincar livre, a criatividade e o desenvolvimento integral. Existem dois prontos e outros 11 em fase de implementação. A meta é chegar a 100 unidades até o final de 2028.
Além disso, o Município está tornando os percursos de acesso às creches e pré-escolas espaços mais seguros, acessíveis, lúdicos e acolhedores. Batizado de Caminho Legal, o projeto envolve sinalização viária, acessibilidade, iluminação, arborização, pintura e criação de áreas de permanência e convivência para as crianças antes das unidades de ensino. O primeiro Caminho Legal foi implantado no CMEI Olga Benário, no Doron. Outras duas unidades serão contempladas.
Futuro – Está em desenvolvimento um Parque Inclusivo e Naturalizado, que funcionará no Parque da Cidade, no Itaigara, para acolher as crianças, com atenção especial às necessidades das neurodivergentes.
O espaço utilizará elementos naturais para criar um ambiente mais calmo, acolhedor e com menos estímulos excessivos. A proposta é favorecer a convivência, a exploração da natureza e o desenvolvimento infantil, respeitando os diferentes ritmos, formas de sentir e maneiras de interagir com o mundo.
Além disso, Salvador também está desenvolvendo um novo modelo de Centro de Referência de Assistência Social (Cras), especialmente para acolher famílias com crianças na primeira infância. O local terá ambientes adequados às necessidades dos pequenos e de seus cuidadores, incluindo espaços para amamentar, trocar fraldas, descansar e conviver.
A proposta também prevê a qualificação do atendimento e dos serviços oferecidos às famílias, fortalecendo vínculos, ampliando o acesso à proteção social e tornando o Cras um verdadeiro espaço de cuidado, apoio e pertencimento para crianças e cuidadores.
Texto: Nilson Marinho / Secom PMS
O combate à violência contra a mulher em Salvador conta com uma rede municipal que reúne ações de acolhimento, atendimento e segurança para as vítimas, promovidas por diferentes órgãos. Entre as iniciativas estão o Alerta Salvador — Juntos pela Erradicação da Violência contra a Mulher, o Botão Lilás e a Patrulha Guardiã Maria da Penha.
Somente entre 2025 e 2026, por exemplo, a Patrulha Guardiã Maria da Penha realizou mais de 800 atendimentos relacionados à violência contra a mulher. Entre as ocorrências mais recorrentes estão casos de importunação sexual, especialmente em ônibus, pontos de ônibus e locais de grande circulação, além de descumprimentos de medidas protetivas.
A atuação envolve desde o acompanhamento de vítimas atendidas na Casa da Mulher Brasileira até o atendimento de ocorrências acionadas por meio do Botão Lilás. Coordenada pela guarda civil municipal Jéssica Reis, que está há 18 anos na corporação e há dois anos e meio à frente da Patrulha, a iniciativa funciona 24 horas por dia.
Jéssica explica que, quando uma mulher chega à unidade e precisa permanecer no local por não ter para onde ir, a Patrulha realiza a segurança durante as primeiras 48 horas, período em que ela aguarda as medidas protetivas. Além disso, o trabalho também inclui o acompanhamento em deslocamentos para outros serviços, como unidades de saúde e locais para realização de exames.
“Muitas vezes, elas chegam machucadas, assim como os filhos. Quando precisam ir à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou realizar exame de corpo de delito, a Patrulha Guardiã faz o acompanhamento no carro da Prefeitura, que estará com ela e com um assistente social ou enfermeiro. Fazemos esse deslocamento com segurança, levamos a mulher ao local necessário e depois retornamos com ela para a Casa”, explica a coordenadora.
Proteção - Outra frente de combate à violência é o Botão Lilás, que funciona como uma ferramenta de acesso direto à rede de proteção. Disponibilizado pelo WhatsApp da Prefeitura de Salvador, o serviço pode ser acionado pela própria mulher ou por uma terceira pessoa que esteja presenciando uma situação de violência. Após o pedido de ajuda, a ocorrência é direcionada para a Guarda Civil Municipal, que verifica a localização e pode encaminhar a viatura mais próxima para o atendimento.
“Quando é acionado, um profissional capacitado passa a conversar com a pessoa que fez o acionamento e coleta informações como localização, situação da vítima, presença de filhos e existência de medida protetiva. Enquanto o atendimento é realizado, a equipe verifica qual é a viatura mais próxima do local. As informações também são repassadas ao comandante da guarnição, permitindo que os agentes cheguem à ocorrência com um panorama prévio da situação”, explica Jéssica.
Quando o agressor é localizado, ele é encaminhado à delegacia para o registro da ocorrência e adoção das medidas cabíveis pela Polícia Civil. Em Salvador, os casos podem ser apresentados às unidades especializadas de atendimento à mulher, como as localizadas na Casa da Mulher Brasileira, e às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher de Brotas e Periperi.
Quando o agressor não é localizado, a vítima também é encaminhada para registrar o descumprimento. O objetivo é garantir que o fato seja incluído no processo e chegue ao conhecimento da Justiça.
Prevenção - Outra iniciativa é o Alerta Salvador, que reúne ações articuladas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A iniciativa também atua na produção de dados sobre a violência de gênero, por meio do Observatório Municipal da Violência contra a Mulher de Salvador.
Entre os dados produzidos pelo Observatório estão os números de feminicídios, estupros e casos de importunação sexual registrados na capital baiana, além dos registros de atendimentos realizados pela rede de proteção.
Entre as iniciativas recentes do Alerta Salvador estão atividades que abordam temas como violência doméstica, machismo, assédio e os canais disponíveis para denúncia e atendimento. Durante o Carnaval de Salvador, por exemplo, foram desenvolvidas ações de combate ao assédio e à importunação sexual.
Segundo a diretora de Políticas para as Mulheres da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Cerqueira, o Alerta Salvador deve ser entendido como uma política pública, e não como um projeto isolado.
“O Alerta Salvador é a política pública municipal, que institui o programa de erradicação da violência, com o conjunto de ações e objetivos para erradicar a violência contra a mulher aqui no município de Salvador”, explica.
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