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Texto: Nilson Marinho / Secom PMS

O Hospital Municipal do Homem completa, neste domingo (5), dois anos de funcionamento, consolidando-se como referência na rede municipal de saúde com a realização de mais de 16 mil cirurgias e a ampliação do acesso da população de Salvador a serviços especializados. Inaugurada em 5 de julho de 2024, a unidade, localizada no bairro de Monte Serrat, oferece consultas, exames, procedimentos e cirurgias eletivas.

Desde a inauguração, o hospital realizou 16.134 cirurgias. Desse total, 1.297 procedimentos foram feitos por meio do mutirão de cirurgias eletivas, iniciado em novembro de 2025. A unidade também contabiliza 87.053 atendimentos ambulatoriais, entre consultas médicas especializadas e atendimentos com equipes multiprofissionais, como enfermagem, odontologia, psicologia e serviço social.

Na área de Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT), o hospital soma 183.364 exames realizados, entre tomografias, raio X, ultrassonografias, ecocardiogramas, eletrocardiogramas, exames laboratoriais, endoscopias, colonoscopias, estudo urodinâmico e urofluxometria. No mesmo período, foram registrados 13.042 internamentos.

De acordo com a líder do Hospital Municipal do Homem, Érica Razoni, os resultados refletem o trabalho das equipes multiprofissionais e os investimentos realizados para garantir um atendimento eficiente e de qualidade. “Os números alcançados ao longo desses dois anos demonstram a relevância do hospital para a rede municipal de saúde, consolidando o Hospital Municipal do Homem como uma referência no atendimento especializado e reafirmando o compromisso da gestão com a oferta de serviços públicos cada vez mais acessíveis e resolutivos”, afirmou.

Entre as principais especialidades ofertadas estão cirurgia vascular, urologia e cirurgia geral, que engloba áreas como cabeça e pescoço, ginecologia e coloproctologia. Segundo a gestora, as maiores demandas estão concentradas nas áreas de cirurgia vascular e urologia, especialidades que têm gerado impactos significativos na ampliação do acesso aos serviços.

O secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, destacou que os resultados representam um avanço na assistência especializada em Salvador. “Celebrar os dois anos do Hospital Municipal do Homem é reconhecer o impacto que essa unidade tem gerado na vida da população de Salvador. Em apenas dois anos, o hospital se consolidou como uma referência em assistência especializada, ampliando o acesso a cirurgias, exames e procedimentos de alta complexidade, incorporando tecnologias inovadoras e fortalecendo estratégias como os mutirões de triagem, que ajudam a reduzir as filas e dar mais agilidade ao atendimento. Mais do que números, os resultados representam um SUS cada vez mais resolutivo, eficiente e humanizado”, afirmou.

Funcionamento - O hospital funciona por meio de encaminhamento. Os pacientes da cirurgia vascular chegam à unidade via regulação, a partir de solicitações feitas por outras unidades de saúde. Já os atendimentos ambulatoriais de urologia e cirurgia geral são agendados pelo Sistema Vida, com vagas disponibilizadas para as Prefeituras-Bairro e Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Moradora de Ibotirama, no oeste da Bahia, Luciana Pereira, de 50 anos, relembra com gratidão o atendimento recebido no Hospital Municipal do Homem, onde o marido foi submetido a uma cirurgia para tratamento de câncer de próstata. Segundo ela, o acolhimento da equipe e a qualidade da assistência foram fundamentais durante todo o processo.

Luciana conta que o marido foi encaminhado para Salvador após o diagnóstico da doença. A regulação realizada pela Secretaria de Saúde do município direcionou o paciente para a unidade, onde ele passou por consultas, exames e, posteriormente, pela cirurgia. “O atendimento foi ótimo, maravilhoso. A equipe tratou a gente muito bem. Não tenho o que reclamar de ninguém, nem da cozinha, nem dos profissionais. Foi tudo excelente”, afirmou.

Ela lembra que, quando chegou ao hospital, o estado de saúde do marido inspirava cuidados, já que o câncer exigia tratamento imediato. O paciente foi internado no dia 9 de fevereiro e realizou a cirurgia no dia seguinte. Segundo Luciana, a recuperação ocorreu de forma tranquila, sem complicações durante a internação. Após a alta, o casal permaneceu cerca de 15 dias em uma casa de apoio antes de retornar para Ibotirama.

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Texto: Ascom SMS

Com foco em fortalecer a assistência às gestantes e prevenir a sífilis congênita, o Multicentro Liberdade promoveu na última sexta-feira (3) a oficina "Descomplicando a Sífilis na Gestante", voltada para enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e atendentes de farmácia que trabalham diretamente no atendimento pré-natal.

A capacitação teve como objetivo qualificar o manejo da sífilis na gestação, reforçando as boas práticas, desde a realização da testagem rápida até o tratamento e o acompanhamento das gestantes durante o pré-natal. A iniciativa também promoveu a atualização dos profissionais e a padronização dos fluxos assistenciais, contribuindo para uma assistência mais segura, eficiente e humanizada. Somente no último semestre, mais de 1,4 mil pacientes foram atendidas na unidade, cuja administração é feita pela S3 Gestão em Saúde.

"Nosso objetivo é qualificar os profissionais para que o manejo da sífilis na gestação seja realizado de forma segura, padronizada e baseada nas melhores práticas. Quando fortalecemos o conhecimento das equipes, garantimos um atendimento mais resolutivo, desde a testagem rápida até o tratamento e o acompanhamento no pré-natal, contribuindo para prevenir a sífilis congênita e oferecer um cuidado cada vez mais humanizado às gestantes", afirma a enfermeira Hanna Silva, do Multicentro Liberdade.

A doença - A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que, quando não tratada durante a gestação, pode ser transmitida ao bebê e causar complicações graves, como parto prematuro, malformações e até óbito fetal ou neonatal. 

No entanto, o diagnóstico precoce por meio de teste rápido, disponível na rede municipal, e o tratamento adequado com penicilina são capazes de interromper a transmissão vertical.

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Texto: Fabiane Humildes / Secom PMS

Os jogos da Seleção Brasileira costumam reunir torcedores em festas e eventos para acompanhar as partidas da Copa do Mundo. No entanto, a animação, por vezes, ultrapassa os limites, e as reclamações relacionadas à poluição sonora em Salvador continuam sendo uma preocupação.

A poluição sonora é considerada crime ambiental e, de acordo com a legislação municipal, toda atividade que utilize equipamentos sonoros em Salvador deve ser previamente licenciada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), seja em estabelecimentos comerciais, seja em logradouros públicos.

A Lei Municipal nº 5.354/98 estabelece limites de emissão sonora de até 70 decibéis (dB), no período das 7h às 22h, e de 60 dB entre 22h e 7h. O descumprimento da norma pode resultar na apreensão de equipamentos e na aplicação de multas que variam de R$ 1.211,73 a R$ 201.788,90.

A gerente de Fiscalização Sonora da Sedur, Márcia Cardim, destaca que celebrar os jogos da Seleção faz parte da cultura brasileira, mas ressalta a importância de respeitar os limites de emissão sonora para garantir o bem-estar da população.

"Os organizadores de eventos e os estabelecimentos devem cumprir a legislação, enquanto a população pode aproveitar esse momento de forma consciente e respeitosa", afirma.

Entre janeiro e junho, a Sedur registrou 10.097 denúncias de poluição sonora e realizou 400 apreensões de equipamentos sonoros. Os bairros com maior número de reclamações foram Pituba, Itapuã e Rio Vermelho. As principais fontes de emissão sonora denunciadas foram veículos particulares, bares e restaurantes.

Denúncias – Casos de poluição sonora podem ser denunciados de forma sigilosa por meio do Disque Salvador 156 ou pelo portal Salvador Digital. Márcia Cardim orienta que, ao identificar uma irregularidade, o cidadão registre a denúncia enquanto a ocorrência estiver acontecendo, para facilitar a atuação das equipes de fiscalização.

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Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Rodrigo Aguiar / Secom PMS


A tradicional Volta da Cabocla encerrou, na noite deste sábado (4), mais um ciclo das celebrações pela Independência do Brasil na Bahia. Os carros com as imagens do Caboclo e da Cabocla deixaram a Praça 2 de Julho, no Campo Grande, onde permaneceram em visitação popular desde o cortejo cívico, na última quinta (2).

De lá, os carros seguiram em direção ao Memorial 2 de Julho, no Largo da Lapinha, acompanhados por uma multidão, refazendo o percurso em sentido contrário ao realizado no desfile do 2 de Julho. Antes disso, a cantora Mariene de Castro se apresentou no Campo Grande. 

Tradicionalmente realizada no dia 5 de julho, a Volta da Cabocla foi antecipada em um dia este ano, por causa do jogo da Seleção Brasileira pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Presente no evento, a vice-prefeita Ana Paula Matos enalteceu o protagonismo feminino na Independência do Brasil na Bahia, assim como na programação deste sábado no Campo Grande. “A Independência é feminina. E ter um show com uma mulher de valor como Mariene de Castro, que representa fortemente não só a cultura, como a identidade baiana, é algo que nos deixa muito felizes e honrados”, pontuou a vice-prefeita.

Conhecida por sua forte ligação com as manifestações populares e a cultura afro-baiana. Mariene destacou a importância da apresentação no Campo Grande. “Essa grande festa, aos pés do Caboclo, é uma homenagem aos donos da terra”, disse a artista.

Participação popular - Para o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, o 2 de Julho vive um momento especial, marcado por expressiva participação popular nas ruas. “Eu sinto que a população baiana está voltando cada vez mais para a festa. Tivemos uma programação muito bonita aqui no Campo Grande, começando com o encontro de filarmônicas [na quinta]. Ontem tivemos o show de Gerônimo e o Baile da Independência. Hoje, Mariene encerrando com chave de ouro, um show todo dedicado aos Caboclos”, disse. 

Guerreiro enfatizou ainda a relevância da Volta da Cabocla nas comemorações pela Independência do Brasil na Bahia. “Muita gente não conhece, mas para mim é o melhor momento do 2 de Julho. O Caboclo e a Cabocla saem em alta velocidade do Campo Grande, com uma grande fanfarra. Chegando na Lapinha, tem uma multidão esperando. É uma festa lindíssima; para mim a festa mais bonita do estado, a independência do Brasil na Bahia”, acrescentou o presidente da FGM.

Moradores e visitantes acompanharam o cortejo pelas ruas do Centro Histórico, reafirmando uma tradição que combina elementos da religiosidade, da memória histórica e da cultura popular baiana. Durante o trajeto, o público se integrou à caminhada, transformando o momento em uma grande celebração.

Moradora da Liberdade, a técnica de enfermagem Kelly Cristina, de 54 anos, falou da emoção de participar sempre da Volta da Cabocla. “Venho todo ano, até o dia que Deus quiser. É muito axé, muita luz e muita alegria. Eu gosto mais da volta, de levar eles [caboclos] para casa. O coração bate forte”, contou.

Orquestra - O desfile foi acompanhado pela Orquestra do Maestro Reginaldo de Xangô, responsável por manter viva uma tradição iniciada há mais de 40 anos pelo músico que dá nome ao grupo. A maestrina Rita Barbosa, sua filha, é quem conduz a apresentação há 14 anos. Neste ano, a orquestra reuniu 80 músicos, divididos em dois grupos de 40 integrantes.

“Eu costumo dizer que isso aqui não é um trabalho; é um acerto de contas da orquestra, que tem todo esse arcabouço religioso e essa ligação com os Caboclos. É o momento de se reenergizar, de se sentir pertencente a esse projeto musical e cultural. Carregamos a nossa autoestima enquanto povo baiano e nordestino, enaltecendo os nossos heróis populares”, disse Rita.

O babalaô Robson do Agogô, que participa da Volta da Cabocla há quatro anos, exaltou o momento. “Vamos levar o Caboclo e a Cabocla de volta com todo o amor, toda a emoção e todo o axé. São 203 anos de resistência. Viva os nossos caboclos e as nossas caboclas”, disse Robson que acompanha os carros junto com a orquestra.

Responsável pela condução dos carros alegóricos, o tradicional Batalhão Quebra-Ferro voltou a desempenhar papel central na cerimônia da Volta da Cabocla. Um dos coordenadores do batalhão, Paulo Sérgio, de 55 anos, participa do grupo há cerca de 20 anos. “Eu digo sempre: quem nunca veio, venha, que não vai perder mais. É realmente um Carnaval, com muitas famílias. São duas a três horas de percurso, mas é prazeroso. Faria tudo duas, três vezes”, disse. O batalhão tem 100 integrantes, com 50 em cada carro.

Programação - Com a chegada do Caboclo e da Cabocla ao Memorial 2 de Julho, na Lapinha, a programação oficial do 2 de Julho termina no próximo final de semana. No próximo sábado (11), acontece o 4º Festival de Fanfarras e Balizadores, no Campo Grande. Além disso, entre sexta (10) e domingo (12), ocorre a Festa de Labatut, no final de linha de Pirajá.

Acesse as galerias de fotos: 

https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/cortejo-da-volta-da-cabocla/

https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/show-de-mariene-de-castro-marca-a-volta-da-cabocla/

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Texto: Ascom Saltur

Os torcedores que desejam acompanhar a partida entre Brasil e Noruega pela Copa do Mundo terão uma programação especial preparada pela Prefeitura de Salvador neste domingo (5). Por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), serão montadas estruturas com telões em quatro bairros da cidade para a transmissão do confronto. Após o apito final, o público poderá aproveitar shows gratuitos em cada um dos locais.

Os espaços começarão a receber o público a partir das 17h e funcionarão simultaneamente em Cajazeiras, Itapuã, Paripe e Ribeira. A proposta é reunir moradores e visitantes em um ambiente de confraternização para torcer pela Seleção Brasileira e, logo após o encerramento da partida, celebrar o resultado ao som de atrações que representam diferentes estilos da música baiana.

A iniciativa integra as ações da Prefeitura de Salvador para descentralizar a programação da Copa do Mundo, ampliando o acesso ao lazer e à cultura em diferentes regiões da cidade, fortalecendo a ocupação dos espaços públicos e valorizando os artistas locais.

Confira a programação:

Cajazeiras – Campo da Pronaica

  • Cangaia de Jegue

Itapuã – Prefeitura-Bairro de Itapuã (Av. Dorival Caymmi)

  • Jow

Paripe – Praça João Martins

  • Edcity

Ribeira – Final de Linha da Ribeira

  • Pagode do Segredo
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Texto: Marco Pitangueira / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), reforça as ações de conscientização e combate ao abandono de animais, prática considerada crime ambiental e maus-tratos. Prevista na Lei Sansão (nº 14.064/2020), a infração é punida com reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda do animal.

Além de atuar na proteção animal, a Diretoria de Proteção Animal (Dipa), vinculada à Secis, desenvolve ações permanentes de orientação à população para prevenir casos de abandono e incentivar a denúncia desse tipo de crime.

Criada em 2020, a Lei Sansão tornou mais rigorosas as punições para crimes de maus-tratos contra cães e gatos, especialmente nos casos que resultam na morte dos animais. Em Salvador, são registradas cerca de 300 denúncias por ano. As ocorrências podem ser comunicadas pelos telefones 196 (Fala Salvador) e 190 (Polícia Militar), por meio de boletim de ocorrência em uma delegacia ou pelo site do Ministério Público.

O abandono não se caracteriza apenas quando o animal é deixado nas ruas. Também configura maus-tratos qualquer situação de negligência, como privar o animal de água, alimentação, abrigo adequado, higiene ou assistência veterinária.

O secretário da Secis, Ivan Euler, destacou o compromisso da Prefeitura em fortalecer as políticas públicas voltadas à proteção animal e ressaltou que a redução dos casos também depende da conscientização da população.

“O abandono de animais é um crime e uma grave demonstração de desrespeito à vida. Cada cidadão tem a responsabilidade de cuidar dos seus animais com dignidade e compromisso. A Prefeitura de Salvador segue fortalecendo as políticas públicas de proteção animal, mas o combate a essa prática depende também da conscientização da sociedade. Denunciar o abandono é um ato de cidadania e de defesa do bem-estar animal”, afirma.

A diretora da Dipa, Amanda Moraes, explica que o trabalho de conscientização ocorre de forma contínua, principalmente por meio das redes sociais, com orientações sobre guarda responsável e cuidados básicos com os animais.

“Realizamos orientações sobre boas práticas, como manter a vacinação em dia, disponibilizar água e alimentação de qualidade, realizar visitas periódicas ao médico-veterinário e garantir proteção contra o sol e a chuva. São cuidados essenciais para assegurar o bem-estar dos animais e evitar situações de abandono e maus-tratos”, destaca.

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