Equipes da Casa Civil da Prefeitura de Salvador e do Banco Mundial (BIRD) concluem nesta quarta-feira (22), em Brasília, a última rodada de negociações das minutas do contrato do projeto Salvador Social, um financiamento de U$ 125 milhões para ações nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social nos próximos quatro anos.
Segundo Luiz Carreira, secretário da Casa Civil, que participa das negociações com o Banco Mundial e o Governo Federal, o contrato agora seguirá para apreciação do Senado e, após aprovação, para assinatura.
“O projeto tem como objetivo melhorar a prestação de serviços sociais no município de Salvador, com ênfase em melhorias na eficiência do sistema de saúde, na qualidade da educação e na efetividade da proteção social, e se soma aos esforços já realizados pela administração ACM Neto, que em sua primeira gestão canalizou 76% dos investimentos da prefeitura para as áreas mais carentes”, afirmou o secretário.
O Salvador Social foi construído com a participação de equipes técnicas das secretarias de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza, da Saúde, da Educação e da Fazenda, sob a coordenação da Casa Civil.
Com o objetivo de proporcionar mais segurança, conforto e qualidade aos usuários SUS do Subúrbio Ferroviário, a Unidade de Pronto Atendimento – UPA Periperi está temporariamente com os atendimentos restritos para a realização de reparos na estrutura física do prédio e readequação das normas sanitárias.
Até o próximo sábado (25), ao meio dia, quando os atendimentos serão normalizados, a unidade admitirá apenas os pacientes com classificação de risco amarela e vermelha (casos considerados graves). Os usuários identificados na triagem com o quadro clínico de menor risco serão orientados a procurar outras unidades da região.
A requalificação proporcionará a ampliação da sala de medicação adulta, garantido que maior número de pacientes sejam medicados simultaneamente, implantação da sala de medicação pediátrica, além da readequação dos espaços internos, reparos estruturais do prédio para sanar de forma definitiva o problema crônico de infiltração e o reordenamento do sistema de refrigeração.
Vale salientar que apesar dos esforços das equipes de saúde para manter a assistência durante as obras, neste momento, 11 pacientes ocupam todos os leitos da ala adulta da UPA, fato que impede a admissão de novos usuários por conta da superlotação.
Quem anda por Salvador encontra facilmente itens que vem ocupando cada vez mais as calçadas e ruas da cidade, dentre eles os piquetes. No entanto, a prática, na maioria das vezes, prejudica a mobilidade dos cidadãos, sejam eles condutores ou pedestres. Somente no último final de semana, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) removeu 70 desses itens colocados irregularmente nas vias públicas, durante operação de fiscalização realizada nos bairros de Jardim Armação, Barris e Boa Viagem.
Para coibir a prática, o órgão realiza fiscalizações diárias. “As vias e passeios fiscalizados estavam sendo obstruídos com objetos que atrapalhavam o trânsito de veículos e o deslocamento de pedestres nos passeios”, destaca o diretor de fiscalização da Sedur, Átila Brandão Júnior.
A implantação de piquetes em Salvador é legal, desde que autorizada pela Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). O solicitante deve se dirigir à Gerência de Projetos (Gepro), na sede do órgão, na Avenida Vale dos Barris, 501. É necessário levar documentos do imóvel, como o carnê ou correspondência do IPTU, RG e um croqui, que pode ser uma planta ou uma imagem do Google Maps do local onde o equipamento será instalado.
Alguns requisitos devem ser respeitados. Por exemplo, a calçada deve ter uma largura mínima de 1,20 m, para que haja espaço suficiente para a circulação de cadeira de rodas. No ato da solicitação, deve ser pago o valor de R$132. A autorização para instalação é liberada em até 30 dias, juntamente com as especificações técnicas do piquete, como circunferência e pintura.
Antes de dar entrada no processo, o proprietário do imóvel deve checar todas as especificações previstas na Portaria Nº 050/2017, que regulamenta a implantação de piquetes e pode ser acessada no Diário Oficial do Município, na edição do dia 7 de fevereiro desse ano. No ato da solicitação, na Transalvador, os atendentes também verificam a documentação e orientam o solicitante para evitar que o pedido seja negado.
Com a aproximação do verão, as praias de Salvador voltam a ser o principal destino de soteropolitanos e visitantes nos finais de semana. Para preservar a saúde e o bem-estar dos frequentadores, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) realiza a Operação Praia, este mês, com o intuito de fiscalizar a utilização indevida de equipamentos e o mau acondicionamento de alimentos na Orla da cidade.
Nesta quarta-feira (22), a operação ocorreu nas praias do Flamengo e Stella Maris. Ao todo, 13 fiscais da Semop e duas equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) percorreram as regiões em busca de equipamentos irregulares que desorganizam a faixa de areia e oferecem risco aos frequentadores, tais como objetos cortantes, entre eles, cascos de cerveja e facões.
Ao todo, 74 objetos foram apreendidos e levados ao Setor de Guarda de Bens da Semop, na Avenida San Martin (ao lado do Colégio Luiz Eduardo Magalhães). Para retirar o material, é preciso pagar multa, que varia de acordo com o tipo, quantidade do material apreendido e tempo de armazenamento. O valor mínimo para o resgate é R$ 138. A operação continua a ser realizada em outros pontos da cidade durante a semana.
Mais uma embarcação que participou da regata Transat Jacques Vabre aportou nesta quarta-feira (22) na Baía de Todos os Santos. O barco foi Mary - Etamine Du Lys, o último a cruzar a linha de chegada em Salvador pela categoria IMOCA. Esta embarcação chegou às 13h17 (horário local) e durante os 8 mil quilômetros do trajeto - que teve início em Le Havre, na França, até Salvador - os velejadores pegaram ventos com rajadas de até 80 km/h.
A embarcação Mary - Etamine Du Lys levou 17 dias, três horas e 42 minutos para completar a prova, sob a liderança de uma dupla francesa. Participaram da competição pela categoria IMOCA treze veleiros. Todos eles conseguiram completar a prova, fato que nunca ocorreu em edições anteriores da regata. ''Temos um barco que navega menos, mas é mais sólido. Estamos muito surpresos de todos estarem aqui'', disse Romain Attanasio, do Mary - Etamine Du Lys.
Na última edição da competição, largaram 20 veleiros e apenas nove deles terminaram a prova. Já o competidor Aurélien Ducroz, também do Mary - Etamine Du Lys, destacou que a preparação das equipes e as condições do vento durante o percurso foram itens que favoreceram a conclusão da prova por todos os competidores. “Estamos ficando cada vez menos enjoados a bordo'', brincou Aurélien.
Atrativos – Para entreter os competidores, familiares e admiradores, o palco da Vila da Regata, no Terminal Turístico Náutico, recebe na noite desta quarta-feira (22), a partir das 19h, a banda La Playa. Os shows no espaço têm entrada franca e ocorrem até sexta-feira. Ainda se apresentarão na vila a cantora Carla Cristina (dia 23) e Gerônimo (dia 24). Há ainda o restaurante Das Águas, comandado pelo chef baiano Murilo Brocchini, que funciona até as 22h, e um espaço dedicado apenas ao púbico infantil.
Medida visa evitar repetir cenário ocorrido no incêndio que destruiu cinema no Pelourinho no último dia 11
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) começou a construir um Plano de Prevenção e Contingenciamento para o Centro Histórico, com a contribuição do Corpo de Bombeiros, Embasa e de demais órgãos municipais. O objetivo é ampliar a segurança da região, patrimônio histórico da humanidade, e envolver a comunidade na prevenção incêndios. Nesta terça-feira (21), representantes desses órgãos se reuniram para começar discussões sobre o tema.
Uma das propostas é a realização do georreferenciamento (mapeamento técnico) e vistoria técnica dos 22 hidrantes instalados no Centro Histórico de Salvador, ação a ser realizada pela Embasa em parceria com o Corpo de Bombeiros. A medida visa evitar situações como a ocorrida no último dia 11, quando um incêndio atingiu o casarão onde funcionava a Sala de Arte Cine XIV, no Pelourinho, e o combate ao fogo foi dificultado pela carência de água e a dificuldade da corporação localizar um hidrante próximo.
“O Centro Histórico de Salvador é um patrimônio da humanidade e situações como esta não podem se repetir”, afirmou o diretor geral da Codesal, Sosthenes Macêdo. Na oportunidade, ele ofereceu à Embasa a colaboração da Defesa Civil, que possui experiência no georeferenciamento em áreas de encostas para mitigar situações de risco, principalmente nos períodos chuvosos. “Temos que defender o Centro Histórico, um patrimônio da humanidade. Não é um bairro qualquer”, destacou a diretora de Gestão do Centro Histórico, Eliana Pedroso.
Plano preventivo - O Plano de Preventivo e de Contingenciamento para o Centro Histórico se traduzirá, além do mapeamento e avaliação técnica dos hidrantes, na capacitação dos comerciantes da área para que possam integrar brigadas emergenciais de combate a incêndios na região, além da formação de Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs). “A situação da área é delicada, pois há muitos prédios antigos. Por isso, vejo como importante o treinamento de comerciantes para a formação de uma brigada de combate a incêndios de modo a evitar que essas situações aconteçam em proporções maiores”, disse o gerente da Prefeitura-Bairro do Centro Histórico/Brotas, Ian Mariani.
Diante da situação social de moradores da região, uma das metas da Codesal é levar o projeto dos Nupdecs, atualmente focado nas comunidades que vivem em áreas de encostas, ao Centro Histórico. O Nupdec visa integrar o sistema de Defesa Civil à comunidade e aos órgãos públicos de modo a assegurar uma ação conjunta de toda a sociedade na prevenção e redução de desastres. “Temos que passar a olhar o Centro Histórico com uma área de risco, no caso o risco de incêndios, encontrando alternativas para atuar de forma mais ágil, facilitando a atuação dos bombeiros”, destacou Sosthenes Macêdo.
Compromisso - Neste sentido, o major Nobre, representante do Bombeiro na reunião, indicou a necessidade de se proceder um levantamento estratégico do Centro Histórico que inclua a inspeção detalhada dos hidrantes e, caso necessário, uma manutenção. Já o chefe de gabinete da Transalvador, Fernando Pinto Coelho, sugeriu um plano emergencial em parceria com o Corpo de Bombeiros que facilite o aceso da corporação dentro da realidade do Pelourinho. O representante da Embasa, Flávio Corrêa Lordello, assegurou que uma das prioridades do órgão será a realização da inspeção técnica e georreferenciamento dos hidrantes.
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