"Como você faz suas artes?", "Como escolhe as cores?", "Como faz o grafite?" Essas foram algumas das perguntas feitas por alunos da Creche e Pré-Escola Primeiro Passo de Cajazeiras VIII, que, na manhã desta quinta-feira (17), participaram de uma roda de conversa com o artista plástico Bel Borba e o grafiteiro Vinícius Vidal. Na ocasião cerca de 100 estudantes do Grupo 5 participaram do bate-papo.
Atentos e muito empolgados com a presença dos artistas, os menores, que pesquisaram e estudaram um pouco sobre a vida dos convidados na sala de aula, não deixavam passar uma oportunidade e perguntavam a todo o tempo. Eram muitas curiosidades.
A pequena Beatriz Almeida, de 5 anos, apesar da pouca idade, mostrou ser bem apaixonada pela arte. "Eu gosto muito de pintar, de desenhar e de dançar. Qualquer lugar que puder eu desenho alguma coisa. É muito legal porque eu posso fazer do jeito que eu quero e me divirto bastante", pontuou.
A diretora da instituição, Mércia Machado explicou que a atividade faz parte do projeto didático do ano letivo que traz como tema, "Salvador, cores, sabores e culturas na identidade infantil". "Sempre trabalhamos com as artes plásticas e visuais em conjunto com o projeto pedagógico. Como o tema deste ano é sobre nossa história, nada mais justo que trazer artistas locais. É um momento de eles conhecerem de perto os artistas e terem consciência da necessidade do gosto do lúdico, que já é algo trabalhado em sala. O mundo da criança é um colorido e a arte vem desabrochar esse encanto. Toda criança nasce com o dom da arte e nos exploramos muito esse campo de experiências", pontuou.
Transformação – Um dos convidados, Bel Borba classificou o momento como uma bênção na sua vida e garante que a arte na educação traz muitos resultados. "A arte contribui para que as crianças possam pensar fora da caixa. Ensina a tirar coisas de dentro e externar os sentimentos. É um exercício de criação, autodescoberta e disciplina. Espero que a minha presença passe para eles um estímulo para que nunca deixem de usar a arte como forma de expressão. Estou muito grato por esse momento", afirmou.
Já Vinícius Vidal, que coincidentemente conheceu o grafite na escola em que estudava, contou que a arte abriu para ele várias portas e se vê na responsabilidade de multiplicar a mensagem e o poder dessa transformação. "A arte é um grande instrumento de ação social. É uma ferramenta de construção, que liberta, nos aproxima dos nossos sonhos e transforma. Em conjunto com a educação, consegue encontrar caminhos e alternativas para coisas positivas. Através da arte do grafite foram abertas várias possibilidades para mim. Eu conheci vários países. Espero que essa transformação que aconteceu comigo possa incentivar esses alunos e os faça acreditar que é possível alcançar seus sonhos", declarou.
Além de contar um pouco da própria trajetória, o grafiteiro proporcionou um momento de bastante diversão e interação entre os estudantes. O artista apresentou os Stickers – adesivos que têm se tornado febre no Brasil. Com o artista, as crianças puderam criar figurinhas e trocar com os colegas para guardarem de recordação ou colarem nos cadernos.
A criançada que estuda na rede municipal de ensino teve uma semana bastante especial para comemorar o Dia das Crianças, a ser celebrado no sábado (12). No Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Virgem de La Almudena, situado no Candeal, as atividades englobaram show de talentos, brindes, caruru e até uma visita surpresa do músico Carlinhos Brown, que levou presentes para a criançada com a Caravana do Amor.
Criado pelo cantor para animar crianças carentes e atuar junto a instituições de apoio social, o projeto está na segunda edição e circula pela cidade levando recreação e muita interação para os pequenos. Com a presença dos mascotes, os bonecos Paxuá e Paramim, foram distribuídos bonecas, carros, bolas e super-heróis para os alunos, que ficaram felizes e encantados.
De acordo com Brown, a atividade foi um momento de levar alegria e contribuir para o crescimento das crianças, pensando em um mundo melhor. “Eu sempre tive uma mãe presente e, desde criança, ela me ensinou os valores da vida. Eu amo toda essa possibilidade de poder contribuir com o mundo ao qual eu acredito – um mundo de beleza, onde as pessoas possam repartir mais e conviver sem o individualismo que nos torna vítimas de nós mesmos. Então, uma das formas de combater as injustiças sociais de um mundo é esse contato, esse trabalho com as crianças”, revelou.
Itapuã – Já em Itapuã, alunos de quatro turmas do Cmei Malê Debalê também tiveram um dia diferente nesta quinta-feira (10). Uma parceria da unidade de ensino – gerida pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) – com a Faculdade Bahiana de Medicina e Saúde Pública proporcionou aos pequeninos a prática de atividades lúdicas, recreativas e esportivas, em alusão ao Dia das Crianças.
Uma das pessoas responsáveis pela realização do evento junto com a faculdade foi o coordenador do departamento de dança do bloco Malê Debalê, Agnaldo Fonseca. Há um ano à frente do setor, ele explica que esse é o pontapé inicial para que outros momentos semelhantes possam acontecer. "São profissionais que já têm experiência em ações sociais e estão fazendo atividades na área de recreação para essas crianças aqui da creche. Esse acontecimento é uma ação pontual, para que, a partir dessa experiência, possamos pensar em uma ação mais sistemática e efetiva nesse sentido", disse.
O CMEI Malê Debalê atende a 214 crianças, em tempo integral, de 3 a 5 anos. Na escola, além de atividades didáticas e pedagógicas em sala de aula, são inseridas na realidade cotidiana a relação com a cultura local, a arte e a dança. Segundo a diretora da instituição, Lucimar de Melo, busca-se ofertar um ensino amplo. "Mais do que educação em tempo integral, o que procuramos oportunizar para as nossas crianças é a 'educação do ser integral', por isso sempre buscamos parcerias com instituições sérias”, argumentou.
A Prefeitura prorrogou até o dia 18 de outubro o prazo para o cadastro da Educação Infantil, onde as famílias de crianças fora da escola devem manifestar o interesse em uma vaga junto à Secretaria Municipal da Educação (Smed). Podem ser cadastradas crianças de dois a cinco anos nascidas de 01/04/2014 a 31/03/2018. O objetivo do cadastro é pleitear vaga para o ano letivo de 2020. Não é necessário realizar o cadastro de alunos já matriculados em escolas municipais.
Os responsáveis têm a comodidade de poder realizar o cadastro através do site www.educacaoinfantil.salvador.ba.gov.br ou podem se dirigir a qualquer unidade escolar da rede municipal ou em uma unidade da Prefeitura Bairro. Para o preenchimento do cadastro são necessários documentos como o CPF do responsável e a certidão de nascimento da criança que deverá residir em Salvador ou ilhas de Maré, de Bom Jesus e dos Frades. Caso seja necessário, durante o período de cadastro, é possível realizar alterações das informações prestadas.
Em situações de prioridade, que são o público alvo da educação especial (pessoa com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades) e crianças beneficiárias do programa Bolsa Família ou que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC), também deve ser apresentado os documentos comprobatórios de prioridade.
Qualquer dúvida sobre a utilização do sistema pode ser esclarecida através do Fala Salvador (156) ou em um posto de atendimento presencial.
Distribuição eletrônica - A Smed realizará em 29 de novembro a distribuição eletrônica das vagas para o ano letivo de 2020. As crianças contempladas terão os nomes publicados no site da instituição na mesma data. A confirmação da matrícula deverá ser efetuada entre o período de 02 a 06/12/2019 na escola de contemplação.
Professora na rede municipal, Cláudia Mattos, de 39 anos, teve que driblar o racismo e o preconceito para se tornar educadora e vencer na profissão, servindo de incentivo para quem sofre ou já passou pela mesma situação. Docente da Escola Municipal Consul Schindler, no bairro de São Caetano, e prestes a completar duas décadas de carreira – todas elas na rede municipal, ela celebra com reflexão e alegria o dia dedicado aos professores, celebrado nesta terça-feira (15).
“Nunca quis ser professora, mas minha mãe sempre me dizia que a profissão de professor era a mais nobre e verdadeira. Hoje agradeço de todo meu coração a ela, por me aconselhar e poder chegar até onde cheguei”, lembra. Hoje na posição de educadora, ela conta que se sente mais forte para fortalecer os alunos na luta diária contra todos os tipos de discriminação. “Faço da minha sala de aula a extensão do meu lar e tenho orgulho em dizer que sou professora”, pontua.
Para romper as barreiras do preconceito sofridos na infância, ela criou o projeto “Rei e Rainha Azeviche” que pretende conscientizar e valorizar a cultura afro-brasileira. O objetivo é enfrentar e minimizar o preconceito racial entre as crianças, fazendo com que elas se reconheçam como descendentes de povos que foram escravizados e esquecidos historicamente. “Eu sentia que precisava mudar isso e impedir que os meus alunos não passassem pelas mesmas angústias que passei”, conta.
O projeto é realizado há oito anos e destinado a crianças de 5 a 14 anos. Além de trabalhar e mostrar a história do povo negro entre os meses de fevereiro a novembro, datas importantes que não constam nos livros didáticos também são comemoradas. Estética afro com desfiles de turbantes, dança afro e concurso de rei e rainha são algumas das atividades desenvolvidas pela iniciativa.
A professora afirma ainda que, ações educativas como essas, ajudam na transformação e na construção do conhecimento. "O que eu quero mesmo é que minha turminha entenda que eles podem ser o que quiserem. Que são lindos com o cabelo crespo e com a pele negra que têm", conta emocionada.
Destaque – A ideia chamou a atenção de vários artistas como a cantora Daniela Mercury, que convidou as crianças do projeto para participar da gravação do clipe “Pantera Negra Deusa”, lançado em 2018. Também entraram na lista de admiradoras personalidades como a atriz Edvana Carvalho; a designer de moda afro e empresária Madalena Negrif; e a escritora brasiliense Gisele Gama, que veio até Salvador para conhecer as crianças e, em breve, lançará um livro chamado “A Rainha Azeviche”, inspirado no projeto.
Sobre a relação com os alunos, ela lembra que o professor é mais que um educador: é um amigo que os estudantes podem contar a qualquer hora. “Nós professores temos o papel de potencializar o aprendizado dos alunos, trocar conhecimentos e ajudar nas descobertas, como mediador”, finaliza Cláudia.
Perninhas para o alto fazendo movimentos que parecem desengonçados. Os alunos de quatro turmas do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Malê Debalê, em Itapuã, tiveram um dia diferente nesta quinta-feira (10). Uma parceria da unidade de ensino – gerida pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) – com a Faculdade Bahiana de Medicina e Saúde Pública proporcionou aos pequeninos a prática de atividades lúdicas, recreativas e esportivas. Em alusão ao Dia das Crianças (12 de outubro), o momento envolveu a comunidade escolar, estudantes de psicologia e educação física e professores.
O CMEI Malê Debalê atende a 214 crianças, em tempo integral, de 3 a 5 anos. Na escola, além de atividades didáticas e pedagógicas em sala de aula, são inseridas na realidade cotidiana a relação com a cultura local, a arte e a dança. Segundo a diretora do CMEI, a professora Lucimar de Melo, busca-se ofertar um ensino amplo. "Mais do que educação em tempo integral, o que procuramos oportunizar para as nossas crianças é a 'educação do ser integral', por isso sempre buscamos parcerias com instituições sérias”, argumentou.
Uma das pessoas responsáveis pela realização do evento junto com a faculdade foi o coordenador do departamento de dança da do bloco Malê Debalê, Agnaldo Fonseca. Há um ano à frente do setor, ele explica que esse é o pontapé inicial para que outros momentos semelhantes possam acontecer. "São profissionais que já têm experiência em ações sociais e estão fazendo atividades na área de recreação para essas crianças aqui da creche. Esse acontecimento é uma ação pontual, para que, a partir dessa experiência, possamos pensar em uma ação mais sistemática e efetiva nesse sentido", disse.
Os olhares atentos de meninos e meninas da Escola Municipal Vivaldo da Costa Lima observaram, na manhã desta terça-feira (8), uma nova forma de ver e vivenciar o Centro Histórico de Salvador. Entre os casarões do Pelourinho, um grupo de estudantes integrou de uma atividade de lazer ao ar livre na Praça das Artes. Os participantes tiveram ao seu dispor um repertório de brincadeiras, como elástico, amarelinha, jogos de tabuleiro e futebol. No período da tarde, outra turma foi levada ao espaço.
A iniciativa faz parte de um projeto que tem como objetivo promover uma relação entre a historicidade, a comunidade e a escola. Para isso, de acordo com a professora Cíntia Zacariades, a instituição vem trabalhando através da inserção de ocasiões como esta na realidade dos jovens. "A gente sente a necessidade de trazer essas crianças para um espaço maior, principalmente nessa época de outubro. Brincar faz parte do aprendizado e está presente em todas etapas da vida, não é à toa que hoje nós temos jogos para idosos", apontou.
Grande parte dos estudantes da Escola Vivaldo da Costa Lima moram na região do Centro Histórico, mas a maneira com a qual interagem com o espaço urbano acontece de um jeito diferente e em algumas ocasiões inexiste. A segurança propiciada pelo projeto e a mediação de brincadeiras pelos educadores surge então como um diferencial para esses estudantes.
Maria do Carmo tem 12 anos e é uma das poucas que não reside próximo ao local em que estuda. Pela primeira vez no Pelourinho, ela confessou, logo no início da atividade, quando os brinquedos foram apresentados ao público curioso, que esperava ver as pessoas se divertindo. "A criatividade dos brinquedos chamou a minha atenção, eles são feitos com garrafas e coisas recicláveis", disse a menina.
Durante as brincadeiras, a utilização de celulares e outras tecnologias comuns ao cotidiano das crianças ficam de lado de dão lugar a uma interação maior entre os brincantes. A coordenadora do programa "Mais Educação" na Escola Vivaldo Costa Lima, Judite Maschietto, defende que as atividades ajudam no desempenho em sala de aula. "Hoje a gente está com alunos de dois programas que acabam com a defasagem idade-série e que têm atividades como estas incluídas na classe, porque você não pode excluir a brincadeira da escola, elas ajudam nas atividades em classe, por exemplo", justificou.
Considerando o importante papel da escola na formação dos hábitos alimentares dos alunos, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Smed), busca incentivar os estudantes através de aulas de culinária, palestras e atividades de conscientização. A ideia é ajudar a despertar o interesse dos educandos e de toda a família para a importância de uma alimentação saudável.
Aluna do 4° ano da Escola Municipal Professor João Fernandes da Cunha, no Parque São Cristóvão, Victoria Ferreira Alves, de 10 anos, contou como a unidade de ensino influenciou a reeducação alimentar. "Temos muitas aulas sobre saúde. E lá, nos ensinam que não devemos comer muito doce, fazendo uso, de preferência, só depois da refeição da tarde. Não pode comer muito açúcar, aquele suco de pó, nem guaraná por causa do açúcar, senão teremos diabetes. Antes eu comia muito salgadinho e doce e bebia muito guaraná, agora, começo a comer mais frutas e legumes, que são comidas saudáveis e boas para a saúde”, disse.
Em casa também houve mudanças na alimentação, que ganhou novas cores e sabores. “Agora como alimentos mais saudáveis, como carnes sem muita gordura, nem muito sal, e o refrigerante só quando tem algum aniversário. Todos os dias eu comia doce, agora só como à tarde e à noite. Estou mais saudável, comendo feijão - antes não gostava de feijão, arroz e bebendo mais água. No almoço, às vezes como frango, bife ou peixe. E aqui na escola sempre tem frutas”, contou Victoria.
Silvia Ferreira Santos, 32, mãe de Victória, falou que a iniciativa foi adotada e bem recebida em casa. “Foi uma coisa da escola mesmo, do cardápio elaborado por eles. A Victória chegou em casa cheia de novidades. ‘Minha mãe, não posso tomar refrigerante. Esse suco de refresco em pó também não pode. A carne tem que estar bem cozida'. Às vezes eu faço alguma coisa lá e ela diz ‘Minha mãe, isso não pode! Tira o sono’. A parte mais difícil para ela foi o refrigerante, mas agora a gente compra a polpa e ela até prefere.”
Silvia relatou que se surpreendeu com a filha que, tão nova, teve essa iniciativa. “Eu fiquei surpresa por ela tomar essa atitude, por ser uma criança. Hoje ela está mais ativa, menos nervosa. Antes, a gente comia muita merenda. Não sei se tem a ver, mas ela está mais tranquila e cheia de energia. Passou a comer feijão, arroz, tudo direitinho, odiava fígado e agora ela come. Até disse que não é tão ruim assim (risos). Como trabalho o dia todo, quem traz as novidades é ela”, concluiu.
Hora das refeições - No momento das refeições, a escola adotou o modelo self-service, onde os próprios alunos podem escolher o quanto vão comer, com exceção da proteína, que é dada pelos profissionais da cozinha. Os funcionários prestam auxílio nesse momento, acompanhando a composição do prato até o final das refeições.
Vice-diretora há três anos, Sandra Santos Conceição, 49 anos, reconheceu que, no início, houve resistência das crianças. Mas a adaptação valeu a pena, visto que foi positiva para alunos, família e gestores. “No início não foi muito fácil, como Victória falou, criança é muito voltada a comer ‘besteira’, e vem muito da questão da família educar e incentivar. Foi um desafio grande para gente conscientizar. Contamos com a ajuda de cada professor para trabalhar com relação a isso, cada um com sua didática”, comentou.
A vice-diretora diz ainda que foram realizadas atividades e exposições mostrando a pirâmide alimentar nas salas de aula, além de abordar assuntos como os riscos da gordura para a saúde, entre outras atividades. Nesse contexto, ela afirma que enquanto o nível de aceitação aumenta, as sobras, após os momentos das refeições, diminuíram.
Restrições - A escola também preza pela individualidade de cada estudante. Nutricionista da Gerência Regional de Itapuã, Camila Lima Passos esclareceu que todas as crianças que têm restrição alimentar, comprovada por laudo médico, recebem um cardápio específico. Além disso, os pais e responsáveis têm acesso à lista de alimentos que serão usados nas refeições semanais e recebem orientações quanto ao que fazer para melhorar a alimentação em casa.
“A gente sempre está disponível. Atuamos de acordo com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Damos orientações e ajudamos os alunos, fazendo atividades em conjunto com as famílias, tentando sempre orientá-los. Em algumas escolas, conseguimos fazer o encaminhamento do aluno para receber atendimento nutricional em um posto de saúde”, informou.
"Foi uma conquista muito grande para mim, por ser uma pessoa que mora em um bairro periférico e que não teria condições financeiras de viajar, estudar fora do país e fazer um intercâmbio", relatou Luís Fernando Silva Santos, de 13 anos. Estudante da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Santa Cruz, ele foi um dos selecionados para o projeto “Era uma vez… Brasil”, que proporciona aos jovens alunos de instituições de ensino fundamental de todo o país a chance de participar de uma mobilidade cultural em Portugal.
Para concorrer, Luís, que é aluno do 8º ano, confeccionou uma história em quadrinhos de acordo com as exigências do regulamento: reportar o período histórico da colonização brasileira pelos portugueses. A narrativa que o garoto construiu – baseada no tráfico de pessoas escravizadas para o Rio de Janeiro – fez com que, além de selecionado para ir ao país europeu no próximo mês, ele participasse de uma vivência de sete dias com outros estudantes em uma cidade da Região Metropolitana de Salvador.
"Eu me incentivei. Antigamente eu não tinha coragem, achava até que minha mãe não ia deixar ir. Foi após da primeira fase que a minha expectativa aumentou, depois veio o resultado e eu me animei ainda mais", contou. O passaporte, segundo ele, já está em mãos e a cada dia vem se interessando mais pela língua portuguesa.
Referência – A Escola Municipal Teodoro Sampaio tem uma nota 5,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – acima da média estipulada na última avaliação – e costuma revelar destaques em premiações todos os anos. Um outro exemplo disso é o da aluna Tainá Oliveira Rocha, estudante do 9º ano que foi selecionada para a semifinal da 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, que será realizada em São Paulo.
Autora de uma crônica, o primeiro passo na Olimpíada foi dado em sala de aula, com o apoio de uma educadora da instituição. "A professora Nordélia começou a trabalhar na sala de aula com crônicas e aplicou uma prova para que a gente fizesse o texto. Fui escolhida para a próxima fase e agora estou na expectativa. Pelo que soube vai ter uma oficina antes", confessou. Essa será a primeira vez que ela viaja para outra cidade.
Conforme a diretora da instituição, Maria de Lurdes Torres, ou pró Lurdinha para a comunidade escolar, o resultado que os alunos têm conseguido lograr é fruto de um trabalho em equipe. "Temos professores altamente comprometidos com a educação, eles são motivados, a cada dia, trazer uma novidade. Nós damos suporte não só com os livros, mas também com cópias de textos e um acompanhamento junto aos alunos, no turno oposto, duas ou quatro vezes por semana. Isso permite que o estudante tome conhecimento de uma variedade de textos para além do livro didático, porque eles precisam levar na bagagem uma formação que o permita avançar", ressaltou.
A semana das Crianças será recheada de agitação para os alunos da rede municipal de ensino. O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Virgen De La Almudena, situado no Candeal, e as escolas municipais Doutor Eduardo Dotto, em Praia Grande; Pedro Veloso Gordilho, em São Cristóvão; e Filhos de Salomão, em Campinas de Pirajá, por exemplo, planejaram diversas atividades lúdicas para que os pequenos comemorem o Dia das Crianças da maneira que mais gostam: brincando.
No CMEI Virgen De La Almudena, a diversão já começa na segunda-feira (7), com o desfile Liga do Bem. A proposta é que cada criança vista a fantasia do super-herói favorito para participar de um desfile na área de lazer da instituição. Na terça-feira (8), haverá uma discoteca para que todos caiam na dança. Na quarta-feira (9), as crianças vão participar do banho de piscina. Na quinta-feira (10), haverá um desfile voltado para os alunos e para os pais e, na sexta-feira (11), a programação será encerrada com brincadeiras no pula-pula.
A programação da Escola Municipal Doutor Eduardo Dotto, em Praia Grande, também será diversificada devido ao 12 de outubro. Nos dias 7 e 8 haverá torneio de esportes e brincadeiras e, na quarta-feira (9), acontecerão gincanas e brincadeiras – todas essas atividades no segundo turno das aulas. Na quinta-feira (10), os alunos vão se dividir entre o banho de piscina, a confecção de pipas, a visita à biblioteca Sofia e demais brincadeiras. Na sexta-feira (11), haverá novamente o banho de piscina, cineminha nas salas de aula e premiações.
Na Escola Municipal Pedro Veloso Gordilho, os dias 7 e 8 serão dedicados às atividades em sala de aula com o professor. Nesse período, haverá aula no primeiro turno e atividades lúdicas no segundo. Na quarta-feira (9), os alunos vão assistir à peça teatral Princesa Dandara, na Biblioteca Monteiro Lobato, no bairro de Nazaré. Na quinta-feira (10), haverá uma oficina de construção de pipa com um professor de artes e outro de educação física.
A sexta-feira terá animação de palhaço, lanche especial e oficinas itinerantes, encerrando as atividades. As oficinas itinerantes serão de jogo da velha, quebra-cabeça, contação de história, brinquedos e jogos de tabuleiro.
Brincando – A Escola Municipal Filhos de Salomão está com o projeto "Brincando eu aprendo", promovendo jogos, apresentação de animador, distribuição de brindes e lanche coletivo. A gincana começa na quinta (10) e vai até a sexta-feira (11) com brincadeiras de infância que ultrapassam gerações, a exemplo de amarelinha, passa anel, dentro e fora, cinco Marias, adoleta, chicotinho queimado, peteca, mímica, pega-pega, boca de forno, cabo de guerra, pular corda, pé de lata e muitas outras.
O objetivo, segundo a diretora Sara Costa, é proporcionar interação e aprendizagem significativa. “Brincando, as crianças desenvolvem as capacidades motoras, sociais, culturais e de imaginação. Além disso, é por meio da brincadeira que os pequenos descobrem o mundo que os cerca e apropriam-se da cultura”, afirma.
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