Módulos de saúde instalados na Igreja da Conceição da Praia e na Rua da Grécia, imediações da Praça Cairu, evitam que casos mais graves precisem ser encaminhados para Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e hospitais da cidade. Esses equipamentos funcionam das 18h às 6h nos dias de festa, contando inclusive com ambulâncias de prontidão. Nesta quinta-feira (29), até o momento, nenhum caso mais grave foi registrado nos módulos da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Na quarta-feira (28), foi registrado aumento de quase 66% de atendimentos em comparação ao ano passado. Foram 93 atendimentos nos dois módulos de saúde montados pela Prefeitura na região do Comércio, com apenas seis remoções para UPAs e hospitais. “Temos estrutura para atender à população e absorver as ocorrências de forma tranquila, sem aumentar a demanda de atendimento nas UPAs e hospitais da cidade", garantiu o coordenador de Atendimentos de Emergência do município, Ivan Paiva.
“As remoções só são realizadas quando temos necessidade de realizar exames radiológicos ou de imagem e/ou procedimentos mais delicados”, explicou. As remoções representam apenas 6% dos atendimentos realizados. A Prefeitura conta com duas ambulâncias, uma em cada posto, para os casos mais graves, com risco iminente de morte, e com as unidades móveis do Samu para os casos mais simples.
“Só usamos as ambulâncias nos casos realmente graves. Para os atendimentos mais simples, acionamos o Samu”, afirmou a médica plantonista Dra Suely Gomes, que disse que no primeiro dia cerca de 80% dos atendimentos, sem gravidade, podem ter sido motivados por excesso de bebida alcoólica. Grande parte daqueles que procuraram os serviços relatou sintomas como cefaleia, enjoo e vômitos.
Quem utilizou o Elevador Lacerda para chegar à Praça Cairu encontrou tranquilidade, rapidez e segurança nesse segundo dia do Réveillon Salvador 2017. Cerca de 30 mil pessoas já utilizaram o ascensor no primeiro dia de festa, quase 10 mil a mais do que a demanda do ano anterior. Ainda assim, o tempo médio de espera na fila é de cinco minutos.
Há quem diga que há mais vagas para estacionamento disponíveis na parte alta da cidade. O comerciante Sidney Barbosa, 32, disse ter estacionado facilmente próximo à Praça Municipal. “Já fui pelo Comércio algumas vezes e tive que andar um pouco mais até o local da festa”, comentou.
Policiais militares fazem a revista dos usuários na entrada, e 20 guardas municipais dão suporte à ação da PM, dez deles na parte alta e outros dez na parte baixa. A estudante Raísa Caetano, 22, elogiou o serviço e ficou surpresa ao saber que não precisaria pagar passagem. “Está de parabéns. Eu moro no Santo Antônio, e para mim foi a melhor opção”.
O Elevador Lacerda vai funcionar de forma ininterrupta até as 23h30 do dia 31, voltando a operar à 0h30 do dia 1° de janeiro. Nesse período, a tarifa será gratuita, com funcionamento das 18h às 6h do dia seguinte.
Estacionamento - A Transalvador abriu 1.692 vagas de estacionamentos em dez pontos da cidade por conta do Réveillon. Dessas, 1.262 são em Zona Azul, custando R$ 20, e estão localizadas no entorno da festa. Na cidade alta, as vagas estão distribuídas na Avenida Sete de Setembro até a Praça Castro Alves, em ambos os lados; Rua Carlos Gomes, em ambos os lados; o lado direito da Rua Chile até a Rua do Tira Chapéu; Ladeira da Praça; e Ladeira do Gabriel, no Largo Dois de Julho.
Ônibus e táxis - Baianos e turistas que contam com o serviço público de transporte não encontram problemas para chegar ao local da festa. Ao todo, 56 linhas realizam atendimento prolongado até 4h30, e 18 veículos extras estão disponíveis da 0h às 6h. Já quem prefere utilizar o serviço de táxi pode contar com 1.165 veículos.
O Réveillon Salvador 2017 conta com 573 ambulantes devidamente credenciados pela Prefeitura para atuar nos cinco dias de festa na Praça Cairu, no Comércio. Todos os profissionais foram licenciados pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), receberam coletes de identificação para cada atividade exercida, assim como o treinamento necessário para atuar durante os festejos.
Dentre os ambulantes credenciados constam vendedores de bebidas, baianas de acarajé, donos de carrinhos de churrasco e cachorro-quente, além de vendedores de picolé e água de coco. A capacitação apresentou técnicas de manipulação e acondicionamento de alimentos, detalhamento do que pode ser comercializado e noções acerca dos decretos municipais para o setor.
A secretaria antecipa que não será permitida a presença de vendedores não licenciados, sob pena de apreensão dos produtos encontrados à venda de forma irregular, além de multa. Também foram distribuídos 198 coolers térmicos com capacidade para 80 latinhas cada para melhor acondicionamento dos produtos.
Fiscalização - Setenta e oito agentes de fiscalização trabalham nos cinco dias de festividades. As ações visam coibir a venda de alimentos em espetos, bebidas artesanais como "capeta” e "príncipe maluco", assim como aquelas acondicionadas em recipientes de vidro. Uma das funções adicionais dos agentes será prestar apoio às ações da Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) na proteção da marca patrocinadora do evento.
Nas semanas que antecederam a festa, a Sucom realizou, em conjunto com a Defesa Civil (Codesal), a Operação Pré-Réveillon, com o objetivo de combater o uso da publicidade e desenvolvimento de atividade comercial sem autorização durante o evento. Sessenta estabelecimentos foram notificados neste período.
As notificações foram expedidas para que os estabelecimentos não exerçam atividade comercial, nem exibam publicidade provisória e atividade sonora sem a autorização da Sucom, bem como não comercializem bebidas em vasilhames e copos de vidro. Além disso, os proprietários de estabelecimentos comerciais - como bares, restaurantes e hotéis - foram informados a respeito das infrações e suas possíveis penalidades.
Os técnicos também notificaram proprietários de imóveis para que não permitam a permanência de pessoas sobre as marquises e sacadas de prédios, bem como evitar a superlotação no interior das unidades imobiliárias durante os festejos. A Sucom destaca que o não cumprimento das notificações ensejará a aplicação das medidas fiscais pertinentes.
Segunda noite de festa na Praça Cairu com operação dos serviços públicos funcionando como o previsto. É essa a avaliação do prefeito ACM Neto nesse início de Réveillon, com destaque para a ação de mobilidade. “Ampliamos as linhas ônibus esse ano e reforçamos a fiscalização sobre as empresas para garantir que a operação funcionasse. A questão do trânsito melhorou muito, facilitando acesso e estacionamento, inclusive na Avenida Sete”, afirmou ACM Neto. Ele garantiu que todos os serviços públicos seguirão dentro do planejamento previsto até o primeiro dia de 2017.
ACM Neto também destacou que a redução de festas de Réveillon pelo país – inclusive com o cancelamento de algumas – só fez com que a capital baiana ganhasse ainda mais visibilidade nacional. “Não tenho dúvidas de que muitas cidades no Brasil terem reduzido suas festa contribuiu para que a gente pudesse fazer a festa mais falada positivamente do país. E tudo está ocorrendo em paz, com tranquilidade, sem ocorrências graves numa multidão como essa. Estamos, com certeza, fazendo o maior Réveillon do Brasil”, disse, lembrando que há quatro anos a Prefeitura não tinha condições de planejar nenhuma celebração para a virada de ano.
Após quase 15 anos de parceria, Solange Almeida faz uma das últimas apresentações em Salvador na noite desta quinta-feira (29), ao lado de Xandi, no comando da banda Aviões do Forró. A vocalista deixa o grupo para seguir carreira solo a partir de 28 de fevereiro. Antes de subir ao palco, o casal conversou com a imprensa, elogiou a estrutura do maior Réveillon do Brasil e falou dos projetos para o futuro. “A estrutura da festa está maravilhosa, os salários estão em dia e o povo merece. Temos que levar alegria para a galera”, afirmou Solange. “Acho que é uma das melhores estruturas que já vi”, acrescentou Xandi.
Ambos garantiram que a saída da cantora do grupo foi motivada apenas por um desejo pessoal de seguir carreira solo. “Foram quase 15 anos juntos. Meu casamento com Xandi foi o mais longo que eu tive. Tivemos muitos momentos difíceis, mas sempre fizemos questão de levar pro nosso público um show da melhor qualidade. A minha saída, no entanto, não tem nada a ver com problemas entre nós. Xandi foi a primeira pessoa a saber. No dia que gravamos o vídeo anunciando minha saída chorei muito, mas tenho que seguir”, disse Solange afirmando que o companheiro continuará brilhando no comando da banda. “Xandi ficou três meses sozinho quando tive neném e tenho certeza de que ele vai continuar brilhando sozinho”
Sobre o futuro, Solange disse que continuará cantando forró, mas que, por ser uma cantora de música brasileira pode incluir outros ritmos no repertório
Um público fiel acompanhou a abertura do show de Baiana System com muito balanço nessa quarta-feira (29), na Praça Cairu. A banda iniciou sua apresentação com "Lucro: descomprimindo", terceira música do álbum "Duas cidades", lançado esse ano. Essa já é a quarta participação da banda no Réveillon de Salvador.
O guitarrista Roberto Barreto informou que a banda deve lançar uma faixa musical antes do Carnaval. “Estamos sempre produzindo coisas novas. Lançamos uma faixa instrumental dentro da música 'Forasteiros' recentemente. O nosso processo de composição de show é assim: as coisas são colocadas no show primeiro e depois a gente grava, o que é bem diferente dos outros mercados. Eu já saio cantando as letras para sentir se dá ou não dá, para depois gravar. É um processo de inovação, a gente está sempre mutante dentro dessa busca por resposta”.
O vocalista Russo Passapusso também criticou a obrigação de lançar músicas em determinados momentos. “As pessoas dão um clima sazonal para as composições, por exemplo, uma música para o inverno, outra para o verão, deixa de ser uma música de sentimento. Fugir desse sazonal é dar mais espaço para a composição artística mesmo, para a poesia e tudo mais”, disse.
Os músicos disseram que não esperavam o atual sucesso que a banda está fazendo, que lhes renderam inclusive dois prêmios musicais esse ano, e relembraram os perrengues dos primeiros carnavais. “O Carnaval da Baiana teve um começo que não tinha ninguém atrás. O pessoal subia em árvore, mandava a gente ir embora, público do camarote virava as costas, a gente cantava olhando pro céu e, de repente, as pessoas começaram a entender o código. Nós passamos por muito momento de sufoco, mas a arte precisa ser bonita para ser arte. O que eu mais gosto é que a gente seguiu o lance da intuição, de deixar a coisa acontecer”, completou o vocalista
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