Para reforçar a segurança da Arena Daniela Mercury, a Prefeitura, por meio da Diretoria de Iluminação Pública (Dsip), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública, caprichou na iluminação do local. Foram instalados mil projetores de 400 a 1.000w, 1.300 luminárias "low bay" (indicada para interiores) e sete quilômetros de iluminação complementar que, juntos, deixam todo o ambiente mais claro e seguro.
“Está uma belezura isso aqui. A gente não vê um canto escuro. Eu me sinto tão confiante que vim até de bolsa tiracolo”, contou a terapeuta paulista Helena Vaz, de 35 anos. Ao todo, 150 profissionais garantem a eficiência do serviço, em esquema de plantão 24 horas, nos cinco dias de festa. As equipes fazem ronda diurna e noturna no entorno da arena. Além disso, um stand da Dsip foi montado no local para dar apoio a eventuais ocorrências.
“Fizemos um projeto técnico especial para toda a área do evento, buscando uma Iluminação diferenciada na Arena e em todo o entorno de sete quilômetros. Estamos satisfeitos com o resultado, pois a iluminação trouxe modernidade, tecnologia e segurança para todo o Festival”.
Palco – O mega palco montado na Boca do Rio tem encantado o público, não só pela grandiosidade, como pelas projeções gráficas que ilustram e complementam a apresentação dos artistas a todo instante. Esse show de imagens é possível graças aos 762 m² de LED espalhados por toda a estrutura montada em 1000 m² de área, o dobro do último ano.
O público de Luan Santana, Gil Berto Gil, Cláudia Leitte e Wesley Safadão, por exemplo, foi ao delírio com as apresentações de videoclipes, imagens ilustrativas e projeção de cantores que fazem parcerias nas canções.
"Meus amigos, voltei! Eu tava ficando doido, bora beber que eu tô solteiro de novo", anunciou Wesley Safadão quando invadiu o palco da Arena Daniela Mercury, nesta terceira noite do Festival Virada Salvador. De branco para atrair bons fluidos para o ano novo que se aproxima, o cantor é o responsável pela maior concentração de moças eufóricas à beira do palco. "Vai, Safadão! Vai, Safadão!", encorajava cada mulher presente à arena.
Sucessos como "Camarote" e "Decreto Liberado" foram suficientes para extinguir qualquer traço de inibição nas meninas que, em poucos minutos de show, já gritavam ensandecidas, exibindo cartazes e muita desenvoltura nas coreografias, seguindo a batida do Safadão. Setenta e seis anos de folia e dona Maria Joana de Santana não perde o rebolado. "Estou aqui desde cedo só para ver Safadão. Ele é muito animado e não dá para parar de dançar com a música dele", relata.
Vivendo a emoção de estar pela primeira vez em frente ao ídolo, a estudante Lia Borges, 17 anos, diz que a música de Safadão traduz os melhores momentos de sua vida romântica. "Só mesmo Safadão para tirar a gente da fossa. Acabei de terminar meu namoro para estar aqui com ele porque sou apaixonada", disse, enquanto gritava que está "na pista". E, lá do palco, Safadão avisava que "vida de casado é boa, só perde pra de solteiro", pedindo a confirmação do prefeito ACM Neto.
Oitenta antenas de internet estão espalhadas pelo entorno do Festival Virada e garantem Wi-Fi para quem quiser postar selfies nas redes sociais e até fazer transmissões ao vivo. A velocidade mínima para quem acessar é 0,5 MB, podendo alcançar até 70 MB. As antenas têm capacidade para suportar 250 conexões simultâneas, garantindo acesso a todos que curtem os shows na Arena Daniela Mercury.
O estudante João dos Santos, 17, elogiou o serviço de Wi-Fi gratuito que está sendo oferecido no festival. "Está sendo muito bom, porque facilita o acesso para todo mundo, como, por exemplo, mandar mensagens e fazer postagens nas redes sociais. Eu sabia que o evento estava sendo transmitido, mas não sabia que estava sendo com essa magnitude".
Stefany Ribeiro, 16, veio com família pela primeira vez curtir o Festival Virada Salvador e disse estar muito feliz com a estrutura que está sendo oferecida no evento, principalmente o serviço de Wi-Fi. "Eu acho muito importante o Wi-Fi aqui no evento do Réveillon para podermos registrar esse momento incrível que está sendo a festa. Eu e minha família estamos gostando e nos divertindo bastante".
Claúdio Maltez, diretor técnico da Companhia de Governança Eletrônica (Cogel), destacou a interação das pessoas no festival. “É muito bom ver crianças e adultos conectados e interagindo em tempo real, através dessa rede de comunicação. Podemos dizer que o Festival Virada Salvador 2018 é um evento mega conectado da Prefeitura”.
O ano de 2017 foi um dos mais agitados da carreira de Wesley Safadão. Ele já se apresentou na Europa, em países como Portugal, Holanda, Suíça e Inglaterra, e nos Estados Unidos, onde cantou na Flórida, Nova Jersey e Boston. Já na capital baiana, na noite deste sábado (30), o cantor falou da satisfação em se consolidar na grade do Festival Virada Salvador, antes de subir no palco da Arena Daniela Mercury. Reforçou ainda a parceria com Léo Santana e dos projetos para o futuro.
“Estar praticamente no último dia do ano em Salvador é certeza de que estou encerrando o ano da melhor forma”, disse Safadão. O forrozeiro recentemente gravou um clipe em Fortaleza com o pagodeiro Léo Santana, cujo nome e data de lançamento não foram divulgados. “A música que gravei com o Léo é uma grande aposta nossa. Acredito que daqui a 10 dias estaremos lançando. Parcerias com artistas baianos sempre vão existir, apesar de não ter nada programado ainda”, confessou.
Safadão também relembrou sua ausência no circuito Barra-Ondina em 2018, quando não comandará nenhum trio na folia, mas garantiu shows em camarotes. “Tudo existe um planejamento. E 2018 está todo planejado, desde agosto, após conversas que tive com meus empresários, minha família, mas muita coisa boa vem por aí. Podem esperar”.
Se para a cultura yorubá, Olodumaré é a representação do ente criador do universo, a Arena Daniela Mercury pode ser traduzida como imagem e semelhança do Pelourinho na Orla de Salvador. Essa é a sensação de quem acompanha o rufar dos tambores transportados da Ladeira do Pelô para a Boca do Rio nesta terceira noite do Festival Virada Salvador. É o samba-reggae do Olodum abrindo caminho para o novo ano, botando a galera para dançar.
No palco, cantores, músicos e percussionistas, são conduzidos por sucessos como Protesto Olodum, Canto ao Pescador, Faraó e uma série inigualável de sucessos que tratam da vida e obra do povo negro, numa conexão Bahia-Africa que, à sua maneira, recorda os êxitos e as agruras do povo negro na terra do Carnaval.
"Minha jangada vai sair pro mar, vou trabalhar meu bem querer", anunciam as vozes do maior bloco afro de Salvador, em referência à Suíte do Pescador, de Dorival Caymmi. Na plateia, braços, quadris, pernas e corações são envolvidos pelo toque dos tambores.
Pós-Réveillon - Na primeira semana de 2018, o Olodum dá início à turnê Eu falei Faraó, com uma série de shows na capital baiana, antes de ganhar o Brasil, retornando à Salvador nesse meio-tempo para ensaios e, claro, o Carnaval. Até lá, haja coração fervendo com os tambores do Olodum pelas ruas do Centro Histórico.
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