Réveillon

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O Festival Virada Salvador 2018 foi a maior festa de réveillon da história da capital baiana. Com novo local – a Boca do Rio, que substituiu o tradicional Comércio, no Centro Histórico – a variedade de shows e atrações conseguiu reunir um público de cerca de 2 milhões de pessoas, de soteropolitanos a visitantes de diversas partes do Brasil e do mundo, durante os cinco dias de festa. Somente na noite do dia 31, a contagem regressiva contou com a presença de 750 mil cidadãos. E o melhor: sem ocorrências graves e em clima de paz.

O prefeito ACM Neto avaliou que a festa foi aprovada por todos e que o local deverá ser consolidado como o principal espaço para eventos públicos a céu aberto da capital. “O melhor de tudo: foi uma festa que projetou Salvador para o Brasil e para o mundo, trouxe uma excelente repercussão para a cidade, gerou empregos, movimentou a nossa economia e aconteceu em um clima de paz e tranquilidade absolutas. Não tivemos qualquer tipo de incidente, seja no acesso ou mesmo dentro desse novo espaço, o que, é óbvio, consolida a Boca do Rio como um novo local para eventos de grande porte”, afirmou.

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, ressaltou que o desafio para os próximos anos é melhorar ainda mais a experiência da Arena na Boca do Rio, tanto em termos de atrações quanto de acessibilidade. “Queremos diversificar ainda mais a experiência das pessoas no local com mais atrativos de lazer, já que o espaço permite colocarmos mais itens além da roda gigante, da tirolesa e das estruturas gastronômicas e de artesanato. A intenção também é de fazer uma grade de shows ainda melhor, proporcionar mais acessibilidade no transporte e nos portais de acesso, dentre outros itens.”

Edington completou ainda que a Prefeitura pretende atrair mais eventos para a Boca do Rio, sejam eles realizados pela própria administração municipal quanto através de concessão à iniciativa privada. “Além disso, o Festival Virada Salvador possibilitou a valorização dos artistas da terra por meio da grande divulgação do evento, o que contribui para o fortalecimento da produção cultural da cidade”, finalizou.

Dentre os principais números dos cinco dias de festa, foram transportadas cerca de 1 milhão de pessoas por meio de ônibus, táxis e mototáxis; foram vendidas mais de 6 mil cartelas de estacionamento; quase 200 toneladas de resíduos coletados; 797 documentos encontrados; 16.267 crianças identificadas e 62 delas acolhidas. O setor hoteleiro registrou 100% de ocupação dos leitos para o Réveillon na região da orla – melhor resultado dos últimos anos. A estimativa é de que R$405 milhões tenham movimentado a economia local, e 410 mil turistas passaram a virada de ano na cidade.

SALTUR

Público – 2 milhões de pessoas nos cinco dias de festa. Ponto alto: dia 31/12 – 750 mil pessoas na Arena Daniela Mercury.

Tirolesa – 3,5 mil pessoas / média de 700 pessoas por dia.

Roda Gigante – 45 mil pessoas / média de 10 mil pessoas por dia.

Food Trucks – Média de 30 mil pessoas atendidas – melhor resultado das últimas três viradas.

Feira Criativa – Foram 40 estandes e todos registraram 100% de produtos vendidos.

Vila Pelô – Mais de 14 mil unidades de alimentos vendidos.

TRANSALVADOR

Estacionamento – 6.171 cartelas vendidas / 4.319 no Aeroclube e 1.852 nas áreas Zona Azul.

Fiscalização – 179 autuações, 81 remoções e três acidentes, com uma vítima.

Operação Lei Seca – 322 abordagens, com emissão de 34 autuações e oito remoções de veículos.

Veículos - 81.604 circularam pelo local nos cinco dias de festa.

Fluxo – Na quinta e sexta-feiras (28 e 29), o trânsito apresentou boa fluidez. No sábado (30), foram verificadas pequenas retenções no final dos shows, devido à travessia de pedestres. No domingo (31), pequenas retenções nas proximidades do evento durante a chegada do público e logo após a queima de fogos.

SEMOB

- 1 milhão de pessoas transportadas pelo Sistema de Transporte Público de Salvador (ônibus, táxis e mototáxis).

- 970 mil passageiros utilizaram ônibus; 18 mil circularam de táxi e 10 mil por mototáxi.

Operação – 43 linhas e 700 ônibus. No dia 31, foram disponibilizados ainda mais 200 veículos para as estações de transbordo.

SEMOP

Ordenamento de ambulantes

- 450 ambulantes licenciados;

- 104 agentes de fiscalização;

Baixo quantitativo de apreensões.

Salvamar

- 24 agentes na Praia da Boca do Rio;

- 33 pré-afogamentos (três no local do evento);

- Três encaminhamentos para o posto médico da Arena.

Poluição sonora

- Sem infrações na Arena Daniela Mercury;

- 44 ordens de serviço do Fala Salvador em Itapuã, Boca do Rio, Sussuarana, Pituba e Bonfim.

Iluminação

- 56 ocorrências na Arena Daniela Mercury;

- Tempo médio de atendimento: 56 minutos

- 1 mil projetores de 400 a 1.000w

- 1.300 luminárias "low bay" (indicada para interiores)

- 7km de iluminação complementar

- 150 profissionais

LIMPURB

- 198,5 toneladas de resíduos coletados;

- 122 ações de vandalismos nos sanitários químicos e contêineres climatizados, como acentos, vasos e torneiras quebradas, portas arrancadas e papeleiras danificadas;

- 1.662.000 litros de água e 3.884 litros de sabão utilizados;

- 232 colaboradores e 42 equipamentos envolvidos.

GUARDA MUNICIPAL

- 5.000 cartilhas informativas distribuídas;

- 16.267 crianças identificadas;

- 15 crianças perdidas e entregues aos responsáveis;

- 20 crianças foram encaminhadas ao Conselho Tutelar ou outro órgão responsável;

- 797 documentos e pertences pessoais achados e catalogados / 109 devolvidos durante o evento;

- 2.023 atendimentos – aumento de 552,6%, em comparação ao mesmo período do Réveillon do ano anterior, quando houve 310.

- 44 ocorrências – aumento de 175% em comparação ao mesmo período do Réveillon do ano anterior, quando houveram 16.

- Ocorrências mais comuns: prestação de socorro (10), intervenções em vias de fato (8), uso ou porte de substâncias ilícitas (5), furto a transeunte (4), agressão física/verbal (3), desordem (2), dentre outros.

OUVIDORIA

Fala Salvador – 94 registros (40,23% foram de informações/orientações e 43,68% foram de solicitação de serviço).

Mais demandas – Transalvador, Semop e Saltur.

SPMJ

Acolhimento – 62 crianças (34 meninos e 28 meninas)

Faixa etária – 28 com faixa etária de 0 a 6 anos; 22 com faixa etária de 7 a 11 anos; e 12 jovens de 12 a 17 anos.

Encaminhamentos –53 por meio do Conselho Tutelar; seis por meio de abordagem social e três por demanda espontânea.

SEMPS

- 533 atendimentos realizados

- 12 crianças e adolescentes em trabalho infantil

- 94 crianças e adolescentes em situação de risco social

- 117 crianças identificadas com pulseirinha

- 3.200 pessoas sensibilizadas pela campanha “Criança não é mão de obra”

DEFESA CIVIL

- 12 profissionais envolvidos (dentro e fora da Arena Daniela Mercury)

- 41 ocorrências nos cinco dias de festa

- Vistoria de estruturas e possibilidades de risco, boletins aos órgãos e acompanhamento da queima de fogos.

PREFEITURAS-BAIRRO

- 5 mil panfletos distribuídos sobre os serviços do órgão;

- 619 atendimentos (orientação, reclamação e sugestão);

- Apoio a uma criança perdida;

- Identificação e cuidado do entorno da festa.

COMUNICAÇÃO

- 40 matérias, notas e sugestões de pauta diariamente;

- 80 vídeos;

- 3 mil fotografias;

- 50 áudios;

- Envio de material e intermediação de fontes para imprensa local, regional e nacional.

Facebook da Virada

- 10 milhões de pessoas alcançadas;

- Mais de 500 mil manifestações, entre curtidas, comentários e compartilhamentos;

- Mais de 1 milhão de visualizações;

- Mais de 51 mil visitas ao perfil.

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“Já estou muito grata por colocar o meu pé direito aqui e cantar no primeiro dia do ano na minha cidade. Já é emocionante só de falar”, disse a sambista Mariene de Castro, uma das atrações da última noite do Festival Virada Salvador, em coletiva à imprensa. A artista promete a melhor energia para começar 2018.

Mariane, que encerra os shows do evento, levou para o palco uma mistura de shows. “Teremos o Ribeirinha, Santo de Casa, Colheita, Ser de Luz, Abre Caminho. O que acontece antes é sempre uma expectativa, estou ansiosa, se pudesse já ia voando para o palco”.

Com 20 anos de carreira e sempre levando a devoção para as apresentações, Mariene destacou a importância da religiosidade para que o ano seja bom. “A fé é o que nos move. Independente de religião, levar a religiosidade ao palco transforma a fé num compromisso com a cultura, num movimento da identidade de um povo, do sincretismo e do encontro dos orixás”, concluiu.

 

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Nos cinco dias da festa que marcou a chegada de 2018, os sistemas que compõem a rede de mobilidade da capital baiana transportaram 1 milhão de pessoas durante o Festival Virada Salvador. O titular da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), Fábio Mota, avalia como positiva a atuação dos serviços de Transporte Coletivo de Passageiros por Ônibus (STCO) e de Transporte Especial Complementar (STEC), além da ação de taxistas e mototaxistas.

Agora regulamentados pela Prefeitura, os motociclistas passam a integrar o leque de opções de deslocamento dos foliões durante as festas populares da cidade. "O resultado é bastante positivo, dentro daquilo que esperávamos em relação à utilização de todos os modais. Vale atenção especial para os mototaxistas, que fizeram um ótimo trabalho, de forma ordeira e padronizada, garantindo a mobilidade segura das pessoas que frequentaram a festa nestes cinco dias", afirma Mota.

Atuação - Somente na noite da virada, o sistema de transporte contou com frota especial para o evento. Foram 700 veículos distribuídos em 43 linhas, que operaram de forma incessante durante 24 horas, sendo responsáveis pelo transporte de 280 mil pessoas entre o dia 31 de dezembro de 2017 e 1º de janeiro de 2018.

Em relação aos táxis, a oferta de veículos para o evento também supriu a demanda que se apresentou durante a festa. Com operação especial iniciada às 18h, a frota contou com quatro mil táxis nos dois pontos monitorados pela Prefeitura, e atendeu cerca de oito mil passageiros na região.

Novidade para o Festival Virada Salvador e com atuação já confirmada para o Carnaval, 700 mototáxis foram responsáveis pelo transporte em segurança de cerca de cinco mil pessoas apenas na virada do ano.

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Mesmo com medo de altura, a diarista Zefira Silva, 40 anos, se divertiu na roda gigante instalada no coração da Arena Daniela Mercury durante o Festival Virada Salvador. “Foi um passeio maravilhoso, a vista é uma coisa linda, deu para curtir demais. Me senti segura, lá é fechado e não dá medo”, assegurou Zefira, após um passeio de tirar o fôlego não apenas pela aventura, mas pelo visual deslumbrante que a experiência proporciona.

Nos cinco dias de festa, pelo menos 45 mil pessoas andaram na roda gigante e 3,5 mil saltaram na tirolesa. Gratuitos, os dois equipamentos atenderam ao público durante o evento como uma alternativa de lazer entre um show e outro, sem dar espaço para o cansaço de quem se aventurou a encarar as 70 horas de shows, com 35 atrações durante o festival.

Com 36 metros de altura, a roda gigante comportava até 140 pessoas em cada passeio, distribuídas em 24 gôndolas – sendo uma com acessibilidade para uma cadeira de rodas com acompanhante – com limite de quatro pessoas em cada uma. Cada participante tem direito a uma volta.

Formada por duas plataformas, sendo uma de partida com 12 metros de altura e outra de chegada com três metros, além de um cabo de aço de aproximadamente 80 m de percurso, a tirolesa levou emoção ao público. O usuário que brincou no equipamento chegou a atingir velocidade de 30km/h.

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Neste primeiro dia de 2018, a alegria foi a principal moeda de troca entre Daniela Mercury e o público, que está longe de "arredar o pé" da arena que leva o nome da cantora, montada na Orla da Boca do Rio, para a celebração da chegada de 2018, no Festival Virada Salvador. Com o novo sucesso "Banzeiro", a rainha do axé não deixou o povo parar de dançar, com o samba-reggae tradicional, acrescido de todo o caldo cultural que marca as três décadas de arteira da artista, em mais uma edição do projeto Pôr do Som.

Sem tirar os olhos do palco, a aposentada Nilzete Marques, 68, diz amar a música da cantora, mas afirma que a maior estrela sob os holofotes é Claudio Henrique, seu neto, que compõe o time de percussionistas do grupo Quabales, que acompanha a madrinha da arena durante a apresentação desta noite. "Ele está lá em cima e sempre de olho na gente. É um ótimo menino e tem muito talento artístico. É a estrela da família", afirma a vovó coruja.

Tocando galope, reggae, funk, samba, rock e axé, Daniela confirmou no palco o motivo de Salvador ter sido reconhecida como Cidade da Música pela Unesco. Passeando de Carmen Miranda a Caetano, Gil e Brown, a artista saudou a terra natal, os orixás e brindou a chegada do ano novo pedindo paz a Oxalá, avisando que já já decola a máquina elétrica de Dodô e Osmar.

Pela primeira vez em Salvador e estreando na pipoca de Daniela, a estudante carioca Ana Cláudia Fidalgo de Moura, 53, chegou para o réveillon e só retorna à Belo Horizonte (MG), onde cursa Letras, depois do Carnaval. "Quero aproveitar toda essa energia de vocês. Já curto os quatro dias de festa e acho que estou preparada para a maratona do Carnaval. Só vou embora depois da folia de Momo, com os pés calejados e a alma lavada", diz.

Há 19 anos, a cantora mantém o projeto Pôr do Som. Neste ano, com dois convidados especiais: Balé Folclórico e a banda Quabales. “Esse é um espaço conquistado com muito esforço. São 19 anos, e alguns foram muito difíceis de realizar, mas conseguimos sempre dando um jeitinho de fazer esse show, que já virou uma tradição em nossa cidade. É um show especial, preparado para esse momento, para que possamos nos reconectar com nossas origens para começar o ano cheio de axé e energia positiva”, observa a cantora.

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Dois milhões de pessoas em cinco dias de Festival Virada Salvador. Esse é o número de pessoas que circularam pela Arena Daniela Mercury, na Orla da Boca do Rio, para celebrar a chegada de 2018 com bons fluidos. E nada melhor do que agradecer pelo ano que passou e saudar o próximo que se inicia bem pertinho do mar. Por esse e outros motivos, a Empresa Salvador Turismo (Saltur) comemora o sucesso da festa, com resultados positivos sobretudo para a economia da cidade, que alcançou quase 100% de ocupação hoteleira nesse período de virada de ano.

Em entrevista coletiva à imprensa, o presidente da Saltur, Isaac Edington, afirmou que a Orla da Boca do Rio será mantida como local para recepcionar a festa de réveillon exatamente porque atende às demandas de um evento de grande porte como esse, facilitando, por exemplo, as revistas que garantem maior segurança no interior da festa, e a mobilidade, dando conforto ao público. “Esse é um evento que atua como fator importante de promoção da cidade, movimentando toda a economia. E é uma atividade que tem tudo a ver com o DNA da cidade”, avaliou Edington.

“Temos um espaço de 55 metros quadrados, com acessibilidade à praia, o que é algo bacana para uma festa de virada de ano. Foram 70 horas de música 35 atrações, e é necessário destacar o peso dessas atrações nacionais e locais, com espaço para as novas gerações, numa grande mistura de ritmos e tendências musicais. Isso sem contar com a 36ª atração, que foi a roda-gigante, que saiu do Rock in Rio e veio direto pra cá, além da tirolesa, Espaço Kids, Espaço de Convivência, Vila Pelô, tudo com muita harmonia”, destacou Edington.

Outras atrações – E nem só de música viveu o público do Festival Virada Salvador. Atrativos como a roda gigante, como destacou o próprio presidente da Saltur, e a tirolesa, por exemplo, contribuíram para o sucesso da festa. A roda gigante, por exemplo, foi responsável por levar diversão a cerca de 10 mil pessoas por dia, e a tirolesa garantiu o frio na barriga de aproximadamente 700. Os paladares mais exigentes puderam contar com os Food Trucks, que garantiram o “rango” de cerca de 30 mil pessoas – melhor resultado das últimas três viradas para o segmento. Os estandes da Feira Criativa terminaram todos os dias de festa quase sem produtos para vender.

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