Com os hits “Balancinho”, “Carnaval’ e ”Baldin de Gelo”, Cláudia Leitte anima o público que lota a Arena Daniela Mercury, na Orla da Boca do Rio. Contrastando com a noite a bordo de um microvestido dourado, a loira desfilou hits e sensualidade com um repertório programado para derrubar os fãs na primeira meia hora de espetáculo.
Mais cedo, na coletiva de imprensa, a cantora arriscou alguns passos de “Balancinho” com o prefeito ACM Neto, e seguiu para comandar centenas de foliões enlouquecidos na primeira noite do Festival Virada Salvador 2019.
O repertório de Claudinha contempla uma mistura de grandes hits trabalhados ao longo de quase duas décadas de carreira, desde a época do Babado Novo, até seus mais recentes sucessos como “Baldin de Gelo”, “Lacradora” e “Carnaval”. A ludicidade de “Corda de caranguejo” fez a plateia suar enquanto Claudinha corria de uma lado a outro do palco, seguida de baixo pela multidão.
Única atração feminina da noite, Claudia fala da expectativa em participar do festival. “Esse Festival é maravilhoso e especial. É sempre uma honra participar. Cantar em casa é ainda mais delicioso. Vamos, mais uma vez, balançar tudo com muita música, energia e dança”, afirmou.
A cantora, que no início desse mês gravou no Pelourinho o clipe da sua nova música “Saudade”, questionada sobre a possibilidade do lançamento da nova canção no palco da virada, garantiu: “aguardem, terá muita coisa bacana”. E o público não se decepcionou.
O prefeito ACM Neto, que acompanha os shows do Festival Virada Salvador na Arena Daniela Mercury, nesta sexta-feira (28), afirmou, em coletiva à imprensa, que o sucesso da festa trará reflexos na economia da cidade durante todo o ano. “Estamos recebendo cerca de 700 mil turistas de todos os cantos. Salvador não tinha isso há pouco tempo. A rede hoteleira tem hoje mais de 98% de ocupação, o que é muito importante para nossa cidade. Salvador está sendo projetada, produzindo conteúdo que alcança o Brasil e o mundo, o que é importante para o pós-festa. Não tem reflexo só nesses cinco dias; tem reflexos na geração de empregos e movimentação econômica”, afirmou.
A estreia do festival de virada de ano já demonstra, segundo o prefeito, que os próximos dias serão de muita mistura de ritmos, animando todos os tipos de público presentes na arena. “Ficou muito lindo. Estamos preparando isso há algum tempo. Ano passado tivemos a estreia na Orla da Boca do Rio, uma estreia que já começou mostrando seu sucesso e, é claro, aprimoramos ainda mais. Tenho certeza que vamos fazer a maior festa de virada de ano de todo o Brasil. Já no primeiro dia tivemos esse show maravilhoso de Milton Nascimento, destacando uma marca da virada em Salvador, que é a mistura de todos os ritmos, de todos os sons, reunindo pessoas de todo o Brasil em nossa capital. Sei que Salvador vai se consolidar como a maior virada do Brasil”, concluiu.
Antes da coletiva, o prefeito encontrou com a cantora Cláudia Leitte, a segunda atração da noite do Festival Virada Salvador, logo após a apresentação de Milton Nascimento. Eles até ensaiaram a coreografia do “Balancinho”, música de trabalho da artista. Na oportunidade, Cláudia Leitte aproveitou para elogiar a organização do evento e parabenizar o prefeito pela organização da festa. Ainda sobem hoje ao palco o cantor Bell, Xand Avião e Harmonia.
A ambulante Tatiane Rodrigues, de 34 anos, não precisa mais se preocupar onde está o filho enquanto vende suas bebidas no Festival Virada Salvador 2019, na Orla da Boca do Rio. Essa tranquilidade se dá graças à unidade de acolhimento gerida pela Prefeitura na Escola Municipal Luiza Mahin, situada na Avenida Simon Bolívar, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).
"Achei maravilhoso. Eu não tinha com quem deixar a criança, agora posso trabalhar tranquila", contou a vendedora. Ela deixo a pequena Letícia, de apenas nove meses, na escola. "Eu cheguei e já me senti bem. Tenho certeza que eles vão cuidar de minha filha", concluiu Tatiane.
O local prestará atendimento para até 100 crianças até 2 de janeiro de 2019. Quem quiser deixar a criança na unidade basta se dirigir à escola portando Certidão de Nascimento do menor, RG e comprovante de residência, além dos documentos do responsável legal. São aceitas crianças e adolescentes de 0 a 17 anos.
Porto seguro - A diretoria de Infância e Juventude da SMPJ, Gabriela Macêdo, conta que, ao chegar na Escola Municipal Luiza Mahin, os responsáveis pelas crianças encontram o ambiente de segurança garantida. "Essa ação protege as crianças de violações, abusos sexuais. Nós tentamos conscientizar os pais sobre seus filhos não poderem estar em um ambiente de festa e trabalho", afirmou.
Os acolhidos têm direito a seis refeições diárias, brincadeiras e atividades lúdicas. A estrutura montada tem equipe composta por assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e educadores sociais, além da equipe de coordenação da SPMJ. A iniciativa faz parte das ações de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), bem como o Combate à Violência e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes em Salvador.
"Nós entregamos um kit com tudo que eles precisam para passar os dias aqui. Já vi mãe que chegou aqui chorando, dizendo que os filhos não tinham o que comer. Eles ficam super felizes com esse espaço", revelou Gabriela.
Seu José Aparecido da Silva, 44, contou que irá catar suas latinhas tranquilamente nesta edição da festa. "Achei muito legal. É um trabalho muito bonito. Senti confiança nesse lugar", disse. Ele levou quatro filhos, com idades de 9 a 3 anos, para aguardarem na escola, enquanto o pai "corre atrás do ganha pão", como ele mesmo definiu
As equipes da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), que realizam abordagens sociais na Arena Daniela Mercury e entorno do local com o objetivo de combater o trabalho infantil e situações de vulnerabilidade social, já verificou 15 situações de violação de direitos. Foram casos de vendedores ambulantes que estavam acompanhados de crianças e adolescentes com idade até 17 anos.
Um deles foi de uma mãe que estava vendendo comidas e bebidas do lado externo da festa e estava acompanhada do filho de 11 anos. Após orientação da equipe da Semps, o garoto foi levado para casa pelo pai. Além da orientação prestada aos familiares referente à proibição do trabalho infantil, os profissionais da Semps realizam encaminhamentos para órgãos como os Centros de Referência e Assistência Social (Cras) e de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e para recebimento de benefícios, como o Bolsa Família.
As mães e responsáveis também são informados sobre a existência da unidade de acolhimento para filhos de ambulantes e catadores de latinha, situado na Escola Comunitária Luiza Mahin, na Avenida Simon Bolívar, Nº 471.
“É um trabalho de importância extrema que demonstra a preocupação da atual gestão, não só com a situação do festival, mas com a questão social de dentro e do entorno da festa, que muitas vezes não é levada em consideração pelas pessoas. Então a proposta é identificar a situação de trabalho infantil e de risco social dessas crianças e adolescentes para tutelar o interesse desses vulneráveis”, afirmou a subsecretária da Semps, Lilian Almeida.
Ao todo, 33 profissionais distribuídos em três equipes por dia atuarão na Arena Daniela Mercury e entorno na campanha de combate ao trabalho infantil "Criança não é Mão de Obra", e outros 23 profissionais, distribuídos em três equipes por dia, atuarão na abordagem social à população em situação de vulnerabilidade e risco social. As equipes são formadas por assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, educadores sociais e pessoal de apoio.
Eixos de atuação – A atuação da Semps, com o objetivo de combater violação de direitos de crianças e adolescentes durante o festival, está articulada com o poder público e a sociedade civil e organizada e é apoiada em quatro eixos: abordagem e cadastramento de crianças e adolescentes e seus familiares identificados em situação de trabalho infantil; inclusão dessas famílias em programas e benefícios socioassistenciais; campanha de sensibilização da sociedade sobre as consequências do trabalho infantil e da exploração sexual; e colocação de pulseiras de identificação em crianças acompanhadas de pais e responsáveis.
Claudia Leitte entrou no espaço reservado à realização do Festival Virada Salvador 2019, na orla da Boca do Rio, e sentiu-se obrigada a desabafar: "É um negócio de louco!". As palavras de espanto da estrela da Axé se justifica pela grande estrutura montada pela Prefeitura para os cinco dias de festa na Arena Daniela Mercury. "Encantada de subir nesse palco", completou, respondendo a uma pergunta durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (28), antes de subir ao palco.
Para a cantora, não só o público, mas os artistas também merecem participar de eventos dessa proporção e de forma gratuita. "Acho tudo isso incrível. Tudo no seu lugar, organizado. A gente merece isso daqui. E isso também é positivo para a economia da terra", afirmou Claudia.
Apesar da responsabilidade de cantar para um público estimado 2 milhões de pessoas para o evento em uma grande estrutura, como mesmo definiu, a artista contou que veio ao Festival Virada Salvador 2019 com um objetivo principal: se divertir com os fãs. "Eu quero é me divertir. Quero me divertir com a galera. Aqui é o começo do Carnaval", garantiu.
Claudia chegou vestida a caráter para o festival. Escolheu um vestido sensual, brilhante, como Salvador pede. "Nossa terra é sensual, brilhante", afirmou. Ela aproveitou a oportunidade para contar que o vestido que será utilizado para o Carnaval 2019 terá uma relação especial com as raízes brasileiras. "Conexão com a Amazônia. Uma conexão com nossa terra", concluiu.
Com “Para Lennon e McCartney”, Milton Nascimento abriu os trabalhos da edição 2019 do Festival Virada Salvador, para o público que lota a Arena Daniela Mercury, nesta sexta-feira (28), primeiro dia da despedida de 2018 na Orla da Boca do Rio. No início da apresentação, o cantor rendeu homenagens ao falecido percussionista Naná Vasconcelos (1944-2016), que por décadas acompanhou Milton em gravações e apresentações ao vivo.
O mineiro fecha em Salvador o segundo ano da turnê "Semente da Terra", que percorreu os palcos brasileiros, estando, inclusive, duas vezes na capital baiana. No repertório, canções que atravessaram gerações, como "Coração de estudante", "Nos bares da vida", "Travessia", "Paula e Bebeto” e "Maria, Maria". Além disso, o compositor brindou o público com trechos de poemas, como “Trem de Ferro” de Adélia Prado.
Direto de Curitiba, o casal de professores Rai Sombra e Keylon Tavares desembarcou em Salvador nesta sexta-feira com apenas uma missão: ver Milton ao vivo. “Estamos aqui na expectativa dele tocar nossas músicas preferidas. Somos fãs ao extremo e eu vou desabar se ele cantar ‘Canção da América’”, salientou Rai, cantarolando trechos da música “amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”.
Mais homenagens - Milton cantou “Coração de Estudante” em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, mortos em março deste ano, em situação ainda não esclarecida. A cantora Maria Gadu, participação especial, cantou com Milton a canção "Travessia", abrilhantando ainda mais a apresentação do mineiro.
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