Réveillon

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A força do samba compareceu ao Festival Virada Salvador 2019 nesta terça-feira (1º) e foi bem recebida pelos anfitriões. É que Mariene de Castro subiu ao palco neste último dia de festa e foi recebida com um coro de fãs que cantavam com ela todas as músicas. "Fico feliz de participar desse evento. Feliz de cantar pra esse povo", definiu a cantora, durante coletiva de imprensa realizada antes do show.
 
O enfermeiro e fã de Mariene Leonardo Lima, de 39 anos, estava petrificado por tanta força emitida pela artista. “Brilhante, assim como o dourado da sua indumentária”, resumiu. Pouco depois, ele ficaria ainda mais perplexo: Margareth Menezes sobe ao palco e canta Faraó. Ninguém estava preparado para isso.  
 
Na coletiva de imprensa, Mariene também revelou alguns dos seus planos para este novo ano. Segundo a artista, os fãs podem esperar novos materiais. "Vamos gravar DVD, CD, algumas coisas para o segundo semestre", revelou aos jornalistas. Ela, que também atua, disse que participará de um novo filme em 2019, para os cinemas.
 
Mariene não canta só. Quando colocava o microfone à disposição do público, era difícil encontrar alguém que não estivesse cantando junto. Índia, Ilha de Maré e Vira Homen, Vira Lobisomen foram alguns dos sucessos cantados por ela. "Não há como promover um evento como esse sem samba. O samba nasceu aqui. O prefeito foi muito feliz com esse evento. E ele gosta, é genuíno", afirmou.
 
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Elas estão sempre lá, no alto, quase imperceptíveis, flagrando movimentos diversos, desde a reunião de amigos e familiares para celebrar a chegada de um novo ano, até atos comportamentais que comprometem o bem-estar da festa. O monitoramento eletrônico a partir de câmeras de segurança tem sido um artifício de extrema importância para o trabalho da Guarda Civil Municipal para coibir e eliminar situações violentas no perímetro da festa.


"A Central de Monitoramento significa um um incremento ao trabalho da Guarda Civil Municipal durante festival. O auxílio das câmeras é essencial para nossa atuação na festa, seja para separar e impedir brigas, crianças em situação de vulnerabilidade e até mesmo na contenção de tráfico de drogas próximo aos sanitários químicos. A partir da identificação foi possível realizar uma ação imediata, conduzindo os infratores ao posto da Polícia Civil no festival", explica Maurício Lima, chefe da corporação.


Monitoramento - Em 2018, foram instaladas apenas cinco câmeras. Neste ano, a pedido da Guarda Civil Municipal, o número foi ampliado para 21, de forma a dar uma cobertura maior de segurança aos foliões na Arena Daniela Mercury. "Além das câmeras fixas, temos algumas com mobilidade de zoom e giratórias. Os novos equipamentos dão maior segurança e precisão no trabalho da Guarda”, explica o presidente da Companhia de Governança Eletrônica (Cogel), Alberto Braga.

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Quem perdeu os documentos durante o Festival da Virada Salvador 2019, que acontece desde a última sexta-feira (28), na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, tem até hoje (01) para recuperar no próprio local, onde a Guarda Civil Municipal (GCM) montou uma estrutura para a devolução do material encontrado. Nesses quatro dias foram encontrados 930 documentos e/ou pertences pessoais perdidos.

De acordo com a GCM, antes de o cidadão ir até a sede do órgão na arena, ele pode consultar a lista do material encontrado durante o evento no site oficial da própria instituição. Até o momento 151 documentos já foram devolvidos.

A partir desta quarta-feira (2), os documentos e pertences poderão ser retirados, em horário comercial, na sede da Guarda, localizada na Avenida San Martin, ao lado do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães.

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Com o sol tinindo na capital baiana no fim de tarde desta terça-feira (1), o sertanejo Danniel Vieira subiu ao palco para abrir o último dia de shows do Festival Virada Salvador 2019, na Orla da Boca do Rio. “Eu adoro fazer shows aqui em Salvador. O público daqui tem um carinho muito grande por mim. Quem acha que, por ser a segunda vez, acaba com o frio na barriga, se engana”, afirmou o sertanejo.

O romantismo do baiano contagiou a aposentada Margareth Mandara, de 60 anos, que está na cidade há pouco mais de um mês. "O show tá ótimo. Não o conhecia, mas já que sei que vou ouvi-lo muito por aqui", comentava a paulista, enquanto dançava ao som do sertanejo. Ela ficou impressionada com a estrutura de um evento promovido pela Prefeitura gratuitamente. "Na minha cidade não tem isso aqui, todos esses brinquedos", comentou.
 
Outro que já se naturalizou baiano foi o também paulista Cláudio Rodrigues, 40. Quando foi abordado pela reportagem, dançava ao som de Danniel Vieira, com uma lata de cerveja em uma das mãos. "Ele [Danniel Vieira] é massa!", resumiu.
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Preferida das crianças e adolescentes, a tirolesa montada na Arena Daniela Mercury, na orla da Boca do Rio, é uma atração à parte no Festival Virada Salvador, com seus 15 metros de altura. Desde que o evento começou, na sexta-feira (28), a estrutura já conduziu 5,7 mil usuários, uma média de 1, 4 mil pessoas por dia de festa.

Nesta terça (01), último dia do evento, mais 1,4 mil pessoas devem usar o brinquedo, totalizando 7,1 mil usuários. O número é bem maior do que a marca da última edição do festival. Ano passado, durante os cinco dias, a tirolesa transportou 3,5 mil pessoas.

A equipe organizadora responsável pela montagem do equipamento afirma que a cada uma 90 pessoas escorregam pelos 150 metros do brinquedo, que tem altura equivalente a um prédio de seis andares. Para a meninada então, ela não passa desapercebida.

O pequeno Caio Portela, 7 anos, bateu o pé até que o irmão mais velho, Fernando Portela, 22 anos, o levasse até o brinquedo. Do alto da tirolesa, ele se queixava apenas do vento frio vindo da Orla da Boca do Rio. Questionado pela reportagem se estava com medo, ele logo respondeu. “Que nada tia. Isso aqui é besteira. Vou de olho aberto”, disse.

Antes de subir os cinco lances de escadas para ter acesso a descida do brinquedo, as caras e bocas de quem aguardava da fila eram visíveis. Notavelmente apreensiva, a comerciante Leandra Ferreira, 38 anos, não abriu mão de acompanhar os filhos de 14 e 16 anos. Mesmo com medo, ela subiu junto com os adolescentes e desceu na tirolesa.

“Senti um frio na barriga, mas se a meninada quer vir, tinha que acompanhar. Mãe é isso”, disse ela, que saiu de Feira de Santana, onde vive com a família, para curtir o Festival Virada Salvador. O acesso à tirolesa é liberado gratuitamente a pessoas de, no máximo, 120 quilos e a partir de cinco anos. Por motivo de segurança, gestantes devem evitar utilizar a tirolesa.

Roda Gigante – Logo ao lado da tirolesa está a roda-gigante, outra queridinha do público que prestigia o Festival Virada Salvador. Na fila, crianças, jovens e adultos aguardavam para dar a voltinha de 3 minutos no brinquedo, que possibilita a vista privilegiada do evento. Assim que chegou a Arena Daniela Mercury, na madrugada de hoje (01), o casal de namorados Luciano Viana, 26 anos, e Lívia Santos, 23 anos, não pensou duas vezes. O destino foi a roda-gigante instalada no coração da arena.

“Ano passado não conseguimos, mas neste ano viemos direto para fila. Não vamos abrir mão da selfie lá do alto”, disse Luciano. Gratuito, o equipamento é o maior brinquedo desmontável da América Latina e atração de eventos como o Rock in Rio. Ela segue funcionando até hoje (01), como uma alternativa de lazer entre uma apresentação e outra. A estimativa é que 10 mil pessoas tenham utilizado o brinquedo, diariamente, durante os quatro dias de festa.

A roda-gigante comporta até 140 pessoas em cada passeio, distribuídas em 24 gôndolas - com limite de seis pessoas em cada uma. Para que todos possam desfrutar do atrativo, o brinquedo é adaptado para pessoas com deficiência. Uma das cabines tem toda a estrutura para uma cadeira de rodas e um acompanhante. Cada participante tem direito a uma volta.

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Um público de 800 mil pessoas marcou presença na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, para curtir o Réveillon no Festival Virada Salvador, entre a noite de ontem (31) e a madrugada de hoje (01). Toda essa gente curtiu os shows de Lincoln e Duas Medidas, Alok, Wesley Safadão, Ivete Sangalo, Maira e Maraisa, Psirico e Kevinho. E o que é ainda melhor: sem registros de violência ou de acidentes.

O módulo assistencial à saúde montado na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, registrou 224 atendimentos durante a noite da virada. As ocorrências de natureza clínica lideraram a principal causa das admissões no posto com 198 casos, seguido procedimentos cirúrgicos (18) e dos traumas ortopédicos (08). Apenas três pacientes necessitaram de transferência para unidades de saúde de retaguarda, fato que confirma a resolutividade da estrutura montada exclusivamente para a Virada Salvador.

A Guarda Civil Municipal (GCM) registrou 126 atendimentos e 10 ocorrências, mas nada de natureza grave. Já a Transalvador não registrou nenhum acidente, apesar da quantidade de pessoas circulando no entorno do evento e do público presente à arena. Das 1,2 mil vagas de Zona Azul disponibilizadas, 941 foram vendidas. Das 500 vagas do estacionamento interno, 497 foram preenchidas. A Transalvador removeu, entre a noite de ontem e madrugada de hoje, sete veículos para o pátio da autarquia por estacionamento irregular e notificou 58 condutores.

Transporte - Na noite da virada, cerca de 310 mil pessoas optaram por ir de transporte público para a Arena Daniela Mercury. De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), cerca de 290 mil pessoas chegaram para festa utilizando as linhas de ônibus que estão à disposição da população. Além disso, 8.236 pessoas foram ao festival de táxis e outras 4.854 preferiram utilizar o serviço de mototáxis.

Trabalho infantil - Na área da proteção à infância, a equipe da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) continua de plantão com o objetivo de atender e encaminhar crianças, adolescentes e suas famílias identificadas em situação de vulnerabilidade de risco social. Nas quatro noites do evento foram realizados 146 cadastros.

A equipe abordou 238 famílias em situação de vulnerabilidade social, 154 adolescentes na condição de vulnerabilidade social, 14 crianças/adolescentes desacompanhadas, e foram distribuídas 284 pulseiras de identificação para crianças de até 11 anos, que foram participar do evento na companhia de pais e responsáveis. O grupo também identificou 38 ocorrências de trabalho infanto-juvenil.

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