Carnaval

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Relembrar é viver! Foi com esse o lema que os idosos do Abrigo Dom Pedro II transformaram o Camarote Acessível, no Campo Grande (Circuito Osmar), num animado bailinho de Carnaval. O som ficou sob o comando da Banda de Música da Guarda Civil Municipal (GCM).

“Eles gostam muito, lembram a mocidade”, relata a coordenadora do asilo, Valéria Souza. Mesmo com dificuldade de locomoção, não faltou disposição para coreografias. Lucia Peçanha, 74 anos, foi eleita rainha e comandou a festa ao lado do rei, Antônio Torres, 70 anos.

Antigas marchinhas foram executadas pelos 20 agentes que compõem a Banda de Música da GCM. Além dos Camarotes Acessíveis (Piedade, Ondina e Campo Grande) os músicos percorrem abrigos e casas de acolhimento, “A ideia é inserir todos, levar o Carnaval aonde a folia não chega”, comentou o inspetor-geral da Guarda, Alysson Carvalho.

Inclusão – Existente há sete anos, o Camarote Acessível no Circuito Osmar funciona das 12h às 20h e tem capacidade para 110 pessoas por dia. Este ano, foi ampliado pela Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) para dar mais conforto a foliões como a cadeirante Nilza Trindade, de 84 anos.

Com visão privilegiada da avenida, os idosos também curtem a passagem dos trios e blocos. “Venho há dois anos, adoro. É confortável e somos muito bem tratados”, diz Nilza.

“Esse camarote dá ao idoso a possibilidade de inclusão, de se sentir abraçado. Para nós é uma oportunidade de provocar a reflexão”, acrescenta a secretária da Sempre, Ana Paula Matos.

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Cenário musical alternativo e da diversidade dentro do Carnaval, o projeto Origens segue animando o público no Espaço Cultural da Barroquinha, no Centro (Circuito Osmar), neste domingo (23). Encabeçado por artistas negros e independentes, o projeto traz atrações com vertentes musicais ligadas ao rap, reggae, R&B, funk, pagode eletrônico e outros ritmos. Os show começam a partir das 15h e a programação terá nomes como Vanessa Borges, Guiguido do Ilê, Hiran, Faustino e Baile do Nêgo. 

Duelos com rimas e improvisos musicais que dão voz a temas relevantes como o empoderamento feminino e respeito serão uma das atrações promovidas pela Batalha das Bruxas, um coletivo feminino de MCs de Salvador, que levarão o rap e rip hop para o Carnaval. 

Umas das organizadoras da batalha, a MC Pollyana Menezes, 23 anos, explicou que a batalha é um evento para toda a família. A temática é livre e são proibidos qualquer tipo de preconceito e ofensas. A premissa da batalha é o respeito. 

“O que a gente quer é que o nosso publico se sinta à vontade. A gente sabe que quando o trabalho é feito com o recorte feminino, temos que pensar nas crianças que vão para o evento, nas mães de família que acabaram de parir e estão indo fazer freestyle e curtir, nas mulheres que querem ir para dançar e não ser violadas. Nós somos um ponto fora da curva”, destacou. 

Ela disse que a batalha começou em 2017 pela organização do Coletivo Vira-Lata, do qual fazia parte com outras duas MCs. Agora, possui o selo musical Nsabas, com o objetivo de ocupar espaços significativos dentro do circuito de batalhas na cidade e estado. 

“A gente identificou que, apesar da cena do hip hop estar conseguindo se movimentar e surgindo novas caras, as mulheres ainda não tinham um espaço, um evento específico. A nossa perspectiva é mostrar o protagonismo das mulher pretas. A proposta é abraçar o público feminino e LGBT”, explicou Pollyana, destacando a importância da Prefeitura apoiar e estar engajada em dar visibilidade a projetos como o Origens. 

Ritmos dançantes – Uma fusão de ritmos musicais originadas da diáspora africana, como o pagode e o afrobeat, é uma das propostas da banda Afrocidade, que também se apresenta neste domingo. "Flertamos com ritmos que mostram a diversidade africana. O pagode, por exemplo, é uma evolução do cabúla, um ritmo executado no candomblé", afirmou o baterista Eric Mazzoni. 

A banda também flerta com ritmos orquestrais, música eletrônica e rap, todas com letras politizadas e que tratam de temas como o racismo e problemas sociais. “É um show com muita diversidade e muito dançante. Quem for, vai se divertir bastante”, afirma Mazzoni.

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Nos três primeiros dias do Carnaval, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) apreendeu 8.092 peças publicitárias irregulares. Os itens apreendidos estavam dentro da poligonal do Carnaval e não eram das marcas patrocinadoras da festa.

Os fiscais confiscaram 1.354 materiais na quinta-feira e 7.548 no sábado. Entre os itens estavam abanos, pirulitos, viseiras, balões, banners, sombreiros, blimps, panfletos e adesivos.

As apreensões estão em conformidade com o Decreto 29.485/18, que prevê que, nos circuitos da festa, só é possível divulgar as marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços, bem como realizar outras atividades promocionais ou de comércio de rua relacionadas aos patrocinadores oficiais.

Para garantir o cumprimento da legislação, a Sedur conta com uma equipe de cerca de 200 profissionais que trabalham em regime de 24 horas para garantir o ordenamento do evento, a segurança dos foliões e das pessoas que vão trabalhar na festa, além de assegurar a proteção às marcas dos patrocinadores do Carnaval.

 

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A cidade que protagoniza a maior festa popular do mundo garante, no Carnaval 2020, uma luminosidade maior nos circuitos da folia com a utilização de 4.580 luminárias em LED. Com isso, de acordo com a Diretoria de Serviços de Iluinação Pública (Dsip), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), as ocorrências de manutenção nos três primeiros dias da festa já apontam para uma redução de 68%, se comparadas ao mesmo período do ano passado.

“A Prefeitura registra um menor custo da iluminação pública com a implantação desses novos equipamentos, que possuem maior durabilidade e promovem mais claridade nas ruas e avenidas. Instalamos também 972 peças de low bays, os postes com duas luminárias extras, e isso amplia a sensação de segurança dos foliões, o que é bom para todos que participam da festa”, comemora o diretor da Dsip/Semop, Junior Magalhães.

Agilidade – O apagão registrado em parte da Avenida Sete de Setembro, às 23h desse sábado (22), foi solucionado graças à ação rápida da Dsip. “A região é de responsabilidade da Coelba, mas somos parceiros e entendemos que é necessário assegurar tranquilidade a quem está nas ruas de Salvador. Acionamos também a Secretaria de Segurança Pública solicitando reforço policial para evitar contratempo para os foliões e logo foi resolvida a situação, sem maiores problemas”, relata Magalhães.

Durante o Carnaval, um efetivo de mais de 70 servidores entre engenheiros, técnicos e eletrotécnicos da Dsip realizam vistorias e rondas diárias nos circuitos para detectar e solucionar as ocorrências, além de seis caminhões estacionados nos locais de passagem dos blocos para garantir agilidade à resolução das demandas. No Circuito Dodô (Barra/Ondina), o número de ocorrências foi 73% menor em relação ao ano passado, e 58% no Circuito Osmar (Centro).

Inovação – Salvador é a única capital do Nordeste que integra a lista das Smart Cities, cidades mais inteligentes do mundo, no quesito telegestão on line. A plataforma digital visa aumentar a eficiência da gestão de iluminação pública, o que proporciona a redução significativa de custos e uma maior interação da instituição com o cidadão, com respostas mais rápidas para cada demanda.

Além disso, diversos alarmes estão conectados e sinalizam quando uma lâmpada queimar, por exemplo, atualizando os gestores em tempo real sobre as principais ocorrências. “É, sem dúvida, uma maior qualidade nos serviços prestados ao cidadão”, diz Junior Magalhães. A novidade está sendo utilizada no Circuito Dodô.

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Para diminuir os casos de agressões físicas no Carnaval, a Prefeitura intensificou, entre a noite de ontem (22) e a madrugada de hoje (23), as apreensões das chamadas armas brancas nos circuitos da folia. Em ações preventivas realizadas pela Secretaria de Ordem Pública (Semop) e pela Guarda Civil Municipal (GCM), foram recolhidos, somente neste período, 2.142 itens do tipo, como facas e espetos.

"Estamos intensificando as ações de varredura com o objetivo de apreender objetos considerados como arma branca e que possam trazer algum tipo de risco para os foliões e também para os trabalhadores que estão atuando nos circuitos do Carnaval. A intenção é manter essa operação especial até o final da folia para trazer mais segurança e proteção a todos os presentes. Com isso, ajudamos também na segurança da festa", disse o secretário da Semop, Felipe Lucas.

As apreensões contribuem para a segurança da festa, somando-se a todo esquema montado para garantir a tranquilidade do Carnaval. Dados oficiais da polícia baiana destacam, por exemplo, a redução das lesões corporais, roubos e furtos no terceiro dia de folia. Além disso, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os casos de agressões caíram de 155 para 68 entre sexta (21) e sábado (22).

 

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Os 4,5 mil ambulantes licenciados que trabalham nos circuitos do Carnaval começaram a receber, na manhã deste domingo (23), protetores solares em ação realizada em parceria entre as secretarias municipais de Ordem Pública (Semop) e de Saúde (SMS). Cada licenciado recebe um produto por isopor. O objetivo é garantir o bem-estar desses trabalhadores informais expostos aos raios solares diariamente durante a festa.

O secretário da Semop, Felipe Lucas, ressaltou a importância da ação. “A Prefeitura vem atuando para melhorar as condições de trabalho dos ambulantes e os protetores são mais uma adequação e um cuidado que estão sendo disponibilizados. Assim, a gente evita problemas de pele e queimaduras para essas pessoas que trabalham diretamente expostas ao sol por horas”, frisou.

Chuveiros – Além dos protetores, os ambulantes também contam com outras ações de apoio promovidas pela administração municipal. Uma delas é o acesso a banheiros com chuveiro nas proximidades dos circuitos, para que possam fazer a higiene pessoal completa.

Para quem vem de outros municípios, o apoio tem sido essencial. A baiana de acarajé Maria das Dores, de 55 anos, por exemplo, veio de São Francisco do Conde para trabalhar na capital. “A estrutura é excelente. Já houve tempo em que a gente precisava pagar para tomar um banho e agora não é mais preciso. São banheiros climatizados e gratuitos para a gente”, opinou.

A Limpurb disponibilizou 2.998 sanitários químicos e 80 sanitários climatizados – dentre estes, oito possuem chuveiros. São quatro banheiros femininos e quatro masculinos situados no Circuito Osmar (Centro), sendo dois próximos ao Orixás Center e ao estacionamento São Raimundo e outros dois no Viaduto Menininha do Gantois, ligação Vale do Canela-Campo Grande. Mais quatro chuveiros em sanitários femininos e masculinos estão localizados na Travessa Marques de Leão, na Barra, e na Praça do Camaleão, em Ondina – ambos no Circuito Dodô.

“Esses banheiros para que os ambulantes façam a higiene pessoal são muito importantes. Eu gostei muito da iniciativa da Prefeitura. A cada ano a gente vê que há uma preocupação em melhorar as condições de vida dos vendedores ambulantes com ações como a creche e o chuveiro”, afirmou Marcos Cazuza, presidente do Sindicato dos Ambulantes, Barraqueiros e Quermesseiros do Estado da Bahia.

Acolhimento – Filhos de vendedores ambulantes e de catadores de latinha também estão sendo acolhidos em três Centros de Acolhimento, Aprendizagem e Convivência (CAACs), distribuídos no Garcia, Ondina e no Rio Vermelho, com capacidade para receber até 460 crianças e adolescentes. As estruturas montadas na Escola Municipal Hildete Lomanto (no Garcia), na Escola Municipal Casa da Amizade (em Ondina) e na Escola Municipal Osvaldo Cruz (Rio Vermelho) já acolheram 453 crianças e adolescentes ao longo da festa.

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