Texto: Ascom SMS
Durante o Carnaval de Salvador, a escolha do calçado pode ser decisiva para garantir segurança e bem-estar na folia. Em meio a horas caminhando atrás do trio, dançando, permanecendo em pé e enfrentando diferentes tipos de piso, o cuidado faz diferença para aproveitar a festa sem intercorrências. Nos cinco primeiros dias de festa, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) registrou 286 atendimentos ortopédicos nos módulos instalados nos circuitos, número 16% menor que o contabilizado no mesmo período de 2025, quando houve 342 ocorrências.
Os atendimentos ortopédicos estão geralmente relacionados a entorses, quedas, dores musculares e sobrecarga articular, situações comuns em eventos de grande porte, marcados por esforço físico prolongado e alta circulação de pessoas. A redução observada neste ano indica maior atenção à prevenção e contribui para manter o perfil assistencial predominantemente voltado a casos leves.
De acordo com a coordenadora do Módulo Montanha, Luana Franco, a prevenção começa antes mesmo de sair de casa. “Alguns tipos de calçado diminuem a estabilidade e aumentam o risco de quedas, especialmente em ambientes com grande fluxo de pessoas e piso irregular. O ideal é optar por sapatos fechados, confortáveis e com solado antiderrapante, que ofereçam sustentação e proteção contra pisões”, orienta.
A SMS reforça ainda que manter hidratação adequada, realizar pequenas pausas para descanso e respeitar os limites do próprio corpo são atitudes que ajudam a reduzir lesões e fadiga muscular ao longo do dia.
A estrutura montada nos circuitos conta com equipes capacitadas para avaliação imediata, imobilizações quando necessárias e manejo adequado das lesões no próprio local, evitando agravamentos e reduzindo a necessidade de encaminhamentos hospitalares.
O Carnaval de Salvador entrou nesta terça-feira (17) para o Guinness World Records, o Livro dos Recordes, com a maior ação de reciclagem de latas de alumínio do mundo, resultado de uma operação conjunta entre cooperativas, Prefeitura, por meio da Limpurb, e o Grupo Solví, patrocinador da iniciativa. O anúncio oficial foi feito no circuito Osmar (Campo Grande).
Ao todo, foram recolhidas mais de 46 toneladas (46.130 kg) de latas de alumínio entre quinta-feira (12) e domingo (15). O volume supera em cinco vezes o recorde anterior, registrado em 2023, no Carnaval do Rio de Janeiro, com 8,8 toneladas (8.825 kg) de latas de alumínio recolhidas durante os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. A categoria reconhecida pelo Guinness é “a maior quantidade de latas de alumínio coletadas em uma semana”.
“Não há evento de rua que colete mais produtos reciclados como Salvador no Carnaval. Para vocês terem ideia, o Rio de Janeiro já ganhou esse título com 8,8 mil toneladas. Só em um dia, nós chegamos a 6,5 toneladas. Ou seja, o que o Carnaval do Rio produz todos os dias, nós produzimos quase só em um dia. Então, para nós, é um importante reconhecimento pelo Guinness por essa capacidade que a Prefeitura tem e pela preocupação que tem com a sustentabilidade”, afirmou o prefeito Bruno Reis.
O prefeito ainda lembrou que, no ano passado, Salvador entrou para o Guinness Book como a cidade com o maior carnaval de trio elétrico do mundo. “Então, para nós é motivo de alegria ver nossa cidade por duas vezes no Guiness, sendo reconhecida mundialmente pelo grande Carnaval que realiza, especialmente pela pauta da sustentabilidade”, salientou.
Bruno Reis também destacou a parceria com as cooperativas e com algumas instituições, que resultou inclusive na ampliação da coleta de materiais reciclados no Carnaval deste ano. “Já superamos a renda de mais de R$1,2 milhão no Carnaval para os catadores”, concluiu.
Parceria – Toda a renda obtida com a reciclagem foi destinada aos catadores envolvidos na operação, e 100% do material recolhido seguiu para reciclagem. A ação contou com a participação de oito Centrais de Apoio ao Catador, distribuídas pelos circuitos oficiais da festa. Esses pontos funcionaram como locais de entrega e compra de latinhas, onde o material era separado, pesado e armazenado até a coleta realizada durante a madrugada.
“O trabalho compreende um nível alto de complexidade, abrangendo o setor público, o segmento empresarial, mas principalmente as cooperativas e o compromisso com uma gestão sustentável. No fim das contas, a premiação do Guinness evidencia todo um trabalho que executamos e melhoramos ano após ano em Salvador”, pontua o Presidente da Limpurb, Carlos Gomes.
Após essa etapa, as latinhas foram encaminhadas para a Estação de Transbordo do Grupo Solví, onde ocorreu a pesagem oficial. O Grupo Solví também foi responsável por conduzir os procedimentos técnicos necessários para a comprovação do recorde junto ao Guinness.
“O Carnaval de Salvador é um dos maiores eventos culturais do mundo e, agora, também é reconhecido pelo impacto positivo que gera no meio ambiente. Esse resultado só é possível graças a parcerias bem estruturadas, como a realizada com a gestão municipal, com startups que desenvolvem soluções inovadoras e, principalmente, graças ao trabalho dos catadores, que atuam como agentes ambientais durante a festa e garantem que as latinhas tenham o destino correto, ajudando a cidade a deixar um legado positivo”, afirma Ângelo Castro, diretor Regional da Solví.
A startup de impacto socioambiental SOLOS também integrou a força-tarefa e foi responsável por verificar, auditar e consolidar todos os dados referentes ao volume de material encaminhado à Estação de Transbordo do Grupo Solví.
Para o presidente da Saltur e coordenador geral do Carnaval de Salvador, Isaac Edington, o título reforça que sustentabilidade já é eixo central da governança do evento. “Essa é uma das atividades mais importantes dentro da maior operação urbana em larga escala do Carnaval de Salvador, única no mundo. A reciclagem e a economia circular não são ações paralelas — são parte central da governança que construímos para realizar o Carnaval ano após ano com mais eficiência, responsabilidade e legado para a cidade”, declarou.
Força-tarefa – Para garantir a eficiência de toda a operação, foi montada uma logística específica para a coleta das latas descartadas ao longo dos circuitos. O trabalho envolveu equipes especializadas e pontos estratégicos de recebimento distribuídos pelos três trajetos oficiais da festa (Barra-Ondina/Dodô, Campo Grande/Osmar e Pelourinho/Batatinha). As Cooperativas CAEC, CAMAPET, BARIRI, CRG, CATA BAHIA, COOPERGUARY, COOPERES e CRUN, executivas de cada uma das oito Centrais de Reciclagem, foram pontos focais para o recebimento das latinhas durante o processo.
Após a triagem nas Centrais, as latinhas foram enviadas em caminhões para a Estação de Transbordo do Grupo Solví em Salvador, local onde ocorreu a pesagem e que serviu como centro oficial de comprovação do recorde. A pesagem e toda a metodologia de conferência foram acompanhadas por testemunhas independentes, responsáveis por validar as provas exigidas pelo Guinness. Em seguida, foram encaminhadas para as empresas de destinação final Novelis e Latasa.
Com a homologação, Salvador alcança um marco histórico ao consolidar o maior programa de reciclagem já registrado em um evento de grande porte, e garante, pela segunda vez consecutiva, uma premiação do Guinness World Records.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/bruno-reis-comemora-novo-recorde-pelo-guinness-book/ .
Texto: Davi Lemos/ Secom PMS
A chegada de Daniela Mercury ao trio pipoca nesta terça-feira (17), no Circuito Osmar, foi especial. Após ser homenageada no trio de Ivete Sangalo, a artista retornou ao meio do público para estar junto dos foliões que a esperavam. A apresentação da Rainha do Axé foi marcada pela promoção da figura feminina e também uma exortação ao apoio mútuo entre as mulheres.
“A gente tem um compromisso de elevar as mulheres, de as mulheres não competirem entre si, não falarem mal uma das outras", disse Daniela ao passar em frente aos camarotes oficiais. A cantora também brincou com o prefeito Bruno Reis ao afirmar que pegaria a chave da cidade nas mãos dele, mas prometendo devolvê-la depois.
“Hoje, vou passar aqui pela Prefeitura. Então a chave é minha. Depois eu te devolvo", disse. A cantora também destacou a origem dela: “Sou desta terra, morei aqui no Largo Dois de Julho", lembrou.
A pipoca que acompanhou a cantora ouviu sucessos como “Maimbe Danda” e "Laroyê, Mulher de Poder", tema que ela escolheu para o carnaval deste ano.
Os namorados Felipe Esteves, de 27 anos, e Danilo Cerqueira, de 30 anos, pontuaram que Daniela Mercury é uma figura central no Carnaval de Salvador.
“Ela representa liberdade e dignidade para a comunidade LGBTQIAP+, que hoje tem essa pipoca limpa para curtir. Daniela é também esse resgate lindo da religiosidade afro-baiana. Estar na pipoca é estar em nosso lugar", disse Danilo Cerqueira.
As amigas Stéphane Queirós e Emily Souza, ambas com 20 anos, disseram que escolheram a pipoca de Daniela por representar a pluralidade do Carnaval baiano.
“Daniela canta para todos. Por isso, estamos aqui, nessa pipoca, a gente encontra todo mundo. Ela é maravilhosa", declarou Emily.
Texto: Ana Virgínia Vilalva e Iago Maia/ Secom PMS
Palco de momentos históricos do Carnaval, o Circuito Osmar (Centro) tem passado por um intenso processo de revitalização nos últimos anos. Para isso, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) e da Empresa Salvador Turismo (Saltur), diagnosticou e atacou problemas antigos, realizando uma série de intervenções. Entre elas estão o fomento à pluralidade de ritmos, a melhoria da organização e o investimento em grandes nomes da música.
Essas medidas buscaram, sobretudo, valorizar o Campo Grande e, ao mesmo tempo, diluir o público, evitando a sobrecarga do Circuito Dodô (Barra/Ondina). E os números comprovam que a estratégia gerou resultados. Na segunda (16), penúltimo dia de folia, cerca de 715 mil foliões estiveram presentes no Centro.
“Estou muito feliz e alegre porque realizamos uma grande entrega. Esse foi o melhor Carnaval que realizei como prefeito. Tem algo que é fundamental a gente destacar: a consolidação definitiva do Campo Grande. Nós tivemos cerca de 850 mil pessoas na Barra/Ondina contra 715 mil. É um número muito próximo e equilibrado. Isso mostra que o circuito voltou a ser desejado e que as pessoas estão valorizando cada vez mais o Carnaval tradicional”, disse o prefeito Bruno Reis, nesta terça-feira (17).
A vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, também comentou a importância de distribuir o público entre os dois circuitos oficiais, palcos temáticos e carnavais de bairro. A gestora entende que esse tipo de ação torna a festa mais atrativa.
“Estamos promovendo um Carnaval mais equilibrado e forte em toda a cidade. Fortalecer o Centro Histórico e o circuito do Campo Grande significa valorizar a festa raiz de Salvador e distribuir o público de forma mais democrática, evitando a concentração em apenas um percurso. Em 2026, investimos em uma programação mais diversificada, com grandes atrações espalhadas pelos circuitos Osmar, Batatinha e Dodô, além de ações nos bairros e palcos temáticos no Centro. Isso tem tornado a festa mais atrativa, acolhedora e acessível para moradores e turistas, além de contribuir para que o público circule por toda a cidade ao longo da folia.”
Natural do Rio de Janeiro, Maria Laura Surbeck, de 31 anos, atua como carnavalesca e veio morar no município de Lauro de Freitas em 2023 para estudar o Carnaval da Bahia. Aluna do curso de mestrado da Escola de Belas Artes da Ufba, ela parabenizou as ações realizadas.
“Acho fantástico, porque as pessoas têm mais acesso e podem vivenciar o Carnaval de rua, indo na contramão da lógica de mercado, que é diminuir os recursos para ter somente blocos fechados. Eu vejo esses investimentos como algo muito importante.” E completou: “Aqui, no Campo Grande, dá para você brincar com mais segurança.”
Relevância – No último dia de Carnaval, o Circuito Osmar foi o centro das atenções de baianos, turistas e veículos de imprensa. Isso porque a programação contou com nomes relevantes no cenário nacional, como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Guig Ghuetto, Léo Santana, Margareth Menezes, Tony Salles e BaianaSystem.
O presidente da Saltur, Isaac Edington, destacou que as ações integradas e contínuas realizadas pforam essenciais para restaurar a credibilidade e a história do circuito. O gestor destaca ainda que essas intervenções promoveram mais bem-estar aos foliões.
“O Campo Grande, hoje, é uma realidade consolidada: quem passa pelo circuito sente a qualidade, a organização e a energia da festa, sem precisar questionar sobre requalificação, como acontecia anos atrás. As ações da Prefeitura nos últimos anos reforçaram essa certeza, com melhorias contínuas na infraestrutura, na logística e na diversidade de atrações. Em 2026, seguimos investindo para que o circuito continue oferecendo uma experiência completa, confortável e atrativa para todos os públicos, mantendo Salvador na vanguarda do Carnaval mundial.”
Além disso, o Carnaval Salvador 2026 confirmou o caráter democrático ao levar a festa para mais perto quem mora na cidade, espalhando palcos e atrações por nove bairros e três ilhas: Liberdade, Periperi, Plataforma, Boca do Rio, Itapuã, Pau da Lima, Cajazeiras, Piatã, Rio Vermelho, Bom Jesus dos Passos, Frades e Maré. Ao todo, a festa contou com mais 1,2 mil atrações, somando os palcos oficiais da folia.
Arrastão – O Carnaval acaba oficialmente nesta terça-feira (17), mas como ocorre todo ano o folião terá ainda um momento para se despedir.
Nesta Quarta-feira de Cinzas (18), os cantores Carlinhos Brown, Léo Santana, Tony Salles, Danniel Vieira e Fantasmão comandarão o tradicional Arrastão no Circuito Barra/Ondina.
Texto: Ascom SMS
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) inicia o último dia oficial do Carnaval de Salvador 2026 com 4.118 atendimentos registrados entre 5h da quinta-feira (12) e 5h desta terça-feira (17). Do total, 3.980 atendimentos foram realizados nos módulos instalados nos circuitos oficiais e 138 nos postos fixos do Carnaval de Bairro, localizados no Nordeste de Amaralina, Cajazeiras X e Periperi.
Os dados indicam que 3.320 ocorrências foram de natureza clínica, o que representa 80,6% do total de atendimentos. Entre as principais causas de atendimento estão intoxicação alcoólica (400 casos), dor em membros inferiores (343), cefaleia (314) e náuseas e vômitos (303); ocorrências associadas principalmente ao esforço físico prolongado, alterações na rotina de sono e alimentação e ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas ao longo dos dias de folia.
Além dos atendimentos clínicos, foram registrados 286 atendimentos ortopédicos, 261 bucomaxilofaciais, 158 de enfermagem e 93 classificados como cirúrgicos, majoritariamente procedimentos ambulatoriais de pequeno porte, como suturas e curativos, realizados nos próprios módulos, sem necessidade de internação hospitalar.
A capacidade operacional da rede municipal permanece elevada. Apenas 152 pacientes precisaram de transferência, o que corresponde a 3,7% do total, mantendo 96,3% dos casos solucionados pela própria estrutura municipal, seja nos módulos instalados nos circuitos, seja nas unidades de retaguarda da rede.
Para o secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, o balanço demonstra preparo técnico e integração das equipes.
“Iniciamos esta terça-feira, último dia oficial de Carnaval, consolidando mais de 4 mil atendimentos realizados e mantendo índices elevados de resolutividade. Mais de 96% dos casos foram solucionados pela própria rede municipal, o que demonstra organização, planejamento e capacidade de resposta. São mais de 3 mil profissionais atuando diariamente, desde os 11 módulos espalhados pelos circuitos até as mais de 50 ambulâncias do Samu em operação, além das equipes da Vigilância em Saúde e das ações integradas com outras secretarias. É um esforço coordenado que garante segurança assistencial e sanitária durante todo o Carnaval”, afirmou.
Texto: Nilson Marinho / Secom PMS
O cantor Léo Santana fez a alegria do folião pipoca no Circuito Osmar (Centro) nesta terça-feira (17), último dia do Carnaval de Salvador. Mais uma atração da Super Terça promovida pela Prefeitura no circuito mais tradicional da festa, o Gigante levou ao público um repertório repleto de sucessos, incluindo “Marquinha de Fitinha”, aposta para música do Carnaval.
“Fazer pipoca no Campo Grande pela Prefeitura é sempre uma emoção diferente. É o povo perto, cantando junto, sentindo cada batida. Uma festa linda, para o povo, do jeito que o Carnaval de Salvador merece. Hoje eu quero ver essa avenida ferver”, afirmou o artista.
Entre os foliões, estava a vendedora ambulante Maria de Lourdes, 48 anos, moradora da Liberdade, que fez questão de acompanhar o cantor desde o início do circuito. Ela trabalhou todos os dias de Carnaval, mas reservou o último para aproveitar. “Eu trabalho o Carnaval todo, mas quando é Léo eu paro um pouquinho para curtir. A pipoca é a melhor parte, porque todo mundo pode chegar perto e se divertir”, contou.
O estudante Lucas Almeida, 19, veio de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), com um grupo de amigos. “A gente se organizou desde cedo para ficar bem na frente. É muito diferente ver de perto, sem corda, sem bloco. A energia é outra”, disse.
Já a turista Renata Souza, 34, que visita Salvador pela primeira vez no Carnaval, se surpreendeu com a experiência da festa. “Eu nunca tinha visto uma festa assim, aberta para todo mundo. A gente tem ideia de que o Carnaval é apenas bloco fechado e camarote, mas é bem diferente. Também podemos ver esses artistas na pipoca”, comentou a visitante paulista.
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