Carnaval

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O prefeito Bruno Reis participou neste sábado (10) de um almoço com representantes das marcas que patrocinam o Carnaval de Salvador neste ano. Ele agradeceu o apoio dado pelos patrocinadores e disse que eles contribuem para o desenvolvimento da cidade.

“Quero aqui dar uma palavra de agradecimento pelo apoio de vocês. Aqui nessa gestão a gente tem uma parceria forte com a iniciativa privada. A gente reconhece a importância de quem investe e acredita na cidade. Sem o apoio de vocês, a gente não conseguiria realizar uma festa dessa magnitude. São investimentos expressivos”, afirmou.

Bruno salientou que, ao apoiarem o Carnaval, os patrocinadores contribuem com o desenvolvimento da cidade e disse que o modelo desenvolvido em Salvador tem sido copiado por outras capitais. “Esse case é de sucesso, copiado por outras cidades em grandes eventos, seja Carnaval, seja São João”, frisou.

Ele convidou ainda as marcas para outras parcerias na cidade, visando promover o desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda. “Quem quer apostar na cidade e empreendedor tem todo o apoio da Prefeitura. Sempre digo que o maior programa social é desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda”, pontuou.

Este ano, patrocinam o Carnaval as seguintes marcas: Brahma, Aposta Ganha, Guaraná, Ifood, Zé Delivery, Mercado Pago, 99Moto, Beats e TV Bahia.

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O prefeito Bruno Reis disse neste sábado (10) que a passarela para ambulantes, que começou a funcionar na sexta-feira (9) no Circuito Dodô (Barra-Ondina), após liberação do Corpo de Bombeiros, já se mostrou uma iniciativa bem-sucedida. O gestor municipal pontuou que a mudança implantada pela Prefeitura no trecho mais estreito do circuito Barra-Ondina auxilia no trabalho de muitos profissionais envolvidos no Carnaval, como policiais militares, guardas municipais e equipes de fiscalização. Além disso, acrescentou o prefeito, a estrutura dá mais espaço para os foliões e oferece maior segurança e conforto para os ambulantes.

“Só tivemos a liberação da plataforma para os ambulantes ontem por volta de meio-dia, e ela se confirmou um verdadeiro sucesso”, afirmou Bruno Reis, em entrevista coletiva na Sala de Imprensa Oficial do Carnaval, no Campo Grande (Circuito Osmar). “Todas as pessoas que trabalham ou frequentam o Carnaval sabem o quanto é importante ganhar mais três metros naquele ponto do circuito”, acrescentou.

Além da passarela, a gestão municipal apresentou diversas inovações para melhorar ainda mais as condições de trabalho dos ambulantes, a exemplo do credenciamento on-line, que acabou com as longas filas, e do fim da taxa de inscrição. Citou ainda a iniciativa de acolhimento dos filhos dos ambulantes que estão atuando nos circuitos da festa.

Presidente da Associação Integrada de Vendedores Ambulantes e Feirantes e Microempreendedores de Salvador e Região Metropolitana (Assidivan), Rosemário Lopes elogiou a iniciativa. “Eu acredito que alguns ambulantes ficaram com receio por ser algo novo. No próximo ano, tenho certeza que a briga vai ser para trabalhar no local. Na verdade, o que nós da Assidivan queremos é que ideias como essas sejam expandidas para outros setores do Carnaval, para que os ambulantes fiquem protegidos. Na estrutura, os ambulantes têm todos os equipamentos protegidos, além de mais espaço para eles e também para os foliões. É a política do ganha-ganha”, afirmou.

Na sexta, ao desfilar pelo Circuito Dodô, o cantor Bell Marques também elogiou a passarela. “Essa estrutura nova que a Prefeitura instalou ficou muito bacana. Atenção, pessoal do bloco: se quiserem tomar uma cerveja, comprem aqui do lado direito do trio”, comentou o artista.

Estrutura – Em formato de passarela, o espaço, idealizado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), foi montado atrás da balaustrada entre o Farol da Barra e o Barra Center como uma extensão do calçadão da praia. Com isso, ambulantes que utilizam isopor ficam mais protegidos do público, com mais liberdade para vender suas mercadorias. Por medidas de segurança, só é liberada a utilização do local para dois ambulantes por isopor. Os ambulantes também continuam autorizados a circular pelo circuito com isopores menores para comercializar os produtos.

O espaço passou por ajustes finais, atendendo aos requisitos de segurança e aos itens importantes para qualquer estrutura temporária no Carnaval. Extintores foram colocados no local e toda a documentação solicitada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea) foi apresentada.

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Confete, serpentina, música e muita alegria. Neste sábado (10), a banda da Guarda Municipal de Salvador (GCM) fez a festa das crianças atendidas pelo Programa Salvador Acolhe, projeto da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), que presta assistência para os filhos dos vendedores ambulantes durante o Carnaval.

“Na folia, nós temos um projeto do Carnaval Itinerante que tem como objetivo trazer música para as pessoas que não têm acesso aos circuitos. No centro de acolhimento, a gente traz músicas infantis e muita alegria para as crianças dançarem”, explica Leandro Magalhães, encarregado na GCM.

A ambulante Alana Conceição, de 30 anos, aprovou a iniciativa. Desde o primeiro dia de Carnaval, o filho dela, de oito anos, está em uma das unidades do Salvador Acolhe, instalada na Escola Hildete Lomanto, no bairro do Garcia. “Até agora, estou achando muito bom. Ele está participando de todas as atividades, está brincando. Como estou trabalhando durante toda a festa, irei pegá-lo no fim do Carnaval”, conta.

Ao todo, 600 vagas foram disponibilizadas pelo Salvador Acolhe para crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos. De acordo com Fernanda Lordêlo, secretária da SPMJ, as crianças estão sendo atendidas em cinco unidades espalhadas nos Circuitos Dodô (Barra-Ondina) e Osmar (Centro).

“O Salvador Acolhe é um programa que foi criado para acolher filhos dos ambulantes ou de pessoas que estão trabalhando no Carnaval e estão e não têm com quem deixar seus filhos. São espaços que funcionam 24 horas, em cinco escolas de Salvador”, explicou.

Durante os dias da folia, as crianças têm direito a refeições e uma rotina de atividades lúdicas. Elas também recebem assistência médica e acompanhamento psicossocial. Através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), uma equipe especializada cuida da saúde bucal e realiza atendimentos.

“As cuidadoras trazem as demandas para a gente, e aqui é feito o atendimento médico. Se alguma criança precisar de um atendimento especializado, fazemos encaminhamento, inclusive marcação de consulta. Se for uma intercorrência mais complexa, ela é encaminhada para a UPA”, diz Jéssica Nunes, enfermeira do posto localizado na escola Hildete Lomanto.

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A história do trio elétrico de Dodô e Osmar e a importância do equipamento para o Carnaval de Salvador e de todo o país chamou a atenção da imprensa internacional. A Associated Press (AP), agência de notícias americana com sede na cidade de Nova York e que produz reportagens para os jornais diários e emissoras de rádio e televisão dos Estados Unidos, publicou uma reportagem, neste sábado (10), sobre a evolução do “carro de som” mais famoso do planeta.

Com o título: “Como um Ford decadente lançou uma revolução musical que varreu o Carnaval do Brasil”, a matéria conta a história dos "gigantescos caminhões de som conhecidos como trios elétricos". O texto exalta a origem dos palcos "andantes", em Salvador, criados na década de 1950 por Adolfo do Nascimento (Dodô) e Osmar Macedo, e a importância da inovação para popularizar o Carnaval, tornando-o mais acessível para todos os públicos.

À reportagem, o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, comentou sobre a criação de Dodô e Osmar. "O avanço constante dos trios elétricos significava que qualquer pessoa, rica ou pobre, poderia chegar perto o suficiente da música para senti-la pulsar no corpo".

Ainda no texto, a agência de notícias cita os dois principais circuitos, Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Campo Grande), e explica que os trechos recebem os nomes dos responsáveis por dar pontapé inicial ao trio elétrico, em torno de um Ford T 1929. Nas sete décadas após a sua criação, o trio elétrico evoluiu e se tornou um elemento constante nas festividades carnavalescas, atraindo milhões de pessoas de todos os lugares do mundo.

“É um momento muito especial para Salvador. A cidade está sendo reposicionada como um dos principais destinos turísticos do Brasil, sobretudo neste período de Carnaval, quando a gente destina um grande esforço na plataforma de eventos, por meio das festas populares. Isso contribui bastante para a economia da cidade. É muito importante essa projeção internacional, e nesse caso especificamente de um dos patrimônios da nossa folia momesca, que é o trio elétrico, responsável por despertar o interesse e a curiosidade mundo afora, ajudando a promover a nossa festa”, destacou Isaac.

Contando os cinco dias de pré-Carnaval e mais seis dias da folia oficial em 2024, são esperados cerca de 2.700 horas de música, mais de 400 atrações em palcos temáticos em bairros (Cajazeiras, Itapuã, Paripe, Boca do Rio, Piatã, Pau da Lima, Rio Vermelho, Centro Histórico, Liberdade, Plataforma, Itaigara, Ilha de Maré, Ilha dos Frades e Ilha de Bom Jesus dos Passos) e mais de 700 atrações nos oito circuitos oficiais (Dodô, Osmar, Batatinha, Sérgio Bezerra, Mãe Hilda, Orlando Tapajós, Mestre Bimba e Riachão).

Atrações para a pipoca - Com o intuito de tornar o Carnaval de Salvador cada vez mais popular, a Prefeitura de Salvador apoiou diversos trios independentes na folia deste ano. O circuito Osmar conta as pipocas de Saulo, Ivete Sangalo, Psirico, Xanddy Harmonia, Léo Santana, Parangolé, Oh Polêmico, La Furia, O Poeta, Lincoln, Thiago Aquino, Escandurras, O Kanalha, Timbalada, Afrocidade, Groove da Laje, Marcia Castro, Alexandre Leão, Attooxxa, Orquestra Rumpilezz, A Dama, Quabales, Mambolada, Mudei de Nome e mais dezenas de outros nomes.

O circuito Dodô, na Barra-Ondina, também terá o apoio da gestão municipal com o desfile de trios independentes, com as bandas Timbalada, Lincoln, Tatau, Léo Santana, É o Tchan, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Alinne Rosa, A Dama, Thiago Aquino, Danniel Vieira, Solange Almeida, Filhos de Jorge, FitDance, Pagodart e mais uma série de atrações.

Reportagem: Mattheus Miranda / Secom PMS

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O Bloco As Muquiranas desfilou na tarde deste sábado (10), no Circuito Osmar (Centro), sem as tradicionais pistolas de água, acessório que compunha as fantasias dos foliões. A medida foi adotada após aprovação da lei estadual que proíbe o uso do item, após grande número de casos registrados de importunação sexual a mulheres provocados pelo artefato. No bloco, os associados carregavam o sentimento de alegria e de renovação.

“Somos um dos blocos mais tradicionais do Carnaval e com ou sem pistola, a gente sabe se divertir e se reinventar”, disse Paulo Seixas, de 30 anos, que desfilou carregando um urso de pelúcia do lugar do artefato.

Do lado de fora, os foliões pipoca que acompanhavam a passagem dos trios também comentaram sobre a proibição das pistolas de água. Moradora de Fazenda Coutos, a professora Ana Ramalho, de 36 anos disse que a proibição do equipamento vai garantir um Carnaval mais tranquilo para as mulheres.

“O brinquedo é legal, é Carnaval, tem que brincar, mas para nós mulheres não era tão legal assim. A gente se molhava, bagunçava o nosso cabelo. Com certeza, sem as pistolas, nós vamos conseguir brincar o Carnaval com mais tranquilidade”, comentou.

A bióloga Miriam Batista, de 41 anos, curtia da arquibancada com o filho Emanuel e elogiou a passagem do bloco. “Mesmo sem as pistolas de água, As Muquiranas não perdem o encanto. É um bloco lindo e que transmite a essência do Carnaval. Eles fizeram um belíssimo desfile e contagiaram a todos com essa maravilhosa que só As Muquiranas têm”, elogiou.

Reportagem: Letícia Silva/Secom PMS

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A Defesa Civil de Salvador (Codesal) chama a atenção dos foliões para o uso das serpentinas no Carnaval. Isso porque o item, apesar de parecer inofensivo, pode provocar curtos circuitos e apagões na rede elétrica, além de oferecer riscos à vida de quem brinca a folia.

De acordo com o diretor geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, as serpentinas metálicas são fortes condutores de energias e, quando ficam presas na mão do indivíduo, podem gerar um choque fatal. “Esse é um tipo de ocorrência que já deveria ter deixado de acontecer nos carnavais. A gente vem informando aos foliões ano a ano sobre os riscos que a serpentina provoca, tanto sobre danos na parte material, que são a fiação e os equipamentos públicos, quanto para a vida das pessoas”, disse Macêdo.

As equipes da Codesal, formada por engenheiros e arquitetos, estão realizando o monitoramento do uso da serpentina desde o início do pré-Carnaval. Ao identificarem danos causados pelo item, reportam a situação aos órgãos competentes.

“Quando um caso de curto circuito é registrado, gera uma demanda extra aos parceiros da Coelba e da Diretoria de Iluminação Pública de Salvador, pois rapidamente essas equipes precisam realizar algum tipo de operação para a retirada desses equipamentos e religação da energia em pleno Carnaval. É um transtorno que pode ser evitado”, explica o gestor.

Além disso, a Defesa Civil fiscaliza e orienta ainda os trios que desfilam nas ruas durante o Carnaval. “Também realizamos vistorias nos trios e orientamos o não uso da serpentina. Contamos com a colaboração dos profissionais e dos artistas para que possamos brincar um Carnaval seguro e sem ocorrências. Caso haja um descumprimento dessa orientação, o responsável pode ser notificado”, finalizou.

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