Carnaval

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As estratégias adotadas pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Mobilidade (Semob), para melhorar o tráfego e organizar o embarque e desembarque de passageiros nos circuitos oficiais, se mostraram eficientes ao longo dos seis dias do Carnaval. Ao todo, a operação credenciou 7.283 taxistas e 1.200 mototaxistas, além da disponibilização de 31 pontos para embarque e desembarque, sendo 18 para táxis, oito para mototaxistas e cinco para veículos de aplicativo.

O taxista Glefisson dos Santos, de 50 anos, avaliou, após desembarcar um passageiro no ponto especial do Politeama, que a operação montada pela Semob promoveu uma melhor fluidez de veículos nos arredores dos circuitos. “Consegui chegar em locais na Barra que a gente não chegava. Agora, mesmo, estou vindo de lá com maior facilidade. Entrei com facilidade, saí com facilidade. As filas também estão bem organizadas e os colegas estão respeitando. Isso que importa”, afirmou.

Glefisson, que atua no Carnaval de Salvador há 12 anos, também destacou que o fluxo impactou diretamente na receita obtida entre quinta (8) e terça-feira (13). Segundo ele, houve um aumento de 60%.

Também credenciados para circularem no entorno dos circuitos, os mototaxistas tinham autorização para embarcar e desembarcar passageiros em pontos instalados nas avenidas Oceânica, Centenário, Garibaldi e Joana Angélica, na Praça Cayru e no Terminal da Barroquinha, além do Vale do Canela.

O mototaxista Rafael Vale, de 61 anos, também parabenizou a estratégia adotada neste Carnaval e afirmou que espera ainda mais melhorias para o próximo ano. “Há mais de 10 anos trabalho como mototaxista no Carnaval. Achei que neste ano está bem bacana. Espero que realizem mais melhorias no ano que vem, são sempre bem-vindas”. Ao ser questionado sobre a movimentação, completou: “Lucrei 10% a mais do que em 2023”.

Aprovado - O motorista de aplicativo Cristian Ribeiro, de 30 anos, não trabalhou durante todos os dias da maior festa popular do mundo, mas afirmou que percebeu melhorias significativas tanto na logística quanto na estrutura. “Estou achando muito melhor, comparado aos outros anos. Foram disponibilizados alguns pontos que facilitam o embarque e desembarque de passageiros, reduzindo o engarrafamento”, disse.

Titular da Semob, Fabrizzio Muller avaliou a operação e ressaltou a importância do folião optar por transportes regulamentados pela Prefeitura em todas as festas populares. "São quase 8,5 mil profissionais de táxis e mototáxis aptos a trabalhar nos circuitos. Distribuímos os pontos em locais estratégicos onde tradicionalmente há uma maior demanda, a fim de garantir uma saída mais confortável para os foliões", disse.

Reportagem: Iago Maia / Secom PMS

 

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As estruturas erguidas para o Carnaval de Salvador devem ser desmontadas até o próximo dia 23 de fevereiro. Todas as empresas responsáveis pela instalação de camarotes, praticáveis, arquibancadas e postos operacionais já foram notificadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O órgão irá fiscalizar o desmonte para garantir a segurança da população e a recuperação dos espaços públicos nos circuitos oficiais da festa.

De acordo com o Decreto 20.505/2009, após a desmontagem é concedido mais dez dias para recuperação de áreas públicas que tenham sido danificadas. Para quem descumprir a determinação, será aplicada uma multa diária estabelecida por lei.

O diretor de fiscalização da Sedur, Antonio Lins, afirma que o trabalho será fiscalizado diariamente. “Nossas equipes vão continuar nas ruas para garantir que o desmonte seja realizado de forma segura para os transeuntes e trabalhadores do local, além de garantir que a cidade retome a rotina com agilidade”, ressalta.

Texto: Ascom / Sedur PMS

 

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A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), órgão responsável pelo cadastramento dos vendedores ambulantes no Carnaval de Salvador, segue atuando para melhor atender os trabalhadores nesta terça-feira (13), último dia da folia momesca. Durante os seis dias da festa, a pasta manteve postos instalados pelos circuitos para fiscalizar e preservar o direito de cada vendedor.

A ambulante Dália Marina, de 57 anos, que vende bebidas no Carnaval de Salvador há três edições da festa, parabenizou a atuação dos profissionais da Ordem Pública na folia momesca. "Esse trabalho é muito importante, porque senão vira bagunça", destacou.

Conforme a vendedora ambulante, colegas de trabalho que "não seguem as regras" acabam atrapalhando. "Nós passamos por alguns processos para obedecer as regras e trabalhar de maneira legal. O que eu mais reclamo aqui é que tem uma minoria que não aceita as regras, bagunça muito e acaba dificultando o nosso trabalho”, disse.

“Alguns ambulantes não têm senso coletivo, acham que o trabalho é sempre uma disputa. Se não fosse pela organização da Semop, ficaria impossível fazer nosso dinheiro aqui. Antes e durante o Carnaval nós somos orientados pela secretaria e isso ajuda bastante", completou a ambulante.

O coordenador e fiscal da Semop Ivanei Pereira, que atua no posto montado no Shopping Barra, destacou que o trabalho prestado pelos agentes da secretaria busca sempre atender os ambulantes de maneira humanizada, procurando alertá-los e melhor orientá-los antes e durante a folia. Um exemplo disso, segundo o profissional, foi a aceitação da categoria com a nova 'passarela' montada na Barra.

"Com a plataforma, os ambulantes trabalham protegidos. Eles perceberam que a medida não teve caráter punitivo, muito pelo contrário, no equipamento eles ficaram mais resguardados e desempenharam suas atividades longe do ‘empurra empurra’ e separados de onde passa o trio e todos os foliões", destacou o fiscal.

Ivanei conta que o posto montado na Barra funciona 24 horas e em dois turnos. "Além disso, cinco postos avançados estão instalados no circuito Barra/Ondina. Nós trabalhamos fazendo todo o patrulhamento entre o Cristo até o Barra", acrescentou.

Para este ano, a Semop contabilizou 4,1 mil ambulantes licenciados para atuar no Carnaval de Salvador. No fim do ano passado, a pasta se reuniu com representantes dos ambulantes cadastrados para tratar sobre as normativas do evento. O encontro visou discutir ajustes e garantir o estrito cumprimento da lei, contribuindo para a excelência da maior festa popular de rua do planeta.

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Ambulantes que tiveram algum material apreendido por irregularidade durante o Carnaval podem retirá-los a partir da próxima segunda-feira (19), das 8h às 16h, no Setor de Guarda de Bens (Segub), vinculado à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), sediado na Avenida San Martin, na sede da Guarda Municipal, ao lado da Escola Estadual Luís Eduardo Magalhães.

Nos cinco primeiros dias de Carnaval, foram registradas 9.672 apreensões durante 4.152 abordagens e orientações aos ambulantes, com destaque para 10 kg de carne apreendidas em um sanitário químico situado no Circuito Dodô (Barra/Ondina), além de 2.240 itens considerados perigosos, como espetinhos de churrasco, garrafas e demais objetos de vidro, facas e facões.

O diretor de Serviços Públicos da Semop, Alysson Carvalho, explica que todo material com potencial de ser lesivo ao cidadão, a exemplo de materiais perfurocortantes, churrasqueiras e tudo que possa trazer uma sensação de insegurança, é recolhido pelos agentes da Prefeitura. "Esse material pode ser retirado mediante o pagamento da multa emitida durante o ato de infração, cujo valor será compatível com a gravidade da irregularidade".

Reportagem: Eduardo Santos / Secom PMS

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A Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador identificou mais de 17 mil crianças e adolescentes com pulseiras durante os seis dias do Carnaval 2024, um aumento de 24,7% em comparação ao ano passado. O órgão é pioneiro no serviço de identificação de crianças em grandes eventos, prestando há 10 anos o serviço preventivo.

A ação ocorreu nos três circuitos oficiais da festa, e consiste na entrega de uma pulseira em que constam o nome da criança, do seu responsável e um telefone de contato. A iniciativa é organizada pela Coordenadoria de Ações e Prevenção à Violência (Cprev) com o objetivo de garantir mais segurança às famílias.

Moradora do bairro de Castelo Branco, Hildete Santana aproveitou a terça-feira (13), último dia de Carnaval, para curtir a folia no Campo Grande acompanhada dos três netos. “Assim que eu cheguei procurei logo os guardas para colocar as pulseiras neles. É uma ação importante, principalmente porque eles brincam, correm pela rua inteira. Então, com a pulseira, eles acabam ficando um pouco mais seguros”, contou a idosa.

Maria Paula, mãe do pequeno Levi, de 6 anos, também considera o acessório um aliado importante no Carnaval. “A pulseira acaba trazendo um pouco mais de tranquilidade para a gente. Nunca queremos que nada de ruim aconteça, mas se ele vier a se perder, alguém vai me encontrar rapidamente”, disse.

De acordo com o coordenador do Cprev, James Azevedo, a iniciativa de identificar as crianças integra uma das ações municipais de proteção a esse público, que também marca presença nos circuitos da folia. “A gente faz essa identificação para, caso haja algum problema, as patrulhas consigam encontrar rapidamente o responsável”, conta o gestor.

As distribuições foram feitas pelas equipes em pontos estratégicos da cidade que facilitavam o acesso aos circuitos do Carnaval como a Estação da Lapa, Barra, Avenida Contorno, Avenida Sete, Terreiro de Jesus, bem como no Elevador Lacerda.

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Idosos e pessoas com deficiência contaram com um espaço especial para curtir o Carnaval de Salvador. Neste ano, a Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) disponibilizou três estruturas (no Campo Grande, Piedade e Ondina) para esses foliões aproveitarem a festa em um espaço que promove inclusão, conforto, segurança e uma vista privilegiada dos desfiles.

Montado na Praça da Piedade, com capacidade diária para 150 pessoas com deficiência, o Camarote Acessível instalado no local proporcionou um Carnaval diferenciado para muitos foliões. A coordenadora da estrutura, Daiane Pina, revelou que em 2024 a procura foi muito maior do que durante a folia do ano passado.

"Domingo e terça foram os dias mais procurados. Como a gente lida com o público vulnerável, temos que ter um cuidado muito grande. A nossa maior preocupação é com a superlotação", revelou Daiane. Por isso, segundo a profissional, as inscrições acontecem antes do início da festa. Para o processo, cada pessoa pôde realizar cadastro para até dois dias, e indicar até um acompanhante, com idade igual ou superior a 18 anos.

As estruturas funcionam com programação diferenciada para atender os foliões em meio às atrações que desfilam nos circuitos. "Neste ano, trouxemos personagens fantasiados. Teve desfiles, coroação da Rainha e do Rei. A gente fez brincadeiras, deu brindes", destacou Daiane. No espaço, também foram oferecidos lanches, sucos e água para os cadastrados.

Daiane conta que sua equipe é formada por 22 profissionais. "Aqui na Piedade minha equipe foi formada por especialistas em pessoas com deficiência", completou.

A foliã Daniela Machado, de 42 anos, agradeceu pela oportunidade de participar mais uma vez do Carnaval no Camarote Acessível da Piedade. "É a minha quinta vez aqui. A gente se sente acolhido. Os deficientes merecem um espaço como esse. Nós só temos a agradecer. Eu vim três dias e hoje foi o que mais gostei, pois pude assistir Ivete Sangalo passar", disse.

Os outros Camarotes Acessíveis foram montados no Campo Grande, com capacidade diária para 120 idosos; e em Ondina, para 200 idosos e pessoas com deficiência por dia.

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