Carnaval

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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão vinculado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), está com o ‘bloco’ de agentes de endemias de plantão nos circuitos oficias do carnaval de Salvador, além dos bairros da capital baiana. No domingo (2), os profissionais inspecionaram a fonte na praça do Campo Grande, no Circuito Osmar (Centro), para prevenir possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, dentre outras atividades similares por toda cidade. 

Até o último sábado (1º), terceiro dia da festa, os profissionais já promoveram mais de 200 atividades para garantir prevenção e segurança aos foliões. Entre as ações, estão a utilização de bloqueios de transmissão espacial (UBV) e focal para fechar o cerco contra as arboviroses; inspeção e eliminação de tocas ativas de roedores, no intuito de prevenir a contaminação por leptospirose; e identificação/remoção de colmeia em áreas de grande circulação de pessoas. 

As ações acontecem também em outros bairros da cidade, como Pau da Lima, Bonfim, Pirajá e São Caetano. Ao todo, mais de 300 imóveis foram visitados pelos agentes com o tratamento de 1,5 mil depósitos de possíveis focos do mosquito e a distribuição de 1,7 mil panfletos educativos. 

O titular da SMS, Rodrigo Alves, explica que o expediente especial promove cuidados dentro e fora dos circuitos oficiais. “Nossas equipes estão atentas às demandas da população através do número 156, com a atuação de rotina em imóveis de toda a cidade, bem como nas estruturas ligadas ao Carnaval, a exemplo de monumentos, fontes e centros de convivência. Dessa forma, garantimos a prevenção continuada em toda a cidade”, afirma.

Texto: Ascom/SMS

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"Hoje é dia de cantar a história dos 40 anos do Axé, o amor e a nossa baianidade", declarou Gilson Menezes, mais conhecido como Tatau, antes de arrastar um mar de foliões no circuito Osmar, no Campo Grande, neste domingo (2). 

Com mais de quatro décadas de carreira, o artista levou toda a irreverência das suas canções ao percurso histórico do Carnaval de Salvador, emocionando o público presente. 

Em entrevista concedida antes de dar o pontapé inicial à sua apresentação, Tatau confessou o carinho que tem pelo circuito Osmar, o mais tradicional da folia soteropolitana.

"O circuito é muito especial para mim. Campo Grande é o meu Maracanã. Quando não existia outros circuitos, o Campo Grande era o centro de tudo. Por isso tenho um carinho muito especial. É como se fosse a minha casa. É importante ressaltar que cada passagem no aqui para mim é uma viagem no tempo. E hoje é verdadeiramente um dia para recordar, rebobinar, cantar a história dos 40 anos do Axé", afirmou o artista. 

Autor de inúmeros hinos da música baiana, como "Protesto do Olodum", o músico coleciona outros sucessos que embalaram muitos carnavais, como "Mal Acostumada", "Cobertor", "Carta Branca", "O Texto", "Meu amor é maior", entre outras. Com uma voz marcante e carisma no trio, Tatau mais uma vez conquistou o público e fez com que todos cantassem juntos por todo o percurso. 

Na última quinta-feira (27), primeiro dia da folia momesca, Tatau comandou o trio do bloco Os Mascarados, no circuito Dodô (Barra/Ondina). Na ocasião, Margareth Menezes foi homenageada e, em alguns momentos, dividiu o microfone com o cantor no comando do trio.

Texto: Mattheus Miranda/ Secom PMS

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A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), intensificou a fiscalização no Parque Natural Municipal Marinho da Barra durante o Carnaval, em parceria com a Marinha do Brasil e a Capitania dos Portos.

O objetivo é garantir a preservação ambiental e histórica da área, impedindo que embarcações fiquem fundeadas no local. Muitas delas, lotadas de tripulantes, costumam ancorar na região do Farol da Barra para obter uma visão privilegiada da saída dos trios elétricos.

O parque, que é a primeira Unidade de Conservação Marinha Municipal do Brasil, abrange mais de 300 mil metros quadrados e abriga uma biodiversidade rica, incluindo corais, tartarugas ameaçadas de extinção e sítios arqueológicos submersos, como três naufrágios históricos.

No entanto, o fundeio de lanchas na região pode causar danos irreversíveis ao ecossistema marinho e ao patrimônio cultural. Algumas dessas embarcações, ao lançarem suas âncoras, ameaçam destruir os navios naufragados e os corais.

“A fiscalização ocorre durante todo o ano, mas no Carnaval é intensificada, pois sabemos que essa é uma área estratégica, onde muitas lanchas se reúnem para assistir aos trios elétricos. Com a nova regra, temos mais respaldo para garantir a preservação desse patrimônio ambiental e histórico”, explica Ivan Euler, secretário da Secis.

Desde 2017, um decreto municipal reconhecia a importância da unidade de conservação, mas não proibia explicitamente o fundeio de embarcações. Neste ano, um novo decreto foi publicado, reforçando as regras e tornando a fiscalização mais rigorosa. Agora, nenhuma embarcação pode lançar âncora dentro do parque, sob pena de multa aplicada pela Marinha do Brasil.

A operação conta com um ponto de apoio no Forte Santa Maria, onde duas câmeras monitoram a área em tempo real. Se uma embarcação permanece parada por muito tempo, a Capitania dos Portos e a Salvamar são acionadas para retirá-la do local. Além disso, os agentes patrulham a área em motos aquáticas e abordam diretamente os tripulantes, informando, por meio de megafones, sobre a proibição do fundeio.

“A Salvamar atua com motos aquáticas. Quando uma embarcação é flagrada fazendo fundeio, ou seja, lançando âncora dentro do Parque Marinho, os agentes se aproximam e informam que isso é proibido por decreto. Explicamos a situação, mencionamos o decreto e solicitamos que a embarcação se retire e faça fundeio em outra área da Baía de Todos-os-Santos, mas não aqui”, explica Kailani Dantas, coordenador da Salvamar.

Além da fiscalização do fundeio, a operação também atua contra a pesca submarina ilegal, que ameaça a fauna marinha e compromete o equilíbrio ecológico do parque. Já os esportes aquáticos, como canoagem, stand up paddle e mergulho, são permitidos na área.

“Desde que iniciamos essa ação de fiscalização no Carnaval de 2023, observamos uma redução gradual no número de embarcações ancoradas indevidamente. Em 2023, registramos mais de 100 embarcações ancoradas no local. No ano passado, o número caiu para 47 e, neste Carnaval, contabilizamos apenas 33. Isso mostra que a conscientização está funcionando”, informa João Resch Leal, diretor-geral de gestão do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural da capital baiana (Savam).

Reportagem: Nilson Marinho / Secom PMS

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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) segue atuando para fortalecer os mais diversos cuidados aos foliões no Carnaval de Salvador 2025. Por isso, através da Vigilância Ambiental (Visamb), tem intensificado o monitoramento da qualidade da água dos sistemas que abastecem os circuitos da folia para evitar casos de doenças de veiculação hídrica. 

A iniciativa fortalece a redução do risco à saúde, assegura a prevenção de doenças como diarreias e evita a sobrecarga nas unidades de saúde no pós-Carnaval. “Nossas equipes seguem focadas em garantir a qualidade da água ofertada na cidade, afixando um selo de acompanhamento em local visível nos estabelecimentos visitados, bem como entrega de informativos sobre higienização e monitoramento, focando na prevenção”, destaca o secretário da Saúde, Rodrigo Alves. 

São realizadas a coleta e análise físico-química e microbiológica nos centros de convivência e camarotes, nos postos de saúde circunvizinhos ao evento e dos bairros Nordeste de Amaralina, Periperi e Cajazeiras. Todo o material coletado é encaminhado para o Laboratório Central (Lacen) para análise. 

Vigilância Sanitária – Além da Vigilância Ambiental, a Vigilância Sanitária (Visa) também tem realizado fiscalizações, com o objetivo de verificar que as condições sanitárias estejam sendo cumpridas durante a folia. De acordo com a diretora de Vigilância à Saúde da SMS, Andréa Salvador, as equipes neste período são responsáveis pelas fiscalizações dos pontos de comercialização de bebidas, alimentos, como bares, restaurantes, lanchonetes, assim como também fazemos a fiscalização dos camarotes, serviços de saúde, hospedagem, além dos blocos, carros de apoio, salões de beleza, dentre outros serviços. 

“Nós fazemos também avaliação de todos os módulos de saúde do nosso município, postos de testagem, centros de convivência, de acolhimento das crianças e dos trabalhadores informais. Também atuamos com a fiscalização e orientação educativa do comércio informal e formal, e também da produção de todo o alimento que é distribuído nos centros de distribuição e produção do Catafolia", completa. 

A gestora reforça ainda que as equipes da Visamb também fiscalizam as seis cozinhas industriais montadas para o processo e preparo de distribuição de alimentos e lanches para todo efetivo das forças de segurança que trabalharão no Carnaval. Além disso, a Visa está com um novo projeto, o Programa de Coleta de Alimentos para Consumo em Alguns Camarotes, no intuito de verificar a qualidade sanitária dos alimentos ofertados aos foliões, dado ao grande volume de refeições produzidas. 

"Nossas ações têm um caráter social e vão muito além da fiscalização, e das condições sanitárias dos pontos comerciais. A principal missão da Vigilância Sanitária, sem sombra de dúvidas, é alertar quanto aos riscos sanitários e promover uma conscientização coletiva sobre agravos e doenças que possam ser evitadas", finaliza Andréa Salvador.

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Para garantir o atendimento rápido e eficaz em casos de traumatismos na face e pescoço, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforçou o serviço de bucomaxilofacial durante o carnaval de Salvador deste ano, elevando para seis o número de equipes de cirurgiões especialistas atuando nos circuitos da festa. Até este domingo (2), foram realizados 143 atendimentos especializados em decorrência de lesões e traumas nas regiões da boca, nariz, mandíbula e pescoço; além da realização de suturas. 

Apesar do aumento do número de profissionais atuando no serviço, houve redução de 3% no número de atendimentos em comparação com o mesmo período do ano passado. “Essa diminuição reflete o planejamento, a organização dos serviços públicos e a estrutura montada pela gestão municipal que possibilita melhor mobilidade, mais segurança e diminuição de sinistros nas ruas, sem esquecer de destacar o clima de harmonia que tem prevalecido entre os foliões”, enfatiza o titular da SMS, Rodrigo Alves. 

O gestor municipal destaca ainda a importância do serviço na maior festa de rua do mundo. “A prestação deste serviço desempenha um papel fundamental no carnaval, possibilitando o atendimento rápido e qualificado, e reduzindo a incidência de sequelas graves. As estatísticas apontam que os casos de traumas tratados em até 30 minutos após a ocorrência têm redução de 90% de riscos de deformações faciais irreversíveis. Por isso, o trabalho desses cirurgiões dentistas é de suma importância na folia momesca”, completa. 

Distribuição estratégica – Quatro equipes estão posicionadas em pontos estratégicos dos circuitos: Farol da Barra, módulo Milton Santos (Ondina), módulo da Piedade e módulo Montanha. Outras duas circulam pelos circuitos, prontas para atender as ocorrências de acordo com a demanda.

Texto: Ascom/SMS

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Com uma megaoperação organizada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para o Carnaval de Salvador, a Prefeitura oferece estruturas espalhadas pelos principais circuitos e bairros para foliões e trabalhadores que precisarem de atendimento durante a festa. Nos três primeiros dias, houve uma queda de 18% no número de atendimentos. Foram 1.972 demandas de quinta-feira (27) a sábado (1º), contra 2.047 no mesmo período no ano anterior.

Um dos postos de saúde montados pela Prefeitura fica na Avenida Milton Santos, próximo do Monumento das ‘Gordinhas’, portanto no final do circuito Dodô (Barra-Ondina). Coordenador de enfermagem da unidade, João Mota explica que as ocorrências relacionadas a casos de violência caíram bastante.

“O maior número de ocorrências é por intoxicação alcoólica, alguns casos de intoxicação exógena, relacionada ao uso de drogas. O que a gente percebe em relação aos anos anteriores é que houve significativamente uma diminuição do número de casos de violência, o que é muito bom”, apontou Mota.

O posto começou a funcionar às 7h da última quinta-feira (27) e vai encerrar as atividades apenas às 7h da Quarta-Feira de Cinzas (5). Serão, portanto, seis dias de operação com uma estrutura que conta com 20 leitos e mais um leito de sala vermelha. São atendidos casos de urgência e emergência no local, havendo transferência dos pacientes quando há indicação de procedimentos de maior complexidade, como radiografia e tomografia.

Este ano, o módulo também ganhou uma sala para atendimento a mulheres cis e trans, vítimas de violência ou não, com uma equipe de psicólogos à disposição.

Na tarde deste domingo (2), cinco pacientes estavam na unidade, com casos de intoxicação alimentar, crise hipertensiva, tontura, vertigem e cefaleia. Um desses pacientes, João Nunes, trabalha como segurança em um camarote e se sentiu mal quando ia para o local de trabalho. “Sou diabético. Senti uma tontura. Estava próximo de um posto policial e eles me indicaram vir aqui. Já fui atendido, medicado e só estou aguardando a liberação. O atendimento foi rápido, o pessoal todo gente boa, tratou bem”, elogiou.

Operação - A Prefeitura disponibilizou 13 módulos de saúde e nove postos da Vigilância Sanitária para a megaoperação do Carnaval. São 155 leitos totais, dos quais 13 de estabilização.

Há dez módulos assistenciais distribuídos nos circuitos Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Centro) funcionando ininterruptamente. A SMS disponibiliza ainda estrutura de saúde para os carnavais de bairros no Circuito Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina), em Periperi e Cajazeiras X – nesses dois últimos, os atendimentos foram iniciados no sábado (1º).

Ao todo, são quase 2 mil profissionais envolvidos na operação Saúde. Além disso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está a postos com 20 ambulâncias e 12 motolâncias para dar suporte e agilidade na regulação de pacientes de maior complexidade; além de duas ambulanchas para atender o Carnaval das Ilhas.

As equipes dos módulos são formadas por técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos e corpo administrativo para acolher a população. Nas estruturas é possível realizar desde os primeiros socorros como curativos e aferição de Pressão Arterial (PA) até cirurgias de trauma de pequeno porte na face ; dentre outros procedimentos de urgência e emergência. Além disso, também são oferecidos acolhimento psicológico para casos de ansiedade, surto e transtorno psicótico, através de psiquiatras e psicólogos.

Seis equipes de cirurgiões bucomaxilofaciais atuam na folia este ano, uma a mais do que em 2024. Três equipes estão fixas nos módulos do Farol da Barra, Milton Santos e Montanha e as outras três são móveis. Os profissionais são responsáveis por tratar traumatismos na face e pescoço.

Reportagem: Nilson Marinho e Rodrigo Aguiar / Secom PMS

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