Carnaval

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Até a Quarta-Feira de Cinzas, os circuitos do Carnaval de Salvador terão wi-fi gratuito. Os foliões e as pessoas que irão trabalhar na festa de Momo poderão acessar a internet através da rede #CONECTA_SALVADOR, disponibilizada pela Prefeitura, por meio da Companhia de Governança Eletrônica de Salvador (Cogel). No último fim de semana, quando ocorreram o Fuzuê e o Furdunço, mais de 21 mil pessoas se conectaram gratuitamente à internet.

Esse ano, a cobertura da rede wi-fi gratuita será 20% maior do que em relação à festa de 2017, quando a Prefeitura realizou pela primeira vez um Carnaval digital. Além dos circuitos Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho), os camarotes destinados às pessoas com deficiência, localizados na Piedade e em Ondina, e o Camarote Público, também contarão com internet gratuita.

Os órgãos da administração municipal vão utilizar a rede #COGEL_CORPORATIVO enquanto os profissionais de imprensa terão disponível a rede #COGEL_IMPRENSA, com senha fornecida pela Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

A Cogel também vai disponibilizar links para a transmissão do Carnaval de Salvador através do canal YouTube. Para o diretor-presidente da empresa, Alberto Braga, “a conectividade gratuita vai ajudar a propagar as imagens da maior festa de rua do planeta, que só Salvador sabe fazer, e promover a inclusão digital de todos os participantes do Carnaval, indiscriminadamente”.

Pelo segundo ano consecutivo, a Cogel também vai apoiar a Anatel no combate aos sinais clandestinos de rádio que podem atrapalhar as comunicações oficiais. Além disso, a empresa vai disponibilizar câmeras para monitorar o ordenamento e dar apoio técnico às secretarias de Ordem Pública (Semop) e de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), além da Guarda Civil Municipal (GCM).

 

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As credenciais aprovadas dos profissionais/veículos que irão fazer a cobertura do Carnaval 2018 começam a ser entregues nesta quinta-feira (08), a partir das 18h, na Sala Oficial de Imprensa Cláudio Nogueira, montada no Campo Grande, na Praça Dois de Julho, atrás dos camarotes oficiais. No mesmo dia, acontece a inauguração do espaço, com a presença do prefeito ACM Neto, do jornalista homenageado e de outras autoridades e artistas da folia.

A entrega das credenciais prossegue no mesmo local na sexta-feira (09), das 9h às 17h, e segue até domingo (11), no mesmo horário. É possível enviar representante autorizado a retirar as credenciais, desde que devidamente identificado com crachá do veículo e após comunicação prévia à Secretaria de Comunicação (Secom).

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Ao som da República dos Tambores, com os Filhos de Gandhy e Didá, a Casa do Carnaval foi oficialmente aberta nesta segunda-feira (5) pelo prefeito ACM Neto, em cerimônia realizada na praça da Sé. Estiveram presentes o vice-prefeito Bruno Reis; o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão; o superintendente do Iphan na Bahia, Bruno Tavares; demais autoridades, artistas, imprensa e população.

O prefeito lembrou, mais uma vez, que a palavra "impossível" tem sido vencida pelo soteropolitano, e a inauguração da Casa do Carnaval é um exemplo disso: a estrutura foi montada em menos de seis meses. Esse evento também serve para mostrar para o Brasil que a Prefeitura se preocupa com o Centro Histórico, que viveu anos de abandono. O Carnaval este ano é especial, porque a sua casa também está aqui, cravada no Pelourinho", afirmou ACM Neto.

"Muito feliz em apresentar essa casa, que tem muito conteúdo de história. Salvador vai ter um museu interativo, para brincar e dançar o Carnaval. Espero que todos possam visitar", afirmou o curador do espaço, Gringo Cardia.

O secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult), Cláudio Tinoco, ressaltou o clima de alegria por a capital baiana receber um equipamento deste porte. "É uma verdadeira tarde de Carnaval. Nos próximos dias, a população de Salvador vai poder perceber a dimensão dessa obra. Foram muitas pessoas envolvidas para que este sonho antigo se tornasse realidade. Desde o início da gestão, houve a ideia de implantar na cidade equipamentos culturais inovadores, como a Casa do Rio Vermelho e os espaços Carybé e Pierre Verger. Para este equipamento, mais de 200 artistas colaboraram, de alguma maneira, com a composição do acervo", salientou Tinoco.

A presidente nacional do Iphan, Kátia Bergé, ressaltou que investimentos feitos na recuperação de imóveis como o do Frontispício da Sé só valem a pena se o espaço for ocupado pelas pessoas. "Salvador, pela intensa cultura que possui, merecia um equipamento como esse."

Visita - Após a cerimônia, o prefeito ACM Neto, demais autoridades e convidados visitaram as instalações do museu. A entrada foi marcada pela apresentação de Armandinho, Dodô e Osmar, e os Mascarados de Maragogipe. Artistas como Daniela Mercury, Mariene de Castro e Xanddy, do Harmonia do Samba, também foram prestigiar a Casa do Carnaval.

Funcionamento - A partir do dia 15 e durante todo o mês de fevereiro, a Casa do Carnaval funcionará apenas para grupos agendados, em esquema soft opening. A partir de março, será aberto ao público das 11h às 19h. Os ingressos custarão R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). O telefone para fazer o agendamento é (71) 3324-6760.

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Os foliões que desejarem ir com os próprios veículos para o Carnaval poderão contar com quase 5 mil vagas de estacionamento, que foram disponibilizadas pela Transalvador. Será possível optar pelo estacionamento Zona Azul, nas proximidades dos circuitos, ou ainda pelos estacionamentos remotos, nos shoppings Salvador e Salvador Norte.

As vagas de Zona Azul estarão distribuídas em vias próximas aos circuitos Dodô (Barra – Ondina) e Osmar (Campo Grande – Praça Castro Alves). Serão, ao todo, 2.890 vagas, com valor único de R$20 a cartela, localizadas na marginal da avenida Anita Garibaldi, no acesso à Federação; Avenida Anita Garibaldi, sentido Centro, trecho entre o Hospital Jorge Valente e o Monumento a Clériston Andrade, incluindo as marginais; Avenida Anita Garibaldi, sentido Rio Vermelho, trecho a partir da Alameda Guedevile; Av. Estados Unidos; Av. da França; Rua Portugal; Rua da Conceição da Praia; Rua da Mouraria; Av. Joana Angélica/UCSAL, entre o IPS e a Rua Nova do Paraíso; Rua da Salete; Ladeira do Salete e Vale dos Barris.

Também haverá vagas de zona azul na rua Comendador José Alves Ferreira; Rua Professor Paulo Almeida (atrás da GTRAN); Ladeira da Fonte (Concha Acústica); Rua Professor Aristides Novis, São Lázaro - Federação; Av. Reitor Miguel Calmon (Vale do Canela), trecho entre o Colégio Odorico Tavares e a Concessionária Marvel; Rua Juiz Rosalvo Torres, marginal da Av. Centenário, sentido Barris; Rua Sabino Silva, em ambos os sentidos, a partir do primeiro retorno sentido Ondina; Av. J. J. Seabra, trecho entre o Terminal Aquidabã e o Mercado São Miguel.

Já quem preferir deixar o veículo num local mais distante da festa, terá a opção de utilizar os estacionamentos remotos nos shoppings Salvador e Salvador Norte. Serão 2 mil vagas disponibilizadas nos centros de compras, sendo 1.200 no Salvador Shopping, e 800 no Salvador Norte. Os foliões que optarem pode deixar seus veículos nestes locais poderão utilizar o Expresso Carnaval, um ônibus que fará o trajeto entre o centro de compras e a festa, deixando-os em locais como Ondina, Barra e avenida Anita Garibaldi. O Expresso terá o valor único de R$25 por pessoa, para ida e volta.

Proibição – Os condutores deverão estar atentos também aos locais onde não será permitido o estacionamento de veículos. São eles a rua Djalma Ramos, a partir da intersecção com a Rua Deocleciano Barreto até o Edifício Portal da Avenida; Av. Centenário; Rua Deocleciano Barreto entre a Av. Centenário e o número 226; Rua Miguel Burnier; Rua Afonso Celso; Rua Marquês de Caravelas, entre a Av. Oceânica e a Rua Miguel Burnier; Rua Alfredo Magalhães; Rua Prof. Lemos Brito, trecho entre a av. Oceânica e a Rua Afonso Celso; Rua Francisco Otaviano; Rua Prof. Fernando Luz; Rua Leoni Ramos; Av. Princesa Izabel; e a Av. Princesa Leopoldina, em ambos os sentidos.

Também não será permitido o estacionamento na Av. Sete de Setembro - da Ladeira da Barra ao Farol da Barra; Av. Presidente Vargas (Rua N); Av. Adhemar de Barros; Av. Oceânica – em toda sua extensão; Rua da Paciência; Rua João Gomes; Av. Reitor Miguel Calmon (Vale do Canela), exceto o trecho entre o Colégio Odorico Tavares e a Concessionária Marvel, que é regulamentado como estacionamento Zona Azul; e na Av. Anita Garibaldi, no trecho compreendido entre a Praça Lord Cochrane e o Monumento a Clériston Andrade, em ambos os sentidos.

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O primeiro museu do Carnaval só poderia ser criado aqui, na terra da alegria. E a festa, que antes tinha apenas endereço móvel (o trio elétrico), agora possui residência fixa. Lugar melhor não haveria de ser: a Casa do Carnaval, inaugurada pela Prefeitura nesta segunda-feira (5), está situada no Centro Histórico da primeira capital do Brasil, ao lado da Catedral Basílica de São Salvador, entre o Terreiro de Jesus e a Praça da Sé, colada no Plano Inclinado Gonçalves, tendo como testemunha das estripulias de Momo lá contadas uma inspiradora vista da Baía de Todos-os-Santos. 

Antes, o imóvel abrigava a antiga Casa do Frontispício, tendo sido restaurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e  Artístico Nacional (Iphan) para receber o museu, fruto de um investimento de R$5 milhões da Prefeitura. O desafio foi contar tanta história em quatro pavimentos: o térreo, o primeiro andar, o terraço e o subsolo. Mas, com o uso da tecnologia e da interatividade, a Casa do Carnaval consegue mais do que isso: se torna uma divertida experiência sensorial que faz um panorama, em diversos recortes temáticos, da festa que está no âmago da cultura popular, das transformações sociais e da formação da identidade de um povo. 

Com curadoria de Gringo Gardia, o mesmo que comandou, também em Salvador, o projeto de implantação da Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai (um memorial instalado no imóvel onde o casal de escritores viveu), o museu da folia abre-alas para um passeio pela histórica do Carnaval de uma forma lúdica e bem pessoal, como é a experiência da festa para cada um. No térreo, o visitante tem à disposição uma biblioteca de livros visuais relacionados ao Carnaval, a Salvador e suas artes e tradições. Logo depois, ele é levado a percorrer vários caminhos que revelam as singularidades de uma festa tão plural, dinâmica e libertária, onde cada um se acha no direito de ser quem quer.

Origens – Após a recepção e biblioteca, o visitante acessa, ainda no térreo, a sala Origens do Carnaval, que tem capacidade para 20 pessoas e onde são apresentados os temas que compõem os primórdios da história da folia até os dias atuais. Essa sala é repleta de 200 bonecos feitos com cerâmica que representam figuras típicas de Momo na cidade, como o ambulante, o cordeiro, o policial, o filho de Gandhy e personagens conhecidos como Nelson Maleiro, Riachão, Gerônimo e Luís Caldas. Os bonecos foram feitos especialmente para a Casa do Carnaval pela artesã Cibele Sales, que antes se dedicava apenas a confeccionar, em cerâmica, representações belíssimas de baianas e de Orixás do Candomblé. Ela contou com a ajuda do filho, Gustavo Barreto, que fez as miniaturas dos instrumentos.

A cenografia desta sala mistura elementos da nobreza, como o chão vermelho e um grande sombreiro imperial no meio do teto (semelhante àqueles usados pelo Cortejo Afro), circundado por uma explosão de luzes multicoloridas. Uma grande maquete da Praça Castro Alves na parede serve como tela mapeada de um vídeo que explica o simbolismo desse espaço, o território da liberdade e da mistura famosa pelo encontro de trios, no nascimento do Carnaval contemporâneo. Cada visitante acompanha esta e as outras seis projeções em vídeo desta sala com um fone de ouvido que ele recebe ao entrar na sala. Individualmente, o visitante pode acessar qualquer uma das seis projeções. 

Uma outra maquete dos circuitos Osmar (Centro) e Dodô (Barra-Ondina) é o chamariz para um outro vídeo que conta como Salvador desenvolveu uma tecnologia que permite abrigar cerca de dois milhões de pessoas durante o Carnaval sem que ocorram incidentes graves com grandes aglomerações. Aliás, isso ainda é fruto de estudos no mundo inteiro e, ao lado da logística e da gestão, são tecnologias exportadas quando o assunto é a realização de grandes eventos.  O vídeo aborda ainda questões econômicas da festa, bem como a infraestrutura para que tudo ocorra normalmente.

Os outros vídeos da sala Origens do Carnaval abordam temas como a história da folia desde os entrudos até o surgimento da fantasia da baiana difundida pela Princesa Isabel, passando pelas lavagens e festejos populares; a festa das elites e do povão, vividas nos clubes e salões e nos blocos, cordões e batucadas, respectivamente, durante a primeira metade do século XX; os afoxés que homenageavam os aborígenes norte-americanos; as escolas de samba (sim, a capital baiana também teve desfile alegórico, a exemplo do que ocorre tradicionalmente no Rio de Janeiro) e agremiações de índios brasileiros. 

Sala da criatividade

O segundo compartimento do andar térreo, chamado de Sala de Criatividade e Ritmos do Carnaval da Bahia, apresenta 12 vídeos sobre a diversidade, a mistura, a evolução, a irreverência e a criatividade da festa. Juntos com os vídeos, diversas vitrines mostram instalações referentes aos assuntos exibidos e também a memorabilia de instrumentos, fantasias, figurinos de celebridades do Carnaval emprestados ao museu e elementos cenográficos para imersão do visitante em cada tema.

As vitrines são visualmente divididas em ambientes de cores diferentes interligados, dando um aspecto futurista à sala. Luzes vibrantes, fitas de LED e refletores com efeitos especiais promovem a vibração da folia de som e luz. O percurso é livre pelo espaço e o visitante ouve o conteúdo dos vídeos individualmente através do fone que recebe na entrada. A capacidade máxima dessa sala é de 40 pessoas distribuídas ao longo do percurso.

Na vitrine dos trios elétricos, miniaturas feitas por artistas populares representam desde a primeira Fobica até os mais modernos veículos com tecnologia e conforto. Na vitrine do visual do Carnaval, maquetes de decorações antigas mostram a evolução e as diversas técnicas usadas pelos artistas plásticos da festa: Juarez Paraíso, Ray Vianna, J. Cunha e Alberto Pitta, personalidades que colaboraram com a construção do museu, estão entre eles. Desenhos dos artistas também integram o espaço, com a história narrada em vídeo.

O Carnaval do interior tem um espaço nessa sala, com destaque para Os Caretas de Maragogipe e Os Cães de Jacobina, que têm as fantasias reais expostas no teto. Uma escultura do Exus dos Cães de Jacobina também está lá no espaço, adornado como as festas de largo do interior baiano.   

Roupas emprestadas - Um espaço central, com teto e piso espelhados, é dedicado aos cantores e cantoras do Carnaval, com suas várias fantasias e roupas icônicas. Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Carla Perez e Daniela Mercury, entre outros, emprestaram peças originais de seus figurinos e instrumentos musicais para o museu. Assim que souberam do projeto da Prefeitura de Salvador de tornar realidade o antigo sonho da cidade de ter um equipamento desse tipo, praticamente todos os artistas da música baiana, sejam os mais novos ou aqueles possuem mais tempo de trio, se colocaram à disposição para contribuir de alguma forma.  

Um espaço especial é dedicado à exuberância do Carnaval afro de Salvador, com seus tecidos, planejamentos e ornamentos que remetem às origens daquele continente. Um teto feito de tecidos africanos, elaborado pelo artista plástico J. Cunha, famoso pela criação de fantasias do bloco Ilê Aiyê, entre outros trabalhos, dá uma atmosfera tribal ritualística a essa vitrine. Nela estão fantasias e roupas do próprio Ilê, do Cortejo Afro, do Muzenza, do Malê de Balê e do Olodum. Nesta vitrine também está disponível o vídeo “O Carnaval da Bahia visto pelo mundo”, que mostra a presença de figuras internacionais ilustres aproveitando ou pongando no gingado dos baianos, como Michael Jackson e Paul Simon, que cantaram ao som do batuque do Olodum, e até Charles Darwin. Afinal, a folia de Momo soteropolitana não é pop apenas aqui na boa terra. 

Pau elétrico - Outro espaço é dedicado ao tambor, ao pau elétrico, às guitarras baianas e outros instrumentos do Carnaval. O teto é coberto com tambores pintados por Ray Vianna nos mesmos moldes dos primeiros instrumentos da Timbalada, também feitos pelo artista plástico que possui décadas trabalhando na folia. Essa vitrine é coberta por instrumentos usados no Carnaval e cedidos pelos artistas. O espaço conta com dois vídeos. 

Outra área também coberta de espelhos e luzes refletidas e multiplicadas mostra mais três vídeos nesta sala: “Bloco de trio”, “A liberdade e a irreverência do Carnaval” e “A mistura de ritmos no caldeirão da antropofagia do Carnaval”.  No final da sala, um monitor recolhe todos os fones e aparelhos usados e encaminha o visitante de volta à recepção. Mas o passeio pela história e pelas sensações da folia ainda continua e, no segundo pavimento, vai mexer com o corpo e o espírito de quem quiser brincar.

Experiência para o corpo

No primeiro andar da Casa do Carnaval, duas salas de cinema interativo com danças e ritmos complementam a visita com entretenimento para grupos de 30 pessoas por sala e por sessão. Ao comprar o ingresso, o visitante escolhe a sessão do filme que quer ver, e cada uma dura 10 minutos, com outros 5 para fotos com os ornamentos disponibilizados nos dois espaços para caracterização, pois a brincadeira precisa ser completa. Quem quiser só assistir fica no cantinho.

Ao entrar na sala, o visitante é incentivado pelos monitores a participar da dança ou da percussão de uma maneira simples. Para cada filme, a pessoa pode pegar e usar elementos para se sentir dentro da festa. Fantasias, instrumentos de percussão, mamãe-sacodes e turbantes são alguns desses objetos armazenados em estantes.

Durante os filmes, que ensinam 11 danças no total, bailarinos originários de grupos de dança conceituados se movimentam na tela ao mesmo tempo em que o monitor da sala também desempenha o papel de professor das coreografias. Entre as danças estão aquelas engraçadas, que fizeram sucesso de público e renda, a exemplo das imortalizadas por grupos como É o Tchan. Há também performances para canções executadas por Carlinhos Brown, Igor Kannário, Saulo Fernandes e Claudia Leitte, entre outros. 

As duas salas possuem efeitos de luz, vento, aromas e, claro, um som de alta qualidade, com uma acústica totalmente isolada do ambiente externo. Ou seja, a experiência sensorial é total.  Na sala de espera situada no mezanino deste andar, vitrines nas paredes revelam objetos e vestuários de artistas consagrados do Carnaval. E os dois espaços para o cinema interativo podem ser usados na programação cultural da Casa do Carnaval para seminários, palestras, cursos e exibição de filmes ou documentários, com cadeiras removíveis.

Terraço e subsolo

No terraço, onde há uma das mais belas vistas da Baía de Todos-os-Santos, a cenografia traz a temática das festas de largo com mobília original e ornamentos. Todo ambiente possui cores fortes e desenhos baseados nos grafismos modernistas dessas festas típicas. O teto coberto de fitas se estende até o final do terraço, possibilitando um local assombreado para as mesas ao ar livre. Um segundo plano do espaço tem a opção de lounge, com locais para sentar e mesas altas para bares volantes, com pequeno palco para pocket shows acústicos.

Já o subsolo da Casa do Carnaval possui arquivo multimídia com biblioteca especializada composta por livros e documentos em geral sobre a folia. Trata-se de um espaço voltado para pesquisadores e universitários. A visita precisa ser agendada. Assim como todo o museu, que estará em permanente atualização, o conteúdo e o material sobre a história da festa espalhados em arquivos públicos ou privados poderão ser armazenados de forma digital no subsolo para a livre utilização de pesquisadores, visto que esse é um dos objetivos da Casa: o de ser uma referência e um polo irradiador de conhecimento sobre a folia de Momo em Salvador, que, não demora, vai se tornar Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Livro com primeiros textos

Com tiragem inicial de mil exemplares, o livro “A Casa do Carnaval – Primeiros Textos” está disponível no museu para quem deseje se aprofundar em 11 textos sobre temas que envolvem a festa, a exemplo da história, dos afoxés, dos blocos afro, mídia e mercado e da relação da folia com a cidade, que nem sempre é fácil, pois o evento mexe com a vida mesmo daqueles que não curtem a brincadeira. O livro foi organizado pelo professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Paulo Miguez, pesquisador do Carnaval.

Informações úteis

A Casa do Carnaval funciona de terça a domingo, das 11h às 19h. O ingresso custa R$50 (inteira) e R$25 (meia).

Ficha técnica

A Casa do Carnaval tem supervisão geral da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. A curadoria e concepção cenográfica é de Gringo Gardia, com consultoria acadêmica de conteúdo do professor da Ufba Paulo Miguez e consultoria artística sobre a festa do produtor musical Jonga Cunha. A historiadora e editora Bete Capinam participou da pesquisa e assistência de direção de conteúdo. Também foram convidados para participar do projeto os pesquisadores: Antônio RisérioArmando CastroCaroline FantinelCharles SodréEdvard Passos,Fred GóesNelson CadenaMilton MouraMerina Aragão e Paulo Costa Lima.

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Já consolidado como braço pulsante da folia soteropolitana, o pré-Carnaval do Fuzuê e do Furdunço, realizados no último fim de semana, foi responsável por levar cerca de 2 milhões de pessoas ao circuito Orlando Tapajós, que faz o contrafluxo da Orla da Barra, a partir do Clube Espanhol, com destino ao Farol da Barra.

Internet gratuita - Durante a realização do Fuzuê, no sábado (3), quando cerca de 800 mil foliões participaram da festa, a Companhia de Governança Eletrônica do Salvador (Cogel) registrou 6.069 acessos à rede gratuita de WI-FI disponibilizada pela Prefeitura, em todo o trajeto, enquanto as pessoas caiam na gandaia ao som de bandas de sopro e percussão, trazendo a memória de velhos carnavais. Já no Furdunço, 7.902 acessos foram registrados pela Cogel. Lembrando que, como ocorreu no ano passado, a medida também será adotada nos circuitos do carnaval.

Transporte - Durante a operação especial de Transporte do final de semana para o Fuzuê e Furdunço, que aconteceu nos dias 3 e 4, foram transportados 900 mil passageiros, sendo 400 mil no sábado, no Fuzuê, e 500 mil no domingo, durante o Furdunço. A operação com táxis e mototáxis se deu a contento atendendo a demanda da população.

Fiscalização - O trabalho de fiscalização realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), nos dois dias de Carnaval antecipado, resultou na realização de 70 vistorias, sendo 25 no sábado e 45 no dia seguinte. No Fuzuê, foram contabilizados ainda quatro notificações dois autos de infração uma Interdição física de atividade comercial, por não possuir licença da Prefeitura; desobstrução de via por gradil , apreensão de 545 panfletos e sete garrafas de vidro em estabelecimento comercial.

Já no domingo, durante o Furdunço, 22 notificações foram expedidas, bem como cinco licenciamentos de balcão, seis remoções - sendo três estabelecimentos com gradil e três com mesas e cadeiras na área de passeio. Foram apreendidos ainda dois panfletos, 14 balões e 101 abanos publicitários.

Guarda - Além de compor o corpo operacional dos demais órgãos municipais, a Guarda Civil Municipal (GCM) atuou de forma intensa durante a realização do pré-Carnaval. Dentre as ações realizadas constam conduções de infratores para a delegacia da Barra, além de diversos documentos perdidos que foram encontrados no circuito e serão limpos e protocolados pela Coordenadoria de Ações e Prevenção à Violência, para que possam ser devolvidos à população.

Ordenamento - Durante os dois de festa, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) trabalhou com um efetivo de cerca de 400 agentes, entre fiscalização e salva-vidas. No Fuzuê, 19 litros de bebida artesanal foram encontrados e descartados, conforme previsto no Decreto 011/2018, que trata das atividades de comércio informal nas festas populares de 2018.

Os agentes de combate à poluição sonora vistoriaram 12 estabelecimentos licenciados e emitiram uma notificação, resultando no encerramento da atividade sonora que não possuía autorização. Já no Furdunço, foram monitorados 38 trios elétricos, seis camarotes e desativado um veículo com som no circuito da folia.

Salvamar - Nos dois dias de festa, a Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar) registrou 10 ocorrências, entre resgates e prevenções. No período, nenhum óbito foi registrado.

Limpeza urbana - Tendo os trabalhos iniciados assim que a última atração deixou a concentração e término estimado por volta das 8h do dia seguinte, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) recolheu 94,7 toneladas de resíduos das ruas da Barra durante a realização do pré-Carnaval, no último fim de semana.

Para efetuar a limpeza da Avenida Oceânica, foram necessários 515 mil litros de água e 920 litros de detergente aromatizante, nos dois dias de festa. Durante a operação, a Limpurb contou com um efetivo de 160 agentes após o Fuzuê e 176 depois da realização do Furdunço, além de 30 veículos, somadas as duas operações.

Saúde - Durante o Fuzuê, o módulo assistencial à saúde montado pela Prefeitura nas proximidades do Farol da Barra, exclusivamente para a festa, registrou apenas 12 ocorrências no sábado (3), sendo que a maioria dos casos foi de natureza clínica (8) como enjoo, intoxicação alcoólica e cefaleia. Também foram contabilizados três traumas ortopédicos e um procedimento cirúrgico durante o festejo.

O módulo assistencial instalado nas mediações do Farol da Barra volta a funcionar a partir das 14h para garantir a atenção à saúde de soteropolitanos e turistas durante o Furdunço. No dia seguinte, 70 atendimentos foram contabilizados durante a festa do Furdunço, o que demonstra uma redução de 19% em relação ao ano passado, quando foram contabilizados 86 ocorrências na festa. Náusea, cefaleia e intoxicação alcoólica lideraram as principais causas das admissões no posto, com 50 ocorrências.

Manutenção - Mais de 50 caixas de águas pluviais foram esvaziadas pela Secretaria Municipal de Manutenção (Seman), durante o pré-Carnaval deste fim de semana. Além disso, a secretaria realizou reparos em meios-fios e calçadas por todo o percurso da festa, sem registrar, entretanto, maiores prejuízos.

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