A folia de Momo chega ao fim nesta terça-feira (13), mas a experiência poderá ser vivida o ano todo na Casa do Carnaval, espaço interativo que reúne a memória da festa na Bahia em arquivo material, adereços, esculturas, vídeos e áudios, tudo com muita interação e ambientes lúdicos. Inaugurado no último dia 5, o primeiro museu sobre a festa do país estará aberto a visitações de terça a domingo, sempre das das 11h às 19h.
Localizado entre o Terreiro de Jesus e a Praça da Sé, ao lado do Plano Inclinado Gonçalves, o museu já recebeu 423 visitantes. Além do público baiano e de turistas, já estiveram no local os artistas Daniela Mercury, Xanddy, Márcio Victor, Armandinho, Mariene de Castro, Gerônimo, Vovô do Ilê e Carlinhos Brown.
Na Casa do Carnaval, o visitante tem à disposição uma biblioteca de livros relacionados à folia, além da Sala das Origens, que exibe 200 bonecos feitos com cerâmica, representando figuras típicas de Momo na cidade, como o cordeiro, os Filhos de Gandhy e alguns dos principais cantores, feitos pela artesã Cibele Sales. Isso sem falar em maquetes animadas dos circuitos.
Memória − A Casa do Carnaval ainda possibilita acesso à memória do Carnaval do interior por meio da exposição de fantasias reais dos Cães de Jacobina e dos Caretas de Maragogipe. Roupas e fantasias icônicas de cantores da Axé Music, como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Carlinhos Brown e de blocos afro também podem ser conferidas de perto, assim como instrumentos musicais emprestados por artistas.
Experiência viva − Nas duas salas de cinema da Casa, no primeiro andar, os visitantes podem viver a experiência da folia, por meio de adereços como mamãe-sacode, fantasia e até instrumentos de percussão. Nelas são exibidos filmes que ensinam como dançar 11 coreografias do Carnaval.
"A Casa do Carnaval é um equipamento que proporciona ao público fazer uma imersão nos aspectos artísticos, culturais, musicais e econômicos da festa. Nas salas de cinema, o visitante tem a oportunidade de reviver a experiência única que a folia proporciona. Com a Casa do Carnaval, esse contato com a festa pode acontecer o ano inteiro”, conta o secretário municipal de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco.
Acesso − Para ter acesso ao espaço nesse primeiro mês de teste, é preciso realizar agendamento prévio por meio do telefone 71 3324-6760. As visitas agendadas e gratuitas nesse primeiro mês são realizadas nos horários das 11h, 14h30 e 16h30, com a entrada de 80 pessoas por período.
O número de cervejas vendidas irregularmente no Carnaval deste ano já supera o da festa de 2017. De acordo com balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), já foram apreendidas 15.725 unidades de cervejas que não eram do patrocinador oficial da festa, contra 7.758 registradas em 2017. O quantitativo superior é fruto de um trabalho de fiscalização intenso da pasta nos corredores oficias da folia. As apreensões estão em conformidade com o Decreto 29.485/18, que dispõe sobre a exploração de atividades no Carnaval e a exclusividade da marca patrocinadora.
A Sedur realizou até hoje (13), último dia de folia na capital baiana, 3.024 vistorias em camarotes, balcões, arquibancada, praticáveis, marquises e outros tipos de estabelecimentos presentes nos circuitos do Carnaval 2018. Como resultado deste processo foram emitidas 526 notificações em função publicidade ou atividades irregulares, entre outros quesitos. Durante as vistorias diárias realizadas nos camarotes, os profissionais da Sedur também encontraram irregularidades que levaram a interdição de três espaços: os camarotes Casa D'tália, Schin e Tribus, sendo que apenas este último não foi desinterditado.
Segundo a Sedur, alguns dados expressivos de apreensões também foram registrados pelo órgão nestes dias de festa carnavalesca. Apenas de bebidas em garrafas de vidro, item que tem comercialização proibida por decreto municipal em festas de grande porte como Carnaval, foram 617 apreensões.
Segundo o secretário da pasta, Sérgio Guanabara, os resultados das atividades realizadas dentro da Operação Carnaval foram positivos. "Não tivemos nenhuma intercorrência na operação. Todas as estruturas licenciadas começaram o Carnaval do mesmo modo que estão terminando, de forma segura. Então, alcançamos o objetivo maior que era de assegurar maior segurança possível para as pessoas que estavam usufruindo da festa", avaliou.
As barreiras de trânsito montadas pela Transalvador para o Carnaval serão desmontadas nesta quarta-feira (14). A partir das 13h, as vias interditadas na região do Centro estarão novamente liberadas para o tráfego normal de veículos. Na Barra, a previsão de liberação é também a partir das 13h, só que de forma progressiva, devido ao arrastão organizado por Daniel Vieira e Léo Santana na Quarta-feira de Cinzas, que ocorre entre o Farol da Barra e Ondina.
Montadas desde a madrugada da última quinta-feira (08), primeiro dia oficial do Carnaval, as barreiras controlavam o fluxo de veículos nos circuitos, sendo liberada a passagem apenas de moradores e veículos autorizados através de credenciais emitidas pela Transalvador. Ao todo, foram instaladas 113 barreiras, sendo 72 no circuito Dodô (Barra/Ondina) e outras 41 nos circuitos Osmar e Batatinha (Centro).
“Eta pipoca linda”. Com esta saudação, a rainha da Axé Music subiu no trio nesta terça-feira de folia no Circuito Osmar (Centro). Seguida por uma legião de súditos, Daniela Mercury, conhecida por sua defesa as causas LGBT, foi ovacionada pelos foliões. “Ela é irreverente, tem coragem de levantar esta bandeira nesse mundo cheio de preconceitos”, disse o figurinista Maurício Martins.
Usando um vestido vermelho esvoaçante, Daniela cantou para Iansã, deusa dos raios e trovões, e foi aplaudida de pé pela arquibancada. “Amo a música, o trabalho dela é incrível”, declarou Maria Paula Rodrigues, arquiteta.
Na passarela do Campo Grande, Daniela fez uma apresentação de tirar o fôlego, iniciada ao som de “Banzeiro”. Acostuma a inovações durante o Carnaval, decidiu fazer uma brincadeira e eleger o samba como presidente. Para isso, reproduziu a atmosfera do “Cassino do Chacrinha”, onde cada participante representava um tipo de samba: reggae, enredo, de roda e tantos outros. Entre os convidados, a Companhia Baiana de Patifaria, que está completando 30 anos de fundação, e a cantora Amanda Santiago, que fez a defesa do samba reggae, cantando um pout pourri.
Os foliões entraram no clima. Para votar era só cantar bem alto. A eleição acontecerá ao longo do circuito. A rainha se despediu com a canção que a lançou para o mundo, “Canto da cidade”, e a reação dos súditos não poderia ser diferente, um coral afinadíssimo seguiu entoado cada acorde.
Cerca de 1,2 mil pessoas já passaram pelos Camarotes Sociais instalados pela Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) nos dois circuitos do Carnaval para receber idosos e pessoas com deficiência. São três unidades localizadas em pontos estratégicos da festa (Campo Grande, Piedade e Ondina). Além de proporcionar diversão com segurança e tranquilidade, são disponibilizados lanches leves e balanceados, água e um acompanhamento, que envolve a equipe da Semps e demais profissionais, como educadores, enfermeiros, fisioterapeutas e assistentes sociais.
No Campo Grande, o espaço é destinado ao acolhimento de idosos. Por lá, já passaram 411 pessoas. Na Piedade, o espaço já recebeu 378 pessoas com deficiência. Em Ondina, no camarote montado tanto para idosos quanto para pessoas com deficiência, já passaram 365. Todas as três unidades dos camarotes sociais, que estão abertas desde sexta-feira (09), acolhem esse segmento de foliões até esta terça-feira (13): Campo Grande, até 20h; Piedade, até 21h; e Ondina, até 3h.
O acesso a esses equipamentos se dá via demanda espontânea (idosos ou pessoas com deficiência que se interessem em curtir a folia em um desses três equipamentos e realizam suas inscrições na Semps) ou por meio da parceria da pasta com instituições que cuidam e acolhem idosos e pessoas com deficiências, a exemplo dos Abrigos D. Pedro II, São Gabriel e Salvador; das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid); da Associação dos Pensionistas e Aposentados da Previdência Social da Bahia (Asaprev); dentre outras.
O Abrigo D. Pedro II levou ao circuito sua Rainha, Francisca Batista, de 73 anos de idade, e seu Rei, Antônio Torres, de 68 anos de idade, eleitos em uma festa de pré-Carnaval realizada na sede da instituição. A Rainha Francisca Batista, nascida na cidade baiana Coração de Maria, contou que adora cantar e dançar, destacando que não se sente idosa. “Estou tão feliz. Esse é o primeiro Carnaval da minha vida. Desejo que todos brinquem direitinho, sem brigas, com muita vontade de encontrar a felicidade, deixem toda a tristeza pra lá e fiquem na paz.”
A festa ainda nem acabou e o número de ocorrências de trânsito registradas pelos agentes da Transalvador já se aproxima do que foi contabilizado em toda a folia de 2017. Se no ano anterior foram computadas 6.701 notificações em todo o Carnaval, somente nos seis primeiros dias da festa em 2018 - quarta a segunda-feira -, 6.535 autuações foram emitidas. Com os dados desta terça-feira (13), que serão divulgados amanhã, os números devem superar os registros de 2017. Já em relação aos acidentes catalogados pelo órgão durante a folia, o número saltou de 60 no ano passado (da festa inteira) para 143 em 2018. Mas sem nenhum caso fatal.
Lei Seca - Um dado que reforça a intensificação das fiscalizações está nos resultados das blitze da Lei Seca. Se em toda a folia do ano passado 2.031 condutores foram abordados, o pente fino da Transalvador abordou 2.247 motoristas até esta segunda, com o total de 535 autuações até o momento. Seguindo a mesma tendência, 96 veículos já foram removidos neste Carnaval contra 83 em toda a festa do ano passado, com o recolhimento de 290 CNHs ante 268, respectivamente.
"Temos ampliado nossa fiscalização nas abordagens da Lei Seca, e isso é importantíssimo para a prevenção de acidentes. É muito importante ressaltar que nenhum acidente fatal foi registrado até o momento, o que é positivo, visto que computamos um em toda a folia do ano passado. Por isso temos intensificado o trabalho, visando a manutenção deste quadro para terminar o Carnaval sem nenhuma ocorrência mais séria. Essa é uma operação que a cada dia que passa fica mais complexa, sempre evoluindo em números de abordagens, remoção de veículos, dentre outros indicadores", detalha Fabrízzio Muller, superintendente da Transalvador.
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