Carnaval

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O Carnaval não se restringe apenas aos circuitos Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Centro). Algumas localidades da capital receberão uma programação especial e, por conta disso, agentes da Defesa Civil de Salvador (Codesal) estiveram presentes, na manhã desta terça-feira (26), em algumas das localidades que receberão o Carnaval nos Bairros.

As equipes realizaram vistoria nos bairros da Boca do Rio, Piatã e Itapuã. Nesta quarta-feira (27), a ação acontecerá em Pau da Lima e Pelourinho (Praça da Sé e Terreiro de Jesus). O objetivo é assegurar a tranquilidade e segurança dos foliões e moradores que vão passar por esses locais.

Durante a vistoria, é verificada a existência de qualquer situação que possa colocar a vida dos foliões em risco. São analisadas as condições das calçadas, postes, fiações, sarjetas e toda infraestrutura urbana. Os problemas encontrados são encaminhados para os órgãos responsáveis. Na maioria dos casos, a reparação é imediata.

“Nosso intuito com essa fiscalização é, sem dúvidas, erradicar os riscos, seja em uma ligação irregular que possa causar um choque ou uma pedra solta que ocasione em uma queda, por exemplo. Com essa varredura, contribuímos para evitar qualquer tipo de incidente”, afirma o engenheiro da Codesal Emerson Carlos. Ele reforça que o trabalho de vistoria continua durante e após a folia.

No período do Carnaval, equipes da Codesal estarão de prontidão nos circuitos para auxiliar em qualquer eventualidade, além de realizarem vistorias e manutenções diárias. O número de telefone do órgão é o 199.

 

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Toda a programação oficial do Carnaval de Salvador, incluindo os circuitos oficiais, espaços temáticos e folia nos bairros, já está disponível no site www. curtacarnaval. com. br. A festa começa oficialmente nesta quinta-feira, quando o prefeito ACM Neto entrega das chaves da cidade ao Rei Momo, no Campo Grande, mas na prática a cidade já está em clima carnavalesco.

Hoje mesmo tem Pipoco saindo, às 19h, do Clube Espanhol em direção ao Farol da Barra, sob o comando de Léo Santana. Já nesta quarta (27), a partir das 19h30, tem as bandinhas de sopro e percussão do Circuito Sérgio Bezerra, na Barra, a exemplo do tradicional bloco Habeas Copus.

No total, a programação do Carnaval de Salvador, que deve movimentar R$1,8 milhão na economia da cidade, gerando 250 mil empregos diretos, conta com 700 apresentações musicais. São esperados 800 mil turistas durante os dias de folia.

"Além da importância cultural do Carnaval, este evento é extremamente importante para movimentar a cadeia produtiva e os setores econômicos da cidade, beneficiando desde o empresário ao vendedor ambulante. Por isso, a Prefeitura se empenha em uma operação especial para que tudo funcione bem, além de buscar novidades todos os anos. Uma das estratégias para que a festa se transforme em resultados ainda mais positivos é justamente o pré-Carnaval, que ajuda a manter o turista na cidade por mais tempo", disse o prefeito ACM Neto.
 
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Para ser feliz não há limites, nem mesmo empecilhos, em função da idade. Seguindo essa máxima, os idosos do Abrigo D. Pedro II terão uma programação carnavalesca intensa que começa nesta terça-feira (26). O grupo de músicos da Guarda Civil Municipal (GCM) fará a festa dos idosos que vivem no local, a partir das 8h. O espaço, situado no bairro de Piatã, é gerenciado pela Secretaria de Promoção Social e Combate a Pobreza (Semps).

Às 10h, haverá um baile à fantasia com direito a animação da Guarda Civil Municipal (GCM). Já na quarta (27), às 15h, o espaço terá uma apresentação de coral que entoará marchinhas de Carnaval, resgatando o simbolismo da festa e resgatando um toque de saudade da festa nos moldes antigos. Na quinta-feira (28), a folia iniciará logo cedo, às 9h, com um banho de piscina livre ao som das marchinhas e sucessos carnavalescos que marcaram diversas gerações.

Na segunda etapa de atividades comemorativas em função da folia, será a vez do grupo do Abrigo D. Pedro II ir para os circuitos oficiais da festa. No domingo (3), segunda (4) e terça-feira (5) de Carnaval, os idosos irão ao Camarote Acessível do Campo Grande, também disponibilizado pela Prefeitura, e destinado ao público de forma gratuita. A unidade do camarote no Campo Grande funcionará das 12h às 20h.

Lazer para todos – A proposta dos Camarotes Acessíveis, situados no Campo Grande, Piedade e em Ondina, é promover inclusão social e oferecer espaços de lazer dentro dos circuitos do Carnaval. A intenção é de que idosos e pessoas com deficiência possam apreciar, pular e brincar com vista privilegiada, segurança e conforto, durante todos os dias da festa.

 

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Fevereiro é sempre marcado por uma energia diferente que move todos em direção às ruas para curtir o Carnaval. Mas de onde veio essa tradição? Trata-se de uma data religiosa que antecede o período de quaresma, segundo conta o pesquisador e jornalista Nelson Cadena, no livro "História do Carnaval da Bahia - 130 anos do Carnaval de Salvador".

Como a quaresma, que se estende desde a Quarta-feira de Cinzas ao domingo de Páscoa, foi marcada, durante muitos anos, por um período de contemplação, do jejum, abstinência sexual e proibição de comer carne vermelha, os dias que a antecediam tornaram-se momento para extravasar e se exceder. Esse período recebeu o nome de "Adeus à carne", ou “Carnevale”, em italiano.

Em Salvador, segundo o pesquisador, a brincadeira nas ruas começa com o entrudo, trazido pelos portugueses. Inicialmente, consistia em atirar água uns nos outros, mas aqui foi ganhando outras formas. Bolas de cera perfumadas – chamadas de limões, lima e laranja – divertiam as famílias nos salões de residência e no teatro. Na rua, o entrudo consistia em atirar, desde os limões cheirosos, até ovos, farinha de rosca, polvilho e até tripa de animais cheias de água e às vezes de urina, por engraçadinhos.

Ao lado do entrudo, proibido por diversas portarias, por causa dos transtornos que causava, começa a aparecer o Carnaval mais organizado dos salões, por volta de 1850, no Teatro São João, na Praça Castro Alves. Três décadas depois, surgem os desfiles de clubes, como o Cruz Vermelha e os Fantoches de Euterpe com carros alegóricos pomposos. “As pessoas costumam ter saudade do Carnaval antigo, mas é preciso ter em mente que ele não volta mais e que as festas sofrem transformações adequadas ao novo momento”, avalia Cadena.

Dos clubes ao surgimento e consolidação do trio elétrico, diversas manifestações marcaram a festa de Momo de Salvador: os pranchões, grandes camarotes que se deslocavam sobre trilhos, os corsos, carros sem capotas, ornamentados, que desfilavam pelas ruas; e a Fobica de Dodô e Osmar, que em 1951 se destacou por utilizar cornetas amplificadoras e o pau elétrico (a guitarra), tocando o repertório de Vassourinhas. Só em 1972, o trio se consolida com a apresentação de Caetano Veloso, em sua Caetanave, produzida por Orlando Tapajós, e dá cara nova ao Carnaval baiano.

Resgate cultural – Como a festa está sempre se reinventando, após a intensificação de blocos, há hoje um movimento de retorno ao Carnaval sem cordas. “Hoje, eu vejo que está acontecendo uma pressão da sociedade para ganhar espaço na avenida. As cordas dos blocos tomavam 80% do espaço da rua e deixavam o folião sem espaço para brincar. Até os próprios responsáveis pelos blocos foram se conscientizando. Foi crescendo o Carnaval pipoca”, acrescenta Cadena.

Para ele, o Carnaval é uma festa ótima, muito bem-sucedida e, em linhas gerais, exitosa, mesma opinião do pesquisador do tema e vice-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Miguez: “O Carnaval é maravilhoso! É o momento único da vida da sociedade baiana e de Salvador, em que a população consegue reproduzir de forma gostosa a alegria e energia que já lhe são características. É a festa da inversão, o pobre se veste de rei, o homem se veste de mulher, a mulher, de homem, é período de se divertir”, afirma.

Onde consultar – Toda essa história da folia de Salvador pode ser apreciada com riquezas de detalhes na Casa do Carnaval, tanto por meio dos livros disponíveis para leitura no local, como pelo acervo audiovisual e dos artefatos utilizados na festa, que promovem uma verdadeira viagem no tempo. O espaço funciona de terça a domingo, de 11h às 19h, sendo que é preciso chegar até as 18h para ter acesso. Os ingressos custam R$ 30 (Inteira) e R$ 15 (Meia-entrada).

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Dois dias antes da abertura oficial do Carnaval e dois após o Fuzuê e Furdunço, baianos e turistas vão poder se esbaldar com a terça-feira do “esquente” carnavalesco. Será dia do Pipoco, que chega à terceira edição e volta a ter o embalo do cantor Léo Santana pelo segundo ano consecutivo. O trio do artista sairá às 19h desta terça (26), do Clube Espanhol, e segue até o Farol da Barra, no contra fluxo do Circuito Dodô (Barra/Ondina). O evento é organizado pela Prefeitura, por meio Empresa Salvador Turismo (Saltur).

Artista principal do evento, Léo Santana agradece ao apoio da Prefeitura e também ao carinho do público. “A sensação é de alegria e gratidão mesmo. Tudo isso é reflexo do público, dos meus fãs e da força que tivemos para que o evento ocorresse. Sou extremamente grato por tudo”, ressalta. Como forma de retribuição ao carinho dos fãs, Léo promete investir nos looks e montar um repertório bem variado, cheio de canções novas. “Claro que não vão faltar as mais antigas e sucessos dos nossos amigos que fazem sucesso pelo Brasil. Nosso pipoco promete”, brinca.

Animado, o cantor fala sobre a satisfação de fazer parte do Pipoco pela segunda vez. “É uma realização muito grande porque adoro sentir a energia da galera. É uma preparação para o que está por vir nos próximos dias”, diz o artista. O pagodeiro, que montou um repertório especial, promete balançar os foliões. “Espero que a galera se divirta muito e curta com muita paz. Estamos montando um repertório incrível, que não vai deixar ninguém parado. Quero todo mundo lá”, aproveita o artista para reforçar o convite.

Multidão carnavalesca - O presidente da Saltur, Isaac Edington, afirma o pré-Carnaval de Salvador, que contou com o Fuzuê e o Furdunço no último final de semana, além do projeto Salvador Som e Mar, já é um sucesso. “O clima de Carnaval já envolve a cidade. A gente não poderia deixar de manter o Pipoco, que foi muito feliz nos dois últimos anos, o primeiro com Timbalada, e ano passado com o Léo, que volta com tudo para fazer mais essa grande ação na nossa folia", frisa.

Nesta quarta-feira (27), o trecho entre o Farol da Barra e o Morro do Cristo será animado por bandas que trazem o clima dos antigos carnavais e repertório que inclui desde marchinhas até sucessos atuais, interpretados de maneira instrumental. A programação do Circuito Sérgio Bezerra conta com mais de 20 atrações, incluindo o tradicional Habeas Copus.

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Para que os foliões possam curtir todos os dias de festa no Carnaval sem transtornos, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) realiza ações de prevenção junto aos proprietários de imóveis dos circuitos oficiais do Carnaval. A operação, que tem como principal foco a região do Campo Grande e a Avenida Sete de Setembro, busca alertar quanto à proibição do uso de marquises como camarotes.

Além de marquises, sacadas, deques suspensos e até mesmo algumas varandas podem virar armadilhas quando utilizadas de forma incorreta e transformar o folião em uma vítima, caso sejam utilizados como camarotes improvisados. Isso porque as estruturas não foram projetadas para receber excesso de peso. A medida é proibida por lei para evitar acidentes e garantir mais segurança ao público.

Para prevenir o uso incorreto dos espaços durante o Carnaval, os fiscais da Sedur estarão atuando em plantão de 24 horas. Caso seja identificada alguma irregularidade, o proprietário do imóvel será multado e pode ter o espaço interditado.

“Para garantir que o Carnaval de Salvador seja um sucesso, nossas equipes começaram a atuar desde o início de janeiro e todos os proprietários já foram notificados. Nos dias da festa, nossas equipes estarão fiscalizando todos os circuitos para garantir o cumprimento da legislação e evitar qualquer risco à segurança dos foliões”, explica o coordenador de fiscalização da Sedur, Everaldo Freitas.

Proteção civil – A Defesa Civil de Salvador (Codesal) também realizou nesta semana inspeções nos circuitos da festa já em função do período carnavalesco. Também com o objetivo de garantir a tranquilidade do folião, a Codesal monitorou situações como a necessidade de reparo da infraestrutura urbana dos circuitos como condições das calçadas, postes, fiações, sarjetas e qualquer outra situação que possa colocar a vida dos foliões em risco.

Durante o período do Carnaval, equipes da Codesal estarão de prontidão nos circuitos para auxiliar em qualquer eventualidade, além de realizarem vistorias e manutenções diárias. O número de telefone do órgão é o 199.

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